Lwuida bufava de cansaço. A pedra roalava e soltava poeira.
Ela voltava a correr, só que dessa vez, bem mais lentamente. Ela olhou para trás e viu que pedra acertou o homens que foram "esmagados" pela mesma.
Veio uma sensação de alívio, mas a pedra continuava a rolar porém agora, em sua direção. Ela tentava correr mais rápido mas tinha muitas fadigas e andava cada vez mais lentamente.
A pedra estava descendo a montanha e indo para o deserto asemorfateano. Seu raciocínio que a salvou nesse momento... por enquanto. Havia uma pequena entrada na montanha que dava para se esconder do caminho da pedra então, ela entrou.
A pedra vinha só passando e passando pelo caminho para o deserto. Ela se segurou na pequena entrada. Mas algo inesperado aconteceu. O grande bloco de pedra passou por cima de uma bem menor, uma pequenina pedra voou no ar, que acertou a cabeça de Lwuida deixando-a desmaiada. Então ela cai e também começa a rolar.
Ela se machucava ao rolar. Rolou até parar na parte do começo da divisa do deserto com a floresta, lugar que nunca tinha pisado antes, desacordada.
- Ai minha cabeça! - dizia a menina acordando.
- Vejo que acordou. - vinha uma voz detrás dela.
Ela olhou para onde estava. Viu plantações, um lago cristalino, tudo isso cercado por uma interminável e linda floresta. Olhou para trás e viu um homem. Ele vestia roupas simples e largas. Sua pele, pálida como a dela, olhos castanho-claros e cabelos da mesma cor e um pouco longos. Sua sombrancelha era grossa e ele era magro. Logo se assustou.
- Quem é você?
- O homem que te achou machucada no fim da floresta. Mas agora você já está bem... suas feridas cicatrizaram e eu te coloquei umas roupas. Não sei se ficou confortável, mas eram as únicas que podia lhe arranjar.
O homem parecia ser bondoso apesar de simples. Mas ainda passou por sua cabeça que ele pudesse ter feito alguma maldade.
- Você não...
- Não, não fiz nada do que pensas. Apenas te achei quando caçava algumas galinhas e bois pela florestas.
- Por quanto tempo estive aqui?
- Dois dias e três horas. Você tem uma cicatrização bastante rápida, poderia te garantir que se você não tivesse essa cicatrização, ainda estaria toda ferida e tomando meus cuidados
Quem seria aquele homem? E qual seria aquele lugar?
- Qual o teu nome?
- Meu nome? Meu nome é Alca... Alca Patrön.
- Onde estou?
- Na baixa floresta de Barmstrad
- Barmstrad??? Eu estou em Barmstrad?
- Sim... te encontrei toda machucada perto do deserto de Asemorfät, na parte que fazia divisa com a floresta, acho que a uns cinqüenta quilômetros daqui, ou mais...
- E você veio me trazendo de lá até aqui?
- Sim.
- E eu pelada?
- Sim. Mas fique despreocupada, nunca iria fazer isso com ninguém.
Ela estava envergonhada e com raiva. Havia sido achada por um homem e ainda mais, o lugar era totalmente calmo e silencioso, perfeito para qualquer "crime". Ela olhou para cara do homem. Sua cara de bom homem fazia ela esquecer de tudo que ela poderia pensar. Logo, quis saber mais sobre Alca.
- E o que você faz aqui?
- Vivo. - dizia ele lavando a alface que pegava de sua plantação.
- Vive sozinho?
- Sim... há tempos não recebo uma visita, para passar o tempo, às vezes falo com os animais?
- Druida?
- Não posso dizer que sim. Sei algumas coisas do druidismo, mas apenas para sobrevivência própria.
- Então como fala com animais?
- Eu apenas falo com eles, mas não sei se eles me ouvem.
- E o que fala com eles?
- Da minha vida, das peste que as vezes vem na minha plantação, dos meus remédios, das minhas descobertas químicas, etc.
- Mmmm... e o que come aqui?
- Carne de boi e de galinha, frutas do meu pomar e vegetais da horta.
- E a água de onde vem?
- Tiro mais água do lago, mas eu fiz um poço por onde vem água bem limpa.
E assim a conversa foi seguindo. Ele era um homem bem calmo e bom, elegante e introvertido, mas simpático ao mesmo tempo.