
Postado originalmente por
Bob Joe
O "considerar como terrorismo" não muda em nada na prática, é só mais um mecanismo que os EUA inventaram para manter o controle militar e político da América Latina. O americano não tem nenhum interesse em combater as facções, até hoje não fizeram isso na Colômbia, que arreganhou as pernas, não vai ser no Brasil que vai ser diferente. O que eles querem é um argumento para legitimar uma eventual distribuição de "democracia" por aqui.
Se o Brasil quisesse combater mesmo, tem ferramentas que podem ser todas feitas aqui. Não é como se precisassem de um porta-aviões nuclear americano para entender, mapear e combater o fluxo de armas, drogas e dinheiro. Nosso problema não é sobre a classificação desses grupos criminosos mas sim pelo fato do crime organizado estar dentro das estruturas de poder do país. E aí eu não falo só da política, vai desde da cultura, passando pelo judiciário e terminando no sistema financeiro.
Um investimento pesado em integração de sistemas de segurança pública, uma unificação das policias civis estaduais e uma revisão no Código de Processo Penal já ajudaria muito mais do que o Trump falando um monte de bosta sobre um país que ele nunca pisou. São coisas que todos esperavam do bolsonarismo (já que era a área onde eles iam um pouco melhor) mas que ou nem começaram ou não foram totalmente concretizadas.
Tenho de concordar que o problema é mais profundo, enraizado, e aliás penso que o problema maior nem seja o Judiciário em alguns pontos. A omissão e a conivência do Legislativo são enormes.
Muito se fala de juiz "soltando quem tem 50 passagens pela polícia", mas em muitos casos o magistrado está apenas seguindo a lei. Se houvesse uma reforma legislativa para alterar esses pontos cruciais no CPP e no CP, já resolveria muita coisa.
Mas quantos políticos querem aumentar penas e tornar mais restritos os benefícios penais, se boa parte desses mesmos políticos têm rabo preso e podem ser os próximos sentenciados?