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Tópico: Jason Walker e a Relíquia do Tempo

  1. #31
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    CAPÍTULO 11 – EPIFANIA


    Jason e Leonard caminhavam mais próximos um do outro, havendo pouca ou nenhuma oposição no caminho, conforme venciam a distância. O cavaleiro estava totalmente focado na missão, mas não ignorou a inércia de Leonard no combate anterior. Teria de interpelá-lo.

    — O que houve lá atrás? – perguntou, os olhos fixos no corredor.

    Leonard olhou para ele, inquisitivo.

    — Parado, inerte, não ingressou na luta, quero saber o que houve.

    O arqueiro deu de ombros.

    — Travei.

    Jason quase interrompeu a passada, surpreso.

    — Travou? Você nunca trava.
    — Escute, havia algo em Apocalypse, tá legal? – ele parecia desabafar. – Não nego que fiquei ligeiramente incomodado com o fato de que Melany fora destacada para ser torturada por ela. Não existe vergonha alguma em temê-la, se quer saber a verdade.

    Antes que o amigo pudesse responder, Leonard pendeu a cabeça delicadamente para o lado, como se estivesse ouvindo uma voz distante.

    O arqueiro parou no meio do caminho, fazendo com que Svan, distraído, chocasse-se contra ele. O capitão resmungou alguma coisa, massageando a testa. Leonard manteve-se estacado, os olhos ligeiramente arregalados e as pupilas contraídas.

    — Leo? – chamou John, atento.
    — Mate o comandante… assuma seu lugar – murmurou o arqueiro.

    Heloise fez um sinal vago como quem dissesse “endoidou”, mas o incandescente não enviesou a discussão naquele sentido. Pelo contrário. Sentia que, aos poucos, suas maiores suspeitas iam se confirmando.

    Segundo informações de Dean, Cain era o primeiro comandante de Lúcifer naquela época. O demônio fora libertado tão logo o Anjo Caído deixara a própria cela, no mesmo dia ou um dia após. Parecia por demais evidente que um deles não trabalharia sem o outro. Embora ambos fossem absolutamente duros separados, juntos eram praticamente imbatíveis.

    John sabia que Leonard Saint chegara a Carlin num estado de quase morte, muitos anos antes, após ser atacado por um grupo de mercenários no caminho entre Venore e a metrópole de Heloise. No entanto, o incandescente sempre achara que algo naquela história simplesmente não se encaixava. Leonard era jovem demais para realizar um deslocamento daquela natureza sem correr alguns riscos no caminho.

    Naquele tempo, Ryan Walker deixara John suficientemente a par de algumas informações para que ele chegasse a algumas conclusões. Não achava que o fato de Lúcifer ter estabelecido seu altar no fundo do vulcão de Goroma e ter destruído Morgaroth com essa exclusiva intenção era coincidência. Não.

    O capitão Jack Fate fora um cartomante competente em vida, que conseguia transitar entre os mundos físico e sensível com facilidade tal que se tornara um verdadeiro profeta. Algumas horas antes, quando sentenciara a Leonard a missão de matar o comandante e assumir o seu lugar, a situação parecia estranha, por assim dizer. Mas, agora, John acreditava que essa situação poderia ser qualquer coisa, menos estranha.

    Leonard Saint era o Arqueiro de Crunor, e disso todos os anjos e incandescentes sabiam, desde sempre. O que não encaixava era o fato de que cada Arqueiro de Crunor, de cada geração, tinha seu nome passado de guarnição para guarnição nos céus como uma espécie de roteador automático. Essas mensagens ficavam gravadas nas cabeças dos incandescentes. Somente pode haver um Arqueiro de Crunor vivo por época, e todos os anjos conheciam o nome de cada um deles até o fim da eternidade. Era uma configuração de fábrica de cada incandescente, por assim dizer.

    O primeiro dos Arqueiros de Crunor fora Abel, que fora assassinado pelo irmão Cain. Assim, não era um absurdo pensar que todos os arqueiros posteriores eram seus descendentes diretos. O único problema era que Abel não deixara descendentes antes de ser assassinado. E o nome “Leonard Saint” não constava dos registros mentais dos anjos e incandescentes. O nome da época era outro.

    Essa circunstância deixava espaço para somente uma conclusão possível.

    Quando John finalmente foi arrancado de seus devaneios, o grupo já se achava diante de um imenso portal, no topo de uma plataforma que se sustentava por alguns pilares encravados toscamente no chão de pedra. Não havia ninguém ali.

    — É a entrada para o palácio? – perguntou Jason, analisando a esfera com cuidado.

    John fez que sim, os olhos ainda fixos em Leonard.

    — Existe uma antessala ampla em que todos os demônios devem estar lotados. A sala de Lúcifer encontra-se no fim do vulcão, em sua base.

    Jason não aguardou e passou pelo portal, pegando os amigos de surpresa. Após, e muito depressa, cada um deles tocou a esfera e também foi transportado dali.

    Achavam-se agora diante de uma imensa clareira aberta no coração do vulcão. Não muito distante dali, ouviam a lava borbulhar, ansiando pela libertação. Aquele procedimento tinha que ser rápido. Não podiam se prolongar. Havia um corredor no sentido sul e outros dois, um no sentido leste e outro, oeste.

    Imediatamente, o cavaleiro estranhou de sobremaneira a falta de oposição. Onde estão nossos adversários?

    — Temos que avançar no sentido sul – orientou John, apontando para a frente com o dedo indicador. – A sala fica adiante.

    Os amigos passaram a caminhar, todos de arma em punho, atentos a qualquer movimento, mas simplesmente não havia nenhum. À frente, a clareira afunilava-se em uma passagem estreita, que culminava numa sucessão de escadarias no sentido descendente. Conforme avançavam, o calor e a iluminação tornavam-se mais intensos.

    Devagar, todos os cinco começaram a descer as escadas, o som de seus passos ecoando adiante, como se estivessem diante de uma imensa sala vazia. Finalmente, chegaram a uma porta de madeira simples, que Jason empurrou de qualquer jeito.

    Ali, um imenso tapete vermelho e bem cuidado estendia-se para a frente até um trono negro com acolchoamento vermelho. Archotes de mármore estavam fixados por todo o trajeto até o final. A sala era comprida, mas não muito larga. A Relíquia do Tempo, uma pedra irregular que brilhava como o sol, refulgia suspensa no ar sobre o trono.

    Não estavam sozinhos, no entanto. Adiante, um homem forte, de meia idade, segurando um punhal simples e gasto, encarava-os com relativo interesse. Tinha cabelos médios e barba cheia, tudo muito branco. Seus olhos eram muito azuis e refletiam a luz dos archotes.

    — Cain – disse John, um pouco temeroso.
    — Vocês chegaram… longe demais – disse ele, seus olhos fixos em Leonard, que parecia nervoso com a presença dele, mais do que com a de Apocalypse. – A caminhada foi longa, é claro, mas prometo não destrui-los, somente atrasá-los. Lúcifer estará aqui em breve. A barricada dos arcanjos não sobreviverá por muito tempo.

    De repente, um fantasma surgiu entre Cain e o grupo, trazendo a amazona Melany consigo. Era Jack Fate.

    A amazona venceu a distância até o grupo e se posicionou junto deles, o arco já equipado e preparado. Jason sorriu para ela, tenso, e ela devolveu-lhe o sorriso.

    — Tomou uma decisão – observou Cain.
    — Agradeçamos ao nosso visionário – ela apontou para o fantasma.

    Jack Fate girou totalmente no lugar e encarou Leonard.

    — Arqueiro de Crunor – disse, com um meio sorriso. – Sabe o que fazer.
    — Mate o comandante, assuma seu lugar – disse Leonard, finalmente compreendendo.
    — Precisamente.

    O capitão desapareceu.

    Os amigos não tardaram a se distribuir igualmente entre Cain e a saída. Da forma como lutavam juntos, a sintonia era simplesmente inderrogável. Aquele grupo de seis combatentes, junto, era quase invencível. Mas Cain pouco ligou para eles, porque seu foco estava totalmente voltado para Leonard, para quem olhava com um misto de rancor e admiração.

    — “Mate o comandante, assuma seu lugar”?

    Leonard sacou uma flecha, equipou-a e disparou-a na direção de Cain. O demônio somente tombou a cabeça de lado, desviando-se do projétil por milímetros. Ao endireitar a cabeça novamente, finalmente sorriu.

    — Abel? – perguntou, parecendo emocionado.

    John engoliu em seco. Não era o momento mais apropriado para discutir a verdadeira identidade de Leonard. Jason e os outros também olharam para Leonard num rompante, surpresos.

    — Sou a reencarnação de Abel, um homem do Senhor, forjado para defender os interesses do Paraíso e da humanidade – Leonard sentenciou.

    A determinação do arqueiro era palatável. Mas, se aquilo era verdade, não poderiam todos combater Cain. A discussão ficaria entre o primeiro assassino da história e a reencarnação de seu irmão.

    — Jesus nos ensinou a dar a outra face – Cain comentou, sarcástico.
    — Isso é muito fácil de se resolver. Enfio uma flecha no seu rabo e, após, você me oferece a outra face, e cravo uma delas também na sua cabeça. O que acha da proposta?

    Cain arqueou as sobrancelhas, ao mesmo tempo surpreso e admirado.

    — Não queria matá-lo, irmão – disse. John ficou igualmente surpreso com o quão sarcástico aquele demônio poderia ser. – Aguardei por uma eternidade para ter a oportunidade de lhe dizer isso. Junte-se a mim. Vamos lutar. Juntos. Lado a lado. Somos iguais, somos…

    Leonard baixou o arco por meio segundo e ergueu-o novamente.

    — Não somos nem remotamente parecidos.

    John aproximou-se do arqueiro devagar.

    — Leonard, não quero ser insistente, mas precisamos agilizar isso. A cada segundo que passa, nossas chances se reduzem.

    O arqueiro passou a sacar uma sucessão de flechas e dispará-las na direção de Cain, que foi pego de surpresa com os movimentos de Leonard. Aqui e ali, flechas atingiram o demônio de raspão, abrindo ferimentos em sua perna direita, na altura do torso e no braço esquerdo.

    Finalmente, o cansaço venceu Leonard, que cessou a artilharia. A última flecha foi capturada por Cain ainda no ar, prestes a se alojar em sua cabeça.

    Ele partiu o projétil ao meio.

    — Quer saber? – ele atirou os braços para cima. – Foda-se. A cada vez que você reencarna, tento fazer as pazes contigo, e sempre devolve meus pedidos de desculpas com flechadas. E sempre mato você novamente. Estou farto. Essa repetitiva rotina é, digamos, entediante.
    — Quebremos o protocolo desta vez, então – Leonard respondeu, sem baixar o arco. – Desta vez, mato você. E você vai sentar no colo do diabo.

    Cain riu, divertindo-se.

    — Já estive lá. Não é tão ruim quanto parece.

    Repentinamente, a porta da sala do trono explodiu. Miguel, Gabriel e Rafael marcharam para dentro, de costas, as lanças em punho, combatendo uma multidão de demônios. Lá atrás, no topo da escada, vinha ninguém menos que o próprio Anjo Caído, parecendo absolutamente furioso. Não dava a impressão de se incomodar com o fato de que estava destruindo o próprio palácio.

    Leonard virou-se para o trono novamente, mas Cain desaparecera. John atirou contra um demônio próximo e virou-se para Jason.

    — Vá, agora – ele fez um gesto no ar e a Relíquia do Tempo, que pairava como se estivesse enfeitiçada, rolou pelo chão. – Vão, todos vocês. Não temos tempo. Toquem todos ao mesmo tempo.
    — Venha comigo – Jason pediu.
    — Meu tempo naquela era já acabou. Vá, Jason. Vão!

    Jason olhou para John, insistente.

    — Jason, VÁ!

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    Jason Walker e a Relíquia do Tempo
    Acompanhe a terceira história de Jason Walker na seção Roleplay!

  2. #32
    Cavaleiro do Word Avatar de CarlosLendario
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    Boa, Neal. Creio que fui pego de surpresa com o fato de Leonard ser a reencarnação de Abel e o destino dele é ser morto por Cain. Impressionante.

    Excelente capítulo, cara. A narrativa realmente me pegou aqui. Não havia pensado na possibilidade de Leonard ter tal importância, algo talvez além de Jason. E agora, parece que está tudo se apertando de novo, afinal, voltar para a era normal da história significa abrir mão de John, já que o mesmo morreu no início dessa situação. Me pergunto se Jason realmente conseguirá voltar com esse fato pesando em sua mente, mas é melhor que consiga, senão, fudeu pra Tibia. Crunor vai ter que arrumar outro canto, outro planeta, outro nome. Outro panteão de deuses, também.

    Você continua fazendo um ótimo trabalho até aqui. Continue assim, pois estou ansioso pela sequência.

    Btw, não precisa procurar o conto, pois ele está aqui. Particularmente, eu não gosto tanto desse conto, pois eu extrapolei muito escrevendo ele e a narrativa acabou ficando corrida e não me satisfez. Fora que acabei perdendo, também. A única coisa que posso levar em conta aqui é como descrevi Ankrahmun no futuro, algo baseado em Ghost in the Shell. Que, aliás, é uma das minhas obras cyberpunk preferidas, com um aspecto sombrio e realista. Algo que acabei não encontrando nas séries animadas, e que ficou meio monótono por causa disso(Ghost in the Shell SAC caso estiver em dúvida).



    ◉ ~~ ◉ ~ Extensão ~ ◉ ~ Life Thread ~ ◉ ~ Seção Roleplaying ~ ◉ ~ O Mundo Perdido ~ ◉ ~ Bloodtrip ~ ◉ ~~ ◉

  3. #33
    Avatar de Neal Caffrey
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    CAPÍTULO 12 – REASSEGURAR JOHN


    Jason rolou pelo chão e bateu com a cabeça numa imensa rocha, sentindo uma tontura imediata. O som de outros corpos desabando no chão próximos dele levaram-no a concluir que Melany, Svan, Leonard e Heloise também estavam ali.

    O cavaleiro abriu os olhos, a visão ainda meio turva pela pancada na cabeça. A grama magicamente aparada era macia sob seu corpo, e a brisa morna que soprava do sul levava a crer que não existia mais era glacial alguma. No topo, o céu estrelado devolvia o olhar de Jason com certa insolência.

    O garoto pôs-se de pé com cuidado, somente por tempo suficiente para ver um homem forte e vigoroso a muitos metros de distância, olhando para tudo com real interesse, tocando diversas partes do próprio corpo, como que para se certificar de que tudo era muito verdadeiro.

    Antes que Jason o interpelasse, ele desapareceu no ar. Melany aproximou-se devagar, os olhos fixos onde os de Jason também estavam.

    — Era Lúcifer – ela disse, tensa.
    — Estamos de volta.

    Svan, Heloise e Leonard também chegaram perto. Imediatamente Jason registrou o corpo medonhamente mutilado de John, a poucos passos dali. Ele abaixou a cabeça e ergueu os olhos devagar, reparando no Templo de Crunor, no centro das Planícies do Caos.

    — Escutem, sei que temos prioridades, mas gostaria de dar a ele um enterro digno. Se não se importarem.

    Todos os quatro assentiram unanimemente, dispondo-se a ajudar. Leonard prometeu abençoar o incandescente oportunamente, e agradeceu em voz alta pelo fato de que estavam próximos de um Templo de Crunor.

    Por um longo tempo, só o que os cinco fizeram foi cavar, o mais fundo que podiam, uma tumba a leste do Templo. Um monge ermitão e louco que vivia por ali, chamado Oldrak, por algum motivo conseguia conjurar coisas do nada e, embora não tenha conseguido obter pás, mesmo diante de várias tentativas, conseguiu machados para todos. Agora, eles usavam esses machados para abrir um buraco na terra.

    — E cuidado com o Carvalho do Demônio – disse o monge, a voz etérea e distante. – Vivemos tempos loucos.

    Melany assentiu e, de repente, o monge gritou:

    — LOUCOS!

    A amazona deu um salto para trás e quase rolou escada abaixo, sendo salva por Heloise no último instante. A rainha, aliás, parecia muito ansiosa para sair logo dali.

    — Está sentindo um cheiro de bunda? – perguntou Leonard, aleatoriamente como sempre. – Estou sentindo um cheiro de bunda…
    — Espero que seja só impressão – desejou Jason, atirando a terra de volta no buraco com cuidado e tapando aos poucos o corpo de John.

    Por um longo momento, nenhum deles disse qualquer coisa, focados somente no enterro do incandescente. Agora, Jason achava-se diante de uma situação sistematicamente catastrófica: desde o início, sempre tivera o auxílio e a orientação de John para tomar decisões. Agora, no entanto, o incandescente não estava mais ali. Precisaria raciocinar mais do que gostaria.

    Quando a terra remexida achou-se perfeitamente plana, os cinco amigos permaneceram olhando para ela por alguns instantes, admirando o próprio trabalho. Na sequência, Jason olhou para Heloise.

    — Rainha, preciso que você e Svan retornem a Carlin e organizem a contrarresistência. Se não muito me engano, Apocalypse disse que Lúcifer os matou na primeira semana. Isso não acontecerá, iremos evitar. Tentem não alarmar a população, mas tenham certeza de que cada um dos habitantes da cidade terá uma arma nas mãos para se defender.

    Heloise assentiu, dando um rápido abraço em Jason, Leonard e Melany antes de se distanciar no sentido norte, com Svan nos seus calcanhares. Foi a vez do cavaleiro se voltar para a amazona.

    — Estou correto ao imaginar que teremos o apoio do acampamento?

    A garota fez que sim, enfaticamente.

    — Vou agrupar as amazonas ainda hoje – disse ela, dando um curto beijo em Jason e um abraço em Leonard. – Vamos nos encontrar novamente em Carlin em dois dias, é tempo suficiente?
    — Quanto antes, melhor. Se não puder ser feito mais cedo, o prazo é razoável.

    Melany fez uma ligeira reverência e também partiu no sentido norte, obstinada.

    — Mulher de fibra – observou Leonard, perdido em pensamentos.
    — Então… Arqueiro de Crunor, hã? Reencarnação de Abel.

    O arqueiro sorriu para o amigo, um pouco encabulado.

    — “Mate o comandante, assuma seu lugar” – repetiu Jason. – O que isso quer dizer?

    Leonard pensou por alguns segundos.

    — Fiquei com a impressão de que Jack Fate queria referenciar um comandante de exército, algo um pouco mais formal, mas acho que ele estava fazendo menção a Cain. Mas não faço a menor ideia de o que ele quer dizer com “assuma seu lugar”. Prefiro que o tronco inteiro do Carvalho do Demônio entre pela minha…
    — Ei, ei, ei – Jason interrompeu, um pouco enojado, levantando as mãos espalmadas. – Detalhes demais, Leonard.
    — Desculpe. Mas é verdade.
    — Façamos de conta que as coisas não são tão drásticas assim.

    Leonard fez que sim.

    — Nossa vez? – perguntou o arqueiro.
    — Nossa vez – confirmou Jason, fazendo que sim.

    *

    — Não vou dizer que não acho seu pedido inoportuno, Jason Walker.

    Jason e Leonard, que agora repararam que estavam visivelmente sujos e maltratados, haviam conseguido uma audiência com o Rei Arthur de Thais em tempo recorde. Na suntuosa sala do trono thaiana estava também um homem que mais parecia um nobre aristocrático do que qualquer outra coisa. Usava um terno completo, com colete e tudo.

    A manhã já ia raiando.

    — O que me diz, clérigo? – perguntou Arthur para ele.

    O homem coçou o queixo.

    — As consequências ainda não são visíveis a longo prazo, milorde. Se existe algo próximo, o Senhor ainda não nos comunicou.
    — Falou como um verdadeiro político – aprovou Arthur, voltando seus olhos para os dois. – Heloise e eu não temos a melhor das relações, Jason Walker, mas, ainda assim, verei o que posso fazer. Como você disse mesmo que se chama?
    — O Anjo Caído – repetiu Jason, pela terceira vez, um pouco entediado com a necessidade. – É o extremo oposto de Crunor.

    O homem de terno coçou o queixo novamente.

    — Estranho a informação – disse. – Zathroth é o oposto de Crunor.
    — Diria que lhe falta estudo – Leonard respondeu, com maus modos. – Mas, na verdade, o que acho é que lhe falta campo de batalha. Tudo por aí é muito limpo, se quer saber.

    O homem olhou para as próprias roupas e depois para as de Leonard, refletindo por um instante sobre se o arqueiro tivera a intenção de insultá-lo ou não. De qualquer forma, não parecia o maior dos insultos.

    — Eu diria que lhe falta banho.
    — E eu tenho um dardo nesta aljava da exata circunferência do seu…
    — Como é seu nome? – perguntou Jason, de sopetão, para evitar um conflito desnecessário.

    O homem franziu a testa.

    — Henricus – informou. – Sou o clérigo do Tribunal da Santa Inquisição em Thais.
    — Inquisição, é? – Leonard fechou um dos olhos, desconfiado. – Pois saiba você que tenho um dardo…
    — Obrigado, alteza – interrompeu Jason novamente, fazendo uma reverência. – Manteremos o contato. Pense com a inteligência e a esperteza que sabemos que Vossa Majestade possui.

    Arthur fez um sinal breve, dispensando o cavaleiro e o arqueiro, que deram as costas imediatamente, descendo as escadas no final da sala do trono. Durante todo o tempo em que se deslocavam, Jason requeria insistentemente para que Leonard fizesse silêncio, enquanto o arqueiro parecia muito interessado em falar sobre a circunferência de um determinado dardo que possuía embainhado na aljava.

    O rei de Thais olhou para Henricus, um pouco confuso. Há não mais do que duas semanas, procurara pessoalmente Jason Walker em Carlin para requisitar seus serviços. O cavaleiro negara o posto de comandante com veemência. Agora, por algum motivo, postulava pela disponibilização das tropas de Thais.

    Como maior potência do antigo continente, Arthur sabia que Thais poderia ter muito a oferecer. Só que pretendia condicionar o oferecimento de mão armada à submissão de Jason Walker ao exército.

    — O que achou disso, padre?

    Henricus respirou fundo, aparentando preocupação.

    — Já ouvi falar de Lúcifer – disse. – Pertence a outra religião.
    — Professamos nossa fé em Crunor – Arthur respondeu, em tom de obviedade. – Tenho para mim que uma coisa atrai a outra. Se seguimos uma religião, automaticamente pressupomos que a outra não existe.

    O clérigo deu ao rei um sorriso triste.

    — Não seja tão radical, milorde. Existem mais de mil religiões, e todas são verdadeiras até determinado ponto. Mas sou obrigado a deixar um aviso: o Anjo Caído é infinitamente menos conhecido do que Zathroth nos tempos atuais e potencialmente mais poderoso. Se Jason Walker requisita nossas forças, talvez devamos cedê-las.
    — Não por outro motivo você é o padre, e não o rei. Conversarei com você oportunamente. Dispensado.

    Henricus repetiu a reverência de Jason e deixou o palácio.

    *

    O homem de smoking e gravata borboleta reuniu-se com outro que mais se parecia com um camponês na taverna, em Darashia. Ambos pediram uísque, sentaram-se na mesa mais distante do salão e conversavam em voz baixa.

    — Mantive-me silencioso durante todo esse tempo, meu senhor – disse o camponês, empolgado. – É um prazer vê-lo novamente.
    — Ignorarei o fato de que você não tentou me procurar, Cain, e que Apocalypse foi a responsável por me libertar.

    O homem chamado Cain, de longos cabelos brancos e de barba cheia da mesma cor, assentiu, sem corar.

    — A Santa Inquisição thaiana representa um problema de longo prazo, senhor. Henricus conduz a resistência crunoriana com mão de ferro. Já queimou mais de 500 infiéis. É um recorde.

    O outro de smoking fechou os olhos por um segundo, como que para se conformar com a informação recém recebida. Clérigos, padres e suas manias, pensou, irritado. Os tempos mudam e os costumes permanecem. Raça maldita.

    — Gostaria de contar com alguns dos nossos, se pudermos realizar os rituais profanos. Quem detém o Livro?
    — Zathroth, o adversário imediato de Crunor.

    O Anjo Caído tombou a cabeça de lado, confuso.

    — Eu sou o adversário imediato de Crunor.
    — Não parecem ter levado isso em conta – Cain assentiu.

    O Anjo Caído tomou todo o uísque de um só gole.

    — Pegue o que puder.
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  4. #34
    desespero full Avatar de Iridium
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    Saudações!

    Desculpe a ausência no capítulo anterior: eu gostei bastante dele e acabei me atrapalhando para comentar. Depois de um capítulo mais agitado, tenso e pesado, vamos a um capítulo mais... Estratégico, por assim dizer. Eu gosto desse equilíbrio que você tem feito, com capítulos mais "bélicos, passionais", com mais coreografias de combate que são equilibradas com uma dose justa de capítulos "racionais", privilegiando estratégias e levantamentos de informação para contextualização.

    De qualquer maneira, não acho que você errou na medida com seu capítulo anterior ou coisa do tipo; ao menos para mim, foi do meu agrado. Eu havia deixado os likes justos e devidos a ele, mas errei o timing do comentário. Ainda assim, eu gostei bastante desses dois últimos capítulos. Quero MUITO ver Zathroth, quero ver o Anjo Caído lidar com a situação e, obviamente, quero ver o Jason saindo do outro lado desse tortuoso túnel.





    Abraço,
    Iridium.

  5. #35
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    Mais um excelente capítulo, Neal. Gostei desse clima estratégico e da quantidade de coisas que nos esperam nos próximos capítulos. Coisas grandes nos aguardam.

    Quando descreveram o que Lúcifer e os outros fizeram, deu a imaginar que eles destruiram rapidamente as cidades sem muito esforço, mas parece que precisaram fazer mais coisas para chegar a tal ponto, como enfrentar Zathroth e tomar o livro dele. Bem, ultimamente, Zathroth, o maior deus do mal, tem parecido fraco frente ao poder de Jason ou de Lúcifer, então eu imagino como será a resistência dele frente ao Anjo Caído e a Cain. Acho que ele vai acabar com algo no rabo antes de fazer algum dano aos dois

    Falando em rabo...

    Citação Postado originalmente por Neal Caffrey
    — E cuidado com o Carvalho do Demônio – disse o monge, a voz etérea e distante. – Vivemos tempos loucos.

    Melany assentiu e, de repente, o monge gritou:

    — LOUCOS!

    A amazona deu um salto para trás e quase rolou escada abaixo, sendo salva por Heloise no último instante. A rainha, aliás, parecia muito ansiosa para sair logo dali.

    — Está sentindo um cheiro de bunda? – perguntou Leonard, aleatoriamente como sempre. – Estou sentindo um cheiro de bunda…
    — Espero que seja só impressão – desejou Jason, atirando a terra de volta no buraco com cuidado e tapando aos poucos o corpo de John.
    Esse trecho foi demais, cara os caras tão enterrando um corpo de um ente querido e o maluco começa a falar de cheiro de bunda, enquanto tem outro maluco gritando num templo sagrado, puta que pariu. Os tempos estão loucos mesmo, nisso eu concordo.

    E o Leonard falou bastante de cu nesse capítulo hein, se ele não tivesse que enfrentar o primeiro assassino da história, eu diria que ele está interessado em jogar no outro time. Ou até de ser o bandeirinha. Aí sim ele teria a chance de enfiar algo no rabo dele e no dos outros. acho que chamam assim alguém que pode ser ativo e passivo sem problemas, um membro aí do fórum chamado de nikolai que me disse isso uma vez, hehe


    Excelente trabalho até aqui, cara. Não se preocupe com a falta de comentários, isso é comum. Falta de tempo geralmente é um ponto principal pro pessoal abandonar uma história ou esquecer de comentar nela, tanto que só tive um comentário na minha durante um período de duas semanas desde o último capítulo(Estive ocupado pra escrever também). Mas não há muito o que fazer, nossa seção não é popular, nem nossas histórias.

    Aguardo o próximo. E eu inclusive nem esperava que estou te ajudando a tomar os rumos da história. Estou até surpreso de saber disso oO








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  6. #36
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    CAPÍTULO 13 – A PRIMEIRA E ÚLTIMA


    Jason olhou para tudo com carinho, lembrando-se dos poucos, mas bons, momentos que passara na casa de três andares a leste da loja de artigos mágicos em Carlin. Tudo estava exatamente do jeito que Leonard e ele haviam deixado. Parecia ter acontecido em outra vida.

    Ele se levantou, espreguiçando-se. A julgar pelo fato de que Melany já estava ali, devia ter dormido por quase dois dias seguidos. Aliás, uma movimentação toda nova havia passado a se desenrolar na cidade.

    Heloise fora muito competente em criar a resistência. Naquele momento, quase 70 por cento da população da cidade se alistara, sendo que os outros trinta e poucos por cento estavam afetos à produção ou ao comércio. De uma forma ou de outra, quem não lutasse, produziria riquezas.

    O cavaleiro saiu para o ar morno da manhã, achando, porém, que depois da expedição ao futuro apocalíptico e glacial, qualquer brisa fresca poderia ser considerada morna. Seus olhos estavam pesados pelas muitas horas de sono, mas estava absolutamente descansado.

    Heloise e Svan aproximaram-se, a rainha assinando algo às pressas e devolvendo às mãos de Bambi Bonecrusher, que partiu em disparada no sentido do castelo.

    Leonard, Jason e Melany assentiram uma vez enquanto rainha e seu capitão passavam ao largo da casa, dando instruções a outras patrulhas, que tinham muita vontade mas pouca sintonia. Aqui e ali, amazonas eram vistas manejando arcos e ensinando os cidadãos menos favorecidos na arte da arquearia a atirar.

    Por volta do meio-dia, os arcanjos a quem Jason conhecia como Miguel e Rafael chegaram à cidade, espantados com o nível de organização da população.

    — Todos lutam? – perguntou Miguel, um pouco impressionado.
    — Todos lutam – confirmou Jason, dando-lhe um meio sorriso.

    Impaciente, Rafael puxou do chão uma espada que um garoto deixara cair e devolveu-a bruscamente às mãos dele, que se afastou depressa.

    — Estou desenclinado a aquiescer com a sua história sobre a viagem no futuro, Jason Walker – disse, irritado. – Embora as frentes de Lúcifer lutem muito no extremo leste, saberíamos se ele tivesse retornado.

    Jason deu de ombros.

    — Se quiser morrer, não impedirei.
    — Controle sua língua – advertiu Rafael, olhando para ele de canto.

    Jason estava prestes a responder quando percebeu o sinal de Miguel, orientando-o a ficar em silêncio. No final das contas, o cavaleiro achou que talvez não fosse interessante criar uma rusga na resistência já no primeiro dia, antes mesmo da batalha começar.

    Rafael relanceou um olhar para a casa de Jason, cuja porta estava aberta, e deteve-se observando a entrada por alguns segundos, imerso em pensamentos. Embora parecesse um combatente exímio, Jason o considerou incomodado, talvez até temeroso. Não sabia nada sobre os arcanjos, mas sabia que Rafael era particularmente violento; se ele demonstrava medo, então a ameaça era real.

    Finalmente, depois de alguns minutos, o arcanjo voltou a falar.

    — Notei que possui um machado de aparência peculiar – comentou, sondando.

    Jason fez que sim.

    — Tomei de Apocalypse. No futuro – ele destacou a palavra.
    — Imagino de quem Apocalypse pode ter obtido a arma.

    O cavaleiro olhou para Rafael, curioso.

    — Ah, não, não se diz o seu nome – o arcanjo comentou, sacudindo as mãos a esmo. – Nada de nomes.
    — Ela mencionou algo sobre Ferum…
    — Calado – gritou Miguel, de repente, arregalando os olhos. – Não ouviu dizer que não se diz o seu nome?
    — Exatamente – Rafael confirmou com a cabeça. – Nada de nomes. Foi um feiticeiro poderoso no passado, mas seus feitos mantêm a população de boca fechada quando se trata dele, até hoje.

    Leonard piscou duas vezes.

    — Pior do que Lúcifer?

    Miguel se adiantou.

    — Digamos que não estamos enfrentando, neste momento, a pior das ameaças.

    Leonard e Jason sondaram Miguel com outras perguntas mais contundentes, mas o arcanjo simplesmente se negou a responder. Rafael, no entanto, concentrou-se no fator mais periculoso envolvendo o machado que Jason trouxera de volta para o presente: se o grande feiticeiro do passado havia sido derrotado e detinha exclusiva guardiania de seu armamento, como Apocalypse obteve a arma no futuro?

    — Movimentação, extremo leste, tropa de imenso porte – disse um soldado, de passagem, arrancando Rafael de seus devaneios.
    O arcanjo olhou para Jason.
    — Se o que você diz é verdade, Jason Walker, já começou.

    *

    Alguns metros adiante da entrada leste de Carlin, no sentido norte, Jason, Rafael, Miguel e Leonard encaravam a tropa imensa que surgia no horizonte, marchando obstinada no sentido da cidade de Heloise. A rainha chegou poucos minutos depois, acompanhada de perto por Svan e Bambi, mais aflita do que nunca.

    Rapidamente, Jason orientou os cavaleiros a se manterem em fila no setor frontal do estandarte, enquanto Leonard encarregou-se de posicionar os arqueiros e amazonas como segunda linha defensiva. Atrás dela, uma imensidão de magos e feiticeiros ia tomando posição, muitos deles anteriormente camponeses ou usuários de magia para fins exclusivamente domésticos.

    Naquele momento, contudo, toda a população da cidade lutava por Carlin, e em seu prol se posicionava, tudo por amor pela cidade. Jason, Leonard, Heloise e Melany haviam criado o exército de contingência e resistência de maior qualidade sobre o qual se ouvira falar no antigo continente, e lutariam, entregariam a própria vida se fosse necessário, para que não sucumbissem em silêncio, para que a cidade não perdesse sua altivez e sua notória reputação.

    As tropas inimigas reduziam a distância vagarosa, mas constantemente, marchando do sul para o noroeste. Até aquele momento, não ostentavam qualquer brasão.

    Mercenários.

    Jason fez um sinal no ar, e todos os cavaleiros que compunham a linha de frente sacaram o que quer que fosse sua especialidade: espadas, machados, clavas, punhais, todos armados, todos equipados até a raiz dos cabelos.

    Ao sinal de Leonard, os arqueiros equiparam seus arcos, bestas ou puxaram suas afiadas lanças, preparando-se para a parte que lhes competia, todos em absoluta sincronia, apesar do pouco tempo de afinidade.

    Atrás deles, Heloise sacou sua varinha, ao passo que magos, feiticeiros e druidas, sob seu comando, sacaram as suas, além dos cajados e das pedras encantadas, tudo extremamente ruidoso.

    Repentinamente, a 300 metros dali, as tropas oponentes simplesmente pararam, sem demonstrar qualquer sinal de agressividade. Alguns minutos depois, um homem montado sobre um cavalo se destacou da multidão, assumindo o comando de frente, o animal trotando devagar, até parar 10 metros à frente dos outros homens.

    Inesperadamente, o homem sacou uma bandeira e a hasteou no ar, sinalizando devagar e pacientemente para a esquerda e para a direita. Aos poucos, Jason reconheceu o emblema: uma espada e uma varinha cruzadas sobre um escudo entalhado com uma estrela de cinco pontas.

    — É a Armada Inversa – gritou Jason, admirado. – O exército thaiano de Arthur.
    — Devemos permitir que se aproximem? – perguntou Heloise, tensa.

    Jason assentiu devagar, deliberando.

    — Dê a eles o sinal, Bambi – orientou. – Permita a aproximação. Homens, posição defensiva. Mantenham as armas em riste.

    Bambi Bonecrusher puxou duas bandeiras vermelhas e adiantou-se, fazendo alguns sinais no ar. Finalmente, a distância, o homem que segurava o estandarte de Thais baixou sua própria bandeira e assoviou, voltando a caminhar adiante. Seus homens o obedeceram e espelharam seu movimento, avançando.

    Finalmente, Jason percebeu que o homem que ostentava a bandeira de Thais era ninguém menos do que o próprio rei Arthur. O sorriso não deixava seu rosto enquanto ele se aproximava, outro homem a cavalo poucos metros atrás dele, a quem Jason reconheceu como sendo Henricus, o clérigo de Thais.

    Arthur adiantou-se e estendeu a mão para Jason, que o cumprimentou, ligeiramente desconfiado.

    — Há três dias, você esteve em minha cidade, ingressou em meu palácio e solicitou a disponibilização das minhas forças – disse Arthur. – Jason Walker, tendo em vista que adequado, corretamente requerido e aparentemente necessário, defiro seu requerimento. Meus homens são seus.

    Jason agradeceu em silêncio, muito satisfeito para falar.

    — Trate-os bem – pediu Arthur, piscando um olho.

    *

    Melany achou que Heloise estava fazendo um brilhante trabalho ao conseguir lugar para todo mundo ficar em Carlin. Praticamente todo o exército de Thais tinha conseguido se acomodar no Quartel General do Castelo, exceto pelos homens que tinham parentes na cidade, que decidiram permanecer nas casas dos seus.

    Em mais de uma oportunidade, Jason e Leonard rejeitaram as instalações do castelo, mantendo-se na própria casa, junto de Melany. Naquela noite, em que a cidade parecia mais fortalecida do que nunca, Leonard chegou, banhou-se e foi direto para o seu quarto, lançando um feitiço de imperturbabilidade sobre a porta por algum motivo que Jason desconhecia. Aparentemente, o arqueiro não queria ouvir o que acontecia do lado de fora – ou não queria que ouvissem o que fazia do lado de dentro.

    Quando Jason chegou ao próprio quarto, mais limpo do que já havia se sentido em qualquer momento da sua vida, deparou-se com uma situação exatamente atípica. Seu quarto recendia a incenso, e uma porção de luzes mágicas havia sido distribuída pelo teto e pelas paredes, lançando uma luz bruxuleante sobre o aposento. O cavaleiro esfregava uma toalha branca nos cabelos para secá-los, vestido somente com uma bermuda de linho, quando notou algo que fez com que seu coração perdesse o compasso.

    Melany, sentada na grande cama de casal sobre as pernas, usava uma camisola negra, um pouco transparente, que só fazia salientar seus excelentes e indizíveis atributos físicos. Os seios fartos se destacavam sob a renda da camisola, e as pernas, grossas e torneadas, estavam à mostra.

    Jason sentiu uma ligeira pressão sob o abdômen que não tinha absolutamente nada a ver com o porco assado que comera no jantar. Seu olhar cruzou com o da amazona e ele notou algo ali que nunca tinha visto antes. Que Crunor o perdoasse por pensar naquilo, mas… seria lascívia?
    A garota levantou-se e cruzou o quarto até ele, aplicando-lhe uma mochila de frente. Depois de muitos dias, seus lábios se tocaram novamente, e Jason não hesitou em tirar a camisola da amazona, enquanto, com os pés, ela empurrava sua bermuda de linho para fora.

    O cavaleiro sentiu seu coração martelar em seus ouvidos quando seu corpo nu se entrelaçou ao dela e com ele perfeitamente se amoldou, como se tivessem sido criados um para o outro. A cama rangeu um pouco; Jason sorriu por dentro ao se lembrar do feitiço que Leonard lançara sobre a própria porta.

    E, então, veio o êxtase: completo, inteiro, natural, como Crunor havia criado para ser. Os olhos da garota se reviraram quase que completamente, e Jason, por um instante, desejou nunca mais precisar sair daquele abraço.
    Kniss & Lorenski - Sociedade de Advogados em Curitiba/PR

    Jason Walker e a Relíquia do Tempo
    Acompanhe a terceira história de Jason Walker na seção Roleplay!

  7. #37
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    AE JASON, BOA CACHORRO, REPRESENTOU A GALERA


    Mais um ótimo capítulo, Neal. A guerra está chegando, e tem cara de que será gigante. Carlin e Thais unidas contra o capeta em pessoa. Vai ser bem louco, pelo que tô vendo. Imagino se aparecerá um contingente maior de arcanjos pra dar uma força, quem sabe surge até o Dean no seu Impala 1967... Opa, história errada.

    Vejo que logo a ação vai começar, então estou ansioso por ela. O final desse livro será certamente grandioso. E falando nisso, nem tinha reparado que eu tinha ajudado você a fazer tantas mudanças. Sinto-me honrado por poder ajudar um escritor experiente como você, nem passou pela minha cabeça algo assim. Fico feliz em ser uma inspiração pra alguém. inclusive eu ia sugerir que o jason fornicasse pra aliviar a mente, mas cê foi mais rápido auhehuaeuh



    Aguardo o próximo capítulo.



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  8. #38
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    CAPÍTULO 14 – INTERVENÇÃO


    Jason encontrou-se com Leonard no café do depósito logo pela manhã, e o arqueiro ostentava um sorriso debochado no rosto como se nunca tivesse visto o amigo antes. O cavaleiro pigarreou uma vez e corou violentamente quando a garçonete perguntou a ele se desejava o mesmo de sempre, assentindo em silêncio, escondendo o rosto de propósito.

    Leonard bebericava o próprio café ruidosamente, como se quisesse chamar a atenção de Jason, que parecia impenetrável, prestando desnecessária atenção aos nódulos e aos desenhos da madeira da mesa onde se sentara tantas vezes no passado. Melany, que apareceu pouco tempo depois, saltitava para lá e para cá como se aquele fosse o dia mais feliz de sua vida.

    — Teve uma boa noite? – perguntou Leonard para ela.

    Ela assentiu, sorrindo, feliz.

    — E você? – perguntou a Jason de assalto enquanto a garota se afastava.
    — Se abrir a boca para falar sobre isso, vai tomar esse café por outro orifício, juro por Crunor – advertiu o cavaleiro, envergonhado.

    O arqueiro riu. Parecia o tipo de coisa que ele mesmo diria. A garçonete deixou a Jason seu café, seus ovos e seu bacon, afastando-se depressa.

    — Você é impagável. Está muito mal humorado para quem acabou de dar uma bela de uma carimbada no presunto.

    Jason engasgou e cuspiu café na mesa.

    — Ah, me poupe, Jason – continuou, divertindo-se. – Para cima de mim, que te conheço há dez anos? Diga-me – ele se aproximou e baixou a voz. – Como foi?

    O cavaleiro pensou por um instante, confuso.

    — Molhado – respondeu, incerto, em voz baixa.

    Leonard socou a mesa e riu, assustando-o.

    — Porra! É assim que se fala.
    — Podemos, por favor, mudar de assunto?

    O arqueiro deu de ombros e murmurou “se isso te deixa mais confortável”, sendo incapaz, contudo, de evitar os olhares debochados.

    Em várias oportunidades, Jason mantivera seu olhar fixo em algo absolutamente irrelevante, perdido em pensamentos, e Leonard o sacaneara, fazendo de conta que limpava a baba que escorria pelo seu queixo. O cavaleiro achou que talvez não devesse ter consumado com Melany um ato daquela grandeza sob o mesmo teto em que Leonard estivesse, em hipótese alguma.

    Minutos mais tarde, Heloise apareceu, recebendo um saudoso e ruidoso aplauso dos guerreiros e dos cidadãos que tomavam café no depósito. A bem da verdade, a rainha aparecia por ali mais do que um monarca costumava.

    — Tenho estratégias a discutir contigo, Jason – Heloise piscou com um olho, dando ao garoto um sorriso misterioso. – Sua noite foi boa?

    Jason olhou de sopetão para Leonard, indignado, enquanto o arqueiro sorria para ele, cínico.

    — Nunca pensei que me custaria tão caro – o cavaleiro sentiu o rosto queimando novamente, como se estivesse sobre brasa viva. – De que se tratam as estratégias?

    Heloise riu, divertindo-se.

    — Svan acha que, caso sejamos sitiados, pode ser uma boa ideia bater em retirada rumo às Planícies Fantasma, no extremo oeste.

    A rainha se sentou à mesa e desenrolou um mapa incrivelmente preciso de Carlin e dos arredores, mostrando as linhas traçadas por Svan no original. Jason, contudo, não se ateve às Planícies Fantasma, no extremo oeste. Seus olhos pousaram sobre a rota de fuga que existia ao leste, no sentido de Ab’Dendriel.

    — Preciso conversar com o arcanjo chamado Rafael – disse, de repente.

    Heloise piscou duas vezes, confusa.

    — Urgentemente. Providencie o encontro – e virou o restante do café.

    *

    — Fizeram-me crer que você tinha algo de importante a discutir comigo, Jason Walker – disse Rafael, a voz controlada, mas insolente.

    Estavam no Quartel General do Exército, um imponente salão perfeitamente quadrado situado no subsolo, no coração do castelo de Carlin. Diversos sacos de dormir estavam perfeitamente organizados, guardando equidistância entre si, como se tivessem sido posicionados com régua. A imensa mesa de mogno no centro do salão agora abrigava personalidades importantes: o arcanjo Rafael, o rei Arthur, a rainha Heloise, o capitão Svan e outros figurões de menor escalão dos exércitos de Carlin e Thais.

    — Onde foi construída a última barricada de Lúcifer? – perguntou Jason, estendendo o mapa-múndi na mesa.

    Rafael analisou-o por um instante.

    — Aqui – ele apontou para um campo aberto ao noroeste do acampamento das Amazonas do Meio-Oeste, a norte de Venore. – Foi o último resguardo de suas tropas. Por que pergunta?

    Jason analisou o mapa e cada formação rochosa, sabendo que o cartógrafo que o desenhara tinha sido absoluto em seus detalhes.

    — Tem ideia de onde seus homens podem estar posicionados neste momento?

    Rafael pensou novamente.

    — Talvez próximos da ponte que separa o continente principal daquele pedaço de terra. Os homens de Lúcifer enfrentaram algumas dificuldades ali. Ogros do nordeste atacaram os acampamentos em diversas ocasiões.

    O arcanjo parou por um momento.

    — Morreram todos – observou, pensativo. – As tropas foram incorporadas por um demônio muito antigo em nossa história, chamado Cain. Devem conhecê-lo.

    Jason e Leonard trocaram um olhar cheio de significado. Heloise também se remexeu na cadeira, desconfortável.

    — Penso que, com a cobertura adequada, podemos nos posicionar no sentido ofensivo e atacá-los em seu terreno – disse o cavaleiro, para a surpresa de todos os presentes.

    Arthur pendeu o corpo para frente sobre a mesa, os olhos semicerrados.

    — É um homem ousado, Jason Walker – observou, assentindo devagar. – Mas existe certo fundamento em sua ideia. Discorra sobre ela.
    — Podemos abrir passagem com um quarto do exército por meio das rochas, entre as montanhas da cidade dos anões – Jason apontou para o ponto no mapa onde se situava a cidade subterrânea de Kazordoon. – Esse quarto seria liderado por alguém competente, obviamente, como você, Rafael.

    O arcanjo observou o mapa por um tempo e olhou para Jason, concentrado.

    — E os outros três quartos?
    — Eu os liderarei através da ponte, de frente para as linhas do inimigo – agora, o cavaleiro apontou para onde ficava a ponte mencionada por Rafael anteriormente. – Assim, podemos atacá-los em duas frentes. Se baterem em retirada no sentido do recuo, nossas tropas lideradas por você poderão surpreendê-los pela retaguarda.

    Miguel apareceu no Quartel General, parecendo cansado, mas inteiro. Por alguns minutos, ele conversou com Rafael em uma linguagem absolutamente desconhecida para todos os presentes, exceto para Leonard, que, vez ou outra, assentia devagar, os olhos fixos no mapa.

    Jason anotou mentalmente o fato para cobrar o arqueiro posteriormente.

    — Além da liderança quanto às tropas do sul, Jason Walker, em que mais posso lhe ser útil?

    A pergunta pegou Jason de surpresa, especialmente porque Rafael a realizara ignorando completamente o fato de que ele e Miguel conversaram durante quase 10 minutos em uma língua estranha para todos.

    Aquele, no entanto, era o momento que Jason mais aguardava. Precisava fazer uma requisição a Rafael, e sentia que poderia ser desconfortável fazê-la.

    Ele respirou fundo, raciocinando.

    — Preciso de reforço – disse, finalmente.
    — Temos reforço – Rafael fez que sim. – Crunor disponibilizou alguns combatentes.

    Jason engoliu em seco, nervoso.

    — Preciso de um tipo de reforço mais específico.

    Rafael levou uma fração de segundo para entender sobre o que Jason estava falando.

    — O que está morto deve permanecer morto, Jason Walker – sentenciou.

    O cavaleiro concentrou-se para tentar não parecer apelativo, embora estivesse totalmente disposto a apelar, se fosse necessário. Ele sabia que aquele era o tipo de missão suicida que não poderia conduzir se não fosse adequadamente assessorado.

    E, feliz ou infelizmente, Jason conhecia somente uma pessoa que poderia permanecer ao seu lado naquele momento de crise. Infelizmente, ela estava morta.

    — Preciso de John Walker de volta, Rafael – disse Jason, a voz controlada. – Ele é essencial para este trabalho.

    O arcanjo fechou os olhos por um instante, sacudindo a cabeça em sinal negativo.

    — Não tenho o poder de ressuscitar os mortos.
    — Rafael – Jason repetiu, suplicante, atraindo a atenção do arcanjo. – John é essencial para este trabalho – repetiu. – Compreenda.

    Rafael e Miguel trocaram um olhar e, novamente, os arcanjos começaram a se comunicar em linguagem forasteira. Outro indicativo de que Leonard poderia compreendê-la era o fato de que seu rosto foi assumindo diferentes tons: primeiro, branco; depois, muito vermelho; finalmente, roxo.

    Jason olhou para Leonard, cobrando-lhe explicações.

    — Acho que John tinha razão – disse o arqueiro, finalmente. – Como você pode ver, os arcanjos são uns babacas.
    — Entende isso? – Jason apontou para Rafael, que parecia tão surpreso quanto ele ou quanto Miguel. – Entende sobre o que falam?

    Leonard arregalou os olhos, espantado.

    — Homem, é claro que sim. Você dormiu?
    — Não estávamos falando em sua língua, Leonard Saint – disse Miguel, meio incomodado. – Falávamos em enoquiano, a linguagem dos anjos.
    — E você entendeu – agora Jason estava indignado.

    Rafael fez um movimento com as mãos, como que para pedir silêncio.

    — O jovem Leonard Saint é a reencarnação de Abel. Embora pareça-me estranho que um ser humano nasça dotado dessa qualidade, não é espantoso imaginar que isso possa ter acontecido em algum momento da história.

    “Contudo, Jason Walker, devo adverti-lo de que seu requerimento é peculiar e extremamente perigoso, como Leonard Saint já deve ter notado. Este é o tipo de pedido que requer uma missão ruidosa, que abalará algumas estruturas do Equilíbrio. Não posso garantir o êxito, preciso que você entenda isso.”

    — Por que é tão difícil?

    Leonard pigarreou, e Rafael, mais por cortesia do que por desejo, deu-lhe a palavra.

    — Nossos arcanjos diziam que John não está nos Campos Elísios, no céu, Jason. A missão para resgatá-lo e consideravelmente mais complicada e muito, mas muito mais incerta.
    — Onde está John? – Jason levantou-se, nervoso.

    Rafael, Miguel e Leonard trocaram olhares, incertos.

    — John Walker está no inferno, Jason – disse Rafael, finalmente.

    *

    John abriu os olhos e sentiu a lâmina cortar-lhe a carne pela milésima vez.

    Crunor, rogai por mim, meu Senhor, pediu, antes de cair na inconsciência novamente.
    Última edição por Neal Caffrey; 10-08-2017 às 22:20.
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  9. #39
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    Dude.

    Que capítulo excelente. John ir parar no inferno não foi nem um pouco esperado por mim. É como se fosse um ato de traição do próprio Crunor. Ter que ir pro inferno pra resgatá-lo vai deixar as coisas ainda mais complicadas.

    Vejo que o livro será um pouco maior que os outros, Neal. Agora, eles terão que passar pelos desafios do inferno para resgatar John, e ainda lidarão com uma batalha incerta contra as tropas de Lúcifer lideradas por Cain, de onde pode vir muitas outras. Sinceramente, não sei o que esperar, mas o resultado pode até ser positivo. Pois, dessa vez, Jason e companhia estão fazendo o possível para impedir o fim de Tibia.

    E outro ponto alto foi a zoação com o Jason por ter afogado o ganso. Realmente, ele deveria ter feito isso longe do Leonard. Afinal, é o Leonard.


    Esqueci de comentar também: Tente fazer os cinco contos. Ferumbras fora mencionado como alguém até pior do que Lúcifer no capítulo retrasado, e achei isso muito interessante(mas o foco me foi tirado por causa da pegação nervosa do final) e até renderia uma história boa e um final de ouro. Considere isso.



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  10. #40
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    Excelentes últimos capítulos, como sempre.

    Como o Carlão pontuou, essa "traição", com John indo pro inferno no final... Quero ver se ele vai realmente vai lutar no lado de Jason no final das contas, e vai levar isso como "um teste de Crunor" (eu diria zueira de Crunor uheuhe), e não como uma traição mesmo. Vamos ver como até mesmo um ser celestial aborda a questão do "Criador trazendo desgraça aos bons".

    De resto, mais uma vez o Carlinhos pontuou o seu humor. Mesmo num momento de desgraça, a comicidade do Leonard soltando um "cheiro de cú", mó aleatório, no meio do enterro de alguém querido, além da famosa "primeira vez" do Jason...

    Enfim, mais uma vez, venho postar para pedir que não pare, e que há muitos leitores que acompanham, embora nem sempre comentem( vem sendo meu caso).

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    Última edição por Senhor das Botas; 13-08-2017 às 23:43.



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  4. A maquina do tempo (aconteceu mesmo) ENTRA e veja!!! vc vai se surpriender!!!
    Por Pernalonga no fórum Fora do Tibia - Off Topic
    Respostas: 56
    Último Post: 20-11-2004, 18:23

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