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Tópico: Jason Walker e o Retorno do Príncipe

  1. #11
    Cavaleiro do Word Avatar de CarlosLendario
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    Aquele capítulo foi certamente bem parecido com a seleção das casas pelo chapéu lá em HP, mas tenho ciência de suas inspirações e gosto de ver essas coisas empregadas no mundo tibiano.

    Excelente capítulo, outra vez. Várias explicações sobre o futuro da história, bem como os futuros personagens da história. Acredito que esse Adam vá lembrar consideravelmente o Draco Malfoy, pelo jeitinho superior dele. Já não gostei dele, por sinal, por isso já quero que ele se foda pra aprender que a vida não é só status. E que não se debocha da família do maior herói de Tibia.

    Aguardo o próximo.

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  2. #12
    Avatar de Sombra de Izan
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    Engraçado que no comentário me referi que todos morrem, se falou que nessa história seria diferente do que foi na história anterior

    Outro ótimo capítulo, nesse senti um gosto de oposição, os lados opostos da moeda começam a se formar.

    Fico no aguardo de novos capítulos

  3. #13
    Avatar de Neal Caffrey
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    CAPÍTULO IV
    EMBARQUE


    Eremo se sentia ligeiramente incomodado pelo tanto de vezes em que a mãe lhe passava a mão pelos cabelos, tentando ajeitá-los. Jason e Leonard conversavam em voz baixa à mesa do café-da-manhã, e Zath estava estranhamente quieto. Bella e Bambi tinham sido recentemente separadas por Heloise, que esbravejou a plenos pulmões com ambas ao perceber o tanto de cabelo de uma nas mãos da outra.

    Às nove e trinta, a meia hora do embarque para Edron, todos já se sentiam demasiado irritados e soturnos para falar. Jason conduzia Eremo com uma das mãos em seu ombro, enquanto Melany batalhava contra uma revoltada Bella. Zath, entrementes, caminhava sozinho mais adiante no curto caminho até o cais, arrastando os pés.

    Ao sombrear o pequeno cortiço ao sul de onde morava atualmente, Jason o mirou ao longe, saudosamente nostálgico. Tinha dezesseis anos quando deixara aquela casa pela última vez rumo a Senja, para buscar a Espada de Crunor. No ano subsequente, já dividia a pequena mansão com Leonard ao noroeste da posição do cortiço.

    O cais encontrava-se incomumente cheio naquele momento. Crianças de onze a treze anos ralhavam em voz alta com os pais, a maior parte delas despreparada para deixar o convívio e o aconchego do próprio lar, para não falar na cidade de Carlin, que deixaria alguma saudade. À distância, num canto mais afastado do cais, Eremo divisou os contornos da família Fletcher, muito reservada. Não sabia se em função de tudo que ouvira a respeito deles nos últimos dias, mas todos pareciam muito pouco simpáticos e certamente a insolência no olhar do pequeno Adam não lhe passou despercebida.

    A dez minutos da partida, Jason, Melany, Leonard e Heloise já haviam designado uma das cabines mais altas para as crianças, lá deixando seus pertences. Toda a embarcação era magicamente ampliada para abranger todos os estudantes duas vezes ao ano – na partida e na chegada. Se habitualmente cento e setenta passageiros deixavam Carlin por dia, somente no primeiro navio da manhã para Edron naquele dia de setembro, cerca de cem pessoas saíam da cidade.

    — Cuidem-se, respeitem seus professores, estudem para valer — recomendou Melany, dando um beijo estalado na bochecha de Eremo e espelhando o movimento em Zath. — Esperamos vocês no natal.
    — Tenho uma dúvida — insurgiu-se Eremo de repente para Jason.

    O pai assentiu uma vez, sinalizando que estava ouvindo.

    — Como é que Grundalph e os outros escaparam quando o Inominado destruiu Edron?

    Jason sorriu, compreendendo a dúvida do filho.

    — A Academia Noodles de Magia já se havia dissolvido quando Lúcifer recrutou Spectulus — explicou. — Zoltan, por exemplo, estava em Kazordoon, vivendo entre os ferreiros. Grundalph estava em Carlin.

    Eremo fez uma careta. O primeiro apito do navio pode ser ouvido.

    — Traremos vocês de volta no natal — repetiu Melany, abraçando o filho mais uma vez. — Não se meta em encrencas.
    — Mamãe — ralhou Eremo, tentando se desvencilhar do aperto da mãe. — Como é que alguém pode se meter em encrencas em uma escola?

    Leonard estufou o peito.

    — Vai descobrir que Noodles é praticamente um convite à encrenca.

    No instante seguinte, os pais empurravam os filhos para dentro do navio, que ia recolhendo sua prancha. Eremo e Zath despediram-se com um vigoroso aceno, o filho de Jason segurando o de Leonard pelas vestes para que ele não rolasse pela amurada e acabasse se afogando no oceano.

    Jason mirou o navio desaparecendo devagar no horizonte, sentindo-se um pouco vazio.

    — Talvez devêssemos tê-los alertado — sentenciou John, aparecendo de repente.

    Leonard balançou a cabeça em sinal negativo.

    — É um alívio que tenhamos filhos deixando Carlin neste ano, sob certa perspectiva. Terão um ano cheio pela frente. Será ainda pior se estiverem preocupados com algo incompatível com a idade que têm.

    John balançou os ombros, como quem dissesse “se você assim diz”.

    Minutos depois, o navio desapareceu completamente no oceano, sempre rumo ao sul, vencendo a linha do horizonte, para além daquilo que os olhos podiam ver. Melany e Jason se abraçaram por um instante, enquanto Heloise tentava domar Bella a todo custo.

    Aos poucos, o cais foi se esvaziando. O vento era ligeiramente gélido para a metade do mês de setembro e, em seu íntimo, Jason compreendeu o que aquilo poderia significar. Leonard fez que sim, concordando.

    Afinal, trazer Ares para lecionar em Carlin e designar Randal como diretor de Noodles não tinham sido decisões obtusas. Jason respirou fundo.

    — Parece que é a hora de reabrir aquele enigma milenar.




    Eremo encarava fixamente a escotilha de sua cabine, ligeiramente reflexivo. Não sabia de onde derivava a apreensão que sentia, se do olhar soturno do pai ou da antevisão de enfrentar um ano inteiro cruzando com Adam Fletcher nos corredores da escola. Jamais havia sequer ouvido a voz do garoto, mas cria que era suficiente tudo que ouvira falar sobre a família. No final das contas, descender de Lancaster Wilshere e Apocalypse era um fardo que carregava consigo também um julgamento. Tentou não o fazer de antemão, mas era simplesmente impossível.

    A viagem entre Carlin e Edron durava algo em torno de duas horas, com o vento em popa. Eremo sacou um dos livros de magia e começou a folheá-lo desinteressadamente, até que Zath ingressou na cabine, trazendo consigo vários salgados embrulhados em um pano de prato.

    — De onde…
    — Há uma cozinha abaixo do convés — disse ele, oferecendo um pastelão ao primo. — E, aparentemente, há uma vantagem também em ser um pouco mirrado, apesar da idade. O gordão que administra a comida não viu nem minha sombra.

    Eremo mordeu o pastel, apreciando-o. Ainda estava quente.

    — Você vai nos meter em apuros qualquer hora dessas.

    Zath limpou as mãos porcamente nas vestes, franzindo o cenho.

    — Nossos pais poderiam pensar que as aventuras valem a pena — disse, em tom de sabedoria. — De que vale a vida sem alguns riscos?

    O outro assentiu uma vez, rindo. Sabia que Leonard tinha recebido a alcunha de “cabeça-oca” há algumas décadas, e acreditava, sinceramente, que o primo poderia acabar sendo conhecido pelo mesmo apelido. Obviamente, nenhum deles tinha absolutamente nada de cabeça-oca. Se soubessem a precisão daquele arco, pensou Eremo, divertindo-se.

    Cerca de quinze minutos depois, um menino ainda mais obtuso do que Zath, se é que era possível, bateu nas janelas das portas da cabine, ao que Zath autorizou sua entrada. Eremo o conhecia bem; tratava-se de Gregory Roop, um dos sobrinhos do falecido Carl. Todos conheciam a sua história, é claro; Carl fora desintegrado por Chimera pouco antes de chegar a Venore, na busca pela Túnica Rubra, antes da queda do Inominado.

    — Posso ficar aqui com vocês? — perguntou, com a voz aguda. — Adam Fletcher tentou me enfeitiçar no corredor.

    Os dois assentiram, fechando a porta assim que ele entrou. Gregory tinha cabelos cortados em formato de cuia e olhos grandes e saltados. Parecia um tantinho maluco para um primeiro observador, mas todos sabiam que era uma pessoa de grande coração.

    Entrementes, a antipatia de Eremo por Adam Fletcher somente ganhara um novo ingrediente. Não sabia, em sã consciência, quem é que tentaria enfeitiçar alguém como Gregory Roop, por qualquer motivo que seja. Era um menino dócil e até um pouco abobado.

    — Que foi que Fletcher fez? — perguntou Zath, metendo outro salgado na boca e oferecendo um para Gregory, que aceitou, receoso.
    — Agitou a varinha, disse que era o novo inquisidor do navio e passaria a punir as pessoas que tinham nascido burras — ele mordiscou um cantinho da coxinha, deprimido. — Obviamente que fui o primeiro sentenciado. Disse que ia me transformar em um parafuso.

    Eremo arqueou as sobrancelhas, surpreso.

    — Feitiços de transformação são aprendidos somente no quarto ano.

    Gregory sacudiu os ombros.

    — Preferi não experimentar.

    Zath e Eremo tinham a mais plena ciência de que Fletcher seria incapaz de transformar alguém em um parafuso naquele momento da vida, mas compreenderam parte da hesitação de Gregory. Era realmente pouco talentoso, ninguém esperava grandes coisas dele.

    Nem mesmo os pais, que pareceram muito surpreso com a sua designação à Academia Noodles de Magia no dia da seleção.

    Instantes depois, uma garota também apareceu batendo à porta. Eremo franziu o cenho para ela, também autorizando a sua entrada.

    — Gostaria de saber se posso ficar com vocês — ela repetiu as palavras de Gregory, estremecendo ligeiramente. — Adam Fletcher disse que sou a burra-cacique, e ameaçou me transformar em um babuíno.

    Todos assentiram, ao que a garota se sentou, parecendo muito nervosa. Eremo se lembrava vagamente do nome dela. Penélope… alguma coisa. Era neta da velha Rowenna, vendedora de armamentos em Carlin.

    — Vou ensinar uma lição a esse retardado em breve — prometeu Zath, obviamente referindo-se a Adam Fletcher. — Quero cair duro se a família não estiver enterrada em sujeira até a testa. Endiabrados, é o que eles são. Mas, também, o que se poderia esperar da cruza do diabo com o capeta?

    Penélope, que era bastante magra e tinha cabelos lisos e prateados até a altura dos ombros e olhos castanhos, começou a rir freneticamente, deixando Zath ligeiramente encabulado e fazendo-o enrubescer. Aquela era nova. Eremo nunca tinha visto o primo envergonhado antes.

    Ele escondeu um risinho, anotando o fato mentalmente para cobrá-lo do primo mais tarde.

    O restante da viagem acabou por transcorrer muito tranquilamente. Gregory Roop, logo perceberam, era muito mais engraçado do que a aparência sugeria. Tinha brindado a todos com uma excelente imitação de Ares, brandindo uma espada imaginária por todos os lados e acabando por acidentalmente cutucar Zath no olho depois de um movimento brusco.

    Penélope, por sua vez, parecia realmente obtusa. Fazia comentários desconexos sobre o tempo, muitas vezes pontilhados com algumas ponderações irreais sobre o reinado de Carlin representava um risco ocupacional para todos ser vivente. Era uma teórica da conspiração de carteirinha. Nem mesmo Zath conseguia rivalizar com ela no quesito maluquice.

    Depois, cedo demais, o navio começou a gradualmente reduzir a velocidade. Através da escotilha da cabine, Eremo divisou, a uma curta distância, a fachada imponente da muralha norte de Edron, recortada contra o horizonte através do qual somente se divisavam os contornos parcos do castelo, oculto dos olhares externos por magia.

    Um apito sonoro deu a todos conta de que estavam a instantes de distância do cais, e logo o navio atracou. O corredor se encheu instantaneamente de vozes e gente aglomerada. Mais à frente, próximo das escadas que levavam ao convés, Adam Fletcher dava petelecos nas orelhas de um colega uma cabeça mais baixo, que parecia decidido a não se incomodar.

    — Edron — gritou um marinheiro a plenos pulmões. — Desembarque!

    Aos poucos, as filas foram avançando, não sem que as crianças simplesmente se empurrassem para todo lado. Não tardou para que, finalmente, os quatro colegas começassem a cruzar a prancha que havia sido estendida sobre o leito do cais.

    O ar em Edron era consideravelmente mais gélido do que em Carlin, e Eremo apertou a capa nos entornos dos ombros para se proteger. Adiante, seis soldados do exército local miravam as crianças do alto de suas armaduras de aço. Todos vinham armados de lanças.

    — Atenção — gritou um deles, fazendo-se ouvir sobre o vozeiro, que gradualmente foi se silenciando. — Vamos conduzi-los à Academia Noodles de Magia de Edron. Prosseguirei à frente, dois de nós vão acompanhá-los pelos flancos e teremos mais um de nós aos fundos. Durante o percurso — seus olhos se fixaram nos de Zath, que os devolveu indolentemente —, não saiam da formação. Aquele que desobedecer será expulso da escola.

    Diante daquela nota endurecida, que ensejou algumas manifestações ansiosas por parte dos alunos, lentamente todos começaram a descer a escadaria de mão que levava à terra firme. Eremo soltou um gemido quando notou que Zath pisava deliberadamente para fora da formação somente para desafiar os soldados, mas nenhum deles pareceu lhe dar atenção.

    Edron, Eremo notou, era uma cidade bastante peculiar. Sem dúvida, sua modernização seguia o exemplo de Carlin. A região central era totalmente murada nos arredores e, em cada esquina e a intervalos irregulares, soldados mal encarados portando suas lanças imensas permaneciam imóveis e atentos a qualquer movimento. O cais ficava ao norte, e havia um imenso e sólido portão edificado exatamente na metade da muralha norte, que se abriu pesadamente conforme todos foram se aproximando e se fechou um pouco mais rapidamente quando todos já haviam passado.

    O castelo, imponente, era uma construção duas vezes maior do que o de Carlin, posicionado exatamente no centro do quadrado composto pelas muralhas, e sua face norte dava exatamente de frente para o portão de entrada. À direita, margeando a parede do castelo, alguns cavaleiros treinavam incautamente com machados e espadas, golpeando uns aos outros ocasionalmente – e não havia saída aos fundos. A estrada contornava o castelo à esquerda, onde algumas casas haviam sido transformadas em lojas, oferecendo toda sorte de artigos mágicos e não mágicos. O templo de Crunor ficava quase ao fim da muralha à esquerda, e o caminho, contornando o castelo, seguia à direita, onde se divisava um segundo portão que levava para fora dos muros. Antes do fim da área central da cidade, todavia, na sequência das portas duplas de carvalho que levavam para o interior do castelo, encontrava-se o depósito, onde algumas pessoas se reuniam e conversavam em voz baixa.

    A maior parte das casas, Eremo notou, ficava além da muralha sul da cidade, e certamente um par delas, a meio caminho da escola, era a que mais se destacava. Parecia o tipo de moradia extravagante que o pai aprovaria. Do lado de fora dos muros, não havia mais calçamento, embora tudo fosse muito limpo e organizado: a estrada que seguia à esquerda era de terra batida, mas bastante rala. À frente, finalmente, os contornos da Academia Noodles de Magia podiam ser divisados.

    Finalmente, pensou Eremo, com um ligeiro aperto no coração. Não há nada aí dentro que eu não possa decifrar.

    PRÓXIMO EPISÓDIO: CAPÍTULO V - NOODLES
    Jason Walker e o Retorno do Príncipe
    Sexta história da série de Jason Walker e contando. Quem sabe não serão dez?

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  4. #14
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    Esse capítulo foi bem tranquilo, mas parece que as coisas ficarão mais tensas e interessantes nos próximos. Essas preocupações de Jason, Leonard e John, e um aprofundamento melhor na personalidade dos filhos dele, bem como desses novos personagens introduzidos, foram partes altas e ótimas no capítulo. Fiquei particularmente interessado nessa Penélope, talvez porque eu goste de personagens com cabelos prateados, e queria saber o porque do dela ser assim. Gregory também parece um bom rapaz. Essa galera ainda vai aprontar coisa pra cacete.

    E, lógico, você está atiçando nosso ódio por esse Adam. Mas, se você diz que ele é mais do que parece, então ficarei de olho, sem julgar tanto. Mas não boto muita fé nesse moleque.


    Aguardo o próximo.



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  5. #15
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    É engraçado ver o andamento desse desenrolar dos magos, a dinâmica de aprendizagem ficou ótima, engraçado que quando veio a atualização de Dawnport nem notei as magias delas, quando soube fui logo pegar para usar no meu druid, já tava pensando que o dano baseava em ml, dai ia dar um up legal, mas parece que a regra era outra, gosto dessa dinâmica que desenvolve os personagens, das relações entre si, bom fico no aguardo de novos capítulos.






  6. #16
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    CAPÍTULO V
    NOODLES

    Noodles consistia em uma estrutura perfeitamente quadrada, composta por quatro grandes torres, uma em cada um de seus vértices, a do nordeste e a do sudoeste as mais robustas, sem favor algum. Um par de escadas de mármore levava à entrada da escola, cujas portas mais se pareciam com duas imensas folhas de ferro puro.

    Os soldados aguardaram com as crianças apreensivas por um tempo sem que nada acontecesse. O chão era todo revestido por uma espécie de cerâmica ornamental. Era tudo muito bonito, de todo.

    Finalmente, as portas da academia se abriram, lançando para fora um ar agradavelmente quente. Eremo piscou um pouco para desanuviar as vistas e, diante das portas abertas, divisou a figura de um homem magro e comprido usando dreads brancos, caprichosamente presos numa espécie de rabo de cavalo, com uma longa barba brilhante até a altura dos ombros. Ele abriu os braços numa espécie de saudação.

    — Bem vindos, muito bem vindos — disse Randal jovialmente, olhando para o soldado mais avançado. — Obrigado, Falk. Eu os assumo a partir daqui.

    O homem lhe prestou uma breve continência e desceu as escadas de volta para Edron, acompanhado de seus cinco correligionários. Todos os alunos avançaram devagar e cruzaram o limiar das portas de ferro, que se fecharam ruidosamente atrás deles.

    Instantaneamente, Eremo se sentiu inebriado pelo ar quente e ligeiramente sonolento. Só então conseguira compreender quanto frio fazia do lado de fora. Seus olhos saíram de foco por um instante.

    — Se puderem me acompanhar — requisitou Randal, dando-lhes as costas e começando a caminhar. — Vamos iniciar nosso ano no auditório.

    Eremo tentou memorizar o caminho que tomavam, mas era simplesmente impossível. Se, do lado de fora, Noodles parecia imensa e misteriosa, por dentro a sensação somente se intensificava. Ligeiramente apreensivo, lembrou-se da promessa que fizera a John de que desvendaria todos os segredos da escola. Obviamente, ele a havia subestimado.

    Chegaram, então, diante de uma porta simples de madeira, que Randal empurrou para conduzi-los para dentro. Agora, estavam diante de um imenso auditório – pelo menos duzentas cadeiras haviam sido dispostas de forma escalonada ao longo de todo o espaço destinado à plateia. O palco ficava num nível bastante mais baixo do que a primeira fila de cadeiras no topo, e havia uma comprida mesa de madeira disposta sobre ele, ocupando toda a sua extensão na horizontal.

    Randal sinalizou e, lentamente, os alunos foram tomando seus lugares aleatoriamente. Eremo, Zath, Gregory e Penélope desceram vagarosamente objetivando um dos lugares mais adiantados. Gregory foi rasteirado por Adam Fletcher no meio do caminho; alguns dos amigos de aparência igualmente desagradável e que circundavam o menino desagradável riram contrafeitos, mas Eremo somente apanhou o colega pela capa e o guindou no ar, arrastando-o impacientemente adiante e lançando um olhar de desprezo para Adam, que retribuiu com insolência.

    À mesa, três homens e uma mulher já estavam sentados — dois de cada lado de um lugar vazio situado exatamente no centro. Eremo nunca os havia visto na vida. Na ponta esquerda, estava sentado um homem magro e alto, vestido como um necromante moderno. Tinha um rosto bondoso e olhos muito azuis. Ao seu lado, à direita, a mulher vestia-se como uma bruxa autêntica: sobretudo negro dos ombros aos pés, chapéu cônico enviesado sobre os elegantes cabelos ruivos enrolados e olhos castanhos muito perspicazes – era muito bonita. Adiante, estava um homem mirrado e de aparência surrada, muito careca e sem sobrancelhas, que analisava a balbúrdia de estudantes com vivo interesse. E, na ponta direita, estava sentado um homem de feições duras, cabelos compridos até os ombros e penteados para trás, barba cheia e olhos duros e muito negros, que parecia levemente entediado.

    Ainda, todos perceberam que alguns adultos ocupavam as cadeiras da primeira fileira do auditório. Eremo lembrou-se, surpreendendo-se com quão pouco tempo havia se passado desde então, que John lhe dissera que a Academia Noodles de Magia também era o lar de comerciantes e outros auxiliares da escola.

    Randal subiu vagarosamente os andares da escadinha de madeira que levava até o palco e sentou-se na cadeira do meio da mesa. Aos poucos, as conversas e os burburinhos iam cedendo. A composição da mesa e a forma como tudo havia sido disposto deu a Eremo a sensação de que estava prestes a assistir a alguma espécie de show e, num momento de delírio, questionou-se sobre se os presentes brindariam a todos com alguma demonstração de magia.

    — Bem vindos — repetiu Randal, a voz reboando pelo aposento sem esforço algum. — Espero que estejam todos preparados para um ano de intenso trabalho e de muito aprendizado. Tenho o prazer de apresentar a todos o nosso corpo docente. Estejam certos de que todos os professores estarão disponíveis para auxiliá-los naquilo que for necessário e, sobretudo, para preencher as suas cabeças-ocas com algo de útil.

    Os cantos de sua boca tremeram. Ele apontou para o primeiro elemento da mesa, à esquerda – o homem vestido como um necromante.

    — O Professor Grundalph é nosso professor há sessenta anos — Eremo se surpreendeu; ele não parecia assim tão velho. — Será responsável por ensinar a todos magias de suporte e controle de grupo.

    Todos aplaudiram, sem bem saber o que esperar. Zath mexeu a boca sem emitir som algum, dizendo “o que é controle de grupo?”, mas Eremo, que não fazia a menor ideia, somente sacudiu a cabeça em sinal negativo.

    Em seguida, Randal fez uma ligeira reverência à mulher bonita e vistosa vestida de bruxa.

    — Ursula ensinará magias defensivas e de cura — disse Randal. — É nossa professora há cento e doze anos.

    Todos se entreolharam enquanto aplaudiam. Jamais tinham ouvido falar de alguém, à exceção dos demônios e incandescentes, que fosse capaz de viver por tanto tempo.

    — Este é Puffels, o maior transformista da era moderna — Randal apontou para o homem careca e sem sobrancelhas. — Ele lhes ensinará magias avançadas de mescla e invisibilidade, e é nosso professor há treze anos.

    Novamente, mais uma rodada de aplausos. Enquanto acenava para os estudantes, uma grande quantidade de cabelos espetados ia crescendo sobre a careca de Puffels, e suas sobrancelhas também iam sendo preenchidas. Tudo era muito azul. No instante seguinte, os cabelos e as sobrancelhas tornaram a desaparecer, arrancando mais vivas dos estudantes.

    Extasiada, Penélope se levantava e se sentava de excitação.

    — Por fim, mas não menos importante, Zoltan ensina o que há de mais importante para qualquer feiticeiro: magias ofensivas — Randal fez um sinal com a cabeça para o homem antipático. — É descendente de Masarov, o primeiro professor da história de Noodles, e leciona conosco há trezentos e vinte e dois anos.

    Zoltan não reagiu aos aplausos. Pelo contrário, pareceu mais entediado do que nunca. Somente esboçou algum entusiasmo ao cumprimentar Adam Fletcher com um sinal breve de cabeça, à distância. Talvez em razão do que havia ouvido falar a respeito do professor, Eremo já o considerava o seu menos favorito, antes de qualquer digressão.

    Randal levantou as mãos para requisitar silêncio.

    — Muito bem — disse, satisfeito. — Agora, gostaria de dar-lhes alguns avisos, especialmente para aqueles que, excepcionalmente, não souberem como funciona o nosso ano letivo.

    Seus olhos registraram prontamente a presença de Zath, que ergueu as sobrancelhas, desafiando.

    — Temos quatro dormitórios distribuídos pela escola, mas nenhum de vocês é obrigado a residir dentro dela. Alguns dos pais me escreveram recentemente, indicando apartamentos onde vocês ficarão, sob a supervisão de um dos professores, ao término do dia letivo. A lista poderá ser consultada comigo após o fim da nossa cerimônia.

    “O povoado de Stonehome, ao norte da nossa posição, é terminantemente proibido a qualquer estudante desacompanhado de um professor. Todos têm liberdade para vagar livremente por Edron, sendo que a ponte que leva ao povoado e o portão que divide a comunidade da região agrícola ao sul são os limites. Qualquer estudante que for apanhado fora de posição será sumária e exemplarmente punido.

    “Os alunos que objetivarem adquirir itens mágicos nas lojas disponibilizadas pelos nossos comerciantes nos limites dos terrenos da escola — ele fez um ligeiro sinal aos adultos sentados nos primeiros bancos — terão desconto especial na compra. A relação afixada no mural no saguão central dará conta a respeito de o que cada um deles está apto a negociar e, obviamente, quais artigos são permitidos a depender da faixa etária do comprador.

    “Devo advertir-lhes que os soldados que guardam os portões norte e sul do centro de Edron são extremamente voláteis e têm permissão para matar caso identifiquem qualquer atitude suspeita. Portanto, creiam quando afirmo que não é conveniente desobedecê-los ou lhes dar razão para lhes fazer algum mal. Este, talvez, seja o mais valioso conselho que tenho a transmitir.

    “É proibido, ainda, a quaisquer alunos do primeiro ao terceiro ano, a utilização de magias fora dos limites da cidade, ainda que para fins domésticos e não… nocivos — seus olhos faiscaram na direção de Eremo, que sustentou o seu olhar, impassível. — Sugiro que não desrespeitem a regra a ponto de quererem descobrir o que acontece com quem a viola.

    “Finalmente, amanhã, pela manhã, os testes vocacionais irão ser iniciados, e consistirão na entrevista individual de cada aluno com todos os quatro professores simultaneamente. Ali, vocês exporão suas preferências de acordo com as informações que receberem e seus mestres lhes darão alguma perspectiva sobre onde compreendem que vocês melhor se adequam. Esse será o momento em que vocês definirão a qual das artes de feitiçaria desejam se filiar com mais exatidão. Todas as magias permanecerão sendo lecionadas habitualmente, mas o professor que ficar responsável pelo aluno tratará de acentuar as suas características de acordo com as suas escolhas, portanto, não se decidam levianamente. Uma vez que a escolha tenha sido feita, não será possível voltar atrás.”

    Randal lançou um olhar penetrante ao salão.

    — Agora, os professores os orientarão sobre para onde deverão prosseguir. Consultem a lista comigo em dez minutos. Estão todos dispensados à exceção de Zath Saint e Eremo Walker. Venham até aqui, por favor.

    A balbúrdia tornou a se instaurar quando os estudantes, carregando mochilas e baús, começaram a se encaminhar para fora do auditório, arrebanhados pelos professores, dentre os quais Zoltan era o menos entusiasmado. Lançou a Eremo e Zath um olhar penetrante e decididamente suspeito antes de se dissolver em meio à multidão, enquanto os dois se dirigiam no sentido contrário para atender ao chamado de Randal.

    — Que bom vê-los — ele pegou cada um individualmente num abraço muito apertado. — Seus pais lhes designaram um apartamento a cinquenta metros das escadarias de entrada, na Praça do Círculo Central, logo após o portão sul, além da muralha. Vou levá-los até lá. Já têm ideia de que professor escolherão?

    Zath passou a maior parte do tempo questionando Randal sucessivamente sobre o que significava a expressão “controle de grupo”. Pacientemente, o incandescente esclareceu que se tratava de um conjunto de magias defensivas, que tinham por objetivo criar certas condições especiais em favor de aliados ou em desfavor de adversários. Inseriu no rol de magias do gênero as que tinham como efeito aumentar a velocidade do cavaleiro do grupo, dando-lhe condições especiais durante um certo período de tempo, ou a de lançar um escudo especial no aliado mais frágil durante uma batalha perigosa.

    Eremo escutava a explicação com apenas metade da atenção. O restante dela estava adstrita à análise dos mínimos detalhes de Noodles enquanto caminhava. Os corredores eram intensamente banhados pelos raios de sol, e eram muito amplos, de paredes muito brancas e de piso de linóleo alternado de preto e branco. Agora, o garoto notava que em algumas esquinas particularmente confusas haviam alguns sinais característicos: alguma pintura a óleo marcante, alguma estátua gasta, algum sinal de falha no piso quase sempre impecável, e assim por diante. Em mais de uma ocasião, pensou ter visto portas de ouro maciço ou de prata fulgurante mas, quando tornava a olhar, somente conseguia divisar um trecho de parede nua sem quaisquer sinais de portas ou maçanetas.

    Eremo deu um salto e quase teve uma parada cardíaca quando uma estátua de mármore gritou “não use magia” repentinamente enquanto eles passavam, e suas pernas ainda tremiam quando as portas duplas de ferro se abriram e eles saíram para o ar frio de fim de tarde.

    As ruas estavam consideravelmente mais movimentadas agora. Alguns comerciantes optaram por manter suas barracas, sabedores de que a cidade acabava de receber cem novos moradores, e ofereciam toda sorte de objetos mágicos: amuletos antipossessão, elmos que prometiam aguçar o raciocínio, varinhas mágicas com poderes ocultos, entre outros. Randal estalou os lábios em diversas oportunidades, e Eremo pensou ter escutado mais de uma vez as palavras “absurdo”, “charlatões” e “miseráveis”.

    Poucos segundos depois, Eremo e Zath finalmente compreenderam o que era a Praça do Círculo Central. Não havia nada de tão marcante na localidade e certamente não lembrava uma praça, mas as duas casas mais suntuosas que haviam visto no caminho para a escola eram as responsáveis por dar nome à região. Às paredes, haviam sido fixadas placas resplandecentes de prata em que se lia “Círculo Central 1” e “Círculo Central 2”. O prédio de dois andares, em cujo segundo andar se localizava o apartamento dos garotos, tinha uma placa de latão com os dizeres “Círculo Central 3”.

    — Bem… é aqui.

    Eles subiram as escadas de madeira e se depararam com um longo corredor aberto com diversas portas dispostas a intervalos regulares à esquerda. À direita, o parapeito representava uma varanda, e uma brisa fresca e ligeiramente gélida passava por ali. Randal empurrou a quarta porta à esquerda, ladeada por duas janelas sem grades, e eles se depararam com um amplo aposento que era constituído por misto de sala e cozinha, com uma porta para os banheiros ao fundo e duas portas, uma de cada lado, que levava aos quartos pequenos mas ajeitados. Eremo escolheu o da direita, cuja janela ficava à esquerda da porta.

    — Oito da manhã, amanhã — disse Randal. — Os professores farão as rondas a intervalos regulares. Respeitem os limites impostos pela escola.

    E saiu.

    Eremo largou-se no sofá da sala e apreciou o ambiente por um instante. Não era o mesmo que a sua casa de Carlin, mas daria conta do recado.

    Pela janela, ele divisou os contornos de Adam Fletcher avançando contrafeito, acompanhado por Zoltan, até o fim do corredor.

    Somos vizinhos, pensou, soltando um gemido longo e gutural.

    PRÓXIMO EPISÓDIO: CAPÍTULO VI - ORIENTAÇÃO VOCACIONAL
    Jason Walker e o Retorno do Príncipe
    Sexta história da série de Jason Walker e contando. Quem sabe não serão dez?

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  7. #17
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    E diacho ja vieram dois capitulos seguidos nem percebi mas ja li tudo

    Esses dois capitulos fizeram uma coisa importante para a história: definiram o grupo principal de protagonistas: Eremo e sua galera.

    E também definiram o bonde do mal: Adam e sua gang.

    Cara to so imaginando as tretas que estao para vir entre o Eremo e o Adam. Noodles virá abaixo.

    Mas na minha mente sempre vem uma questão. Havera um grande vilão que ainda está para se manifestar? Eu ainda nao li tudo das historias anteriores desse universo, mas ja sei que grandes antagonistas foram derrotados, Ferumbras inclusive.

    Então seria isso um sinal de um novo crossover? Um grande personagem de outro livro ou filme vai aparecer e ameaçar os tibianos?

    To querendo saber demais vamos em frente que as perguntas serão respondidas

    Até lá uma coisa eu sei. Eremo e Adam vão se engalfinhar pelos capitulos vindouros e eu quero muito ver isso

  8. #18
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    Eu acho difícil ver o Eremo e o Adam se dando bem e se tornando amigos. Eles são totalmente incompatíveis, e até mesmo o Draco lá no HP não conseguiu se dar bem com o Harry mesmo depois que Voldemort e companhia foram sentar no colo do capeta (Se é que tem um lá), e como te disse várias vezes, são uma dupla semelhante, que gerarão situações interessantes em meio ao mundo tibiano, que tem muito a lhes oferecer.

    E eu vi essa referência ao League, "controle de grupo", e acredito que há leves relances às irmãs, Kayle e Morgana, quando Randal explica sobre dois dos efeitos dessa classe de magia. Não tem tanto controle de grupo entre as magias tibianas, então eu acredito que possa ser uma referência. Ou eu tô viciado demais, não sei. Sei que logo logo estaremos escrevendo nossas fics de League, do jeito que anda as coisas.

    E eu quero ver o que vai sair dessa coisa do Adam e do Eremo serem vizinhos, e do Zoltan andar pra cima e pra baixo com o Adam. Certamente, coisa boa vindo. Não necessariamente boa para o Eremo.


    Aguardo o próximo.



    ◉ ~~ ◉ ~ Extensão ~ ◉ ~ Life Thread ~ ◉ ~ O Mundo Perdido ~ ◉ ~ Bloodtrip ~ ◉ ~ Bloodoath ~ ◉ ~~ ◉

  9. #19
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    Padrão História

    Eita que ótimo capítulo, as incompatibilidades sempre ocorrem, mas não seria diferente, quando se juntam várias pessoas diferentes é que dá a possibilidade de ocorrer coisas inesperadas

    Lembrando de um certo traidor da irmandade de sangue - uma história bem antiga - mas me fez lembrar, complementando o comentário do Shirion seria um crossover perfeito.

    Aguardo novos capítulos

  10. #20
    Avatar de Neal Caffrey
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    Spoiler: Respostas


    CAPÍTULO VI
    ORIENTAÇÃO VOCACIONAL


    Quando acordou no dia seguinte, Eremo levou algum tempo para se situar e para se lembrar onde estava. O aposento onde dormia era perfeitamente quadrado; sua cama, de solteiro, estava posicionada sob a janela no canto direito; à sua frente, um armário bastante novo já tinha recebido seus pertences de Carlin, embora ele não os houvesse trazido pessoalmente; entre o armário e a porta, a escrivaninha que continha uma cadeira defronte, que na noite anterior estivera vazia, agora tinha sobre si uma imensa caixa de madeira.

    Sonolento, ele se levantou devagar e abriu a caixa com cuidado. Dentro, havia diversos frascos cheios de líquidos rosa-berrantes e um bilhete escrito à mão e às pressas.

    Você esqueceu isto, bobão.
    Espero que esteja se divertindo.
    Beijos,
    Mamãe.


    Ele se vestiu sem pressa, os olhos turvos fitando distraidamente a porta entreaberta. Instantes depois, passou por ela.

    Havia uma porta exatamente do outro lado do novo cômodo, inteiramente aberta, onde ficava o quarto de Zath. À sua esquerda, a porta que levava à rua; o local havia sido dividido à proporção de um terço para dois terços por uma meia mureta sobre a qual havia uma bancada onde poderiam se sentar para comer, ficando a sala, na porção maior, com um par de sofás dispostos um de frente para o outro à esquerda, sobre um grosso tapete vermelho e quadrado, e a cozinha completa à direita, a pia sob uma janela um pouco menor do que as demais, sendo possível vislumbrar as muralhas de Edron à direita.

    — Dia — disse Zath, oferecendo ao primo uma xícara de café.

    Eremo aceitou e se largou no sofá, bebendo devagar.

    — Sete e trinta — informou o primo, dando um longo bocejo. — Que achou?

    Ele deu de ombros, entendendo que a pergunta se referia ao apartamento. Parecia mais confortável do que a escola, contudo. Com a voz ligeiramente emplastrada de sono, ele contou que havia visto Adam Fletcher atravessar o corredor para tomar posse do próprio apartamento ao lado do deles.

    Os olhos de Zath se estreitaram malevolamente.

    — Podemos enfeitiçá-lo e ninguém saberá.

    Eremo arqueou as sobrancelhas.

    — Randal parecia falar sério quando enumerou aquelas centenas de casos de expulsão.

    Zath deu de ombros e Eremo o analisou por um instante. Era surpreendentemente parecido com Leonard, e tinha pouco das características de Heloise. A julgar pelo que ouvia o pai dizer, sua personalidade também concentrava algumas características mais básicas do arqueiro.

    — Tem ideia de quem vai escolher para ser seu mestre?

    Eremo refletiu por um instante.

    — Grundalph me parece bom.
    — Acho que vou com Zoltan.

    Ele o encarou, escandalizado.

    — ‘Tá maluco.
    — De qualquer forma, precisamos passar pelos testes vocacionais — ele consultou o relógio novo em folha que estava preso à parede. — Vamos, vamos nos adiantar, ou chegaremos atrasados.

    Eremo bebeu o restante do café de um gole só e se apressou para escovar os dentes. Cinco minutos mais tarde, ambos deixavam o apartamento organizado para o ar surpreendentemente frio, no rumo da escola.

    Alguns estudantes se locomoviam também muito lentamente, todos muito cheios de sono e com cara de poucos amigos. Adiante, Adam Fletcher gingava, aparentemente contando uma piada muito engraçada a um aluno do segundo ano que Eremo tinha visto com ele no dia anterior. Era mais alto e mais forte que os demais, e sentiu algo de familiar nele ao cravar seus olhos azuis nos olhos verdes do menino, que o cumprimentou com um aceno de cabeça respeitoso.

    Ele ainda estava surpreso com o fato de que alguém tão educado pudesse conviver com um rapaz tão desagradável como Adam Fletcher quando Zoltan os recebeu às portas da escola.

    — Estão atrasados — disse, à guisa de bom dia.

    Zath deu dois tapinhas irritados no relógio de pulso.

    — Fala sério — resmungou, indignado. — Por um minuto. Não quero mais estudar com esse doente.
    — Para dentro — ordenou o professor em voz alta, inerte aos bocejos dos jovens que passavam diante dele como se fossem uma manada de búfalos. — Em silêncio. Respeitem aqueles que, carentes da preguiça que vos cerca, se levantaram mais cedo e começaram a estudar antes de vocês.

    Eremo passou por ele, sentindo sua simpatia pelo professor minguar aos poucos. Uma vez dentro da escola, aquele agradável ar morno os envolveu novamente e, desta vez, Zoltan os conduziu rumo ao norte, passando por uma sala que tinha um imenso teto abobadado e tomando o caminho a leste. Adiante, tomaram um corredor ao sul e chegaram a um amplo salão onde duas mesas imensas haviam sido posicionadas transversalmente ao corredor. O teto era feito de vidro e era mais baixo que os demais; eles concluíram que deviam estar na porção central da escola, exatamente sobre o oceano.

    — Aguardem aqui — ordenou Zoltan, crispando os lábios. — Serão chamados aos pares. O diretor lhes fornecerá as instruções adicionais ao fim dos testes vocacionais.

    Havia ali um par de escadas – um no sentido ascendente, outro no sentido descendente. Zoltan desapareceu pela escada que descia rumo a uma sala subterrânea. Eremo se sentiu ligeiramente claustrofóbico ao imaginar todas aquelas toneladas de água comprimindo as paredes sob o oceano.

    — Zath Saint e Eremo Walker — gritou uma voz feminina pela abertura das escadas.

    Surpreso com o quão cedo aquilo acontecera, Eremo se levantou e acompanhou o primo no trajeto. Zath fez questão de pisar no pé de Adam Fletcher no caminho até as escadas.

    Eles desceram devagar e chegaram a um aposento octogonal, tendo sido fixada, na face leste, a mesmíssima mesa de que tinha a escola disposto para a apresentação dos alunos no auditório no dia anterior. Ao centro, novamente, estava Randal. A bruxa bonita tinha sido a responsável por chamá-los; eles ocuparam duas cadeiras defronte à banca.

    Havia, ainda, um senhor de aspecto bondoso ocupando outra cadeira na porção norte da sala, e uma senhora de ar aristocrático sentada ao sul. Zoltan tamborilava os dedos na mesa, entediado; Grundalph e Ursula sorriam indulgentes, e Puffels não esboçava qualquer reação.

    — Bem, sabem por que estão aqui — disse Randal, sem rodeios. — Embora eu os conheça desde sempre e tenha alguma ideia sobre o que seria útil para cada um de vocês, as opiniões dos professores são importantes e ainda mais necessário é ouvir o que vocês pensam sobre cada linha de pesquisa.

    Ele olhou para Ursula, que posicionou uma pena sobre um pedaço de pergaminho, fazendo-lhes algumas perguntas. Zath, desde já, passara a ser reconhecido como um pirotécnico de primeira: explicara sobre as ocasiões em que pusera fogo na casa, sobre como tinha conseguido afugentar algumas raposas que ameaçavam atacar sua irmã, até sobre as suas pretensões de enfeitiçar Adam Fletcher assim que ele estivesse de costas. A última alegação, particularmente, deixou a professora Ursula um pouco chocada, mas ela tomou notas febrilmente sobre o papel, interrompendo vez ou outra para esclarecer alguma das respostas.

    Eremo, por sua vez, foi ligeiramente menos econômico nas respostas. Esclareceu que não tinha pretensões de se tornar um feiticeiro, e que o fato de que demonstrara poderes mágicos desde cedo constituía uma espécie de vergonha pessoal. Um pouco encabulado, deixou escapar que seu único objetivo era o de honrar o nome dos pais, e que se sentiria realmente estúpido se fosse incapaz de se tornar ao menos metade do homem que o pai fora.

    Desta vez, Ursula parecia positivamente surpresa, e arqueou as sobrancelhas quando percebeu que Eremo já tinha terminado de desfiar seu rosário. Ela sorriu para ele, encorajando-o, mas lançando um olhar de alerta a Randal.

    — Sem dúvidas, quer me parecer que o menor se encaixaria melhor com Zoltan — disse Grundalph, e eles se surpreenderam ao ouvir uma voz fluida e agradável, mas pouco mais alta do que um sibilo. — Embora, sinceramente, cause-me preocupação o fato de que prometeu atacar o jovem Fletcher.

    Ursula assentiu enfaticamente, voltando seus olhos para Zoltan.

    — Não sei se teria aptidão para ensinar um Saint — disse, com desdém, o que fez com que Zath arregalasse os olhos. — Os paladinos de Crunor possuem muita magia divina em seu sangue, e a mãe é druida, o que me confunde, também, sobre a objetividade dos critérios de seleção.

    Randal lançou para ele um olhar penetrante, sem nada dizer. Zoltan sorriu para ele, contrafeito.

    — Todavia, parece-me que a obtusidade natural da linhagem dos Saint não se… estende… a esse jovem rapaz. Não direi que terei prazer em ensiná-lo, já que é possível que muito do meu empenho deva ser direcionado a ele, mas creio que posso auxiliá-lo a desabrochar algumas de suas características mais precípuas.

    Zath piscava, abobado, mal conseguindo crer que alguém tinha a audácia de ofendê-lo tão abertamente na sua cara.

    — Concorda, senhor Saint, em ter o professor Zoltan como seu mestre?
    — Um momento — pediu o garoto, analisando friamente as feições duras do professor, que devolveu seu olhar com insolência. — Quer dizer que meu pai é obtuso?

    Randal fez um movimento involuntário, como se estivesse prestes a intervir, que poderia facilmente ser compreendido como uma simples impressão, já que, no instante seguinte, ele se recostava suavemente e encarava os dois meninos com uma expressão de vivo interesse.

    — Leonard Saint é uma das pessoas mais bobas que já vi — respondeu Zoltan, divertindo-se com o desafio estabelecido pelo aluno. — Causa-me espanto que tenha passado por tantas aventuras e sobrevivido para contar história.
    — Sim, e talvez eu decida desviar meu foco de Adam Fletcher para o senhor — respondeu Zath, com maus modos. — Não soube de sua bunda ter sido posta em risco quando Ferumbras ameaçou destruir o mundo.

    Houve um instante de silêncio em que Eremo tinha certeza de que o primo havia cruzado um limite. Os quatro professores e o diretor o encaravam insondáveis, analisando longamente o seu rosto marcado pela expressão da rebeldia.

    No segundo seguinte, todavia, Zoltan sorriu para ele.

    — Esse é o espírito — disse, com suavidade. — Está recrutado, senhor Saint, se lhe interessar, é claro.

    Ursula arqueou as sobrancelhas para ele, aguardando. Zath deu de ombros, ainda fitando o professor com uma expressão indignada.

    — Feito, então — disse a bruxa, aparentemente muito contente por aquilo ter terminado. — E quando ao senhor Walker…

    Desta vez, Zoltan se adiantou, sem aguardar um posicionamento da banca.

    — Seria interessante tê-lo como meu estudante também. Com todo o respeito que a banca merece, magias de suporte, controle de grupo, cura ou espionagem — ele enfatizou a última palavra, fazendo um gracejo para Puffels, que retribuiu, sorrindo de canto — são destinadas àqueles que não têm tanto poder de fogo, por assim dizer.

    Havia algum aspecto positivo naquilo, disso Eremo estava certo, embora Zoltan certamente fosse sua última escolha. Ao menos, ele e Zath poderiam desenvolver-se conjuntamente, e se o professor insultasse um deles, então ambos poderiam desafiar horas a fio inventando apelidos engraçados para ele.

    Eremo cravou seus olhos azuis nos negros de Zoltan, deliberando. O professor sustentou seu olhar, impassível.

    — Tudo bem — disse, por fim.

    No centro da mesa, Randal respirou fundo, sorrindo.

    — Peço que retornem ao saguão principal e aguardem o fim da seleção, por favor. O professor responsável por vocês lhes dará as próximas instruções.

    Mais do que depressa, Eremo e Zath saltaram das cadeiras, desaparecendo de vista. Zoltan olhou para Randal de canto e o diretor retribuiu seu olhar. Instantaneamente, a máscara de simpatia de que o professor se socorrera se dissolveu, e ele voltou a expor a sua expressão mais carrancuda.

    — Essa pequena discussão não estava exatamente nos meus planos — sussurrou Randal para o professor, fechando a cara. — Quase pôs tudo a perder.
    — Tanto pior para você.

    O diretor revirou os olhos quando Ursula convocou Gregory Roop e Penélope Haryam. Ao ouvir seu sobrenome, Eremo finalmente compreendeu por que não se lembrava dela. Realmente, ela era descendente da velha Rowenna. Adam Fletcher rasteirou Gregory Roop enquanto ele passava, estatelando-o no chão pela segunda vez diante de Eremo, que sentiu suas entranhas ferverem de raiva.

    — E aí, Walker? — gritou Fletcher.

    Era a primeira vez que se ouvia a sua voz; era arrogante e continha algum tédio em seu fundo. Eremo não conseguiu se livrar da impressão de que já a havia ouvido antes.

    — Aposto que foi parar com aquele pateta que se transforma em ratos — gritou, rindo abertamente. — Combina com a sua cara de perdedor.

    Zath levantou-se devagar, franzindo o cenho.

    — Estamos ambos com Zoltan — disse, para o espanto de Fletcher. — E questionei a ele vivamente sobre de que forma eu poderia fazer crescer nabos na sua bunda. Estamos trabalhando nesse feitiço.
    — Falou o filho do cabeça-oca — respondeu Fletcher, mal educado.

    Aconteceu tão depressa que Eremo quase foi incapaz de impedir. Num instante, Zath enchia-se como um balão; no momento seguinte, saltava cadeiras e atirava colegas para o lado, fazendo todo o esforço possível para alcançar Fletcher. Eremo o segurou pelo braço direito e o puxou com violência; o restante de Zath foi contido pelo menino jovem e quieto que acompanhava Adam Fletcher de manhã.

    Furioso, Zath saltava e estremecia no mesmo lugar, sacudindo os punhos pequeninos no ar e dizendo coisas que certamente teriam lhe rendido uma surra de varinha se estivesse em casa. À distância, Fletcher assistia embasbacado.

    — Se falar sobre o meu pai de novo… — murmurou Zath, sendo contido e fazendo um gesto obsceno.
    — Está bem, chega — pediu Eremo, com urgência.

    Adam Fletcher foi chamado por Ursula com o rapaz, que descobriram, chamava-se Eric Pennyworth. Nesse momento, finalmente, Zath se conteve.

    Secretamente, Eremo acreditava que tinham um problema em mãos. Zath e Adam iriam se estranhar outra vez no futuro.

    PRÓXIMO EPISÓDIO: CAPÍTULO VII - O PRIMEIRO SINAL

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