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Tópico: Jason Walker e o Patrono do Apocalipse

  1. #71
    Avatar de Neal Caffrey
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    NO ÚLTIMO EPISÓDIO: A epifania de Jason Walker traz a todos o incandescente desconhecido. Às vésperas da invasão de Ferumbras à cidade de Carlin, os heróis retornam ao nosso ponto de partida, e a batalha final está prestes a começar. Entrementes, o Patrono do Apocalipse está próximo e muito perto de se revelar.

    CAPÍTULO XXI – O PATRONO DO APOCALIPSE


    — Essa é a razão pela qual a Varinha Mestra se amoldou com tanta naturalidade às mãos dele, por que Crunor evitou falar seu nome diretamente, por que Lúcifer chamou a atenção a um procedimento singelo de cura — Jason caminhava de um lado para o outro enquanto esperava por Ares. — Randal é o nosso homem. Quando você o curou, John, não tínhamos todas as informações a respeito da cura, mas Joseph Prince já conhecia o feitiço. Provavelmente deve tê-lo usado. Randal não progrediu para um ser humano. Progrediu para um incandescente.

    Randal sorriu, achando graça.

    — Que senhora epifania.

    Ares ressurgiu, trazendo a Túnica Rubra consigo.

    — Toque nela — orientou Jason, consultando a posição da lua.

    Tinham 30 segundos.

    Randal engoliu em seco e avançou meio passo, tocando a Túnica, sem bem saber o que fazer. Ele a manuseou nas mãos por um tempo e, dando de ombros, entregou-a para John, que não sabia como proceder.

    — Não preciso nem tocá-la — disse Atena, arqueando as sobrancelhas. — A teoria está certa. Randal é um incandescente e a Túnica está completa.

    Sem esperar, Leonard baixou o Arco dos Elfos, a Lança do Destino e o Bracelete de Anúbis, depositando-os no chão. O mesmo fez John com o Cajado de Moisés e o Livro das Ciências Ocultas. Randal entregou a Varinha Mestra. A Túnica Rubra foi deixada logo em seguida. Jason tirou o Colar de Contas, com o Anel Finalíssimo, e também os depositou. O Capacete dos Anciãos, que estivera sob seu braço, foi a penúltima relíquia a se juntar às demais.

    Finalmente, Jason baixou a Espada de Crunor.

    No instante seguinte, tudo se escureceu. O tempo dado por Ferumbras acabara.

    *

    Jason abriu os olhos, achando-se num local totalmente diferente de Carlin. A sala era pequena e escura, e havia uma segunda pessoa: Crunor. O Criador olhava para seu descendente com benevolência, orgulhando-se dele. Com dificuldade, Jason colocou-se de pé, sentindo cada músculo do corpo protestar com violência.

    — Estou morto?

    Sua voz soou áspera e grave aos seus próprios ouvidos. O cavaleiro fechou a boca, sentindo gosto de sangue.

    — Sim… e não.

    Crunor fez um gesto e duas cadeiras de chintz verde se materializaram no ambiente. Ele se sentou numa delas e ofereceu a outra a Jason, que também se sentou.

    — A essa altura, já deve imaginar o que aconteceu.

    O cavaleiro franziu o cenho, parando ao notar que aquilo também doía.

    — Ferumbras destruiu Carlin.

    O outro sorriu para ele, achando graça.

    — Ferumbras ainda não entrou em Carlin — sentenciou. — Você só desmaiou.

    Jason ergueu os olhos, subitamente dividido entre a vontade de rir e de chorar. Obviamente que não compreendia o que estava fazendo naquele local com Crunor diante dele, mas o fato de que Ferumbras não tinha conseguido ingressar em Carlin ainda era uma boa notícia, na medida do possível.

    Você é o Patrono do Apocalipse, Jason — Crunor disse, finalmente, sustentando aquele sorriso orgulhoso. — Nunca soube quem era, mas sempre imaginei que poderia ser você. Não sei exatamente o que você fez para nascer tão importante assim, mas as escrituras nos dizem que o detentor da Espada de Crunor tem grandes chances de ser o patrono de todas as relíquias. Essa foi uma das minhas melhores invenções. Cá entre nós, isso pode querer dizer alguma coisa.
    — Quer dizer que… sou eu quem vai enfrentar Ferumbras.

    Crunor balançou a cabeça para lá e para cá.

    — Se você quiser. O Patrono do Apocalipse não é obrigado a aceitar o encargo, se quer saber. Ele foi escolhido pelo universo, mas não escolheu ser o que é. Então, seria injusto que fosse forçado.

    Jason abaixou a cabeça, sentindo-se confuso.

    — O que devo fazer, Senhor?

    O Criador sorriu novamente, surpreso pelo respeito que o espadachim criara por ele, mesmo quando havia muitos motivos para que ele desejasse arrancar sua cabeça.

    — Se aceitar o encargo, vai lutar contra Ferumbras. Se não aceitar, bem, existem outras formas de vencê-lo, mas o sangue que escoará sobre Carlin pode ter um volume um pouco menos convidativo. A escolha, é claro, é sua, mas, particularmente, creio que rejeitar agora pode tornar inócua a busca recente por todas as 12 Grandes Relíquias.
    — Você tem razão.

    Crunor sorriu outra vez.

    — Eu sei.

    Foi a vez de Jason sorrir, sentindo-se um pouco fraco.

    — Aceito.

    Crunor pôs-se de pé.

    — Neste caso…

    Ele tocou a testa do cavaleiro, que mergulhou na inconsciência outra vez.

    *

    Jason acordou subitamente, John, Leonard e os outros sobre ele, preocupados. Sem dizer palavra, ele começou a coletar as relíquias no chão: equipou o Bracelete de Anúbis, colocou o Colar de Contas com o Anel Finalíssimo no pescoço outra vez, cobriu a cabeça com o Capacete dos Anciãos e jogou a Túnica Rubra por sobre o ombro, vestindo-a. Tomou o Arco dos Elfos e o apoiou transversalmente no corpo; embainhou na cintura a Varinha Mestra, o Cajado de Moisés e a Lança do Destino. Tomou o Livro das Ciências Ocultas na mão esquerda e manteve seu olhar fixo na Espada de Crunor.

    — É você? — perguntou John, com a voz embargada.

    O cavaleiro assentiu uma vez, tomando, finalmente, a Espada de Crunor.

    — As 12 Grandes Relíquias foram reunidas e o Patrono do Apocalipse, finalmente, se apresentou — disse Atena, aparentemente recitando um livro-texto. — Eu o abençoo, Jason Walker, e desejo-lhe sorte no combate que se avizinha.

    No instante seguinte, Jason sentiu uma energia incalculável correr-lhe pelas veias, inebriando seus sentidos, dando-lhe vigor muscular, ampliando sua capacidade de raciocínio e visão, ressaltando os aspectos sensoriais do seu tato. A sensação foi-se tão depressa quanto veio; logo após, Jason percebeu que não precisava mais das relíquias e começou a despi-las uma a uma.

    A Túnica Rubra foi parar nas mãos de Rashid; John recebeu o Cajado de Moisés e o Livro das Ciências Ocultas; Leonard, o Arco dos Elfos, o Capacete Ancião e o Bracelete de Anúbis; Randal tomou para si a Varinha Mestra, recebendo de volta, com gratidão, o Colar de Contas com o Anel Finalíssimo; a Lança do Destino ficou com Ares, e Jason manteve em punho a Espada de Crunor.

    — Fiquem na retaguarda — disse Jason, os olhos fixos na avenida que findava na saída leste de Carlin. — Protejam a estrutura da cidade e tenham certeza de que a população não sofrerá as avarias do combate.

    Ele se virou para Ares e Atena, que lhe deram um meio sorriso.

    — Prometi a Zeus que seria eu a dar cabo da vida de Ferumbras, e estou prestes a cumprir a minha promessa. Requeiro, contudo, a presença de todos os olimpianos aqui para o desfecho deste combate. Pode ser que não saiamos vivos dele.

    Sem aguardar pela resposta, Jason começou a marcar no sentido leste no exato instante em que a terra tremia mais uma vez. Ele levantou a mão esquerda espalmada e, sensorialmente, foi possível notar que a estrutura de proteção criada sobre Carlin cedeu, permitindo a entrada de Ferumbras.

    Um segundo depois, ele surgiu. Sua túnica vermelha arrastava no chão enquanto ele caminhava deliberada e vagarosamente, o cajado com o “F” entalhado no topo seguro em sua mão direita. Seus olhos opacos registraram Jason parado adiante e ele se retesou por um instante ao notar que o cavaleiro exalava uma energia incomum.

    — Finalmente, o Patrono do Apocalipse se revelou — disse Ferumbras.

    Jason, com seus sentidos aguçados, notou que ele engoliu em seco.

    — Como libertou a Túnica Rubra?
    — Digamos que os arcanjos detestam você mais do que detestam a humanidade.

    Ferumbras franziu o cenho, assentindo em sinal de aprovação.

    — Foi ao limbo. Que coragem.

    Jason girou a Espada de Crunor nas mãos, os olhos fixos na jugular de Ferumbras.

    — Hora de darmos fim àquilo que começou com Zathroth, no Castelo das Ilusões de Senja.

    Ferumbras replicou o movimento de Jason com seu cajado.

    — Prepare-se para abraçar a morte.

    *

    Zeus, Hades e Poseidon juntaram-se a Ares e Atena em frente ao depósito de Carlin, cada qual segurando sua arma característica: Zeus o Raio-Mestre, Poseidon o Tridente e Hades, sua maça de aspecto ameaçador. Ares sacou sua espada e entregou a Lança do Destino a Atena, que a manuseou nas mãos com muita perícia.

    Não muito distante dali, uma explosão pode ser ouvida, sacudindo as estruturas da cidade. Zeus atirou um olhar temeroso para a saída leste de Carlin, de onde o som acabara de vir.

    — Jason derrubou a proteção sobre a cidade — sentenciou levantando a cabeça. — Sugiro que a população seja levada à saída oeste, talvez fora dos domínios da cidade. Temos um duelo de titãs acontecendo logo ali, e não confio que Carlin manterá sua integridade quando a luta terminar.

    Imediatamente, Heloise, Leonard, John e Randal começaram a arrebanhar a população, conduzindo-os pela larga avenida no sentido das Planícies Fantasma. Ares e Atena dispersaram-se para retirar de suas casas aqueles que haviam ficado para trás, e Zeus, Poseidon e Hades aguardavam em frente ao depósito, assistindo Ártemis, Melany e as caçadoras começarem a varrer a cidade no sentido sul.

    Um homem todo vestido com uma armadura de plástico veio correndo, aterrorizado, da saída leste. Ele parou defronte de Zeus, segurando nos joelhos e respirando profundamente.

    — Percybald — cumprimentou Poseidon, arqueando as sobrancelhas.
    — Cinco segundos de luta e eles já derrubaram o teatro — comentou, em tom de quem representava. — Que lástima!
    — Cale a boca e vá para a saída oeste — Hades grunhiu, impaciente.

    O ator não precisou de um segundo aviso, passando por eles em disparada.

    Outra explosão pode ser ouvida, agora um pouco mais distante. Zeus franziu os lábios, um pouco surpreso.

    — Ele está conduzindo Ferumbras para fora dos limites da cidade. Que inteligente.

    Hades deu de ombros.

    — Inteligente será se ele terminar esse combate depressa.

    Poseidon piscou, raciocinando.

    — Vamos torcer por Jason Walker.

    *

    Jason disparou correndo sobre o calçamento de Carlin e atacou na horizontal com a Espada de Crunor, errando Ferumbras por um milímetro. O feiticeiro conseguiu dar um passo adequado no momento exato, e agora contratacava Jason pelas costas. Os sentidos do cavaleiro, aguçados, o alertaram a respeito do movimento, e ele atirou a lombar para trás, assistindo o cajado de Ferumbras passar verticalmente diante dele com uma precisão quase cirúrgica.

    O cavaleiro girou a Espada na mão direita e gingou no mesmo sentido, o movimento sendo replicado por Ferumbras no sentido contrário. Decidiu tomar a ofensiva e atacou outra vez, e o outro ergueu seu cajado, aparando o golpe.

    A força distribuída desestruturou o chão sob os pés dos dois combatentes, afundando-o alguns centímetros. O choque das duas armas lendárias também produziu efeitos no ar, arrancando parte dos blocos que sustentavam a fachada frontal da prisão de Carlin, naquele momento vazia.

    Jason prosseguiu em seu movimento circular novamente, colocando Ferumbras de costas para a saída, cujo par de torres estava já desocupado, e brandiu sua Espada com velocidade, avançando e acuando Ferumbras para fora. O feiticeiro sabia muito bem que Jason tentava expulsá-lo da cidade para preservá-la, mas, naquele momento, era mais importante combater a força impressionante de Jason Walker do que criar uma situação que levasse invariavelmente ao comprometimento das estruturas de Carlin.

    Agora, os dois trocavam golpes, cajado contra Espada, sem muita precisão, um defendendo os ataques do outro com relativa tranquilidade. Entrementes, os passos sempre agressivos de Jason acabaram por empurrar o combate para além das torres do leste, e Ferumbras, devagar, começou a ser acuado contra o muro principal do cemitério, fora dos limites da cidade.

    O feiticeiro deu um salto para a direita e manteve as costas livres, agora recuando no sentido norte. Não fazia sentido manter a luta dentro de Carlin se os seus movimentos fossem ser repetidos à exaustão, e aquilo poderia custar-lhe o combate. Se Jason Walker não queria combater dentro de Carlin, então, na escuridão da noite, era conveniente que a luta fosse se desenrolar nas planícies do lado de fora.

    Ferumbras, agora, tentava abrir uma certa distância para atacar com seus feitiços. Os primeiros, de gelo, pararam na guarda da Espada de Crunor, que esfacelava os blocos congelados como faca quente na manteiga. Os ataques de fogo também não surtiram efeito, já que as propriedades mágicas da relíquia dissipavam a energia do golpe, atirando labaredas para todos os lados, exceto no alvo fixo do feiticeiro.

    Jason diminuiu um pouco o ritmo, contentando-se com a defensiva. Já estavam bem a 100 metros de distância da entrada leste de Carlin, e o plano de desenvolver o combate do lado de fora vinha surtindo efeito. Entrementes, Ferumbras parecia frustrado; o fato de que abrira mão do combate franco e decidira atacar com feitiços a distância dizia muito a respeito das suas preocupações quanto ao combate; os olhos de Jason marejaram um pouco com o calor produzido pelas chamas, mas ele não cedeu em seu plano de combate e permaneceu empurrando Ferumbras o mais distante possível de Carlin.

    Agora, os planos do cavaleiro consistiam em tentar reduzir a distância. Ferumbras guardava a segurança de pelo menos cinco metros do cavaleiro, e o feiticeiro tinha uma velocidade impressionante para um velho com catarata. Sua precisão também era absoluta: quando Jason reduzia a distância, ele a ampliava no sentido oeste, circuncidando os limites da cidade pelo lado norte.

    Jason entendeu o que estava acontecendo. Ferumbras o atraía de volta para a cidade, ainda que fosse necessário contornar toda a parte murada de Carlin e retomar o combate na saída norte, próximo do Castelo de Heloise.

    Diante disso, embora fosse destro, Jason começou a circular no sentido da esquerda, obrigando Ferumbras a retomar sua caminhada para o norte. O feiticeiro percebeu, mas encontrava-se numa sinuca de bico outra vez.

    — Lutemos como homens — Jason sugeriu, tentando encurtar a distância.
    — Não sou um homem — disse Ferumbras, carregando o cajado. — Sou um deus.

    PRÓXIMO EPISÓDIO: CAPÍTULO XXII - BLOODTRIP II

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    Última edição por Neal Caffrey; 21-10-2018 às 14:10.
    O Exorcismo de Alyssa Amber
    Acompanhe o piloto do thriller mais recente da seção Roleplay!

    Jason Walker e o Patrono do Apocalipse

    Acompanhe a quinta e última história de Jason Walker na seção Roleplay!

  2. #72

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    Que sensacional! sinceramente não tenho mais nem o que falar sobre essa história. Foi um pouco previsível o Jason ser o patrono, porém a forma com que isso se desenrolou, eu não poderia imaginar.
    PS: quando migrar pra plataforma nova, me manda uma mensagem me falando qual é, quero continuar te acompanhando hehe.
    abraços, Vitor Medeiros.

  3. #73
    Avatar de Ameyuri Ringo
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    Migate no gokui on rs ferumbras ta peidando kkk uma precisa e contagiante descricao do combate neal a leitura de suas cenas de batalhas vejo todas claramente na imaginacao e as coisas ainda parecem que vao subir de nível uma vez que Jason nao usou todo seu potencial vamos juntos sim para a nova plataforma no aguardo da conclusao de jason parabens neal!
    Ameyuri Ringo The Ghost Of Sparta!!!

  4. #74
    Cavaleiro do Word Avatar de CarlosLendario
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    Eu meio que esperava que o Jason fosse o patrono, mas é impressionante ver o desempenho dele mesmo assim. Ferumbras passando mal enfrentando ele, e ainda tenta forçar coisa de "sou um deus hur". Sabemos que Ferumbras é foda, mas não vamos esquecer que hoje em dia ele morre em 15 segundos.

    To curioso com esse capítulo novo. Teve um com o mesmo nome, mas agora esse parece ser a sequência. Tô interessado, principalmente levando em conta que leva o nome da minha história.

    Iremos para a nova plataforma sim, mas não consigo deixar de me sentir curioso sobre o público e quem se interessará. Veremos. Eu ainda espero poder reaver minha vontade de escrever, como antes.

    Enfim, aguardo o próximo.



    ◉ ~~ ◉ ~ Extensão ~ ◉ ~ Life Thread ~ ◉ ~ O Mundo Perdido ~ ◉ ~ Bloodtrip ~ ◉ ~ Bloodoath ~ ◉ ~~ ◉

  5. #75
    Avatar de Neal Caffrey
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    NO EPISÓDIO ANTERIOR: O Patrono do Apocalipse se revela e a derradeira batalha, finalmente, tem início. Entrementes, Ferumbras demonstra uma personalidade interessante para alguém que vem sendo sistematicamente vencido. O Patrono contesta Ferumbras com qualidade, ao passo que o feiticeiro, com sua experiência milenar, busca formas de vencer o combate mesmo assim.

    CAPÍTULO XXII – BLOODTRIP II


    Reunidos na saída oeste de Carlin, para além da força das muralhas, Heloise e os outros ouviam à distância o resultado das proezas de Jason. Explosões não eram raras e o som das armas ancestrais do cavaleiro e do feiticeiro se chocando era audível mesmo depois de muitos metros de distância.

    Ares e Atena agora voltavam arrebanhando o restante da população que ficara para trás. Embora não fosse um cemitério, Carlin agora estava desértica como diante de um cenário de morte.

    Adiantado nas linhas de defesa, Leonard também pegou-se refletindo por um segundo. Que caminho tinham trilhado até ali. Jason era o responsável por enfrentar Ferumbras, e o fazia com absoluto destemor. O arqueiro baixou a cabeça por um instante e direcionou-se a Ares.

    — Podíamos… devíamos patrulhar o interior da cidade — sugeriu, ao que o deus da guerra assentiu uma vez, concordando, Atena espelhando seu movimento. — Não sei onde estão Zeus, Hades e Poseidon, mas Jason pode precisar da nossa ajuda cedo ou tarde.

    Heloise deu aval e, logo, os três disparavam cidade adentro.

    Que Crunor os proteja.

    *

    Jason e Ferumbras trocavam golpes sem efetividade a poucos metros de distância do par de torres que guarnecia a saída norte de Carlin. O cavaleiro tinha uma vantagem absurda na luta corporal, mas o feiticeiro sempre encontrava um espaço para evadir-se e atacar utilizando-se de feitiços.

    Logo, Jason apertou um pouco a passada e começou a encurtar a distância com mais facilidade, dando as costas para a entrada da cidade conforme podia. Ferumbras percebeu os movimentos, mas não conseguia anulá-los. Foi numa dessas tentativas que o cavaleiro recuperou a larga vantagem que tinha.

    Ferumbras deu um passo em falso para a direita, atraindo a atenção de Jason, que girou à sua esquerda, correspondendo os sentidos. Quando o feiticeiro percebeu que seu movimento tinha aberto um buraco em seu jogo, era tarde demais; o cavaleiro estocou com a Espada de Crunor, enganchou o “F” no topo do cajado de Ferumbras e o arrancou de suas mãos, atirando-o no rio que circuncidava a cidade.

    Exposto, Ferumbras recuou, mas perdera sua arma de combate corporal e não tinha espaço o suficiente para enfeitiçar. Jason aproveitou-se da deixa e ampliou seu volume, agora atingindo efetivamente o seu adversário.

    A primeira estocada da Espada encontrou o joelho direito de Ferumbras, que dobrou-se, tentando se manter de pé. A segunda abriu um talho em seu antebraço esquerdo, que instintivamente ele levantou para se proteger. O terceiro golpe, contudo, cortou sua face do lado direito, o sangue escorrendo livremente pela barba antes alva, agora avermelhada.

    Jason parou por meio segundo para analisar o efeito do golpe, satisfeito consigo mesmo. Seus olhos encontraram os de Ferumbras por um instante e ele identificou o sentimento implícito: temor.

    O cavaleiro embainhou a Espada, cerrou os punhos e avançou. Ferumbras, pego novamente de surpresa, levantou a guarda em tempo, mas o direto de Jason entre seus braços a venceu, explodindo no nariz do feiticeiro, que se torceu num ângulo bisonho. O sangue empapou seu bigode denso e ele vacilou um segundo, atordoado. No instante seguinte, o nível do jogo de Jason melhorou, e Ferumbras não estava preparado para o castigo que sofreu.

    O garoto pisou adiante com a perna esquerda e desferiu um potente chute na perna esquerda de Ferumbras, que já vinha avariada pela estocada sofrida com a Espada. O joelho do feiticeiro se dobrou e retornou à sua posição de origem muito depressa. Jason, por outro lado, não se deu por satisfeito, e passou a variar a potência e o destino dos seus chutes: o inaugural atingiu as costelas de Ferumbras do lado esquerdo, e Jason sentiu-as se partindo sob a sua canela; o segundo chute parou na guarda alta do mago, mas os ossos de seu antebraço esquerdo se quebraram; o terceiro chute foi um pisão frontal, na altura do plexo de Ferumbras, fazendo-o rolar pela campina e parar estatelado no pé de um imenso eucalipto.

    Jason respirou fundo, avançando a passos lentos na direção do feiticeiro, que se retesava, as costas eretas amparadas pelo tronco da árvore. Ferumbras sorriu. Seus olhos não continham o mesmo humor.

    — Bem — disse ele, a voz emplastrada. — Parece-me que o Patrono do Apocalipse tem poderes que eu… desconheço.
    — Posso dar-lhe a chance de sair dessa com dignidade.

    O feiticeiro arqueou as sobrancelhas e cuspiu no chão. A mistura de saliva com sangue deu a Jason um estranho sentimento de satisfação.

    — Vamos transigir.
    — Entregue-se e, em vez de morrer, você retorna à sua jaula, suspenso no vácuo até o fim dos tempos.

    Ferumbras fez um beicinho e sacudiu a cabeça em sinal negativo.

    — É. Não vai dar, não.

    Jason deu de ombros, conformado.

    — Não esperei que desse. Bons sonhos.

    O cavaleiro arqueou as costas e calibrou a potência do próximo chute, que teria a intenção de atingir o queixo do outro. Ferumbras, porém, levantou o braço esquerdo dilacerado e aparou o chute outra vez. Sua carne se rompeu e a pele foi-se com ela e, por pouco, o pulso nodoso não foi separado do braço totalmente destruído. Durante todo esse processo, seus olhos sequer fraquejaram.

    — Sabe — disse o mago, empurrando a perna de Jason com violência e pondo-se de pé devagar —, quando eu vencer, Carlin será a primeira cidade que será posta abaixo. Matarei Leonard, John, Heloise, Ares e Atena durante. E você, Jason — enfim, ele conseguiu se levantar —, você viverá enquanto isso não terminar. Depois de matar todos aqueles a quem você ama, vou deixá-lo viver por mais um ano ou dois, totalmente acabado. Quando implorar pela morte e eu acreditar que sua penitência foi suficiente, então, será a sua vez.

    Foi a vez de Jason arquear as sobrancelhas, surpreso.

    — O panorama atual demonstra que a chance de isso acontecer é mínima.
    — Conheça os meus servos mais fiéis.

    Ferumbras ergueu a mão direita espalmada e a abaixou logo na sequência. Confuso, Jason olhou em volta, sem entender.

    — Parece que falhou.
    — Será?

    De repente, um grito enregelante vindo do centro de Carlin pode ser ouvido. Para Jason, parecia-se muito com Atena. Ferumbras deu-lhe um meio sorriso.

    — Matar-me ou salvar seus amigos? — ele estalou os lábios. — Tic-tac. Seu tempo está acabando, Jason Walker.

    Sem responder, Jason deu-lhe as costas e disparou para dentro de Carlin, desejando profundamente que não fosse tarde demais.

    *

    Quando Jason chegou em frente ao depósito, deparou-se com uma das cenas mais horrendas de que se tinha notícia.

    Zeus, Hades, Poseidon, Heloise, Ares, Leonard e John combatiam seres humanoides do tamanho de um muro de concreto e que exalavam um nojento e discernível cheiro de enxofre. Aqui e ali, suas pegadas queimavam o calçamento, levantando fumaça. Adiante, na passagem no sentido oeste, Atena jazia desmaiada.

    Todos os amigos circulavam em desespero, enfrentando adversários grandes demais, pesados demais e rápidos demais. Pela facilidade aparente através da qual Atena fora derrotada, mesmo de posse da Lança do Destino, Jason concluiu que não estavam enfrentando adversários simples, como costumava ser.

    O mais preocupante é que eles pareciam se multiplicar, surgindo do chão, deixando o interior das residências, saltando pelos parapeitos do depósito e das lojas. Não tardou para que todos os amigos formasse um círculo nos arredores de Atena, de armas em punho, enquanto os demônios de Ferumbras fechavam o cerco.

    Eram incontáveis. E cada vez mais pareciam surgir.

    Jason sentiu seu ombro direito tocar o esquerdo de Leonard, e o seu ombro esquerdo tocar o direito de Randal. Adiante, de Cajado em punho, John protegia-os, como se fosse seu último ato. O fato de que a sua família consanguínea encontrava-se ao seu redor deu-lhe forças. Por um instante, a cena tremeluziu.

    E, depois, tudo se escureceu.

    *

    Jason abriu os olhos novamente enclausurado dentro daquela sala apertada. Diante dele havia alguém, mas não era Crunor.

    Eremo Walker.

    O cavaleiro arqueou as sobrancelhas, querendo se levantar da cadeira, mas o meio sorriso do padrinho aparentemente quis dizer que era o momento de manter-se focado. Eremo cruzou as pernas e segurou o joelho da de cima entre as mãos cruzadas. Ele usava aquela mesma túnica púrpura ridícula. Jason dividiu-se entre a vontade de rir e a absoluta confusão.

    — Mais uma viagem consanguínea¹ — disse Eremo, sorrindo.

    Sua voz era exatamente como Jason se lembrava.

    — Eremo, não me entenda mal, estou felicíssimo em vê-lo, mas preciso retornar. Se estou desmaiado no meio de uma centena de demônios, não posso pressupor que eles conseguirão enfrentá-los sozinhos.

    Eremo assentiu, concordando.

    — Exceto pelo fato de que você não está desmaiado, mas o tempo está congelado neste momento.

    Jason abriu a boca e a fechou, sem saber o que responder.

    — Aqui é um lugar interessante — continuou o velho.

    Repentinamente, a porta simples atrás dele se abriu. Através dela, uma sucessão de gente começou a ingressar no cubículo apertado. Zathroth, Bellatrix, Carl, Logan, Arthur, Bambi, Rafael, Svan, Gretel, Hansel. Logo se tornaram incontáveis. O cavaleiro já estava suficientemente surpreso quando um homem de meia idade e uma mulher muito bonita também entraram.

    Ele se colocou de pé de um salto. Por alguma razão, todos eles conservavam aquele mesmo meio sorriso de Eremo. Nenhum deles se moveu, contudo, à exceção do homem e da mulher.

    Lawton Walker era uma figura peculiar. Embora parecesse velho, o rosto bondoso trazia poucas informações a respeito da sua experiência. De fato, vestia-se como um camponês, como um vendedor de temporada. Ao seu lado, os cabelos ruivos de Clarice Walker destacavam-se, e pareciam transmitir aquela sensação inocente de segurança que não se via muito por aí. Seus olhos eram castanho-claros como os de Jason. Tinha exatamente a mesma altura.

    O cavaleiro manteve-se em silêncio por um determinado momento, lutando contra as próprias emoções. Sabia que a cena era muito real, e que todos os seus entes e amigos mais queridos estavam ali para dar-lhe forças. O contato com a mãe, contudo, representou mais do que ele gostaria de assumir. Conhecia Lawton por causa da incursão que ele fizera ao impedir Jason de matar John no navio, quando diligenciavam rumo à Arca do Destino. Clarice, contudo, tinha uma fisionomia absolutamente desconhecida.

    E, agora, Jason a via.

    — Você se tornou um grande homem, querido.

    Sua voz era aguda, mas fluida. Parecia-se com os sinos do Templo de Crunor, na parte leste do centro de Carlin. Jason deu-lhe um sorriso involuntário, os olhos marejando.

    — Agora, contudo, parece-me que será exigido um pouco mais da sua fibra moral — Lawton completou. Ao seu lado, Zathroth remexeu-se, buscando uma posição de conforto. — Ferumbras dá sua cartada final. Se derrotar seu exército, terá somente um feiticeiro moribundo pela frente.
    — Não sei… não sei como vencê-los.

    Clarice arqueou as sobrancelhas diante da declaração surpreendente do filho. Ela relanceou um olhar à Espada de Crunor e cravou novamente seus olhos nos de Jason, conjecturando.

    — É claro que sabe, filho — Jason sentiu um choque percorrer seu corpo ao ouvir a expressão. — Ora, você é o Patrono do Apocalipse. Detém a Espada de Crunor. É o senhor da vida e da morte. Conseguiu reunir todas as relíquias. Ninguém pode ser mais poderoso que você neste momento.
    — Parece-me um fato — opinou Arthur, distraído.

    Jason sentiu-se repentinamente arrependido. Sabia que Arthur podia ser um pingente que deambulava no cordão no pescoço de Procusto, e que provavelmente ele teria matado Eremo porque fora obrigado. Enfiar a Espada na sua cabeça pode ter sido um movimento um tanto quanto involuntário, talvez precipitado, mas o antigo rei de Thais não parecia abalado por isso.

    — Existem… certos fundamentos sobre as relíquias que não são de todo conhecidos — murmurou Eremo, baixando os olhos. — Ora, o Patrono do Apocalipse detém um poder que o Inominado desconhece, correto?

    Jason sorriu, choroso, ao lembrar-se da correspondência de Eremo que lhe fora entregue por Hermes.

    — Não se trata somente da reunião das relíquias, da recomposição de suas forças, da absorção do que de melhor elas têm. Não. Isso me parece um pouco vago para um conjunto de armamentos ancestrais, alguns dos quais foram criados pelo próprio Crunor. Existe um critério consanguíneo que habilita o Patrono do Apocalipse, que é decorrente da sua descendência. Trata-se do amor de Crunor pelo homem, sua mais fabulosa criação.

    Agora, o cavaleiro estava decididamente surpreso.

    — Sabe, Jason — Clarice refletiu por um instante, fazendo um beicinho. — Havia certa profecia sobre o Patrono do Apocalipse, e sabíamos quem poderia ser. Um descendente vivo de Crunor, o último deles, ainda que na linha colateral. Boas chances de que fosse o detentor da Espada de Crunor, mas não somente, também de qualquer outra relíquia poderosa. Porém, ao que me consta, a profecia parece direcionar para mais de uma pessoa. Não somente para você, mas também para Leonard. Afinal, a família Specter também é descendente de Crunor, embora na linha colateral.
    — Leonard? — Jason espantou-se. — Leonard poderia ser o Patrono?

    Todos entreolharam-se, divertindo-se.

    — Poderia, se tivesse desejado o encargo. Teria sido um problema e tanto para Crunor definir qual de vocês seria. Mas Leonard nunca quis. Sempre quis encontrá-lo, mas nunca quis sê-lo. Somente você o quis. Meu sobrinho poderia estar satisfeito com o encargo de ser a reencarnação de Abel. Parece peso demais para colocar sobre os ombros dele.

    Jason baixou a cabeça, sentindo-se confuso.

    — O resultado só poderia ter sido um — prosseguiu Lawton. — Leonard seria também um grande Patrono, desde que conhecesse o poder que tem. O amor de Crunor pela humanidade.

    Eremo levantou-se repentinamente.

    — Fico muito feliz pela epifania de todos e, sobretudo, porque Jason conseguiu contatar os seus, uma última vez. Porém, Jason, é a hora de voltar. Acho que já sabe o que fazer.

    O cavaleiro adiantou-se sem avisar e puxou Eremo, Lawton e Clarice para um forçoso abraço coletivo. Rindo, eles retribuíram o carinho. Os demais presentes, pouco a pouco, passaram a se adiantar e integrar o abraço também, e o garoto sentiu-se mais encorajado do que nunca. Até mesmo o toque nada sutil de Zathroth lhe servia. Mesmo o abraço de Bellatrix.

    Secretamente, Jason desejou que aquele momento nunca acabasse. Conscientemente, contudo, sabia que tinha uma missão por finalizar, e que seria necessário retornar o mais depressa quanto fosse possível. Sabia o que fazer.

    Estava na hora de colocar números finais àquela crise.
    ----------------------------------------------------------------------
    ¹ Desta vez, estendendo a homenagem aos contos do Carlos, decidi dar uma definição em sentido estrito à expressão "Bloodtrip".
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    PRÓXIMO EPISÓDIO: CAPÍTULO XXIII - CLAUSURA





    Última edição por Neal Caffrey; 03-11-2018 às 12:16.
    O Exorcismo de Alyssa Amber
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    Jason Walker e o Patrono do Apocalipse

    Acompanhe a quinta e última história de Jason Walker na seção Roleplay!

  6. #76
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    Sensacional.

    Mesmo Ferumbras tomando uma surra, estando todo fudido e com o cajado longe, ele ainda dá dificuldade. Como esperado.

    Gostei da luta e do reencontro de Jason com os mortos, foi uma cena bonita. Estou sentindo que, depois desse encontro, Jason sentiu menos peso na consciência e mais capacidade pra lutar. Parece que agora ele vai dominar os poderes do Patrono definitivamente para eliminar todos esses supostos Demons e o Ferumbras, finalmente. Vamos ver.

    Vi que você marcou um local ali, você provavelmente ia explicar o que é "viagem consanguinea". Dá uma olhada.

    Aguardo o próximo.
    Última edição por CarlosLendario; 03-11-2018 às 02:27.



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  7. #77
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    Ferumbras me surpreendeu um grande mago sem duvida dificil acredita que estamos rumo ao fim dessa obra quem iria imaginar tamanho confronto meus aplausos rs e caso decida o futuro de suas obras seja aqui ou em outra plataforma deixa uma mensagem privada eu dificilmente nao verei, vejo um final na mente Jason e Leonard resolvendo juntos em pe de igualdade como Naruto e sasuke rs viajando blz partiu amanha tem prova kkk
    Ameyuri Ringo The Ghost Of Sparta!!!

  8. #78
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    NO EPISÓDIO ANTERIOR: Ferumbras convoca seus correligionários e obriga Jason a deixar o combate principal para proteger os seus. Nesse interregno, nosso herói principal passa por outra viagem consanguínea, encontra os seus entes queridos falecidos e tantos outros que perdeu desde que a nossa jornada começou. Eremo, Clarice e Lawton Walker dão os retoques finais para auxiliá-lo no fim do combate.

    CAPÍTULO XXIII – CLAUSURA


    Jason abriu os olhos e afastou John com um empurrão para o lado, adiantando-se defronte do grupo. Durante o movimento, não desembainhou a Espada de Crunor, não tocou em qualquer armamento e não se posicionou de forma agressiva. Apenas ocupou a posição dianteira, o front da batalha, olhando de forma enviesada para o grupo de oponentes que os cercava.

    Ele levantou a cabeça e refletiu. Adiante, todos os demônios estacaram. Seus olhos amarelos retornavam aquele sentimento de peçonha, de que tudo ali era muito venenoso.

    O cavaleiro fez um movimento vago no ar e, no mesmo instante, todos sentiram uma espécie de redoma de proteção expandindo-se. Os demônios mais adiantados recuaram, os pés se movimentando de forma involuntária.

    Aos poucos, a redoma foi se expandindo, ampliando o espaço entre eles, até que estacou. Jason baixou a cabeça e começou a murmurar.

    Regna terrae, cantate Deo, psállite dómino, tribuite virtutem Deo, Exorcizamus te, omnis immundus spiritus, omnis satanica potestas, omnis incursio infernalis adversarii, omnis legio, omnis congregatio et secta diabólica

    Embora não fosse mais do que um sussurro, a magia do cavaleiro pareceu amplificar sua voz, que reverberou por cada beco, cada centímetro, cada espaço, disponível ou não, dentro e fora da cidade de Carlin, perdendo-se através dos campos e das matas. Embora não necessariamente estivessem possuindo um receptáculo, os demônios começaram a se remexer, inquietos, até que a histeria generalizada tomou conta.

    Alguns deles se voltaram contra os outros, gerando uma espécie de conflito pessoal. Não tardou para que o contingente começasse a ser reduzido, pelo simples fato de que um demônio decidia matar o outro. Seus corpos inertes e sem vida iam se acumulando ao longo do calçamento e dissolvendo-se, tornando-se pó de enxofre. Nenhum deles manteve suas atenções voltadas para o grupo. O conflito, agora, era interno.

    Muito devagar, Jason avançou, orientando o restante do grupo a acompanhá-lo. À sua esquerda, surgiu a fachada do depósito, intransponível e fulgurante. À sua direita, a loja de armamentos da velha Cornelia ficou para trás, e logo o grupo chegou à interseção da avenida principal norte-sul com a avenida principal leste-oeste.

    Adiante, entre os adversários, as baixas prosseguiam. Agora, o número de oponentes era menor do que a metade do original.

    Jason olhou por sobre o ombro. Ares segurava a desacordada Atena nos braços.

    — Saquem suas armas e preparem-se — ordenou. — Vamos abater os retardatários.

    O cavaleiro prosseguiu, os outros o acompanhando. Zeus segurava seu Raio-Mestre; Poseidon, seu Tridente; Hades, sua maça ameaçadora. Randal com a Varinha Mestra, John com o Cajado de Moisés e o Livro das Ciências Ocultas, Leonard com o Arco dos Elfos e Ares, que atirou Atena nos ombros, segurava a Lança do Destino com a mão direita. O Colar de Contas e o Anel Finalíssimo estavam com Randal; John usava a Túnica Rubra; Leonard tinha o Capacete dos Anciãos e o Bracelete de Anúbis.

    — Só mais um pouco — orientou Jason, dando passos calculados. Ele olhou para Randal. — Sei que não gosta, mas preciso que você inicie com o poder do Colar de Contas.

    O incandescente assentiu, obstinado.

    Jason sacou a Espada de Crunor.

    — Agora.

    Randal saltou para fora da proteção da redoma e pressionou o Colar de Contas com a mão esquerda fechada. No instante seguinte, o demônio mais próximo, que agora se dava conta da presença dele, tombou, desfazendo-se. Numa linha reta, adiante de Randal, outros muitos monstros foram caindo, um por um, até onde os olhos eram capazes de ver.

    Ares deixou Atena sob os cuidados de Heloise, que começou a iniciar seu trajeto vagaroso até a proteção coberta do depósito.

    — Todos — gritou Jason. — Agora!

    John, Ares, Leonard, Zeus, Poseidon e Hades saltaram para fora da redoma como Randal, e Jason fez um gesto vago no ar outra vez, suprimindo-a. Com a Espada em mãos, ele disparou ao encontro dos adversários, que agora avançavam vigorosamente contra o grupo de amigos. Com movimentos rápidos, precisos e eficazes, Jason começou a abater uma quantidade impressionante de demônios.

    Atrás dele, Leonard, abrindo distância, disparava flechas com precisão cirúrgica. Os demônios também tombavam à exaustão sob o seu poder. Combinando forças, John e Randal, de Cajado e Varinha, conjuravam feitiços coletivos, abrangendo uma faixa impressionante de inimigos, varrendo-os como uma imensa máquina de campo que colhia muito trigo ao mesmo tempo.

    Também um pouco afastado, Zeus atirava seu raio de forma incauta, errando as cabeças dos aliados por muito pouco. Jason tentou não se concentrar naquilo; sabia que o deus dos raios e dos trovões adotava riscos calculados. Com o Tridente, Poseidon feria inimigos na altura do plexo, separando seus corpos em dois. Embora fosse horrenda a cena, Jason achou que, para um homem do mar, Poseidon era muito competente na arte de criar uma carnificina toda particular.

    Hades, sem favor algum, era o mais violento. Corpulento e muito forte, vencia distâncias com velocidade. Sua maça, que dava a impressão de ser mais competente na força do que na agilidade, passava a imagem errada; embora fosse muito poderosa, a velocidade com a qual ele a manuseava era invejável, até mesmo para os mais habilidosos dos combatentes corpo-a-corpo do continente, como Jason.

    Ares, por sua vez, não se importava de romper obstáculos. Já levara abaixo a porção norte da loja de Rowena. Intimamente, Jason torcia para que ele não se empolgasse com o depósito, já que Heloise e Atena estavam resguardadas lá dentro.

    Agora com mais espaço para combater, respirando fundo, o cavaleiro correu ao encontro de um grupo particularmente volumoso de inimigos, atacando-os com ferocidade. Eles tombavam muito depressa. Nenhum dos amigos se feriu.

    Na altura em que o último dos demônios caiu, transformando-se em pó, Jason levantou a cabeça, cansado, suado, mas inteiro. Os outros arquearam as costas e seguraram-se nos joelhos, respirando fundo.

    Jason, contudo, antecipou o próximo movimento. Agitando os braços, com magia, ele atirou todos os amigos de volta para dentro do depósito, fazendo-os rolar pelo chão. Com outro movimento, ele conjurou a redoma outra vez, resguardando-os.

    Ferumbras retornara. Inteiro, completo, sem qualquer ferimento aparente, e novamente de posse do próprio cajado. Jason fechou os olhos por um instante, amaldiçoando-se. Correra para salvar os amigos em vez de dar cabo da vida dele, porém, poderia ter feito as duas coisas. Agora, a luta iria começar do zero outra vez. Parecia desfavorável, já que ele mesmo estava bastante cansado naquele momento.

    — Terminou de brincar no parquinho?

    Jason endireitou-se, respirando fundo.

    — É exatamente o que tudo tem sido desde o início — ele retrucou. — Uma grande diversão.

    Ferumbras aquiesceu, achando graça.

    — Destruiu quase todo o meu contingente. Que interessante. Será que consegue me vencer sem a intervenção de Crunor ou de Eremo?

    Dentro do depósito, Leonard e John entreolharam-se, assim como Randal. Do que é que ele estava falando?

    — Duas vezes foste até a presença deles e ignoraste o combate — prosseguiu Ferumbras, tocando no ponto. — Será que Leonard Saint sabe que poderia ser o Patrono do Apocalipse no seu lugar? Ou será que é necessário um abraço de Clarice e Lawton Walker para que você seja capaz de lutar?
    — Jason é o Patrono e eu sou a reencarnação de Abel — respondeu Leonard, sentindo-se muitíssimo ofendido. — Cada um de nós tem o seu destino no universo. O seu é a morte.

    O feiticeiro jogou a cabeça para lá e para cá, como quem dissesse que pode ser. Ele girou o cajado com habilidade, conjecturando.

    — Promessas vazias. Fato é que enfrento o Patrono do Apocalipse e, ainda assim, ninguém parece estar à minha altura.

    Jason não esperou por uma outra frase e avançou, ignorando a cautela. Seus movimentos, todavia, foram muito lentos. Ferumbras já não estava mais no local onde ele direcionara seu ataque e, naquele momento, surgia às suas costas.

    O feiticeiro girou o cajado novamente e cravou-o nas costas de Jason. Os joelhos do garoto cederam quando o “F” talhado no cume saltou-lhe pelo peito, desaparecendo quando Ferumbras o sacou de volta.

    O cavaleiro rolou pelo chão e ficou de borco, respirando em profundos arquejos.

    A histeria dentro do depósito foi generalizada. Zeus foi o responsável, surpreso, por impedir que os outros deixassem a proteção da redoma criada.

    Do lado de fora, Ferumbras sorriu e pisou no peito de Jason, na altura do ferimento. O cavaleiro gemeu e cuspiu sangue.

    — Não sou um especialista… mas parece-me que acabou.

    Ferumbras virou-se para o depósito, abrindo os braços. Atrás dele, Jason ia desfalecendo aos poucos.

    — Curvem-se diante do seu novo soberano — bradou.

    Leonard rugiu e avançou, sendo impedido de deixar o depósito por Ares. Amparando Atena, Heloise não disse palavra. John parecia demasiadamente embasbacado para reagir. Randal não estava em local algum visível.

    — Desgraçado — murmurou Poseidon, conformado. — Não é possível.
    — E nem provável — disse a voz de Randal, atrás de Ferumbras.

    O incandescente girou a Varinha e atingiu o feiticeiro na altura do plexo, no exato instante em que ele se virou, surpreso. Ferumbras foi atirado pelo calçamento na direção da saída oeste, desaparecendo de vista entre os escombros criados pelos seus próprios demônios.

    Seguro, Randal abaixou-se, apertando a mão esquerda espalmada sobre o ferimento de Jason e proferindo encantamentos breves, a Varinha embainhada, mas o Livro das Ciências Ocultas aberto nas mãos. O cavaleiro agarrou seu braço com muita firmeza, os olhos temerosos cheios de significado. Randal assentiu algumas vezes, como quem dissesse “vai ficar tudo bem”, mas não se desconcentrou do feitiço que proferia.

    Adiante, Ferumbras ia se levantando, sentindo-se ultrajado.

    Não demorou, e Ares, John, Zeus, Poseidon, Leonard e Hades saltaram para fora do depósito de armas em punho. Entenderam sua missão tão logo ela começou; era necessário retardar o avanço dele enquanto Randal tentava fazer milagre.

    Quando o combate recomeçou e, alucinado, Ferumbras tentava alcançar Jason, Randal percebeu o tamanho da importância do feitiço de John que o curou. Agora, se tudo corresse bem, ele teria condições de salvar a vida de Jason e assegurar o cumprimento escorreito da missão. Precisava se concentrar. Não era o momento de alimentar o próprio ego, tampouco de acreditar que tudo dependia dele.

    Zeus, Hades, Ares e Poseidon assumiram a porção mais adiantada do resguardo, com John, Leonard e Heloise distribuindo-se pelos flancos. Ali, foi possível criar um escudo de proteção razoável, assegurando que Ferumbras pudesse ser, pouco a pouco, empurrado para o ponto mais distante possível, ainda que seu poderio mágico fosse, naquele momento, infinitamente superior ao dos seus adversários.

    A resistência e o feiticeiro trocaram agressões sem muita efetividade. Quando Randal retornou, soturno e cabisbaixo, assumindo uma posição entre John e Leonard e sacudindo a cabeça em tom negativo, todavia, as próprias defesas se desfizeram involuntariamente. Nenhum deles conseguiu reunir suficientes forças para manter firme a proteção.

    Ferumbras notou a oscilação e sabia que só podia significar uma coisa: Jason Walker e, com ele, o Patrono do Apocalipse, estava morto.

    O feiticeiro gargalhou alto, atirando os olhos para o céu, sentindo o gosto da vitória. Não precisava matar nenhum deles, mas faria mesmo assim. A resistência em Carlin lhe custou seus cinco melhores soldados, uma infinidade de combatentes de menor escalão, quase todo o seu contingente de demônios e um pouco da sua dignidade. Era surpreendente que tivessem conseguido se segurar por tanto tempo. Com ou sem Jason Walker, aquele grupo de combatentes era obstinado e nunca aceitaria o seu reinado.

    Ferumbras atirou o pescoço para o lado, registrando, por tempo suficiente, a imagem do corpo inerte de Jason atirado defronte ao depósito. A Espada de Crunor não retornou à sua bainha; jazia caída próximo do seu antigo proprietário, aguardando de forma leniente por um novo dono. O sinal mais claro e contundente de que o cavaleiro realmente se fora era aquele; a relíquia história lhe servira com muita propriedade e, mesmo agora que ele fora vencido, parecia recusar-se a servir um novo possuidor, exceto caso sua propriedade fosse reclamada por alguém.

    O feiticeiro fez um movimento com a mão direita no ar, como se desse um tapa em um rosto invisível. Zeus, Poseidon e Hades foram atirados para dentro do depósito com uma força impressionante, rompendo as paredes no canto oposto e desaparecendo entre os escombros. Ele atirou um feitiço simples contra Heloise, que rolou pelo chão, jazendo caída próxima de Jason, desacordada.

    Agora, Randal, John e Leonard seguravam suas armas em punho, os olhos temerosos sabedores de que a luta, finalmente, terminara. Ferumbras vencera.

    Lentamente, os três avançaram de costas para dentro do depósito, visando assegurar a proteção da própria retaguarda. Ferumbras os seguiu calmamente, relanceando um último olhar para Jason Walker, cuja pele já assumia um irretratável tom de morte. Mais branca do que nunca.

    Ferumbras acertou o cajado com precisão na cabeça de Randal, desacordando-o. Pela maneira como o incandescente simplesmente desmontou, poder-se-ia acreditar que ele havia simplesmente sido morto. O feiticeiro, contudo, sabia que algo mais era necessário para matar uma criatura daquela estirpe, mas não era o momento de se preocupar com isso.

    Bravamente, Leonard sacou uma flecha e atirou contra a cabeça do feiticeiro. Ele tombou a cabeça de lado e o projétil se perdeu. O arqueiro baixou seu arco, sentindo-se derrotado. No instante seguinte, Ferumbras tomava John pelo colarinho e o atirava sem cerimônias contra os escombros que haviam soterrado os Três Grandes do Olimpo. Agora, Leonard sentava-se no chão, as costas apoiadas na parede oposta. Aceitara seu destino.

    — Matou Cain — disse Ferumbras, franzindo o cenho. — As escrituras dizem que ele deveria ser vingado sete vezes. Matei Bambi, Logan, Carl, Eremo, Zathroth e Bellatrix. Considere Jason Walker a Sétima Vingança.

    Leonard levantou a cabeça repentinamente, surpreso.

    — Esse era o seu grande plano? — questionou, pouco interessado na resposta. — Matar todos aqueles a quem eu amo para vingar alguém como Cain? Parece-me baixo. Até mesmo para você.

    Ferumbras deu de ombros, achando a obstinação do arqueiro algo mais parecido com Jason Walker do que com Abel.

    — É o mandamento das escrituras.
    — Parece dar muito valor a elas — Leonard franziu os lábios, permitindo-se um meio sorriso. — Ao que me consta, as escrituras também contemplam, no Apocalipse, a existência do Patrono, e a sua vitória. Poderia ter sido eu. Mas foi Jason. Um homem mais inteligente, mais esforçado, mais altruísta, mais habilidoso e que nunca temeu a morte.
    — E quem foi que disse que a história não pode ser reescrita?

    Leonard balançou a cabeça para lá e para cá. Nunca deixou de sorrir.

    — Talvez. Faça o que tem que fazer. Não me importo com os resultados.

    Ferumbras girou o cajado e apontou-o na direção da cabeça de Leonard.

    — Últimas palavras?
    — Você perdeu — disse uma terceira voz.

    A lâmina da Espada de Crunor surgiu intocável através do peito de Ferumbras, exatamente no ponto que sustentava o seu coração, inerte à surpresa aparente do feiticeiro. Suas pernas amoleceram. A Espada foi sacada enquanto ele caía de joelhos. Diante dele, estava Jason Walker, a Espada numa das mãos, o Livro das Ciências Ocultas na outra.

    — Prepare-se para o fim derradeiro que lhe foi programado, Ferumbras.

    Folheando o Livro, ele encontrou a página que procurava.

    PRÓXIMO EPISÓDIO: CAPÍTULO XXIV - CRUZ
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    Jason Walker e o Patrono do Apocalipse

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  9. #79
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    Plot twist. Literalmente, eles precisavam perder pra poder ganhar.

    Mais uma vez sensacional, Neal, não esperava menos. Não me parecia que tudo ia terminar com uma simples luta de bem x mal com o bem vencendo após um incentivo dos amigos. Tudo foi preparado para chegar nesse ponto, o que eu achei do caralho. Precisou que passassem pelo céu e pelo inferno para alcançar a vitória, e pela sensação da derrota também. Eu diria que Jason realmente pode ser chamado de uma lenda agora, afinal, matar Ferumbras não é pra qualquer um (Exceto no Tibia atual, infinitas críticas a essa cria dos infernos atual).

    Aguardando pelo próximo pra ver Ferumbras tomando no cu.



    Ah, você mencionou a lore de lol, só tenho começado a olhar um pouco recentemente. Talvez daqui dois anos eu já esteja lapidando alguma coisa se passando, sei lá, em Shurima. Azir dá corda pra alguma coisa legal se passando lá, e eu gosto de contos nas areias.



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  10. #80
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    Caraca mano... vou fala nada que agunis de ler a "morte" do janson rs o final vai ser digno de toda historia meus mais sinceros aplausos!

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