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Tópico: Bloodoath

  1. #31
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    Padrão História

    Bom vamos ver se entendo bem, ela é capaz de matar um reino inteiro e não pode com ele, ai tem hein, descendente direto da deusa. então o detetive deve ser um em pessoa

    É interessante a reflexão de cada um que tem certos problemas em sua vida, as vezes não enxergamos o valor real dele até que aparecem problemas maiores, tem um dilema interessante que já ouvi várias pessoas falarem, quando andamos num carro velho sem ar condicionado, olhamos para o lado e vemos um rapaz jovem e num porche no ar condicionado, ai pensamos como somos Azarados, mas burro somos pois se olhássemos ao outro lado viríamos um amontoado de gente num ônibus se ar condicionado e que nos invejávamos por ter um carro. Não é aquele comentário que mais cabe no texto, mas é um reflexão que a história me fez lembrar.

    Bom vou acompanhando na medida do possível e logo lerei os capítulos anteriores, to lendo ainda outra história, devagar e sempre kkkk

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  2. #32
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    Padrão

    Não, cara, eu fiz há quatro meses hahahaha

    Retornou bem, Carlão. Meu ritmo cardíaco se acelera ao sobrenotar novas referências ao Nightcrawler. Àquelas destinadas a Aika também são dignas de nota, embora, como você sabe, eu mantenha minhas reservas bastante ativas sobre ela, pelas razões que você conhece. Quando você menciona o Borges, também dá um pick off bacana pra dar algum prosseguimento na série, e, ainda que este capítulo tenha sido um pouco mais conceitual e abstrato, é esclarecedor pro prosseguimento.

    Deixa eu te questionar uma coisa: existe alguma razão de ordem prática pra diferença de fontes? Gostaria de chutar que o segundo trecho se trata de uma lembrança, e talvez seja a razão pela qual você decidiu deixar claras essas diferenças.

    Fico muito, muito feliz de ver você de volta, mano. Não vou chover no molhado, mas espero que tu continues por aqui por muito tempo.
    Jason Walker e o Retorno do Príncipe
    Sexta história da série de Jason Walker e contando. Quem sabe não serão dez?

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  3. #33
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    Padrão Capítulo 8 - Caravana

    Citação Postado originalmente por Sombra de Izan Ver Post
    Bom vamos ver se entendo bem, ela é capaz de matar um reino inteiro e não pode com ele, ai tem hein, descendente direto da deusa. então o detetive deve ser um em pessoa

    É interessante a reflexão de cada um que tem certos problemas em sua vida, as vezes não enxergamos o valor real dele até que aparecem problemas maiores, tem um dilema interessante que já ouvi várias pessoas falarem, quando andamos num carro velho sem ar condicionado, olhamos para o lado e vemos um rapaz jovem e num porche no ar condicionado, ai pensamos como somos Azarados, mas burro somos pois se olhássemos ao outro lado viríamos um amontoado de gente num ônibus se ar condicionado e que nos invejávamos por ter um carro. Não é aquele comentário que mais cabe no texto, mas é um reflexão que a história me fez lembrar.

    Bom vou acompanhando na medida do possível e logo lerei os capítulos anteriores, to lendo ainda outra história, devagar e sempre kkkk
    Muito bom ter sua presença de novo por aqui, Izan.

    Esse dilema tem certa relação com o que escrevi, sim. Dartaul pensa estar sozinho enfrentando o inimigo, mas esqueceu que sempre teve apoio e gente com quem contar. Não foi bem minha intenção dar uma reflexão pro leitor, mas você encaixou bem isso aí.

    Vamos que vamos, quero ver suas impressões sobre os outros capítulos também. Espero que continue por aqui.


    Citação Postado originalmente por Neal Caffrey Ver Post
    Não, cara, eu fiz há quatro meses hahahaha

    Retornou bem, Carlão. Meu ritmo cardíaco se acelera ao sobrenotar novas referências ao Nightcrawler. Àquelas destinadas a Aika também são dignas de nota, embora, como você sabe, eu mantenha minhas reservas bastante ativas sobre ela, pelas razões que você conhece. Quando você menciona o Borges, também dá um pick off bacana pra dar algum prosseguimento na série, e, ainda que este capítulo tenha sido um pouco mais conceitual e abstrato, é esclarecedor pro prosseguimento.

    Deixa eu te questionar uma coisa: existe alguma razão de ordem prática pra diferença de fontes? Gostaria de chutar que o segundo trecho se trata de uma lembrança, e talvez seja a razão pela qual você decidiu deixar claras essas diferenças.

    Fico muito, muito feliz de ver você de volta, mano. Não vou chover no molhado, mas espero que tu continues por aqui por muito tempo.
    Eu só fui reparar que seu comentário foi há quatro meses depois de ter visto o comentário do Izan lol:


    Obrigado pela presença, Neal, de verdade. Anda meio difícil se manter na estrada de ser um escritor, mas sempre dá pra achar uma razão pra continuar.

    Referências sempre vai ter, mas o coitado vai continuar morto Com o tempo você vai reparar nas mudanças e ver que o estilo de Bloodtrip ainda se mantém. Embora eu tenha salvado Zoe e Aika da morte (Zoe de League podia continuar no chão sempre que mato essa desgraça), bem como a rainha Heloise, aqui não vai ter mais curvas suficientes pra salvar personagens. Se morreu, morreu.

    E o primeiro trecho, com a fonte diferente do usual, é uma lembrança. Vou passar a abordar esses flashbacks dessa maneira, e caso quem esteja lendo goste, eu continuarei com essa ideia nova. Ali, temos Dartaul e Aika de meia-idade, passando-se 7 anos após Bloodtrip. É o mesmo período que uma pequena história que eu estava planejando escrever no ano passado (Não é a que eu estava mostrando).


    Bem, não sei se vou continuar tanto tempo por aqui, a seção ainda tá a mesma merda. Mas vamos ver.














    Capítulo 8 – Caravana




    Redeater estava quase dormindo, perdendo para a noite calma que o cercava, quando lembrou-se de um sonho recente. Ele lutava contra um dragão. Um dragão emplumado. Tudo que o detetive fazia era fantasioso, até mesmo as armas que usava. Não possuía tanto poder, e provavelmente aquele dragão era muito mais grandioso e ameaçador do que os que Tibia podia oferecer aos seus aventureiros.

    Seus tempos de aventureiro foram muito simples. Ele se recorda de ter enfrentado um dragão, mas o grupo que o acompanhava era muito fraco, e ninguém conseguiu desferir um golpe fatal na criatura. Então, era um tanto quanto inimaginável para ele se imaginar numa armadura, lutando contra uma besta do tamanho de um castelo.

    Esse não é seu tipo de trabalho, não é seu mundo. O mundo em que ele vive agora é totalmente diferente, e é bem mais podre.

    Em parte, isso pode ser culpa do fato de Redeater não se banhar há duas semanas, mas coisas piores aconteceram, e outras prioridades surgiram. Além disso, ele não esteve com ninguém além de Ankari e Zidaya desde então. Mesmo agora, lá está ele, próximo delas, enquanto elas conversam com Gala, numa carruagem coberta. Ele está numa pequena carroça que está sendo puxada por essa carruagem, que por sua vez é puxada por dois corcéis bem cuidados. Sua carroça simples é onde se guarda equipamentos, bolsas e qualquer bagagem. Redeater não é bem uma bagagem, mas está apreciando o fato de estar sozinho, de certa forma.

    Esse dragão de que está pensando é bem bonito.

    A voz de Varmuda é uma das várias coisas que tiram seu ânimo em qualquer dia.

    — O que quer? — Dispara o detetive, sem tanta paciência.

    Traços de um espírito saem do corpo do detetive, que sente um incômodo notável sempre que isso acontece. Essas formas que o deixam formam uma segunda pessoa, que leva algum tempo pra deixar de ser algo disforme e se tornar humano, porém, laranja e transparente. E lá está Varmuda, com suas calças desérticas, sua túnica oriental, seu cachecol que cobre sua boca. Os cabelos dela são muito longos, e não há nada que se destaque em seu busto. Ela nem de longe possui uma forma atraente, pois isso não a faria diferente das fúrias e súcubos que tanto odeia.

    — Conversar.
    — Você tem um inferno inteiro para escolher e decide atazanar a mim?
    — Estava pensando sobre nossa conexão.

    É um tipo de conversa que eles não têm com frequência.

    — Fomos para um mundo completamente desconhecido e ainda conseguimos lutar contra um bando de seres que imitam os humanos. Eu ouvi falar que eles são banidos da realidade em que vivemos pelos próprios criadores, e que até Zathroth os odeia.
    — Jura? — Redeater não faz esforço em não mostrar seu desdém.
    — Até o dragão do seu sonho é algo que Zathroth adoraria fazer em pedaços.
    — Que sonho? Eu me lembro de ter enfrentado aquilo.
    — Como é? Desde quando você, um mero detetive, caçador de criaturas imortais humanoides, consegue lutar contra um dragão daquele tamanho? E com aqueles poderes?
    — Pare de bobagens, sua imbecil. Eu me lembro bem. O dragão era uma deusa, e...

    Ele para por um instante e pensa. Sua história não possui coerência alguma. Embora ele tenha enfrentado meio-dragões num prédio extremamente moderno, ele nunca recebeu de Varmuda uma armadura como a daquele sonho, capaz de suportar tantos golpes diferentes, nem de usar uma lança. Suas armas são armadilhas programadas, balestras e bombas preparadas em esconderijos ligados a seu poder de se conectar a lugares distantes, suas magias de paladino, e sua pistola.

    — Lá atrás, você matou uma mulher loira completamente desproporcional e avantajada, bem ao lado de uma humana, isso é verdade. Mas o que ela fez, antes de perder a vida, foi tentar mudar sua percepção de realidade pra tentar destruir sua mente, te deixando louco. Ankari te salvou disso. Foi um golpe e tanto.

    Talvez a deusa dragão, intitulada de Quetzalcoatl, realmente tenha conseguido usar aquele golpe final. Mas não foi tão eficiente quanto ela esperava.

    — E quanto a Gala? Eu a vi do alto de um prédio.
    — Viu quando terminou de matar o meio-dragão que você achou que matou com um gancho. Aquele foi o verdadeiro desafio.

    No fim, ele não se lembra da verdadeira luta que teve. Mas lembra de ter visto Gala, e aquilo não era ilusão. Ele respira fundo, decepcionado. De nada adiantou lutar tanto nos últimos dias, pois não recebera nenhuma informação útil. Aika ainda parece tão distante quanto a própria lua, em meio àquela noite silenciosa.

    — A viagem está boa aí atrás, mascaradinho?

    Ankari surge como um lampejo por trás da tenda. Tudo que vê é o detetive de braços cruzados, embora tenha achado que ele estava conversando com alguém.

    — Gostou da minha máscara?
    — Hmm... Bom, não é do meu gosto, mas admito que tem seu charme.

    Redeater está com outra máscara, pois perdeu a última, de alguma maneira. Ainda vermelha, mas dessa vez, só há um olho nela, e ao redor deste, está muitos pequenos ornamentos de estilo venoreano, lembrando caules de rosas, algo que muito combina com Venore. Há um círculo pequeno e negro presente no lado onde deveria estar o olho esquerdo.

    — A propósito, meus remédios não te deixaram caolho, deixaram?

    O detetive preferiu se reservar da resposta. Meio deslocada, Ankari decide sentar-se onde Varmuda estava antes. Não teve uma chance ainda de saciar sua curiosidade a respeito do homem, e agora é a hora perfeita.

    — Então, por que estamos indo para a capital?
    — Reforços.
    — Você tem reforços na capital do império? Aquele não parece lugar para detetives como você.
    — Qualquer lugar é lugar para um detetive como eu. Não fico em qualquer lugar por muito tempo, pois o que busco pode estar em qualquer lugar.
    — O Credo de Sangue... O que mais pode dizer sobre esses caras?
    — Além do básico? São assassinos. Todas as suas mortes são por um motivo, e eles estão há muitos anos trabalhando nesse objetivo, e eu há anos tentando descobrir o que é.
    — Uau! Eles devem ser realmente muito bons pra você não ter conseguido descobrir nada esse tempo todo.

    Por algum motivo, Redeater sentiu que aquilo teve intenção de ofendê-lo.

    — Eu tenho uma teoria.
    — Sou sempre ouvidos. — Disse Ankari. Ela põe as mãos atrás dos ouvidos, num gesto como se quisesse ouvir tudo que for possível.
    — Bom... Eles estão mais para uma seita religiosa do que para um mero grupo de assassinos. Suas mortes possuem homenagens. Há menos de um mês, um homem foi morto no meio da capital. Abriram sua barriga e retiraram seu intestino, e formaram uma suástica com ele. Deve saber do que elas se tratam.
    — É... São de um dos deuses que os nativos das ilhas ao redor de Vandura cultuavam. Conheço a história.
    — E o símbolo foi proibido por Thais. Foi uma provocação direta a capital. Por isso, estou há um bom tempo de olho neles.

    Redeater volta a assumir uma pose normal. Há muito tempo não tem uma conversa assim, e Ankari parece não ter se assustado com a descrição da primeira vítima, o que o ajuda a continuar falando.

    — Mas seu plano não é ir pra Rathleton? O que eles têm a ver com Thais?
    — Estou de olho no que Thais está de olho.

    A druida demorou dez segundos para entender a frase.

    — Quando Thais começar a agir em Rathleton, o Credo também vai agir e frustrar suas ações. Tenho total certeza que eles odeiam o império por alguma razão. E isso provavelmente está relacionado ao objetivo deles.
    — Que seria...? — Questiona ela, sem o mesmo ânimo de antes, por estar confusa.
    — Reviver alguém. E este alguém poderá trazer a ruína do império.

    As coisas parecem mais claras para a mulher, mas ainda confusas. Já pensava antes de se juntar a jornada dele que as coisas seriam complicadas, principalmente quando o assunto era entendê-las. Ankari sempre viveu sem se importar com grandes explicações para as coisas, nem em dá-las a alguém, pois simplesmente não conseguia. Ela quebrava toda a imagem de que druidas são cultos, filosóficos e capazes de passar horas discursando. Ela fez um juramento de ser uma com a natureza, mas só tem sido isso desde então, sem buscar mais.

    — E, claro, não sei quem é. — Disse Redeater, tirando-a de seus pensamentos — Descobrir isso é impossível quando os próprios Sangrentos que tenho capturado não são nem capazes de falar direito. Eles já deixaram de ser humanos há muito tempo. Os que ainda conseguem conservar sua humanidade são as verdadeiras ameaças.
    — Você tinha dito que eles são imortais, certo?
    — Não totalmente. Eles simplesmente não tomam dano de nenhuma arma humana, nem de magia convencional. Somente coisas bem específicas são capazes de feri-los. E eu as tenho, por isso caço-os há anos.
    — Então, como eu ou as meninas seremos capazes de matá-los? Vai nos dar alguma arma?
    — No tempo certo.

    A carruagem está chegando no rio Sternum, onde está a ponte que, por muitos anos, foi a fronteira entre Thais e Venore. Antes, era apenas uma ponte extensa, que todos utilizavam, uma vez que o rio era perigoso devido as suas correntezas poderosas; Hoje em dia, há uma muralha alta e larga ao redor dessa ponte, e um portão no meio, guardado por vários soldados. Mesmo naquela hora da noite, homens com mosquetes eram visíveis em diversos pontos, prontos para lutar contra qualquer ameaça.

    Redeater lembra que, há apenas três anos, um cessar-fogo foi estabelecido entre as nações mundiais, mas mesmo assim, elas estão prontas para a guerra a qualquer momento para resolver os assuntos inacabados. O Credo de Sangue é a única razão para não haver dezenas de barracas ao redor das muralhas, bem como canhões ou quaisquer armas de defesa. Há apenas homens em guarda.

    — É como se a guerra nunca tivesse acabado. — Comenta Ankari, observando a guarda acima dos muros.
    — De fato, nunca acabou. O Credo, ironicamente, está salvando mais vidas do que as nações que deveriam ser protegidas do Credo. É uma grande piada de mau gosto.
    — E por que você está caçando-os, então? Não é bom eles conseguirem manter a paz mundial?

    O detetive pensa um pouco antes de continuar. Há coisas que Ankari não precisa ficar sabendo.

    — Pois eles sequestraram a minha esposa.

    A carruagem está diminuindo sua velocidade. Está próxima do portão para veículos, logo ao lado daquele para pedestres. Alguns homens estão aproximando-se.

    — Por que diabos sequestrariam sua esposa?
    — Isso eu não posso dizer.
    — Hum.

    Ankari, por alguma razão, não mostra decepção alguma, o que o detetive acha estranho. O pouco que conhece sobre ela confirma que ela tem uma reação exagerada para várias coisas, inclusive para quando alguém a nega algo. O que o leva para uma conclusão.

    — Será que isso tem a ver com o seu passado... Dartaul?

    A carruagem finalmente para. Há quatro soldados próximos do cocheiro, perguntando sobre a presença de armamentos ou qualquer coisa suspeita que poderia estar lá atrás, mas a resposta é a usual: Apenas passageiros, tranquilos e cansados, sem intenções maliciosas. O condutor conversou tanto com Redeater quanto com Ankari, notando que, embora o grupo pareça um tanto excêntrico, eles não ofereciam qualquer ameaça, então, sua fala é totalmente segura.

    Até porque ele não imagina que o detetive está apontando sua pistola para a cabeça de Ankari, naquele instante.





    Próximo: Capítulo 9 - Especiais
    Última edição por CarlosLendario; 04-02-2019 às 13:11.



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  4. #34
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    Padrão

    Ótimo capítulo, sabe acho que fiquei bom tempo fora do jogo, tive que pesquisar para saber de Rathleton, não conhecia pessoalmente e acho inclusive que não irei conhecer tão cedo, lugar bem cercado por criaturas fortes, bom pra High Level.

    Tava lendo que do sonho era um dragão emplumado, todos dragões e repteis que me recordo não tem penas, mas essa quest de First Drag ai fiquei boiando se tem um assim, agora voltando para a história, por que raios um credo que salvaria vidas iria sequestrar pessoas? Terei que esperar para saber, mais intrigado ainda é sobre essa ameaça, pode ser por baixo dos panos como um tubante poderia esconder não é verdade?

    Parabéns pela história, bom ver que colocou a 3ra marcha e tá arrancando para postar os capítulo.

    logo preciso atualizar a minha

  5. #35
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    Padrão Capítulo 9 - Tiros de Aviso

    Citação Postado originalmente por Sombra de Izan Ver Post
    Ótimo capítulo, sabe acho que fiquei bom tempo fora do jogo, tive que pesquisar para saber de Rathleton, não conhecia pessoalmente e acho inclusive que não irei conhecer tão cedo, lugar bem cercado por criaturas fortes, bom pra High Level.

    Tava lendo que do sonho era um dragão emplumado, todos dragões e repteis que me recordo não tem penas, mas essa quest de First Drag ai fiquei boiando se tem um assim, agora voltando para a história, por que raios um credo que salvaria vidas iria sequestrar pessoas? Terei que esperar para saber, mais intrigado ainda é sobre essa ameaça, pode ser por baixo dos panos como um tubante poderia esconder não é verdade?

    Parabéns pela história, bom ver que colocou a 3ra marcha e tá arrancando para postar os capítulo.

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    Grande Izan. Rathleton foi uma adição ao jogo em 2014 que eu particularmente não gostei tanto quando saiu, ainda mais porque houve um puta lançamento como Roshamuul antes dessa cidade. Só depois de um bom tempo que eu passei a gostar, pois temos lá os High Minotaurs e ainda há uma história macabra por trás da humanidade de lá antes do Glooth começar a ser usado. Além disso, é a coisa mais próxima de um Steampunk que Tibia tem.

    O dragão emplumado é do capítulo 6 da história, de quando Dartaul o enfrenta. Ele e Varmuda falam que ele é de um sonho pois, de fato, é um sonho. Aquele capítulo não é mais canônico, pois decidi mudar toda a história e os planos que tinha pra ela. Ela será mais curta, e até terá menos mortes. Eu acho. Vamos ver. O importante é que o Redeater não é mais tão poderoso quanto era naquele capítulo, não possui mais armadura de demônio, nem lança que solta raios, isso tudo era viagem minha. Agora, ele tá mais parecido com o antigo protagonista, Nightcrawler, sem tantos poderes. Acho que será melhor pra todos assim.

    Obrigado pela presença amigo, conto contigo para os próximos capítulos.













    Capítulo 9 – Tiros de Aviso




    O cocheiro ainda está ocupado conversando com os soldados. As primas estão conversando dentro da carruagem. E Redeater está prestes a matar Ankari.

    A druida não parece nervosa. O fato dela saber quem ele era é algo que pode atrapalhar bastante seus próximos passos, e este somado a falta de reações de alguém tão excêntrico só consegue perturbá-lo mais e mais. Ele garantiu que ninguém soubesse quem ele é ao longo de dez anos, então ter seu nome pronunciado de repente por alguém que não conhece é algo além de chocante.

    Faz muitos anos que o detetive não sente medo.

    — Eu tenho certeza que nenhum poder seu ou das albinas ali vão te salvar de uma bala na cabeça.
    — Provavelmente, provavelmente. — Disse Ankari, ainda calma — Na verdade, eu não sabia que você ficaria tão... Assim. Você não parece um detetive imprudente o suficiente para frustrar sua entrada na capital.

    Ele engole em seco. Aquilo o fazia se lembrar de alguém.

    — Eu não deveria ter feito isso, mesmo. Mas não sou do lado dos inimigos, nem nada! Sou só uma druidesa curiosa. Por sorte ou azar do destino, eu fiquei sabendo da sua... “Morte”, quando passei por Thais, há dez anos atrás. Eu passei a te conhecer apenas quando sua morte começou a ser noticiada por vários cantos do antigo reino pré-guerra, e soube dos seus feitos. Foi muito estranho o homem que trabalhou com a lenda urbana ter morrido numa mansão infestada de vampiros. Então, sempre tive minhas dúvidas.

    “Se Dartaul Aurecino chegou ao ponto de liderar a própria profissão que ele criou, é óbvio que ele não morreria para um clã de vampiros. Mas nunca consegui falar isso pra ninguém até hoje. A questão é que ninguém acreditaria que você estava vivo, pois pensavam em você como um mártir para uma guerra da Inquisição contra os vampiros. Guerra que dura até hoje. Estão os perseguindo em vários lugares, um dos principais é Edron.”

    “Os reis antigos dos vampiros já conseguiram criar filas de mortos da Inquisição em Vengoth, mas Yalahar está se tornando cada vez mais poderosa para enfrentá-los, bem como a Inquisição. O Rei do Sol Palimuth* já organizou uma nova ordem militar seguindo conhecimentos que adquiriu na biblioteca lendária dos Yalahari que possa colocar aquela ilha abaixo.”

    “Vê? Tudo isso pois você “morreu” para eles. Na verdade, eles só precisavam de um motivo bom o suficiente pra começar toda a palhaçada que começaram no mundo, pra criar a situação em que estamos hoje. Ou, como diz o ditado, só precisavam de uma faísca para começar o fogo. Logo, minhas dúvidas permaneceram como dúvidas minhas simplesmente porque, se você revelasse que nunca morreu naquela mansão, as pessoas começariam a questionar o tanto de recursos que são gastos numa guerra onde o inimigo já está praticamente morto.”

    Mesmo sendo uma ameaça visível por saber tanto, Ankari não está errada. O detetive conhece há anos sobre a estranha guerra contra os vampiros de Vengoth e Edron e como recursos além da conta vêm sido gastos e como muitos aristocratas e nobres vem enriquecendo com ela. Isso atiça sua curiosidade, mas nunca sua atenção.

    — Então você me reconheceu quando tirou a minha máscara.
    — É... Na verdade, eu demorei alguns dias pra confirmar que você realmente era Dartaul Aurecino. Eu tive... Certas dificuldades pra me aproximar do seu corpo.

    O detetive lembra-se por um instante das menções à Varmuda e como ela agiu como um cão de guarda contra Ankari. Ele pensou que ela podia saber um pouco mais do que aparentava, mas a demônio não disse nada até o momento. Tem semanas que eles não terminam suas conversas como deveriam.

    — E Zidaya também ficou com medo de você. Tirar sua máscara não tinha feito tanta diferença. Mesmo agora, eu estou quase me mijando de medo.
    — Claro.

    As pernas de Ankari começam a se mexer involuntariamente. Um quê de dúvida surge na cabeça de Redeater. Além disso, não sabe bem o que fazer.

    A druida não revelou nada que ele esperasse. Ao ouvir seu nome, ele teve certeza que ela desapareceria em sangue na sua frente e revelaria uma armadilha bem preparada, como todo Sangrento faz; Porém, até o momento, ela permanece a mesma, sem nenhuma mudança brusca, senão em sua personalidade. Entretanto, quanto mais ele a encara, mais ele percebe que ela está escondendo alguma coisa, não importa o que ela diga, não importa se suas suspeitas estejam diminuindo.

    — Juro por Crunor que eu estou lutando para não gritar por ajuda. Isso traria problemas pra mim e para as meninas, você sabe disso.
    — Chega de piadas, Ankari. O que você fez aqui é sério. Não confio mais em você. Se é que eu confiava. Se você não responder minhas perguntas, eu com certeza te mando direto para os domínios de Madareth. — Disse Redeater, mais sério do que nunca, com uma aura terrível ao seu redor, reforçada voluntariamente por Varmuda, que acompanhava a discussão. Ele também destrava sua pistola, sem hesitar, para mostrar que sua ameaça é real.

    Finalmente, Ankari engole em seco e começa a demonstrar algum medo, e alguns traços de vergonha. Seus olhos estão tremendo, suas mãos estão fechadas acima das coxas. O mascarado sente algo quente no seu pé direito.



    O portão da muralha escurecida se abre. A carruagem atravessa-o, e o cocheiro cumprimenta os soldados próximos, enquanto avança para dentro do Império Thaiano. Enquanto isso, Redeater está com as pernas cruzadas, com um pé encostado próximo do assento do lado de Ankari, longe do chão, e ela está evitando olhares, com a cabeça abaixada e as mãos próximas da barriga, tentando esconder o quão molhada sua bermuda está.

    No fim, a druida curiosa é só uma druida curiosa.



    ~*~




    Não há muito para fazer durante uma folga, na visão de Arthur. Embora o Império Thaiano tenha crescido veloz como o fogo naquela década, e as atrações e distrações dentro da cidade sejam inúmeras, o cavaleiro ainda sente um grande tédio nesses dias, pois nada o atrai. Criado para lutar e servir, raramente deu alguma prioridade para os próprios gostos, uma vez que fora inibido de aproveitá-los.

    Ele está num escritório de inspetores na região nordeste da capital, onde a segurança é muito mais reforçada que em qualquer área da cidade. O prédio fica próximo da primeira muralha, cercado de outros prédios militares e quartéis que tomam conta dos distritos na área. Aquele não é lugar para a área de investigação, mas ainda há certa conexão entre os militares e as policias, ao ponto que há como alguém como Arthur estar ali dentro.

    Isso porque ele é muito próximo de Mirladan, um dos melhores inspetores de Thais. Que, inclusive, acaba de entrar na sala.

    — Arthur? O que diabos faz aqui? — O inspetor chega quase gritando ao notar o cavaleiro ruivo sentado numa das cadeiras das mesas da sala.

    Há várias mesas ali, com lamparinas, muitos livros, um único pote de tinta e mais livros. Todas são feitas de madeira, mas não do mesmo tipo usado nas paredes e no chão.

    — É seu dia de folga, sabe? — Disse o inspetor, com sua habitual voz de quem fala com um filho pequeno — Vá para o centro curtir um teatro, ou alugar um cavalo pra uma viagem, coisa assim. Não ficar enfurnado nesse escritório quente.

    Arthur dá um meio sorriso. Ele está lendo um dos livros, que é menor, mas um tanto diferente dos outros, com coloração vermelha, mas que continha uma tranca de ferro, diferente dos outros. Mirladan repara neste de longe, o que o faz mudar sua expressão.

    — Esse livro não tem nada, como você mesmo disse.
    — Tenho ciência. — Responde baixo o rapaz, concentrado — Mas suas frases parecem ter algo diferente. Parecem esconder um significado. Estou tentando descobrir, já que não tenho nada melhor pra fazer.
    — Por que não dá isso na mão dele?
    — Pois não quero ficar devendo favores àquele homem. — Disse Arthur, sabendo bem de quem ele se refere. — Ele não só é perigoso, é um fora da lei.
    — Mas teve vários encontros com esse mascarado, não é? Além disso, já fez várias coisas para ele.
    — Mas quero estipular um limite, inspetor.
    — Me chame pelo nome, porra. Não estamos em expediente.

    Arthur finalmente tira os olhos do livro e põe suas mãos sobre as pernas. Finalmente, sua camisa vermelha de mangas longas está mais visível, bem como três números estranhos gravados próximos do ombro direito usando preto. Passam despercebidos aos olhos distraídos, mas atraem dúvidas ao primeiro olhar. Somente ele e Mirladan sabem o que significa.

    — Mirladan, eu não quero que ele se aproxime demais. Isso é tudo. Se for possível, decifrarei este livro por conta própria. Não sou só um militar desmiolado.
    — Sei disso. É um Tenente Especial.

    O cavaleiro assente.

    — Então, confie em mim. Dias de folga são simplesmente dias para trabalhar em outras coisas que não sejam com o exército.
    — Bah, Arthur. Eu só quero que você arranje uma mulher logo e deixe essa sua neura de boa conduta e justiça para todos de lado um pouco. Você é corretinho demais, ninguém gosta disso.
    — Não que eu me importe. Mas terei de deixá-lo esperando com relação a esse tópico.

    Mirladan dá um sorriso triste e balança a cabeça negativamente. Ia se retirando e se despedindo, mas ele lembra de um conteúdo dentro de seu casaco. Uma carta.


    — Já ia me esquecendo. Estava planejando encontrá-lo pra te entregar isso. Chegou hoje da Baía da Liberdade.

    O cavaleiro surpreende-se. Uma carta é uma das poucas coisas que mudam sua expressão de desdém costumeira. Ele toma-a rapidamente da mão de Mirladan, para conferir o remetente, e depois o selo da carta, que pertence a uma família nobre. Finalmente, ele decide abrir o envelope, ao confirmar de quem é, enquanto o velho senta-se numa das mesas.


    Meu sobrinho, como anda? Me desculpe por mandar essas cartas sempre uma vez por ano. Eu sou um homem ocupado, como sabe.

    Vi que está sendo um Tenente Especial primoroso. Um dos melhores de Thais. Sempre tive muitas esperanças em você, por isso fui duro contigo durante sua vida toda. Mas você já entendeu isso há muito tempo, não é? Não preciso chover no molhado. Eu fico feliz sempre ao ouvir novas notícias a seu respeito, embora não esteja acompanhando-o como deveria.

    Mas não imaginei que descobriria algo ruim em meio a essas notícias. Pois é, eu já descobri sobre sua relação com o detetive mascarado conhecido como Redeater. Sei que nem seus superiores sabem que você anda se encontrando nas sombras com esse homem, mas eu tenho meus contatos. O que me incentivou a terminar essa carta o quanto antes. Acho que nem tem um ano desde a última, o que é algo novo. Pois eu preciso lhe dizer.

    Afaste-se desse homem imediatamente. É uma ordem.

    Redeater é muito mais perigoso do que você pode imaginar. Ele é cruel, desprovido de qualquer compaixão, propenso a traições, frio. Ele já deixou de ser humano há muito tempo enquanto persegue o Credo de Sangue. Pois nenhum ser humano jamais perseguiria aquelas crias de Zathroth com plena sanidade mental. Ele é capaz de matar seus próprios aliados para cumprir seus objetivos. Ele tira tudo que o atrapalha de seu caminho. Seu objetivo é a única coisa na sua mente, e não há mais nada que importe para ele enquanto ele estiver focado nisso.

    Por isso, estou lhe ordenando que se afaste desse homem. É muito provável que você acabe morto um dia por colaborar com ele, além de estar cometendo um crime em ajudar um assassino compactuado com o demônio a andar pela cidade sem problemas. Pagar colegas para fazer vista grossa para ele é inadmissível. Tudo que você lutou para conquistar será destruído diante dos seus olhos se você permanecer permitindo que esse homem se aproxime.

    Repito novamente. Afaste-se. Se eu souber que você continua o ajudando, eu mesmo saio da Baía para levá-lo de volta pra casa, e você vai ser um Tenente Especial aqui, sem perspectiva de crescimento, afinal, é só um pedaço ultramarino de um império imenso, você não vai se tornar general nunca aqui. Na verdade, nunca irá assumir o cargo de líder da casa dos Aknimathas.


    De seu tio,
    Trevor Van Aknimathas.



    Arthur deixa a carta sobre a mesa e se põe a pensar um pouco. Mirladan, embora não tenha lido a carta, consegue imaginar o conteúdo. Raramente o cavaleiro consegue ficar tão pensante, pois acha a solução para os seus problemas facilmente. Mas aquele parece bem mais sério do que de costume. Ele já estava conseguindo preocupar o inspetor.

    — Eu já até sei o que Trevor deve ter falado pra você. Recentemente, descobriram o prédio que Redeater alugou com o nome de um nobre que morreu, curiosamente, pro Credo de Sangue, durante uma viagem. Ele transformou a sala de máquinas no subterrâneo do prédio numa câmara de tortura, e acharam ainda um corpo lá. A cabeça do cara foi esmagada por um tronco de madeira imenso. Mas, depois de analisar melhor a cena, descobri que o corpo é de um desses malucos vermelhos.

    Arthur ainda encara o nada, enquanto escuta o seu superior.

    — Você tá se envolvendo em coisa perigosa demais, e eu já disse isso inúmeras vezes. E agora, seu tio também tá sabendo. Seus próximos passos terão de ser bem calculados, filho.
    — Mirladan. Você me vê como um Tenente Especial, de fato?
    — Hã? Claro que sim. O que quer dizer com isso?
    — Pareço alguém com esse tipo de autoridade para você?

    Mirladan demora um pouco pra responder.

    — Desde que você derrotou Bibby Bloodbath com vinte e dois anos, pelo menos, eu vejo sim. Tem uma coleção grande de feitos seus, meu jovem. Não há dúvidas de sua autoridade.
    — Então, ordens de alguém de fora são dispensáveis, certo?

    Mais uma vez, o inspetor pensa um pouco antes de responder.

    — Depende.
    — Certo. Muito obrigado, Mirladan.

    O cavaleiro toma o livro, a carta, e levanta-se, saindo da sala logo em seguida. Ele desce vários lances de escada para chegar ao térreo do prédio, enquanto pensa nas palavras de seu tio. Embora a importância da casa dos Aknimathas seja grande, não há ordem familiar no mundo que o impeça de manter Thais a salvo do Credo de Sangue, mesmo que seu tio não entenda.

    Ao sair da sala, ele percebe um movimento nem um pouco usual nos arredores do distrito. De repente, um mensageiro surge do seu lado, cansado, retirando um papiro de sua bolsa de ombro marrom e entregando a Arthur. Ele se retira tão rápido quanto apareceu. Sem pestanejar, o rapaz abre o documento e o lê. Não consegue manter a mesma expressão de quanto recebeu aquilo.

    A capital receberá um ataque em massa do Credo naquela noite.




    Próximo: Capítulo 10 – Augúrios de Cavaleiro


    Notas:

    *: “Rei do Sol” é como são chamados os lideres de Yalahar pós-Yalahari. Nesta era de Tibia que criei, Yalahari está morto, e Palimuth o substituiu. Tem relação com a missão “In Service of Yalahar” onde derrotamos o seu exército, mas mais coisas acontecem após aquilo. Esse cargo foi baseado na outfit Sun Priest, presente na loja do Tibia pra comprar por Tibia Coins. No mundo de Tibia da “Era Manaindustrial” como chamo essa era do Redeater, existe uma Ordem do Sol, com seus sacerdotes, em Yalahar, cuidando da cidade e gerindo assuntos diplomáticos e religiosos na cidade, bem como relacionados a guerra contra Vengoth, mencionada no capítulo.





    Última edição por CarlosLendario; 14-02-2019 às 15:47.



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    É, cara, eu tô devendo, tô sabendo. Não precisa esfregar na minha cara sempre que tem chance. Meu primeiro prazo foi domingo, deixei fluir in albis. Ontem foi o segundo. Fluiu em branco novamente. Pois saiba que não acontecerá novamente. Em especial porque percebi que meus preconceitos com a Janna eram infundados, é um campeão gostosíssimo. Também em primazia, porque sua obra é o que o nome sugere - uma obra. Prima.

    Sobre o capítulo 8 (Caravana): plot twist com a First Dragon, interessante abordagem. Tenho minhas restrições já conhecidas com Oramond e/ou Rathleton, como você já sabe, mas me agrada ver que você é capaz de pegar aquele pedaço irritante de mapa e transformá-lo em algo sobre o que valha a pena ler.

    Redeater em forma como sempre, apesar de (reforçando) eu o estar achando um tanto quanto melancólico. Pra ser sincero, parece-me que, como eu, você imprime um pouco da sua personalidade e/ou dos seus sentimentos de momento em seu(s) personagem(ns) principal(is). O detetive espelha um pouco do seu estado de espírito atual; sei o por quê, você sabe o por quê, mas vou enfatizar que a vida é composta de fases, irmão. Não, não vou te zoar, pelo contrário.

    Passo a passo, o Credo vai adquirindo seus contornos. Parece-me uma Ordem da Fênix às avessas, o que enriquece o enredo. É interessante - e eu sou um amante particular disso, como você sabe - quando os personagens convivem insistentemente com uma nuvem sobre as suas cabeças. Parece aguçar seus sentidos e rechear a história com aquele clima de suspense que é uma de suas marcas registradas.

    Sobre o capítulo 9 (Tiros de Aviso): quando li a expressão "clã de vampiros", juro que pensei na família Bolsonaro, inconscientemente. Prefiro segurar um pouco os comentários mais extensivos sobre este capítulo, porque me pareceu um episódio de edição. Há uma ligeira masturbação mental nesse confronto similar à guerra fria entre Dartaul e Ankari, e finalmente veremos o Credo atuar tão frontal e abertamente, a teor da finalização do capítulo.

    Este foi um capítulo um pouco menos metafísico, a partir da carta de Trevor. Estou ansioso pra ver um pouco mais de ação, à la Nightcrawler. Quem sabe, num futuro não muito distante?

    Vamos em frente, bicho.
    Jason Walker e o Retorno do Príncipe
    Sexta história da série de Jason Walker e contando. Quem sabe não serão dez?

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