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Tópico: Jason Walker e o Patrono do Apocalipse

  1. #31
    Avatar de Neal Caffrey
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    Caralho, sou muito relapso. Desde o mês passado que não posto. Vamos corrigir isso imediatamente.

    Este novo capítulo representa tristeza e felicidade. Espero que não faltem

    Spoiler: Respostas


    No último episódio: Eremo explica que possui a Varinha Mestra e Crunor pede a Jason que procure por Rashid, o Comerciante, requerimento replicado pelo espadachim ao padrinho. O grupo conjectura visitar Thais diante da nova necessidade.

    CAPÍTULO IX – PERDA INSANÁVEL


    Arthur ainda refletia sobre o que Procusto havia exigido quando, inexplicavelmente, o grupo de combatentes entrou na sala do trono, sendo seguido de perto por um guarda indignado. Diante dele estavam Jason Walker, John Walker, Eremo Walker, Leonard Saint, Randal e Zathroth.

    O rei dispensou o soldado com um gesto breve, voltando suas atenções para o grupo. Aproveitou a oportunidade para requerer que seus dois guarda-costas deixassem a sala, ao que o pequeno Noodles marchou até Jason e começou a lamber-lhe as mãos. O monarca refletiu longamente sobre o que deveria fazer.

    Jason abria e fechava a boca, falando extensamente sobre um determinado comerciante que precisavam encontrar. Em algum lugar, em seu íntimo, sentia muito a respeito do embaraço que poderia criar. Lá no fundo, bem nos locais mais profundos de sua alma, sabia que não podia fazer o que Ferumbras lhe exigira para dar paz ao seu reino; inobstante, existia uma forma de suspender a guerra, ao menos contra Thais, desde que tomasse uma decisão ao mesmo tempo arriscada e comprometedora.

    Ele nunca me perdoará, pensou, entristecido, quando Eremo começou a apresentar as razões do grupo. Ele falou durante um certo tempo sobre as 12 relíquias, e sobre como um comerciante chamado Rashid – ele o conhecia, é óbvio; não havia quem não o conhecesse – podia ter o paradeiro da última relíquia que buscavam. O demônio Randal assentia devagar, e John, com suas mãos pousadas sobre seu cajado pitoresco, analisava suas reações, afora Leonard e Zathroth, que começavam a brincar com Noodles.

    Não posso fazer isso, concluiu, quase que em ultima ratio. Pensou, no entanto, em Heloise, e em como Morfeu vinha tentando sistematicamente massacrar o reino de Carlin nos últimos dias, desde que aqueles fugitivos da coroa haviam se alojado em toda parte do continente. Ferumbras comandava Carlin com mão de ferro naquele momento, e Thais não seria diferente, se não tomasse alguma decisão àquele respeito.

    Jason, que era homem de confiar, mantinha sua mão direita pousada sobre a Espada de Crunor embainhada, mesmo assim. O rei, que tinha a mesma característica e já tentara recrutá-lo no passado, também segurava seu cajado de forma preventiva, sem saber o que dizer. John agora tomara a palavra, e também estendia-se longamente sobre como Thais poderia ser a tábula rasa entre o velho e o novo, e como as 12 relíquias reunidas seriam o suficiente para derrotar Ferumbras e todo o seu exército.

    Agora, Zathroth, que retornara à conversa, de quem Arthur tinha repulsa, tentava convencê-lo que estava reformado, e que poderia ajudá-los a todos, se o rei fornecesse o necessário. Disse que pretendia libertar Carlin e Heloise primeiro e que, depois, atacariam Edron, sendo o caso. Comentou algo sobre Randal estar curado; finalizou seus pensamentos alegando que Thais poderia ser a responsável por virar a sorte de todos.

    Tudo aquilo durou menos de cinco minutos, os últimos cinco minutos que Arthur tivera para tomar uma decisão. Estava sozinho, não havia a menor possibilidade de se proteger, mas amava mais a cidade do que a própria vida, e poderia estar disposto a correr certos riscos, se fosse necessário.

    Todos agora aguardavam pela longa pausa do rei, que deliberava, os olhos fixos no rosto calmo de Eremo. Bastava um único movimento, algo que eles fizessem que justificasse o revide, mas nenhum deles se moveu nos instantes que se seguiram. Estavam lá de boa-fé, e, sinceramente, era improvável que soubessem que ele confabulava com Procusto e Ferumbras naquele momento.

    Ele baixou a cabeça por um instante, reflexivo.

    — Se há algo pelo que morrer…

    Antes que qualquer um pudesse reagir, ele sacou um punhal e cravou-o no coração de Eremo, sacando-o um segundo depois. John, Leonard, Randal e Zathroth saltaram para trás, surpresos demais para fazer qualquer movimento, e, para Jason, tudo caminhou em câmera lenta. Lenta demais.

    Eremo segurava o local do ferimento com a mão direita, a esquerda tentando inutilmente alcançar a Varinha Mestra. Devagar, muito devagar, ele caiu de joelhos e rolou de borco, respirando em profundos arquejos.

    Anestesiado, Jason assistia à cena boquiaberto, com tudo girando ao seu redor. Seus olhos se demoraram pelo que lhe pareceu uma eternidade no ponto onde Arthur ferira Eremo, mas seu instinto animal o dominou no segundo seguinte, e ele já sacava a Espada.

    Não houve tempo para que o rei pudesse se defender, ou mesmo para que pudesse se explicar. No giro de corpo, Jason, possesso, cravou a Espada em sua cabeça; a lâmina a perfurou e saiu do outro lado. O corpo de Arthur fraquejou no mesmo instante e, enquanto o rei, agora morto, tombava no chão como Eremo, o druida ainda tinha chances de salvação.

    Ao menos na visão de Jason.

    Ele atirou-se sobre o corpo do padrinho, ainda boquiaberto, sem saber o que dizer. No instante em que seu corpo começou a se desfazer, a partir do peito — é claro, ele era quase um incandescente —, Eremo puxou Jason para perto e sussurrou em seu ouvido.

    — Vença-o.

    Menos de cinco segundos depois, não havia mais substrato no que se fiar, exceto as roupas púrpuras excêntricas que ele usava.

    Eremo se fora; seu corpo, decomposto, fora absorvido pelo universo, e Jason, que por alguns dias, somente alguns dias, experimentava a sensação de finalmente ter uma família, agora, encontrava-se sozinho de novo.

    Ele se levantou devagar, os olhos cheios de lágrimas, sacudindo a cabeça. Teria seu momento para sofrer. Agora, queria vingança.

    Ele desceu as escadas depressa, arrancando a cabeça de um soldado próximo e cravando a Espada no coração do outro. Os outros, sacando suas armas, seguiram em seus calcanhares, John chegando um pouco mais tarde. O bobo da corte, chamado Bozo, assistia à cena embasbacado, mas não precisava de um segundo aviso para simplesmente desaparecer.

    Quando Jason chegou ao saguão do castelo, seus olhos fixaram-se nas portas duplas de saída.

    — Venha me pegar, desgraçado — murmurou, em prantos. — Venha, Ferumbras.

    Meio segundo depois, as portas duplas de carvalho explodiram. Por ela, marchou uma criatura andrógina de aparência infernal, trazendo consigo um cão do inferno amarrado numa coleira rudimentar. Por um segundo, todos se sentiram confusos sobre se era homem ou mulher; o corpo era esguio e os seios, fartos, mas a cabeça careca e os traços masculinos deixavam muitas dúvidas a respeito.

    Procusto, pensou Jason, sentindo-se ultrajado pelo fato de Ferumbras não ter vindo pessoalmente.

    — O que é que temos aqui?

    Sua voz era grossa e, ao mesmo tempo, feminina; por um instante, Jason quase se esquecera de que o padrinho acabara de morrer.

    — Jason Walker e… muitas relíquias. Que circunstância fortuita.

    Jason avançou contra ele, no mesmo tempo em que ele simplesmente soltou o cachorro da coleira. O bicho enorme avançou contra o cavaleiro e derrubou-o no chão com as imensas patas dianteiras, mas, a essa altura, John já corria pela sala, atirando feitiços por todos os lados.

    Zathroth e Randal ingressaram no combate também, atacando Procusto com tudo que tinham. Porém, algo em sua armadura dourada fazia refletir todos os golpes atirados contra ele, e, com seu cetro dourado, ele combatia ao mesmo tempo a espada de Zathroth e as flechas precisas atiradas por Leonard.

    Jason ainda tentava dar cabo do cachorro infernal; segurava sua mandíbula com a mão direita e sua arcada superior com a esquerda, quase desmaiando com o cheiro de mil cadáveres mortos que exalava de seu bafo horrível. O cão abocanhava o ar e estava prestes a alcançar a cabeça do cavaleiro, sendo que os demais não tinham sucesso maior no combate contra Procusto. Fosse o que fosse que decidisse, precisava ser rápido.

    Agora, a magia de John abria rachaduras nos entornos dos pés do soldado de Ferumbras, mas não lhe causava qualquer dano. Quando Leonard abandonou o uso do arco e começou a combater com a Lança do Destino e passou a ser combatido com a mesma facilidade dos demais, Jason finalmente compreendeu.

    Havia uma razão para que Procusto tivesse um cachorro infernal. Algo lá no fundo de sua mente causou-lhe uma epifania momentânea.

    *

    Margareth repassava talvez pela centésima vez o mesmo estudo com o jovem Jason Walker, que não tinha mais do que 12 anos completos. Era muito habilidoso com uma espada na mão, mas tinha problemas de aprendizado gravíssimos. Segundo o médico de Carlin, ele sofria do transtorno do déficit de atenção, de dislexia e de hiperatividade. Na visão de Margareth, era somente mais um menino preguiçoso, dentre tantos outros. Que lástima que fosse Jason Walker o mais abobado, depois do arqueiro forasteiro cabeça-oca.

    Embora sempre fosse complicado, aquele capítulo, particularmente, estava bem difícil de ser ensinado. Jason simplesmente não compreendia as características das criaturas do submundo, especialmente as infernais, e levara muito tempo para que ele aprendesse a diferenciar uma besta do inferno de um cachorro infernal. Quando finalmente aprendera, não tinha sido o suficiente para fazê-lo discernir em poucas palavras uma criatura da outra.

    — O cachorro infernal possui um mestre, ao contrário da besta infernal, que não obedece ordens de ninguém — explicou ela, talvez pela centésima vez, também. — O cachorro cria um laço com seu dono, e será seu último escudo contra ataques externos. Quem tiver um cachorro infernal não morrerá, exceto caso o cachorro seja abatido primeiro.
    — Entendi — disse ele, a voz fina subindo uma oitava pela puberdade. — Então, quando alguém manda numa besta infernal…
    — Cachorro — ela corrigiu novamente, revirando os olhos.

    Jason assentiu, determinado.

    — Quando alguém tem um cachorro infernal, não morre se a fera não morrer.
    — Precisamente — ela aprovou.

    Ele ficou em silêncio por alguns instantes, torcendo o nariz para a figura pitoresca do cachorro infernal estampada no livro diante deles. Ainda franzia os lábios quando Margareth finalmente perguntou o que havia.

    — Como se mata um desses?

    Ela sorriu, agradando-se da inocência do menino.

    — Não precisará se preocupar com isso em momento algum da vida.
    — Mesmo assim, é importante aprender, não é?

    Margareth aquiesceu contrafeita e puxou o livro para perto, passando seus longos dedos, que mais se pareciam com garras, pelo largo do texto. Finalmente, tamborilou todos os dedos num ponto específico da página.

    — Somente um tipo de arma é capaz de destruir uma fera dessas. É uma relíquia sagrada, chamada Lança do Destino. Pertence aos arcanjos. Sem ela, nem adianta tentar.

    Jason fez que sim, compreendendo.

    *

    De volta ao presente, foi com surpresa que Jason percebeu a minúscula figura de um basset correndo no meio da confusão e alojando-se em algum lugar atrás do cachorro infernal. Um segundo depois, quando o bicho se balançou no mesmo ponto, ainda lutando para alcançar a cabeça de Jason, o cavaleiro finalmente notou que Noodles mordia o rabo do cão, rosnando loucamente, mais feroz do que nunca. Só que não.

    Não houve tempo para que ele ficasse surpreso. Leonard rolou ao seu lado, a Lança do Destino caindo a centímetros da sua mão direita. O cavaleiro confiou no seu poder de síntese e segurou o cão infernal com a mão esquerda, esforçando-se para alcançar a relíquia deixada por Rafael.

    Enfim, a criatura percebeu que havia um petisco grudado em seu rabo, e sacudiu-o violentamente, mas Noodles não soltou. A deixa de que Jason precisava era aquela; no exato instante em que o cachorro aliviou a pressão sobre ele, ele alcançou a Lança, segurou-a firmemente e degolou o monstro com a maior ferocidade que podia reunir, o sangue de sua jugular esguichando incontrolavelmente e lavando Jason da cabeça aos pés.

    O corpo do bicho pesava mais do que parecia. Com esforço e usando as pernas, ele o chutou de lado, e Noodles passou correndo outra vez, satisfeito, disparando escada acima.

    Junto às portas de carvalho destruídas, a armadura dourada de Procusto se partia, revelando – a bem da verdade – um belo par de peitos, mas a imagem era violentamente distorcida pela existência de um órgão genitor masculino entre suas pernas.

    Exposto no campo de batalha, ele tentou correr, mas Jason, já de pé, o perseguiu, perfurando-o na altura do calcanhar direito. O soldado tropeçou nas próprias pernas e caiu estatelado no chão, virando-se para cima no exato instante em que o cavaleiro o golpeava com a Espada, abrindo seu abdômen de fora a fora.

    A cena poderia ser horrenda para quem não estivesse acostumado com visões de morte o tempo todo; Jason sequer piscou quando as entranhas de Procusto foram atiradas para fora da barriga. Quando ele rolou de lado, Jason simplesmente separou a cabeça do corpo, e John não esperou por uma segunda oportunidade para incendiá-lo por completo.

    Enquanto Procusto torrava, já sem vida, o cavaleiro deixou-se cair no chão, chorando copiosamente. Ao custo de destruir um dos mais fortes soldados de Ferumbras, perdera o padrinho e fora obrigado a matar Arthur Pennyworth. Não sabia em que circunstâncias Heloise o receberia, mas não importava mais. Mais do que nunca, entendia que precisava cumprir sua missão, e que, talvez, perderia amigos no final daquele trajeto.

    Jason tentou se lembrar dos momentos felizes que passara com Eremo, e de como pretendia interpelá-lo, depois que tudo aquilo acabasse, para requisitar morar com ele em sua ilha, próxima de Cormaya. Talvez, se Ártemis permitisse, poderia levar Melany para lá, e o futuro poderia ser um pouco menos nebuloso do que o que vinha sendo reservado para eles até então.

    Agora, no entanto, não tinha mais o padrinho e não sabia como prosseguir sem ele. Lembrou-se de quando perdera John, naquela fatídica missão nos Poços do Inferno, e de quanto de sua estrutura aquilo exigira à época. Embora amasse John de todo o coração, era mais simples dizer que Eremo ocupava outro lugar em sua vida; era aquele a quem Lawton e Clarice haviam destinado a vida de Jason, a quem haviam incumbido da dolorosa missão de prepará-lo, de criar um guerreiro completo
    .
    Tudo se fora. Tudo fora interrompido.

    — Jason — chamou a voz de John, controlada, mas com um fundo de urgência. — Jason, precisamos ir embora daqui.

    O cavaleiro sacudiu a cabeça, sem conseguir raciocinar.

    — Jason, ele está vindo — dessa vez era Zathroth quem falava. — Conheço seus sentimentos e compartilho deles, mas precisamos da Túnica primeiro.

    Outra vez, ele se negou.

    — Levante-se, saco de bosta.

    Finalmente, ele abriu os olhos. Leonard, ferido no rosto, fechava a cara para ele.

    — Vamos, imbecil. Eremo morreu para que tivéssemos essa oportunidade. Quer realmente jogar fora seu último sacrifício?

    Jason levantou-se de um salto, finalmente voltando a si.

    — Ferumbras está vindo — disse, com urgência.

    Leonard revirou os olhos.

    — Puta que o pariu, depois eu é que sou o cabeça-oca. John, pode nos tirar dessa?
    — Segurem-se.
    — A Varinha e o cachorro — lembrou-se Jason, de repente.

    Todos sentiram aquele estranho solavanco na altura do umbigo enquanto eram comprimidos pelo espaço-tempo. A última visão que tiveram era a de Ferumbras levando abaixo o castelo de Thais, frustrado por ter perdido uma nova oportunidade.

    Próximo capítulo: CAPÍTULO X – RASHID, O COMERCIANTE

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    Acompanhe o piloto do thriller mais recente da seção Roleplay!

    Jason Walker e o Patrono do Apocalipse

    Acompanhe a quinta e última história de Jason Walker na seção Roleplay!

  2. #32
    Avatar de Ameyuri Ringo
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    G zuis" o que foi isso? 😢 eremo justo ele ...to sadboy agora rs a espera valeu apena mais um grande capitulo neal meus parabéns sinto que a tendência e que as lutas por vir vao ser cada vez mais épicas. Um abraço yours Ringo on Elera.
    Ameyuri Ringo The Ghost Of Sparta!!!

  3. #33
    Cavaleiro do Word Avatar de CarlosLendario
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    O título do capítulo me lembrou aqueles episódios de DBZ revelando que alguém morre (E no caso do desenho, revela quem morre também )

    Esse capítulo foi sensacional, Neal. Você não precisou escrever o que eles estavam falando exatamente em detalhes, simplesmente narrou e combinou com os pensamentos de Arthur. Foi uma boa jogada. E falando no título, pobre Eremo. Arthur ficou sem escolha e tentou salvar sua cidade, mas foi uma tentativa em vão. Pobre do Jason também, que finalmente encontrou família, e tão surpreendentemente a encontrou, também a perdeu.

    Vale destacar também a melhor parte do capítulo:

    Junto às portas de carvalho destruídas, a armadura dourada de Procusto se partia, revelando – a bem da verdade – um belo par de peitos, mas a imagem era violentamente distorcida pela existência de um órgão genitor masculino entre suas pernas.
    Caralho, o Procusto é realmente uma futanari?

    Excelente como sempre, cara. No aguardo do próximo.



    ◉ ~~ ◉ ~ Extensão ~ ◉ ~ Life Thread ~ ◉ ~ O Mundo Perdido ~ ◉ ~ Bloodtrip ~ ◉ ~ Bloodoath ~ ◉ ~~ ◉

  4. #34
    Avatar de Neal Caffrey
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    LULA LIVRE!

    TÔ ZUANDO! Achei interessante começar a postagem com alguma polêmica. Vai que vira um click bait? Sem retrospectivas do capítulo anterior, por receio de que alguém acabe sofrendo com algum spoiler, partindo do princípio de que alguém ainda lê o conto.

    CAPÍTULO X – RASHID, O COMERCIANTE


    Sentado em seu trono, pela primeira vez, Ferumbras se sentia ultrajado. Górgon, Procusto e Cerberus haviam sido destruídos. Ainda que tivesse aberto uma cicatriz no belo rosto de Thais, não era o suficiente. Estava na hora de Jason Walker ser parado, ou colocaria tudo abaixo. Era impressionante como um ser humano com menos de 20 anos de existência pudesse lhe causar aquela quantidade de problemas. Ao mesmo tempo em que desejava cortar sua garganta, sentia um quê de admiração pela obstinação do cavaleiro.

    A bela mulher, mas ligeiramente acima do peso, entrou na sala do trono, fazendo uma reverência breve. Aquela cauda de serpente saindo do seu traseiro era bizarra, mas Ferumbras sabia que tinha sido uma de suas melhores criações. Ele respirou fundo, deliberando por um instante fugaz.

    — Perdemos três.

    Ela assentiu. Seus olhos, de pupilas horizontais, esfriaram um pouco sob a mecha de cabelos negros e curtos.

    — Certifique-se de que não serão quatro.
    — Jason Walker não tem a menor chance contra mim.

    Sua voz era aguda e um pouco desafinada.

    — Não deveria ter tido chances contra Cerberus, Górgon e Procusto, e aqui estamos. Destrua Venore inteira se precisar, mas quero aquele garoto aqui, diante de mim, antes do final da tarde de hoje.

    Ela assentiu uma vez, compreendendo a ordem.

    — Ele procurará por Rashid, o comerciante. É o chamariz. Ele variou um pouco das suas rotas depois que começou a trabalhar conosco. Estou certo ao dizer que está em Venore hoje?
    — Até o fim da tarde.

    Foi a vez de Ferumbras assentir.

    — Mantenha-o sob sua vista todo o tempo.

    Ela fez outra reverência e ameaçou sair, mas Ferumbras chamou-a novamente.

    — É nossa última tentativa. Se Jason Walker escapar das suas garras e Morfeu não puder pará-lo depois, nosso planejamento vai mudar. Vou destruir tudo que existe neste mundo logo na sequência. Não sei qual foi a tábula rasa de Crunor ao modificar a compreensão de seus homens, mas não me importo. Gostaria de comandar a Terra, mas não faço conta de procurar por outro planeta se a humanidade estiver irremediavelmente irreparável.

    A mulher lançou um olhar de aprovação por sobre o ombro antes de deixar a sala definitivamente.

    *

    John selou magicamente a porta da casa, oportunidade em que aquele cheiro bizarro de podridão simplesmente desapareceu. Leonard soltou o pequeno basset no chão, e não demorou para que ele ocupasse uma das camas, enroscando-se e gemendo baixinho.

    Jason baixou os olhos, reflexivo, mas cansado. A casa de alvenaria, chão de assoalho e janelas de vidro tinha três andares, sendo um térreo, um superior e um subterrâneo, e ficava a segundos de distância do depósito de Venore. Era grande o suficiente para abrigar todos eles e garantir que cada um tivesse seu quarto. Jason deixou para mais tarde a intenção de questionar John a respeito daquelas instalações; se o antigo incandescente tinha uma propriedade em Venore, teria gostado de saber em algum momento da vida.

    Ele entregou a Jason a Varinha Mestra, e, repentinamente, o cavaleiro compreendeu por que John demorara para chegar a Procusto quando o combate começou. Enquanto, cego, ele procurava por vingança, o antigo incandescente revirava as vestes de Eremo para obter a relíquia, garantindo, assim, a continuidade da missão.

    Os olhos do cavaleiro pesaram um pouco quando percebeu que o horizonte começava a clarear através da janela. Estavam ali há pouco tempo, mas o sol já ia nascer. Sentiu-se um pouco confuso, porque chegaram a Thais muito cedo naquele dia, e aparentemente os acontecimentos recentes lhe tiraram a noção de tempo. Já se passara quase um dia desde que Eremo morrera daquela forma trágica e inesperada.

    O aposento onde estava era perfeitamente quadrado e tinha poucas peculiaridades. Havia uma cama pequena a um canto, que já fora reivindicada pelo pequeno Noodles. Nos arredores, tudo era muito limpo e organizado; ao norte, uma escadaria levava ao andar superior; ao sul, outra, ao andar inferior. Não havia nada mais de memorável no local.

    — Está selada e não seremos encontrados aqui — disse John, de surpresa, descendo as escadas com Leonard e Zathroth. Randal ainda não descera. — Esta é uma residência oficial de Crunor. Questiono-me por que ele não a retirou de mim, desde que me desfiliei.
    — Agora tenho uma pequena preocupação — disse Jason, lembrando-se. — Não temos um incandescente e não temos um druida. Como vamos reparar a Túnica Rubra?

    John deu de ombros.

    — Pensaremos nisso no momento oportuno. Se precisar, chamo Miguel ou Gabriel.

    Três batidas ressoaram à porta no exato instante em que Randal descia as escadas. John franziu o cenho e manteve-se alerta e, por algum motivo, o demônio arqueou as sobrancelhas, parecendo surpreso.

    — Quem diria — ele comentou.

    Jason olhou para ele, inquisitivo.

    — Lembra-se do seu primeiro ritual de exorcismo?

    O cavaleiro fez que sim. Lembrava-se muito bem de como mandara Bellatrix para os quintos dos infernos quando ela quase matou todos os seus amigos, ainda na busca pela Espada de Crunor, quando toda aquela confusão começou.

    — Pois é — Randal assoviou baixinho. — Bellatrix está aqui.

    John adiantou-se devagar e liberou a porta, ao que uma mulher de meia idade, cabelos longos, cacheados e loiros, vestes de viagem negras e um pouco flácida marchou para dentro. O antigo incandescente não demorou para selar a porta novamente, enquanto todas as armas possíveis eram apontadas para Bellatrix.

    — Como saiu?

    A pergunta veio de Leonard, incrivelmente. A mulher olhou para ele, um pouco chocada com o seu desenvolvimento, mas suas atenções foram atraídas primordialmente para a Espada de Crunor, nas mãos de Jason.

    Ela riu baixinho, achando graça.
    — Quem diria — sua voz era firme e um pouco pastosa. — Tão poucos anos depois, quanta… evolução.
    — Responda a pergunta — exigiu Jason, muito sério.
    Ela bufou, largando-se na cama ao lado de Noodles, que começou a lamber suas mãos.

    — Não importa como saí. Importa que tenho informações que podem ser importantes para vocês, se quiserem me ouvir.

    “Tive um caminho longo para chegar até aqui. Encontrei com o cavaleiro centrado, chamado Carl, no trajeto para cá. Chimera o matou quando descobriu seus planos; consegui escapar enquanto ela se ocupava de incendiar o corpo dele. É óbvio que eu estava rastreando Zathroth, afinal, ainda existe uma cadeia de comando que é importante obedecer, e não serei eu a desleal.

    “Vocês criaram uma confusão e tanto em Thais, mas é interessante ver como conseguiram sumir antes que ele aparecesse. O local onde ficava o castelo agora é somente um buraco vazio, cheio de destruição. Não demorou para que Chimera fosse vê-lo; agora, ela está de volta em Venore e vai caçá-los, porque sabe que estão atrás de Rashid.

    “Não estou aqui para atrapalhar. O acordo recente de Zathroth com Crunor nos coloca a todos na mesma posição, então, seria estúpido da minha parte. Não pretendo combater junto de vocês, tampouco. Dos cinco que estão aqui, três tentaram me matar e um quase conseguiu, então, vão compreender se eu não estiver exatamente no clima.

    “Rashid está na taverna de Boozer durante todo o dia, mas deixará Venore no início da noite. O Inominado colocou um preço pelas suas cabeças; se algum cidadão lhe fornecer qualquer informação útil para capturá-los, será recompensado. Quanto a mim, vou procurar o primeiro buraco em que couber e ficarei por lá até essa crise terminar. Pouco importa quem vença, o importante é que a guerra termine de forma breve. É triste que não tenhamos Eremo mais entre nós, mas é irrelevante, no final das contas. Isso precisa acabar.”

    Jason piscou duas vezes, embasbacado.

    — Rashid está com Boozer?

    Bellatrix revirou os olhos.

    — Você é surdo?
    — Qual é o preço dele para que nos ajude?

    Ela deliberou.

    — O Inominado pagou a ele uma infinita soma em dinheiro pela Túnica Rubra, então, seja lá qual for a sua proposta, supere-a. Garanto que não haverá onde gastar seu ouro se não obtiver a relíquia em tempo hábil.

    Bellatrix se levantou, preparada para zarpar.

    — Sabe alguma coisa sobre o Patrono do Apocalipse?

    O questionamento de Randal pegou todos de surpresa. Ela se virou nos calcanhares, variando seus olhares entre Randal e Zathroth.

    — Ele se manifestará em breve, mas precisam encontrar a Túnica Rubra antes. Não há como saber quem é. Dizem as lendas que ele aparecerá quando as relíquias estiverem reunidas, mas acho que não é o único requisito. É apenas uma parte intrínseca da lenda. Tenho para mim que é necessário algum evento extrínseco para que ele se revele. Não deve ser um trabalho simples de se fazer.

    Ela parou no batente da porta destrancada por John e olhou por sobre o ombro.

    — É bom revê-lo, senhor — ela sorriu para Zathroth. — Minha lealdade estará contigo até o final dos tempos. Espero poder encontrá-lo vivo no final de tudo.

    Quando John trancou a porta novamente, Jason olhou para Randal e apontou-lhe a Espada.

    — Saque sua arma — orientou.

    O demônio olhou nos arredores, sem saber o que fazer.

    — Randal, preciso ser desarmado. Não posso chegar até Rashid com a Espada de Crunor nas mãos. Necessitamos de um disfarce completo. Desarme-me, obtenha o senhorio da Espada e cuidarei das nossas relações externas enquanto ainda há tempo.

    Randal assentiu, um pouco inquieto, e sacou seu cajado, queimando o pulso de Jason com o maior cuidado possível. Logo, o cavaleiro deixou a Espada cair e, um segundo depois, ela surgiu embainhada na cintura do demônio, que evitou olhar para ela.

    Jason massageou o pulso, olhando para John.

    — Vamos trabalhar. E encontre a espada que me foi dada por meu pai. Precisarei dela agora.

    *

    Rashid balançou o copo de uísque, misturando o gelo à bebida. Boozer organizava os copos já muito organizados em sua prateleira.

    O comerciante nunca ia deixar de se surpreender com Venore. A cidade era toda construída de muito concreto e muito tijolo, apesar de ter sido erigida sobre um pântano infinito. As plataformas corriam em todas as direções, e era um vilarejo moderno, apesar das bases fundacionais.

    A taverna de Boozer, de sua feita, nada mais era do que um pequeno bar construído sobre o depósito, num espaço de menos de seis metros quadrados. Havia somente duas mesas e um extenso balcão, mas tudo era muito limpo.

    Era pouco higiênico permanecer numa cidade que cheirava a pântano por muito tempo, mas, ao menos ali, o comerciante seria capaz de manter o acordo que formalizara com Ferumbras. Todos conheciam suas rotas e onde ele costumava estar em cada dia da semana; ao alterá-las, criara ao menos uma cortina breve, que demoraria para revelar o que há nos bastidores.

    Quando o homem jovem e muito musculoso ingressou na taverna, Rashid sorriu, baixando a cabeça e sacudindo-a. Não demorou para que, com uma taça de vinho, ele se sentasse à sua mesa. Boozer se dirigiu ao depósito nos fundos da taverna, deixando bastante claro que o que era conversado em seu estabelecimento simplesmente não era da sua conta.

    — Espero que esse disfarce não seja para mim.

    O homem tinha barba espessa e pele queimada pelo sol. Seus olhos eram perspicazes e o fato de que disparavam a todo momento para todos os cantos do ambiente deixou claro de quem se tratava.

    — Onde está a Espada de Crunor?
    — Escondida.

    Sua voz era grave e reconfortante, mas tinha um quê de nervosismo.

    — E as demais relíquias? E seus correligionários?
    — Escondidos.

    Rashid bebericou seu uísque, achando graça.

    — Sabe do tamanho do risco que está correndo?
    — Conheço perfeitamente o risco que estou correndo.

    O comerciante assentiu várias vezes, divertindo-se com a ousadia de Jason Walker. Os boatos ao seu respeito eram muito justos; era jovem, mas tinha muita coragem, e aquilo ficava demonstrado pelo simples fato de que decidira romper todas as barreiras do imponderável e abordá-lo, sabendo que ele havia se filiado a Ferumbras recentemente.

    — Presumo que procure pela Túnica Rubra, e que saiba que a vendi ao Inominado há menos de dois dias.

    O outro deu um gole rápido em seu vinho, levantando os olhos.

    — Para negociar comigo, também presumo que tenha trazido uma oferta substancial.
    — Todas as relíquias, à exceção da Espada de Crunor e do Arco dos Elfos, serão suas após o fim da crise.

    Rashid sorriu amarelo.

    — Não me parece um acordo justo.
    — Temi que dissesse isso.

    Era uma terceira voz. Trazendo consigo uma espada bonita e rara, que certamente era produto do acampamento Outlaw, Jason Walker ingressou na taverna, apontando-a para ele. Defronte dele, o homem musculoso e barbudo se materializou na pessoa do obtuso arqueiro Leonard Saint, que levantou a taça de vinho, em sinal de reverência, tomando outro gole.

    Rashid sacudiu a cabeça de novo, surpreso.
    — Quase não percebi. Que plano engenhoso.

    Jason arqueou as sobrancelhas.

    — A Túnica já foi vendida e ele detém sua propriedade — Rashid não moveu um músculo sequer, mesmo diante da surpresa. — Não há mais o que eu possa fazer para ajudá-los. Sinto muito.

    O cavaleiro venceu a distância devagar até ele e pressionou a espada contra a sua garganta. Rashid engoliu em seco. Era um grande comerciante, mas não sabia combater; se Jason decidisse matá-lo, não havia nada que pudesse fazer.

    — Não vou tirar sua vida — disse, enquanto uma mulher robusta saía de dentro da taverna de Boozer, trazendo o estalajadeiro rendido sob a mira de seu cajado. Rashid respirou fundo, fechando os olhos por um instante. — Quero saber onde estava a Túnica quando você a encontrou. Sei que não pode mais tomar posse dela, porque já a vendeu, mas conseguirei rastreá-la a partir do seu primeiro esconderijo.
    — É um plano ousado, e essa é uma informação importante. Mate-me agora se quiser, Walker, mas entenda que nada lhe será fornecido por mim se não houver uma justa contrapartida. A promessa de entrega das relíquias após uma vitória improvável é insuficiente. Então — ele bebeu o restante do uísque de um só gole —, sugiro que melhore sua oferta.

    Jason franziu os lábios e levantou a espada, deliberando.

    — Prepare-se para nunca mais precisar trabalhar.

    PRÓXIMO EPISÓDIO: CAPÍTULO XI – O PENÚLTIMO GENERAL
    O Exorcismo de Alyssa Amber
    Acompanhe o piloto do thriller mais recente da seção Roleplay!

    Jason Walker e o Patrono do Apocalipse

    Acompanhe a quinta e última história de Jason Walker na seção Roleplay!

  5. #35
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    Cara, até onde vi a Chimera vai dar um trabalho do cacete, mas todos eles parecem estar preparados pra isso, ao ponto de terem conseguido enganar Rashid.

    Ótimo capítulo Neal, trouxe a Bellatrix de volta, Ferumbras ameaça fazer o que Lúcifer não quis fazer, e agora aparentemente a Túnica Rubra não parece estar nas mãos de Ferumbras, por alguma razão. Ou entendi algo errado. A história tá caminhando muito bem.

    Continue, parceiro. Como dito, irei continuar acompanhando, apesar de tudo.






    A propósito, futanari é hermafrodita em japonês. Você ficaria chocado com o quanto de pessoas que adoram futanaris, incluindo a Flea. Não no bom sentido.








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  6. #36

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    Passei um tempo sem frequentar o fórum, e fico surpreso que a história esteja continuando(muitas acabam repentinamente, sem um fim), estou gostando muito da narrativa, e de como os as coisas vem se desenrolando, continue o ótimo trabalho que está fazendo, Neal.

    Aquele abraço!

  7. #37
    Avatar de Ameyuri Ringo
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    Esplêndido meu caso amigo oque bulufas Jason vai da a ele ta uma aposentadoria da previdencia brasileira ? Kkk saberemos logo mais... u.u parabéns neal gostinho de quero mais!
    Ameyuri Ringo The Ghost Of Sparta!!!

  8. #38
    Avatar de Neal Caffrey
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    Rapaziada, mais um, a toque de caixa. Decidi mandar já considerando o número de comentários de ontem pra hoje.

    NO CAPÍTULO ANTERIOR: Jason e os outros, junto de Bellatrix, bolam um plano para encurralar Rashid e extrair dele informações a respeito da Túnica Rubra. Como esperado, o comerciante não morde a isca, e Jason modifica a estratégia de ação durante a sua implementação.

    CAPÍTULO XI – O PENÚLTIMO GENERAL

    Chimera era uma criatura estranha. Seu corpo era um pouco menos esguio do que o da maioria das mulheres do antigo continente; sobravam algumas gordurinhas aqui ou ali. O espartilho fino e prateado e a calça de náilon colados ao corpo deixavam bastante evidentes essas diferenças, mas ela era o tipo de ser que não se importava com a aparência que tinha, contanto que fosse capaz de cumprir as ordens que recebia.

    Seus olhos há muito tempo já haviam assumido aquela aparência nefasta, na posição vertical, como os de um felino astuto, sempre perspicazes sob o cabelo curto e muito preto. Embora sempre usasse saltos altos e finos, sua mobilidade era invejável para alguém que combatia usando um machado. A serpente bizarra que lhe servia de cauda só fazia compor os extremos entre a sua aparência e a sua qualidade no combate.

    Ela afiava o machado descansadamente no andar principal do depósito de Venore quando o comerciante chegou, usando aquela estranha combinação de vestes orientais verdes e turbante árabe. Sequer olhou para ela quando marchou no sentido das escadas que desciam ao subsolo, onde havia uma segunda taverna, extraoficial, que rivalizava covardemente com a de Boozer, que trabalhava licitamente.

    Chimera franziu o cenho e testou o fio do machado, prendendo-o ao coldre às costas. As ordens dadas a Rashid tinham sido muito expressas: se fosse procurado por Jason Walker, deveria se reportar a ela imediatamente. Não era do seu feitio, contudo, passar por ela sem cumprimentá-la; algo parecia correr muito mal.

    Ela atravessou o depósito e desceu as escadas de mão, devagar.

    No andar de baixo, barris e mais barris de cerveja amontoavam-se nos cantos na penumbra. Seus olhos, que eram sempre espertos, não demoraram para registrar o fato de que ele não estava em local algum visível. O chão de madeira rangia um pouco pelo peso que tinha que suportar. Outra vez, ela atravessou o andar até o outro lado e desceu com cautela as escadarias de mão.

    Ali, o ambiente era totalmente iluminado por archotes presos às paredes com suas chamas infinitas. O local onde descera era pequeno, apertado e quadrado, mas um arco de pedra levava a um salão um pouco maior, onde ocorriam as atividades ilícitas de um feiticeiro louco e cheio de dívidas e de alguns comerciantes que não tinham licença para comercializar.

    Rashid estava sentado na mesa mais distante, com um copo de vodca entre as mãos, em silêncio. Os responsáveis pela taverna e o feiticeiro não estavam em local algum visível. Ela atravessou o salão, os olhos atentos, desviando das inúmeras mesas e sentando-se defronte dele.

    Os dois se encararam por algum momento sem dizer nada. Rashid foi o responsável por quebrar o silêncio.

    — Ele me procurou.

    Ele deu um gole na vodca. Chimera sentiu o coração descompassar por um instante; estava ansioso pela oportunidade de entregar Jason Walker a Ferumbras, e havia ordens expressas para que, mesmo que o cavaleiro estivesse morto, o arqueiro obtuso fosse entregue com vida.

    — E onde está?

    Uma flecha cortou o ar, chiando, e se alojou na nuca de Chimera, a parte frontal da munição saindo pela sua testa. Ela franziu as sobrancelhas e virou-se devagar.

    Na penumbra, Leonard Saint segurava seu arco um pouco mais baixo do que o normal, curioso. Aparentemente, esperava que algo acontecesse.

    Um a um, eles foram surgindo. Primeiro, o incandescente desgarrado, segurando um cajado simples a meia altura, andando devagar. Depois, o demônio cristão, carregando também um cajado, dando passos vacilantes. Logo atrás, Zathroth, com sua imensa espada de ferro negro, e o demônio que Chimera reconheceu como sendo Bellatrix, a antiga responsável pela manutenção da ilha de Folda, antes de Jason Walker libertá-la do comando de Zathroth.

    Finalmente, Jason surgiu, por último. Carregava uma espada bonita, mas simples; não se parecia com a Espada de Crunor, ao menos com aquela que todos conheciam.

    Chimera, tecnicamente, estava encurralada. Rashid não se moveu sequer um centímetro, e continuou com suas atenções concentradas no copo de cachaça. O monstro levantou-se devagar e começou a bater palmas, lenta e deliberadamente, os olhos fixos no rosto de Jason Walker.

    — Muito bem — aprovou, puxando a flecha pelo rabo e atirando-a no chão com desdém. — Vocês foram bem até agora. Gosto do que vejo. Porém, é importante salientar que não vejo relíquia alguma. Estou certa em dizer que vocês rastrearam boa parte delas?

    Jason franziu os lábios e nada respondeu, mantendo-se alerta.

    — Entendo — ela refletiu por um segundo. — Escondidas. Sinal de que não confiam tanto na missão que vieram desempenhar hoje, certo?
    — Tenho uma proposta para você, e espero que me escute com atenção.

    Chimera levantou uma sobrancelha, olhando para Leonard, o responsável pela frase. Ela cruzou os braços e aguardou.

    — Entregue a sua cauda, saia de Venore pela porta dos fundos e aguarde pelo final de tudo. Existe uma chance de que você saia viva, apesar do que aconteceu com Górgon, Cerberus e Procusto.

    Agora, ela ria abertamente, achando muita graça.

    — Propõem que eu o traia, que me filie a vocês e que aguarde que coloquem ordem no mundo. Estou certa?
    — Ninguém poderia definir melhor.

    Ela franziu os lábios e lançou um olhar para o teto.

    — Bem… não.

    Seu movimento seguinte foi muito rápido.

    Em poucos milésimos de segundo, ela estava sobre Bellatrix, que foi pega totalmente de surpresa. O demônio de Zathroth tentou fazer um movimento qualquer para se desvencilhar, mas a velocidade de Chimera era impressionante. Com uma mão, dominou seu braço esquerdo; com a outra, apertou seu pescoço em um clinch firme e resistente; nos segundos seguintes, desferiu seis ou sete joelhadas com força na cabeça de Bellatrix, que caiu, desacordada.

    Zathroth foi o primeiro a ingressar no combate, brandindo sua espada com ferocidade, mas com estratégia. Os passos dados por Chimera eram repetidos por ele no sentido contrário, mas, em poucos segundos, ele também foi dominado. Ela o desarmou e o acertou no rosto com um soco, e Zathroth quedou inerte também ao lado de Bellatrix.

    John e Randal avançaram, disparando feitiços. Nos fundos da taverna, Rashid não se movia; parecia totalmente confiante de que teria condições de se desvencilhar de qualquer coisa que fosse atirada contra ele, e não se importava com o fato de que mesas e cadeiras voavam nos arredores e se espatifavam nas paredes.

    Agora, o rabo de serpente do monstro também participava do combate, dando botes na altura dos tornozelos dos dois feiticeiros, sem muito sucesso, mas desequilibrando-os aqui e ali. As magias disparadas refletiam-se no corpo do monstro e explodiam nas paredes, no teto e no chão; em poucos minutos, Chimera nocauteou Randal com um chute na cabeça e avançou contra John, rugindo como um leão.

    Leonard começou a disparar suas flechas, que iam se alojando nas costas do bicho, somente fazendo retardá-lo, mas não criando qualquer situação de letalidade. Jason, que observava o combate a distância, tinha que confiar no poder de regeneração dos amigos; não podia ingressar no combate, ainda não.

    Chimera girou o quadril e acertou o rosto de John com seu rabo de serpente. O antigo incandescente de Crunor perdeu o equilíbrio, mas não caiu; somente foi tirado de combate quando ela lhe acertou um bom pisão frontal, ao que ele despencou sobre Randal.

    A carnificina estava próxima. Jason levantou sua espada devagar, os olhos fixos nos de Chimera, que avançava contra ele como uma fera selvagem.

    Ela atirou a cabeça para a frente e Jason saltou para o lado, golpeando-a com o cabo da espada. A cauda de serpente aplicou-lhe uma rasteira, mas ele rolou para trás, levantando-se depressa. Sentia as dificuldades de combater sem a Espada de Crunor, que lhe conferia habilidades distintas, mas teria que ser daquele jeito.

    Jason recuou devagar de espada em punho, Leonard disparando projéteis encantados sem parar. Quando Chimera finalmente tivesse findado aquele combate, seu corpo se pareceria com uma peneira, sem sombra de dúvidas.

    Enfim, Jason e Leonard estavam acuados a um canto da taverna, o cavaleiro de espada nas mãos, o arqueiro segurando um punhal antigo e gasto. Chimera abriu os braços em posição de ataque, a serpente chiando atrás de si, ansiosa pelo seu almoço do dia. Jason encostou-se na parede e Leonard espelhou seu movimento, ambos encurralados, sem saber para onde ir.

    — Últimas palavras? — ela perguntou, mostrando suas presas afiadas.
    — Sim — disse Rashid, atrás dela. — Você devia ter aceitado o acordo.

    O comerciante puxou o machado de seu coldre e golpeou no sentido vertical o braço esquerdo do monstro. O sangue esguichou nas paredes, no teto e no chão quando aquele membro caiu, e Chimera virou-se nos calcanhares, surpresa demais.

    Foi a deixa necessária. Jason segurou firmemente pelo pescoço da serpente e separou-a de Chimera com um bom golpe de espada na junção entre os dois, segurando a cobra com firmeza. Imediatamente, percebeu que as lendas de Belerofonte e Hércules eram verdadeiras; Chimera, que sofrera diversas avarias pelas flechadas de Leonard e pelo golpe de machado de Rashid, caiu de joelhos, olhando para o comerciante com incredulidade enquanto um líquido viscoso corria-lhe pelos olhos.

    Leonard assentiu quando Jason olhou para ele e tomou o machado de Rashid, cravando-o com força na cabeça do bicho e sacando-o depois.

    O penúltimo dos grandes generais de Ferumbras se fora.

    Quase no mesmo momento em que Jason entregou o rabo de serpente de Chimera a Rashid, que o recebeu, satisfeito, toda a estrutura do local começou a sacudir violentamente. Bellatrix, Randal, John e Zathroth, de pé, aproximaram-se devagar, um pouco zonzos por causa da surra que haviam levado, mas todos muito inteiros.

    Não demorou para que eles decidissem deixar o subsolo e voltar ao depósito. Ali, os habitantes de Venore iam se acumulando, todos muito surpresos pelo terremoto recente. Um segundo depois, a voz de Ferumbras pode ser ouvida, alta, clara e absolutamente discernível, e parecia mais assassina do que nunca.

    — Jason Walker, até este momento, tenho permitido que você promova todo tipo de embaraços em meu continente. Matou quatro dos meus cinco generais, vem tentando reunindo relíquias históricas pelas minhas costas e sendo protegido por amigos mais habilidosos do que você. Dados os planos que tinha traçado para a sua atuação comigo, isto é nada mais do que… uma lástima.

    Jason engoliu em seco, os olhos disparando para todos os lados do depósito enquanto tentava localizar a fonte da voz, mas ela parecia simplesmente vir de todos os lugares.

    — Sei que estão em Venore, e que, provavelmente, os cidadãos estão acobertando suas atividades. Não os punirei por isso, exceto caso decidam-se por desobedecer minhas ordens a partir de agora.

    “É meio-dia. Vocês têm até as seis da tarde para se entregar espontaneamente em Carlin ao meu general, Morfeu. Leonard Saint, o arqueiro que matou Cain, deverá se reportar no mesmo período diretamente a mim, em Edron. Caso o prazo flua e nenhum de vocês se entregue, matarei Heloise Pennyworth pessoalmente, e o farei da forma mais lenta, dolorosa e punitiva quanto for possível. Se Leonard Saint não atender ao meu chamado, matarei Daniel Steelsoul, da mesma forma. E se a morte de qualquer dos dois não representar absolutamente nada para vocês, a população de Carlin e Edron será molestada, dia após dia, hora após hora, minuto após minuto e segundo após segundo, até que cada um de vocês tenha criado suficiente consciência de que a apresentação espontânea impedirá o derramamento desnecessário de sangue, além daquele que vocês já vêm covarde e impunemente derramando nos últimos dias.

    “Reporto-me, agora, diretamente aos cidadãos de Venore. Uma razoável tropa do meu exército está se dirigindo até a sua cidade neste exato momento. Se algum cidadão, qualquer cidadão, ousar acobertar Jason Walker ou seus correligionários, a cidade será severa e exemplarmente punida. De outro modo, caso qualquer cidadão tenha qualquer pista que me possa ser fornecida a respeito do paradeiro do cavaleiro desgarrado e de seu grupo, a cidade será poupada e não mais será envolvida na guerra que travamos contra os ímpios e impuros. Meus soldados retirar-se-ão e Venore nunca mais verá as cores do meu exército. Não descartarei a bonificação pessoal, ao meu total critério, e poderemos discutir a concessão de qualquer benefício que o delator merecerá se me fornecer informações úteis.

    “Para os que não conhecem Jason Walker e sua aparência, bem como a de seu grupo, reporto-me à detenção de relíquias históricas por parte de todos eles. O cavaleiro tem a Espada de Crunor e o arqueiro tem o Arco dos Elfos. Identifiquem-nos e tragam-nos para mim, e serão recompensados.

    “Vocês têm seis horas. Após, não restará pedra sobre pedra em Venore.”

    Devagar e tentando não chamar muita atenção, Jason e os outros baixaram a cabeça e se dirigiram à saída leste do depósito, que tinha uma escada de mão no sentido ascendente, de volta às plataformas. Evidentemente, todos os olhares convergiram para eles, e não demorou para que os cochichos aos pares começassem. Eles conseguiram alcançar os corredores superiores antes que alguém pudesse apontar para eles.

    Até a residência oficial de Crunor, a correria foi intensa. Tomaram diversas vias distintas para fugir dos olhares dos transeuntes, e custaram a conseguir entrar na casa, porque um pequeno grupo se reunia na propriedade vizinha, traçando planos para passar um pente fino na cidade e entregá-los.

    John selou magicamente a porta e todos se colocaram para dentro, exaustos e preocupados, à exceção do pequeno Noodles, que saltou imediatamente para o colo de Bellatrix, que o acariciou distraidamente atrás das orelhas.

    — Como vamos fazer isso?

    Jason havia sido o primeiro a romper o silêncio. John arqueou as sobrancelhas, encostando-se na parede de pedra.

    — Não é possível que esteja considerando verdadeiramente se entregar.
    — Ele vai matar Heloise e Daniel, John! Temos que…

    Rashid pigarreou. Por alguns minutos, Jason havia se esquecido de que ele estava ali, agora junto do grupo.

    — A Túnica Rubra foi, primeiramente, de propriedade de um antigo feiticeiro chamado Cachero — explicou, absolutamente alheio à discussão do restante do grupo. — Ele o vendeu para um outro cavaleiro, um espadachim, chamado Rhalf. Não demorou para que a relíquia chegasse às mãos de Carlos, o Lendário, outro cavaleiro, também espadachim. O rastro dela se perdeu nas mãos de um comerciante chamado Obi, um rico vendedor do vilarejo de Rookgaard.

    Jason arqueou as sobrancelhas. Conhecia Obi muito bem, cumprimentava-o durante boa parte de sua infância antes de chegar aos cuidados de Margareth, aos 12 anos. Realmente, era rico, apesar de vender armamentos e armaduras de segunda mão. Agora, tudo parecia se encaixar como deveria.

    — Obi confiou a proteção da relíquia a um minotauro, a quem os demais chamavam de Sheng, o Aprendiz.
    — “Chamavam”? — Jason, que ouvira falar do minotauro mágico, estranhou.

    Rashid balançou a cabeça, contrafeito.

    — Tive de matá-lo. A última marca gravada na relíquia, contudo, foi a minha. O Inominado não a tocou, ao menos não diretamente, mas Morfeu pode tê-la utilizado em algum momento, porque a caixa que a continha foi confiada a ele. Foi, provavelmente, quando ele a corrompeu. Tudo que sei é que Morfeu sabe do paradeiro da relíquia. Então, se vão a Carlin… pode valer a pena interrogá-lo.

    Ele exigiu que John liberasse a porta, guardando a cauda de Chimera cuidadosamente numa bolsa que trazia consigo.

    — Vai embora?
    — Obviamente. Essa guerra não é minha e, certamente, não quero estar em Venore quando ele chegar.

    Batendo a porta atrás de si, Rashid deixou a casa.

    PRÓXIMO EPISÓDIO: CAPÍTULO XII - LINHA DE SANGUE
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  9. #39
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    Chimera socou geral e podia ter realmente matado todo mundo se Rashid não tivesse feito alguma coisa. Foi uma ótima cena.

    Cara, excelente capítulo como sempre. Parece que o grupo vai se dividir ou ir todo mundo junto o mais rápido possível para Carlin e depois Edron, que parece ser o palco do duelo final entre Jason e Ferumbras. Creio que seja isso mesmo, e tenho altas expectativas pra isso.

    No mais:

    — Ele o vendeu para um outro cavaleiro, um espadachim, chamado Rhalf. Não demorou para que a relíquia chegasse às mãos de Carlos, o Lendário, outro cavaleiro, também espadachim. O rastro dela se perdeu nas mãos de um comerciante chamado Obi, um rico vendedor do vilarejo de Rookgaard.
    Você disse que faria uma referência a mim e achei que seria um pouco difícil encontrá-la, mas tá aí Ia ser foda se dissesse que era um maluco de machado, pois o "CarlosLendario" vem de um personagem que criei no Tibia no passado que se chamava de "Bárbaro Lendário", um EK de machado. Gostava tanto dele que criei esse nick aí e passei a usar em tudo, ao menos até uns anos atrás. Mas gostei mesmo assim, parceiro, agradeço mesmo por isso.

    No aguardo do próximo.



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  10. #40
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    Grande batalha parabéns neal na expectativa do próximo abraço.

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