Não existe essa de celibato involuntário, a não ser que você realmente tenha chegado ao fundo do poço. Com R$ 300,00 você paga uma garota de programa e resolve este problema da melhor forma possível.
Mas vamos nos ater aos casos dos "pega ninguém". Por que são "pega ninguém"? Por culpa das mulheres que o rejeitam? Não camarada, o denominador comum dessa equação social é o "pega ninguém", portanto compete a ele refletir e assimilar onde está o erro. Eu e tanto outros tivemos o bom senso de assumir uma culpa que é nossa.
Particularmente não nutro qualquer sentimento negativo pelas mulheres. Pelo contrário, o sentimento que nutro é o de comiseração pelas atitudes deploráveis que tomam e que somente as prejudicam. Quando elas elegem os piores por acreditarem serem estes os melhores, pagarão o preço justo pela escolha inconsequente. E essa dívida não vai ser paga pelas mãos de um lunático qualquer, mas pelos próprios "super homens" que elas tanto veneram. Quem irá abandoná-las quando a volúpia e a beleza se forem, serão os cafajestes. Os "caras bonzinhos", que entregam em bandeja de ouro seu corpo e alma para as "vadias", obviamente serão objeto de asco e repúdio destas mulheres. Serão taxados de psicopatas, oportunistas, desonestos. Essas "mulheres" (se é que se pode chamá-las de mulheres) violentarão sem remorso algum os sentimentos puros destes homens, e se por um acaso o desespero deste homem culminar em suicídio, nenhuma pena será sentida.
Então a solução é virar a casaca e virar um cafajeste? Não. Devemos estar além do bem e do mal. E estar além do bem e do mal é ser implacavelmente e verdadeiramente justo, seja com as mulheres, seja consigo próprio. É óbvio que se o cara resolve permanecer na inércia e não adota uma postura proativa, obviamente vai continuar para todo sempre como um merdalhão "pega ninguém".
O grande erro que muitos desses caras cometem é o de se desenvolver pessoalmente, superar todos os árduos obstáculos que a vida lhe impõe e aceitarem mulheres "arrependidas" que dizem terem sido enganadas por cafajestes. Isso, claro, quando não vem um boneco de brinde para lhe enfiar goela abaixo uma paternidade socioafetiva. Vão morrer sozinhas e desamparadas. É essa a justa consequência que pagam por agirem da forma como agem. Chamem de karma, eu prefiro chamar de justiça natural.
Esses idiotas acham que matando uma leva de inocentes farão com que a natureza feminina seja mudada e que, como num passe de mágica, elas farão escolhas sensatas para sua vida. Infelizmente as mulheres só aprendem da pior forma possível: ou quando perdem seu poder de barganha, ou quando engravidam e o pai da criança some, ou quando nenhum "chad" olha na cara delas.
Mas não vou culpá-los totalmente. Desde a tenra idade nos inculcam com a perniciosa ideia de que os bons rapazes acabam em primeiro. Essa assertiva até pode ser verdadeira sob o espectro biológico (mais detidamente no âmbito da replicação), mas é mentirosa sob o espectro sociológico. O que a ciência nos ensina é vastamente estribado por claras e incontestes evidências empíricas: eu, na esmagadora das vezes, vejo mulheres realmente bonitas andando com playboys. Eu nunca vi esse tipo de mulher andando com mendigos, mesmo que se ofereçam como escravos emocionais dessa mulher. Eu não gostaria de uma escrava emocional, mas certamente me agradaria uma mulher que se entregasse de corpo e alma para mim; jamais abusaria da confiança dada e zelaria com afeto e dedicação essa entrega. Com as mulheres não ocorrem o mesmo pois são regidas pela inteligência emocional, coisa que carece em nós homens (daí a dificuldade em assimilar e compreender o comportamento contraditório das mulheres).
Destes aí sinto pena, pois não foram capazes de compreender a realidade feminina e muito menos de operar as mudanças necessárias para que despertassem atenção nas mulheres. Não nos esqueçamos que muitos julgam Frankenstein uma abominação inominável, mas se esquecem que por trás da criatura, está o criador, Dr. Victor. Seria o monstro Frankenstein ou Dr. Victor? Sei que essa possivelmente seria a últimas das reflexões que alguém faria ao ler o romance, mas não a invalida como reflexão. O criador por trás dos incels são as mentiras que nos são contadas, os romances e filmes cor-de-rosa que insistentemente veiculam, a idéia muito bonita, porém mentirosa, de que amor é pago com amor. Pobres daqueles que acreditam em tal ardil!
Não devemos nutrir raiva e ódio pelo comportamento das mulheres (coisa que Elliot Rodger fez), pelo contrário, devemos lamentar e sentir pena destas condutas auto-prejudiciais. Devemos compreender e aceitar as mulheres tal como elas são, mas isso não significa dizer que devamos fazer papel de Cristo em hipótese alguma. Não devemos censurar ou repreender, pelo contrário, devemos encorajar para saber com quem estamos lidando. Quem quiser assumir compromisso sério com sobra de cafajeste, sinta-se a vontade, mas na minha opinião essa é a prova sublime de não amor próprio.
Deixemos as "vadias vencidas" para os cafajestes. Afinal de contas, um completa o outro. Mas será que eles próprios querem esse tipo de mulher?







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