Meus parabéns, Sadeckss!
Acho que o Bob já disse o principal, mas deixo aqui meus ~centavos~ de contribuição também.
Em setembro do ano passado, tive meu primeiro filho (o qual completou 1 ano há poucas semanas). Particularmente, descobri um amor, uma compaixão e uma entrega de mim mesmo que nunca imaginei possível em toda a minha vida.
É uma experiência única. Ouvir a primeira batida do coraçãozinho no consultório médico, acompanhar a barriga da mãe crescendo aos poucos (e parece que não chega nunca), tomar nos braços pela primeira vez aquela criança que é sua, fruto seu, vê-la crescer, adquirir feições, reagir, sorrir, rir de propósito, pedir colo...
Caraca, é incomparável. Pela primeira vez na vida eu senti o peso de ter algo realmente precioso para cuidar, um senso esmagador (mas não ruim) de responsabilidade, até mesmo um medo de que qualquer mal aconteça a ele. A vontade é de mover o mundo e tudo o que for possível para cuidar do pequeno e não deixá-lo passar nenhuma necessidade, não sofrer nenhuma dor.
Minha perspectiva mudou. O coração fica até mais mole, e hoje consigo entender como é estar "deste lado" da paternidade. Quando não se tem filhos, é muito fácil julgar o comportamento das crianças alheias. Mas cada um sabe onde o calo aperta.
Mas é gostoso demais. Caramba, o Nardinho aqui está crescendo rápido demais, já dizendo umas boas palavras, começando a andar meio trôpego, e até ontem era só um boneco molenga.
Enfim, indo à prática:
- Se vocês contam com uma boa rede de apoio, amigos etc., provavelmente receberão bastante roupa de presente. Então não acho que vale a pena comprar tanta.
- Fralda e roupa de RN deixam de ser usadas rápido demais. Por isso também acho que não vale a pena estocar muito.
- Faça o possível para ter um plano de saúde e incluir o bebê. É investimento e vai lhe poupar dor de cabeça, cansaço e sofrimento.
- Tente evitar visitas nas primeiras semanas. Por mais bem-intencionadas que sejam, são uma ameaça à saúde do bebê.
- Aproveite para dormir muito agora. Descanse. Por aqui, nunca dormi tão mal na vida como nos primeiros dias. Mas a boa notícia é que isso passa.
- Se a mãe conseguir (e estiver disposta a) passar por parto normal, é só benefício. Se a recuperação com um recém-nascido é cansativa assim, imagine cuidar de tudo isso com uma mulher operada de cesárea. Dificulta tudo.
Por enquanto, é o que me vem à mente. Se lembrar de algo mais, volto aqui.