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Tópico: Bloodoath

  1. #41
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    Cara eu tenhio lido essa fic mas eu tenho ficado um pouco confuso porque as coisas mudam de direção abruptamente inicialmente aquele clima no asilo depois a entrada em uma nova dimensão não sei onde o Redeater enfrenta um enorme dragão e agora o cenário volta a mudar com a cena do dragão não valendo mais

    Mas as cenas de luta são legais bem rápidas mas tenho tido um pouco de dificuldade para sacar o fio da meada onde ta indo

    Vamos indo não desista da seção não vou lendo pois quero ver onde tudo isso vai dar

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  2. #42
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    Padrão Capítulo 11 - Reunião de Monstros

    Citação Postado originalmente por Sombra de Izan Ver Post
    Parabéns, outro grande capítulo.

    Sabe enquanto li estava pensando, deve ser uma espécie de mágico para fazer todos sumirem kkkk
    Dava até impressão de ser filme de terror, foi fantástico e o desfecho nem se fala, continuo acompanhando.
    com mais derramamento de sangue na próxima vez
    Valeu pela presença e agradeço por todos os elogios, cara. Tem me apoiado bastante.

    Esse sumiço aí vai ser explicado nesse capítulo, claro. Mas pode perguntar se não entender.

    E sangue é o que não falta, afinal, se olhar o título...

    Citação Postado originalmente por Neal Caffrey Ver Post
    Caraca, bicho! Por partes.

    Quer dizer se Dartaul agora assumiu algumas habilidades mais peculiares. Parece-me, em verdade, uma mistura entre Caitlyn e Le Blanc. Atira redes e armadilhas por aí, ao mesmo tempo que sua sombra de move, deixando um rastro atrás de si e confundindo os inimigos. Quem diria que uma mescla dessa seria possível em uma história tão fabulosa. Me impressiona, verdadeiramente, cada vez mais.

    É Ankari? Seria uma mescla perfeita de todos os suportes de League of Legends? Seria uma Leona, disposta a atirar-se adiante, assumir a linha de frente e se projetar na direção do perigo com o fito único e exclusivo de proteger seu atirador? Estaríamos presenciando um combate franco entre o Garen de Demacia e uma bot lane muito sofisticada?

    Alguns trechos do combate me lembraram Jason v. Ferumbras n'O Patrono do Apocalipse. Posso ter feito uma péssima leitura da realidade, mas não posso ignorar a existência dessa pequena referência.

    O capítulo terminou com gosto de quero mais. Arthur vai se juntar a Redeater? A ver.

    Parabéns, irmão! Vamos adiante.
    Vício da porra hein parça As únicas referências aos campeões de League que eu botei no capítulo foram ao Pyke (A habilidade que atordoou o Arthur é o E do Pyke, que você usa sempre que puxa alguém pra perto) e a Caitlyn também. Eu acho que Redeater e Caitlyn se dão bem. Claro que certas atitudes do detetive poderiam não agradar a xerife de Piltover, mas em matéria de capturar e matar seus alvos à distância, os dois são geniais. E não coloquei nenhuma referência de League na Ankari, o que ela fez foi para garantir que o plano desse certo, pois ela pode se dar ao luxo de se atirar no meio de uma explosão, já que sairá inteira. Eu vou explicar isso no capítulo 12. E respeita o Arthur porra, ele é melhor que esse merda de Garen aí.

    Obrigado pela presença, mesmo que tardia, e que eu tenha de ter insistido pra caralho pra fazer você aparecer. Agora a meta é a gente fazer nosso duo de Lucian + Bardo.


    Citação Postado originalmente por Shirion Ver Post
    Cara eu tenhio lido essa fic mas eu tenho ficado um pouco confuso porque as coisas mudam de direção abruptamente inicialmente aquele clima no asilo depois a entrada em uma nova dimensão não sei onde o Redeater enfrenta um enorme dragão e agora o cenário volta a mudar com a cena do dragão não valendo mais

    Mas as cenas de luta são legais bem rápidas mas tenho tido um pouco de dificuldade para sacar o fio da meada onde ta indo

    Vamos indo não desista da seção não vou lendo pois quero ver onde tudo isso vai dar
    Agradeço seu retorno, Shirion! Eu posso explicar algumas coisas.

    Eu divido a história em arcos, e no começo, não me dei ao luxo de fazer uma transição bonitinha de um arco para outro, senão eu ficaria preso tempo demais aqui no que é somente o começo da história; O Credo de Sangue mal fez uma aparição boa ainda, estamos um pouco longe disso acontecer também. Mas vou preparando o caminho até lá.

    Explicando tudo até agora:

    O primeiro arco é o arco de St. Olias. O manicômio de Carlin foi usado como uma base do Credo de Sangue. Usei um esquema de realidades para explicar a razão desse manicômio sempre mudar. Tudo começou a partir do momento em que o primeiro Sangrento que Redeater matou, lá no capítulo 2, revelou para ele a localização da base, chamada de órgão, e terminou quando Redeater matou Zoralurk, o verdadeiro responsável por criar essas realidades. A razão para ele estar lá, eu ainda irei explicar. Haverá muitas referências ao longo da história.

    Depois, no arco seguinte, o arco "pré-Oramond" atual, Redeater foi investigar mais sobre eles em Yalahar, mas eles o pegaram de surpresa lançando um tsunami sobre um dos distritos de Yalahar, recriando o que conhecemos por "Sunken Quarter", ou "Distrito Afundado" onde tem as quaras e tudo mais. Redeater subiu a torre inteira onde ele estava para escapar, mas perdeu as forças eventualmente e desmaiou. Foi resgatado por Ankari e Zidaya, mas quando elas tentaram escapar, elas cairam numa armadilha, uma "contra-realidade", onde elas não podem escapar sem destruir as conexões que Tibia tem com outra dimensão próxima. Em suma, elas e Redeater caíram dentro de um sanduiche e precisam empurrar um lado para sair.

    Redeater entra na outra dimensão, que é na verdade o nosso mundo, ou uma cópia fictícia dele, já que não existe dragões (Será?), e lá ele lutou e derrotou os responsáveis pela contra-realidade, aqueles humanos que podiam virar dragões. Eu me desfiz do capítulo 6 - Resolução II pois eu quis refazer a história e seus rumos e encurtá-la, e para tal, eu "nerfei" o Redeater. Ele não tem mais armadura do demônio nem nada. É agora bem mais parecido com seu antecessor, Nightcrawler.


    Enfim, espero que tudo possa ter ficado mais claro para você. E espero que continue acompanhando! A história poderá ser um pouco grande, mas eu garantirei que tenha qualidade do começo ao fim.










    Capítulo 11 – Reunião de Monstros





    A situação não podia ser pior para Arthur.

    Além de ter explodido uma casa sem nem perceber, esteve a uma questão de segundos de matar duas pessoas de uma vez. Tudo porque ele deixou de controlar sua própria força com o objetivo de matar Redeater, por acreditar que Mirladan foi morto por ele. E agora, uma mulher desconhecida surge dos escombros da casa explodida, sem dar sinais de que ela está morrendo. Todas as suas feridas estão se regenerando de forma anormal, impossível para qualquer ser humano.

    Ankari já está quase inteira. Seu sorriso permanece.

    — Esse é o rapaz, Redeater?
    — Como pode ver. O que achou dele? — Disse o detetive, com dificuldade. Agora, ele finalmente sente dor o suficiente para ficar no chão.
    — Bem ousado. E grosseiro. Quem atiraria uma mulher direto para o fogo dessa maneira?

    Arthur desespera-se.

    — N-Não foi m-minha intenção, eu juro! Estava apenas cumprindo a lei, parando esse mascarado!
    — Até um cego notaria que você estava tentando matá-lo. Não me enrole. Só prove que está pronto para lutar.

    As feridas que Ankari não conseguiu curar a tempo são cobertas por camadas de grama. Vinhas e cipós cobrem seus braços, e folhas surgem ao redor dela, circulando-a. O homem fica apreensivo, sem saber o nível de poder da druidesa. A velocidade de regeneração dela já o assustou o suficiente, e mostrou que ser o inimigo dela pode não ser algo bom.

    Ele engole em seco. Não há outra opção.

    — Eu estou. Venha. — Disse ele, apontando sua espada para a direção de sua adversária.

    O rapaz já possui uma desvantagem notável: Seu braço esquerdo está ferido, o que vai impedir que golpes fundamentais seus sejam feitos. Ankari provavelmente sabe disso, e usará essa desvantagem a seu favor. Isso o fará ficar na defensiva.

    O corpo de Ankari já está completamente curado. O tenente reflete sobre essa mesma capacidade insana de regeneração por um momento, o suficiente para ele não perceber o chão abrindo-se debaixo dele.

    O homem consegue cravar sua espada no chão antes de cair num vazio negro logo abaixo dele. Ele usa os pés para se impulsionar para o chão novamente, e ao conseguir, é socado por Ankari. A mão da druida está reforçada por camadas espessas de gelo, formando uma manopla perfeita, que joga o thaiano e sua espada para longe.

    Antes que esse caísse no chão, um pedaço da própria calçada sai do chão e choca-se com o cavaleiro, mais uma vez atirando-o para outro lugar, dessa vez o fazendo perder a espada; E novamente, antes de cair, dezenas de plantas e vinhas espinhosas cobrem seu corpo e o suspendem no ar, impedindo-o de cair. Uma vinha com uma ponta lembrando uma faca bem serrilhada posiciona-se acima dele, em posição para atravessar seu coração, embora ele estivesse com uma ótima armadura.

    Arthur fora derrotado antes mesmo que pudesse fazer alguma coisa.

    Ele vê a sua inimiga aproximando-se do detetive caído para curá-lo, enquanto impedido de se mover. O rapaz não entende muito bem o que aconteceu, nem como terminou naquela situação.

    Tudo que ele consegue se lembrar, naquele momento, é da carta de seu tio. Ele lembra-se dele dizendo o máximo que podia de coisas ruins sobre certas pessoas que tomavam cargos altos em Thais, mesmo que adorasse o império e servisse a ele. Trevor ensinou-lhe sobre como era importante ter autocrítica, e que deveria sempre duvidar do império que servia, mas tentar melhorá-lo, não abandoná-lo ou juntar-se a sua corrupção. O resultado de ter deixado um homem tão suspeito como Redeater andar pelo seu império é aquele.

    Mesmo que o detetive fosse conhecido como um dos únicos combatentes contra o Credo de Sangue e tivesse parceiros e amigos secretos, espalhados pelos reinos de Tibia, ele nunca deixou boas impressões. Ele não passava segurança, não passava confiança, e a desconfiança sobre suas ações e atitudes eram sempre altas para qualquer pessoa que ficasse tempo demais próximo dele. Arthur ficou quase dois anos trabalhando com o detetive. Agora, ele nem mesmo sabe se Mirladan está vivo.

    No entanto, mesmo que tenha errado, o velho Trevor o ensinou também que ele pode resolver seus próprios erros buscando por soluções. E que, mesmo agora, quando errou o suficiente para perder seu melhor amigo, ele ainda podia fazer alguma coisa.

    L... L-Livro do Cavaleiro Banido de Elite... P-Página 33, quinto parágrafo...

    O primeiro a escutar a recitação é Varmuda. Redeater ainda está no meio dos seus primeiros cuidados, mas a demônia não parece interessada em esperar.

    — O cavaleiro não desistiu! Ele tem um livro de quarta profissão! Avise a druida! — Grita Varmuda, através da mente do detetive.

    Um livro de quarta profissão. Outra vez, Dartaul se assusta. Ao olhar para o lado onde o rapaz está, ele não vê mais nada entre as vinhas. Ankari repara em algo estranho, e logo depois, no sumiço do seu alvo.

    — Tem algo que eu precise saber, detetive?

    Uma figura surge dos céus com uma espada imensa, em alta velocidade. Talvez não dê tempo dos dois escaparem, mas ainda assim, Redeater aponta. E Ankari responde.

    Exevo Gran Mas Frigo!
    Exori Arus Ico!

    Um único tornado imenso de gelo forma-se ao redor de Ankari e Redeater para protegê-lo do poder insano da espada crescida de Arthur. Mesmo o rapaz parece maior agora, e sua armadura está negra, diferente de antes, que ostentava as cores dos militares thaianos. Agora, seu poder pode dificilmente ser contido por uma magia épica, afinal, o que ele está usando pode ser muito mais poderoso.

    Com o choque da espada, a magia enfraquece. Dartaul entende rápido que ela não vai aguentar, apesar da demonstração de poder que mostrou há pouco. Ambos não sabiam que o tenente especial é tão poderoso como tem aparentado, e sua própria estratégia parece ter ido por água abaixo.

    Mas não por muito tempo.

    — Toque Ankari! Irei nos salvar! — Grita Varmuda, mais uma vez. Ele entende por um momento o que deve ser feito.

    Redeater agarra abruptamente o tornozelo da druida, que está tão concentrada que mal percebe o toque. E em segundos, a força do tornado cresce exponencialmente, tornando-se maior, mais forte e mais violento. Embora Arthur esteja mais forte, ele não irá conseguir resistir.

    O homem percebe a situação desvantajosa e desiste. Ele desaparece, e o tornado também, logo depois. Quando as coisas ao redor voltam ao normal, Arthur surge novamente atirando-se na direção dos dois, com outra magia semelhante. A armadura negra e uma capa roxa presa no ombro direito dele mostram que ele não desistiu completamente.

    Exevo Gran Mas Frigo! — Pronuncia com mais violência a druida, estendendo os braços em seguida.

    Agora, vários tornados do mesmo tamanho do anterior surgem, segurando os movimentos de Arthur. O poder do gelo é mortal sobre a armadura pesada do tenente, que vacila por um instante; O suficiente para que os tornados tomassem outro caminho e se juntassem todos para atingi-lo. Por um tempo de quase quarenta segundos, nada ouvia-se por perto senão os gritos do rapaz e o vento gelado e carregado ao redor dele.

    Ele agora está tombado no chão, enfraquecido, cheio de feridas. Sua armadura está quebrada, e seu rosto praticamente vermelho de tantas feridas. Não seria estranho se ele morresse ali mesmo de hipotermia, tamanho o poder que Ankari lançou contra ele. Mas agora, ela está exausta, e ainda assim, tentando recuperar Redeater. O detetive sente-se um pouco culpado naquela situação, e a impede de continuar, deixando-a sentar-se um pouco também.

    — Hah. Hahahah. No fim, você é um detetive bonzinho. — Murmura Ankari, enquanto tenta voltar a respirar normalmente.
    — Tantas magias te deixaram louca.

    Redeater respira fundo e usa as próprias magias de paladino real para se curar. Sente-se cansado, mas não o suficiente para ficar no chão, após passar tanto tempo sem fazer nada. Arthur ainda está no chão. Talvez seja hora de começar a falar.

    Ele levanta-se. No meio tempo, ele consegue ver Arthur ainda se mexendo. No instante em que ele ajeita sua postura, o cavaleiro está voando outra vez na sua direção; Agora, mais parecendo um espectro maligno e avermelhado do que um ser humano.

    — Tsc. Faça-me um favor e volte pro chão.

    Enquanto avança, o rapaz percebe que a visão que tem de Redeater se esvaiu da sua frente e foi substituída com algo parecendo um míssil vindo na sua direção. Em um segundo, ele reconhece que é ele mesmo. No outro segundo, ele choca-se com um espelho, e perde toda a força restante que tinha para avançar ao cair no chão pela confusão que o objeto lhe causou e os novos machucados que o vidro lhe providenciou.

    Outra vez, ele está no chão. E outra vez, ele tenta se levantar. Porém, um brilho claro como a lua surge abaixo dele, tomando um formato de uma espécie de brasão tribal. Esse formato cerca seus arredores, formando uma gaiola.

    Kråkabur! — Pronuncia Gala, na sua frente, completando o formato da gaiola branca.

    A garota albina toma uma de suas espadas-chaves e usa a área que seria o pomo, que mais lembra uma ponta de chave, para trancar a gaiola. Finalmente, Arthur está derrotado. Em seu estado atual, é impossível ele escapar da magia sofisticada da Ordem dos Espíritos Claros. O cavaleiro finalmente cai no chão, mas não desmaia de cansaço por muito pouco. Redeater aproxima-se, com desdém.

    — Mirladan está vivo, sabe? Assim como sua companhia toda. A garota que criou aquele espelho foi a mesma que criou um portal que trocou nossas posições. Agora mesmo, o velho e aqueles soldados devem estar na área da segunda muralha, tentando voltar pra cá.

    Embora não devesse se sentir assim, o rapaz consegue respirar mais aliviado. No fundo, sente que o detetive está falando a verdade.

    — Na verdade, toda a palhaçada que aconteceu hoje foi feita por mim. Nunca houve ataque do Credo de Sangue. Eu mesmo fiz os sinais ao redor da capital enquanto estive por aqui, e até quando eu não estava. Tive meus aliados para fazer até o Imperador pensar que a cidade corria perigo. O fogo repentino na floresta do norte, o lago sagrado do norte sujo, a velha matilha do oeste morta, um ciclope crucificado na colina mais distante do leste. Tudo foi feito por mim. Para que, quando o anúncio do ataque feito hoje, o tal fazendeiro sem sangue algum no corpo, convencesse os militares.

    “Aquilo também fora uma criação da garota ali atrás. Ela é perfeita com coisas assim, por ser uma conjuradora. Aprendi rápido o que ela é capaz de fazer, e pude agilizar as coisas para hoje. Para que eu pudesse chegar até você novamente, um dos homens mais difíceis de ser localizado na capital quando não está em serviço, e estritamente perigoso quando está em serviço. Deixá-lo sozinho não necessariamente me requisitaria tanto esforço, mas a razão de eu ter feito isso é para que eu também pudesse convencê-lo.”

    Arthur ouve vozes estranhas logo atrás dele. Com algum esforço, ele consegue virar um pouco do seu corpo exausto para olhar pra trás. Pensava que não poderia ficar mais chocado naquela noite.

    Ainda havia pessoas na região. Elas se esconderam dentro das suas casas, esperando que o ataque não chegasse até ali. Aquela área não foi totalmente evacuada. As informações foram manipuladas. Quando o combate finalmente cessou, as pessoas que não tinham saído daquela área estavam agora encarando uma espécie de ídolo caído diante dos inimigos. Era possível escutar o choro de várias crianças, em várias casas diferentes ao seu redor. Murmúrios de medo e tristeza. Ele está caído, derrotado, e essas pessoas estão vendo isso muito bem. Uma visão digna de seus pesadelos.

    — V-Verme... É... A-Assim qu-que vai... Me c-convencer?
    — Óbvio. Já sabe o que está acontecendo, não é? Colocou essas pessoas em perigo. Não checou corretamente se todos evacuaram o distrito. Ainda há pessoas aqui, Arthur. Você as colocou em perigo. Quando Mirladan e o outro tenente que está com ele chegarem e verem isso daqui, verão que você, além de ter sido derrotado, permitiu que essas pessoas fossem quase mortas, a troco de quê? Isso é inadmissível para o major especial, seu chefe. Uma vergonha para sua casta.

    O tenente especial não responde. Sua face encontra o chão mais uma vez, sem esperanças, sem força. Não há mais vigor no seu corpo, e nada o responde mais.

    — Isso só será evitado se você se sacrificar. Se vier comigo para Oramond. Ninguém saberá que Arthur Van Aknimathas lutou arriscando a vida de inocentes e perdeu.

    Gala encara toda a situação logo ao lado dos dois sem mudar a expressão, mas não consegue deixar de sentir nojo de Redeater. Ela ou Zidaya eram capazes de criar ilusões de pessoas reais para colocar nas casas, mas ele preferiu colocar pessoas reais dentro delas. Ankari, que está sentada no chão, foi a que se posicionou ao lado dele desde o começo, e que manipulou as informações. Ela sente a raiva de Gala ao longe.

    Redeater também sente a raiva tanto de Gala quanto de Arthur. Sabe que o que está fazendo trai tudo que um dia já acreditou. Mas era a forma mais eficiente de trazer uma pessoa tão importante quanto o cavaleiro para o seu lado, facilitando a entrada em Rathleton. Pois, como pessoa, Arthur não valia nada para ele. O mesmo também tem ciência disso. Mas não está em posição de recusar.

    — E-Eu irei. — Disse Arthur, baixo e fraco, mas audível.
    — Ótimo. Zidaya, sabe o que fazer.

    Zidaya, que está atrás de Ankari, assente. Toda a área ao redor deles é circulada por um brilho poderoso, que os leva embora daquele distrito. E daquela cidade.

    Pouco tempo depois, Mirladan surge com sua companhia, mas tudo que encontra são os inúmeros destroços e sinais de uma batalha mortal. Ele e o tenente loiro ao seu lado conseguem entender o que aconteceu.

    Arthur caiu.





    Próximo: Capítulo 12 – Horizonte






    Espadas-chaves são as armas de Gala Nubila, mais conhecidas como "Twin Hooks". https://cdn.shopify.com/s/files/1/11...g?v=1522625957
    Última edição por CarlosLendario; 13-03-2019 às 15:12.



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  3. #43
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    Padrão Batalha

    Poxa que incrível batalha, essas transformações me lembrou um pouco as mudanças dos Sayajins.

    Poxa esse lance interdimensional pode criar um nó na cabeça da gente sabia? me lembra um pouco o caminho dos sonhos, o desfecho não poderia ser melhor, sangue e destruição kkkk

    Ótimo capítulo, fico no aguardo de novas atualizações



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