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Tópico: Jason Walker e o Patrono do Apocalipse

  1. #61
    Avatar de Neal Caffrey
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    No episódio anterior: A luta contra Ferumbras em Yalahar gerou mais uma baixa, sob a intensa revolta de Jason por perder mais um aliado. Entrementes, o grupo tenta descobrir como reparar a Túnica Rubra, o último artefato antes da aparição do Patrono do Apocalipse.

    CAPÍTULO XVIII – MEMÓRIAS


    Perdido em pensamentos, Randal, sentado solitário à mesa de refeições, achava-se ao mesmo tempo afortunado e azarado. Jason e os outros o haviam tirado do purgatório, sob verdadeiras promessas, o que acabou se concretizando nos meses seguintes. Jamais achava, contudo, que deixaria de ser um demônio em algum momento de sua vã existência. John, contudo, provara que ele estava errado.

    Por um instante seguinte, deixou-se retornar à sua vida pretérita, antes da superveniência daqueles fatídicos acontecimentos.

    Lembrava-se de como gostava de apreciar o sol se pondo, e de como se sentia surpreso pelo fato de que Jason Walker tinha o mesmo costume, e que também costumava sentar-se solto no cais, balançando as pernas enquanto assistia ao não raro, mas miraculoso, espetáculo da natureza. Todo santo dia, de manhã, o sol ressurgia, como se nunca tivesse ido embora na noite anterior. Aquilo dava a Randal a sensação de que tudo na vida era transitório, mesmo a mais fulcral das sensações.

    Quando Crunor apareceu, retirando-o dos quintos dos infernos e oferecendo-lhe uma nova oportunidade, imediatamente negou. Embora não entendesse que fizera o suficiente em vida para ir parar no inferno, certamente que entendia que o julgamento do Criador era justo e que, por esse motivo, não havia muito o que contestar a respeito daquilo que o universo lhe roteirizara. Semanas depois, no entanto, Lúcifer também o procurou, numa das vagas vezes em que tinha autorização para deixar a jaula, trazendo consigo uma relíquia histórica. O Colar de Contas.

    Sob a promessa de que bastaria protegê-lo, Randal deixou o inferno e foi parar no purgatório, conservando o seu corpo humano, do qual tanto gostava, a bem da verdade. Embora os demônios cristãos e tibianos estivessem ali, disputando um espaço que, verdadeiramente, não pertencia a ninguém, Randal não se esqueceu de sua missão e imediatamente se estabeleceu como um sujeito pacífico e simultaneamente insignificante, começando, poucos dias após, o estudo sobre o cultivo e a formação dos soil, que haviam sido tão importantes na jornada de todos recentemente.

    Pouco se sabia sobre o Colar de Contas, mas, depois de um tempo, Randal aprendeu como usá-lo. O Colar, criado por Uman, conservava dentro de si o poder de uma alma, e era capaz de implodir qualquer coisa mortal que se movesse. Obviamente, Randal nunca utilizara a relíquia, e achava que, dentre as 12, aquela era a mais agressiva. Lúcifer podia tê-la utilizado, mas não achava que tinha condições, de qualquer forma.

    Em breve, os seres locais começaram a respeitá-lo não pelo que ele era, mas pelo que ele fazia. Tornara-se um importante traficante de influência na região, e possibilitara o retorno de muitos demônios para o inferno com o seu cultivo, mas achava que sua missão ia além daquilo. Tardou muito para que se lembrasse de sua verdadeira história, do artesão capaz que costumava ser no passado, e de como tinha o fito de beber até se cansar, retornar para casa e espancar a mulher e os dois filhos até a inconsciência.

    Em não raras ocasiões, sacudia a cabeça, arrependendo-se. Estava certo de que aquele não era um sentimento próprio dos demônios e, afinal, o amor pela família foi o que o salvou da danação eterna, impedindo-o de conservar aqueles sentimentos próprios das criaturas nefastas comandadas por Lúcifer. Para ele, havia um horizonte: se houvesse um único mortal que tivesse suficiente coragem para cruzar o liminar entre o mundo físico e o mundo sensível, ele deveria estar pronto para se aproveitar da vantagem.

    Quando Jason Walker surgiu com o arcanjo e o arqueiro obtuso em seus calcanhares, não foi necessário fingir. Bastava a Randal que fosse com eles o que tinha sido com todos desde que chegara ao purgatório: uma criatura dócil, amigável, cheio de informações para trocar e com um poder de barganha incrível. Deu certo. Embora o cavaleiro tivesse retornado do inferno num estado de semimorte, pronto para divertir-se com Lúcifer no limbo, e trazendo consigo um incandescente injustamente condenado ao inferno, Randal conseguiu sua passagem para fora. Progrediu. Ninguém nunca saberia que ele tinha uma relíquia, exceto, de fato, caso alguém soubesse.

    E Zathroth sabia. Em não raras oportunidades, salvara sua vida com o único fito de proteger a relíquia. Depois de um tempo, tornaram-se amigos. Depois de mais um tempo, tornaram-se irmãos. No momento em que Zathroth morreu, eram absolutamente inseparáveis. Daria a vida por ele, e ele por Randal. Assim como qualquer um dos dois daria a vida por qualquer um dos outros, porque todos se sentiam, agora, parte de uma mesma família.
    Família.

    O antigo demônio sorriu ao lembrar-se de sua descendência. É óbvio que certas informações não precisavam ser difundidas, pelo que a guardar para si poderia ser o suficiente. Ele se lembrava, é claro, muito bem do nome que ostentou em vida há tantos séculos, quando agia como um perfeito idiota, o que justificou o fato de que sua mulher cravou um machado em sua cabeça enquanto dormia, nocauteado pelo álcool.

    Fergus. Fergus Florence Walker. Um dos mais antigos antepassados de Jason e contemporâneo de Joseph Walker Prince e John, o único que conhecia sua verdadeira descendência.

    Ele subiu as escadas a leste e ingressou no quarto vazio que era dividido por Jason Walker e Leonard Specter Saint. Sorriu com tristeza ao analisar a árvore genealógica gentilmente presa à parede por Samuel, na véspera da chegada deles.

    A linha ascendente direta de Jason chegava a Fergus Walker há 18 séculos, riscado do mapa por conta de um homicídio cometido sob forte comoção. E que figura fantástica era Grace Walker. Uma pena que tivesse sido espancada tantas vezes.

    Ao menos, Michael Walker lhe dera uma descendência muito florida, até chegar a Jason, o último dos Walker vivo. Talvez pelo sangue que pulsava em suas veias, talvez porque tivesse o Colar de Contas, mas Randal era muito bem quisto por Crunor e por Lúcifer simultaneamente. Conseguira, ao mesmo tempo, obter a simpatia de ambos os lados. Se aquilo não significava a redenção de toda uma vida, era difícil dizer o que significaria.

    Jason e Leonard retornaram ao quarto mais tarde, o cavaleiro parecendo muito exasperado por alguma razão. Ele trazia a Túnica Rubra consigo, e espantou-se ao notar que Randal estava ali.

    O arqueiro sacudiu a cabeça como quem dissesse “alô”, e Randal apontou para a árvore genealógica, decidindo romper o silêncio. Seu polegar repousou por um curto momento sobre o nome que o representava enquanto vivo, ao que a boca de Jason se abriu em um “O” tão perfeito que era uma expressão digna de Leonard.

    Os dois se aproximaram, analisando a árvore com atenção e devoção.

    — Fergus? — perguntou Jason, a voz embargada.

    Randal deu-lhe um sorriso triste.

    — Isso foi há muito tempo atrás. Meu nome é Randal.

    Ele tirou o Colar de Contas e o colocou no pescoço de Jason, que não sabia como reagir.

    — Pronto — aprovou. — Agora, você tem mais uma relíquia.

    Jason decidiu abrir o fecho e acorrentar o Anel Finalíssimo, que passou a fazer parte do Colar de Contas, fechando-o outra vez em volta do próprio pescoço.

    — Incrível como todas as pessoas do mundo parecem ser aparentadas comigo e com Leonard. Estou surpreso de não encontrar Margareth nessa árvore.

    John chegou no instante seguinte, compreendendo prontamente a controvérsia.

    — Parece que estamos todos em família, afinal.
    — Vou deixar passar o fato de que você sabia disso e nunca nos contou.
    — É. Tanto faz. Só tente ser um pouco menos emotivo.

    Por um longo tempo, todos olharam para a árvore genealógica das famílias Walker e Specter, sentindo um turbilhão de emoções. Afinal, a família Walker era tão antiga quanto se sabia, tendo-se iniciado a partir do próprio Crunor, que não tinha pudores de descer e coabitar com a própria criação, vez ou outra. Lilian Walker tinha sido a outra vertente que iniciou a família. Era simplesmente arrebatador vê-los todos ali.

    Randal respirou fundo, pela primeira vez totalmente satisfeito. Embora o trajeto até ali não tivesse sido dos mais fáceis, a companhia dos seus familiares tinha tornado mais prazeroso.

    Que Grace me perdoe, pensou, pesaroso.

    *

    Sentado sobre os escombros do castelo de Edron, Ferumbras balançava a cabeça, deveras desgostoso. Tinha sido combatido, embora não com tudo aquilo que tinham, e o saldo havia sido muito negativo para ele em Yalahar naqueles dias. Que lástima.

    No segundo seguinte, ele estava diante de um amplo conjunto de escadas que levava no sentido descendente, protegido por grades imensas. Lá embaixo, alguma coisa se movia, arrastando-se, impaciente. As paredes de pedra pareciam fechar-se ao seu redor, e o chão cheio de sangue seco sugeria que aquele era o local onde as melhores carnificinas aconteciam.

    Repentinamente, o feiticeiro pegou-se pensando no passado, sobre como a primeira passagem pela Terra havia sido muito mais interessante do que aquela. Não havia Jason Walker, Leonard Saint ou sua obstinação para atrapalhá-lo a alcançar seus objetivos, e Crunor era obrigado a combater em duas frentes fortes, distintas e periculosas. Enquanto Lúcifer trazia Cain para si, ele, Ferumbras, tomava Carlin, Thais, Venore e Edron de assalto. Morfeu havia sido um soldado mais do que leal na ocasião. Era ruim que tivesse sido derrotado por guerreiros muito menos talentosos naquele tempo.

    De todas as falhas fulcrais que havia cometido, tentar invadir Senja teria sido a pior de todas. Samuel o desafiara, e ele fora cobrá-lo. Era a mais violenta das más decisões.

    Quando Ferumbras ousou ingressar na redoma de proteção criada nos entornos do castelo, era como se sua alma estivesse em chamas, irremediavelmente irreparável. Cindido ao meio, seu espírito nunca mais foi o mesmo. Aquele havia sido o início do fim. Embora Crunor fosse verdadeiramente muito menos poderoso, o combate se inverteu. E sua jaula no espaço, nova em folha, recém construída, onde Urano o atormentaria por toda a eternidade, já aguardava por ele quando foi reconduzido.

    Não era, contudo, o momento de cometer novas falhas.

    Perdera Chimera, Procusto, Górgon, Cerberus e, recentemente, Morfeu. Todos os seus cinco melhores generais haviam sido destruídos pela sagacidade de Jason e dos outros. Na ânsia de dividir para conquistar, Ferumbras havia cometido erros básicos de combate, de batalha e de estratégia. Não tinha mais seus maiores combatentes e, considerando-se o fato de que enfrentara todos eles e quase todos haviam saído muito vivos da luta em Yalahar, era humilde da sua parte pensar que precisava de mais alguém consigo.

    Oblivion, ou Samuel, tinha sido o responsável por destruir Morgaroth e Ghazbaran. Sozinhos, Jason Walker e os outros varreram Apocalypse, Infernatil, Verminor e Bazir. Tafariel, Ashfalor e Pumin haviam sido mortos por Zathroth em pessoa. Agora solto no limbo, embora Ferumbras não soubesse disso, Lúcifer e o detetive travavam uma batalha infinita em que nenhum dos dois morreria. Embora fossem combatentes de classe menor, teriam formado uma boa equipe dos sonhos, se estivessem dispostos para tanto. Agora, nem mesmo Zathroth estava aqui para negociar. Seria necessário capitalizar, ou abraçar a destruição. Ao menos, a Túnica Rubra nunca mais poderia ser acessada.

    Lá embaixo, dentro da prisão improvisada, o som do linóleo sendo partido pode ser ouvido, arrancando Ferumbras de seus devaneios. Ele franziu os lábios e o cenho, incrédulo que tivesse que recorrer àquela estupidez para garantir o seu ponto de vantagem. Embora fosse triste, era necessário. Vencer Jason Walker e vingar Cain sete vezes eram o plano primordial, não importava a que custo.

    Respirando fundo, ele desceu as escadas devagar, dissolvendo as barras diante de si somente por tempo suficiente para atravessar, recompondo-as de novo.

    O domo era perfeitamente quadrado, e faltavam pedaços das paredes e do chão. Apesar disso, a destruição era menor do que se imaginava, pelo que Ferumbras imaginou que Crunor operava magia no local, regenerando a prisão de tempos em tempos.

    Agora, diante dele, estava uma das criaturas mais temidas do mundo.

    O corpo muito vermelho e torneado era sustentado por quatro patas, que terminavam em pés enormes com grandes garras. Os braços eram longos demais para o corpo, e arrastavam no chão conforme ele caminhava para cá e para lá. Duas serpentes imensas brotavam-lhe das costas, servindo de suporte, e os ombros conservavam aqueles medonhos espinhos abissais, naturais a todo demônio que passava tempo demais na danação.

    O cheiro de Ferumbras chamou a atenção da criatura, que levantou a cabeça, interessada. Seu par de chifres negros reluziu sob a luz mágica que preenchia o ambiente. Sua bocarra, sob os olhos amarelos, abriu-se num sorriso medonho.

    Quando o bicho endireitou o corpo, sua altura ultrapassava em muito a de Ferumbras, dobrando-a com facilidade. Durante todo aquele momento, o feiticeiro não descruzou as mãos defronte do corpo. Embora, até mesmo para ele, aquele monstro horripilante causasse os piores arrepios, era necessário manter o controle da situação.

    O bicho avançou devagar, pé ante pé, estacando a dois passos de Ferumbras. Ele abaixou-se também muito devagar, atirando o pescoço para frente e nivelando seu rosto ao do feiticeiro. Tudo aquilo aconteceu em menos de cinco segundos. A distância que separava os dois pares de olhos era de menos de 30 centímetros.

    — Ferumbras — disse o bicho, com sua voz profunda e rascante e o hálito de mil corpos apodrecidos.
    — Gaz’Haragoth — respondeu o feiticeiro, dominando a voz.

    A criatura não piscou.

    — Há tempos não tenho um humano aqui dentro.
    — Roshamuul é uma cidade convenientemente esquecida, assim como a prisão que ela sustenta. Guardar cães infernais, torturadores do inferno, demônios, ceifadores e outras criaturas do gênero não é para qualquer cidade.

    Gaz’Haragoth fungou, endireitando-se finalmente. Seus olhos não desgrudaram de Ferumbras por um segundo sequer.

    — Estou preso há mais de seis milhões de anos.

    Ferumbras assentiu, os olhos registrando as paredes de pedra da prisão.

    — Estou ciente. Seus ataques sempre trouxeram morte e danação. Crunor tinha que o conter de alguma forma.

    O piso de linóleo recentemente recomposto trincou sob as quatro patas de Gaz’Haragoth ao ouvir o nome de Crunor. Imediatamente, embora não tivesse sorrido, Ferumbras registrou o fato de que as lendas eram verdadeiras: Crunor o trancafiara porque não soubera como destruí-lo, e a criatura tinha sede de vingança.

    Por mais perigoso que tudo pudesse parecer, era importante que as coisas estivessem se delineando naquele sentido.

    — Posso tirá-lo daqui.

    Gaz’Haragoth bufou, atirando lava no chão.

    O linóleo derreteu muito rapidamente entre a posição dos dois. Ferumbras também registrou a volatilidade do bicho.

    — Ninguém pode me tirar daqui. Crunor fez a cela como fez para ser inviolável.
    — Não é impressionante, contudo, que eu esteja aqui dentro, conversando com você?

    Os olhos peçonhentos e amarelos de Gaz’Haragoth arderam por um instante, enquanto avaliava a proposta.

    — Presumo que queira algo em troca.
    — Somente os bons préstimos da sua força e da sua coragem. Um homem chamado Jason Walker tem quase todas as relíquias antigas. Falta-lhe a Túnica Rubra, porque tratei de torná-la inacessível.

    A criatura moveu os lábios, franzindo-os.

    — Não me interesso pelos humanos.
    — Pode achar interessante o fato de que ele é o último descendente vivo de Crunor.

    De pronto, Ferumbras percebeu que vencera. Gaz’Haragoth sapateou parado no mesmo lugar, tomando impulso.

    — Tire-me daqui.
    — Imediatamente — Ferumbras ergueu seu cajado. — Não se esqueça do nosso acordo.

    PRÓXIMO EPISÓDIO: CAPÍTULO XIX - PARUSIA

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    Acompanhe o piloto do thriller mais recente da seção Roleplay!

    Jason Walker e o Patrono do Apocalipse

    Acompanhe a quinta e última história de Jason Walker na seção Roleplay!

  2. #62
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    Overpower mano quero ver combos ta combos de mais agora vai pega kkk parabens irmao!
    Ameyuri Ringo The Ghost Of Sparta!!!

  3. #63
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    Excelente capítulo mais uma vez, Neal. Como se não bastasse a surpresa de Randal ser parte da Grande Família, ainda teremos a introdução do atual (Até onde eu sei) mais poderoso boss de Tibia. Eu estou impressionado, mas também bem curioso pra saber no que isso vai dar. Eu já quis trabalhar em cima dos Demon Princes na minha outra história, eles iam ser poderosos ao nível Dragon Ball, e vendo que até o Ferumbras tem um certo medo desse cara, vejo que não tá tão distante de como vejo ele.

    Quanto ao que você falou do Ferumbras: Concordo. Pra mim ele sempre foi uma lenda extrema em Tibia, parte de sua cultura, de sua história. Apesar de terem buffado ele na Ferumbras Ascendant, não sinto que é o mesmo Ferumbras. Ia ser legal se ele fosse atrás de outro método pra vencer Jason usando as dimensões igual na quest que mencionei, mas vejo que a história tá perto do fim. É mais adequado terminar do jeito que está apontando pra terminar.

    Aguardo o próximo.



    ◉ ~~ ◉ ~ Extensão ~ ◉ ~ Life Thread ~ ◉ ~ O Mundo Perdido ~ ◉ ~ Bloodtrip ~ ◉ ~ Bloodoath ~ ◉ ~~ ◉

  4. #64

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    Sensacional os últimos episódios, fiquei um mês fora, e já tiveram mais dois!
    Fico impressionado em como sua narrativa está indo por caminhos diferentes dos que o senso comum dita, torna a leitura muito mais interessante.
    No aguardo dos próximos,
    Vitor Medeiros.
    Abraços!

  5. #65
    Avatar de Neal Caffrey
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    NO EPISÓDIO ANTERIOR: Ferumbras liberta Gaz'Haragoth e com ele se alia, com o objetivo de destruir a resistência. Jason e os outros recebem um grandessíssimo de um problema para lidar.

    CAPÍTULO XIX – PARUSIA

    Sentado à mesa de refeições, John analisava longamente dois tomos, um dos quais Jason reconhecia como sendo o Livro das Ciências Ocultas. O outro, embora consideravelmente menor e de letras mais apertadas, era desconhecido.

    — Bíblia cristã — disse o antigo incandescente, antes de ser questionado.

    Jason arqueou as sobrancelhas e se sentou, magicamente surgindo um prato cheio de bacon e ovos diante dele.

    Parusia — disse John, franzindo o cenho. — Para os cristãos tradicionais, a Segunda Vinda de Cristo.
    — Segunda vinda de quem?

    John revirou os olhos.

    — Cristo, Jesus Cristo. A versão cristã de Crunor. Gostaria de dar valor no que leio, mas tudo me parece um sincretismo abissal de tudo que nós temos até hoje. Simplesmente amalgamaram o que temos hoje, o que os pagãos tinham na época pré-grega e fizeram uma mistura, resultando nisto aqui.

    Jason engoliu o bacon de uma vez.

    — Não quero ser indelicado, mas, ao menos, parece-me que os personagens são verossímeis.
    — É, eles são — John folheou a bíblia. — Não digo que a história é falsa. Digo que não é original.

    O cavaleiro aquiesceu, sacudindo a cabeça.

    — É possível invocar a parusia com um feitiço correto — continuou o feiticeiro. — Porém, não encontro qualquer referência a ele no Livro das Ciências Ocultas.
    — É pra que é que você quer isso?
    — Porque precisamos reparar a Túnica e não temos material humano para isso.

    Jason arqueou as sobrancelhas, compreendendo. Que outro ser, na ausência de um incandescente, seria capaz de reparar a Túnica Rubra senão o próprio Crunor?

    — Que engenhoso.
    — Não vai funcionar se eu não descobrir como fazer.

    Repentinamente, Heloise entrou na sala de jantar, os olhos amedrontados e aflitos.

    — Não vão acreditar no que Ferumbras fez.

    *

    O grupo de muitas pessoas se reuniu nos arredores de um rádio antigo, que funcionava com magia. Ali, Heloise aumentou o volume e, surpreendentemente, pelo outro lado, conseguiram distinguir a voz aflita de Miraya, uma comerciante bastante conhecida no mundo antigo e que havia conseguido escapar da aniquilação de Ferumbras em Darama.

    — Bem vindos ao nosso observatório — sua voz era mais aflita do que Heloise. — Depois da brava incursão dos nossos guerreiros solitários, Jason, John, Leonard e Heloise para salvar a cidade de Yalahar dos ataques do Inominado, temos informações que, talvez, deem conta ao antigo continente sobre em que pé estamos na guerra contra ele neste momento. Sugiro a quem estiver de pé, que se sente.

    “Nossos informantes avançados nos disseram que viram uma diligência recente do Inominado na destruída e antiga cidade de Roshamuul. As criaturas no trajeto foram lenientes ao seu avanço. E as notícias dão conta de que ele se dirigiu até a prisão, no ponto mais profundo da cidade, e teria conversado com Gaz’Haragoth.

    “A conversa durou 15 minutos. Depois disso, as barras cederam e a criatura ascendeu à superfície.

    “Neste momento, não há vestígios da presença de Gaz’Haragoth em Roshamuul. Informantes informais dizem tê-lo visto caminhando próximo dos resquícios de Thais e Edron, bem como nas planícies ao norte de Carlin. Não há grau algum de confiabilidade em nenhuma dessas informações.

    “O observatório sugere que os cidadãos, ao avistá-lo, façam de todo o possível para se resguardar em abrigos, zonas de proteção e casas seguras. Gaz’Haragoth não deve ser enfrentado por ninguém, tendo arrastado dezenas de milhares de milhões de mortos ao longo dos anos em que esteve solto.

    “Repito: ninguém deve abordar Gaz’Haragoth. Não é possível vencê-lo.”

    A voz de Miraya se silenciou no exato instante em que Jason levantou a cabeça, os olhos cheios de terror espelhando os sentimentos expostos nos de John. Não demorou para que os arcanjos Gabriel e Miguel ressurgissem, sem quaisquer sinais de avarias desde a última batalha contra Ferumbras em Yalahar.

    — Ele está em Carlin — disse Miguel. — Avança a partir do norte, vai destruir tudo que vir pela frente. Odeio dizer isso, mas Gaz’Haragoth está atrás de Jason. Quer destruir o último descendente vivo de Crunor.

    Jason repousou a mão direita sobre a Espada de Crunor.

    — Nem pensar — Leonard o repreendeu instantaneamente. — Jason, é uma distração. Ferumbras perdeu todos os seus generais e foi buscar uma das criaturas mais nefastas da história para caçá-lo e não ser obrigado a colocar a mão na massa. Gaz’Haragoth é um monstro invencível. Vamos perder nosso tempo, nossa disposição, nossos combatentes e nossa força. Atacá-lo é um erro.
    — Ele vai sapatear sobre Carlin até não restar absolutamente nada — Jason argumentou, incerto. — Não podemos permitir. Por Crunor, estamos falando de Carlin. Protegemos Yalahar por muito menos.

    Nenhum dos outros deu qualquer amparo à ideia de Jason, que se sentiu órfão pela primeira vez. O cavaleiro sentia uma necessidade patente de defender a cidade de Carlin, notadamente agora que uma criatura sem pudores e sem temores avançava de peito aberto contra a sua casa, e que todos sabiam que não poderia ser combatida por guerreiros comuns portando paus e pedras.

    O cavaleiro olhou para John, buscando apoio, mas o antigo incandescente sacudiu a cabeça em sinal negativo.

    — Por Crunor. Não é possível que ninguém esteja interessado no que vai acontecer a Carlin.
    — Não é uma questão de interesse — surpreendentemente, a resposta vinha de Heloise, a monarca vigente. — É uma questão de capacidade. Não temos o suficiente para combatê-lo.
    — Para mim, a solução é mais simples do que essa. Você — ele apontou para John, pegando-o de surpresa —, trate de encontrar aquele feitiço sobre o qual estávamos conversando há pouco. Com ou sem vocês, vou a Carlin. Se não puder destruir Gaz’Haragoth, pelo menos vou retardá-lo. E Crunor precisará estar presente. Se ele acha que podemos vencer Ferumbras, então é bom que trabalhe febrilmente para me manter vivo e ativo até o momento derradeiro em que precisarmos enfrentá-lo. Até lá, acho que não vou morrer.

    Jason deixou a sala, para o sobressalto de todos os demais. Ninguém duvidava que ele fosse suficientemente louco para partir para Carlin no estado em que se encontrava, mas, ao mesmo tempo, ninguém conseguiu se mover por alguns minutos. Mesmo para Ferumbras, invocar Gaz’Haragoth era um golpe bastante baixo.

    Algum tempo depois, Samuel encontrou-se com todos do lado de fora, sacudindo a cabeça.

    — Não sei se alguém o ajudou, mas Jason não está aqui. Já partiu.

    John olhou para o céu, desolado.

    Crunor, se estiver aí, é uma boa hora para aparecer.

    *

    Embora Jason sentisse aquela gostosa sensação de pertencimento, o momento não poderia ser mais inoportuno. Conseguira esvaziar Carlin em menos de 10 minutos, o que poderia ser um recorde para qualquer lado que se olhasse. Todavia, não parecia ser um bom momento para morrer, especialmente quando tinha criado todas as condições suficientes para vencer Ferumbras num combate justo.

    O chão tremeu quando o arco de pedra da saída norte de Carlin cedeu sob a força incrível de um aterrador demônio avermelhado e chifrudo, sobre quem ninguém gostava sequer de ouvir falar. Gaz’Haragoth destruiu a passarela e uma dupla de torres em menos de meio minuto. Agora, ele avançava devagar, sempre no sentido sul, arrancando o calçamento farta e livremente enquanto se arrastava.

    Jason fechou os olhos, de pé no terraço da casa que costumava ser sua, quando a fachada sul do depósito cedeu, derrubando o prédio todo. Respirando fundo, ele simplesmente saltou pelo parapeito e rolou pelo chão, sacando a Espada de Crunor e correndo na direção do depósito, o coração apertado dolorosamente sob o peito.

    Fazendo a curva na rua principal, notou que os rastros da invasão de Poseidon ainda estavam ali. Embora tudo já estivesse muito seco, era impressionante que um navio imenso tivesse conseguido se espremer pela estreita rua do comércio de Carlin. O cavaleiro deu um meio sorriso, saltando barragens e ascendendo no sentido norte com cautela.

    Sabe tudo que você ouviu sobre Gaz’Haragoth em Rookgaard, na academia de Carlin, nas incursões em Edron e nos ensinamentos de Arthur?, pensou Jason, aterrorizado com a visão. Esqueça. É muito pior.

    Gaz’Haragoth sempre fora descrito como um demônio ambicioso, sobre quem era melhor não falar. Crunor o havia trancafiado nas profundezas de Roshamuul há tantos séculos, simplesmente porque não sabia como destruí-lo, e não tinha ideia de quem tivera a engenhosa ideia de criar tamanha bestialidade.

    O corpo muito vermelho e torneado era sustentado por suas quatro patas, que terminavam em pés enormes com grandes garras, àquela altura já enterradas até a carne no calçamento. Os braços eram longos demais para o corpo, e arrastavam no chão conforme ele caminhava para cá e para lá, dando a estranha impressão de assimetria. Duas serpentes imensas nasciam-lhe das costas, servindo de suporte para seus ataques e suas atrocidades, e os ombros tinham medonhos espinhos abissais, que Jason sabia serem naturais a todo demônio que passava tempo demais na danação.

    Sua bocarra cheia de dentes amarelos se abriu num sorriso sinistro ao notar o cavaleiro parado a poucos metros de distância.

    — Jason Walker.

    Os pelos dos braços do cavaleiro se eriçaram enquanto sua cabeça trabalhava freneticamente. Nada no cenário lhe dava qualquer vantagem que fosse, e ele estava muito pouco disposto a destruir Carlin para evitar que ela fosse destruída por outra pessoa. Precisava pensar depressa.

    As quatro patas galopantes de Gaz’Haragoth o impulsionaram para a frente, mas por menos de dois metros. O sorriso não foi varrido de seu rosto em momento algum.

    — O último descendente vivo de Crunor oferece-se a mim como o sacrifício na sua forma mais singela — continuou o bicho, tinhoso. — A não ser, é claro, que esteja aqui porque acha que tem condições de me enfrentar.
    — Sabe — Jason engoliu em seco, rezando para que a voz não saísse amedrontada e estrangulada —, sempre soube que você era famoso pelos seus malfeitos, não pelo tamanho da língua.

    O sorriso de Gaz’Haragoth esmoreceu um pouco. Aparentemente, não era comum que fosse contestado.

    — Tem virtude e caráter, ô, se tem, e uma vontade imensa de provar ao mundo que sabe fazer o que sabe. Olhe em volta — ele fez um gesto amplo com os braços enormes. — Em breve, não haverá mundo para o qual se provar.

    Jason balançou a cabeça para lá e para cá, como quem dissesse “é, talvez”.

    — Tenho uma proposta — disse, surpreendentemente, Gaz’Haragoth. — Junte-se a mim, e poderemos destronar Ferumbras rapidamente. Logo, tudo voltará a ser o que sempre foi. Carlin florida, Thais, Edron e Darama reconstruídos, e teremos tempo o suficiente para o próximo passo.
    — Juntar-me-ei a um porco imundo como você assim que o inferno congelar.

    Gaz’Haragoth franziu os lábios, semicerrando os olhos.

    — Então é chegada a hora… da morte e da destruição.

    Para Jason, houve tempo suficiente somente para rolar por baixo do balcão já parcialmente destruído de uma das lojas à sua direita, no exato instante em que o calçamento explodiu, lançando blocos de argila para todo lado. A terra onde se sustentavam os quiosques tremeu violentamente, e logo as paredes cederam, soterrando o cavaleiro.

    Jason sentiu o ar ser expulso de seus pulmões quando um pedaço imenso de pedra pressionou sua lombar, e os sentidos fugiram das suas pernas. A Espada de Crunor escapou-lhe das mãos e perdeu-se entre os escombros.

    De repente, contudo, a voz de John pode ser ouvida.

    Et invoca Dominum et rex vita — bradou, em algum ponto próximo. — Parusia.

    As pedras que estavam prestes a sepultar Jason sobre o cruzamento principal de Carlin se esfarelaram, e o cavaleiro sentiu outra pressão na altura da lombar. Ele se levantou depressa, sacudindo a poeira das vestes, os olhos imediatamente registrando John parado solitário no centro da avenida, segurando o Livro das Ciências Ocultas. Havia mais alguém, contudo, entre ele e Gaz’Haragoth.

    Crunor.

    O demônio rugiu, enraivecido, e disparou na direção do Criador, que deu um passo em falso para a direita e saltou para a esquerda, tudo com a sutileza de… Deus.

    Gaz’Haragoth passou batido pelo local onde Crunor estivera instantes antes e freou de uma só vez, levantando poeira e girando em torno do próprio eixo. Durante os milissegundos que registraram a ação, Crunor sequer tirara as mãos do bolso, e a situação não mudou quando o demônio marchou contra ele outra vez, sendo rasteirado por um movimento rápido.

    A fuça do bicho abriu um vão na terra por toda a extensão do seu deslize — algo em torno de oito metros. Quando ele se colocou de pé outra vez, parecia perigosamente mais furioso do que nunca.

    Enfim, Crunor sacou sua espada — uma imensa arma de ferro estígio banhado a ouro e prata, fascinante aos olhos. Gaz’Haragoth piscou uma vez, incrédulo, e correu contra ele de novo. Crunor saltou para trás no exato instante em que o bicho cravava seus chifres na terra, e tratou de decepar um deles, chutando o demônio na cabeça e fazendo-o rolar outra vez pelo calçamento arrancado.

    Incapaz de manter-se parado, Jason avançou de Espada em punho, mas foi contido pelo braço direito de John, que materializou-se diante dele, pressionando-lhe o peito. Por alguma razão, o antigo incandescente sorria, orgulhoso e triunfante. Para Jason, levou muito pouco tempo para compreender: os incandescentes e arcanjos tinham admiração profunda por Crunor, seu verdadeiro criador, e assisti-lo lutar significava nada mais, nada menos, do que ver o mestre em combate.

    Gaz’Haragoth levantou-se, agora com um pouco mais de dificuldade, dando falta do chifre que Crunor cortara. Antes, contudo, que decidisse atacar outra vez, foi o momento do Criador, que, até então, apenas combatia no contrataque. Crunor avançou com muita suavidade, como se seus pés mal tocassem o chão, e começou a estocar sua espada imensa com uma precisão cirúrgica.

    Embora Gaz’Haragoth fosse rápido demais para uma criatura do seu tamanho, foi incapaz de se desviar de qualquer dos golpes de Crunor. O combate só fazia frustrá-lo e, agora, parecia prestes a terminar.

    Crunor segurou o demônio pelo chifre restante, suspendendo-o no ar e atirando-o sobre os escombros do depósito. Ele desapareceu um segundo depois e imediatamente ressurgiu, trazendo o bicho bem seguro pelo rabo.

    — Primeira e última vez que intervenho para salvar o seu rabo — disse, sorrindo para Jason.

    O cavaleiro compreendeu e sorriu de volta.

    No instante seguinte, os dois desapareceram.

    PRÓXIMO EPISÓDIO: CAPÍTULO XX - O INCANDESCENTE DESCONHECIDO





    O Exorcismo de Alyssa Amber
    Acompanhe o piloto do thriller mais recente da seção Roleplay!

    Jason Walker e o Patrono do Apocalipse

    Acompanhe a quinta e última história de Jason Walker na seção Roleplay!

  6. #66
    Avatar de Ameyuri Ringo
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    Kkkk que jogada do Jason, forçou crunor intervir contra a apelaçao de ferumbras o contrario morreria bem bolado no aguardo do proximo cap parabens neal!
    Ameyuri Ringo The Ghost Of Sparta!!!

  7. #67
    Cavaleiro do Word Avatar de CarlosLendario
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    Sensacional. Fazer Crunor descer dos céus pra derrotar Gaz'Haragoth pessoalmente foi um grande feito. Que luta impressionante, mesmo que com um resultado bem previsível.

    Jason teve muita coragem, também. Ir sozinho foi certamente uma puta jogada, e acredito que ele foi incentivado pelo fato de Ferumbras ter cometido o mesmo erro várias vezes: Mandar um dos seus lutar sozinho, sem ter ele lá pra dar apoio. Ele fez isso mais uma vez, e agora com a possível descoberta dessa Parusia, a batata do magão tá começando a torrar.

    Bom trabalho, Neal. No aguardo do próximo.



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  8. #68
    Avatar de Neal Caffrey
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    Spoiler: Respostas


    Entramos na nossa reta final, meus caros. Tem sido um prazer escrever para aqueles que continuam acompanhando as peripécias de Jason e seus correligionários.

    NO EPISÓDIO ANTERIOR: John invoca um feitiço poderoso e a ameaça que incidia sobre Carlin é instantaneamente repelida. Há expectativa de como as coisas se desenvolvem após o retorno pontual de Crunor.

    CAPÍTULO XX – O INCANDESCENTE DESCONHECIDO

    Crunor reapareceu mais tarde, ainda em Carlin, para conversar com Jason e John, que davam uma volta ampla pela cidade para relembrar dos velhos tempos. Embora ele parecesse muito satisfeito consigo mesmo, parecia igualmente surpreso pelo fato de que John simplesmente encontrara aquele feitiço.

    Eles se reuniram em frente ao depósito devastado.

    — Parusia? — perguntou, as mãos nas costas.

    John deu de ombros, ruborizando.

    — Foi um belo feitiço — ele aprovou, dando ao seu antigo homem um meio sorriso. — Creio que, além de tudo que vocês já têm feito pelo mundo, a ousadia recente deva ser recompensada.

    Crunor fez um gesto vago no ar, ao que, magicamente, surpreendentemente, a cidade de Carlin começou a se reconstruir. Os vãos criados pelo navio de Poseidon se nivelaram outra vez, restaurando a perfeição do pedaço de chão feito de terra na medida das suas possibilidades. Os camelódromos foram erigidos outra vez e, aos poucos, o arco de pedra ao norte passou a ser reconstruído, restaurando suas torres.

    O último toque foi o conjunto de blocos de argila aderindo novamente uns aos outros e reconstruindo o depósito, que recuperou seu brilho e seu ar imponente.

    Em poucos segundos, o feitiço já havia terminado. Carlin era Carlin outra vez.

    — Obrigado — disse Jason, com a voz embargada.

    O Criador sorriu para ele, achando engraçada a sua educação repentinamente restaurada.

    — Bambi, Zathroth, Bellatrix, Carl, Logan, Eremo, Arthur e os outros estão nos Campos Elísios em posição de honra, por toda a eternidade — declarou, estufando o peito. — Particularmente, tive certa dificuldade em admitir Bellatrix, mas acredito que a atuação recente dela suplantou toda a sua vida de danação.

    Jason estava prestes a agradecer outra vez quando Crunor sacudiu a cabeça.

    — Ouçam bem, estendi o feitiço de proteção de Senja a Carlin. Esta cidade é segura outra vez. Recomendo que deixem o velho Samuel em paz e restaurem o quartel general da resistência aqui. Heloise deve ser reconduzida ao seu mandato novamente, porque Carlin não é Carlin sem ela.

    O cavaleiro e o antigo incandescente se entreolharam, sem bem saber como agradecer. Crunor retornara de forma triunfante, atendera ao chamado deles e devolvera Carlin ao seu controle.

    — Gaz’Haragoth não está morto, somente trancado outra vez — disse, como se lesse os pensamentos de John. — Admito que a sua cela original não tinha tanta segurança assim, mas agora Ferumbras não pode mais penetrá-la. Outro ponto importante: coloquem fim nisso de uma vez. Posso restaurar Edron, Darama e Thais, mas é um rompimento no equilíbrio trazer os mortos de volta à vida, portanto, isso não farei. Não posso aquiescer com o fato de que novas vidas serão desperdiçadas porque estamos demorando para solucionar a controvérsia.
    — Precisamos de um incandescente — disse Jason, de sopetão. — A Túnica Rubra foi corrompida. E também precisamos encontrar o Patrono do Apocalipse.

    Crunor lançou a ele um olhar por sobre o ombro.

    — Vocês têm um incandescente. Utilizem-no e o Patrono vai se revelar por si mesmo. Resolvam esse problema.

    Jason abriu a boca em um “O” perfeito quando Crunor desapareceu. Como assim nós temos um incandescente?

    *

    Carlin fervilhava outra vez, os habitantes já haviam retornado às suas casas e o comércio local, básico e essencial já voltava a ser exercido. Entrementes, Ferumbras estava muito quieto; já faziam seis horas desde que Crunor vencera Gaz’Haragoth e não havia qualquer informação a respeito do paradeiro atual do feiticeiro.

    Por volta das oito da noite, Ártemis e as Amazonas do Meio-Oeste chegaram, instalando-se no ponto mais inferior do quartel-general, no castelo de Carlin, que já voltara a ser ocupado por Heloise, agora sem a influência de Morfeu. Jason e Leonard retornaram à sua residência, tão intocável como poderia ser, e John, Randal e os outros agora estavam ocupando outro conjunto de quartos do castelo.

    Como previsto, Samuel havia ficado em Senja para garantir sua proteção. Ares era visto nas ruas de Carlin com uma certa frequência, comandando o que restara do exército, que agora começava a se reestruturar. Jason ficou surpreso ao notar que Palimuth, um dos antigos comandantes de Yalahar, também havia alugado um pequeno quarto no subúrbio da cidade. Outras personalidades, como Miraya e Quero, sobreviventes das chacinas de Ferumbras, também estavam em Carlin. Aparentemente, a notícia de que a cidade era um local seguro havia se espalhado rapidamente.

    Naquele meio tempo, Jason ainda não conseguira encontrar o incandescente a quem Crunor se havia referido. Samuel não era; John, tampouco. Ambos haviam tocado a relíquia e não tinham conseguido repará-la. Os arcanjos também não tinham logrado êxito em tentar consertar a Túnica Rubra. Naquele momento, estavam no escuro.

    Às nove, no saguão principal de Carlin, todos estavam reunidos outra vez, à exceção de Samuel. A Jason, John, Leonard, Heloise, Randal, Miguel, Gabriel, Ártemis, Rashid e Ares haviam-se unido Zeus, Poseidon, Atena e o volátil Hades, que parecia amar e odiar a tudo e a todos ao mesmo tempo. Fora uma refeição razoavelmente tranquila, em que não se discutiram muitos planos de batalha, mas apenas se aproveitou o momento.

    — Crunor disse que há um incandescente entre nós — mencionou Jason, mastigando lentamente um pedaço de porco. — Simplesmente não sei quem é.

    Zeus levantou os olhos, interessado.

    — Nem John, nem Samuel, correto?

    Jason sacudiu a cabeça em sinal negativo.

    — Estamos num cachorro sem mato — disse Leonard, de passagem.

    Jason olhou para ele, louco para dizer “mato sem cachorro”, mas achava que os comentários desconexos do primo, especialmente durante as refeições, faziam muito bem ao grupo. Atena sorria, quase rindo. Um pouco de leveza era importante.

    — Por falar em cachorro, animais e afins — Randal virou-se para Jason, arqueando as sobrancelhas —, por que é que o seu feitiço de comunicação é um carneiro?

    Jason estalou os olhos, descrente.

    — Não sabia que era um carneiro. O de Zathroth era uma serpente, e o seu é um labrador.
    — Que interessante.
    — Ele é nascido em janeiro — disse John, também mastigando, apontando para Jason. — O zodíaco nos diz que é do signo de capricórnio. Talvez seja o motivo.
    — Pena que não haja um signo de labradores — lamentou-se Randal.
    — Depende da cultura — disse Leonard, em tom de quem sabe das coisas. — Saiba que, no oriente, os cachorros são tão importantes que são servidos como comida.

    Foi a vez de Rashid erguer os olhos.

    — Como é que você sabe disso?

    Leonard deu de ombros.

    — Cuidado para não perder o cargo.

    Um silêncio, fruto de certa paz, pairou sobre a mesa nos minutos seguintes. Durante um determinado pedaço desse tempo, Jason analisou friamente cada um dos presentes e concluiu o óbvio: não fazia ideia de quem era o incandescente a respeito do qual Crunor falara mais cedo. Fato é que existia uma possibilidade de se reparar a Túnica Rubra e, embora a criatura competente estivesse em Carlin – ou mesmo no meio deles –, era difícil de encontrá-la pelo simples fato de que todos haviam interagido com a Túnica de alguma forma.

    Mais tarde, de armas em punho, Jason e Leonard patrulharam as tranquilas ruas de Carlin, satisfeitos por perceber que as torres de vigia já haviam sido ocupadas por soldados voluntários. Embora não fossem combatentes de origem, naquele instante, precisavam era de número, e os cidadãos de Carlin estavam sendo muito solícitos em não excepcionar a regra do exército.

    Com um quê de satisfação, Jason notou que o templo e o cortiço, que haviam sido destruídos pelo dragão de Ares, agora estavam completos também. Arlia, a monge, abençoava gente em período não regular e, apesar de tudo, a calma parecia ter tomado conta de Carlin até aquele momento.

    O silêncio de Ferumbras, contudo, era inquietante. Sabiam que o feiticeiro havia recrutado Gaz’Haragoth e que provavelmente sabia que o demônio havia sido derrotado por Crunor em pessoa. Talvez isso justificasse a sua ausência prolongada; talvez temesse que Crunor decidisse combatê-lo pessoalmente também.

    Por volta das 11 da noite, Heloise encontrou-se com Jason e Leonard no terraço de sua residência, ao sul da cidade. Ainda mais ao sul, as ondas do mar iam e voltavam de forma rítmica, e o tempo ameno salientava a doçura do momento.

    Jason atirou fumaça para o ar quando a rainha chegou, trazendo junto de si uma bacia cheia de água.

    — Estamos recebendo uma tentativa de comunicação.

    O cavaleiro entregou a mangueira do cachimbo para Leonard e semicerrou os olhos, identificando uma máscara feliz de teatro pairando na superfície.

    — Jason, Leonard, fico feliz em vê-los vivos — disse o detetive, a voz muito distante dali, mas perfeitamente clara. — Tenho passado meus últimos dias fugindo de Lúcifer a todo custo. Não sei o que ficou combinado com ele, mas caçar-me tem se tornando um passatempo e tanto. Ao menos, dá um pouco de emoção à vida monótona do limbo.
    — É um prazer revê-lo, detetive — respondeu Jason com sinceridade.

    De repente, o rosto de Lúcifer surgiu boiando também na superfície, logo ao lado do detetive.

    — Jason Walker, que prazer inenarrável — disse ele, a voz tão distante quanto a do detetive. — Logo você, um cavaleiro inefável. Que momento amável.
    — Agora ele se tornou um adepto das rimas também — disse o detetive.

    Jason sorriu. Era óbvio que Lúcifer não o estava caçando.

    — Já que estão aqui, gostaria de perguntar algo — disse o cavaleiro, lembrando-se do problema mais próximo repentinamente. — Crunor disse que temos um incandescente conosco. Não é John, tampouco Samuel. Alguma consideração?

    Lúcifer revirou os olhos.

    — Céus, como você é obtuso. Pensei que o mais burro fosse o arqueiro, reencarnação de Abel.

    John chegou naquele exato instante, juntando-se a eles e analisando a bacia d’água com vivo interesse. Ele sorriu ao notar que Lúcifer e o detetive compartilhavam o mesmo cenário. Os últimos tempos haviam demonstrado uma chance intensa de mudanças violentas.

    — Peça a John para que consulte o Livro das Ciências Ocultas — disse Lúcifer, estranhamente leniente. — Vou-lhe poupar o trabalho. Página 62. Nota de rodapé, escrita pelo próprio Joseph Walker Prince. Rabiscada à mão livre.
    — Mas…
    — Hora de ir — interrompeu o detetive. — O meio de comunicação é seguro, mas é melhor não abusarmos. Um abraço a todos!
    — Abraço — disse Lúcifer, divagando, ao que suas imagens iam se apagando. — Abraço, ah, a criação do laço! Todos no meu encalço, enquanto o detetive eu caço. Confesso. Não há nada mais excelso…

    E desapareceram.

    Sem perder tempo, John puxou o Livro e começou a folheá-lo febrilmente até a página 62, mencionada por Lúcifer. Tratava-se de um feitiço de invocação simples, conhecido pela maior parte dos feiticeiros e druidas, que consistia em trazer à vida criaturas elementais. No pé da página, uma nota escrita à mão numa caligrafia elegante disfarçava-se entre as notas do próprio texto.

    “A cura para uma doença terminal pode ser, ao mesmo tempo, um fardo e uma bênção. Um fardo, na medida em que transforma o ser, talvez em algo que ele nunca tenha desejado ser. Uma bênção, na medida em que transforma o ser, talvez a partir de algo que ele nunca tenha querido ser.”

    Jason franziu o cenho e Leonard estava quase babando, tão aberta estava sua boca, aparentemente alheio ao tema central da discussão. Heloise franziu os lábios e sacudiu a cabeça em sinal negativo. John arqueou as sobrancelhas, sem saber o que dizer. Aparentemente, aquilo significava alguma coisa. Só não era possível extrair um significado dali naquele exato instante.

    — Tic… tac.

    Jason levantou a cabeça de uma só vez ao ouvir a voz de Ferumbras.

    — O tempo está acabando, camaradas.

    Não foi necessária uma segunda frase para que todos saltassem pela sacada diretamente para a rua da casa, disparando em velocidade no sentido do depósito. Ali, os transeuntes já começavam a se acumular. Aparentemente, Ferumbras falava com todos e com cada um especificamente.

    — Os soldados da ala leste devem me ver neste momento — prosseguiu, sua voz ressoando como um trovão. — Em todo caso, eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo.

    John sacudiu a cabeça, embasbacado.

    — O desgraçado está citando a bíblia cristã.
    — Veja, há uma diferença entre Jesus e eu — prosseguiu Ferumbras, aparentemente se divertindo. — Ele permite que você abra a porta ou não, ainda que esteja batendo e com o objetivo de entrar. Já eu — ele deu uma risadinha —, bem, também bato à porta e também ofereço uma possibilidade de que vocês a abram espontaneamente. No caso negativo, bem, serei obrigado a insistir.

    O chão tremeu por um instante, de forma bastante sutil, aguçando os sentidos de Jason.

    — Darei a todos cinco minutos para que baixem a proteção sobre a cidade e permitam a minha entrada — finalizou Ferumbras. — No primeiro segundo após o quinto minuto, asseguro que colocarei abaixo toda edificação, estrutura e, principalmente, vida que estiver dentro dessa redoma maldita. Tic-tac. O tempo urge.

    E se silenciou.

    Todos os olhares convergiram repentinamente para Jason, aguardando pelo seu comando. Curiosamente, nenhum deles expressava medo ou terror, mas pura obstinação. O cavaleiro, contudo, não estava ali. Ao menos seus pensamentos estavam bastante distantes do depósito de Carlin.

    Crunor disse que temos um incandescente conosco, e que, por isso, não precisa disponibilizar efetivo próprio para reparar a relíquia. Sua cabeça ia trabalhando febrilmente enquanto ele avaliava todas as possibilidades.

    Ele fechou os olhos, tentando se concentrar, no mesmo momento em que Ares, Randal, Atena e os outros, à exceção dos Três Grandes, chegavam à cena.

    Temos um incandescente conosco. Ele poderá reparar a Túnica Rubra. É a peça que falta para terminarmos de montar esse quebra-cabeças do diabo. Ele permaneceu de olhos fechados. A cura pode trazer o indesejado, mas também pode livrar do indesejado. Agora, sua cabeça latejava.

    O Patrono do Apocalipse precisa de todas as relíquias reunidas, senão, a junção delas num único lugar poderá ser inútil. Mas precisamos de um incandescente. Em que medida… o quê… a cura. Jason abriu os olhos de uma só vez, inundado pela compreensão. Diante dele, Leonard assentia devagar com a cabeça, como se lesse seus pensamentos. Aos poucos, a dor latejante que lhe apertava a cabeça ia diminuindo. Ele olhou para Ares.

    — Vá buscar a Túnica Rubra. Reúnam todas as relíquias.
    — Quer me dizer alguma coisa? — perguntou John, estupefeito, enquanto Ares sumia.

    Jason sorriu, triunfante.

    — Randal é o nosso incandescente.

    PRÓXIMO EPISÓDIO: CAPÍTULO XXI - O PATRONO DO APOCALIPSE
    O Exorcismo de Alyssa Amber
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    Jason Walker e o Patrono do Apocalipse

    Acompanhe a quinta e última história de Jason Walker na seção Roleplay!

  9. #69
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    Comecei a sentir que Randal era um incandescente quando ele foi curado e trazido de volta à Tibia como um humano, e senti mais certeza ao ver que ele é da família Walker; Um descendente antigo da família atual. Fantastico, você trabalhou muito bem nesse suspense. Quem diria que aquele simples demônio do começo do terceiro livro seria tão importante.

    O próximo capítulo promete ser do caralho. Será o fim de Ferumbras, e justamente onde tudo começou. Curiosamente é minha cidade favorita de Tibia, o que me faz curtir mais a coisa.

    No mais:


    — Por falar em cachorro, animais e afins — Randal virou-se para Jason, arqueando as sobrancelhas —, por que é que o seu feitiço de comunicação é um carneiro?
    Quando li isso, pensei que o Jason era corno e que alguém ia falar isso na linha seguinte. Apostei no Leonard. Foi quase.

    Aguardo o próximo.



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