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Tópico: Behogár Bradana

  1. #11
    Avatar de Shirion
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    Karaka Iridium que personagem massa a Behogar

    Mestiça de anão com humana isso me lembra o romance do Kili com a Tauriel no Hobbit sem bem que no caso era um anão e uma elfa

    Mas poxa fico imaginado o que vc esta bolando para a Behogar (so naum maltrada a coitadinha como vc fez com o Ireas plllease pq eu ja simpatizei com ela ela vai ter que crescer e ser forte num mundo bruto)

    O pai dela me pareceu um pouco insensível nao que seja mau mas o mundo de tibia é cruel espero que ele seja presente na vida dela

    Publicidade:

  2. #12
    Avatar de Kerrod
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    Champz

    Personagem muito interessante. Você tem um material muito bom em mãos para desenvolver uma fic bem cativante.

    Vou ficar bizoiando aguardando a continuação.

    Yeah. Go ahead.
    o morcego perguntou ao outro ambos pendurados de cabeça para baixo

    _qual a pior situação que vc ja viveu dormindo de cabeça para baixo?

    o outro morcego respondeu:

    _caganeira



  3. #13
    Avatar de Neal Caffrey
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    Iridium, que momento! Que momento em que serei capaz de acompanhar um conto seu desde o começo.

    Perdoe-me se isso soar ofensivo, mas seu modo de escrita é muito parecido com o meu. Muitas descrições, diálogos mais esclarecedores do que a própria narração e personagens influentes. Gosto disso.

    Gosto de imaginar também quais serão os próximos passos de Bradana. Pelo visto, essa mistura de anões e humanos (lembro-me vagamente de uma história na nossa seção chamada "Sobre Anões e Elfos", algo do gênero, e peço desculpas ao brilhante escritor por não me lembrar quem era) só tem a acrescentar e seria mesmo leviano da minha parte objetivar previsões por aqui.

    Tudo que enriquece a seção é bem vindo e, certamente, como sempre digo ao Carlos, a presença de vocês entre nós é revigorante e nos dá melhores perspectivas do que jamais teríamos. Iridium e Carlos, os dois maiores do Roleplay, sem medo de errar.

    Aguardo o próximo capítulo.

    Um abraço!
    Kniss & Lorenski - Sociedade de Advogados em Curitiba/PR

    Jason Walker e a Sétima Vingança
    Acompanhe a penúltima história de Jason Walker na seção Roleplay!

  4. #14
    desespero full Avatar de Iridium
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    Padrão An Samhradh, Capítulo Dois

    Saudações!

    Venho aos senhores com mais um capítulo de Behogár Bradana xD

    Já recebi uns comments massa, to ficando feliz pra burro com a história xD

    Desculpem A MEGA DEMORA, MAS EU TINHA TRAMPO DE DESENHO 3 PRA TERMINAR E EU FIQUEI NERVOUSER COM O PROFESSOR, TAVA TREMENDO NA BASE, ACHANDO QUE ENTREGARIA ALGO RUINZÃO! No fim das contas, deu tudo certo, e posso, FINALMENTE, postar o capítulo novo \o/

    Vamos aos comentários, antes de mais nada:

    Spoiler: Respostas aos Comentários


    Sem mais delongas, o Capítulo de Hoje!

    -----

    Spoiler: Bônus Musical



    Capítulo Dois — Três Irmandades, Três Corações de Forja

    Terra, Fogo e Caminhos Tortos… E tudo regado a metal, ouro, lava e cerveja. Muita cerveja.



    Kazordoon era a residência dos anões; a montanha prometida ao povo de Durin* ao final das grandes guerras travadas entre outras raças. Alguns poucos dizem que Kazordoon foi fruto de um êxodo de uma das tribos de Anões que residia em outro local**, ao passo que a maioria simplesmente acredita já pertencerem à montanha há tanto tempo que esse suposto passado sequer importava.

    O Grande Velho, como os anões chamam a montanha que os abriga, tem uma fachada colossal, em homenagem a Durin, e que guarda a entrada da grande cidade dos anões, cujas escadarias levam às entranhas ferventes de Tibia, com dutos de lava a aquecer as forjas e cadinhos da cidade.

    O caminho para Kazordoon, em tempos antigos, consistia em descer e subir vários lances de escada em caminhos tortuosos a fim de encontrar os locais ou pessoas com as quais precisaria trocar informações e mercadorias. Entretanto, o Imperador Kruzak, após muito deliberar com seu povo e alguns dos humanos que fizeram de Kazordoon seu lar, incluiu o uso de grandes vagões de minério para facilitar o ir e vir dos habitantes da cidade, criando pequenas estações para que cada cidadão pudesse ir a uma determinada localidade sem muito esforço, tempo e suor.

    Bradana saiu de sua toca improvisada nos Campos da Glória em rumo à cidade, buscando por seu pai. Munida apenas de suas pernas, seus víveres, seu arco e sua esperteza, seguiu sua viagem o mais rápido que pôde. Muitas histórias ela ouviu sobre as proezas físicas dos Anões: sua capacidade de correr em estirões rápidos de velocidade em comparação às longas distâncias***, seu gosto por cerveja e sua dificuldade em ser embebedados, seu amor pela caça, pela exploração, mineração, entre outras paixões… Entretanto, de todas as histórias, a temática certamente mais fascinante era o caso das Três Irmandades.

    Na medida em que encurtava a distância entre os Campos e Kazordoon, a moça de cabelos ruivos, em meio à sua ritmada, porém ininterrupta corrida, buscava no fundo de sua memória as histórias sobre as Irmandades…


    *****

    (Narrado por Bradana)


    Gente… Acho que não eram três… Mas quatro Irmandades. Acho que eram quatro, ao menos quando papai contava a história. Eram as Irmandades da Rocha Derretida, dos Machados Selvagens, dos Comedores de Dragões e dos Tecnomantes, se não me engano. Apesar de que ninguém fala muito sobre essa quarta… Ao menos papai não costumava falar.

    Demorei uns vários dias para passar dos Campos da Glória às Colinas Fêmur… Essa corrida, por mais demorada que fosse, era boa… Era divertida! Fazia anos que eu não aparecia em Kazordoon! Acho que a última vez que apareci por lá ainda era um bebê… Mamãe ainda era viva e papai, bem… Meu paizão é meu paizão: divertido, ébrio, sorridente, amável, corajoso, explorador, bravo… E Comedor de Dragões.

    Na medida em que seguia meu caminho, à pé, solitária e com uma garrafa de água (que passarinho também bebe, viu?), observei o nascer do sol desenhar a grande e velha montanha no horizonte, e um sorriso se abriu em meu rosto.

    Havia uma comitiva de Anões, coisa raríssima de se ver, fora de Kazordoon! Intrigada, escondi-me no primeiro conjunto de arbustos que consegui achar a fim de espiá-los com mais calma. Sim, assumo mesmo: sou curiosa e vou ficar “curiando”, oras!
    A maioria deles estava usando uma tabarda verde escura com as bordas douradas e prateadas, com uma cabeça de dragão enorme ocupando a parte superior do tecido, protegendo o peito e o tronco dos homens. Eu me lembrava bem daquela tabarda, pois meu pai possuía uma dessas em seus pertencer: a tabarda dos Comedores de Dragões.

    Os Comedores de Dragões… Uma Irmandade dedicada às explorações. Seu nome não necessariamente tem origem na dieta deles – eu já comi carne de dragão, e não é nem um pouco gostosa, mesmo cozida –, mas sim do fato de serem os Anões que querem mais que uma vida nas profundezas. Essa Irmandade, que, segundo meu pai, começou com um Anão muito habilidoso na arte da caça e que, um belo dia, abateu um dos dragões que reside no Grande Velho a fim de dar passagem para a superfície do Continente, abrindo a possibilidade de comércio para toda Kazordoon.

    São Anões e Anãs corajosos, perceptivos, ótimos em encontrar novos, tortuosos e nada usuais caminhos. O dragão é seu símbolo de força, vitalidade, coragem e persistência. Claro, faz sentido: dragões nunca desistem de seus alvos ou tesouros. Já experimentaram cutucar um dragão para ele sair de perto de seus montinhos de ouro? Se sim, sabem do que falo. Se não… Bom, tentar é de graça, né?

    O grupo foi, aos poucos, entrando pelos vagões de carvão que estavam dispostos na entrada da montanha, a alguns metros de distância de mim. Estranhei aquilo: meu pai nunca havia mencionado esse sistema de transporte. Seria coisa nova do velho Imperador Kruzak?

    Depois que o último dos Comedores entrou no vagão, esperei o carro adentrar no túnel para eu me aproximar do guarda que lá estava. Era um Anão velho, da minha altura, com os cabelos e barbas totalmente brancos, armamentos de tom amarelado, parecido com latão e bronze e olhos azuis.

    — Ei, garota! — Falou o guarda, e eu congelei onde estava. — Não sei de onde você vem, mas aqui em Kazordoon a gente costuma pagar antes de ter algum serviço!

    — Serviço? Ah! — Corrigi-me antes de fazer mais alguma besteira, bem envergonhada. — Err…

    — Tá querendo usar os vagões? — Indagou o Anão, já parecendo desconfiado. — Tem que pagar pelo tíquete.

    — Claro, claro! — Falei, batendo levemente em minha testa. — Tá quanto?

    Duzentas e cinquenta moedas de ouro. — Replicou o Anão, sorrindo levemente.

    — Ai, moço! — Repliquei, engolindo em seco. — Tá carinho… Deixa ver se acho umas moedas aqui…

    Peguei minha mochila e comecei a fuçar atrás de dinheiro. Por sorte, ainda tinha três moedas de platina das semanas anteriores, onde consegui um pouco de dinheiro com as peles que obtive de minhas caças. O homem aceitou meu dinheiro e deu-me um papel com o carimbo real do Imperador.

    — Moça, você entra aqui… — Ele apontou para vagão, que tinha uma área um pouco elevada, funcionando como uma cadeira. — Daí você se ajeita. Deixa suas mãos dentro do vagão até chegar no seu destino.

    Concordei com a cabeça e me preparei para sentar no vagão. Assim que ajeitei minhas pernas dentro do vagão, escutei um assovio ruidoso por parte do guarda.

    — Ê bundão que não acaba mais! — Gritou o homem, muito para a minha fúria.

    — É o quê? — Perguntei, totalmente constrangida e me preparando para sacar o arco.

    “Mundão”! Eu disse mundão! — Replicou o guarda, abafando o riso. — Entra logo aí, guria!

    — “Mundão”! Eu disse mundão! — Replicou o guarda, abafando o riso. — Entra logo aí, guria!
    Bufei e obedeci, sentando no vagão com os braços cruzados e as armas guardadas à minha frente, totalmente contrariada. O guarda deu uma leve empurrada no vagão e fui túnel adentro.

    Inicialmente, o vagãozinho estava indo bem devagar, dando-me tempo para ver as pinturas que havia nas paredes da caverna, iluminadas por tochas. Havia pinturas de guerreiros, mineradores, ferreiros, de grandes batalhas que já passaram e herois que já se foram, sendo que um deles segurava dois martelos e estava sob duas pedras, que pareciam sobre seu controle.

    — Os Machados Selvagens… — Murmurrei, impressionada.

    Foi aí que o vagãozinho tomou impulso: descemos ladeira abaixo, e eu tentei me segurar no maldito transporte, que bambeava em meio aos trilhos de aço atrelados à plataforma de madeira, feita para se adaptar à montanha.

    Enquanto descia aquele caminho, lembrei das coisas que meu pai falava sobre os Machados Selvagens. Era uma Irmandade dedicada às batalhas, à Mãe Terra, à força física e à mineração. Essa Irmandade aceitava apenas os mais bravos e resilientes guerreiros de nossa gente, todos aqueles com o braço forte, dispostos a pegar em armas para defender Kazordoon ou pegar em picaretas para abrir novos caminhos pelas profundezas da terra. Meu pai tinha uns três ou quatro amigos dessa Irmandade; eram caras sisudos, mas bastava beber um barril inteiro de cerveja para ficarem mais alegres e soltos.

    O vagão deu um tranco forte ao final da descida e parou na área do comércio local. Peguei minhas coisas, espanei o pó de minha roupa e segui em frente. Um tanto desorientada, mas segui em frente.

    Vagueei a esmo pelos corredores de pedra e pedrarias de Kazordoon; a cidade estava com pouco movimento, com alguns Anões passando entre as lojas. De vez em quando, eu via alguns Humanos passando por lá. Homens e mulheres de proporções mais delicadas que as minhas, cujos rostos pareciam mais com os meus.

    E eis que o som vindo das tavernas, aquele inconfundível som de cantoria ébria com aquele cheiro de cerveja e carne assada, chamou a minha atenção. Por um instante, jurei ter ouvido a voz de meu pai em meio àquela saudável e saudosa confusão.

    — É para lá que eu vou! — Exclamei, um pouco cansada mas alegre.


    ****


    (Narrado por Mikhail Barbarruna)


    — Vida longa ao Anão na Porteira, viva muito Anão no Portal, se eu posso ficar no grau, pra que fica sóbrio lá no chão?!

    E com isso, brindei à saúde de meus grandes amigos reunidos ali; sim, eu estava doente. Doente que chegava a me doer as juntas só de me movimentar, mas não podia deixar de brindar ali. Dois grandes amigos meus, Isaak, o dono da barba mais ruiva que já vi, a qual fazia sua cara parecer estar sempre em chamas, e Asimov, que tinha apenas algumas mechas ruivas em meio à cabeleira loira, haviam, finalmente, se juntado à Irmandade da Rocha Derretida, e queriam comemorar ao melhor estilo do grupo: com vinho quente, comida flambada e muita música.

    — Maneire aí nessa bebida, Mikhail! — Falou Isaak, afastando o copo de vinho quente de minhas mãos. — Você já não está tão novo!

    — Mas eu ainda aguento o tranco, devolve minha pinga! — Repliquei, rindo. — Se minha filha me ver fraquejando com bebida, aí que ela se preocupa mesmo, coitada!

    — Pois é! — Falou Asimov, sorridente, com dois nacos de carne nas mãos. — Como vai a pequena Bradana?

    — De pequena tem mais nada, caras! — Repliquei, sorrindo de canto. — Já está uma moçona, com dezoito anos...

    — Pro bem dela, espero que tenha saído parecida com a mãe. — Riu Isaak, dando um caloroso tapa em meu ombro — Que saudade da Eleanor, aquela mulher tinha espírito!

    Entristeci-me um pouco, a despeito do meio sorriso que dei. Sim… Eternas saudades eu teria, enquanto durasse minha vida, de Eleanor. Que mulher! Mulher com “m” maiúsculo! Linda, forte, exploradora, adorava uma boa caça… Foi uma boa mãe enquanto esteve viva… Abriu mão de tanta coisa… E eu aqui, parado, no marasmo. Que fase.

    — PAI!

    Olhei para cima, com os olhos arregalados. Minha garotinha, que não era mais tão garotinha assim, havia acabado de chegar. Todos os olhares se voltaram para ela, Bradana. A moça que era maior que um Anão crescido, mas baixinha para os padrões humanos. Uma moça linda. Linda como a mãe, forte como o pai. Ela ajeitou o arco e a aljava nas costas e veio correndo em minha direção, com suas roupas de couro azulado e botas rosadas. Eu abri os braços e recebi seu abraço.

    — Como você está?? — Indagou a minha filha, preocupada.

    — Fora o que está ruim, está bom. — Repliquei, sentindo um pouco meu cansaço. — Senta, minha querida… Toma um pouco de quentão com o pai. Feliz aniversário super atrasado!

    Ela sorriu e aceitou um pouco do vinho quente, acompanhando-me na saideira. Eis que ouvimos um barulho energético do alto do teto da taverna, que se interrompeu em meio a uma das vigas de ferro, gerando calor e estalos brilhantes. Cobrimos rapidamente nossos ouvidos, e um dos presentes logo resmungou.

    — Malditos Tecnomantes, sempre tem que achar uma forma de atrapalhar as coisas...



    Continua….

    ---

    Glossário:

    (*): Durin, na história dos Anões, é creditado como o primeiro membro da raça e o criador de todos os Anões de Tibia. É referência direta a Durin o Imorredouro (Durin the Deathless) do universo d'O Hobbit e O Senhor dos Aneis, de J.R.R. Tolkien, onde Durin é um dos Sete Pais dos Anões e ancestral distante de Thorin Oakenshield, Kìli, Fìli, Gimli, Balin e Dwalin.
    (**): Refere-se à cidade oculta de Beregar, de onde vem os Anões em Tibia. Os que habitam Kazordoon pertencem à quarta tribo que costumava viver ao lado dos ancestrais do Imperador Rehal.
    (***): Anões são corredores de explosão, ou seja, que percorrem melhor e mais rápido distâncias curtas, ao passo que Bradana possui um organismo mais adaptado para corridas de fundo ou de longas distâncias. Referência a uma das citações de Gmili, em O Senhor dos Aneis: Duas Torres, durante a corrida em direção a Isengard junto a Aragorn e Legolas, para resgatar os Hobbits Merry e Pippin do exército de Saruman.

    ----

    Demorou, mas saiu, galera!

    Espero que tenham gostado! Aguardo o feedback de todos!




    Abraço,
    Iridium.
    Última edição por Iridium; 04-09-2017 às 17:08.

  5. #15
    Avatar de Japixek
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    Oi Iridium, tudo bem?

    Gostei muito deste início. Tem um certo clima lúdico misturado a uma perspectiva de aventura capaz de prender bastante a atenção do leitor.

    Bradana é uma personagem que nos conquista logo nas primeiras linhas. E o seu estilo elegante torna a leitura bem agradável e leve.

    Bradana ganhou um fã e vou procurar acompanhar a narrativa.

    Um abração.






  6. #16
    Avatar de Neal Caffrey
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    RPG Tibiano, gosto. Divisão da sociedade da história em castas, ainda que não seja exatamente o objetivo finalissimo, me agrado também. Gosto de histórias de anões (Senhor dos Anéis, simplesmente inesquecível) e de elfos (vide o mesmo exemplo).

    Boas novas nesse início, Iridium. Da pra esperar somente o melhor.

    Abraços!☺
    Kniss & Lorenski - Sociedade de Advogados em Curitiba/PR

    Jason Walker e a Sétima Vingança
    Acompanhe a penúltima história de Jason Walker na seção Roleplay!

  7. #17
    Avatar de Ameyuri Ringo
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    Iridium você não achou que eu ia me privar de ler uma historia sua achou ? Rs uma exelente história bradana se mostrou uma personagem com muito carisma logo de cara, uma mestiça o melhor de duas raças o leque de suas habilidades e poder e incalculável agora rs empolgado para ler esse conto tambem tal como a de nosso amigo neal que me intrigou com a promessa de a sétima vingança! Parabéns iridium!
    Ameyuri Ringo The Ghost Of Sparta!!!

  8. #18
    desespero full Avatar de Iridium
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    Padrão An Samhradh, Capítulo Três

    Saudações!

    Demorei, novamente... Mas não me esqueci de vocês! Trago mais um capítulo de Behogár Bradana para a alegria geral da nação! Mas, antes de mais nada, vamos aos comentários:


    Spoiler: Respostas aos Comentários


    Sem mais delongas, o Capítulo de Hoje!

    ------

    Spoiler: Bônus Musical


    Capítulo Três — Casa de Ferreiro, Espeto de Pau

    Esse dito popular, muitas vezes, soa melhor pensado em vez de dito em voz alta…



    Nas semanas que se seguiram ao reencontro entre pai e filha, Mikhail dedicou-se a ajudar no treinamento da filha; sendo Bradana mais forte do que uma mulher humana convencional, faltava-lhe noção de sua própria força. Seu manejo de arco e besta eram muito rudes, para dizer o mínimo. Ela tinha força, muita força, mas faltava controle.

    Todo o dia, desde a primeira hora da manha até os últimos raios dos sois antes da noite tomar conta de Tibia, pai e filha se encontravam no quartel de Kazordoon para praticar tiro; após cada sessão de treinamento, ambos desciam até o bar para, enfim, tomar aquelas geladas tão merecidas após um dia exaustivo de aprimoramento pessoal…


    ****


    (Narrado por Mikhail Barbarruna)


    É… Eu já não estou mais tão jovem quanto costumava ser. Digo, minha filha já está matando, sozinha, o décimo quartilho de cerveja e eu tive que pedir penico logo no sétimo! E nem era de uma safra tão forte assim…

    Suspirei, cansado, enquanto minha doce criança terminava de sorver tranquila sua cerveja gelada tão necessária. Sentia meus ossos ainda fracos, mesmo tendo passado mais tempo perto da terra para me recuperar. Talvez esse fosse um sinal de que eu não teria mais tanto tempo assim à minha frente.

    — Filhinha…

    — Hm? — Murmurrou Bradana, terminando seu quartilho. — Diga, paizinho.

    — Já pensou na possibilidade de você ter que… Se casar? — Falei, receoso.

    Minha filha arregalou os olhos e cuspiu parte da cerveja para frente, fazendo com que Maryza protestasse, irritada.

    — É o quê? — Indagou ela, com os olhos parecendo querer saltar de suas órbitas.

    — É… — Continuei, sabendo que poderia terminar mal para mim. — Digo… Logo eu não estarei mais aqui, e…

    Para minha surpresa, ela bateu no balcão de madeira com o punho fechado, forte e decidida, olhando-me com um semblante irritado.

    — Você não me inventa de morrer agora, velho safado! — Replicou minha filha, impositiva. — A gente já passou por muito perrengue para você decidir que vai cair duro no chão e não levantar mais!

    — Mas, meu anjo… — Balbuciei, entristecido. — Teu pai já não é mais o dragão jovem que costumava ser…

    — Mas você não está caindo aos pedaços ainda! — Esbravejou a ruiva, com lágrimas nos olhos. — Você é um Comedor de Dragões, pai! Haja como um e pare de temer a morte! Ela ainda não chegou para você e eu sei que ela está longe!

    — Bradana… — Tentei argumentar, vendo já a extensão do estrago.

    — Eu me recuso a continuar aqui e ouvir esse monte de besteira! — Esbravejou Bradana, levantando de sopetão e jogando a banqueta de madeira contra o chão, saindo furiosa da taverna.

    Observei minha filha sair do local com a fúria de mil tempestades em seu âmago; suspirei pesadamente, com os olhares de todos fixos em mim, assustados com o resultado de uma conversa que antes parecia casual e calorosa.

    — Mikhail… — Ouvi a voz de Maryza atrás de mim, descontente.

    — Hã? — Resmunguei, já esperando outra bronca.

    — Você vai pagar por esse estrago. — Replicou a taverneira, apontando para os remanescentes da banqueta de madeira. — Depois, toma vergonha na cara e vai atrás da sua filha.

    Resignado e mal-humorado, pedi para Maryza esperar eu pegar um montante a mais de dinheiro para compensar o pequeno estrago causado por minha filhota. Enquanto segui a passos rápidos para a banqueira Tezilla, fiquei pensando sobre assuntos variados. Meu passado, minhas aventuras, minhas caçadas…

    Ah, minhas caçadas! Quantas delas eu não levei, aos protestos de Eleanor, a pequena Bradana a tiracolo, guardada sempre em um cesto amarrado às minhas costas? E ela ria, ria e ria com os solavancos das corridas em terrenos íngremes e tortuosos, e aplaudia quando eu e minha comitiva derrubávamos criaturas majestosas e com o quádruplo (ou mais) de nosso tamanho.

    E a coitadinha chorava quando eu era advertido pela mãe dela assim que regressava para nossa casa. Ah, nossa casa… Uma das barracas de Kazordoon. Pequena, mas aconchegante, perfeita para nós três. Assim que entrei no banco de Tezilla, olhei para o rosto da anã e me lembrei que ela havia ficado na posse de minha antiga casa, já que, com a morte de Eleanor, eu sequer suportava ficar naquele local.

    Meus ossos voltaram a doer e senti, novamente, minhas mãos estalarem de maneira dolorida e persistente; meu último embate… Minha última caçada, aquela que me forçou a renunciar à exploração, me debilitara bem mais do que imaginei anteriormente.

    — Mikhail! — Tezilla chamou, com um sorriso de ponta a ponta — Em que posso ajudar, meu velho amigo?


    ****


    (Narrado por Bradana)


    — Meu pai é um idiota… Idiota!

    Furiosa, mal sabia para onde estava andando ou a quanto tempo vagava a esmo por aqueles corredores de pedra; como ele tinha tamanha audácia em falar daquele assunto?! Logo ele, sempre tão oposto à ideia de me perder como companhia de caçada?! Logo ele, que nunca temeu a morte?! Velho cretino! Velho safado!

    Sentia as lágrimas descerem ferozes por meu rosto já úmido com a primeira e inesperada torrente de emoções. Sou péssima para lidar com esse assunto. Sou péssima para lidar com minhas emoções… Eu nunca gostei desse tipo de conversa, entendem? A morte faz parte da vida, eu entendo, mas… Não é como se essa constatação fizesse dela mais fácil. Eu sei que eventualmente meu pai vai morrer, e que eu espero superar o tempo de sua morte em mais anos que ele, mas… Não é como se isso fosse certo. Conversar sobre a morte com ele naquele estado é quase como se eu o estivesse condenando!

    Apoiei minhas costas em alguma pilastra e deixei o meu corpo deslizar para que eu me sentasse; as lágrimas continuavam a descer insistentemente pelo meu rosto enquanto eu tentava me acalmar.

    — Bradana, sua boba… — Murmurrei para mim mesma, limpando minhas lágrimas. — Ele não vai morrer… Não ainda. É um Comedor de Dragões, afinal… Vai viver muito.

    O som de algo batendo de encontro ao metal pesado chamou minha atenção; olhei à minha frente e notei que havia algo aceso algumas portas à minha esquerda. Levantei, intrigada, terminando de me recompor, e fui até lá.

    — O-olá! — Falei em voz alta, tentando identificar quem estaria ali.

    Em resposta, ouvi mais marteladas contra o metal que parecia aquecido; receosa, já com a besta em punho e carregada, segui em frente até o aposento mais claro, apenas para me deparar com um anão martelando algo contra uma enorme bigorda. Atrás dele havia um cadinho aceso, com material quente, borbulhante e brilhante.

    Em um dado ponto, ele virou para trás e deu de cara comigo segurando a besta em punho; ele se assustou e deixou o martelo cair no chão, erguendo as mãos para perto de sua cabeça.

    — Oh, oh, oh! Calma aí, moça! — Falou o homem, que possuía uma espessa barba ruiva. — Não precisa chegar chegando assim, ora essa!

    Engoli em seco; o homem não parecia perigoso de forma alguma, e eu parecia uma neurótica ridícula empunhando aquela arma daquela maneira diante de um simples ferreiro.

    — Errr… — Balbuciei, sem graça, abaixando a besta. — Desculpe, eu ouvi o som e…

    — Dia difícil? — Replicou o homem, aparentemente mais aliviado, abaixando os braços.

    — Mais ou menos… — Meneei a cabeça. — Só uma discussão com meu pai.

    — Tsc. — Replicou o homem, voltando aos seus afazeres. — Nessas horas, fico feliz que sou homem e não tenho que me preocupar com algumas coisas.

    Cruzei os braços, um pouco contrariada. O ruivo voltou ao trabalho, e parecia estar fazendo munições. Diferentemente do processo comum da cutelaria, munições exigiam certa destreza, delicadeza e precisão de maneira tal que, se saíssem erradas, o processo de refacção era muito mais demorado e cansativo que das demais armas comuns. A julgar pelo cuidado que ele tinha com aquele material, parecia ser experiente na arte, mas não um veterano.

    Enquanto ele trabalhava, sinalizou para que eu puxasse uma cadeira; perto de seu conjunto simples de mesa, quatro cadeiras e um catre de treliças, havia um pouco de comida e cerveja. Escura, a julgar pelo cheiro.

    — Seu nome?

    — Hã? — Indaguei, distraída.

    — Tem nome, moça? — Ele indagou novamente, franzindo o grosso cenho.

    — Bradana. Bradana Barbarruna. — Repliquei, sem graça, com a besta em meu colo.

    — Barbarruna… — O ferreiro olhou para o alto, pensativo. — Ah! Você é filha do Mikhail?

    — S-sim! — Respondi educadamente, tentada a experimentar um pouco da cerveja disponível.

    Rauta. — Falou o homem, com um sorriso, separando mais uma seta e colocando-a dentro do balde de água — Eu infelizmente não tenho um sobrenome pomposo, mas pertenço à Irmandade da Rocha Derretida.

    — Um ferreiro… Imaginei. — Repliquei, sorrindo. — Muito prazer, Rauta.

    — Igualmente… — Replicou o ferreiro, com um sorriso levemente constrangido. — Hã… Você bebe, senhorita Bradana?

    — S-sim! — Repliquei, animada. Agora aquele cara estava falando a minha língua!

    — É cerveja ruiva, mistura da casa! — Disse ele, abrindo um pequeno armário e tirando de lá pratos e copos para nós dois. — À vontade!

    Não me fiz de rogada e aceitei a comida e bebida; nesse meio tempo, Rauta contou um pouco sobre sua vida: não chegou a conhecer seus pais e cresceu sob os cuidados da Guilda dos Cavaleiros, aprendendo o ofício de ferreiro para poder complementar o baixo soldo que recebia. Com o tempo, e com muita economia, conseguiu aquele espacinho para ele, criando munições para os poucos Paladinos que haviam em Kazordoon. Contou, também, sobre sua paixão por cervejas e seu sonho de, algum dia, ter sua mistura assinatura (deliciosa, por sinal!) em todas as tavernas de Tibia, além de Kazordoon.

    — Nossa… Com uma mistura dessas, com certeza você ficará marcado na história da cervejaria! — Falei, empolgada com o sabor daquilo.

    — Você é muito gentil, Bradana. — Falou Rauta, sorrindo e bebendo um pouco mais. — Espero que você esteja certa…

    Quando estava para servir meu quarto ou quinto grande quartilho, ouvi um som estranho passando pelos corredores de pedra. Um som alto, sibilante, ecoando pelo corredor escuro. Olhei para Rauta, e vi que ele, aos poucos, aproximou-se de seu machado e sua armadura simples. Eu, por outro lado, empunhei minha besta e ajeitei as cordas e o virote.

    Aquele som… Era estranho demais. Nunca ouvi algo igual do lado de fora, nos Campos da Glória. Que bicho seria capaz de produzir um som daqueles?


    Continua...

    -----

    E por hoje é só, povo! Até o próximo, aguardo o feedback da nação!





    Abraço,
    Iridium.
    Última edição por Iridium; 20-09-2017 às 20:03.

  9. #19
    Avatar de Japixek
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    Oi, Iridium.

    Você está dando bastante consistência à personalidade de Bradana. Fibra de guerreira, que não aceita com passividade alguns condicionantes, ainda que inevitáveis, da vida. Personalidade realmente forte, hehe.

    Gostei muito do Rauta. Bradana estava precisando conversar com alguém e o ferreiro parece ser gente muito boa.

    A aventura e o suspense já estão começando a dobrar a esquina, como se percebe no final deste capítulo.

    Ligado na narrativa e aguardando a continuação.

    Aquele abraço.

  10. #20
    Avatar de Edge Fencer
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    Opa!

    Muito bons os capítulos, Iridium. A história tá muito agradável de se ler, muito devido à personalidade forte e ao mesmo tempo leve e cômica da Bradana e do pai dela, assim como o próprio clima mais ameno que você tem passado com muita competência ao longo da narração. Acho que você acertou na medida, continua assim que tá ficando excelente.

    Eu ri várias vezes durante a leitura, principalmente durante os diálogos dela com o pai (o "velho safado" foi demais KKKKKKKK). Também tem alguns momentos de drama durante a narração, mas nada pesado como era na Voz do Vento, e o clima divertido logo volta a dar as caras nessas horas, e acho que é isso mesmo que você queria, né xD

    Bom, segue o jogo. Tá começando a ficar interessante isso aí, tô no aguardo da sequência.

    Abraço!

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    Son of a submariner!



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