De madrugada, um vulto passaeva pela casa. Foi na cozinha, pegou alguma coisa no recipiente que chamava de gelador, cozinhou no fogo à lenha e começou a comer. Parecia ser uma galinha.
Lwuida somente cochilava e voltava a acordar, ela não conseguia pregar os olhos porque sempre vinha a mesma pergunta em sua cabeça. Como a casa não era dela, ela não ousava a levantar-se e andar pela casa. Mas porque não poderia? O dono estava dormindo mesmo. E assim ela abriu a porta do quarto.
Estava totalmente escuro mas ela percebeu que parecia vir uma luz de vela da cozinha. Subitamente, a luz se apagou, agora sim estava tudo escuro.
Ela andava com passos silenciosos, até que.
- AAAAAAAAAAAAAAH!!! - Os dois gritam.
O vulto parecia falar algo.
- Katarine?
- Alca?
- Sim. Ainda bem que é você. Já ia pensando que fosse um invasor de terras.
- Mmmm. - dizia ela sem graça por ser descoberta. Por sorte estava tudo escuro e sua cara não aparecia.
- Bom, estava comendo lá na cozinha quando a vela se apagou. Droga! Agora não tenho outra!
- Alca, no quarto há uma... Posso pegar?
- Ah, sim sim, claro.
Lwuida foi até o quarto de Salid, apalpando nas paredes de madeira. ela sabia onde a vela estava, a tinha visto mais cedo, só que no escuro tudo fica mais difícil. Ela chegou até a derrubar algumas coisas que estavam em cima de uma mesa. Foi apalpando e apalpando até encotrar a vela. Depois deu um grito para Alca.
- Achei!
- Traz pra mim!
Ela foi botando as mãos para frente até que achou o braço do homem. Ele pegou a vela e a acendeu com um esqueiro, coisa rara na época.
A luz se fez porém, era pouca. Alca olhou para Lwuida. Arriscou fazer um convite.
- Katarine...
- Oi?
- Gosta de química? Alquimia? Experiências científicas?
- Não muito, mas me interesso.
- Quer ir ao meu laboratório?
- Ótima idéia. Não tenho nada pra fazer mesmo. - disse ela brincando.
- Opa! Então vamos!
Alca então, segurando a vela, orientou Lwuida até a porta do laboratório. Ele pediu licença, pegou a vela e a colocou perto da massaneta da porta. Parecia ter um compartimento. O fazendeiro abriu e fez uma senha. A porta se abriu.
Com o pouco de luz da vela, podia se ver algumas tochas apagadas e uma escada, como se fosse para um porão. Alca foi andando na frente e acendendo as tochas, com o fogo da vela. Lwuida foi atrás, com um certo "frio na barriga". À medida que Alca acendia as tochas o local ia ficando mais claro e cada vez mais ofuscava o brilho da vela. Aluz chegou a ficar branca e pegava em todos os lugares. Parecia que o homem também conhecia óptica.
- Posso te fazer um pedido? - Disse Lwuida
- Claro!
- Me chame de Lwuida, por favor. Há tempos não me chamam de Katarine, fui mais acostumada e ser a "Lwuida" do que a "Katarine".
- Como quiser Kata... Ops, Lwuida. - Falou o homem brincando.
Ela aceitou a brincadeira com um sorriso
Descendo mais ainda, ela percebeu que chegou no final da escada, e ela era grande. Havia uma outra porta. Ele apertou a massaneta e porta se abriu. Um lugar iluminado foi revelado. Era cheio de tubos de ensaio, frascos e muitas otras coisas. Termômetros, provetas, inúmeros objetos. Por que aquele homem precisava daquilo, se ele morava sozinho e suas descobertas não seriam aplicadas e nem divulgadas em nenhum lugar?
Lwuida cada vez mais ficava mais interessada pelo homem. Mas ele era bem misterioso, ela não conseguia esquecer de Salid Patrön.
Quem será que foi, é ou será Salid Patrön?