Citação:
- 8 e 20.
- Carlos Vady. – suspiros – Muito pobre para ter um Iate, rico o suficiente para bancar Harvard pra dois filhos.
- É cara, você trouxe muitos problemas... Teve idéias erradas, irritou os que podem comprar um Iate. Ou vários. – uma leve risada, meio debochada, meio decepcionada, se segue.
O assassino mexe na munição calibre .50 enquanto visualiza a vítima pela mira telescópica do seu rifle. No outro prédio, pelo vidro molhado da chuva e a cortina marfim entreaberta, vê-se uma mesa de madeira preparada para um belo jantar. O alvo está em pé, apoiado na cadeira que fica na cabeceira da mesa, de frente para o vidro, totalmente vulnerável para o seu destino.
O atirador carrega sua arma, engatilha e posiciona a mira entre os olhos de Carlos. O dedo no gatilho. Em menos de um segundo haverá muito sangue. Subitamente a vítima sorri e olha para trás. Da parte de cima da janela, surge um belo corpo feminino carregando o prato principal daquela noite. Dois vultos pequenos e rápidos deslizam pela cortina até a mesa, aquietando-se logo após. O rosto da mulher aparece pela vidraça junto com um beijo carinhoso em Carlos.
Hesitação.
O dedo se afasta do gatilho enquanto o vulto feminino se dirige há uma das cadeiras borradas de marfim.
Convicção.
O indicador volta com firmeza para o gatilho enquanto o senhor Vady se acomoda na cadeira. A mira volta a ficar entre os olhos castanhos.
Firme, sem hesitação. Sem um leve tremor sequer. Um verdadeiro assassino.
A noite chuvosa e escura se clareia por um milésimo de segundo. O barulho vindo do terraço do outro prédio se espalha pela cidade. Algum latido é escutado muito longe.
Rapidamente o homem vai embora, sem olhar para trás, sem ouvir gritos ou choros.
Ficou pequeno, como era o esperado. Só não tá numa forma de roteiro, mas isso dá para adaptar.