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Tópico: Jason Walker e o Patrono do Apocalipse

  1. #11
    Avatar de Neal Caffrey
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    No último capítulo: Jason Walker descobriu que Eremo é seu antepassado e, mais que isso, seu padrinho, assim designado por seus pais, Lawton e Clarice Walker. O episódio terminou com todos encurralados no acampamento avançado de Femor Hills, e Jason tentando negociar com os soldados de Ferumbras.

    CAPÍTULO III – OUTRO LADO


    Zathroth entrou de volta na barraca, certificando-se de que todos os seus feitiços de proteção funcionavam adequadamente. Ele apertou a caixa de música próxima ao peito, refletindo sobre se valia a pena morrer por ela.

    Sentado na cama no canto oposto, Randal olhava para ele, um pouco ansioso. Quando a tropa de Ferumbras invadiu Carlin, pouco antes do retorno de Jason Walker e dos outros da viagem ao Olimpo, Zathroth decidiu que salvar o demônio era mais importante do que oferecer inútil suporte à cidade. Sabia que Jason tinha condições de sair daquela, e, para os anseios futuros de todo o continente, proteger duas relíquias e impedir que Ferumbras colocasse suas mãos nelas era mais exigível do que qualquer outra coisa.

    Ele apertou os olhos quando um anu dourado entrou voando pela cabana, iluminando todos os cantos dela. Randal levantou-se devagar, os olhos também fixos no animal, que não era feito de nada palpável, mas parecia ser feito de fumaça, pura e simples. Ele pairou no ar por alguns instantes, leniente, e se dissolveu um segundo depois.

    Finalmente, a voz de Heloise começou a preencher a cabana.

    — Jason, John e Leonard fugiram — disse a voz etérea. — Ferumbras matou Bambi. O restante da população foi poupado. Morfeu comanda a cidade de Carlin. Mantenham-se vivos e seguros. Voltamos a conversar em breve.

    Zathroth estava prestes a assobiar quando ouviu uma voz do lado de fora.

    — Ora, ora, ora.

    Voz de mulher.

    Ele sacou a espada devagar, e Randal puxou seu inseparável cajado de feitiços. Eles semicerraram os olhos na penumbra, conjecturando.

    — Os dois, para fora — ordenou.

    Eles se entreolharam e saíram da barraca bem devagar, de armas em punho. Nos arredores, a neve, que somente ia se acumulando do lado de fora do raio do feitiço de proteção de Zathroth, começou a salpicar a barraca também.

    Zathroth franziu o cenho e anotou mentalmente o fato. Achava que tinha descoberto algo de relevante ali.

    Diante deles, estava uma mulher com outros dois comparsas. A julgar pelo “F” insculpido em seu uniforme, eram funcionários de Ferumbras. Randal sacudiu a cabeça de leve, incomodado. Era impressionante o quão rápido aquele ser tinha conseguido construir um exército de membros leais.

    — Zathroth e Randal — disse a mulher, que tinha cabelos curtos e espetados, muito negros. — Com as nossas relíquias. O Inominado ficará feliz.

    Randal apertou os lábios, sem responder.

    — Existem duas formas de fazer isso — continuou a mulher. — Vocês reagem, e ambos morrem, ou vocês não reagem, e só um de vocês morre. E vou espelhar a bondade no coração do nosso mestre. Permitirei que escolham entre vocês quem morrerá.
    — Tenho um acordo melhor — Randal engoliu em seco. — Vocês viram as costas, alegremente fingem que não viram nada e nenhum de vocês morre.

    A mulher riu, achando graça.

    — Bem… digamos que essa é uma composição que não podemos aceitar.

    Randal não esperou. Girando o cajado, ele disparou, arrancando violentamente a cabeça do comparsa da direita. A mulher se retesou somente pelo tempo necessário para Zathroth vencer a distância até eles e cravar a espada no pescoço do comparsa da esquerda.

    Quando a mulher começou a bater em retirada, Zathroth estendeu a mão espalmada para ela e proferiu um encanto breve. Um segundo depois, suas pernas se juntaram e ela rolou pelo chão, incapaz de se mover.

    Randal avançou devagar, atento, franzindo o cenho ao ver os dois seres humanos mortos. Odiava matar. Mesmo quando era necessário, algo no âmago do seu ser lhe acendia um sinal de alerta sempre que isso acontecia.

    Zathroth debruçou-se sobre a mulher, cuja expressão era impassível.

    — Como foi que nos encontrou? Proferi encantamentos o dia todo. Repentinamente, surge você com esses dois sacos de bosta nos seus calcanhares. Qual é o segredo?

    A mulher sorriu, apertando os lábios.

    — Volte para dentro — disse Zathroth para Randal, sem olhar para ele. — E não abra a boca. Tenho uma boa suspeita sobre o que acontece aqui.

    Randal não discutiu. Fixando o cajado ao cinto, voltou para dentro da cabana. Um segundo depois, a mulher começou a gritar, e o demônio recolheu-se na cama mais distante da entrada, tapando os ouvidos e sentindo os olhos encherem de lágrimas.

    A tortura de Zathroth pareceu ter durado uma eternidade. Quando finalmente ele retornou para dentro da barraca, estava sujo de sangue da cabeça aos pés, vinha com uma sobrancelha erguida e analisava com satisfação o fio da espada, manchada de sangue como ele.

    — É o nome dele — disse, respirando fundo. — Por isso ninguém o chama pelo nome. Não é por medo em si. Eles têm uma central operando em Edron com um feitiço fixo. Toda vez que alguém pronuncia o seu nome, o mapa que eles têm do continente se destaca no local em que o nome foi dito, com uma pequena margem de erro na questão da metragem, e eles enviam gente para lá instantaneamente. É ardil, mas é engenhoso. Devia ter feito isso quando costumava causar confusão.

    Randal tirou o rosto das mãos.

    — Você ainda causa confusão.

    Zathroth riu anasalado.

    — É, mas agora mantenho-nos vivos quando causo. Agora, se me dá licença, preciso enviar uma comunicação… segura… aos nossos… amigos.

    Ele deixou a barraca novamente e Randal apertou o Colar de Contas com as mãos, perguntando-se se teria que enfrentar muito mais antes daquela crise finalmente terminar.

    *

    Heloise terminava de preencher alguns papéis quando Morfeu entrou em sua sala, as mãos cruzadas atrás do corpo, o rosto mais radiante do que nunca. Seus olhos endureceram um pouco ao perceber que a rainha preenchia documentos oficiais, e, por um longo momento, ele somente permaneceu ali parado, pigarreando, como se quisesse chamar a sua atenção.

    — Sugiro que procure um dos nossos druidas, Morfeu — disse ela, sem levantar os olhos. — Sua garganta não está legal.

    Morfeu sorriu, achando graça.

    — Vai ver é porque Jason Walker chutou o seu rabo há menos de um dia. Leva um certo tempo mesmo para se recuperar.

    Ele se sentou na cadeira defronte dela, cruzando as pernas.

    — Acha isso engraçado?

    Finalmente, ela levantou o rosto, segurando-se para não rir.

    — Para falar a verdade, acho muito. Você deve ter, o quê? Um milhão de anos de vida? Um menino de 19 anos o chutou para lá e para cá como se fosse uma bola. Ora — enfim, ela soltou um risinho —, se isso não é engraçado, acabamos redefinindo o conceito de humor.

    Morfeu alisou o terno, conjecturando.

    — Preciso ser respeitado — ele disse, levantando-se. — Acho que existe uma forma de convencê-la.

    Um segundo depois, Heloise tombou para a frente, desmaiando sobre a pilha de papéis.

    Ao voltar a si, a rainha viu-se numa floresta úmida, ao pôr-do-sol. Seus olhos demoraram para se acostumar com a claridade. Sob os seus pés descalços, a grama fofa era muito vívida, muito real. Não era possível dizer se estava sonhando ou se aquilo, de fato, estava acontecendo.

    Alguns passos adiante na clareira, Jason surgiu. Ferumbras vinha logo atrás, segurando seu ombro. Segundos depois, Morfeu marchou para dentro da clareira também, trazendo firmemente presa a uma das mãos nada menos do que a cabeça de Leonard Saint. O colar de contas de Randal estava pendurado no pescoço do cavaleiro.

    De repente, Morfeu atirou a cabeça de Leonard para cima e, com um único movimento, Jason cortou-a ao meio, surdo aos gritos de protesto de Heloise. Svan surgiu um segundo depois, leniente, coberto de sangue da cabeça aos pés, e Jason cortou seus membros muito devagar, rindo abertamente enquanto analisava a expressão de angústia e tortura no rosto da rainha.

    No instante seguinte, ela estava de volta à mesa de papéis. Rasgara diversos deles na ânsia de tentar se segurar em algo palpável.

    — Ilusão ou previsão do futuro? — Morfeu sorriu para ela, e ela se retesou, amedrontada. — Vou deixá-la com esta pequena dúvida. Reflita sobre ela. E cuidado com a língua. Pode ser que Jason Walker a esteja cortando no futuro.

    E saiu, batendo a porta atrás de si.

    Heloise escondeu o rosto entre as mãos, chorando e soluçando. Quando enfim se recompôs, pôs-se a raciocinar. Morfeu era, de fato, uma criatura poderosa, e desafiá-lo não parecia agora uma ideia tão inteligente quanto fora minutos antes.

    Como que para completar as surpresas do dia, uma imensa serpente de fumaça dourada esgueirou-se para dentro da sala, através da janela. Heloise não esboçou reação alguma enquanto ela avançava devagar, arrastando-se e enrolando-se diante dela, os olhos obedientes fixando-a com leve interesse.

    No momento em que ela se dissolveu, bem em tempo de surpreender a rainha, a voz de Zathroth falou, distante, preenchendo todos os cantos da sala.

    — Não diga o nome dele. É um chamariz, não desfaz qualquer feitiço, mas brilha no mapa como uma lâmpada incandescente. Randal e eu estamos bem. Estamos no rastro de uma relíquia. Não faça nenhuma bobagem.

    O som se foi tão rápido quanto veio. Por um instante, a rainha permaneceu parada no mesmo lugar, observando o ponto onde a cobra sumira com saudade. Zathroth tinha sido um grande amigo durante o período em que estiveram e Carlin e, agora, auxiliava a todos na busca pelas relíquias, com o objetivo de contornar aquela crise.

    Repentinamente, Morfeu abriu a porta da sala, entrando devagar, atento.

    — Com quem conversava?
    — Limpe os ouvidos também, além da garganta — ela respondeu impulsivamente, tarde demais para se arrepender. — Está ouvindo coisas.

    Desconfiado, ele fechou a porta devagar, deixando para trás uma Heloise cheia de dúvidas e incertezas.

    *

    Jason acabara de deixar a Espada no chão e estava se endireitando devagar quando três soldados tombaram repentinamente, chamando a atenção dos demais. Foi a deixa que o restante do grupo precisava.

    Na altura em que John recuperou seu cajado e perfurou uma cabeça com um feitiço, Eremo surgiu de dentro da floresta rasa e começou a derrubar corpos com uma velocidade impressionante para a idade. O líder do bando, aquele que abordara Jason, adiantou-se contra o menino, que puxou a Espada depressa e passou a combatê-lo.

    Nos arredores, Eremo travava uma batalha privada com um feiticeiro particularmente experiente, mas que estava longe de estar aos seus pés. Carl dava cabo de dois soldados, assim como Logan, e Leonard disparava flechas a esmo, errando os colegas por muito pouco, mas acertando pernas, braços e barrigas com muita destreza.

    Enfim, Jason desarmou seu adversário e acertou-lhe um bom soco, desacordando-o. Eremo atingiu o coração de seu oponente e o desmontou, ingressando no combate de Carl e dando cabo de um dos seus adversários. Leonard sacou a Lança do Destino e cravou em um deles pelas costas, reduzindo ainda mais seu contingente.

    No instante em que Logan cortou sua última cabeça, a batalha terminou. Muito depressa, Eremo venceu a distância até o líder do bando e o amarrou com um bom feitiço. No momento seguinte, Jason o puxava para um abraço longo.

    Sem jeito, o druida retribuiu, sentindo-se ruborizar. Compreendia que Jason se sentia grato, mas achava que aquele abraço, tão fraternal, não tinha qualquer relação com o combate recente. O garoto o soltou e o afastou para olhá-lo melhor.

    — Velho miserável — ele sorriu, enxugando as lágrimas. — O que pensa que está fazendo?
    — Salvando o seu rabo — Eremo sorriu de volta, encabulado. — De novo.
    — Oh, sim, vamos gastar todo o nosso tempo com abraços, beijos e muito romance — John revirou os olhos, impaciente. — Caso não tenham notado, nosso esconderijo já não se encontra mais tão escondido assim. Parece simples, mas não é. Estamos expostos aqui.

    Jason baixou os olhos para o líder, que começava a despertar, confuso. Irritado, o cavaleiro o arrastou de qualquer jeito até a parede mais próxima, pressionando-o com violência. Os olhos dele arderam por um instante ao perceber quem estava defronte dele, mas, ao contrário de como estava há alguns minutos, agora sua desvantagem era latente.

    — Como nos encontrou?

    Ele aproximou o rosto de Jason, mordaz.

    — Esse é o meu trabalho.
    — Seu trabalho será tocar o inferno se não me der uma resposta satisfatória.

    O homem ergueu uma sobrancelha, sarcástico. Entrementes, todos se surpreenderam quando uma imensa cobra de fumaça dourada se esgueirou devagar, aproximando-se do centro da roda.

    Jason arqueou as sobrancelhas quando ela se dissolveu, especialmente quando a voz de Zathroth pode ser ouvida. Etérea, distante, mas muito clara.

    — Não diga o nome dele. É um chamariz, não desfaz qualquer feitiço, mas brilha no mapa como uma lâmpada incandescente. Randal e eu estamos bem. Estamos no rastro de uma relíquia. Não faça nenhuma bobagem.

    O cavaleiro ainda tentava assimilar o que acabara de acontecer quando o soldado de Ferumbras retomou as rédeas da conversa, como se nada tivesse acontecido.

    — Você tem muito o que aprender, moleque — e cuspiu no chão. — Faça o que tiver que fazer. Não há nada, absolutamente nada, que você possa fazer contra mim que seja pior do que aquilo que ele prepara para quem se intromete em seu caminho. E, antes que me esqueça… lembranças da casca de Ferumbras.

    John adiantou-se e cravou seu cajado na cabeça do homem, sacando-o depressa.

    — Ouviram o que Zathroth disse — explicou, às pressas. — Vamos embora. Desta vez, vieram 12. Não sei quantos virão da próxima.

    Jason achou que as informações transmitidas por Zathroth faziam certo sentido. Afinal, o receio de se pronunciar o nome de Ferumbras parecia conter algo além do medo puro e simples, e o fato de seu nome criar uma espécie de feitiço de localização dava a impressão de ser bastante esclarecedor.

    Agora, existia outra preocupação: Zathroth mencionou que ele e Randal estavam rastreando outra relíquia. Tinham uma vaga noção de onde estavam o Cajado de Moisés e a Varinha Mestra, mas onde estariam o Capacete dos Anciãos, a Túnica Rubra e o Bracelete de Anúbis? Seria possível que estivessem no rastro das mesmas relíquias? E, mais: poderia haver algum tipo de conflito por causa de alguma delas?

    Após cerca de 200 metros de caminhada a partir do local onde Logan e Carl mantinham o acampamento, uma explosão pode ser ouvida. Jason relanceou um olhar por sobre o ombro e notou que o acampamento, agora, estava em chamas. Tentou não tocar no assunto quando Carl baixou os olhos, triste, e Logan manteve fixo seu olhar na direção em que caminhavam, obstinado.

    Afinal, se deviam favores a Eremo, estariam confortáveis com a missão, certo?

    Fato é que marchavam rumo ao desconhecido, buscando o imponderável, criando previsões apocalípticas do futuro e ansiando por um tempo de paz que não estavam certos sobre se viria.

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    Jason Walker e o Patrono do Apocalipse

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  2. #12
    Cavaleiro do Word Avatar de CarlosLendario
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    Mais um excelente capítulo, Neal. Muitas coisas interessantes nele.

    Aparentemente, Zathroth continua contribuindo bem, e parece não se intimidar com quaisquer lacaios que Ferumbras enviar. A propósito, essa ideia da menção do nome dele servir como um rastreador é muito boa, não sei porque o Voldemort não tentou fazer algo assim também. Bom, na própria história, ele não parece lá tão esperto assim, se me permite dizer. Mas seria uma mão na roda pra impedir o trio heroico de achar suas horcruxes e matar Harry de uma vez. Enfim, a ideia é boa, e explica como que Jason e companhia foram surpreendidos tão facilmente.

    Morfeu parece mais problemático do que antes, mas isso do Jason matar seus próprios companheiros não chegar a ser uma ilusão 100% me deixou curioso. Será mesmo que Ferumbras conseguirá fazer algo tão covarde com ele?

    Aguardo o próximo. A história tá mais interessante a cada capítulo.



    ◉ ~~ ◉ ~ Extensão ~ ◉ ~ Life Thread ~ ◉ ~ O Mundo Perdido ~ ◉ ~ Bloodtrip ~ ◉ ~ Bloodoath ~ ◉ ~~ ◉

  3. #13
    Avatar de Ameyuri Ringo
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    Grande neal feliz pascoa a todos um emocionante capítulo!
    Ameyuri Ringo The Ghost Of Sparta!!!

  4. #14

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    Sou novo por aqui, mas já me tornei um fã da história, já li tudo, e estou no aguardo hehe

  5. #15
    Avatar de Neal Caffrey
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    No último capítulo: Jason, Carl, Logan, John, Leonard e Eremo deixam o acampamento de Femor Hills, que é incendiado logo na sequência. Zathroth revela que ele e Randal estão no rastro de uma das relíquias históricas. Morfeu dá uma pequena amostra do seu poder, tendo a rainha Heloise como vítima.

    — CAPÍTULO IV —
    DUAS NÃO SÃO DE TODO RUIM


    — É difícil de explicar essa situação.

    Zathroth e Randal caminhavam devagar por um túnel semiacabado e cheio de teias de aranha. O primeiro olhou para trás por sobre o ombro, franzindo o cenho.

    — Que situação?
    — Conheci você querendo arrancar a sua cabeça — Randal deu de ombros. — Agora, considero-o um irmão.
    — Cuidado com as palavras, Randal. Se eu chorar, ficaremos vulneráveis.

    A verdade é que ambos tinham rastreado o Bracelete de Anúbis, e embrenhavam-se pelos túneis cruéis no subsolo de Darashia, no extremo noroeste, através da cova do lendário Leão Rei. Alguns escaravelhos ainda estavam conservados e fugiam diante da luz que Randal conjurara; conforme diligenciavam mais para o fundo da caverna, o ar se tornava mais rarefeito e a respiração era mais penosa do que nunca.

    Agora, numa bifurcação, decidiram se dividir para conquistar. Enquanto Randal tomou o caminho da esquerda, Zathroth seguiu pela direita.

    Enquanto vencia devagar o corredor parcialmente desabado, Randal refletia longamente sobre a vida que tivera. Ambas as vidas, para ser mais exato.

    Costumava ser um alfaiate competente e caprichoso em vida. É verdade que os demônios perdiam lentamente sua memória mundana conforme contaminavam sua alma com tudo que há de ruim, mas talvez por isso Randal nunca tivesse se esquecido de qualquer coisa que fosse. Recusara-se a cometer qualquer atrocidade, e era por isso que Lúcifer o tinha enfiado no Purgatório. Não Crunor, como todos haviam imaginado.

    Quando Jason Walker surgiu naquele local esquecido por Deus em que seu único trabalho era a sobrevivência, Randal considerou imediatamente que poderia confiar nele. Desde então, conviver novamente com os seres humanos tinha lhe trazido certa experiência como demônio que ele seria incapaz de
    conquistar se tivesse tomado o caminho de tantos seres semelhantes da espécie.

    A cada dia que se passava, sentia-se mais humano do que nunca. Ainda esperava com certa ansiedade que John Walker fosse capaz de conjurar algum feitiço para transformá-lo novamente, mas valia a pena esperar. Afinal, já conseguira fazer grandes coisas, mesmo para alguém cujo futuro era nebuloso como o dele.

    Talvez porque estava demasiadamente imerso em pensamentos, talvez porque subestimara o túnel por onde se esgueirava agora, mas ele percebeu tarde demais a movimentação que se delineava adiante, onde o túnel se abria em uma ampla antessala.

    Escaravelhos gigantes, preto-azulados, arrastavam-se para lá e para cá, aparentemente protegendo uma escada que seguia no sentido descendente. Não houve tempo; fora identificado antes que pudesse se ocultar.

    Com o coração disparado, Randal deu dois passos calculados para trás e disparou um feitiço simples com seu cajado. A pira de fogo ricocheteou na carapaça intransponível do escaravelho mais próximo e exauriu-se no canto oposto da sala, chamando a atenção dos outros monstros que ali estavam.

    Rápidos demais para o seu tamanho, fortes demais para bichos que se alimentassem fosse lá do quê, eles avançaram, atravancando a passagem pelo corredor. Dois deles escaparam e se adiantaram em furiosa velocidade, enquanto Randal caminhava para trás muito depressa, ao mesmo passo em que sua esfera de luz ia se extinguindo devagar.

    Ele tropeçou, caindo sobre a perna direita, que se dobrou num ângulo estranho. O mais adiantado dos monstros atirou sua cabeçorra para a frente, tentando abocanhá-lo, restando tempo suficiente somente para que ele chutasse com a perna boa, afastando o bicho por alguns segundos. Quando encontrou energia o suficiente para se colocar de pé outra vez, o escaravelho de trás já tomara a frente do outro, avançando também muito rápido.

    Com uma força surpreendente, o bicho o pinçou com as garras dianteiras e o atirou pelo ar. Randal chocou-se contra o teto do túnel, que estremeceu, e caiu dolorosamente sobre a perna machucada.

    Finalmente, os dois monstros conseguiram encontrar um consenso para coexistir no mesmo espaço e atacaram juntos. Um dos ferrões atingiu a mesma perna já machucada, e Randal sentiu que, em breve, ela seria separada do seu corpo.

    Estava prestes a cair na inconsciência quando ouviu uma voz, imediatamente atrás de si.

    Momentum.

    Pendurado pela perna, Randal identificou o rosto torturado de Zathroth pairando na escuridão quando, finalmente, o escaravelho o soltou. Ele caiu no chão com estrondo e o outro simplesmente driblou os monstros paralisados, adiantou-se e repetiu o encantamento no final do corredor, retornando para escoltar o amigo em segurança.

    — Céus — praguejou Randal, falando mole. — Escaravelhos.
    — Está envenenado. Vamos alcançar aquela escada e, lá embaixo, trabalharei com isso.

    Zathroth conduziu Randal devagar em meio à dezena de monstros, que batiam suas pinças, sapateavam no mesmo lugar, mas não conseguiam se mover. Sabia, em seu íntimo, que se não conhecesse aquele feitiço paralisador, ambos estariam mortos agora, Randal e ele. Os escaravelhos eram criaturas antigas e místicas, como os dragões, e derrotar somente um deles era difícil; uma dezena era impossível.

    Enfim, alcançaram a escada no fim do corredor e desceram. Zathroth selou magicamente a passagem antes que os bichos voltassem a se mover furiosos lá em cima. Na volta, decidiria o que fazer; a prioridade agora era cuidar de Randal.

    Encostando o amigo na parede, Zathroth retirou de um dos bolsos internos da armadura um pedaço da erva que usara na mistura para curar Jason Walker, quando John resolvera costurar aquele pacto consigo. Ele aplicou em doses no local da inflamação, proferindo encantamentos em voz baixa.

    Suando frio, Randal levantou a cabeça, sorrindo de canto.

    — Como é bom… contar com um amigo.
    — Mantenha silêncio — pediu, em tom paternal. — Precisa concentrar suas energias nisso.

    Levou somente mais um segundo antes que Randal caísse na inconsciência. Não morreria, mas não poderia prosseguir, ao menos não por enquanto, e não tinham muito tempo para perder. Adiante, uma porta selada magicamente era o fim da trilha; afinal, o demônio encontrara o caminho correto até o local onde potencialmente a relíquia estaria escondida.

    Zathroth olhou para Randal, deliberando. Acomodando-o como pode, ele adiantou-se para a porta, pronto para enfrentar o desafio sozinho.

    *

    — Nada feito.

    Jason revirou os olhos diante daquela criatura ao mesmo tempo fabulosa e muito irritante. O homem não tinha mais do que um metro de altura, mas era robusto e forte, e carregava um machado de aspecto ameaçador. Ele controlava os vagões que seguiam pelo interior das montanhas de Kazordoon, tecnicamente o método mais rápido e seguro de avançar por entre as minas sem encontrar dragões no caminho.

    Exigia, porém, pagamento substancial.

    — O que pode ser mais importante do que a morte do Inominado, Fahur?
    — Não me importo com Fer…

    John deu-lhe um tapa na boca, sem pensar. O anão ergueu os olhos para ele, ao mesmo tempo ofendido e surpreso por alguém desafiá-lo daquela forma.

    — Não posso dizer seu nome, não é?

    John respirou fundo, tentando manter a paciência.

    — Diga e descobrirá da forma mais dolorosa que não.
    — Não muda o fato de que vocês me devem ouro.

    Jason bufou. Estavam perdendo tempo.

    — Autorizo o débito a partir da minha conta, criatura dos infernos. Agora conduza-nos, tenha a bondade. Não tenho tempo a perder.

    Fahur deu de ombros, expandindo magicamente o vagão que, em breve, ingressaria magicamente na montanha selada, conduzindo-os até o outro lado. Os dois brutamontes de armadura de aço, o menino petulante, o arqueiro obtuso, o druida excêntrico e o incandescente desaforado embarcaram aos poucos, acomodando-se como podiam. Propositalmente, o anão havia expandido o vagão para receber uma pessoa a menos.

    Não era confortável, mas era engraçado.

    — Façam o favor de acampar longe daquele caçador de vampiros agoniante — orientou, deixando claro o que pensava sobre o famoso ermitão que vivia no coração da montanha.
    — Falou e disse.

    Fahur empurrou o vagão e ele atravessou a parede sólida da montanha, magicamente.

    A viagem, em si, não demorava, dois segundos depois, estavam sendo atirados para fora do vagão de qualquer jeito na porção sul da montanha, aterrissando dolorosamente no chão de terra batida. A vertigem dominou a todos instantaneamente, mas se foi tão rápido quanto veio. Ali, o administrador do vagão da porção sul olhava para eles, achando muita graça.

    Jason mostrou-lhe o dedo do meio, sentindo uma compulsiva vontade de rir quando pensou que, na verdade, Leonard deveria ter sido o responsável por aquela gentileza. O anão continuou rindo, impassível.

    Ao sul de sua posição, a famosa Ponte dos Anões dividia o continente em porção norte e porção sul. As águas revoltosas corriam sempre no sentido leste por baixo dela, ignorando em absoluto o fato de que o mundo estava prestes a acabar.

    Jason conhecia o local, obviamente – não havia ninguém que não o conhecesse –, mas nunca lhe dera a devida atenção. Com um pouco de imaginação, parecia até uma vertente bonita da criação de Crunor, com vegetação de mangues cobrindo a encosta, não fosse pelo fato de que os anões dominaram o comércio da região e construíram uma ponte de ônix puro sobre a passagem do rio, e controlavam o trânsito de transeuntes o tempo todo por cima dela, no final das contas.

    O cavaleiro se aproximou do rio revoltoso devagar, interessado. Mesmo com a forte correnteza, o fundo lodoso era visível, porque a água era cristalina.

    Infeliz ou felizmente, não havia nada ali que sugerisse que Moisés havia enterrado algo de útil no fundo do rio. Enquanto Logan e Carl montavam a barraca extensível num trecho aberto na rocha da montanha, oculto de qualquer olhar – mesmo o mais atento –, Eremo se aproximou do cavaleiro, pousando a mão em seu ombro.

    Juntos, os dois olhavam para a água revoltosa, que refletia de forma difusa a imagem da lua cheia, lá em cima. Por alguns instantes, Jason decidiu simplesmente aproveitar a companhia do padrinho, algo que não tivera em qualquer momento de sua vida. Achava bastante interessante o fato de que, mesmo por alguns momentos breves, conseguia tirar aquele peso insustentável dos seus ombros. Eremo parecia compreendê-lo.

    Quando o cheiro de guisado e arroz pode ser sentido naquela distância, o cavaleiro achou que era a hora de retornar para o acampamento. Ali, é óbvio, a barraca extensível era mais confortável do que qualquer coisa que Jason já tivesse visto numa situação semelhante, e a comida de Carl e Logan era a melhor possível.

    John e Eremo, em conjunto, trabalharam nos feitiços de proteção, enquanto Carl servia a todos. Durante alguns minutos, todos só comeram, sem nada dizer.

    Lá pelas tantas, Eremo decidiu quebrar o silêncio.

    — O Cajado está aqui — sentenciou, chamando a atenção de todos. — Posso senti-lo.
    — Eu também — John respondeu, voltando as atenções para a comida.
    — Também sinto — disse Leonard, com a boca cheia.

    Jason olhou para o padrinho, interessado.

    — Moisés tem uma certa relação conosco que é bastante abrangente — explicou. — Conosco, incandescentes e designados. Essa euforia que sentimos, esse sentimento de vitória, vem do Cajado. É o que o povo de Israel sentiu quando Moisés os libertou.

    John assentiu, concordando. Conhecia a história de cabo a rabo.

    — Precisamos saber como ativá-la.
    — Não acho que seja necessário.

    Jason olhava para a Espada de Crunor, aparentemente notando algo que não tinha sido reparado pelos demais. Agora, todos viam. A cruz da Espada brilhava devagar, como um sinal luminoso fraco, mas eficaz para o fim ao qual se destinava. O cavaleiro pôs-se de pé em um salto, deixando a segurança do nicho e esgueirando-se para fora da montanha.

    Conforme se aproximava do rio, a cruz brilhava com maior intensidade. Agora, o anão que vigiava o vagão endireitava-se, interessado. Finalmente, à margem, sob a ponte, num ponto em que a luz da lua não se infiltrava e era impossível de se discernir, Jason achegou-se do rio, lançando uma esfera de luz sobre ele.

    Lá embaixo, algo cravado no piso lodoso brilhava na mesma intensidade da Espada. Eremo sorriu, triunfante, e o coração de Jason se descompassou enquanto ele removia toda simples peça de roupa, com um objetivo claro definido.

    — Terá de ser com o seu fôlego — disse Eremo, franzindo os lábios. — Está magicamente selado. Feitiços para preservar sua respiração não funcionarão.

    O cavaleiro fez que sim, sabendo que tinha fôlego de sobra. Perto da margem do rio, só de cueca, ele saltou, descrevendo um arco no ar e rompendo a superfície do rio.

    Imediatamente, ele percebeu que a missão não seria tão simples quanto parecia.

    O rio era mais profundo do que aparentava. Ele emergiu, respirando fundo e lutando contra o frio intenso que fazia seu queixo bater. Eremo assentiu uma vez para ele e ele correspondeu, tomando fôlego e mergulhando de uma só vez.

    Sob a água, o silêncio trouxe-lhe calma instantânea. Não era necessário que a esfera de luz fosse conjurada novamente; o Cajado brilhava demais, ansiando para ser sacado do fundo.

    Pacientemente, Jason bateu os braços e as pernas, os pulmões ardendo pelo esforço de manter-se fechados. Ao sentir que o ar se tornava escasso, ele bateu as pernas com mais velocidade. Aos poucos, o Cajado ia se aproximando, mas sua visão ia extenuando pelo esforço.

    Quase lá, pensou, desesperado. Crunor, se estiver por aí, ajude-me!

    *

    Zathroth chutou com força o imenso leão que o atacava, tentando desesperadamente encontrar uma saída. Não havia nenhuma. A porta era uma armadilha; era possível entrar, mas algo deveria ser feito para que fosse possível sair. Naquela altura, o Leão Rei, que nada mais era do que um leão convencional, com juba dourada e quase 10 metros de tamanho, já o estava caçando havia um bom tempo, tentando abocanhar qualquer parte do seu corpo que fosse alcançável.

    Ele sacou sua espada e virou-se de frente, tentando estocar o rosto do bicho. Porém, tamanho não só era documento quando significava muita coisa; era mais rápido do que parecia e mudava de direção antes que Zathroth pudesse decidir atacá-lo de outra forma.

    Zathroth puxou a espada e descreveu um movimento horizontal firme, entrando em choque quando sua lâmina se partiu, em contato com um dos dentes do Leão. Foi só o suficiente para irritá-lo ainda mais; ele praticamente o socou com uma das patas da frente, fazendo-o rolar pela sala e chocar-se contra a parede oposta.

    Com os sentidos anuviados, ele observou o Leão avançar devagar, a bocarra aberta, prestes a devorá-lo. Perdera. Não havia o que pudesse ser feito.

    O Leão saltou sobre ele e puxou-o com as patas, firmando-as em seu peito e arrancando o ar de seus pulmões. Sua visão se embaçou. Ele fez uma careta quando a boca imensa do bicho se aproximou do seu rosto, e lutou irresistivelmente contra a força que o pressionava.

    Repentinamente, o monstro soltou todo o seu peso sobre ele, esmagando-o. Não se movia mais. Um segundo depois, o Leão foi simplesmente arrancado de cima de Zathroth, e a figura assustada, mas inteira, de Randal surgiu, segurando uma pedra cinza com uma caveira marcada numa das mãos e o rabo do bicho na outra. O Leão estava morto.

    — Só estou retribuindo o favor — justificou-se, em tom de desculpas.

    Próximo episódio: Capítulo V - Cerberus e Górgon.





    O Exorcismo de Alyssa Amber
    Acompanhe o piloto do thriller mais recente da seção Roleplay!

    Jason Walker e o Patrono do Apocalipse

    Acompanhe a quinta e última história de Jason Walker na seção Roleplay!

  6. #16
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    Caralho, o deus dos demônios tibianos quase morreu pra um Leão gigante. Que nerf absurdo

    Excelente capitulo Neal, temos mais relíquias chegando pro nosso grupo de heróis. A do Cajado parece relativamente simples de ser conseguida, essa do Bracelete foi mais embaçada devido aos vários Ancient Scarab (Que sinceramente, ô bicho fudido de merda, bate demais num pobre MS) e esse leão OP aí.

    E eu gostei desse anão, deixando o pessoal puto ao ponto do Jason mandar o dedo do meio pra ele ao invés do Leonard fazer isso


    Aguardo o próximo, que por sinal, você já mostrou o título. Bem interessante essa adição, inclusive eu faço isso pois um antigo membro da seção fazia isso, mas não lembro quem é. Ajuda a dar aquela curiosidade pro próximo capítulo.



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  7. #17
    Avatar de Ameyuri Ringo
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    Grande capitulo neal parabéns um combo de SD ja era!
    Ameyuri Ringo The Ghost Of Sparta!!!

  8. #18
    Avatar de Neal Caffrey
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    Spoiler: Respostas


    No último capítulo: Jason busca pelo Cajado de Moisés, enterrado sob a Ponte dos Anões, em Kazordoon. Paralelamente, Randal tem a vida salva por Zathroth, que tem a vida salva por Randal. Os dois se encontram no encalço do Bracelete de Anúbis, na cova do Leão Rei.

    CAPÍTULO V – CERBERUS E GÓRGON


    Eremo arrastou o desmaiado Jason Walker para fora da água, sendo imediatamente acudido pelos demais. Carl ficara no acampamento com o objetivo de protegê-lo.

    Na mão direita do cavaleiro, encontrava-se firmemente seguro o Cajado de Moisés, que nada mais era do que um tosco pedaço de pau com hachuras ao longo do cume, envolto num pano vermelho e gasto onde se supunha ser o local destinado para segurá-lo. Leonard massageou o peito do amigo várias vezes até que finalmente ele despertasse, girando de lado e tossindo uma grande quantidade de água.

    John pegou o Cajado e colocou Jason sentado. O cavaleiro, abatido, registrou prontamente o fato de que a arma se amoldara perfeitamente às mãos do antigo incandescente de Crunor.

    — Serve-lhe bem.

    Ele sorriu, manuseando o Cajado.

    Eremo passou para ele toalhas secas, enquanto seus dentes batiam pelo frio. Ao menos, tinham conseguido obter uma das relíquias, mas precisavam saber como estava Zathroth ao cumprir a mesma diligência.

    Ato contínuo, o mesmo feitiço foi repetido. Desta vez, um labrador feito de fumaça dourada emergiu do rio, avançando devagar, suas patas fofas e grandes tocando o chão. Ele se sentou e, um segundo depois, se dissolveu.

    Agora, era a voz de Randal que falava. Etérea e distante como sempre, clara como nunca. Jason agradou-se muito de, finalmente, escutar a voz do amigo.

    — Temos o Bracelete de Anúbis e estamos bem, mas quase morremos. Quero dizer, Zathroth quase morreu, esse bunda mole. Agora, vamos rastrear o Capacete dos Anciãos. Permaneçam firmes em nossos propósitos. Estamos perto da vitória. E Leonard, acho que ia gostar de saber que é um bundão. Um abraço.

    Leonard piscou duas vezes quando a fumaça finalmente se extenuou, desaparecendo por completo. Ele arriscou um meio sorriso, feliz.

    — Devemos retornar ao acampamento — disse Logan. — Pela manhã, veremos se consigo convencer o imbecil do anão a nos dar um transporte que nos aproxime mais de Goroma. A Túnica Rubra ainda precisa ser rastreada. E ainda não sabemos quem é o Patrono do Apocalipse.

    Eles retornaram ao acampamento, cujo feitiço de proteção foi reforçado por John, agora usando o Cajado de Moisés. Secretamente, o antigo incandescente chegou à conclusão de que a arma havia sido criada para ser sua; a facilidade com a qual conjurou os feitiços o levou a crer que não somente se tratava de um equipamento muito poderoso, mas que se amoldava às suas mãos magistralmente.

    Sentados em volta da fogueira, nenhum deles disse qualquer coisa por um longo tempo. Acima, a lua cheia ia descrevendo seu trajeto pelos céus rumo ao ocidente, para se pôr, como em todos os dias.

    Por um momento, Jason refletiu sobre o fato de que, independentemente do sucesso da missão, no final das contas, o mundo e o universo permaneceriam vivendo, existindo, absolutamente inertes. A lua, que seguia seu caminho naturalmente, levou-o a essa conclusão; pela manhã, o sol estaria lá outra vez, e a lua retornaria à noite, como sempre. Nada mudou, e nada mudaria.

    Eremo assumiu o primeiro posto de vigia, e Jason resolveu sentar-se com ele, observando a neve caindo fora da redoma do feitiço que proferira. John, Carl, Logan e Leonard retornaram para dentro da barraca, onde descansariam.

    — Acha que a crise tende a findar logo? — perguntou Jason.
    — Duvido muito — disse uma terceira voz.

    Um homem alto, de longos cabelos prateados de pontas vermelhas, trazendo consigo uma espada medieval e trajando armadura negra do pescoço aos pés, ingressou na clareira, analisando tudo com vívido interesse. Era magro, mas muito forte. Junto dele, vinha uma mulher de estatura mediana e muito bonita, de olhos azuis e cabelos róseos, com traços orientais. Sua boca cheia era muito vermelha e os olhos, intensos.

    Eremo pôs-se de pé num salto, imediatamente sacando sua varinha. Jason também se levantou, mas não empunhou sua Espada. Não sabia quem eram os viajantes.

    — Vão embora daqui — pediu Eremo, muito nervoso por alguma razão.

    O homem avançou um passo, olhando para Jason, interessado.

    — Veja o que temos aqui. Jason Walker e a Espada de Crunor.

    Jason piscou duas vezes, confuso.

    — Desculpe-o por seus péssimos modos — disse a mulher, por fim. Sua voz tinha um certo tom profissional. — Precisamos nos apresentar. Sou Górgon, e este é Cerberus.

    O cavaleiro sacou a Espada de uma só vez e partiu para cima de Cerberus, que também sacou a sua espada e aparou o golpe do garoto. Eremo e Górgon começaram a trocar feitiços sem grande efetividade, até que, finalmente, Leonard, Carl e Logan decidissem deixar a cabana, engajando-se no combate. John não se encontrava em local algum visível.

    Logo, Carl e Logan ingressaram na luta contra Cerberus, que era simplesmente habilidoso demais. Desviava golpes com velocidade impressionante e, de brincadeira, tocava com a espada em diversos pontos do corpo de seus adversários sem feri-los, simplesmente querendo mostrar que poderia matá-los quando quisesse.

    Ao lado, os olhos de Górgon disparavam feixes de luz, explodindo o chão aqui e ali, onde Eremo e Leonard estavam pisando momentos antes. Jason nunca vira habilidade do gênero; ela parecia ser capaz de proferir encantamentos sem utilizar qualquer arma ou objeto mágico, o que era, por si só, preocupante.

    Cerberus chutou Carl, que rolou e chocou-se contra a parede da montanha, caindo desacordado. Logan berrou e disparou de maneira incauta contra ele, sendo nocauteado com um bom soco no queixo. Jason estava sozinho novamente, e seu humor não melhorou quando percebeu que Eremo estava desacordado, não muito longe dali.

    Leonard sacava suas flechas mágicas e disparava contra Górgon, que as petrificava no ar, derrubando-as como se nunca tivessem sido disparadas. Agora, a vantagem de Cerberus no combate era latente e discernível, e ele começava a abrir pequenos e incômodos cortes no corpo de Jason aqui e ali. Onde diabo estaria John?

    Quando Górgon acertou um feitiço na altura do estômago de Leonard, atirando-o longe, Jason, finalmente, rendeu-se e atirou a Espada no chão, erguendo as mãos.

    — Assim está melhor — disse Cerberus, enxugando uma gota de suor na testa. — Embora não sejam páreos para nós, foi um exercício para lá de interessante.

    Jason trincou os dentes, sentindo-se humilhado.

    — Temos, porém, leis a cumprir — continuou ele, ao que Jason sentiu como se uma pedra de gelo descesse pelo seu estômago. — Você sabe, Jason. Ele já lecionou sobre isso e você ainda não aprendeu. Sabe…

    Ele aproximou-se de Jason, fixando seus olhos nos dele.

    — … vocês precisam saber — argumentou, enfaticamente. — Precisam compreender o que acontece aqui. Você não combate, não firma alianças, não foge e não luta. Você obedece. E existe uma pena para quem descumpre esta lei, especificamente. E, sabe como dizem… é uma lei, e não uma regra, o que significa dizer que não há exceções previstas.

    Cerberus olhou para Górgon, que assentiu uma vez. No instante seguinte, o corpo de Logan começou a se transformar em pedra, a partir dos pés. Jason assistiu à cena chocado, desesperado por não poder fazer nada.

    No segundo seguinte, Logan simplesmente se esfacelou em um milhão de grãos. Tudo que era, tudo que fora, tudo que fizera e tudo que ainda faria, simplesmente se tornara pó.

    Górgon deu de ombros, como se quisesse dizer que só estava fazendo seu trabalho.

    — Os anões daqui não gostam do que fazem — ela disse, respirando fundo. — Acham que são incautos. Particularmente, concordo. Mas confesso que não poderíamos encontrá-los se não tivéssemos tido ajuda.

    Jason finalmente identificou John, no topo da montanha, esgueirando-se por entre as rochas exatamente no ponto em que elas se abriam, criando o nicho onde estavam escondidos. De boca aberta, ele tentou manter-se impassível quando o antigo incandescente fez-lhe um sinal, orientando-o a continuar falando.

    — Quer dizer que Fahur nos traiu?

    Cerberus sorriu, achando Jason inocente.

    — Quem diabo é Fahur? Quem nos deu seu paradeiro foi o anão que cuida do vagão da parte sul da montanha. Porém, ouvindo agora esse nome, creio que mais alguém também rompeu a lei.

    De repente, o chão nos arredores de Cerberus e Górgon começou a ceder, criando rachaduras imensas, no exato instante em que a Espada de Crunor retornava à bainha de Jason.

    Eles giraram no mesmo lugar, tentando compreender o que acontecia. Foi a deixa para que Jason avançasse e arrancasse a cabeça da mulher com um golpe bem colocado, fazendo-a rolar e cair nos vãos que vinham sendo criados no centro da clareira.

    Cerberus levantou a cabeça no momento em que o raio disparado por John, lá de cima, explodiu na sua cara, atirando-o para trás. A correria recomeçara.

    Carl, agora acordado, avançou depressa, travando um dos membros superiores de Cerberus, que o atirou pelo ar como se fosse um boneco de pano. Ele sacou a espada novamente, mas Jason fora mais rápido; com a sua própria e um amplo movimento vertical, o garoto arrancou o braço do outro na altura do cotovelo.

    John chegara ao combate no mesmo momento em que Leonard retornara, atirando flechas e praticamente redecorando a armadura firme de Cerberus. O antigo incandescente puxou o Cajado e disparou novamente contra o seu rosto, expondo os ossos da sua face. Quando ele ameaçou puxar sua espada com a mão que sobrara, Jason a cortou também.

    Agora, um dos maiores soldados de Ferumbras estava prestes a perder. Sinceramente, Jason não sabia quantos anos ele tinha de vida, mas, independentemente disso, era simplesmente incapaz de vencer as forças dos amigos somadas.

    Com toda a raiva que conseguiu concentrar, Jason golpeou-o na cabeça com a espada, partindo-a a o meio. Os joelhos de Cerberus cederam e se chocaram contra o chão com violência, e seu corpo, totalmente dilacerado, também caiu no abismo que levava ao centro da Terra, aberto graças à magia de John usando o poderoso Cajado. Afinal, as relíquias sozinhas já demonstravam um poder incrível, e era difícil de imaginar o que poderiam fazer quando estivessem totalmente reunidas.

    O cavaleiro não esperou e marchou para fora da campina, saindo pelo coração das rochas e sendo seguido de perto por Leonard. O anão que cuidava do vagão se desencostou da parede e arregalou os olhos, incrédulo pelo fato de que o cavaleiro e o arqueiro ainda estavam vivos.

    — Estão vivos?
    — Primeiro, envergonhe-se pelo fato de que o último ato que praticou na vida foi um ato de completa covardia. Logan já morreu. Agora é a sua vez.

    Sem pestanejar, Jason cravou-lhe a Espada no coração, torcendo-a no mesmo lugar por várias voltas. O anão dobrou-se e rolou pelo chão, enquanto Jason sacava a Espada de volta, golpeando o corpo morto em diversos locais, lacerando-o por completo e arrancando membros aqui e ali, fazendo pouco caso de o quão bizarra a cena podia parecer.

    E Leonard assistia a ela, embasbacado e boquiaberto, o arco pendendo molemente das mãos.

    Sabia que Jason tinha seus motivos mas temia que, neste momento, o ódio do amigo podia, enfim, ser maior do que o seu amor.

    *

    Ferumbras foi arrancado de seus devaneios quando duas batidas soaram à porta.

    — Entre.

    Um soldado atrapalhado marchou para dentro, parecendo muito confuso.

    — Cerberus e Górgon, senhor — murmurou, incapaz de levantar os olhos. — Eles estão mortos.

    Ferumbras ergueu o rosto e levantou uma sobrancelha.

    — Obrigado.

    E disparou um feitiço contra ele, sufocando-o até a morte, sem nem mesmo desviar os olhos. Deu-se somente o trabalho de chutar o corpo para o lado antes de sair para o ar frio de Edron, às portas do castelo.

    Jason Walker era um garoto um tanto quanto peculiar. Enviara dois dos seus melhores soldados para caçá-lo pessoalmente e, agora, às custas daquela péssima decisão, ambos estavam mortos. Sabia que não tinha a quem culpar senão a si mesmo, o único responsável por enviar seu primeiro comando diretamente para a guerra, mas não era o momento de lamentar.

    Ao menos, aquele era um fato que lhe mandava uma certa mensagem. Não era bom subestimá-lo. Ele podia fazer melhor do que aquilo.

    Ferumbras marchou depressa para o andar de cima do depósito de Edron, que nada mais era do que uma plataforma suspensa onde ricos e magnatas bebiam o que o dinheiro pudesse comprar e perdiam a dignidade na libertinagem da taverna no subsolo. Como esperado, o comerciante estava ali, vestido com a sua pitoresca roupa esverdeada e usando aquele turbante ridículo.

    — Sobre você-sabe-o-quê? — perguntou Ferumbras, sem se sentar.

    O homem deu de ombros. Tinha olhos puxados, como os de Górgon.

    — Estou seguindo seu rastro — sua voz era muito fina.

    Ferumbras deu um passo adiante, ameaçador.

    — Não me provoque, Rashid.

    Finalmente, Rashid levantou os olhos, registrando de pronto a aparência excêntrica de Ferumbras, que potencialmente era cego de ambos os olhos. Era metade, fisicamente falando, daquilo que esperava, mas não era inteligente desafiar seus poderes. Ele poderia levar Edron à sua tumba com um simples movimento de cajado.

    — Eu a encontrei — admitiu, finalmente.

    Ferumbras se retesou, incrédulo.

    — E torra meu tempo dizendo que a está perseguindo.

    Não era uma pergunta.

    — Negócios são negócios, milorde — o outro respondeu, tomando um belo gole do uísque flambado. — Posso-lhe dizer que ninguém está atrás desta relíquia especificamente por enquanto.
    — Traga-a para mim — exigiu Ferumbras. — E receberá seu pagamento, tal qual acordamos.
    — Falou e disse.

    Rashid levantou-se, tomando o restante do uísque de um gole só, e largou uma moeda de ouro sobre a mesa.

    Ferumbras desceu as escadas novamente, retornando às pressas ao palácio. Somente agora, dava-se conta de como Edron era uma cidade interessante, no final das contas. Aquele palácio central, com vistas para todos os cantos da cidade de chão de terra batida, mas que tinha o segundo metro quadrado mais caro do continente, era uma ideia e tanto. Enquanto Morfeu mantivesse o comando sobre Carlin, Chimera sobre Yalahar e Procusto, sobre Thais, tinha pouca coisa com o que se preocupar.

    Ainda que Jason Walker encontrasse 10 relíquias, faltariam duas. Uma delas já fora rastreada pelo ambicioso Rashid; a outra, o Patrono do Apocalipse, mantinha-se em segredo e não se revelaria se as outras 11 relíquias não estivessem reunidas.

    Sabia, no entanto, que o cavaleiro tinha um ponto fraco: Carlin. A cidade, que protegia sempre com unhas e dentes, agora se encontrava sob o comando de um dos seus melhores soldados, senão o melhor. O suficiente para ser chamado de general.

    Em breve, coisas ruins aconteceriam por lá, e Walker seria obrigado a retornar junto dos demais.

    Se aquele não fosse o chamariz perfeito, nenhum outro seria.

    Próximo episódio: Capítulo VI - Arkhothep

    Nota:
    Como já exposto anteriormente, Cerberus foi inspirado em Sephiroth e Górgon, em Lightning, ambos personagens icônicos de Final Fantasy.
    O Exorcismo de Alyssa Amber
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    Jason Walker e o Patrono do Apocalipse

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  9. #19
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    Mais um capítulo foda, pena que com um Rashid meio cuzão e anões traidores. Eu não diria que ele mereceu ser dilacerado (O que me surpreendeu um pouco, vindo do Jason), mas ao menos essa dupla tão convencida acabou se fodendo de verde e de amarelo. Rip Logan.

    Pobre Logan, quando li o nome dele pela primeira vez no capítulo, já me veio Johnny Cash - Hurt na cabeça, sabia que não era um bom sinal (Caso tenha visto o filme de nome homônimo ao personagem) e acabei acertando. Acredito que ele não foi o último, e que veremos mais gente morrendo pra esses cães do Ferumbras, inclusive para o próprio. Ficaria chocado se no fim o Jason acabasse morrendo no final, também.

    E a cena do John andando por cima da montanha me lembrou aquela cena do Gandalf em O Hobbit onde ele usa o cajado dele pra abrir parte de uma rocha que bloqueava o sol pra petrificar os trolls. Foi bem parecido até, pois com isso os heróis conseguiram virar a situação e vencer.


    Aguardo o próximo, parceiro.



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  10. #20
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    Grande neal finalmente um aperitivo do jason beserk rs parabéns !

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