Antes de mais nada, gostaria de informar que tudo que falarei aqui é baseado exclusivamente na crença da existência de Deus, portanto, a discussão está aberta para, conforme o próprio título do tópico, discutirmos o poder de Deus. Por favor, evitem desviar o assunto do tópico, o que não significa que eu não esteja aberto a uma singularidade ou pluralidade de ídeias advinda de vocês. Por um longo tempo eu refleti e cheguei a máxima da existência de Deus. Mas, sabemos que isto é uma questão de fé, a ciência não tem aptidão para opinar sobre isso, já que não pode provar ou desprovar a existência Dele.
Ainda acredito que Deus tenha poder absoluto sobre TUDO e que a complexidade do tudo que nos involve, é a coisa mais simples para o nosso Deus. Sim, Ele tem poder mas a bondade Dele para com nós é tamanha, que ele se vê limitado em seus poderes. Deus não preconiza a justiça humana, tampouco a submissão humana a Ele. Entre torna-nos escravos de sua vontade e nos dar a liberdade, ele optou por nos conceder a liberdade, mesmo que tal liberdade pudesse gerar o mal. Bem melhor do que sermos escravos, não acham? Mas essa liberdade está sendo mal usada por muitos e é isso que está fazendo nos destruir cada dia mais. O individualismo chega ao ponto em que isso acaba afetando a liberdade dos outros. Vejam bem, estamos violando um direito divino que Deus nos deu! Sendo assim, caimos em um dilema: por um lado, o individualista satisfaz seus anseios pessoais mas viola a liberdade do próximo e por outro lado temos que a liberdade foi feita para todos, e não só para um.
Então, como preservar a liberdade de todos e respeitar a vontade de Deus? Simples, devemos usar outra coisa que Deus nos deu de valioso: a capacidade de raciocinar. Parece utópico nos imaginarmos em uma sociedade onde todos tem liberdade total. O próprio fato da sociedade conceber a idéia de restringir a liberdade pessoal em detrimento da alheia, já contraria esse pensamento e o mesmo ocorre quando a liberdade do individualista acaba limitando a liberdade do outro.
Há os que optam pela primeira, há os que optam pela segunda. Eu opto pelas duas. Queiramos ou não, sempre existirá o individualista, o sujeito que não mede esforços para alcançar seus fins, mesmo que para isso tenha que violar a liberdade alheia. Então porque não acabar com esse comportamento e instaurar a sociedade utópica de liberdade coletiva? O individualista geralmente se vê em uma cituação vantajosa e isso faz com que ele satisfaça seus desejos e anseios. Já o coletivista não escolhe grupos, apenas propugna pela liberdade restrita de todos, isonômica e sabem que a maioria dos conflitos decorrem de uma faca de dois gumes: o poder humano.
Devemos ser individualistas e ter grande poderio para acabar com os individualistas, subservindo-os a nossa qualidade coletivista. Um soberano com tal poder poderia contruir um linhame que tornaria a segunda hipótese viável. Ser individualista para os individualistas, coletivista para os coletivistas. Talvez digam que o soberano, como detentor de grande poder, estaria em desnivelamento com outros, mas o seu individualismo é plenamente justificável... um mal necessário. Com o fim do individualismo, ele abdicaria dessa qualidade e submeteria-se tão somente a sua liberdade restrita que impora aos seus rivais, os individualistas.
Para mim Deus tem poder de tudo, mas ele prefere que nós continuemos livres. Ele não pode intervir na liberdade, mas na natureza das coisas não decorrente de fatores humanos, pode. Uma doença por exemplo, acredito que Deus possa curar, mas é necessária muita fé.
Bem, não pude escrever o tanto quanto queria, mas acho que isso já é o suficiente para o início de um debate.
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