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Tópico: Jason Walker e o Patrono do Apocalipse

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    NO ÚLTIMO EPISÓDIO: A epifania de Jason Walker traz a todos o incandescente desconhecido. Às vésperas da invasão de Ferumbras à cidade de Carlin, os heróis retornam ao nosso ponto de partida, e a batalha final está prestes a começar. Entrementes, o Patrono do Apocalipse está próximo e muito perto de se revelar.

    CAPÍTULO XXI – O PATRONO DO APOCALIPSE


    — Essa é a razão pela qual a Varinha Mestra se amoldou com tanta naturalidade às mãos dele, por que Crunor evitou falar seu nome diretamente, por que Lúcifer chamou a atenção a um procedimento singelo de cura — Jason caminhava de um lado para o outro enquanto esperava por Ares. — Randal é o nosso homem. Quando você o curou, John, não tínhamos todas as informações a respeito da cura, mas Joseph Prince já conhecia o feitiço. Provavelmente deve tê-lo usado. Randal não progrediu para um ser humano. Progrediu para um incandescente.

    Randal sorriu, achando graça.

    — Que senhora epifania.

    Ares ressurgiu, trazendo a Túnica Rubra consigo.

    — Toque nela — orientou Jason, consultando a posição da lua.

    Tinham 30 segundos.

    Randal engoliu em seco e avançou meio passo, tocando a Túnica, sem bem saber o que fazer. Ele a manuseou nas mãos por um tempo e, dando de ombros, entregou-a para John, que não sabia como proceder.

    — Não preciso nem tocá-la — disse Atena, arqueando as sobrancelhas. — A teoria está certa. Randal é um incandescente e a Túnica está completa.

    Sem esperar, Leonard baixou o Arco dos Elfos, a Lança do Destino e o Bracelete de Anúbis, depositando-os no chão. O mesmo fez John com o Cajado de Moisés e o Livro das Ciências Ocultas. Randal entregou a Varinha Mestra. A Túnica Rubra foi deixada logo em seguida. Jason tirou o Colar de Contas, com o Anel Finalíssimo, e também os depositou. O Capacete dos Anciãos, que estivera sob seu braço, foi a penúltima relíquia a se juntar às demais.

    Finalmente, Jason baixou a Espada de Crunor.

    No instante seguinte, tudo se escureceu. O tempo dado por Ferumbras acabara.

    *

    Jason abriu os olhos, achando-se num local totalmente diferente de Carlin. A sala era pequena e escura, e havia uma segunda pessoa: Crunor. O Criador olhava para seu descendente com benevolência, orgulhando-se dele. Com dificuldade, Jason colocou-se de pé, sentindo cada músculo do corpo protestar com violência.

    — Estou morto?

    Sua voz soou áspera e grave aos seus próprios ouvidos. O cavaleiro fechou a boca, sentindo gosto de sangue.

    — Sim… e não.

    Crunor fez um gesto e duas cadeiras de chintz verde se materializaram no ambiente. Ele se sentou numa delas e ofereceu a outra a Jason, que também se sentou.

    — A essa altura, já deve imaginar o que aconteceu.

    O cavaleiro franziu o cenho, parando ao notar que aquilo também doía.

    — Ferumbras destruiu Carlin.

    O outro sorriu para ele, achando graça.

    — Ferumbras ainda não entrou em Carlin — sentenciou. — Você só desmaiou.

    Jason ergueu os olhos, subitamente dividido entre a vontade de rir e de chorar. Obviamente que não compreendia o que estava fazendo naquele local com Crunor diante dele, mas o fato de que Ferumbras não tinha conseguido ingressar em Carlin ainda era uma boa notícia, na medida do possível.

    Você é o Patrono do Apocalipse, Jason — Crunor disse, finalmente, sustentando aquele sorriso orgulhoso. — Nunca soube quem era, mas sempre imaginei que poderia ser você. Não sei exatamente o que você fez para nascer tão importante assim, mas as escrituras nos dizem que o detentor da Espada de Crunor tem grandes chances de ser o patrono de todas as relíquias. Essa foi uma das minhas melhores invenções. Cá entre nós, isso pode querer dizer alguma coisa.
    — Quer dizer que… sou eu quem vai enfrentar Ferumbras.

    Crunor balançou a cabeça para lá e para cá.

    — Se você quiser. O Patrono do Apocalipse não é obrigado a aceitar o encargo, se quer saber. Ele foi escolhido pelo universo, mas não escolheu ser o que é. Então, seria injusto que fosse forçado.

    Jason abaixou a cabeça, sentindo-se confuso.

    — O que devo fazer, Senhor?

    O Criador sorriu novamente, surpreso pelo respeito que o espadachim criara por ele, mesmo quando havia muitos motivos para que ele desejasse arrancar sua cabeça.

    — Se aceitar o encargo, vai lutar contra Ferumbras. Se não aceitar, bem, existem outras formas de vencê-lo, mas o sangue que escoará sobre Carlin pode ter um volume um pouco menos convidativo. A escolha, é claro, é sua, mas, particularmente, creio que rejeitar agora pode tornar inócua a busca recente por todas as 12 Grandes Relíquias.
    — Você tem razão.

    Crunor sorriu outra vez.

    — Eu sei.

    Foi a vez de Jason sorrir, sentindo-se um pouco fraco.

    — Aceito.

    Crunor pôs-se de pé.

    — Neste caso…

    Ele tocou a testa do cavaleiro, que mergulhou na inconsciência outra vez.

    *

    Jason acordou subitamente, John, Leonard e os outros sobre ele, preocupados. Sem dizer palavra, ele começou a coletar as relíquias no chão: equipou o Bracelete de Anúbis, colocou o Colar de Contas com o Anel Finalíssimo no pescoço outra vez, cobriu a cabeça com o Capacete dos Anciãos e jogou a Túnica Rubra por sobre o ombro, vestindo-a. Tomou o Arco dos Elfos e o apoiou transversalmente no corpo; embainhou na cintura a Varinha Mestra, o Cajado de Moisés e a Lança do Destino. Tomou o Livro das Ciências Ocultas na mão esquerda e manteve seu olhar fixo na Espada de Crunor.

    — É você? — perguntou John, com a voz embargada.

    O cavaleiro assentiu uma vez, tomando, finalmente, a Espada de Crunor.

    — As 12 Grandes Relíquias foram reunidas e o Patrono do Apocalipse, finalmente, se apresentou — disse Atena, aparentemente recitando um livro-texto. — Eu o abençoo, Jason Walker, e desejo-lhe sorte no combate que se avizinha.

    No instante seguinte, Jason sentiu uma energia incalculável correr-lhe pelas veias, inebriando seus sentidos, dando-lhe vigor muscular, ampliando sua capacidade de raciocínio e visão, ressaltando os aspectos sensoriais do seu tato. A sensação foi-se tão depressa quanto veio; logo após, Jason percebeu que não precisava mais das relíquias e começou a despi-las uma a uma.

    A Túnica Rubra foi parar nas mãos de Rashid; John recebeu o Cajado de Moisés e o Livro das Ciências Ocultas; Leonard, o Arco dos Elfos, o Capacete Ancião e o Bracelete de Anúbis; Randal tomou para si a Varinha Mestra, recebendo de volta, com gratidão, o Colar de Contas com o Anel Finalíssimo; a Lança do Destino ficou com Ares, e Jason manteve em punho a Espada de Crunor.

    — Fiquem na retaguarda — disse Jason, os olhos fixos na avenida que findava na saída leste de Carlin. — Protejam a estrutura da cidade e tenham certeza de que a população não sofrerá as avarias do combate.

    Ele se virou para Ares e Atena, que lhe deram um meio sorriso.

    — Prometi a Zeus que seria eu a dar cabo da vida de Ferumbras, e estou prestes a cumprir a minha promessa. Requeiro, contudo, a presença de todos os olimpianos aqui para o desfecho deste combate. Pode ser que não saiamos vivos dele.

    Sem aguardar pela resposta, Jason começou a marcar no sentido leste no exato instante em que a terra tremia mais uma vez. Ele levantou a mão esquerda espalmada e, sensorialmente, foi possível notar que a estrutura de proteção criada sobre Carlin cedeu, permitindo a entrada de Ferumbras.

    Um segundo depois, ele surgiu. Sua túnica vermelha arrastava no chão enquanto ele caminhava deliberada e vagarosamente, o cajado com o “F” entalhado no topo seguro em sua mão direita. Seus olhos opacos registraram Jason parado adiante e ele se retesou por um instante ao notar que o cavaleiro exalava uma energia incomum.

    — Finalmente, o Patrono do Apocalipse se revelou — disse Ferumbras.

    Jason, com seus sentidos aguçados, notou que ele engoliu em seco.

    — Como libertou a Túnica Rubra?
    — Digamos que os arcanjos detestam você mais do que detestam a humanidade.

    Ferumbras franziu o cenho, assentindo em sinal de aprovação.

    — Foi ao limbo. Que coragem.

    Jason girou a Espada de Crunor nas mãos, os olhos fixos na jugular de Ferumbras.

    — Hora de darmos fim àquilo que começou com Zathroth, no Castelo das Ilusões de Senja.

    Ferumbras replicou o movimento de Jason com seu cajado.

    — Prepare-se para abraçar a morte.

    *

    Zeus, Hades e Poseidon juntaram-se a Ares e Atena em frente ao depósito de Carlin, cada qual segurando sua arma característica: Zeus o Raio-Mestre, Poseidon o Tridente e Hades, sua maça de aspecto ameaçador. Ares sacou sua espada e entregou a Lança do Destino a Atena, que a manuseou nas mãos com muita perícia.

    Não muito distante dali, uma explosão pode ser ouvida, sacudindo as estruturas da cidade. Zeus atirou um olhar temeroso para a saída leste de Carlin, de onde o som acabara de vir.

    — Jason derrubou a proteção sobre a cidade — sentenciou levantando a cabeça. — Sugiro que a população seja levada à saída oeste, talvez fora dos domínios da cidade. Temos um duelo de titãs acontecendo logo ali, e não confio que Carlin manterá sua integridade quando a luta terminar.

    Imediatamente, Heloise, Leonard, John e Randal começaram a arrebanhar a população, conduzindo-os pela larga avenida no sentido das Planícies Fantasma. Ares e Atena dispersaram-se para retirar de suas casas aqueles que haviam ficado para trás, e Zeus, Poseidon e Hades aguardavam em frente ao depósito, assistindo Ártemis, Melany e as caçadoras começarem a varrer a cidade no sentido sul.

    Um homem todo vestido com uma armadura de plástico veio correndo, aterrorizado, da saída leste. Ele parou defronte de Zeus, segurando nos joelhos e respirando profundamente.

    — Percybald — cumprimentou Poseidon, arqueando as sobrancelhas.
    — Cinco segundos de luta e eles já derrubaram o teatro — comentou, em tom de quem representava. — Que lástima!
    — Cale a boca e vá para a saída oeste — Hades grunhiu, impaciente.

    O ator não precisou de um segundo aviso, passando por eles em disparada.

    Outra explosão pode ser ouvida, agora um pouco mais distante. Zeus franziu os lábios, um pouco surpreso.

    — Ele está conduzindo Ferumbras para fora dos limites da cidade. Que inteligente.

    Hades deu de ombros.

    — Inteligente será se ele terminar esse combate depressa.

    Poseidon piscou, raciocinando.

    — Vamos torcer por Jason Walker.

    *

    Jason disparou correndo sobre o calçamento de Carlin e atacou na horizontal com a Espada de Crunor, errando Ferumbras por um milímetro. O feiticeiro conseguiu dar um passo adequado no momento exato, e agora contratacava Jason pelas costas. Os sentidos do cavaleiro, aguçados, o alertaram a respeito do movimento, e ele atirou a lombar para trás, assistindo o cajado de Ferumbras passar verticalmente diante dele com uma precisão quase cirúrgica.

    O cavaleiro girou a Espada na mão direita e gingou no mesmo sentido, o movimento sendo replicado por Ferumbras no sentido contrário. Decidiu tomar a ofensiva e atacou outra vez, e o outro ergueu seu cajado, aparando o golpe.

    A força distribuída desestruturou o chão sob os pés dos dois combatentes, afundando-o alguns centímetros. O choque das duas armas lendárias também produziu efeitos no ar, arrancando parte dos blocos que sustentavam a fachada frontal da prisão de Carlin, naquele momento vazia.

    Jason prosseguiu em seu movimento circular novamente, colocando Ferumbras de costas para a saída, cujo par de torres estava já desocupado, e brandiu sua Espada com velocidade, avançando e acuando Ferumbras para fora. O feiticeiro sabia muito bem que Jason tentava expulsá-lo da cidade para preservá-la, mas, naquele momento, era mais importante combater a força impressionante de Jason Walker do que criar uma situação que levasse invariavelmente ao comprometimento das estruturas de Carlin.

    Agora, os dois trocavam golpes, cajado contra Espada, sem muita precisão, um defendendo os ataques do outro com relativa tranquilidade. Entrementes, os passos sempre agressivos de Jason acabaram por empurrar o combate para além das torres do leste, e Ferumbras, devagar, começou a ser acuado contra o muro principal do cemitério, fora dos limites da cidade.

    O feiticeiro deu um salto para a direita e manteve as costas livres, agora recuando no sentido norte. Não fazia sentido manter a luta dentro de Carlin se os seus movimentos fossem ser repetidos à exaustão, e aquilo poderia custar-lhe o combate. Se Jason Walker não queria combater dentro de Carlin, então, na escuridão da noite, era conveniente que a luta fosse se desenrolar nas planícies do lado de fora.

    Ferumbras, agora, tentava abrir uma certa distância para atacar com seus feitiços. Os primeiros, de gelo, pararam na guarda da Espada de Crunor, que esfacelava os blocos congelados como faca quente na manteiga. Os ataques de fogo também não surtiram efeito, já que as propriedades mágicas da relíquia dissipavam a energia do golpe, atirando labaredas para todos os lados, exceto no alvo fixo do feiticeiro.

    Jason diminuiu um pouco o ritmo, contentando-se com a defensiva. Já estavam bem a 100 metros de distância da entrada leste de Carlin, e o plano de desenvolver o combate do lado de fora vinha surtindo efeito. Entrementes, Ferumbras parecia frustrado; o fato de que abrira mão do combate franco e decidira atacar com feitiços a distância dizia muito a respeito das suas preocupações quanto ao combate; os olhos de Jason marejaram um pouco com o calor produzido pelas chamas, mas ele não cedeu em seu plano de combate e permaneceu empurrando Ferumbras o mais distante possível de Carlin.

    Agora, os planos do cavaleiro consistiam em tentar reduzir a distância. Ferumbras guardava a segurança de pelo menos cinco metros do cavaleiro, e o feiticeiro tinha uma velocidade impressionante para um velho com catarata. Sua precisão também era absoluta: quando Jason reduzia a distância, ele a ampliava no sentido oeste, circuncidando os limites da cidade pelo lado norte.

    Jason entendeu o que estava acontecendo. Ferumbras o atraía de volta para a cidade, ainda que fosse necessário contornar toda a parte murada de Carlin e retomar o combate na saída norte, próximo do Castelo de Heloise.

    Diante disso, embora fosse destro, Jason começou a circular no sentido da esquerda, obrigando Ferumbras a retomar sua caminhada para o norte. O feiticeiro percebeu, mas encontrava-se numa sinuca de bico outra vez.

    — Lutemos como homens — Jason sugeriu, tentando encurtar a distância.
    — Não sou um homem — disse Ferumbras, carregando o cajado. — Sou um deus.

    PRÓXIMO EPISÓDIO: CAPÍTULO XXII - BLOODTRIP II

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