Capítulo XXIII - Dhous Khan Retorna.
Artheron abriu uma pequena porta de madeira. Por ela, pôde ser vista uma grande escadaria, cujo fim não era visível devido a má iluminação. Ele formou uma pequena chama em sua mão, que usou para iluminar o caminho.
Ele desceu enquanto os seis o seguiam.
Muitos degraus, deixavam os irmãos cada vez mais ansiosos. Esperando pelo retorno de seu mestre. Após alguns minutos, chegaram a um tipo de caverna, lacrada por uma enorme pedra.
Artheron lentamente removeu a pedra. Do outro lado, um brilho vermelho iluminava toda a sala. Os seis irmãos entraram primeiro, e Artheron logo após, trancando novamente a sala.
No centro existia um grande buraco, preenchido por magma. Um leve cheiro de enxofre pairava no ar. No meio do buraco estava Flea. Presa aos cantos por quatro correntes.
- E então Artheron? Quando você começa? - Perguntou Lanioth entusiasmado, mas ao mesmo tempo triste, vendo o estado em que se encontrava Flea.
- Podemos começar bem agora. Já tenho tudo o que preciso.
Ele andou até o centro e olhou fixamente para o corpo de Flea. Pediu para que os seis irmãos se afastassem. Retirou do seu bolso uma adaga, a mesma que Ann havia encontrado no castelo. Do outro bolso retirou o cristal que havia conseguido na cidade.
Encaixou o cristal em um pequeno buraco na adaga. Apontando-a para o buraco, e para o corpo de Flea, disse algumas palavras incompreendíveis.
Os seis olhavam atentamente enquanto Artheron fazia isto, mas após o ritual, nada aconteceu.
Alguns segundos de silêncio. Os seis estavam ansiosos, nada estava acontecendo. Matt tentou andar em direção a Artheron, mas, no mesmo momento, começou um terremoto. Matt se desequilibrou e caiu no chão. As correntes que seguravam o corpo de Flea começaram a se romper, fazendo com que o corpo caísse diretamente no magma fervente.
Pedras caíam do teto, se espatifando ao atingirem o chão. Artheron olhava tudo acontecer atentamente. Uma coluna de magma se levantou. O calor era quase insuportável. Todos suavam sem parar. O cheiro de enxofre era cada vez mais forte. A respiração era difícil. Era como uma tortura para todos os que estavam ali.
No meio da coluna de magma era possível se enxergar uma figura. Era enorme e não possuia aparência humana. Seus longo chifres quase atingiam o teto. Pela primeira vez desde que entraram na sala, um sorriso apareceu no rosto dos seis irmãos.
Dhous Khan havia sido revivido.
Dhous Khan saiu do centro da coluna, fazendo com que ela caísse. Sua aparência era aterrorizante, mas eles não pareciam ter medo.
- Quem me chamou? - disse Dhous Khan olhando para os sete que estavam lá
Artheron deu um passo à frente e se ajoelhou.
- Eu, ó Lorde das Trevas.
Dhous Khan olhou para Artheron fixamente. Ele saiu de dentro do buraco de magma. Os irmãos se aproximaram dele e ajoelharam-se.
***
Já era dia. Karteler se levantou e olhou em volta. Estava à beira mar. Preparou suas armas e começou a adentrar a ilha. Uma vegetação rasteira, juntamente com uma leve brisa, e o cheiro do mar. Dava uma impressão da paraíso.
Subiu em uma rocha para poder avistar melhor. Avistou uma floresta ao longe, com uma enorme nuvem de fumaça. Desceu e correu em direção à floresta. Necessitava ver o que era aquilo.
Nos galhos das arvores avistava alguns macacos e outros animais. O solo era lamacento. As árvores densas fazia com que a movimentação fosse difícil. Cada vez mais sentia o calor. Parecia que a fumaça era de algum tipo de queimada.
Continuou adentrando na floresta. Chegou a uma clareira. No centro havia um prédio em chamas. Ele usou seus poderes para criar um jato de água, que usou para acabar com o incêndio. A mata estava parcialmente queimada. O prédio estava completamente destruído.
Ele entrou para ver o que era. Percebeu que tratava-se de um templo. O piso ainda estava quase intacto, apesar das cinzas. No centro havia um altar, com uma estátua em homenagem a Raoquis, um grande sábio do passado.
Ficou algum tempo admirando a estátua. Ouviu ruídos que vinham do lado de fora. Retirou a espada para lutar caso fosse necessário. Se virou e caminhou lentamente até a saída.
Ficou do lado de fora. Os ruídos pareciam passos, e vinham da direita. Karteler sentia que estava cada vez mais perto.
Ele andou cautelosamente na ponta dos pés, sempre rente a parede. Respirou fundo e se virou.
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Desculpe por este tempo sem capítulos novos, mas eu estava sem tempo para escrever, entre outros. Mas agora prometo que Karteler voltará com força total.
Não sei se este capítulo ficou muito bom (perdi um pouco a prática xD). Mas, bem... comentem. ^^
||KaRtElEr||