Página 2 de 2 PrimeiroPrimeiro 12
Resultados 11 a 18 de 18

Tópico: O Exorcismo de Alyssa Amber

  1. #11
    Avatar de Edge Fencer
    Registro
    06-09-2016
    Localização
    Vitória
    Posts
    342
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Conquistas CitizenEstagiário
    Prêmios Abóbora Framboesa - Participante no concurso Divinos Doces e Terríveis Horrores I
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Capítulo fantástico, Neal. Finalmente o julgamento começou, e começou com tudo hahaha. Como esperado, o caso é bem complexo e traiçoeiro pro Michael, mas ele deu sinais novamente de que é MUITO liso depois daquele depoimento da testemunha. Podia facilmente ter se complicado ali com um depoimento tão desfavorável ao Henricus, mas virou o jogo de uma forma que o promotor não estava esperando e agora a defesa parece em clara vantagem no começo do julgamento. Sobre o julgamento em si, de novo foi muito bem narrado; não sei se você tem algum receio de estar sendo "técnico" demais na narração dessas cenas, mas se for o caso pode ficar tranquilo que tá no ponto certo. A narração do depoimento e a forma como ela destoou do restante do ritmo do capítulo deu um contraste interessante pra leitura, sempre gosto de ver essas mudanças de ritmo e estilo dentro de uma narrativa: tanto facilita pra imersão e fluidez do texto como enriquece a escrita e dá novas possibilidades de interpretação da história.

    O capítulo trouxe também um conflito interessante com relação ao Henricus, na figura do inquisidor, e dos que foram executados por ele. Gostei da ideia da possessão não-demoníaca, mas sim uma forma de vingança dos espíritos que foram, talvez, injustamente condenados por heresia. E mesmo que fossem hereges mesmo, não muda muito o rancor contra o cara que os executou, né. Fico curioso pra ver na sequência se você vai abordar essa questão apenas nessa situação ou se será um tema recorrente, mas de qualquer forma tenho certeza que isso terá algum impacto na história. Pelo pouco que li de você, já deu pra notar que tem um bom controle sobre a própria história, então certamente nada aqui foi escrito pra encher linguiça, e sim pra impactar situações futuras.

    Siga em frente aí, amigo, uma ótima história está nascendo nesses primeiros capítulos. Fico contente comigo mesmo por estar conseguindo acompanhar, mesmo que só consiga ler, comentar e escrever nos fins de semana, por enquanto. Posso atrasar uns dias pra comentar nos novos capítulos, mas saiba o farei o mais rápido que der (assim como também vou fazer um esforço pra tirar o atraso na história do @CarlosLendario). Abraços!

    Publicidade:
    Son of a submariner!

  2. #12
    Cavaleiro do Word Avatar de CarlosLendario
    Registro
    23-03-2012
    Localização
    São Paulo
    Posts
    2.215
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Conquistas Sagaz CitizenAdepto do OffCríticoDebatedor
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Excelente capítulo novamente. O julgamento teve uma ótima narrativa, e esse testemunho vai certamente dar uma entortada na sequência desse processo, visto que o promotor ficou ali, sem pai nem mãe. Mas algo me diz que a coisa vai ficar preta e teremos outra reviravolta.

    Segue firme Neal, tô acompanhando.



    ◉ ~~ ◉ ~ Extensão ~ ◉ ~ Life Thread ~ ◉ ~ O Mundo Perdido ~ ◉ ~ Bloodtrip ~ ◉ ~ Bloodoath ~ ◉ ~~ ◉

  3. #13
    Avatar de Neal Caffrey
    Registro
    27-06-2006
    Idade
    26
    Posts
    3.008
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Conquistas Adepto do OffSagaz CitizenMain CitizenCrítico
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Spoiler: Respostas


    No último episódio: Findou o depoimento de Louis Dermont, uma das testemunhas arroladas pelo Ministério Público. Michael Pearson conseguiu distorcer seu depoimento e virá-lo, embora não tenha estado satisfeito a respeito dele pelo excesso de detalhes. Após recesso de 15 minutos, o julgamento de Henricus Footridge continua.

    EPISÓDIO V
    CONFLITOS IDEOLÓGICOS


    Nos fundos do anfiteatro, Michael tomava demoradamente seu café, dando uma longa tragada no cigarro, seu fiel e cancerígeno companheiro. Ninguém o abordara nos últimos 10 minutos. Naquele tempo, tinha capacidade de sobra para reorganizar os próprios pensamentos.

    Louis Dermont havia sido uma testemunha interessante. Embora o excesso de detalhes dissesse algo a respeito do seu depoimento, ao menos era condizente com o relato de Henricus. A técnica lhe dizia que Louis mentia. O júri popular, contudo, não tinha formação em Direito e não sabia identificar aspectos técnicos. Por isso era tão importante utilizar uma linguagem que fosse acessível ao povo.

    Instantes antes do reinício da sessão, Henricus apareceu, franzindo o nariz para o cigarro, sem repreendê-lo, contudo.

    — O depoimento de Louis foi uma merda — comentou, tragando o cigarro outra vez, para a surpresa de Henricus. — Ele mentiu.
    — Não, não mentiu.

    A posição defensiva de Henricus também dizia bastante a respeito do depoimento.

    — Diga-me, defensor… o que o senhor pensa sobre minha culpa? O que ela lhe diz?

    Desta vez, foi Michael quem foi pego de surpresa. Ele arqueou as sobrancelhas.

    — É irrelevante — disse, com sinceridade. — Não me diz nada e certamente que não me importa o que fez. Importa o que o júri pensa sobre o que fez.
    — Retorno — disse a voz amplificada de Sarah Carano.

    Henricus engoliu as palavras ao acompanhar Michael novamente para dentro do anfiteatro. Gary já parecia recomposto. O povo parecia sequer ter se movido. A posição do sol através dos vitrais ancestrais dizia que se aproximavam das 11 da manhã.

    Sarah fez um sinal para que o promotor prosseguisse.

    — A acusação chama Peter Winters à tribuna.

    Peter tinha um ar de confiança que exalava no ambiente. Seus olhos azuis sob a cabeleira densa eram firmes, e, embora fosse mais baixo que Louis Dermont, era consideravelmente mais forte. Parecia um daqueles homens movidos a desafios. Michael considerou o fato para utilizar-se daquilo posteriormente.

    — Peter Footridge Winters, 27 anos, natural de Venore — disse, respondendo ao questionamento da juíza.

    Imediatamente, Michael colocou-se de pé. A declaração inicial acendeu um sinal de alerta em sua cabeça.

    — Excelência, somente uma consideração — ele estreitou os olhos. — É consabido que Peter Winters é sobrinho de Henricus, ostentando, inclusive, o mesmo sobrenome. Gostaria que a testemunha fosse dispensada de seu compromisso legal e fosse ouvida como informante.

    Gary Sanders abriu a fechou a boca várias vezes, incapaz de responder ao requerimento. Aquela era uma estratégia interessante; ao dispensar o compromisso legal da testemunha, a juíza a converteria em informante, sem, contudo, que houvesse o dever de dizer a verdade, em razão do flagrante interesse no resultado do processo.

    — Promotor?

    Ele sacudiu a cabeça em sinal negativo, incapaz de pensar em uma forma de sair daquela.

    — Dispensado do compromisso por força legal — disse a juíza, franzindo o cenho de forma severa. — Contudo, senhor Winters, remanesce o dever moral de dizer a verdade, embora não se trate de um dever legal. Oriento o júri que o informante não tem a obrigação de ser sincero em suas considerações e que, portanto, seu testemunho deve ser considerado dessa forma.

    Os jurados assentiram, ao que Michael deu-se por satisfeito, sentando-se outra vez.

    Gary adiantou-se, deliberando.

    — Senhor Winters — disse, a voz firme, posicionando-se diante dele como um felino prestes a dar o bote. — Desde o começo, por gentileza.

    *

    Alyssa voltou a dormir após sua sentença final. Louis parecia mal, mas Henricus estava focado. O fato de que não exigira meu auxílio até aquele momento dizia um pouco a respeito do resultado das últimas alegações. Afinal, defrontávamo-nos com o desconhecido. Possessão, ao menos naqueles termos, estava muito fora das competências da Igreja Católica e costumava ser solucionada por xamãs experientes.

    O padre, contudo, decidiu que tinha conhecimento o suficiente para prosseguir. Embora a arquidiocese não preparasse ninguém para aquilo – o que posso afirmar com propriedade, afinal, graduei-me em teologia com honrarias máximas junto ao Vaticano –, é evidente que a prática de rituais nessas circunstâncias era aprovada por Sua Santidade, o Papa, se houvesse fundadas suspeitas de que, de fato, ocorria.

    Não tardou para que Henricus dispensasse todos os artefatos religiosos cristãos. A mulher, cujo nome também não conheço, jamais deixou a proteção das sombras, permanecendo ao lado de Alyssa durante todo o momento em que dormia e em que acordava. A pobre Diana Amber chorava copiosamente. Ao seu lado, os olhos de Richard Amber estavam marejados, mas ele mantinha sua postura ereta. Grande homem.

    Pouco tempo depois, Henricus retornou com objetos muito singulares. Sálvia, outras ervas desconhecidas, alguns objetos de prata, uma tocha apagada, mas pronta para o uso, e um arpão artesanal de ferro. Louis, que também saíra com ele, retornou trazendo uma harpa, por algum motivo que, naquele momento, eu desconhecia.

    O padre nos reuniu num canto distante da cama de Alyssa, apresentando-nos os objetos e esclarecendo que as ervas tinham natureza de purificação. Particularmente, acreditei que o ambiente merecia um pouco de pureza. Estava carregado, como se o próprio inferno tivesse se sitiado ali. A penumbra era aterradora, se querem saber. E a chuva intensa somente fazia piorar a sensação que o quarto trazia.

    — Ferimentos corpóreos estão absolutamente vetados — disse Henricus em voz baixa, sob os olhares severos de Richard e Diana. — Precisamos expulsá-los, mas o
    Rituale Romanum será ineficiente, ineficaz e imprestável. São outro tipo de espírito. Dependem de uma intervenção muito própria.

    Assenti uma vez, aceitando uma adaga de prata que ele me oferecia. Louis recebeu o arpão, um pouco temeroso.

    — Aplicaremos às suas almas o que costumamos aplicar aos seus corpos — o clérigo continuou, instruindo-nos. — Fogo, prata e certas modalidades de canções os incomodam. É a nossa deixa. Assim que eles manifestarem o incômodo, vamos trazê-los para fora com força.

    Todos assentiram, até mesmo Richard, que parecia de certa forma aliviado. É claro, a família é muito católica, mas Richard, especialmente, era um pouco cético. Não posso culpá-lo. Sua opinião era de que Alyssa deveria continuar sendo tratada pelos médicos de Thais. A sugestão de tratamento extraordinário fora dada por sua mãe, Diana.

    Ainda que não estivesse necessariamente diante de inimigos extracorpóreos de Cristo, Henricus se benzeu. Mais de uma vez. Mais de 10 vezes. Entendi isso, também. Proteção nunca era demais.

    Ele acendeu a tocha e a prendeu firmemente a um archote improvisado sobre a cabeça de Alyssa. Não demorou para que ela despertasse outra vez.

    — Padre? — perguntou, a voz chorosa. — Padre, o que está fazendo?

    Henricus franziu o cenho.

    — Que… calor — ela resmungou, tentando, em vão, soltar-se das amarras para aliviar o colarinho da camisa de cetim. — Sinto tanta dor.

    Por algum motivo desconhecido no momento, Henricus sorria. Não de forma satisfeita, não de forma triunfante, mas de forma indulgente. Havia identificado algo que os outros não haviam identificado.

    — Bela tentativa.

    Ele colocou cuidadosamente um crucifixo de prata em volta do pescoço de Alyssa, cuja respiração começou a se acelerar. Seus olhos se esbugalharam por um instante, e não tardou para que ela começasse a se debater violentamente.

    — Tire… isso… daqui — ela berrava em meio à crise.
    — O problema é com o crucifixo ou com a prata?

    Ela atirou-se na direção de Henricus, tentando mordê-lo. Vocês ficariam surpresos com a velocidade dos reflexos de um homem de sua idade. Agora, contudo, ela não sorria mais, não fazia mais piadas e não massacrava a mente de todos. Parecia um pouco deslocada do cenário, e, com preocupação, percebi que as amarras de seus braços começavam a ceder pela força excessiva que ela fazia. Seus pulsos começaram a sangrar.

    Henricus aproximou-se e sacou o crucifixo de seu pescoço. Sua reação cessou imediatamente e ela mergulhou na inconsciência outra vez.

    — Provamos um ponto de vista — ele disse, finalmente, recolhendo o crucifixo.


    *

    De pé, Michael encarou longamente as feições duras e ligeiramente impertinentes daquele homem. Os cabelos lisos jogados para o lado, dominando quase toda a testa, davam a ele a aparência de um ator de teatro agraciado com algo que não parecia merecer. O advogado o considerou um pouco arrogante. Mesmo em seu relato, parecia bastante cheio de si.

    — Peter, preciso que seja sincero comigo agora. Posso contar contigo?

    Ele deu de ombros, assentindo, todavia.

    — Como sobrinho de Henricus, parece-me justo crer que acompanhou o nascimento deste processo. Correto?

    Ele fez que sim outra vez, sem verbalizar.

    — Muito bem — Mike aprovou, girando os polegares na direção do teto. — Então, sabe quem foi o responsável por denunciar o acusado num primeiro momento.
    — Protesto, Excelência — vociferou Gary. — O advogado está testemunhando.
    — Acolho — Sarah lançou a Michael um olhar severo. — Somente questionamentos, defensor. Não faça ilações sem questionamentos.

    Michael sacudiu a cabeça para lá e para cá. A dúvida, contudo, já estava plantada na cabeça dos jurados.

    — Quem denunciou Henricus ao Judiciário, Peter?
    — Richard Amber.

    O advogado pôs-se de frente para Richard, que ocupava um dos lugares na primeira fila do povo, entre a esposa Diana e a filha Amélia. Os olhos dele se endureceram por um instante enquanto ele fitava Michael, desejando poder apertar seu pescoço até a morte.

    Naquele instante, todavia, mais do que adquirir a simpatia da família da vítima, era importante descredenciar um dos depoimentos futuros. Se Richard Amber prestaria depoimento em breve como testemunha, então antes disso pintá-lo como alguém a quem carece a coerência era essencial para o deslinde do julgamento.

    — Vamos falar sobre os objetos levados por Henricus para o ritual, Peter. Posso contar com a sua precisão?
    — Certamente.
    — Pois bem — Mike raciocinou, semicerrando os olhos. — Reconheceu os objetos levados ao ritual? Adagas, arpões e crucifixos de prata, sálvia, ervas, tochas e archotes?
    — Sim.
    — Qual é a referência dos objetos?

    Peter umedeceu os lábios e imediatamente Michael arrependeu-se de questionar. Evidentemente, Henricus conhecia um determinado procedimento particular, mas Peter não era exatamente versado na arte.

    Torceu, contudo, para que sua precisão estivesse aguçada e que ele trouxesse da memória alguma coisa que fosse elucidativa.

    — Há um termo circular emitido pelo Vaticano há duas décadas — comentou, a expressão traduzindo a tentativa de raciocínio. — Dá orientações gerais a respeito de possessões não demoníacas. O termo orienta os clérigos a utilizarem os objetos como forma de expelir os invasores, porque são os mesmos objetos que os levam ao óbito durante a persecução inquisitorial. Há um fundo histórico para isso.

    Gary mordia a língua sentado no mesmo lugar. Se não pensasse em algo rápido, Michael Pearson ia demoli-lo em frente à opinião pública e a vitória pessoal que almejava naquele julgamento não seria alcançada em hipótese alguma. O promotor não deixou de avaliar as reações de Ronald Franklin por um segundo sequer.

    — Participou de alguma persecução inquisitorial presencialmente?
    — Homem, é claro que sim — Peter ajeitou-se no banco. — Queimei pessoalmente toda a família McKonney. Hereges malditos, é o que eram.
    — Qual a função da adaga de prata nestes casos?
    — Produz queimaduras profundas na pele dos hereges e daqueles que praticam magia negra. É importante frisar que a Inquisição nunca se voltou contra os magos brancos e os feiticeiros brandos. Visamos expiar a magia negra.

    Michael assentiu, parado em silêncio pelo que lhe pareceu um longo momento. Atrás de si, o povo se remexeu, ansioso, e a juíza Sarah arqueou as sobrancelhas, aguardando pela continuidade do depoimento. Mike, contudo, queria induzir aquela ansiedade. Queria que, apesar de Peter ter sido contraditado, fosse enxergado como um contador de histórias verdadeiras, e não como um mentiroso. Confundir e inebriar os sentidos dos jurados naquele momento era essencial. E o silêncio fazia crer que Peter Footridge Winters estava sendo levado a sério.

    — Defensor?
    — Satisfeito, Meritíssima.
    — Pausa para o almoço. Retornamos em duas horas.

    Próximo episódio: EPISÓDIO VI – EMBATE EXTRAPROCESSUAL.
    O Exorcismo de Alyssa Amber
    Acompanhe o piloto do thriller mais recente da seção Roleplay!

    Jason Walker e o Patrono do Apocalipse

    Acompanhe a quinta e última história de Jason Walker na seção Roleplay!

  4. #14
    Cavaleiro do Word Avatar de CarlosLendario
    Registro
    23-03-2012
    Localização
    São Paulo
    Posts
    2.215
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Conquistas Sagaz CitizenAdepto do OffCríticoDebatedor
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Esse depoimento de Peter certamente vai mudar as coisas. Não sei o que esperar do futuro, só uma reviravolta. Algo pode dar errado, e não que eu queira que isso aconteça; Tá tudo indo muito pro lado do Michael, ele pode acabar perdendo a dianteira uma hora, por mais habilidoso que ele seja como um advogado.

    E esse testemunho do Peter foi muito bem narrado, deu pra imaginar bem o que estava acontecendo. Vi que ali também estava tudo dando certo até certo momento, e é justamente isso que me faz pensar que algo vai dar errado pro lado do Michael e do Henricus. Vamos ver. Tô curioso.


    Não muito relacionado, mas dentro da história: Se temos um Vaticano e um Papa no Tibia, onde estes ficariam? Pra ser sincero, achei essa parte meio estranha. A igreja tem influência em varias regiões do Tibia mesmo no jogo (Em Thais principalmente, mas temos Carlin, Venore, Port Hope e um pouco de Liberty Bay), mas não existe um Vaticano lá, e isso porque o panteão Tibiano é o mais poderoso e influente. Por isso senti que foi uma frase muito deslocada, pois embora tenhamos a influência cristã, ela não chega exatamente nesse ponto.

    Só isso mesmo cara, segue publicando os capítulos, quero ver como isso vai terminar.



    ◉ ~~ ◉ ~ Extensão ~ ◉ ~ Life Thread ~ ◉ ~ O Mundo Perdido ~ ◉ ~ Bloodtrip ~ ◉ ~ Bloodoath ~ ◉ ~~ ◉

  5. #15
    desespero full Avatar de Iridium
    Registro
    27-08-2011
    Localização
    Brasília
    Idade
    23
    Posts
    3.057
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Conquistas Sagaz CitizenCríticoDebatedorAdepto do Off
    Prêmios Guardião do GF - pelos serviços prestados à comunidade
    Mãe Dináh - Acertou alguma previsão para o Winter Update 2018
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Saudações!

    Esse comentário é mais para reafirmar que estou acompanhando, sim! A forma como você aborda a religião, Neal, continua fascinante! Perdoe-me a prolongada ausência: esse semestre está tenso por conta de ameaça de greve aliada a muito trabalho e a um bloqueio feroz que tomou conta da minha mente, já que tenho que escrever roteiros por obrigação para a faculdade e, com o retired do Kamahl doido das terras de Beneva (agora Monza), ficou complicado prosseguir com Behogar Bradana, e o corre-corre impediu-me de ler as histórias que ainda estão ativas na Seção.

    Entretanto, retomei a leitura e devo dizer que está excelente, como sempre xD perdoe minha ausência e procurarei estar mais presente sempre que possível!



    Abraço,
    Iridium.






  6. #16
    Avatar de Edge Fencer
    Registro
    06-09-2016
    Localização
    Vitória
    Posts
    342
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Conquistas CitizenEstagiário
    Prêmios Abóbora Framboesa - Participante no concurso Divinos Doces e Terríveis Horrores I
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Mais um ótimo capítulo, Neal. Outro depoimento muito bem narrado e que bota cada vez mais lenha na fogueira desse julgamento. Tá claro que, independentemente da sentença ser favorável ou não para Henricus, ela irá trazer várias consequências pro restante da história.

    Michael novamente mostrou jogo de cintura e esperteza pra virar o jogo a seu favor, de forma que me fez até questionar um pouco a competência do promotor. Se ele já conhece a forma que o advogado atua e ainda assim queria uma vitória pessoal contra ele, será que ele não teria uns argumentos e cartas na manga mais sólidos do que esses depoimentos? Parece-me que ele não pensou num plano B caso o Michael virasse a situação a favor dele, como costuma fazer. Vamos ver se na sequência do julgamento o promotor consegue equilibrar as coisas, porque no cenário atual (como ele mesmo percebeu) Michael conseguirá uma vitória esmagadora.

    Sobre o depoimento de Peter, muito interessante, por várias razões. Primeiramente, no sentido narrativo, legal demais ver como, a partir dos depoimentos de diferentes pontos de vista, a cena do exorcismo vai se materializando cada vez mais e trazendo a tona fatos novos e conflitantes pra história; é uma narrativa se desenrolando dentro da narrativa principal, quando bem feito isso fica muito bacana. Outro fator interessante, já dentro do enredo mesmo, é a atitude dos envolvidos no caso durante o procedimento do Henricus. O fato de Richard não ser um católico tão fervoroso assim diz muito sobre a postura dele até aqui na história, e o próprio Peter parece um pouco confuso quanto aos métodos utilizados pela igreja. Parece que a morte de Alyssa não só botou o Henricus no banco dos réus, mas também abalou a fé de uma galera aí.

    No aguardo da sequência, abraços!
    Son of a submariner!

  7. #17
    Avatar de Neal Caffrey
    Registro
    27-06-2006
    Idade
    26
    Posts
    3.008
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Conquistas Adepto do OffSagaz CitizenMain CitizenCrítico
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Spoiler: Comentários


    No último episódio: Michael prepara com habilidade o depoimento de Peter e consegue extrair dele algumas informações importantes para a construção da sua tese. A plateia se agita com as afirmações do antigo coroinha, e o promotor parece mais perdido do que nunca.

    EPISÓDIO VI
    EMBATE EXTRAPROCESSUAL


    Ronald e Elizabeth Franklin dividiam uma mesa singela no refeitório do depósito de Carlin, protegida por biombos gastos. Ali, os dois irmãos, ele comandando Thais e ela, Carlin, haviam tocado em assuntos aleatórios e desinteressantes desde que o almoço começou. Obviamente, nenhum dos dois tinha entrado no assunto central, mas aparentemente também nenhum dos dois sabia como iniciar aquela conversa.

    — Gary Sanders concorre para juiz em Thais — comentou Ronald, um homem alto, austero, magro, calvo e de feições duras, vestido com um terno impecável. — Condicionei sua apresentação à condenação do clérigo.
    — Então é disso que tudo se trata — Elizabeth mastigou devagar seu pedaço de carne, os olhos fixos nos do irmão. — Sanders ataca Henricus com tudo que tem porque sua carreira depende da condenação.
    — Sim e não. O padre pinta e borda em Thais há anos. Alguém precisa abaixar a bola dele.
    — A forca me parece um meio pouco singelo de fazê-lo.

    Ronald bebericou seu vinho, semicerrando os olhos.

    — Tens simpatia por ele?

    Elizabeth deu de ombros.

    — Michael Pearson destrói minha reputação em Carlin, julgamento após julgamento. Desde que Sarah Carano chegou e que essa peste de advogado se formou, fui forçada a alterar diversas leis locais em razão da jurisprudência que ela construiu, baseada quase que exclusivamente nas moções dele. Não significa, contudo, que alguém deva ser enforcado por isso.
    — Talvez devesse.

    O olhar dela se endureceu.

    — Carlin é um município que respeita a democracia, Ronald. Nenhum advogado será sacrificado por exercer sua profissão.
    — Você quem sabe. O reino lhe pertence.

    Constrangida, Elizabeth desviou o olhar. Era uma governante rígida, que expiava seus pecados através de ordens e decretos, talvez fosse até injusta, mas não era uma assassina e, sobretudo, afastava-se em muito do conceito de tirania. Embora Michael Pearson fosse um percalço, mais conveniente do que isso era destacar um promotor que soubesse enfrentá-lo.

    Até aquele momento, contudo, nem mesmo Gary Sanders, um dos tubarões mais sanguinários de todos os mares, tinha sido capaz de colocar o garoto em seu lugar. Pelo que via, Pearson estava destruindo o acusador de Ronald Franklin, e, sobretudo, sepultando a sua carreira.

    Maldito Michael Pearson.

    *

    Michael havia acabado de expor a estratégia para o restante do processo a Henricus quando seus coroinhas, Louis e Peter, agora desprotegidos do sigilo legal que os incumbia, surgiram no restaurante. Os dois se sentaram com eles.

    — Seu depoimento foi uma merda — repetiu o advogado, desta vez diretamente para Louis.

    O coroinha deu de ombros, sem saber o que dizer.

    — Fui arrolado pela acusação.
    — O depoimento foi suficiente — Henricus intrometeu-se, incomodado demais com a abordagem de Michael. — Contou o que tinha que contar.

    Durante um longo tempo, Louis, Peter e Henricus discursaram livremente sobre como a Inquisição thaiana era importante pra a expiação dos pecados do mundo, como Deus os designara, como o Papa aprovava as suas práticas e como o Vaticano os vinha condecorando desde o início do Tribunal há um par de décadas. Michael desligou-se automaticamente da conversa. Ele próprio não era um crente de carteirinha.

    Henricus, é claro, acreditava que Louis o tinha auxiliado, o que poderia ser verdade em parte. Contudo, se houvesse um único jurado com conhecimento de causa, o depoimento do coroinha seria demolido do começo ao fim. Frequentemente o advogado informava seus clientes de que, embora tivessem a intenção de mentir, para ele era desnecessário. Era importante que o defensor tivesse em absoluto todas as informações concernindo o caso, mas nem sempre era possível extraí-las dos próprios acusados.

    Gary Sanders chegou ao refeitório pouco tempo depois, passando diretamente por toda a população e reunindo-se ao rei de Thais e à rainha de Carlin num biombo apartado. O advogado pediu escusas e levantou-se, seguindo-o.

    — … então, não há nada que possa auxiliá-lo, exceto o depoimento de um coroinha cheio de dívidas e de um sobrinho malfadado…
    — Boa tarde.

    Ronald Franklin levantou a cabeça somente por tempo suficiente para registrar a aparência excêntrica do advogado. Tudo muito alinhado. Cabelos, gravata, terno.

    — Vossas Majestades — Michael fez uma reverência breve. — Promotor.

    Gary deu-lhe um sorriso duro.

    — Bom trabalho até aqui, defensor.

    Michael sacudiu as mãos, fazendo pouco caso.

    — Dois a zero não significa uma goleada — disse, com ar de quem sabe das coisas. — Diga-me, promotor… como vai a carreira em Thais?

    Gary levantou a cabeça, como o rei, franzindo o cenho.

    — Com pretensão de melhora.
    — É claro que sim — Michael fez um beicinho. — Uma vitória expressiva em um júri fora da comarca pode significar uma eleição direta como juiz titular, estou correto?

    O promotor fez que sim com a cabeça, sentindo o rosto queimar. Michael debruçou-se sobre a mesa, os olhos fixos nos dele, ignorando os protestos de Elizabeth.

    — Deixe-me dizer uma coisa, Sanders — sua voz se tornou um sibilo, como o de uma serpente prestes a dar o bote. — Sua carreira não será construída às custas da condenação de um homem inocente. Espero que isso esteja absolutamente claro. Em Carlin, criamos reputações com a mesma velocidade em que as destruímos. É importante que este seja um aspecto fresco em sua mente.
    — Não temo uma derrota — respondeu, sem convicção.

    Michael endireitou-se, suavizando sua expressão.

    — Então, não terá quaisquer problemas quando eu o colocar na tribuna para depor sob juramento.

    O advogado deu as costas para o biombo e retornou devagar à mesa onde estavam Henricus e os coroinhas, observando as reações de Gary Sanders pela visão periférica. Agora, ele parecia incurso em um debate acalorado com Ronald Franklin.

    Michael sorriu por dentro. Infiltrar-se nas linhas inimigas era um trabalho sujo, mas necessário. A maioria dos defensores e acusadores se contentava com a realização de um trabalho convencional; Mike, contudo, tinha outra forma de trabalhar. Gostava dos aspectos que giravam em torno de cada caso, especialmente de desconstituir falsas pretensões.

    Gary Sanders sabia que o advogado era suficientemente louco para abalar sua reputação perante o júri, colocando-o para depor sobre o caso. No momento em que o promotor fosse questionado a respeito de sua motivação, teria somente duas saídas: explicar que pretendia a condenação de Henricus em troca da nomeação como juiz de Thais ou cometer o crime de perjúrio, consistente no falso testemunho. Qualquer dos dois resultados colocava Gary em rota de colisão com o rei Ronald Franklin. Certamente que o monarca não se comprometeria somente para salvar a pele do promotor.

    Quando o horário de almoço aproximava-se do final, Henricus inclinou o corpo e olhou bem sério no fundo dos olhos do advogado.

    — É necessário ter certa cautela.
    — Não há razões para temer Ronald Franklin ou Gary Sanders.

    O clérigo sacudiu a cabeça em sinal negativo.

    — Nem uma coisa, nem outra. Existem forças que circuncidam este julgamento e que vão além da mera capacidade de enfrentar a posição de poder dos homens. Precisa ter isso em mente, porque o próximo alvo é você.
    — Claro — Michael debochou. — Um monte de bruxas vai entrar no meu escritório, revirá-lo por completo e me estripar, depois me reconstruir e me estripar outra vez.

    Henricus franziu o cenho.

    — Acha isso engraçado?
    — Não sou apenas um advogado, Henricus — Mike argumentou, juntando os talheres. — Em Rookgaard, fui versado também na arte da feitiçaria. Sei
    proferir alguns dos encantamentos mais básicos, que devem ser o suficiente. Não há o que temer.

    O padre inclinou a cabeça e deu de ombros, como quem dissesse “você quem sabe”. Os coroinhas, constrangidos, baixaram o olhar. Secretamente, Michael levara a consideração bastante a sério. Henricus era um maluco de primeira, isso era óbvio, mas ele não costumava subestimar o desconhecido.

    Ainda que fosse de encontro às suas crenças.

    — Existe alguém que queira ouvir antes da oitiva da família? Temos direito à convocação de duas testemunhas de resposta, tendo em conta que os coroinhas foram convocados pela promotoria.
    — Chame Norma Duppont, se quiser — Henricus sugeriu. — É moradora de Rookgaard e uma das poucas mulheres designadas para o exorcismo não demoníaco.

    O defensor consultou a posição do sol e levantou-se.

    — Higiene pessoal — comandou. — Retomamos o julgamento em 15 minutos.

    *

    Consideravelmente mais sonolenta pelo processo de digestão, a população de Carlin se acomodava com certa dificuldade naquele momento. Elizabeth e Ronald Franklin voltaram a ocupar a primeira fila, e Gary Sanders, impecável como sempre, já tinha tomado o seu lugar.

    Michael, que se perdeu com o horário, chegou ao tribunal um minuto atrasado. Não deixou de registrar o olhar severo de Sarah Carano, mas não houve qualquer outra consideração nesse sentido.

    — Retomemos — ordenou a juíza, olhando para as partes por cima dos óculos de meia-lua. — Antes de retornarmos à sessão, alguma consideração por qualquer das partes?

    O defensor colocou-se de pé.

    — A defesa gostaria de convocar Norma Duppont.

    Surpreendentemente, destacou-se da multidão uma garota de menos de 20 anos, cabelos louros e cacheados, vestindo um chapéu ridículo e uma espécie de batina feminina e carregando uma mochila nas costas. Quando ela passou pelas portinholas duplas e ingressou na tribuna, sentando-se ao lado de Sarah Carano, Michael quase se arrependeu de tê-la arrolado.

    O ar inocente da garota somente contrastava com a firmeza da sua posição sentada. Ela bateu as pestanas quando Michael se aproximou.

    — Norma Gina Duppont, 18 anos, nascida em Rookgaard, com doutorado em demonologia pela Escola Magna do Vaticano — disse ela, com sua voz soprana e infantil, respondendo ao questionamento da juíza.
    — Defensor — orientou Sarah, lançando notas.

    O advogado adiantou-se, um pouco indeciso. Ele abotoou o primeiro botão do terno e apoiou-se na bancada.

    — Norma Duppont, moradora de Rookgaard, certo?

    Ela assentiu, sorrindo.

    — Pode descrever suas atividades em Rookgaard?
    — Sou comerciante — respondeu, para a surpresa de todos os presentes. — Vendo cordas, pás, picaretas e outras ferramentas.

    Michael franziu o cenho, confuso.

    — Desculpe. Comercializa ferramentas?
    — Sim.
    — E por que, exatamente, possui tão extensa e precisa formação na Escola Magna do Vaticano?

    Ela relanceou um olhar para a juíza.

    — Não sei quanto tempo tenho.
    — Não há um limite — estabeleceu Sarah.

    Norma ajeitou-se no assento, raciocinando.

    — A primeira possessão não demoníaca de que tive notícia foi a de um parente próximo. Nenhum dos clérigos em Rookgaard foi capaz de ajudá-lo, o que gerou certa apreensão por parte de toda a população. Os bruxos que tomaram o corpo de Johnny Sardenberg criaram uma confusão e tanto. Dalheim foi obrigado a matá-lo, não havia outra possibilidade de garantir a segurança da cidade.

    Boquiaberto, Michael olhou para ela por um longo tempo sem bem saber o que dizer. Afinal, Norma Duppont não parecia ser assim tão inocente. Um pouco mais confiante, o advogado debruçou-se sobre a tribuna.

    — E então?
    — Pedi ao meu pai que me enviasse ao Vaticano, onde poderia me inteirar com mais clareza a respeito da situação. Acontece que já havia um grupo de trabalho em andamento, porque a possessão não demoníaca era algo relativamente jovem em nossa sociedade. Nunca tínhamos visto. Iniciei meus estudos lá exclusivamente por causa do que aconteceu com Johnny.

    Michael respirou fundo, finalmente encontrando um norte.

    Era a hora de capitalizar sobre a falha de Gary Sanders.

    PRÓXIMO CAPÍTULO: EPISÓDIO VII - ESPECIALISTA
    O Exorcismo de Alyssa Amber
    Acompanhe o piloto do thriller mais recente da seção Roleplay!

    Jason Walker e o Patrono do Apocalipse

    Acompanhe a quinta e última história de Jason Walker na seção Roleplay!

  8. #18
    Cavaleiro do Word Avatar de CarlosLendario
    Registro
    23-03-2012
    Localização
    São Paulo
    Posts
    2.215
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Conquistas Sagaz CitizenAdepto do OffCríticoDebatedor
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Ainda é curioso que o Vaticano seja mencionado com tanta frequência na história, mas tá bom, não está atrapalhando. Casa bem com o enredo e os personagens deste.

    A propósito, mais um excelente capítulo. Mesmo um horário de almoço não é hora para Michael Pearson descansar e atrair mais inimigos ainda. Dá pra ver que até os governantes estão incomodados com a forte dupla que Michael e Sarah são. Isso é bom de se ver.

    Gary continua se dando mal. Eu me pergunto quando que ele vai virar a mesa e colocar o Michael sob pressão. Acredito que algo dará errado nesse depoimento da Norma, será que vai dar ruim ou não será neste?


    Enfim, fiz minha presença aqui. Desculpe por não ter comentado antes, enquanto você está seriamente ocupado pessoalmente, eu estou com problemas que tem me atrapalhado até na hora de escrever, mas nada que me atrapalhe de comentar aqui. Já deveria ter feito isso antes. Então peço perdão e manterei a presença, mesmo que nossa pobre seção esteja como está agora. Simplesmente morta. E pra ser sincero, creio que nossas oportunidades de fazer algo a respeito já nos escaparam e não há muito o que se fazer, considerando que quem tá aqui no fórum não tá lá tão a fim de parar pra ler alguma coisa aqui.

    Isso me lembra que Bloodstone está em beta e atrairá mais público futuramente, principalmente no fórum deles. Será que é uma boa ideia migrar pra lá? Bora conversar depois a respeito. Não coloque essa parte no quote.



    ◉ ~~ ◉ ~ Extensão ~ ◉ ~ Life Thread ~ ◉ ~ O Mundo Perdido ~ ◉ ~ Bloodtrip ~ ◉ ~ Bloodoath ~ ◉ ~~ ◉



Tópicos Similares

  1. O misterioso diário de Amber
    Por Burrinho Matador no fórum Newbie Island (Rookgaard)
    Respostas: 8
    Último Post: 19-06-2013, 05:26
  2. O Exorcismo de Emily Rose [+tenso/veridico][+fotos]
    Por Jackman no fórum Fora do Tibia - Off Topic
    Respostas: 192
    Último Post: 20-11-2009, 13:58
  3. [Filme/Série] O Exorcismo de Gail Bowers! [+MEDO?]
    Por richel no fórum Fora do Tibia - Off Topic
    Respostas: 0
    Último Post: 31-01-2009, 14:34
  4. Chapter House - O Exorcismo de uma casa
    Por Manteiga no fórum Fora do Tibia - Off Topic
    Respostas: 14
    Último Post: 21-12-2006, 10:27

Permissões de Postagem

  • Você não pode iniciar novos tópicos
  • Você não pode enviar respostas
  • Você não pode enviar anexos
  • Você não pode editar suas mensagens
  •