Capítulo XV - O passado de Artheron
Karteler estava caído no chão. O homem erguia a espada em sua frente, pronto para desferir um último golpe. Karteler percebeu que deveria ter ouvido a voz. Esperado a tal maldição acabar. O que faria agora?
O homem com um rápido movinmento, desceu a espada direto em Karteler. Quando a lâmina estava a alguns centímetros dele, um grande raio de luz atingiu o homem que caiu no chão machucado.
Karteler se levantou, pegou a espada dele e com ela o matou. Olhou na direção em que as flechas haviam vindo. Havia uma mulher.
Era muito bela, sua pele era albina, seus cabelos brancos como neve. Olhos profundos, um azul bem claro. Suas roupas eram de cor negra, o que realçava a pele. Karteler largou a espada no chão e foi em direção a ela. Cumprimentou-a.
- Muito obrigado por salvar a minha vida.
- Não foi nada Karteler. - ela disse sorrindo
Karteler se assustou em como ela poderia saber o seu nome. Ela o chamou para ir até as montanhas, a alguns quilômetros de Soutan. Os dois andaram por algumas horas, calados.
Chegaram nas montanhas, como sempre verdes de suas matas. Sentaram-se no topo de uma pequena colina. Finalmente a mulher olhou novamente para Karteler. Sorriu.
- Não precisa falar nada. Eu sei de tudo o que aconteceu com você. Sei de Artheron, de Ann e sobre você ser um troll.
- Mas... como?
- Somente me escute. Aquele homem era um mensageiro de Artheron. Foi mandado para te matar. Até agora, ninguém te disse quem é Artheron. Eu irei te dizer.
Karteler prestava atenção em cada palavra. Preparava-se para ouvir uma longa história.
- Há alguns anos atrás, a princesa, filha do rei de Soutan, foi exilada por tentar matar o seu próprio pai. Seguiu para Pytro, onde encontrou um grande guerreiro, chamado Jakrot. Os dois tiveram um grande romance, e dele nasceram dois irmãos gêmeos. Um deles foi abandonado e o outro criado carinhosamente por eles. Este que ficou sob a guarda dos pais, recebeu o nome de Artheron. Alguns anos depois, ao fazer 18 anos, Artheron matou os pais e roubou a espada de seu pai. Seguiu em busca de seu irmão.
Karteler havia prestado atenção em tudo. Ele ficou pensando por algum tempo, até ser interrompido por ela.
- E então, Artheron nunca encontrou seu irmão. Ouviu falar de algumas jóias, precisamente pérolas, que poderiam lhe dar um poder nunca imaginado antes. Começou a procurá-las.
- São as mesmas pérolas que procuro?
- Sim. Agora, sobre a sua maldição, eu acho que tenho como fazer isso não acontecer mais com você. Mas, será um método muito sofrido. Você terá que se desligar de tudo que ainda o prende a forma humana.
- Não compreendo.
- Irá compreender.
A mulher com alguns rápidos golpes fez com que Karteler ficasse sem possibilidade de defesa. Atirou uma bola de luz de sua mão e um portal sugou Karteler para dentro.
Ele olhou para os lados. Era tudo completamente escuro. Olhou para si e estava em forma de troll novamente, de dentro da escuridão, saiu um homem. Um homem conhecido.
- Mas, isso não é possível!
E o que surgiu das sombras, foi ele mesmo, mas em forma humana.
Enquanto isso, no castelo.
- Matthey!
Ann chorava sem parar. Matthey havia realmente morrido. Não havia nada que pudesse fazer. Com algumas técnicas que havia aprendido quando criança, conseguiu fazer uma pequena chama.
Atiçou-a para que crescesse e cremou o corpo de Matthey. Restando somente cinzas.
- Adeus Matthey.
Algumas lágrimas caíram em cima das cinzas. Ann foi até o outro lado da cela, se ajeitou e dormiu.
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Esse capítulo ficou meio pequeno, e não sei se está tão bom. É mais para explicar a história de Artheron. Bem, espero que gostem.
||KaRtElEr||