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Tópico: Bloodoath

  1. #21
    Cavaleiro do Word Avatar de CarlosLendario
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    Padrão Capítulo 3 - Akumonogatari VII

    Citação Postado originalmente por Neal Caffrey Ver Post
    Irmão, um de cada vez. Li o primeiro que estava pendente, o segundo acabei de finalizar; não vou me justificar novamente porque tu já sabes, então vamos lá.

    I KNEW IT! Sabia que St. Olias tinha lá o seu aspecto fantasioso, que geraria ilusões naqueles que ingressassem em seus domínios. Lando chegou chegando, lançando luzes sobre os mistérios contidos na saga, e de quebra dando aquela orientação ao Redeater, nosso pretenso Nightcrawler.

    Que top esse fato de que alguém se chama "Santo" alguma coisa e dá nome a um manicômio das trevas. Sempre me perguntei de onde partiam essas ideias de nominar os estabelecimentos a partir do nome de santos, mas, vá lá, o pessoal é criativo pra tudo, vide o tanto de nome de santas que são homenageadas por cidades, praças e afins.

    O capítulo ficou violento, curti a parcela de ação mesclada com o pedaço de mistério. Aliás, mistério nunca falta, né, irmão?

    Com relação ao capítulo novo: Masgaratt, nosso representante do Credo de Sangue, parece ser um daqueles anti-heróis que criam um ambiente sensacional, à lá Senzo, embora entenda o seu interesse de transformar Nightcrawler no anti-herói em Bloodtrip. Aliás, parece-me que teremos outro elo de rivalidade, como o estabelecido entre Suzio e Senzo: Masgaratt e Redeater serão nosso Tom Riddle e Harry Potter, respectivamente (perdão pela referência, sei que tu não vai curtir).

    Valeu, irmão. Outra vez, milhões de milhares de centenas de dezenas de pedidos de desculpas. Sei que você entende o que as mudanças recentes representam na minha vida e, especialmente, no que ela se tornou.

    Um abraço!
    Grande Neal. A ideia de colocarem o nome de um santo a um manicômio das trevas é basicamente uma homenagem, como você disse. Olias também queria ajudar pessoas como as que ele encontrou na guerra, que ficaram catatônicas ou em choque, e criou um lugar para isso. Mas eventualmente ele acabou morrendo e deixou os serviços pra outra pessoa.

    Acredito que vá gostar de Masgaratt mais ainda. É um personagem que também desejo dar mais humanidade se comparado aos seus amigos, e também pretendo deixar o outro lado ainda mais humano, apesar de suas atitudes. Este dará trabalho para Redeater na história, tendo muitas aparições, tal como Senzo foi aquela complicação para Nightcrawler. A propósito, boa referência, não sei porque você acha que eu não gostaria de ver algo assim associado a minha história. Cara, Harry Potter foi minha saga preferida por muitos anos até eu conhecer O Senhor dos Anéis, mas ainda tenho algum apreço por essa história. História que infelizmente a autora ainda não aceitou que chegou ao fim e continua lançando coisas desnecessárias e falando coisas desnecessárias dos personagens, efetuando mudanças mesmo após ter finalizado tudo. Acho desapontador.

    Agradeço a presença, parceiro. Espero que goste desse capítulo!









    Caras, eu não sei ao certo, mas acredito que não estamos muito distantes de um hiato na história. Isso porque minha vida deve mudar um pouco mais no ano que vem, o que me faz pensar se vou conseguir manter o ritmo e continuar Bloodoath. Bom, eu espero que sim.

    Noticias ruins a parte, esse capítulo teve uma dificuldade da minha parte pra ser finalizado. Originalmente, era pra terminar tudo na parte 6, mas ficou maior do que eu esperava: 18 páginas do Word. Então precisei fazer vários cortes e revisar tudo. Bom, espero que esteja tudo certo.




    No capítulo anterior:
    Redeater entra no Órgão do Credo de Sangue e começa sua própria operação matando três dos membros e escapando de armadilhas atrás de armadilhas, emboscadas e todo tipo de coisa para chegar até a sala onde ele acredita que Masgaratt esteja. Ele encontra-o lá, juntamente da besta do manicômio que atacou Lana antes.





    Capítulo 3 – Akumonogatari
    Parte VII




    Redeater está de frente para o Sangrento com a longa marreta de ferro, apontando sua pistola com a mão direita, que também está armada de uma soqueira de ouro. Alutai está na sua visão também, embora ele ainda esteja deitado sobre a poltrona, sem olhar para ele. A besta preta e amarela está presa num feitiço na mão esquerda do detetive. Todos esperam o momento certo para iniciar o combate.

    Após muito, Alutai pula da poltrona e a chuta antes de tocar no chão, lançando-a na direção de Redeater em alta velocidade. Ele desvia com folga, mas realiza que tem apenas uma mão para usar e dois tiros, e que não pode desperdiçá-los.

    O detetive afasta-se, mas Alutai chuta um dos sofás próximos dele na sua direção. Ele abaixa-se com dificuldade, apenas para ver outro vindo rapidamente, sendo obrigado a pular para a esquerda, evitando ser atingido, mas caindo no chão. O terceiro surge voando alguns segundos depois, e Redeater rola no chão para evitá-lo.

    O quarto agora é o próprio Alutai. Ele surge do seu lado e está prestes a finalizar um golpe poderoso na cabeça do detetive. Este dispara contra Alutai, mas ele some no mesmo instante, aparecendo atrás dele. O mascarado adianta-se e usa um chute giratório para tentar acertá-lo, mas o inimigo escapa no último instante; Ainda assim, ele acha tempo para um chute alto, que acerta o queixo do oponente, forte o suficiente para colocá-lo no ar por um segundo, suficiente para um tiro ceifador.

    Mas esse tiro é aparado por uma marreta sem dono, acertando de raspão o joelho de Redeater.

    Ele se afasta mais uma vez apenas para perceber que está cercado pelos dois Sangrentos e que não pode usar a mão esquerda, pois está usando-a para prender a besta do manicômio.

    — Só agora percebeu que usar o que sobrou dos seus poderes pra prender aquilo foi um grave erro? Agora não pode mais voltar atrás, até porque não tem mais munição. Te mataremos antes que o faça.
    — Parece até que não me conhece, seu merda.

    Redeater dispara para o alto e seu tiro se transforma em seis. Três deles perseguem com selvageria cada um dos Sangrentos, que pulam e tentam escapar de qualquer maneira desses disparos. Alutai é justamente o que chega mais perto de Redeater, e este aproveita a oportunidade lançando a própria pistola pro alto e socando seu rosto. Apenas um dos disparos o acerta no processo, os outros dois acabam parando no chão.

    Masgaratt consegue finalmente defender os disparos com sua arma, mas só de saber que um dos disparos acertou o seu companheiro, faz ele se sentir como se ele não tivesse defendido nenhum deles.

    Redeater gira sua mão esquerda com o feitiço, fazendo Alutai ficar paralisado. Masgaratt observa com terror o seu companheiro recebendo um soco tão poderoso no queixo que o faz ir parar no teto e abrir um buraco nele, deixando sua cabeça presa no andar seguinte, e o resto do corpo abaixo tremendo, como um cadáver que recém perdeu a cabeça.

    Sem rodeios, outro disparo vai em direção do Sangrento restante, mas este o defende simplesmente lançando um golpe reto de sua marreta para a sua frente, lançando uma forte pressão de ar. Parece irritado.

    — Finalmente alguma seriedade.
    — Vai se arrepender disso.

    Masgaratt lança-se em sua direção com a marreta pendendo para um golpe fatal. No entanto, ele acaba apenas acertando o ar, visto que seu inimigo se abaixou. Notando a arma apontada para a sua direção, ele afasta-se rapidamente, mas Redeater atira apenas quando o outro toma distância. O tiro acerta seu ombro. Ele reclama, mas vai pra cima de novo, batendo a marreta no chão e lançando uma onda de sangue em sua direção. O detetive usa sua soqueira em resposta, transformando-a em pó.

    O Sangrento não acredita que cometeu um erro tão estúpido.

    — Ouro da Inquisição jamais será atingido por maldade. Esqueceu?

    Masgaratt, no entanto, tenta mais vezes, trazendo ondas pequenas de mais direções, enquanto o detetive as defende com folga. O Sangrento surge do meio de uma delas, mas Redeater simplesmente dispara contra ele, acertando sua barriga dessa vez. Parece finalmente irritado de verdade.

    Redeater está mais sério agora que notou que seu oponente desapareceu. Está apontando sua arma para as direções ao redor dele, algo que não estava fazendo antes. Segundos depois, finalmente começa.

    O homem de vermelho surge em menos de um segundo na sua frente com um golpe a ponto de acertá-lo, mas o detetive nem mesmo se mexe, pois Masgaratt sumiu no segundo seguinte. Redeater olha para a esquerda e vê ele surgindo de novo da mesma maneira, e desaparecendo. Olha para trás e vê a mesma coisa. A mesma cena se repete várias vezes, com Masgaratt sumindo e aparecendo.

    — Gato e rato, é? — Murmura Redeater, sem preocupação alguma em sua voz — Quem será o rato?

    Masgaratt logo acima de Redeater, mas este simplesmente atira para o alto, sem precisar levantar todo o seu braço. E o tiro acerta a direita do seu ombro esquerdo, quase no pescoço.

    O Sangrento cai no chão, mas some de imediato, mais uma vez. O detetive faz o mesmo que antes: Vira-se para um lado, e vê o inimigo vindo numa velocidade assombrosa. No entanto, para Redeater, é como se o mundo estivesse em câmera lenta, e Masgaratt estivesse vindo em uma velocidade bem suave.

    — Parece que eu acertei a Artéria certa. — Disse Redeater, apontando a arma para a direção do oponente. — Livro do Santificado Paladino Real... Capítulo vinte, terceiro parágrafo. A benção de São Charlew guia os honestos, então peço que guie minha arma.

    Uma capa vermelha de pelos dourados surge no seu ombro direito, e uma luz dourada surge de seu braço direito.

    Exori San Mas Con!

    Antes da magia sair, Redeater vira-se para trás, onde encontra o verdadeiro Masgaratt. Em segundos, o mesmo percebe que se lançou na direção de uma lança dourada e brilhante ao ponto de cegar alguém, uma magia que até então ele não sabia que existia. Em seguida, uma explosão dourada cobre a sala. Demora alguns segundos para que tudo pudesse ser visível de novo, embora Redeater esteja vendo tudo sem dificuldade.

    Masgaratt está do outro lado da sala, com um rombo imenso na sua barriga. O que parecia o verdadeiro desapareceu, e agora este está a beira da morte, derrotado e surpreso. O detetive aproxima-se dele com passos lentos, ainda com a mão esquerda prendendo a besta.

    O Sangrento repara que essa mesma mão está sangrando. Manter a criatura presa e lutar ao mesmo tempo estava realmente acabando com o mascarado, mas ele não deu um sinal sequer de que isso o atrapalhava.

    — Realmente, você e sua escória são imortais. Pois se você fosse um demônio, já teria virado pó.

    O Sangrento está desapontado, sem conseguir responder.

    — Por que está no chão agora, você se pergunta? — Indaga Redeater, olhando com desprezo para o oponente — Pois você é estúpido. Estúpido e previsível. Eu lutei contra você ao longo de dez anos, e fui entendendo devagar como você luta. Posso dizer que mesmo que você seja um dos Sangrentos mais poderosos do Credo, você é limitado e fútil. Só sabe balançar a porra dessa marreta pra lá e pra cá e ser rápido, mas pra ser um deles de verdade, isso não é o suficiente.

    Masgaratt ouve-o sem mover um músculo sequer. Sabe que aquilo é verdade.

    — Você, junto daquele demônio miserável, eram implacáveis. Agora, eu te derrotei com uma mão ocupada, sem liberar nem metade da minha capacidade de luta. Ridículo. E se quiser saber, eu não te darei o beneficio da morte. Monstros como você jogam o significado da sua vida no lixo por uma fé falsa e fabricada, agindo como uma ovelha para o pastor guiar. Deus? Credo? Seu verme. Quem aqui que está lutando por algo fútil, por acaso? É por isso que você não consegue mais lutar como eu. É uma pobre alma consumida pela própria fé. Não consigo nem sentir pena de você. Logo, não vejo porque te matar.
    — Eu tenho fé... Pois já fui humano... Um dia.
    — Mas não é mais.

    Redeater finalmente abaixa a mão esquerda. A criatura não leva nem um segundo para cruzar a sala de dois ambientes e vir na direção dos dois. A parede atrás de Masgaratt toma uma forma bizarra, parecendo uma boca com dentes humanos; Ela envolve e traz para dentro de si o Sangrento, sem que ele reagisse.

    Redeater pula para o alto e se pendura num lustre logo acima, na esperança que a besta preta e amarela vá direto para o seu inimigo e arraste-o para fora, mas ela para antes que isso aconteça.

    — Nos veremos de novo, detetive. Enquanto isso... — Disse Masgaratt, enquanto sua voz se torna cada vez mais inaudível conforme a boca se fecha — Questione a realidade com essa besta embaixo de você.
    — Com quem?

    Antes que conseguisse ouvir uma resposta, o membro do Credo desaparece assim que a boca se fecha, que some segundos depois. Quando isso acontece, Redeater sente uma tontura imensa, obrigando-o a soltar o lustre e cair no chão, desmaiando logo depois.

    Ao acordar, sente um peso imenso no corpo. Mal consegue mover seus membros, mas sabe que está na mesma sala de antes. No entanto, ela está escura, como se tivesse sido fechada, pois ainda está claro do lado de fora. Não sente nenhuma presença ali dentro senão a dele.

    Quando finalmente consegue se sentar, nota que a sala está organizada, como se nenhum móvel tivesse sido retirado do seu lugar. E que seu sobretudo está num sofá próximo dele, e está surpreendentemente seco.

    Depois de muito tentar, ele consegue se levantar e andar, além de conseguir vestir seu sobretudo e amenizar o frio daquela sala. Ele dirige-se até a porta para ir até onde ele acredita que Lando e Lana estejam, pois ele deve estar de volta a realidade verdadeira do manicômio. Mesmo que não tenha mexido com o Iludio.

    Redeater abre a porta de correr devagar. Mas ela abre-se mais rápido do que ele esperava. Isso porque alguém terminou de abrir para ele.

    Um homem com uma roupa de paciente pula nele, atirando-o no chão. O mesmo tenta socá-lo várias vezes, mas o detetive consegue aparar os golpes com os braços e tirá-lo de cima dele. Ele percebe pelos seus gritos e rosto desesperado que ele está louco e em choque. O detetive se esforça para se afastar dele se arrastando no chão, mas o paciente corre e tenta puxar suas pernas. Ele amaldiçoa-se por ter usado tanto poder antes, embora tenha dito o contrário para Masgaratt.

    Redeater encontra sua pistola e dá um tiro de aviso, que por pouco não acerta o paciente. O homem se assusta e corre para o fundo da sala, ainda gritando. Ele se levanta com pressa e vai para fora da sala, mancando.

    Ao sair, ouve um coro imenso de gritos por todo o manicômio. Onde ele está é visível ver alguns pacientes totalmente instáveis, seja correndo a esmo, batendo a própria cabeça contra a parede, sentados no chão ou arrastando-se por ele gritando sem motivo, ou socando outros pacientes. Mesmo que seja o quinto andar, ali está os piores, o que lhe é preocupante.

    Ele também repara que a tal sala dos corpos que encontrou antes é a mesma em que esteve há pouco, e não há mais uma porta com ferramentas de limpeza dentro.

    Confuso e irritado, Redeater faz seu caminho até o terceiro andar, evitando os outros pacientes. O manicômio inteiro está desse jeito: Há muitos pacientes loucos e descontrolados, e os funcionários, seja enfermeiros ou médicos, estão nocauteados. Os druidas que normalmente aparecem uma vez ou outra não estão ali. É como se estivesse numa realidade diferente.

    Quando finalmente alcança a sala no terceiro andar, após tanto se esgueirar, ele encontra apenas Lando sentado numa poltrona. O velho sorri em ver o rapaz vivo, e parece aliviado de alguma maneira.

    — Detetive! — Disse ele, levantando-se com dificuldade — Você realmente conseguiu!
    — É. Não precisa se levantar. Sente-se.

    Lando aceita e volta a se sentar na poltrona. Parece mais calmo com a presença de Redeater, mas o detetive não pode dizer o mesmo. E Lando é capaz de perceber isso.

    — Meu jovem. Eu sinceramente não sei o que você viu lá, nem o que enfrentou. Sinceramente, sinto-me culpado por ter deixá-lo enfrentar aqueles malditos sozinho.
    — Por algum acaso, você já viu o estado em que o manicômio está agora?
    — Não exatamente. Não é como se um prédio vazio tivesse muito a mostrar para um velho como eu.

    As peças finalmente se encaixam. Redeater balança a cabeça pra cima e pra baixo devagar, achando a situação deplorável e amaldiçoando seu próprio intelecto. Enquanto isso, Lando fita-o com curiosidade. Novamente, não entende direito o que o detetive quer dizer, mas julga isso como algo normal, por não ter a mesma mentalidade que aquele homem.

    Redeater aproxima-se da janela e retira a cortina de bambus finos, deixando mais do sol do fim de tarde entrar na sala.

    — Tem algo interessante sobre o sol, Lando. Se segue fielmente o panteão tibiano, deve saber que até o sol tem um nome. Fafnar.
    — Sim, uma deusa selvagem, filha de Fardos.
    — Pois é. E a lua se chama Suon. Embora o gênesis interprete que temos dois sóis, eles seguem uma regra totalmente diferente. Até mesmo contraditória. Digo isso porque Fafnar nem de longe é bondosa, mas sua luz forte e bela dá vida ao mundo, permite que a flora floresça e que a fauna prospere. Mesmo que exista os humanos para acabar com tudo, eles nem chegam perto da capacidade de destruição dos orcs, sequer dos... Demônios. — Disse o detetive, fazendo uma pausa curiosa antes de dizer a última palavra.

    Redeater apoia-se na parede e cruza os braços, encarando diretamente Lando, que continua curioso, mas interessado no que o detetive diz.

    — E Suon... Ele é o irmão bom, mas a noite, seu reinado, é maligno. Ela atira o mundo em escuridão e tudo que é de ruim utiliza esse horário para perambular por aí, fazendo suas maldades como bem entenderem. Olhe para a fauna, ela que fica relativamente tranquila de dia começa a se matar com mais violência a noite. Os espíritos, calmos de dia, vagam de noite com boas ou más intenções. Não poder ver o que irá aparecer no escuro torna a noite um momento vil.

    Lando está cada vez mais em dúvida.

    — Mas, deixando essas filosofias estúpidas de lado, o que eu quero dizer é que os dois sóis tem uma interpretação oculta. Existe um único momento onde ambos deuses chegam próximos de serem vistos por nós no mesmo dia. Digo sobre um momento chave onde o que está oculto, se revela. Não importa a magia que fora posta por cima.

    Finalmente Lando parece mostrar incômodo com o que Redeater diz. Este se afasta da janela e caminha devagar até o centro da sala, sem parar de falar.

    — Esse momento é o crepúsculo. Ele anuncia o fim. Mas também um novo começo. Ele combina tudo. O que está oculto, se revela. No entanto... Isso só irá acontecer se você tiver ciência do que está oculto.
    — Espere, detetive... Não estou te entendendo.
    — Mas eu entendo tudo muito melhor agora.

    Redeater estala os dedos. Num instante, a sala oscila entre três aparências: A primeira que ele viu quando encontrou ele e Lana, a segunda que ele viu quando usou o Iludio, levando-o ao Órgão, e a terceira, a que ele vê agora. Aquela onde o Iludio está no colo de Lando, que olha para o objeto, e então para o detetive, em choque.

    O detetive espalma a mão esquerda na direção de Lando, atirando o velho contra a parede e prendendo-o. Sua força psíquica surpreende o mesmo.

    — O que você está fazendo, detetive?!
    — O que eu deveria ter feito desde o começo. Que estúpido. Ao menos você me levou no que eu queria encontrar.

    Lando tenta se debater, mas não consegue. A força é grande demais.

    — Vamos lá. Nessa forma, você não vai conseguir reagir.
    — Por que você está fazendo isso? E comigo?
    — Veja bem, Lando. Eu não sou nenhum psíquico. Eu já usei esse feitiço antes. E ele continua em você.

    Lando finalmente percebe com terror a queimação no peito. Há um desenho tribal de fogo brilhando por trás de sua camisa puída. Ele consegue distinguir o brilho laranja, sinal do feitiço que Redeater usou antes para prender a criatura que estava com os Sangrentos. Ele fita o detetive com fúria e toma um processo de transformação, mesmo preso.

    Em segundos, sua pele escurece mais, sua roupa se rasga e seus braços e pernas são cobertos de listras amarelas. Seu peito também fica mais claro, com uma tonalidade amarela, mais tarde contrastando com a forma bestial que está tomando, lembrando alguma besta do inferno.

    O feitiço é quebrado por um instante e a criatura quadrupede salta na direção do detetive. Tudo que ele faz é se abaixar, sacar sua pistola em um segundo e atirar enquanto ela passa por cima dele. O disparo atinge a barriga da criatura, que tomba e vai parar na parede do outro lado.

    O detetive levanta, ajeita a postura e espalma sua mão esquerda mais uma vez, levantando a criatura e a pressionando contra a parede. Ela volta para a forma humana, com a mesma aparência do velho fazendeiro de pele escura. Em menos de um segundo, Redeater está na sua frente, colocando pesadamente sua mão esquerda em seu pescoço.

    — Finalmente te peguei, Zoralurk das Mil Faces.

    O velho esteve com os dentes cerrados como um animal até aquele momento, mas parece mais calmo agora. No mínimo, sente-se profundamente derrotado.

    — Que humilhação. O Triângulo desapareceu e agora você se arrasta por aí pregando maluquices a respeito de um deus que não é Zathroth, por algum motivo, e sai brincando com os outros, fazendo de cenas de crime o seu parque de diversões. O que eu deveria fazer com um traidor e um fanfarrão como você?
    — Fala como se fosse um demônio.
    — Não preciso ser um pra dar um jeito em traidores nojentos como você.
    — Vai pro inferno.
    — Eu já fui. Na verdade, não cheguei a ir, mas cheguei perto. E não gostei.
    — Você irá pro verdadeiro assim que o meu deus acabar com a sua raça. Sua jornada o levará diretamente para ele. Irei gostar de vê-lo morrer pelas mãos dele.
    — Pois é... Você é um demônio escorregadio que não morre. Ainda brinca comigo com esse lance de ilusões e personalidades. Queria fazer um enigma na minha cabeça, me iludir com aquela figura chamada de Lana, mas no fim, a solução era simples. O manicômio existe. E estamos nele agora. Nossa, isso me fez até questionar se eu sou mesmo um bom detetive, mas, bem, no fim... Eu solucionei tudo. Não tenho mais nada a tratar aqui, nem mesmo pra tratar contigo.

    Zoralurk ameaça um movimento brusco, mas o feitiço o repreende com mais força ainda, surpreendendo o demônio.

    — Que força é essa? Quem diabos é você?
    — Alguém. E esse alguém irá lhe dar uma recompensa por seus esforços em tentar me matar ou qualquer resultado parecido.

    Redeater afasta seu braço direito, preparando-se para um soco. Mas enquanto o faz, uma espécie de espirito laranja toma seu braço, estende-se pelo seu ombro e cobre parte de seu rosto. Este espirito possui outro braço, que sai a partir do ombro do detetive e retira sua máscara para ele.

    Zoralurk está chocado em saber quem esteve perseguindo ele por tanto tempo.

    — Não pode ser... Dartaul Aurecino?!
    — Não... Não. Dartaul está morto. — Disse Redeater, sorrindo. Seu olho esquerdo negro, com um losango laranja no centro, não deixam dúvida de quem ele serve. — Me chame de Redeater.

    O detetive soca-o.




    Próximo: Capítulo 4 – Êxodo

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  2. #22
    Avatar de Neal Caffrey
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    Padrão

    Salve, meu grilo! Começamos bem com as nossas referências pra HP, então o gato de Schroeder está vivo. Well done pela gama.

    Pelo capítulo em si: redeater em sua plena forma, combatendo um trio de lastimável cabeças ocas e sobrando ainda pra combater o viado-mor. Foi um bom início de capítulo.

    Diálogos e combates ligeiramente transitórios e voila, o Grand finalle. Uma encarnação de Dartaul ou Redeater é Darstaul primeiro e único?

    Fechaste bem o capítulo, meu caro. Tem que ter muito mais de onde esses vieram. Tamo junto, queridão!

    Enviado do meu Samsung j7 usando TapaTalk
    Última edição por Neal Caffrey; Hoje às 07:47.
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