Citação:
Eu havia pulado novamente pelo buraco, sabia que o caminho entre o Monte Sternum não era uma boa idéia, sem comida e com pouco suprimento tive que buscar a verdadeira saída daquele cemitério subterrâneo.
Caminhei por muito tempo, até que achei outra fenda no teto, esta sim me levou a um andar superior onde apenas havia esqueletos e morcegos, minha fome me faria roer os ossos delas, mas não ajudaria muito, tive que comer alguns raros cogumelos que havia encontrado numa parede, mas me ajudaria com a fome por um pouco de tempo apenas, até que por fim encontrei uma escada que me levava a superfície!
Subi por ela e nasci novamente, o fato de estar saindo daquele lugar onde a morte morava e poder ver um lindo céu azul e um rio ao sul cristalino me fez sentir maravilhosamente, fui correndo até aquelas águas beber um pouco dela, logo em seguida tirei uma vara de pescar da mochila e joguei o anzol na água, cada peixe que era pego eu comia em poucas mordidos estando cru mesmo, minha fome parecia insaciável.
Após longa horas enquanto pescava, dois olhos me observavam nas sombras, eu sequer havia notado, tal criatura saiu do esconderijo e começou se aproximar de mim, até que ela pisou num galho seco, meus instintos me fez virar com um meu cajado em direção dele e atirar sem pensar duas vezes, quando percebi, aquele lobo estava morto. :coolface:
Vendo que o tempo já havia passado e fui sair daquele lugar, atravessei um bosque com vários lobos, mas eles eram fracos para mim, até que havia um grupo de minotauros em seguida, eles eram sensíveis ao elemento gelo de meu cajado, consegui matar, porém um deles usava uma balestra e seus dardos tinham ótimas precisões, me acertou um na coxa, o que me impediu de me aproximar até ele, meu cajado não conseguia acertar alvos a longas distancias, tive que usar de runas fraca de energia que eu havia comigo, consegui matar rapidamente ele, pois ele tinha bom ataque, mas seu couro era bem sensível.
Em seguida, o bosque havia acabado, havia apenas um longo caminho gramado para caminhar, eu estava tranqüilo, mancando devido a ferida na coxa, até que pelas costas, levei uma baita machadada na parte detrás da articulação do joelho, na mesma hora eu me abaixei no chão de dor e uma picaretada acertou minha costela, mas que dor infernal, malditos Anões!
Tive que me levantar rápido e correr, comecei atacar aqueles homenzinhos enquanto corria mancando e ferido fortemente, havia entre anões comuns com picaretas e machadinhas, com cabelo e barba loiros, mas havia alguns soldados ruivos que também atiravam com dardos assim como o minotauro, foquei neles até mata-los, um por um ia morrendo enquanto eu usava meu cajado e minhas runas de energia, por fim, tinha vencido eles, e como premio estava todo furado igual uma peneira, já estava anoitecendo, logo adiante havia uma montanha gigantesca onde os anões havia construído uma cidade, mesmo estando machucado, fui andando até mais outro bosque menor que existia adiante, sentei embaixo de uma arvore próxima ao rio, até que uma mão me pegou pelo ombro e disse:
-Eu posso te ajudar!
Olhei rapidamente, era um druida que usava um capuz marrom, sua voz era rouca e seu rosto não pude identificar, ele apenas me mostrou uma pasta feita com uma erva especial dizendo que ela curaria meus ferimentos. Aceitei a ajuda, afinal de contas quem não é contra mim, é por mim (pensei comigo).
Ele me deu um frasco com extrato da “Erva” para beber, pois segundo ele, eu iria sentir uma dorzinha quando ele passasse a pasta, tomei o tal extrato, o druida começou colocar a pasta nos ferimentos dos dardos. Meu Deus, mas que dor agoniante, eu sentia como se ele tivesse colocado brasas nas feridas e batesse com uma estaca no lugar pra empurrar dentro na ferida, estava sentindo muitíssimo mais as dores dos dardos e das armas dos anões no meu corpo, aquela dor foi tão alta que apaguei...