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Tópico: Jason Walker e o Patrono do Apocalipse

  1. #81

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    Cara, no post anterior eu citei que o fato de Jason ser o patrono, teria sido algo um pouco previsível.
    Agora sobre esse capítulo, devo dizer que a respeito dele, minhas expectativas não eram baixas, e elas foram superadas facilmente. Parabéns, achei incrível o desenrolar da história.

    PS: só não entendi uma coisa, Jason levantou por causa do livro?

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  2. #82
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    CAPÍTULO XIV – CRUZ

    Jason analisou longamente, através do espelho, a tatuagem que lhe surgira nas costas, composta por dois fios negros entrelaçados que iam da base da sua coluna vertebral até a sua nuca. Ele franziu os lábios por um certo tempo, reflexivo. Decidira assumir a Marca de Deus e o encargo que vinha com ela, a cruz que ela representava. Sua posição, agora, podia não ser muito diferente da de Cain, mas achava, secretamente, que um Ferumbras com o coração perfurado e preso pela eternidade numa jaula suspensa no espaço era uma punição muito mais severa do que o âmago do fundo do tártaro.

    Ele abotoou a camisa social e colocou-a por dentro da calça de brim, apreciando pelo espelho o efeito causado. Parecia um grande comerciante. Respirando fundo, ele deixou a casa onde morava com Leonard, apreciando a suavidade com a qual o sol frágil da manhã tocava-lhe a pele.

    As ruas de Carlin estavam desertas. Sabia que todos haviam convergido ao castelo da cidade, onde Heloise organizara uma cerimônia e tanto. Com as mãos nos bolsos, Jason dirigiu-se também para lá, feliz pelo contato mais amigável que tinha com a cidade naquele momento. Todos pareciam bastante aliviados. Inclusive ele.

    Ao adentrar nos jardins do castelo, Jason foi imediatamente aplaudido por toda a população de Carlin, que parecia se amontoar por ali com muito esforço. Sem jeito, ele assentiu com a cabeça, sentindo-se um pouco encabulado. Leonard destacou-se da multidão para recebê-lo e ambos diligenciaram para dentro do saguão, onde uma seleção muito peculiar de pessoas estava reunida.

    Zeus, Hades, Poseidon, Ares, Atena, Hefesto, Afrodite, Hermes, Dionísio, Apolo e Ártemis ocupavam uma posição no canto noroeste, todos sentados, todos sorrindo. Crunor também estava entre eles, surpreendentemente misturando-se à multidão; não ocupava qualquer posição de honra. Além deles, Gabriel e Miguel também estavam ali, assim como os anjos que Jason conhecia pelos nomes de Dean e Gadreel. Melany, linda como sempre, ocupava seu lugar ao lado de Ártemis.

    A nordeste, havia uma sucessão de gente que Jason não conhecia, mas, entre eles, algumas figuras eram destacáveis: um anão de aspecto mal humorado, que Jason sabia se tratar de Kruzak, o Imperador de Kazordoon; um elfo vestido com roupas muito adornadas, que Jason conhecia pelo nome de Edala, responsável por Ab’Dendriel; Rashid, o comerciante; um homem todo tatuado, que se chamava Sven, responsável por Svargrond; Palimuth, o covarde comandante de Yalahar; um homem barbudo de aspecto benevolente, chamado Melchior, e uma mulher com olhos puxados e vestida com uma túnica verde como o turbante de Rashid, que Jason conhecia pelo nome de Miraya, ambos sobreviventes das chacinas da Darama, entre outros. Margareth também estava ali; sorria tensa para Jason. Tinha alguns cortes no rosto, mas nada parecia muito preocupante.

    Ao lado de Heloise, em posição de honra, estavam Randal e John, e uma cadeira vazia exatamente no centro, aparentemente, destinava-se a Jason. Pouco a pouco, alguns dos cidadãos mais notáveis de Carlin começaram a ingressar no saguão, e logo ele estava todo tomado. Jason sentou-se no lugar que havia sido preparado para ele, um pouco assustado. Heloise levantou-se e adiantou até o púlpito instalado um pouco adiante do seu trono.

    — Creio que todos saibam pelo que passamos nos últimos anos, e qual foi o resultado prático de tudo que enfrentamos — começou ela. — Desde a inimizade inicial com Zathroth, passando-se pelas missões aos Poços do Inferno, culminando numa breve incursão ao futuro, diante da ascensão de Lúcifer e Cain, até o combate derradeiro contra Ferumbras, tivemos muito trabalho a fazer. Tivemos nossas diferenças no interregno do cumprimento dessas missões; inobstante, temos aspectos a tratar a esse respeito que são importantíssimos para esclarecermos determinados fatos.

    Ela ergueu os olhos, fixando-os com carinho em Jason.

    — O amor pela humanidade, por nossa cidade, pelas vidas que tínhamos nas nossas mãos, nos uniu. Tornamo-nos grandes combatentes mas, acima de tudo, grandes amigos. Formamos entre nós uma família. E temos um denominador comum nessa soma aritmética maluca. Chama-se Jason Walker.

    Jason arqueou as sobrancelhas, sentindo-se enrubescer.

    — Jason enfrentou o desconhecido em mais de uma ocasião; posicionou-se como a tábula rasa entre a derrota e a vitória sempre que foi necessário; foi ao inferno e voltou, foi ao paraíso e voltou, foi ao purgatório e voltou, foi ao limbo e voltou. Teve percalços no caminho, mas nunca negou a missão que lhe fora delegada por Crunor em pessoa. Ferumbras o matou. E, até agora, não sabemos como é que ele está vivo.

    Leonard riu. Sabia muito bem como Jason estava vivo.

    — Passo a palavra a Jason, mas não sem antes distribuir algumas das honrarias máximas que temos o prazer de poder distribuir.

    Ela desenrolou um pergaminho de aspecto oficial, puxando seus óculos de meia-lua.

    — Atribuímos o título de cidadãos honorários de Carlin aos 12 olimpianos, Zeus, Hades, Poseidon, Ares, Atena, Hefesto, Afrodite, Hermes, Dionísio, Apolo e Ártemis, além da amazona Melany, sem os quais o combate diante de Ferumbras seria impossível. Todos terão salvo conduto para ingressar, permanecer e deixar a cidade livremente, sem quaisquer ressalvas. Aos componentes do Olimpo, nosso muito obrigado. Ficam ressaltadas as contribuições de todos. Dionísio ganha, neste ato, acesso irrestrito à vinícola da cidade.

    O homem chamado Dionísio, sabidamente o deus das festas, das orgias e da bebedeira, soltou um urro de satisfação. Todos riram.

    — A Rashid e Miraya, pelos mesmos motivos, estendem-se os mesmos títulos. Neste ato, Rashid é nomeado Ministro das Relações Exteriores da Coroa, com efeitos imediatos, de forma vitalícia e com todas as atribuições que a lei lhe assegura, garantida também a possibilidade de manutenção de suas atividades extracurriculares.

    O comerciante arqueou as sobrancelhas, surpreso e grato. Todos aplaudiram. Ele assentiu uma vez com a cabeça, aceitando o encargo.

    — É nomeado Vitalício Comandante do Exército de Carlin, substituindo Svan e Bambi Bonecrusher, Ares, assegurada a possibilidade de manutenção das suas atividades no Olimpo. Todo o Exército estará submetido às suas ordens organizacionais e de batalha, sem exceção.

    Ares colocou-se de pé, dando um soco no ar. Não era necessário qualquer aceite expresso. Ele havia aceitado o encargo. Todos riram e aplaudiram. Ares era um daqueles seres que ninguém costumava contestar; simplesmente era o que era.

    — É nomeada Vitalícia e Honorável Responsável pela Academia de Estudos de Carlin Atena, com efeitos imediatos, assegurada a possibilidade de manutenção das suas atividades no Olimpo.

    Atena colocou-se de pé e fez uma reverência breve, entusiasmadamente aplaudida por todos os presentes. Jason sorriu para ela; feliz.

    — O incandescente Randal torna-se Membro Permanente do Conselho da Coroa, e atuará diretamente na tomada de decisões administrativas, diplomáticas e de guerra a serem proferidas por mim, em caráter vitalício.

    Randal sorriu, feliz. Os aplausos o acompanharam.

    — Por serviços prestados à cidade e ao continente num contexto geral, John Walker e Leonard Saint recebem a honraria máxima dada pela Coroa, sendo, a partir deste momento, considerados Lordes, em caráter irretratável.

    Este foi um momento confuso. Os presentes aplaudiram de forma efusiva, mas Leonard não parecia entender muito bem a natureza do título que lhe fora concedido. Pomposo, ele estufou o peito, colocou-se de pé, adiantou-se e deu um beijo estalado no rosto de Heloise, que enrubesceu. A Jason não escapou o olhar que eles haviam trocado; ele estreitou os olhos, dando um meio sorriso.

    — Finalmente, como não poderia deixar de ser, Jason Walker — ela sorriu para ele com carinho. — Por sua enorme fibra moral, pela forma como conduziu a cidade nos últimos anos, pelas missões impossíveis que foi capaz de cumprir e pela força impingida no desempenho de suas funções, oficiais ou não, a Jason Walker é ofertado o cargo de Rei Regente da Cidade de Carlin, que poderá atuar, de forma isolada ou em conjunto com a Rainha Regente de Carlin, sendo-lhe atribuído o direito de comandar a cidade como melhor lhe aprouver, ao meu lado ou na minha ausência, sendo-lhe conferidas as mesmas prerrogativas que me assistem, aos seus descendentes e à sua família.

    Neste momento, a balbúrdia se instaurou. A maior parte dos presentes rompeu o protocolo e simplesmente deixou seus lugares, adiantando-se para tocar qualquer parte do corpo de Jason que fosse possível. O cavaleiro sentiu-se sufocado por um instante, e até pressionado, mas o ato foi-se tão depressa quanto se veio. Quando os presentes retornaram aos seus lugares, Heloise já estava sentada no seu trono e Crunor já havia materializado um segundo exatamente ao seu lado, adornado em verde-esmeralda e branco.

    Jason sorriu, sem saber o que dizer. Crunor retornou ao seu assento e Heloise ofereceu-lhe o púlpito.

    O cavaleiro posicionou-se atrás dele, ardendo de vergonha quando todos os olhares convergiram para si. Ele pigarreou para desfazer o nó na garganta.

    — Aceito — disse, com simplicidade.

    Novamente, o salão quase explodiu. Desta vez, contudo, ninguém saiu do seu lugar. Quando a bagunça finalmente terminou, Jason viu-se rindo involuntariamente, quase contrafeito. Novamente, ele limpou a garganta.

    — Entendo… entendo que muitos de vocês podem estar se sentindo um pouco confusos. De fato, Ferumbras tirou minha vida. Ou esteve muito próximo disso.

    “Às vezes, pode se tornar um verdadeiro fardo carregar uma relíquia história. Randal, Zathroth, Leonard, John, até mesmo Atena e Ares, todos conhecem esse sentimento. Exige-se muito de todos nós, e a missão quase nunca é simples de se cumprir. Durante muito tempo, isso foi o que a Espada de Crunor representou para mim: um fardo. Lancaster Wilshere tentou me matar, simplesmente para tomar posse dela. No inferno, Aleister Crowley conseguiu me desarmar, e foi necessário mais do que a posse de uma relíquia para assegurar que John Walker, que injustamente cumpria penitência, fosse resgatado de onde estava.

    “Este é um momento difícil para todos nós. Estou seguro de que Edron, Ankrahmun, Darashia e Thais voltarão a ser o que sempre foram: polos industriais e comerciais do nosso continente. Inobstante, é necessário assumir a responsabilidade pelo que aconteceu com muitos de vocês, que perderam pais, filhos, tios, primos, amigos e companheiros.

    “Lúcifer foi solto porque estive dominado pela sede de vingança. Quando Zathroth imprimiu seus maiores esforços em tomar minha relíquia, colocando seus jogadores mais habilidosos em campo, senti a necessidade de protegê-la. Matei boa parte deles. E Apocalypse me traiu. Ofertou-me a destruição daquilo que seria responsável por libertar o diabo. E tive culpa no que aconteceu.

    “Automaticamente, insuflei para dentro de Leonard o mesmo desejo de vingança. E ele matou Cain, quando deveríamos tê-lo aprisionado. E Ferumbras vagou entre nós, justamente quando nós nos encontrávamos mais fragilizados pelas nossas perdas. Não há forma menos controversa de estabelecer esses parâmetros. Se muitos de vocês sofreram pelas incursões mais recentes em nosso planeta, saibam que boa parte da responsabilidade por isso foi minha.”

    Os presentes entreolharam-se, sem saber o que dizer. Fato é que nenhum deles responsabilizava Jason por qualquer coisa que fosse; a posição adotada por ele naquele momento parecia mais honrada do que nunca.

    — Ao mesmo tempo, também sinto que é necessário esclarecer alguns pontos do último combate. Adquiri vantagem sobre Ferumbras quando a luta começou, e, erroneamente, abdiquei dessa vantagem, quando poderia tê-lo matado, para retornar a Carlin e combater seus demônios. Se houve perdas posteriores, foi por causa da minha péssima capacidade de tomar decisões adequadas.

    “Contudo, perdi também os meus diante dos últimos acontecimentos. Zathroth e Bellatrix tornaram-se grandes amigos. Carl e Logan foram os responsáveis pelo início das missões. Yalahari me protegeu quando sequer me conhecia, e sua vida também se perdeu nesse interregno. E Crunor teve de assistir à morte de cada um dos seus combatentes, restando-lhe apenas poucos incandescentes nos quais se fiar.

    “Todavia, é necessário ressaltar um de nós, um daquele que nos deixou, o mais importante de todos, independentemente da participação dos demais, que foi essencial.”

    Ele levantou a cabeça e tentou registrar cada um dos olhares que convergiam para ele. Foi impossível. Eram simplesmente muitos.

    — Eremo Walker foi o fiel da balança. Ele nos orientou durante todo o trajeto e salvou minha vida mais de uma vez. É meu padrinho, aquele a quem foi conferida a obrigação de me criar. E, por sua determinação em assegurar que eu não me tornasse um guerreiro que se escondia, delegou a função a Margareth, Heloise e Svan. Gostaria que fizéssemos um minuto de silêncio por Eremo. Se conseguimos conquistar a vitória, ele foi a maior força-motriz que assegurou a possibilidade.

    Todos, inclusive Crunor, baixaram a cabeça em silêncio. Jason e Leonard trocaram um olhar cheio de significado.

    Quando o tempo finalmente terminou, Jason pigarreou pela terceira vez.

    — O que me manteve vivo foi o feitiço de Randal — declarou, para a surpresa de todos os presentes, inclusive Randal, mas exceto Leonard. — De demônio a incandescente, ele assumiu um posto de especial relevância no céu. Ainda que de forma tardia, sua magia assegurou que os danos causados por Ferumbras não fossem permanentes. Meu sistema se regenerou de dentro para fora porque me tornei o Patrono do Apocalipse, e a magia de Randal era destinada especialmente ao Patrono, como o Livro das Ciências Ocultas prevê. A Randal, meus agradecimentos especiais. Ocupa posição como a de Eremo diante do sucesso da missão.

    Novamente, aplausos. Desta vez mais contidos, mais dotados de respeito. Randal assentiu com a cabeça, aceitando a explicação. Parecia mais do que razoável.

    — Gostaria de proferir meu primeiro decreto como Rei Regente — disse ele, ao que todos riram, inclusive Heloise. — Decreto feriado na cidade, nos próximos três dias. Nomeio Dionísio para os preparativos para a nossa festa. Durante esse período, determino a suspensão armada da cidade. Ninguém deverá portar qualquer arco, besta, machado, clava, espada ou semelhante, devendo-se resguardar a pacificidade do momento.

    Jason levantou os olhos e fixou-os em Crunor.

    — Estão todos dispensados.

    Enquanto todos se levantavam e dirigiam-se ordenadamente para a saída do salão, conversando de forma descontraída, Jason adiantou-se para Crunor, admirando-o. Ele estendeu a mão para cumprimentá-lo, mas o Criador abriu os braços como quem dissesse “qual é?” e recebeu o abraço de Jason, um dos seus últimos descendentes vivos.

    — Obrigado — sussurrou o cavaleiro ao seu ouvido.
    — Quem agradece sou eu — respondeu Crunor, no mesmo tom de voz.

    Eles se separaram e ele deu ao cavaleiro o seu mais bondoso sorriso antes de misturar-se à multidão. Adiante, Ártemis e Melany aproximaram-se, e Jason sentiu seu coração inflar ao estar próximo da amazona outra vez.

    — Gostaria de dar um presente — disse Ártemis, com sua voz soprana e infantil. — Mas não é para Melany, é para você. Aceito, com efeitos imediatos, a desfiliação dela do Acampamento das Amazonas. Fica levantado, desde já, seu voto de castidade.

    Ela recomeçou a andar mas, a meio caminho, girou nos calcanhares.

    — Formem uma família adequada e deem-me descendentes.

    Jason arqueou as sobrancelhas antes que ela desaparecesse, virando-se para Melany.

    — Descendentes?
    — Não acha que é o único a ter um parente consanguíneo que detém certa fama, certo?

    O cavaleiro abraçou-a e beijou-a longamente, sentindo-se, pela primeira vez, como se nunca tivessem se separado. Próximo dali, Leonard agarrava impulsivamente Heloise. De certa forma, o contraste estabelecido pela diferença de idade deles parecia acentuar o fato de que um combinava com o outro. O cavaleiro anotou o fato mentalmente para sacaneá-los no futuro, afinal, fora vítima de Leonard em mais de uma oportunidade.

    — Acabou? — questionou Melany, afastando-se mas mantendo os braços ao redor dele.
    — Acabou — ele respondeu, respirando fundo.

    NA SEQUÊNCIA: EPÍLOGO
    Jason Walker e o Retorno do Príncipe
    Sexta história da série de Jason Walker e contando. Quem sabe não serão dez?

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  3. #83
    Avatar de Sombra de Izan
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    Excelente final, antes do almoço já estava escrevendo sobre o penúltimo capítulo.
    O estereótipo do Ferumbras me lembrou bem um personagem de um jogo antigo (não lembro o nome, talvez um dos FF), mas é mais comum no DBZ, boa sacada mesmo, achei o máximo.
    O vocabulário adotado também é bem variado e rico, não enjoa a narrativa.
    Foi uma ótima história, aguardo atualizações.
    Se o Botas tivesse por ai já imaginava o que ia dizer, pah fez de trouxa o mago e pah ficou com uma moral e pah pegou a gatinha kkkkkk

  4. #84
    Cavaleiro do Word Avatar de CarlosLendario
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    Sem palavras, Neal. Puta merda. Que final excepcional, mesmo que apenas tratando-se da entrega de títulos. Acho que um final feliz me faz falta há algum tempo. Só ando lendo e escrevendo desgraça. Ainda falta o epílogo né, mas ainda assim, dá pra tratar dessa maneira.

    Acho que vou esperar o epílogo antes de falar tudo que tenho a dizer. Mas não deixo de dar elogios a como esse capítulo, simples como está, ainda transparece algo maior. Talvez seja pelo peso de todas as aventuras anteriores sendo relembradas aqui e Jason ainda sentindo a culpa por muitas das coisas que aconteceram. Mas é bom saber que ninguém realmente se importa com isso, afinal, no fim, ele salvou Tibia e agora parece não haver mais ameaças. Por enquanto, talvez. Acredito que essa geração do Jason viverá de paz por muito tempo.

    Engraçado ver o Jason encabulado em falar com o público. Parece que o Ferumbras não é nada se comparado a discursar para o público e aceitar a admiração do povo. Foi hilário todo mundo indo pra cima dele na hora que a Heloise anunciou ele como regente de Carlin. Inclusive, com esse novo elenco assumindo esses postos de Carlin, capaz que essa cidade vire uma verdadeira potência tibiana, superando Thais em todos os sentidos. Daqui meio milênio eles já estarão no espaço. E parece que o Leonard decidiu traçar a rainha? Nunca me passou pela cabeça que ele apreciasse mulheres mais velhas, as famosas MILFs. Interessante. Homem de bom gosto.


    Bom, vou aguardar o epílogo pra falar mais coisas. Mas acho que não tem muito mais o que dizer, sinceramente. Só te parabenizar por ter conseguido terminar essa história. Só é uma pena não poder publicar a próxima aqui.

    E você aparentemente não gosta da maioria dos personagens de LoL, não é? Não gostar do Azir e da Lissandra é sacanagem.


    E esse final me fez pensar no de Bloodtrip. Embora muita merda tenha rolado aqui, Jason teve o melhor final possível pra ele, agora a Melany pode ser a esposa dele sem problemas, e ele ainda tem a admiração de todo o Tibia por ter salvado o mundo e o cargo de rei regente. Ele teve esse final sensacional, enquanto o Nightcrawler foi sozinho destruir a Irmandade do Caminho de Sangue, matar seu antigo melhor amigo e tudo isso enquanto estava morrendo devagar envenenado. E ainda vai passar a eternidade no inferno. O continente principal inteiro o odeia, poucas pessoas gostavam dele, e ele morreu sem poder corresponder à Lea. Carlin também tá toda fudida, e o engraçado é que ela é minha cidade preferida. Acho que nem sou cuzão, né? Bom, na próxima história, acho que as coisas melhorarão. E espero poder escrever ela direitinho no Wattpad. 2019 certamente será movimentado pra mim, mas darei um jeito.

    A propósito, cuidado ao quotar essa mensagem, vai todo mundo tomar spoiler da minha história. Mas não que isso importe a essa altura do campeonato.



    ◉ ~~ ◉ ~ Extensão ~ ◉ ~ Life Thread ~ ◉ ~ O Mundo Perdido ~ ◉ ~ Bloodtrip ~ ◉ ~ Bloodoath ~ ◉ ~~ ◉

  5. #85

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    Que final, meu amigo. Ver que todos foram se confraternizar e tiveram um final feliz, é muito bom, apesar de saber que ainda vem o Epílogo.
    Os olimpianos assumindo cargos ali, me causaram estranhamento, talvez por que eu tivesse assumido uma imagem de "entidades, Deuses" para eles, mas lembrando de todo o desenrolar da história, se assim fossem, teriam matado Ferumbras em um estalar de dedos. Já aqui, eles meio que foram "nerfados".
    No mais, ansioso pelo epílogo, e por demais histórias que venham a aparecer por suas mãos.
    (PS: se for pra outra plataforma, não esqueça de deixar uma PM avisando pra onde vai)






  6. #86
    Avatar de Ameyuri Ringo
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    De grande alegria acompanhar todos os arcos sentimento triste acabou putz man sadboy eu tinha dito antes que no final eu fica triste e feliz mas vou guarda minhas consideracoes finais para o epilogo voce tenho como um amigo foi uma honra desfruta de suas obras espero por mais graaatzzz neal
    Ameyuri Ringo The Ghost Of Sparta!!!

  7. #87
    Avatar de Neal Caffrey
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    Rapaziada, chegamos ao fim. É o último capítulo do último tomo da série de Jason Walker.

    Ainda escrevi um pedaço do volume "Revelations", que pretendia contar alguns aspectos periféricos da nossa história tão rica (?) em detalhes. Todavia, reservo-me o direito de mantê-lo em sigilo. Se houver algum apelo na chamada, posso pensar em trazê-lo pra cá. Mas, a rigor, o Carlos tem me acompanhado por ser muito leal, o Ringo a mesma coisa, Ison e Sombra aparecem aqui de vez em quando, sempre que o tempo permite, e a seção morreu. O tópico do Roleplaying em Luminera e as histórias de Jason Walker são os únicos que mantêm a nossa rica (!) seção do fórum ativa, por uma infelicidade do destino.

    Agradeço, de coração, a todos que tão devotamente acompanharam essa bosta até o final. Foi uma satisfação escrever pra quem tivesse o interesse de ler, e mais, ver os comentários de vocês aos volumes de Jason Walker é muito gratificante. Registrei a história há alguns meses e talvez faça alguma amoldagem de urgência pra poder publicá-la. Quem sabe?

    Pra quem quiser manter o contato comigo, deixo o canal aberto (sem viadagem). Mande PM que disponibilizo meu número de whatsapp. Menos pro Carlos.

    Tamo junto nessa, firma? Valeu, galera!

    EPÍLOGO


    Sentados no andar superior da casa que o cavaleiro e o arqueiro costumavam dividir, Jason, Leonard, Heloise, Melany, Randal e John compartilhavam do cachimbo d’água, absolutamente desarmados. Secretamente, Jason tinha muita vontade de tirar sarro dos cabelos agora quase grisalhos de Heloise, e daquele bigode ridículo que Leonard decidira ostentar. Sua opinião sobre os mullets de John não era melhor, ainda mais depois que ele retornara ao serviço de Crunor. Randal era o único que conservava a mesma aparência, mas parecia um pouco mais robusto fisicamente.

    A uma distância segura, quatro crianças com pouca diferença de idade disputavam brinquedos sofisticados, dois meninos e duas meninas.

    De repente, o mais velho deles, que não devia ter mais do que seis anos, aproximou-se de Jason, olhando-o com mau humor. Tinha os mesmos cabelos negros de Jason, os olhos aguçados de Melany e o azul dos de Crunor. A mistura parecia servir-lhe muito bem.

    — Bella é muito idiota — disse ele, com a voz aguda.
    — Eremo — repreendeu Melany, fechando a cara. — Já ordenei que não ofendesse sua irmã.

    Bella era muito ruiva, como Melany, e já bastante encorpada para uma criança de quatro anos. Ela ria maldosamente para Eremo, mostrando-lhe a língua.

    — Pegou minha bolsa e não quer devolver — queixou-se Eremo.

    Jason revirou os olhos. O filho mais velho era muito molenga.

    O outro garoto, um pouco mais jovem do que Eremo, mas mais velho que Bella, atirou-se no colo de Leonard, espreguiçando-se e ocupando também o colo de Heloise. Tinha cabelos ralos, mas cacheados como os de Heloise. Particularmente, Jason achava que ele se parecia com um anjinho.

    De repente, ele soltou um arroto particularmente alto.

    — Não sei mais o que fazer com Zath, sinceramente — reclamou Heloise, as sobrancelhas muito unidas. — É um porcalhão.
    — É forte e intenso como o pai — orgulhou-se Leonard.

    A outra garota, ainda mais jovem do que Bella, simplesmente assistia a tudo nos arredores com relativo interesse. Seus olhos curiosos eram semelhantes aos de Leonard. Dava mostras, contudo, de que seria semelhante a Heloise no futuro.

    — Bambi é tão mais educada — comentou John, levantando uma sobrancelha.

    Jason sorriu para ele, feliz. Leonard deu-lhe o dedo.

    Diante deles, a Espada de Crunor, o Arco dos Elfos, o Livro das Ciências Ocultas, o Colar de Contas, a Túnica Rubra, o Anel Finalíssimo, a Lança do Destino, o Bracelete de Anúbis, o Capacete dos Anciãos, a Varinha Mestra e o Cajado de Moisés encontravam-se enclausurados dentro de um enigma milenar. E Jason renunciara à posição de Patrono do Apocalipse.

    Já se haviam passado quase 10 anos.

    E o uso daquelas armas não se fizera mais necessário.

    FIM
    Jason Walker e o Retorno do Príncipe
    Sexta história da série de Jason Walker e contando. Quem sabe não serão dez?

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  8. #88
    Avatar de Sombra de Izan
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    Show de bola o último capítulo, bem tipo de família, toda vez que ouço esse enigma milenar lembro daquele do yugioh, que a paz perdure por mais de um século.
    Parabéns por sua história, só não entendi o preconceito com o Carlos

    É interessante fazer esses grupos, depois de um tempo acabei em alguns grupos de jogos, apesar da galera ir se migrando entre eles, é bacana manter o laço.

  9. #89
    Cavaleiro do Word Avatar de CarlosLendario
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    Ah, vá a merda você e todas as suas menções ao meu nome. Vá a merda também por esse epílogo quatrocentas vezes melhor que o meu.


    Eu realmente adorei essa história, embora sinta que pode ser a última que lerei nessa seção. Acho que já fiz o possível por esse lugar, e a essa altura, não vale mais a pena tentar nada. Não podemos ressuscitar mortos. Mas deixando isso de lado, embora seja a última, diria que é uma das melhores que já li, a altura da primeira que eu li aqui, aquela história do famoso encantador de cobras Danboy. Na primeira vez que li, corri pra contar pra antiga geração dessa seção (2012-2013) sobre a baita história que surgiu do nada na seção e que tanto se diferenciava daqueles que tentavam escrever algo aqui, mas logo desistiam. Nos tempos seguintes, enquanto acompanhava a história, eu sonhava com um comentário seu avaliando minha história, e cá estamos nós, bons amigos um xingando o outro. É surpreendente como a vida caminha.

    Ela ajudou no meu modo de escrita, assim como seus conselhos ajudaram bastante. Eu estava frustrado com meus textos mecânicos, mas depois do início de Jason Walker, pude melhorar, e muito. Bloodtrip encerrou bem, e agora posso escrever coisas melhores, sem sentir a mesma frustração de antes. Sim, é correto dizer que, se não fosse essa história, talvez eu teria desistido de ser um escritor. Mas, ainda assim, eu tenho muito a melhorar, e espero poder publicar coisas decentes no futuro.

    Mais uma vez, parabéns por ter concluído Jason Walker. Gostei da escolha de nomes das crianças dos heróis, e principalmente do bigode do Leonard. Ele merecia um. Esse epílogo me lembra que preciso criar um final feliz também, ou meus futuros leitores ficarão irritados comigo. Sobre publicar a história, certeza que teria que falar com a CipSoft primeiro, mas eu também tenho intenção de fazer isso com Bloodtrip e até outras obras futuras que lançarei no Wattpad. Se depender de nós, Tibia nunca morrerá. Ao contrário desse fórum.


    Tamo junto, advogato do diabo. Vamos para a próxima.



    ◉ ~~ ◉ ~ Extensão ~ ◉ ~ Life Thread ~ ◉ ~ O Mundo Perdido ~ ◉ ~ Bloodtrip ~ ◉ ~ Bloodoath ~ ◉ ~~ ◉

  10. #90
    Avatar de Shirion
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    Parabens por ter terminado a historia às vezes é difícil concluir e encerrar. Eu até comecei a ler essa sequencia de histórias mas fiquei afastado do forum e não li mais nada. Vou lendo aos poucos a partir de onde deixei de ler e depois faço um feedeback geral de tudo

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