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Tópico: Jason Walker e a Sétima Vingança

  1. #1
    Avatar de Neal Caffrey
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    Padrão Jason Walker e a Sétima Vingança

    Meus caros e dignos colegas, bem vindos de volta a mais uma história de Jason Walker.

    Sem entrar em delongas demais, agradeço imensamente àqueles que se dispuseram a acompanhar os primeiros três contos. Ingressamos, agora, no quarto dos cinco livros da série, isto é, o antepenúltimo. Aos que estão acostumados com a história desenvolvida em "introdução, clímax e fim", aviso de antemão que A Sétima Vingança possui um enredo que tem como sequência "continuação, clímax, introdução e clímax", inexistindo fim nessa história por si mesma, pelo que o último dos tomos da série é o que verdadeiramente a encerrará.

    Assim, vamos adiante.

    ----------
    Atualizações
    Postado o Capítulo 6
    13/11/2017
    ----------

    Citação Postado originalmente por Índice
    Prólogo (neste post)
    Capítulo 1 - Por um fio (neste post)
    Capítulo 2 - Perigosa aliança
    Capítulo 3 - Os Demonologistas
    Capítulo 4 - A primeira contenção
    Capítulo 5 - Lacunas
    Capítulo 6 - Presságio de morte

    Capítulo 7 - Auxílio providencial (por vir)
    Spoiler: Prólogo


    Spoiler: Capítulo 1 - Por um fio


    Obrigado a todos e aguardo-os sempre!

    []'s

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    Última edição por Neal Caffrey; Hoje às 21:24.
    Kniss & Lorenski - Sociedade de Advogados em Curitiba/PR

    Jason Walker e a Sétima Vingança
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  2. #2
    desespero full Avatar de Iridium
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    Saudações!

    Likes dados, leitura feita -- o ritual está completo, exceto por uma parte: o comentário. E eu colocarei agora essa última peça.

    Só do Randal já ter aparecido com o buquê me ganhou total kkkkk Randal, meu crush (lol, que errado)!

    Falando sério, agora: o Jason está com a vida no black, já passou do deep red, e precisa de ajuda até de quem estava no baile para matá-lo! Negociar com Zathroth, idependente do quão desfavorável a situação tornou-se para ele, é muito, muito perigoso. Eu estou abismada com a evolução que a história de Jason tomou: do que parecia ser a simples premissa da jornada de um heroi no clássico "From Zero To Hero" tomou proporções épicas para todos. TODOS os envolvidos, independente do grau de proximidade de Jason, tiveram um desenvolvimento ABSURDO. Até os arcanjos.

    Sua escrita é maravilhosa, Neal. De verdade, me faltam palavras pra te elogiar e são poucas as coisas que tenho para te dar toques como melhoramento. Só posso pedir, com as sandalinhas da humildade que me cabem, que, por favor, continue. Aguardo o próximo!




    Abraço,
    Iridium.

  3. #3
    Cavaleiro do Word Avatar de CarlosLendario
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    Meu amigo, belo começo.

    Jason começou esse conto beeem mal. Quase morto, com a galera tendo que depender da porra do Zathroth pra conseguir salvar ele. Cara, quando olhei pra sua história no início, jamais imaginei que ela tomaria essas proporções, sério mesmo. Um exemplo é Cain e sua famosa marca(Que eu conhecia por Marca de Cain btw) zoando com a Apocalypse. Vejo que ela tá sem nenhuma moral, é só mais uma que traiu o próprio pai achando que iria conseguir alguma coisa com isso. Acho é pouco. Ela é muito mais deplorável que o Apocalypse que criei anos atrás, e tem bem menos poder. E sinceramente, espero que ela morra de forma brutal como Jason fez.

    Saliento novamente sua escrita, tá excelente nesse primeiro capítulo, e não vejo ela diminuir de qualidade nunca. Continue assim.

    Aguardo o próximo. Ah, darei algum esforço pra voltar logo. Também sinto-me agoniado por não conseguir dar procedência a Bloodtrip numa parte tão importante.
    Última edição por CarlosLendario; 11-10-2017 às 00:56.



    ◉ ~~ ◉ ~ Extensão ~ ◉ ~ Life Thread ~ ◉ ~ Seção Roleplaying ~ ◉ ~ O Mundo Perdido ~ ◉ ~ Bloodtrip ~ ◉ ~~ ◉

  4. #4
    Avatar de Ameyuri Ringo
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    Sou eu dinovo abestado o tiririca rs brincadeiras a parte bem, em poucas linhas zatroth se tornou 10x mais overpower no meu conceito diferente da filha agora ele se mostra muito mais plausível doque nas partes anteriores, um grande comeco! Essa promete! Yours ringo on elera since 2005...
    Ameyuri Ringo The Ghost Of Sparta!!!

  5. #5
    Avatar de Neal Caffrey
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    Spoiler: Respostas


    CAPÍTULO 2 – PERIGOSA ALIANÇA


    John surgiu de repente em uma sala imensa com carpete vermelho e paredes de alvenaria. No centro, Crunor, atrás de sua escrivaninha, analisava seu incandescente com severidade. Seus olhos perfuraram os de John, sondando.

    Pela primeira vez, o incandescente não sentia temor. Pelo contrário, daria qualquer coisa para ter algo nas mãos para golpear a cara de Crunor com a maior força que pudesse reunir. Nunca levara tão a sério a ideia de se desfiliar, ao menos não até aquele momento.

    — Você está zangado — não era uma pergunta. — Há algo de errado?

    O incandescente semicerrou os olhos, sem responder.

    — Desafia-me? — perguntou Crunor.

    Uma vez mais, John estreitou os olhos, mantendo-se em silêncio.

    — Sua mente é… um labirinto – continuou o deus. — Não consigo penetrá-la, nunca consegui. Ao menos não totalmente. Você e Cain têm habilidades muito semelhantes.

    John manteve-se na mesma posição, sem dizer palavra. Cedo ou tarde, Crunor o devolveria a Carlin por absoluta ineficiência daquela tentativa de comunicação. Achava, no entanto, que se dissesse qualquer coisa corria o risco de ser morto instantaneamente, dada a dureza dos pensamentos que lhe recobriam a mente.

    — Não espero que você entenda os desígnios…
    — Entender?

    Finalmente, John havia rompido o silêncio. As palavras saltaram para fora de sua boca antes que pudesse refreá-las. Crunor recostou-se na cadeira, as mãos cruzadas sobre a mesa e os olhos muito azuis e perspicazes atentos.

    — O que exatamente o senhor quer que eu entenda? Que é incapaz de proteger Jason Walker? Que me atirou no inferno e me deixou sofrer, após matar pelo senhor, morrer pelo senhor?

    John sacou seu cajado muito depressa e atirou um feitiço contra a estátua mais próxima, reduzindo-a a poeira. No instante seguinte, colocava fogo no carpete. Um segundo depois, partia a mesa de Crunor ao meio, atirando pedaços de madeira e papel para todos os lados.

    Mesmo diante desse festival particular de fúria, o Criador não mexera um músculo sequer. Ao contrário disso, dava a impressão de assistir a uma peça de teatro levemente, só levemente, interessante.

    — Aliou-se a Zathroth — disse Crunor, como se nada tivesse acontecido. — Pediu a ele um feitiço.

    O incandescente lançou os braços para o ar, exasperado.

    — Esperava que recorresse ao senhor?
    — No mínimo. Que me desse o benefício da dúvida.
    — O caralho — John quebrou uma das janelas com um feitiço. — Nunca mais o farei. Espero somente o fim dessa crise para pedir desligamento. Não vou morrer outra vez pelas razões erradas.

    Crunor baixou a cabeça e pensou por um longo momento, as sobrancelhas ligeiramente franzidas. Aos poucos, John sentiu a raiva se dissipar, plenamente consciente de que tinha destruído toda a sala do Criador durante seu pequeno momento de falta de lucidez.

    Estranhamente, em vez de temer ou se arrepender, ele se sentia ligeiramente aliviado. Seus ombros se relaxaram e seu peito se descomprimiu, conforme sua respiração foi se normalizando.

    Finalmente, Crunor levantou a cabeça.

    — Entendo sua revolta.
    — Tire Jason dessa — John exigiu, falando entre os dentes. — Ele não merece a morte.

    O Criador assentiu devagar, os olhos perdidos.

    — De fato, não merece.

    Durante um certo tempo, Crunor encarou devotamente o imenso rombo que o feitiço de John fizera no carpete. O incandescente arqueou as sobrancelhas, aguardando algo acontecer, mas ele não disse mais nada.

    Finalmente, John ergueu os braços.

    — E então?

    Crunor mordeu o lábio, olhando para John de canto.

    — Não curarei Jason Walker.

    O incandescente arregalou os olhos, descrente.

    — Esse é o seu calvário — explicou, em tom de desculpas. — Não interfiro no livre arbítrio e não mandei Jason Walker ir até o inferno te buscar. A cada ação corresponde uma reação. Se ele…
    — Então não temos nada mais sobre o que tratar.

    John deu as costas a Crunor e deixou o palacete, certificando-se de destruir a porta na saída.

    Finalmente, Crunor se recostou, satisfeito. Assumiu uma posição.

    *

    Randal olhava para o corpo de Jason Walker na enfermaria com um misto de espanto e de admiração. Ora, vivera por tempo suficiente para saber de que eram feitos os heróis, e certamente o jovem Walker tinha todos aqueles componentes em sua fórmula fundamental.

    Não demorou para que o anjo John estivesse de volta, com o nefasto Zathroth em seus calcanhares. Ali, começaram a preparar uma espécie de poção; vários ingredientes foram moídos em uma tigela de barro e completados com sangue do incandescente, que parecia decididamente irritado.

    Quando finalmente a nojenta mistura ficou pronta, Zathroth começou a aplicá-la nos ferimentos de Jason Walker, aqui e ali, depositando uma certa quantidade sob sua língua também. John assistiu à cena tenso; dava a impressão de estar disposto a vender a alma para salvar a vida do jovem espadachim.

    Lá pelas tantas, a curiosidade finalmente venceu Randal.

    — Querem me explicar o que é isso?

    Zathroth resmungou alguma coisa inaudível, recitando agora uma sucessão de encantamentos, que não davam mostras de surtir efeito.

    — Sálvia, manjericão e algumas outras coisas — despistou John, observando o trabalho do outro com certa apreensão.

    De repente, Zathroth endireitou o corpo.

    — Muito bem — aprovou. — Agora, precisamos aguardar para verificar se o organismo dele reagirá à mistura e aos feitiços. Não será um trabalho fácil e não estou certo sobre quanto tempo levará.

    John olhou para ele.

    — Preciso dele pronto em dois dias.

    Zathroth riu.

    — Dois dias — zombou. — Teremos sorte se ele acordar daqui a uma semana.
    — O quê…
    — Pediu-me um contrafeitiço, John, e concedi — Zathroth o cortou, explicando, antes que começasse a ser alvejado. — A Espada de Crunor é um artigo de guerra muito poderoso, é quase impossível curar ferimentos feitos por ela. Agora, precisamos de paciência e fé, principalmente. Se ainda sabe rezar, esta pode ser uma boa hora para retomar o antigo hábito.

    Ele deu as costas para os outros dois, olhando por sobre o ombro.

    — Paciência, incandescente. Agora, se me dá licença, preciso recuperar uma certa relíquia.

    Zathroth desapareceu, deixando para trás um John repleto de preocupação.

    *

    Jason não arrefeceu em nenhum momento, segurando a Espada de Crunor com firmeza. Seus olhos lhe mostravam uma cidade abandonada, como a que vira no purgatório, mas já vira tanto que achava que seria inapropriado tirar conclusões precipitadamente. Não demorou para que ele surgisse em meio aos destroços: gravata borboleta, smoking impecável, cabelos bem cortados, barba bem aparada, uma imensa espada de ferro estígio nas mãos.

    Lúcifer. Exatamente da forma como se lembrava.

    Durante um longo tempo, os dois se encararam apreensivos, os olhos de um atentos ao mínimo sinal de movimento do outro. Por alguma razão, sempre que Jason fazia um movimento, Lúcifer o espelhava. Até suas expressões faciais, percebeu depois de algum tempo, estavam sendo imitadas. Jason baixou um pouco a Espada e o outro também.

    — Estou morto? — perguntou, estreitando os olhos.

    A exemplo dos outros momentos, Lúcifer replicou sua expressão, mas não pronunciou as mesmas palavras.

    — Está no limbo — ele respondeu, muito sério. — John Walker se esforça para salvá-lo, e até firmou aliança com Zathroth, mas seu organismo precisa de uma resposta.

    Jason pensou por um minuto naquilo que o outro lhe confidenciava. Estava certo de que John faria de tudo para resgatar sua alma ou salvar sua vida, porque ele mesmo já desempenhara missões muito semelhantes em um passado não muito distante para garantir a manutenção da vida do incandescente. Contudo, se estava acamado por algum motivo cujo qual não se lembrava, seria interessante que John estivesse empenhado na execução do plano que bolara para deter as tropas de Lúcifer.

    Por mais vago que pudesse parecer, no entanto, aquele não era o tema que mais incomodava Jason naquele momento. Não. O que o incomodava era o fato de que Lúcifer continuava repetindo seus movimentos.

    — Por que está me imitando?

    O outro sorriu de canto, compreensivo.

    — Somos exatamente iguais — disse, surpreendentemente. — Pais distantes, missões suicidas, o jugo do povo sobre as nossas cabeças, amor demais, recompensas de menos. Essa arma, por si só — ele gesticulou para a Espada de Crunor —, é muito mais um fardo do que uma bênção. Deus coloca sobre seus ombros mais peso do que é capaz de suportar, e da mesma forma fez comigo. Se pensas que sofres, Jason Walker, precisava me conhecer nos tempos áureos.

    Jason optou por guardar sua arma, e a mesma decisão foi tomada pelo outro, que não parecia hostil, ao menos não naquele instante. Talvez pudesse obter algumas informações enquanto seu eu físico tentava se recuperar.

    — Sabe — Lúcifer continuou, reflexivo —, quando tivermos conseguido levar toda essa desastrosa criação à sua ruína, construiremos tudo de novo. Sem homens, anjos ou demônios, ou Deus. Todos muito iguais, imbuídos dos mesmos interesses, criados sob as mesmas condições.
    — Não vai acontecer — Jason sorriu. — Já estive lá, amigo. E você só tratou de montar um palacete cheio de bosta nos fundos de um vulcão parcialmente ativo, enquanto o restante dos seres humanos passaram a viver à própria sorte. Algo de errado não está certo.

    Lúcifer franziu o cenho, e Jason sentiu suas sobrancelhas se franzirem no mesmo tempo, contra a sua vontade.

    — É estúpido pensar nisso — defendeu-se, dando a impressão de estar sendo muito sincero. — Não há por que destruir o terreno, se as bases da construção são boas, mas as paredes são tortas. Basta derrubá-las. Erigir outras no lugar.
    — Gostaria de dizer que você é pretensioso, mas só posso dizer que é iludido.

    Lúcifer abriu a boca para responder, mas Jason não estava mais lhe dando ouvidos. Lá no fundo de sua mente, uma voz grave falava consigo, tentando atrair sua atenção, como se estivesse implorando.

    Precisamos… retorne, dizia a voz, e Jason torceu a cabeça de lado para ouvi-la melhor, a exemplo do outro, que também torceu a cabeça. O cavaleiro franziu o cenho e apurou os ouvidos.

    Volte, Jason, disse a voz, silenciando em seguida.





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  6. #6
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    Ré a parada ta ficando overpower! Mais um grande capítulo neal, jason ta mais astuto depois da surra rs; Parabéns.
    Ameyuri Ringo The Ghost Of Sparta!!!

  7. #7
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    Que tensa essa parte final, cara. Jason e Lúcifer conversando sem um querer arrancar a cabeça do outro com os dentes? Isso que é cena (Se bem que eu acho que tavam querendo sim). Mas por que ele tá aí? Perdi alguma coisa? Que eu saiba, Lúcifer tá na superfície ainda fazendo as merdas dele. Certamente uma cena intrigante.

    Outra cena excelente foi do John puto na sala de Crunor. Não imaginava que John seria capaz de fazer isso, mas levando em conta que ele sofreu tanto no inferno por absolutamente nenhum motivo, o ódio dele é bem justificado. Crunor foi um grande de um cuzão, mas talvez fosse a intenção dele fazer o incandescente sofrer e ficar revoltado com ele. Afinal, como ele disse no final, ele finalmente tomou uma posição. Não ficou muito claro pra mim o que ele quis dizer, mas creio que a história vai explicar aos poucos.

    Mais uma vez, excelente capítulo, Neal. Aguardo o próximo.

    (Eu acharia sensacional Jason ser jogado no meio de Chicago, na moral. Eu sempre me perguntei como um tibiano reagiria ao vir parar no nosso mundo, mas nunca tive coragem de abordar sobre algo assim. Nunca tive ideias boas, na verdade. Mas eu particularmente prefiro o Tibia desolado que você criou, afundado debaixo da neve. Ah, eu não posso mais prometer um retorno breve a seção. Tá muito complicado pra arrumar meu PC agora. O capital tá em total falta.)



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  8. #8
    desespero full Avatar de Iridium
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    Saudações!

    Demorei, mas cheguei. Crunor é um safado, cara. Um safado! Pergunto-me se o cara premedita as coisas ou se ele vai só improvisando na hora HSAUSHAUSAHSUASUAHS

    A cena de Jason e Lúcifer... Meu deus. Que cena! Esse capítulo foi de uma carga emocional intensa pro John e pro Jason. Coitados, sério. Muito do que o Carlos disse reflete a minha opinião sobre o capítulo, então vou me limitar apenas a te dar os parabéns pela narrativa e pedir que continue o quanto antes!



    Abraço,
    Iridium.

  9. #9
    Avatar de Neal Caffrey
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    CAPÍTULO 3 – OS DEMONOLOGISTAS


    Randal levantou-se de onde estivera ajoelhado, segurando a mão direita de Jason entre as suas. Acabara de fazer a ele um sincero apelo. Talvez desconhecesse o nível de magia de Zathroth, mas sabia que o alinhamento dos corações era capaz de construir coisas absurdas e John Walker havia deixado o seu ali. Para Randal, bastava que eles fossem sincronizados e Jason estaria apto.

    Alguns minutos depois, Randal deixou a enfermaria e se dirigiu ao depósito, onde os ensinamentos coletivos ainda continuavam. As amazonas eram um grupo e tanto. Se carecessem de algo na linha de ataque, não seria de arqueiros. Independentemente deles, contudo, a academia de cavaleiros de Carlin ia fazendo jus à sua fama; homens e mulheres manuseando machados, clavas e espadas eram vistos aos montes, em conjunto ou separadamente e, de alguma forma, aquela parecia ser a mais singela das artes de combate.

    Feiticeiros e druidas permaneciam escondidos, praticando nos porões e nas escolas de magia. Randal achava que tudo aquilo era deveras interessante, e pretendia passar mais tempo com os humanos para entender como é que conseguiam criar tantas coisas a partir do nada.

    Algumas horas depois, John Walker chegou à cidade acompanhado de duas pessoas. Uma delas era um homem, de cinquenta e poucos anos, talvez, estatura mediana e um pouco rechonchudo, com bochechas demais e cabelos de menos, trajando um grotesco paletó cinza sobre uma camisa de cetim preto; a outra, uma mulher de cabelos cheios e jogados para trás, um pouco mais jovem, mas não muito, e usando uma jaqueta de couro e sapatos de salto baixo. A julgar pela forma como trocavam palavras e gestos que eram prontamente compreendidos pelos dois, tinham toda a pinta de ser um casal.

    Randal franziu o cenho quando passaram por ele, encarando-os avidamente, mas conhecia o suficiente para não se envolver, nem com seres humanos, nem com anjos ou arcanjos. Aquela situação, excepcionalíssima, era quase que inteiramente devida ao arcanjo Rafael, com quem Randal costurara recentemente um proveitoso acordo. De mais a mais, ele vinha encontrando certa satisfação de viver entre os humanos, por mais controverso que isso pudesse parecer. Conhecimento era o que não faltava, e, se algum dia fosse devolvido ao buraco de onde viera, pelo menos chegaria lá um pouco menos ignorante do que saíra.

    Após alguns segundos parado, Randal foi interpelado por um soldado do exército de Thais, que ordenara que ele continuasse caminhando. Ele prontamente atendeu. Naquele instante, Heloise e Arthur haviam decretado sobre Carlin uma série de medidas extremas e controversas, tais quais toque de recolher, obrigatoriedade de se apagar as luzes em determinados horários e, por algum motivo, a proibição de se manter parado por demasiado tempo no mesmo lugar. O demônio, que era bastante disperso, já tivera sua atenção chamada em diversas ocasiões pelo modo como simplesmente estacava e acompanhava a movimentação nos arredores com interesse.

    Leonard, o arqueiro obtuso, não parava por um minuto sequer. Aqui e ali, era possível vê-lo corrigindo posturas e pegadas, e ensinando a alguns outros arqueiros a arte do combate corpo-a-corpo, que se fazia tão necessária em algumas ocasiões. Randal entendia que muitos dos arqueiros tinham pouca confiança no manejo de uma espada ou de uma adaga, mas compreendia também que Leonard era exímio tanto na arte da arquearia, quanto na de combate corporal. Um homem que não possui o devido reconhecimento, pensou, de passagem, antes de se colocar a andar novamente.

    A tarde avançou e a noite ia lançando seu escuro véu devagar sobre a cidade. Quando Randal chegou ao centro novamente, onde Heloise discursava avidamente sobre a necessidade de avanços, finalmente John Walker e Leonard aproximaram-se dele, na companhia dos dois senhores que Randal tinha visto chegarem com o anjo à cidade mais cedo.

    — Estes são Edward e Lorraine Warren — apresentou o incandescente. — Ed e Lorraine, para facilitar.

    Imediatamente, Randal registrou os olhares de reprovação dos dois.

    — Eles estão cientes de sua condição e concordaram com o acordo que foi formalizado por Rafael — tratou de informar John, em tom de desculpas.

    O demônio assentiu uma vez, arqueando as sobrancelhas.

    — E então, senhor e senhora Warren? — perguntou, jogando conversa fora. — Qual é a especialidade?

    Edward Warren sorriu, irônico.

    — Somos demonologistas — sua voz era grave, mas reconfortante, como se fosse dita por um avô. — Devolvemos aberrações de volta ao inferno.
    — Em minha defesa, vim do purgatório.

    A mulher chamada Lauren Warren bufou e resmungou depressa, impaciente, e Randal pensou ter ouvido mais de uma vez a expressão “ralé”, mas achou melhor não discutir, por mais ofensivo que aquilo pudesse parecer. Estava prestes a perguntar sobre o que os trazia ali, quando John retomou o diálogo.

    — Na ausência do Livro das Ciências Ocultas, que Zathroth fez o favor de passar adiante, os Warren possuem o encantamento para aprisionar Lúcifer novamente. Quando estivermos em condições, eles entrarão em cena para nos auxiliar. De mais, poderão encontrá-los no Quartel General, onde participarão da elaboração dos contrafeitiços contra os demônios que assumirem a guerra ao lado do Anjo Caído.

    Randal assentiu e deu um sorriso amarelo. Lorraine, que era muito menos simpática do que ele gostaria, simplesmente lhe deu as costas, desaparecendo no meio da multidão. Ed, surpreendentemente, estendeu-lhe a mão, cumprimentando-o; no instante seguinte, também lhe deu as costas, acompanhando a mulher no sentido do castelo da cidade.

    O demônio voltou os olhos para o palanque montado em frente ao depósito, onde Heloise ainda discursava.

    — … de Venore, passada sumariamente às mãos de Apocalypse após a tomada da cidade — ia dizendo. — Portanto, nossa prioridade é a de retomar a cidade e devolvê-la ao comando dos venorianos neste momento. Para tanto, destacaremos um efetivo…

    Enquanto Heloise falava, Randal começou a se lembrar vagamente de alguns fatos com os quais tivera contato antes de ser mandado ao purgatório. Apocalypse costumava comandar seu trono com mão de ferro, mas ela não chegava nem aos pés dos demônios de Lúcifer, que eram consideravelmente mais leais a ele e muito mais poderosos.

    Por um longo momento, não pode deixar de notar que ela havia traído o pai como se desse um tiro no escuro esperando que ele acertasse o alvo. Cain era um dos homens mais cruéis que havia conhecido e, certamente, Apocalypse não encontraria muito no que se fiar, porquanto nenhuma das promessas que houvessem lhe sido feitas seriam cumpridas, ao menos não à risca.

    As histórias sobre Cain no inferno eram violentas, preocupantes. Não era o tipo de demônio que se baseava estritamente em acordos. Era alguém que nascera para matar e que morreria matando, se algum dia morresse. Era compreensível que o Anjo Caído quisesse alguém desse calibre ao seu lado. Silenciosamente, Randal acreditava que, dos desafios mais recentes que poderiam ser enfrentados pelos correligionários de Heloise e Arthur, derrubar Cain talvez devesse ser o mais problemático.

    Randal, disse, repentinamente, uma voz na mente do demônio. Ele olhou nos arredores, procurando quem o chamava, mas ninguém lhe prestava atenção. Randal, ouviu novamente.

    O demônio franziu o cenho e distanciou-se da multidão no sentido sul, apurando os ouvidos.

    Randal, sei onde está, sei o que faz e sei como está confabulando contra mim, prosseguiu a voz, suave, mas mortal. O som era etéreo e distante, como se dissipado através de uma cortina de pano e serragem. Não cometa esse ardiloso erro, prosseguiu. Assuma uma posição inteligente, antes que seja tarde demais.

    Ele fechou os olhos por um instante.

    Assistirá a cidade de Carlin cair, sem que ninguém esteja em suficientes condições de protegê-la. Venha, filho querido. Venha para mim.

    Randal abriu os olhos de uma só vez e disparou no sentido do castelo de Carlin, desesperado.

    *

    Ed e Lorraine Warren ouviram a história de Randal pacientemente, e agora refletiam longamente. Havia sido uma exigência do demônio o esvaziamento de uma das salas do quartel e a presença somente de John Walker e Leonard Saint. O velho Warren, de olhos semicerrados, relanceou um olhar para o rosto torturado de Randal, antes de começar a falar.

    — Lúcifer surgiu para você através de alguma visagem?

    Ele sacudiu a cabeça, em tom negativo.

    — A voz era distante, sussurrada, apelativa?

    Agora, Randal fazia que sim.

    — Existe a possibilidade de que você conheça qualquer dos demônios que militam em favor da causa de Lúcifer?

    Agora, Randal levantou a cabeça. Olhava para Ed como se o velho falasse grego.

    — É claro que sim. Que tipo de pergunta é essa? Sou um demônio!

    Lorraine estalou os lábios e disse algo como “francamente”, e Randal sentiu que o peso do julgamento da mulher recaía sobre ele naquele momento com frenética voracidade. Ed Warren, no entanto, franzia os lábios e assentia devagar, os olhos um pouco distantes.

    Se era verdade o que os demonologistas estavam dizendo, então Lúcifer utilizava da conexão que possuía com sua criação para contatar Randal, provavelmente já ciente de que ele estava em Carlin e militando em favor da resistência. A simples possibilidade de que aquele fosse um fato lhe dava calafrios. Preferia assumir a condição de anônimo do que enfrentar diretamente um ser que tivesse sobre ele aquele tipo de influência e poder.

    — Creio que compreenderá se fornecer meu parecer para que você se mantenha, ao menos temporariamente, fora da zona de combate, de preparação e de elaboração dos planos — concluiu Ed, franzindo os lábios. — Afinal, não sabemos se Lúcifer poderá compeli-lo a tomar determinadas atitudes, ainda que contra a sua vontade.

    Randal assentiu uma vez, enxergando certa lógica no raciocínio.

    — Proponho que você permaneça acautelado, talvez preso, com vigilância em período integral, por um sacerdote competente, que seja capaz de contê-lo caso alguma decisão desmedida venha a ser tomada.

    O demônio encarou Ed Warren nos olhos, um pouco consternado.

    — É temporário — prometeu o demonologista. — Assim que soubermos como anular a influência, talvez possamos interceder ao seu favor para mitigar também os efeitos.

    Ele pensou por um instante, arrasado. Por fim, aceitou.

    — John, mantenha um dos incandescentes da guarnição na companhia do senhor Randal enquanto ele permanece enclausurado — orientou Ed, ao que John fez que sim, concordando. — Sugiro o desenho de uma armadilha no local, por precaução. Agora, peço para que se retirem por um instante. Preciso conversar com minha mulher.

    John, Leonard e Randal levantaram-se e deixaram a sala, conversando em voz baixa. Ed fechou a porta logo na sequência, sentando-se defronte à esposa e olhando-a nos olhos.

    — O incandescente e o Arqueiro de Crunor protegem o demônio, como se fizesse parte de sua prole ou de sua sociedade — disse a mulher, indignada. — Devo dar-lhe os créditos pelo feitiço.

    Ed lembrou-se de quando apertou a mão do demônio e fez com ele contato visual, sabedor de que não precisava proferir qualquer palavra para bombear o feitiço ilusional para dentro dele.

    — Randal estará de fora e, assim que for deixado sozinho, poderemos devolvê-lo ao inferno. Até lá, mantenhamos a discrição.

    Lorraine assentiu, concordando.
    Kniss & Lorenski - Sociedade de Advogados em Curitiba/PR

    Jason Walker e a Sétima Vingança
    Acompanhe a penúltima história de Jason Walker na seção Roleplay!

  10. #10
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    Que casal filho da... Kkk primeiro capítulo que me deichou puto no final mas e assim mesmo kkk eles tao achando que a turma do apocalipse é brincadeira! Belíssimo capitolo neal.

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    Ameyuri Ringo The Ghost Of Sparta!!!



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