- Alca Patrön! Muito tempo não acha?
Alca ouviu uma voz conhecida no lugar onde ele nem sabia qual era.
- Vai dizer que não me conhece, Alca?
- R-Ric? - Disse o fazendeiro.
- Quem é ele, Alca? Eu não estou vendo ninguém!
- Vejo que tenho de me apresentar.
O Homem sai de um lugar escuro. Estava cabisbaixo. Ele levanta a cabeça e mostra seu "monstruoso" rosto.
- Ric, Ric Artar! Lembra de mim agora, Alca?
- Saia daqui! Não farás mal nenhum nem a mim nem a ela!
- Alca... Eu tenho certeza que você não teria a coragem de me machucar. Na verdade estou aqui em paz.
- Só porque tu rezas à noite por todos os pecados que fazes durante todo o dia não significa que tens paz ai dentro.
- Você também esqueceu quem são aqueles homens, não Alca?
Alca lembra do rosto dos homens. Eram os mesmos.
- M-mas você não comanda eles?
- Sim.
- Sinceramente não entendo... Por que você foi contra uma ordem que você mesmo deu?
- Sempre soube que você é uma boa pessoa, Alca, muito diferente de...
- Diferente de quem? - Interrompe Lwuida.
- Ainda não contou a ela?
- As vezes parece que você fala com ironia!
- Na verdade não parece, eu falo com ironia. Não é porque eu quero e sim porque é um costume.
A ladra estava amedrontada. O misterioso e monstruoso homem parecia ser bom, mas não retinha pequenas expressões malígnas.
- Vou levá-los para minha casa.
Uma neblina densa aparece novamente.
Eles aparecem agora, na casa do órgão.
- Lembra da casa, Alca?
- Eu não vou entrar aí! E você, Katarine?
Lwuida estava amedrontada e paralizada.
- Katarine?
- O-oi?
- Se quiserem dormir no lado de fora é só falarem que eu trago um cobertor. Mas garanto que dentro da casa está muito mais quente. - Disse Ric.
Alca parou, pela primeira vez demonstrava uma cara mal-humorada, de desconfiança, maliciosa.
- Por que deveria entrar? Aliás, não era você que dava as ordens para aqueles homens me pegarem?
- Alca, sabes muito bem que eu não faço isso por vontade própria. Mas fica tranquilo, não obedeço mais ordens de ninguém, só do meu Deus.
Alca chama Lwuida que não conseguia falar uma palavra, ainda não sabia o porque. Eles entram na casa, ainda desconfiados.
O homem foi mais adentro. Pegou um violino e entregou na mão de Alca.
- Ainda sabe tocar?
- Sim.