Babel é obscuro. Não no sentido de misterioso,charmoso.Obscuridade é um vício de linguagem. Se observa um emprego de arcaísmos e preciosismos em demasia. Em alguns momentos, o texto beira a cacofonia e o eco:
"[...]me vi perdido, mas ao mesmo tempo não me enxergava direito: Era como na época de bêbado. Eu podia xavecar travestis se não estivesse sóbrio. A questão é que ia me sentindo bem, a santa cura para o santo mal que me importunava, tudo ao adentrar cada vez mais aquilo que era o chamado 'bosque'."
O prólogo revela um personagem fraco e depressivo, um tanto quanto anarquista. O estilo do seu discurso castiga o leitor a cada palavra, revelando um personagem sem sal que é assim...por querer.
No Capítulo I, a transição é repentina: saimos do abstratismo enfadonho de Agatha Cristhie e caímos no simplismo literário de Paulo Coelho. Os diálogos são mal-elaborados,e a obscuridade entra em cena novamente,tentando esconder isto.Não vou comparar esse texto com o Cólera e Filosofia. Só o autor pode fazer isto. E eu não sou ele. Eu sou Guardian,o Cinzento.
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