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Tópico: Jason Walker e a Relíquia do Tempo

  1. #21
    desespero full Avatar de Iridium
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    Saudações!

    Demorei um tempo, mas finalmente pude degustar o capítulo como ele merece: parece que, agora SIM, minhas dúvidas foram sanadas! Torço muito para que o pessoal triunfe e que esse volta no tempo conserte as coisas.

    Mexer com fluxo temporal, em geral, é uma escolha arriscada; a maioria das histórias que perpassam por essa temática costumam ter uma queda no rendimento. Entretanto, tenho plena certeza de que não será esse o seu caso. Você sabe conduzir bem cada um dos elementos que você coloca em sua narrativa, e eu acho que tudo vai ser ainda melhor e mais prazeroso de ler daqui para frente. Aguardo os próximos capítulos.




    Abraço,
    Iridium.

    Publicidade:
    Última edição por Iridium; 07-06-2017 às 10:13.

  2. #22
    Avatar de Neal Caffrey
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    CAPÍTULO 8 – FACE A FACE


    Pela primeira vez desde que chegara naquele futuro insólito e indesejado, Jason colocava-se para pensar. John fizera uma excelente tentativa ao tentar abordar Dean e Gadreel. Pela cara do incandescente, as expectativas dele a respeito dos irmãos também acabaram por não se cumprir.

    Agora, a situação que já estivera bem séria ficara ainda mais complexa. Eram um incandescente, um humano e um demônio presos num espaço de mais ou menos 10 metros quadrados, todos sem saber o que fazer.

    Aliás, Jason já estava começando a reconsiderar sua opinião sobre Randal. Apesar da sua natureza e do cavaleiro saber bem como se portavam seres daquela espécie, o demônio mantivera-se em silêncio por tempo integral. Não era sarcástico e também não parecia feliz com o fato de que os demais negaram auxílio a John. Pelo contrário. Parecia estranhamente indiferente.

    Jason lembrou-se de como decidira deixar Carlin e os amigos para trás para destruir os demônios de Zathroth, ainda desconhecedor da ascensão do Anjo Caído, ou do que ele precisava para ser libertado. O cavaleiro não deixou de considerar, em momento algum, o fato de que tudo aquilo era responsabilidade sua, e somente sua. No fim das contas, o garoto sabia que não poderia derrotar Zathroth, e não achava que suas chances poderiam ser maiores com Apocalypse. Por esse motivo, decidiu negociar com ela, em vez de enfrentá-la.

    Antes que Zathroth surgisse no trono da filha única, Jason já havia colocado suas cartas na mesa e deixado as circunstâncias razoavelmente em perspectiva diante de Apocalypse. Ela não teria negociado, contudo, se não estivesse infeliz com algo. Por isso, Jason ofereceu-lhe algo substancialmente mais valioso e que sabia que o demônio poderia querer mais do que qualquer coisa.

    O trono de Zathroth. A morte do pai ensejaria a ascensão da filha, e ela seria deixada em paz, se não expusesse a humanidade a riscos. Apocalypse, é claro, tinha outros planos, e já havia arquitetado a traição nos entornos da derrota do pai. Jason, por outro lado, não sabia disso.

    A chegada dos amigos nos Poços do Inferno tinha sido lamentavelmente inoportuna. Talvez não houvesse combate. Talvez Zathroth e Apocalypse iriam batalhar entre si mutuamente até o fim da eternidade. Talvez o Anjo Caído não tivesse sido libertado.

    Mas em hipótese alguma Jason culparia os amigos. Decidira empreender missão sozinho, e a única intenção dos demais era a de resgatá-lo. Não poderia responsabilizá-los, mesmo que parte dele considerasse a oferta sistematicamente vantajosa.

    John sentou-se na cadeira diante dele, arrancando-o de seus devaneios, quase no mesmo instante em que Randal levantou a cabeça.

    — Parece que seu anjo Dean, no fim das contas, decidiu ajudá-los – comentou, quase despropositadamente.

    O incandescente olhou para ele, confuso.

    — Droga, John – Randal praguejou e, finalmente, sorriu. – Dean, o arqueiro de nome Leonard Saint e a druida chamada Heloise Pennyworth acabaram de aterrisar a 100 metros daqui.
    — Como é que você sabe disso?

    O coração de Jason estava acelerado.

    — Anjos têm um meio próprio de comunicação, e nós também.
    — Em que direção? – John colocou-se de pé.

    Randal pensou por um segundo.

    — Sudoeste, em linha reta – disse. – É melhor terem cuidado, embora eu não dê a mínima para isso. Mas eles sentiram minha falta, por assim dizer.

    Jason e John dispararam no sentido da porta.

    — Não se mova – gritou o cavaleiro por sobre o ombro.

    O demônio revirou os olhos quando os dois já tinham saído da cabana.

    — “Não se mova” – repetiu, fazendo uma careta e encarando o sigilo no teto com tristeza.

    *

    Ascensio – gritou Dean, as mãos espalmadas direcionadas adiante do corpo.

    Leonard e Heloise saltaram para trás de surpresa quando cinco demônios foram atirados para os lados, abrindo caminho adiante. Não precisaram de um segundo aviso para sacar as próprias armas e se preparar para o combate, as roupas gastas de ambos gravadas com estrelas de seis pontas.

    Dean tocou a jugular com os dedos indicador e médio da mão direita e fez sinal para que os dois corressem adiante, sem olhar para trás.

    Leonard Saint era, de fato, um Arqueiro de Crunor por excelência, pensou o anjo quando o garoto decidiu abrir mão do arco e combater utilizando suas adagas. Dean permitiu-se um sorriso antes de começar a recitar seu encantamento.

    Regna terrae, cantate Deo, psállite dómino, tribuite virtutem Deo, Exorcizamus te, omnis immundus spiritus, omnis satanica potestas, omnis incursio infernalis adversarii

    O que se pretendia ser um sussurro baixo, na verdade, ecoou em um raio de 100 metros com intensidade impressionante. A voz magicamente ampliada do anjo fez com que demônios que se acumulavam no caminho tentando chegar até os dois simplesmente parassem a meio passo, aos prantos, as mãos atiradas nos ouvidos, como se o simples ato fosse capaz de fazer cessar o ritual.

    Aqueles que ignoravam o exorcismo e decidiam tentar seguir adiante foram sofrendo os efeitos do feitiço e pegando passagem só de ida de volta para o inferno, os corpos tomados, há muito tempo já mortos, tombando no chão como sacos de batatas.

    Adiante, quase no ponto em que a entrada da trilha da montanha tangenciava com a divisão com a campina, surpreendentemente John e Jason vinham correndo, estocando com a Espada e enfeitiçando os adversários mais próximos. Não demorou para que a planície se tornasse um verdadeiro campo de batalha, com corpos derrubados, mortos ou exorcizados, e para que os amigos estivessem reunidos novamente.

    Naquela circunstância, não era necessário um abraço ou qualquer palavra de afeto que justificasse a expressão de alívio de cada um deles. Os olhares eram mais do que suficientes.

    O número de demônios não diminuiu quando os quatro dispararam na direção da montanha, prestes a entrar na zona de equilíbrio, conforto e segurança. Naquele instante, a voz de Dean há muito já se havia silenciado.

    Leonard sacou seu arco e começou a disparar flechas a esmo, todas elas acertando os alvos com eficácia. O arqueiro parecia ter desenvolvido uma habilidade inovadora e útil: com um simples feitiço, recompunha sua aljava quase que integralmente, todas elas já marcadas com armadilhas para demônios.

    Eles ingressaram, finalmente, na entrada da trilha, todos os adversários parando quase que simultaneamente tão logo a segurança chegou.

    Jason olhou para Leonard e Heloise, muito feliz em vê-los.

    — Estão bem? Estão todos bem?

    Leonard abriu a boca para responder, mas John o calou com um breve sinal.

    — Lúcifer sabe que vocês estão aqui – disse, muito depressa. – Gadreel acabou de me informar. Precisamos ser rápidos; o transporte para Goroma fica no topo da montanha. Só podemos passar de dois em dois.
    — Estamos seguros – Jason respondeu, com firmeza. – Ele não pode…
    — Jason, Lúcifer entrará na zona de segurança da montanha e destruirá a trilha toda, se achar que é necessário. Não há como nos mantermos seguros aqui. Precisamos correr!

    Jason entendeu a urgência na voz do incandescente. Sem protestar novamente, disparou trilha acima, estimulando os colegas a fazer o mesmo.

    *

    O voo é rápido, aterrisso com suavidade na campina defronte à montanha de Salazar. Ou John Walker. A preferência é sua.

    Os corpos dos meus combatentes acumulam-se em grandes quantidades até a entrada da trilha, protegida por esse sigilo ridículo criado por Prince, muitos anos antes. Só mesmo Crunor para achar que esse selo pode impedir minha entrada na montanha.

    Jason Walker está aqui. Posso sentir a Espada de Crunor. Mas não existem maiores problemas. Vou detê-lo novamente, e ele não terá a oportunidade de se livrar da relíquia antes de ser destruído pela segunda vez.

    Calmamente, encaro o topo da montanha, além daquilo que os olhos comuns podem ver. Não. Eu os vejo. Eles disparam trilha acima, como se a urgência lhes pudesse salvar a vida. Não sei onde fica a outra entrada do portal, mas não será necessário.

    Repentinamente, decido-me. Não preciso de ajuda, mas, além de ser conveniente, dificultará essa absurda derrocada rumo à transferência de local. Com um movimento simples, quase despropositado, rompo o sigilo ao meio e crio uma fissura no centro da montanha. O demônio Randal também está solto, mas acertarei minhas contas com ele depois.

    Meus súditos percebem que o sigilo foi rompido. Os quatro aventureiros reduzem o passo por um segundo para retomarem o equilíbrio antes de retornarem à corrida, imprimindo nela ainda mais velocidade.

    Em vão.

    Não longe daqui, sinto também as presenças de Miguel, Gabriel e Rafael. Eles reorganizam suas forças sistematicamente e tornam a ser derrotados. Inobstante, levam pontos pela criatividade. A cada novo combate, novas surpresas, todas muito divertidas, todas muito engraçadas.

    Como eu, eles também foram alertados pela audaciosa magia do anjo Dean. Crunor não deixa de ser audacioso. Não luta, mas envia suas forças sempre para que sejam mortas aos borbotões novamente. E a defesa de Jason Walker é o objetivo dos arcanjos, mas nada poderá defendê-lo desta vez.

    Pela vez derradeira.

    Jason Walker será meu. Novamente.


    *

    — Depressa, Jason – gritou Leonard.

    O arqueiro subia a montanha muito rapidamente, explosões ecoando lá embaixo e projéteis sendo disparados a esmo. Nas profundezas, algo parecia emergir com muita velocidade, como se estivesse sendo contido por finas paredes de isopor e gesso.

    Jason virou-se totalmente e acertou uma estocada firme no estômago do oponente mais próximo, fazendo-o rolar pela trilha. Mais à frente, Heloise abria caminho na marra, com os outros dando-lhe suporte. Se não se apressassem, a passagem iria fechar.

    Finalmente, todos chegaram ao topo da montanha, cansados mas inteiros. Os inimigos iam se acumulando na trilha, sendo abatidos somente em número necessário. Logo, não conseguiriam mais passar por ali.

    Adiante, um imenso painel dourado refletia suas luzes no céu sem estrelas. Parecia ser o primeiro sinal de vida que passava por aquelas terras devastadas em muitos anos.

    O portal.

    Jason estava prestes a atravessá-lo com os demais quando ele surgiu.

    Alto, forte, imponente, usando um impecável smoking com uma gravata borboleta e segurando uma imensa espada de ferro estígio.

    Ele fez um gesto vago no ar e o painel desapareceu, assim como os demais companheiros de Jason, que já haviam atravessado o portal.

    — Chegou tarde demais – disse, sorrindo de canto.

    Jason sacou a Espada.

    — Em alguma medida, algo terá valido a pena.
    Kniss & Lorenski - Sociedade de Advogados em Curitiba/PR

    Jason Walker e a Relíquia do Tempo
    Acompanhe a terceira história de Jason Walker na seção Roleplay!

  3. #23
    Cavaleiro do Word Avatar de CarlosLendario
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    Rapaz, que capítulo.

    Jason está frente a frente com o Anjo Caído e, pra ser honesto, não faço ideia de como isso terminará. Acho que você novamente terá que me surpreender, Neal. Mas não se preocupe, você é ótimo nisso.

    E olha o Dean fazendo exorcismo... Esse Dean tá realmente muito parecido com o Dean. Se o Dean fosse parar no mundo do Dean, como o Dean reagiria?


    No aguardo do próximo.



    ◉ ~~ ◉ ~ Extensão ~ ◉ ~ Life Thread ~ ◉ ~ Seção Roleplaying ~ ◉ ~ O Mundo Perdido ~ ◉ ~ Bloodtrip ~ ◉ ~~ ◉

  4. #24
    Avatar de Neal Caffrey
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    CAPÍTULO 9 – PERTO, LONGE OU DEPOIS


    — Você se sente preparado?

    Jason abriu os olhos e percebeu, com certa apreensão, que não estava mais diante do Anjo Caído no topo da montanha de John. Em vez disso, encontrava-se em uma sala futurística, repleta de móveis estofados de ferro. Aqui e ali, homens e mulheres conversavam, sempre aos pares, revisando alguns papéis.

    Diante de Jason estava ninguém menos que Crunor. O garoto identificou-o da primeira vez que o viu, e era exatamente como ele se lembrava: cabelos lisos e compridos até o ombro, barba cheia recobrindo todo o maxilar, olhos muito azuis. Naquele momento, ele lhe dava um sorriso bondoso e oferecia a mão para que o menino se levantasse.

    Jason aceitou a oferta e pôs-se de pé, sentindo-se imediatamente sujo demais para a ocasião. Desde que ele abdicara do uso das armaduras, quando elas foram destruídas nos Poços do Inferno pelos guerreiros de Zathroth, ele usava sempre a mesma combinação de camisa branca de algodão e calças de couro. Naquele momento, a camisa já não era mais tão branca assim.

    — O que houve?

    Crunor arqueou as sobrancelhas.

    — Esta é a central de comando da contracarga – disse ele, como se aquilo significasse alguma coisa. – Mas prioridades primeiro. Da última vez que falou sobre mim, disse a John que colocaria a Espada no meu traseiro angelical, ou algo do gênero.

    O cavaleiro engoliu em seco, ligeiramente arrependido.

    — Embora não seja da minha conta o que cada um faz com seu traseiro… preferiria que você não fizesse isso, se pudéssemos evitar.
    — Para mim, estamos bem assim – apressou-se Jason em dizer.

    Crunor deu-lhe uma piscadela.

    — A referência foi muito engraçada, mas reserve sua arma para colocar no traseiro de terceiros de má-fé.
    — Assimilado – respondeu depressa novamente Jason.

    O outro sorriu, aprovando.

    — Perguntou-me o que houve, e ousarei respondê-lo, sabedor de que não corro mais o risco de ver nada sendo inserido em meu rabo. Paralisei o tempo e o destaquei da cena. Se você a estivesse vendo de fora, neste exato momento, identificaria Lúcifer em pé diante de absolutamente ninguém. Será uma lástima para ele se você decidir não voltar à cena. Obviamente, ele saberá quem terá sido o autor da façanha – e apontou para si mesmo com os dois polegares.

    Jason resmungou algo como “como se houvesse escolha”, para a surpresa de Crunor.

    — Ora, Jason, se há alguém que jamais poderá dizer que não teve escolha, esse alguém é você. Sempre o inserimos nas melhores condições possíveis e seu livre arbítrio sempre pavimentou o caminho do seu destino. Destino que costuma mudar frequentemente, mas já me acostumei com a ideia de que você e seus amigos são uma aberração no espaço-tempo.

    “Agora, escute-me: a Espada de Crunor pode reabrir o portal para Goroma. E você tem minha bênção, ele não poderá tocá-lo desta vez. Combata-o pelo tempo que achar que é necessário, mas basta que você queira e o portal será reaberto. Uma vez em Goroma, você precisa ter a liderança de um leão, a astúcia de uma serpente, a velocidade de um leopardo e a força de uma legião de soldados. Por esses motivos, questiono-lhe novamente: você se sente preparado?”

    — Dean nos ajudou – Jason respondeu.

    Crunor assentiu.

    — Dean foi buscar seus amigos, e Dean é Dean. É um dos incandescentes mais difíceis de se controlar e, via de regra, o que tem as melhores e mais grandiosas ideias. Não permita que Rafael nos ouça.

    Naquele instante, Jason estava absolutamente inerte sobre o que significava o nome Rafael.

    — Quero voltar. Sinto-me pronto.

    Uma vez mais, Crunor fez que sim.

    — A força das sombras não poderá triunfar… sobre a lhaneza e integridade do seu coração.

    E tocou-lhe a testa.

    *

    Jason aparou o golpe de Lúcifer no ar, empurrando sua espada de ferro estígio com força. De volta ao combate, o cavaleiro dançou devagar diante do Anjo Caído, preparado para contratacá-lo.

    — Esteve no paraíso novamente – ele comentou, a voz baixa.

    O cavaleiro deu de ombros.

    — Não há vergonha em migrar para o lado vencedor – repetiu as palavras de Apocalypse.

    Lúcifer atacou novamente, muito depressa, mas Jason empunhou a Espada com muita velocidade, agilidade que nem ele sabia que possuía. Durante alguns segundos, Jason somente fez aparar os golpes do outro, divertindo-se levemente com o fato de que ele parecia frustrado por não conseguir atingi-lo.

    Repentinamente, um homem negro, vestido com um terno perfeitamente alinhado e segurando uma lança de prata se materializou no ar. Lúcifer recuou meio passo, os olhos calmos mas atentos.

    — Rafael. Que prazer revê-lo, meu irmão.
    — É um prazer vê-lo exatamente onde queremos que esteja – disse um terceiro homem, de cabelos louros cacheados e olhos azuis, que segurava a mesma lança de prata. – Diante do poderio das nossas armas.
    — Gabriel – Lúcifer sorriu, e parecia muito sincero. – Há quanto tempo não os vejo.

    Um quarto homem surgiu. Era consideravelmente mais forte que os demais e usava o mesmo tipo de armamento.

    — Neste instante, enquanto tenta obter controle sobre a única relíquia que não possui, o grupo de Jason toma Goroma de assalto – disse esse homem, um leve sorriso no canto dos lábios. – O início da virada é agora.

    O Anjo Caído se retesou.

    — Miguel. Ansiei tanto pela oportunidade de destrui-lo.
    — Sinto-me magoado – Miguel não parecia sentir coisa alguma. – Costumávamos ser uma família.
    — Até que você decidiu me enterrar na merda até o pescoço.

    Jason fez um gesto vago no ar, sem saber exatamente o que estava fazendo. Dois segundos após, o imenso painel luminoso surgiu outra vez, aberto como antes, intacto como sempre.

    — Vá – ordenou o homem de nome Rafael. – E faça o que tiver que ser feito. Lu não sairá daqui.

    O garoto torceu a cabeça de lado com o nome “Lu”, mas não desobedeceu. Antes que alguém mudasse de ideia, saltou para dentro do portal.

    Rafael, Miguel e Gabriel posicionaram-se estrategicamente nos arredores de Lúcifer, preparados para atacá-lo no momento oportuno. Ele girava a espada nas mãos e seus movimentos pareciam um pouco despropositados, mas os arcanjos sabiam que cada passo era calculado. O objetivo era de não se achar em posição manifestamente desvantajosa, embora o combate de três contra um já o fosse por procedimento.

    — E então? – provocou. – Seremos quatro imortais engajados numa batalha entre o bem e o mal até o fim dos tempos?
    — Ou você pode se render – ponderou Miguel.

    Lúcifer posicionou-se.

    — Arrepender-se-ão de não migrar no tempo certo.

    *

    Jason aterrisou de qualquer jeito e rolou pelo chão, até ser aparado pelo doloroso pé direito de Leonard, que o ajudou a se colocar de pé.

    O arqueiro o abraçou com firmeza e olhou bem para ele. John também estava ali.

    — Embirutou?

    O cavaleiro sorriu.

    — Talvez. Onde está Melany?
    — Alheia – Melany marchou para fora da cabine, os olhos torturados registrando de pronto a aparência cansada de Jason. – Não quero mais lutar este combate.

    Jason olhou para ela, sentindo uma mistura de euforia, amor e confusão.

    — Você e essa maldita espada, até hoje, me renderam 36 ossos quebrados e uma sessão quase infindável de tortura, sob a competente batuta de Apocalypse. Não quero mais fazer parte disso. Tomem sua decisão, mas não contem comigo para executá-la.
    — Melany, precisamos retornar ao nosso tempo – Jason tentou trazer um pouco de racionalidade para a discussão. – Precisa vir conosco…
    — Para quê? – ela arqueou as sobrancelhas. – Para termos a oportunidade de sermos mortos no momento certo por Lúcifer e sua trupe? Não me sinto inclinada. Ficarei exatamente aqui. Levarei uma vida de Terreno, como Cain me sugeriu.

    Jason olhou para ela, raciocinando. Não sabia quem era Cain, mas sabia muito bem quem eram os Terrenos, e lamentava que a garota tivesse tomado aquela decisão. Certamente, ela estava aborrecida; mais certamente ainda, ela tinha suas razões, mas Jason conhecia seu coração e sabia que ele era capaz de se posicionar adequadamente no tempo certo. Não iria pressioná-la.

    — Como quiser – disse, por fim, dando-lhe as costas. – Precisamos descer o vulcão até a antessala do palacete. A Relíquia do Tempo estará lá. Retornando, começaremos a agir.

    Heloise franziu o cenho, confusa.

    — Por que não podemos matá-lo aqui?
    — Ele não deve ser morto, mas, sim, aprisionado novamente. Esse foi o erro que cometemos em Edron há 130 anos, e esse é o erro que não cometeremos desta vez. Se o lacrarmos novamente nesta época, a destruição já terá sido consubstanciada. Precisamos salvar o nosso tempo, para que este futuro alternativo não exista.

    A rainha assentiu, em sinal de compreensão.

    — Mate o comandante, assuma seu lugar – gritou alguém, não muito distante dali.

    Leonard revirou os olhos, e Jason decidiu não lhe dar atenção.

    — Os demônios desta época possuem certa resistência, algo que me foi confidenciado por Randal – John começou a explicar, muito depressa. Não sabia por quanto tempo aqueles homens poderiam detê-lo no topo da montanha. – Não podemos derrotá-los com paus, pedras e golpes brutos. O exorcismo continua sendo um meio muito eficaz, mas não contra muitos inimigos, apenas em casos isolados. Apenas uma arma que possuímos pode reduzi-los a pó nesta época e é a Espada de Crunor.

    Os demais fizeram que sim.

    — Sugiro que Leonard continue utilizando suas flechas abençoadas. Os feiticeiros utilizarão uma magia própria, que poderá paralisá-los por alguns segundos para que possamos nos reorganizar. Svan, seu melhor posicionamento será no sentido de garantir proteção aos magos. Leonard é suficientemente competente na arte do combate corpo-a-corpo, e Jason tem a Espada de Crunor.

    Svan assentiu, concentrado.

    — Existe um caminho único descendente no sentido do trono de Lúcifer, na base do vulcão de Goroma. Não sei o que encontraremos no caminho, mas precisamos ser rápidos e evitar a perda de tempo. Uma vez na antessala principal, não descarto a possibilidade de que tenhamos que enfrentar Apocalypse ou Cain, a depender de cada caso.

    Jason olhou para o incandescente.

    — Este é um combate diferente, amigos. O tempo não é nosso amigo, e estamos entregues às nossas próprias habilidades.
    Kniss & Lorenski - Sociedade de Advogados em Curitiba/PR

    Jason Walker e a Relíquia do Tempo
    Acompanhe a terceira história de Jason Walker na seção Roleplay!

  5. #25
    desespero full Avatar de Iridium
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    Saudações!

    Perdoe a ausência no capítulo anterior... As coisas andam bem corridas por aqui na RL, e acabo que não consigo ser religiosa com os comentários, com o perdão da palavra. Primeiramente, dois capítulos da porra! Estão fantásticos, e é sempre muito bom ver o grupo se reunindo novamente... Mesmo com cisões dentro dele.

    Sigo encantada com a sua história; você escreve muito bem e me faltam elogios à suas obras aqui. Uma coisa que fiquei devendo, na verdade, foi uma observação que fiz a mim mesma uns tempos atrás. Quando leio esse arco em específico, essa música costuma vir à minha mente:


    Em especial uns trechos do final, que dizem assim:

    "You bear the mark of Caine,
    And you are fighting like a bird

    (...)

    Hear the words of Caine,
    The Sinner and the Saint."


    Therion tem um material bem interessante em termos do Oculto --- vale a pena escutar para alguma inspiração, caso ache válido xD

    No mais, aguardo o próximo capítulo!



    Abraço,
    Iridium.






  6. #26
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    O pau vai comer e parece que vai ser sinistro.

    Questão: além de Crunor ,outros membros do panteão mitológico tibiano ,como Fardos ,Batesh ,Fafnar ,etc ,podem pintar no pedaço? Ou será que o cramuião espantou todo mundo? Ou até mesmo liquidou todo mundo?

    Talvez ,como a história entra na reta final ,não tenha tempo hábil para isso ,penso jo.

    Essa batalha deve ser a mais dífícil de todas as que o Jason já encarou até aqui. Minha verve sentimental pede que todos sobrevivam. Quando digo todos ,quero dizer: Leonard ,John ,Heloise e a galera mais chegada.

    O cramuião pode ir pro inferno. Aliás, deve.


    Segue o filme ,já comprei mais um baldão de pipoca e mais uma coca.

  7. #27
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    CAPÍTULO 10 – A BARRICADA DE GOROMA


    Miguel, Rafael e Gabriel materializaram-se às portas do navio do capitão fantasma, questionando-se sobre por quanto tempo teriam conseguido atrasar Lúcifer. A ideia de Dean fora sistematicamente brilhante: auxiliar os amigos de Jason, atrair Lúcifer para a montanha e liberar o caminho para que o grupo chegasse à Relíquia do Tempo com base na força bruta. Coisas que só se tornaram possíveis pela presença de Jason Walker naquela época.

    Agora, os arcanjos seriam responsáveis por combater o chefão e impedi-lo de alcançar Jason e os outros. Naquela altura, o garoto já se sentia suficientemente responsável pelo que devia fazer e não precisaria mais de um auxílio direto.

    Os três posicionaram-se espaçadamente, bloqueando a passagem para o buraco no coração da rocha que levava ao outro lado da ilha. Distante, no topo da cabine do navio parcialmente destruído, o fantasma Jack Fate e a amazona Melany conversavam em voz baixa. Nem mesmo eles poderiam ouvi-los.

    À distância, nas costas dos arcanjos, a primeira explosão foi ouvida.

    Já começou, pensou Miguel, segurando sua lança com preocupação.

    *

    Jason avançou depressa, derrubando inúmeros corpos pelo caminho. A estratégia de John, até aquele momento, vinha funcionando com exatidão. Os magos paralisavam os oponentes, que tornavam-se alvos fixos para Jason arrancar-lhes as cabeças. O primeiro corredor fora vencido, e John não fizera conta de destruir parcialmente a passagem com um feitiço bem colocado.

    Agora, os amigos desciam uma escadaria de pedra onde os demônios passavam a combater mais organizadamente. Não demorou para que Jason identificasse o padrão: quanto mais próximos de Lúcifer, mais especializados eram os combatentes. Não que fizesse diferença, porque a missão era complicada mesmo assim.

    Quando venceram a terceira horda do andar, finalmente Jason compreendeu o que Crunor quisera dizer com a bênção que lhe dera. O gás do cavaleiro era praticamente infinito. Não poderiam tocá-lo, porque não se achavam em suficientes condições físicas para fazê-lo. Jason era sistematicamente invencível naquele momento.

    Os cinco chegaram ao terceiro piso subterrâneo, que nada mais era do que um imenso e comprido corredor de pedra com lava borbulhante aqui e ali. Não haviam demônios ordinários ali, mas Apocalypse os aguardava no meio do caminho.

    Leonard e Heloise fizeram menção de atacá-la imediatamente quando Jason levantou o braço esquerdo, os olhos semicerrados.

    — Diga o que acha que deve – ele disse.

    Apocalypse sorriu.

    — Pactos com os Gatunos da Meia-Noite, pactos com demônios de Zathroth, ah, Jason Walker, imagino qual seria o seu próximo passo.
    — Provavelmente você tem razão – Jason assentiu, atento. – Mas temos negócios inacabados, de qualquer forma. Você distorceu o objeto do nosso contrato. Considere-o extinto, neste exato momento.
    — Não pode simplesmente rescindir um contrato comigo, Walker. Deve cumpri-lo.

    Jason estreitou ainda mais os olhos.

    — Lembro-me com exatidão que os contratos com vocês são considerados automaticamente exauridos pela superveniência da morte de uma das partes.

    Apocalypse deu de ombros.

    — Você está bem vivo.

    Jason sacou a Espada.

    — Mas você morrerá em breve.

    Todos pareceram compreender que o combate, ali, seria de um contra um, então recuaram, mantendo suas armas em punho para qualquer eventualidade. John sabia que a inserção de Jason nos Poços do Inferno, 150 anos antes, não teria sido obra do acaso. Ele seria obrigado a firmar alianças para chegar até lá, e achou que, embora estivesse submetido a diversos riscos, o cavaleiro tinha sido muito competente na arte da negociação.

    Embora fosse arriscado se unir com gente como Lancaster Wilshere e Apocalypse, cada um dos negócios firmados tinham servido ao seu propósito. Essa era a provável razão pela qual Jason decidira não atacar Apocalypse quando todos marcharam para dentro de seu trono, há um século e meio. Embora fossem pedaços desconexos da mesma história, John sentias que, finalmente, as peças começavam a se encaixar.

    Não tardou para que Apocalypse também sacasse sua arma, um imenso machado de batalha de duas mãos afiadíssimo, que chegava a brilhar sob a bruxuleante e intensa luz lançada pelos archotes de mármore fixados nas paredes. Embora o armamento parecesse simplesmente pesado demais para alguém daquele tamanho manusear, parecia ainda mais óbvio que Apocalypse tinha condições de utilizá-lo sem grandes problemas.

    — Um presente da Casca de Ferumbras – disse ela, sorrindo contrafeita.

    Jason não fazia ideia de sobre o que ela estava falando, mas era irrelevante.

    O cavaleiro deu um passo calculado para a frente, girando a Espada de Crunor entre as mãos calejadas. Bastaria um, somente um, vacilo, e ele juntaria pai e filha na eternidade.

    Apocalypse saltou para a frente e desferiu um golpe vertical, aparado por Jason no momento exato. Os joelhos do garoto se dobraram pelo esforço de conter a força do golpe, mas um chute na altura do estômago do demônio abriu espaço entre eles novamente na batalha. Leonard parecia estranhamente alheio, distante.

    Durante alguns segundos, os dois giraram em torno do mesmo eixo, os olhos de um duramente fixados nos do outro, muito atentos. Foi a vez de Jason tomar a iniciativa de combate e desferir uma estocada longa, facilmente desviada pela esquiva em dia de Apocalypse.

    Os dois trocaram alguns golpes curtos, tudo sem muito efeito, errando as orelhas um do outro por questão de milímetros. Finalmente, quando a luta começou a ganhar velocidade, Jason encontrou alguma vantagem. Seu jogo de pernas era mais fugaz que o da sua adversária, e em questão de poucos minutos o garoto encontrou a brecha necessária para abrir um corte no supercílio de Apocalypse com a cruz da Espada.

    Embora o sangue vertesse pelo rosto do demônio, ela parecia ter encaixado bem o golpe e voltou a girar no mesmo lugar, buscando um espaço para contratacar. A verdade é que Jason era simplesmente rápido demais mesmo para Apocalypse, que dava a impressão de estar enferrujada pelos longos anos em que combates eram simplesmente desnecessários.

    Imperceptivelmente, John, Heloise, Leonard e Svan marcaram espaço entre si, tentando distribuir seu posicionamento igualmente ao longo do largo do corredor. A intenção era de impedir que o demônio batesse em retirada para fora do palácio.

    Enquanto Jason e Apocalypse respeitavam demais um ao outro, John já começava a acreditar que aquele combate estava durando mais tempo do que eles tinham disponível. Pior do que isso era o fato de que não sabiam por quanto tempo Lúcifer iria se manter fora dos corredores. Cada segundo contava.

    Num rompante, decidido, o incandescente resolveu ingressar no combate, que se tornou manifestamente desfavorável para Apocalypse. Em poucos segundos, os amigos abriram dianteira na luta, não tardando para que Heloise e Svan também se envolvessem.

    John e Heloise disparavam feitiços sem fazer conta do que atingiam, em diversas ocasiões acertando o rosto ou o estômago de Apocalypse em cheio. Embora ela fosse imortal, na acepção própria do termo, isso não significava que não sofreria danos se fosse atacada. Em mais de um momento Jason viu-se diante da possibilidade de cravar a Espada na cabeça da mulher, mas recuou no último segundo.

    Apocalypse encontrou um espaço curto e acertou um belo soco no estômago de Heloise, fazendo-a se dobrar. No instante seguinte, agarrou-a em um clinch muito firme e desferiu uma joelhada em seu rosto, atingindo-a em cheio. Embora o golpe pudesse nocautear muita gente, Heloise manteve-se de pé, dando involuntários passos para trás, absolutamente grogue.

    Na ânsia de ajudá-la, Svan também tornou-se um grande alvo móvel. Apocalypse acertou um soco em sua nuca, derrubando-o instantaneamente. Jason fez menção de recorrer aos amigos mas mudou de ideia no momento seguinte; não podiam abrir a guarda.

    John acertou um feitiço paralisante e manteve Apocalypse imóvel. Um segundo após, Jason atingiu o braço direito da mulher com um chute rodado e conseguiu desarmá-la, atirando seu machado para longe, que deslizou pelo chão com um ruído seco de ferro atritando com pedra.

    Jason ignorou momentaneamente a Espada de Crunor e, aproveitando-se do momento de paralisia parcial de Apocalypse, armou-se e disparou socos, chutes e cotoveladas em cada parte do corpo da mulher que conseguiu alcançar. John não fez menção de interrompê-lo em momento algum; sabia que o cavaleiro colocava para fora sua frustração e o fato de que Apocalypse criara uma confusão e tanto.

    Em breve, o som do maxilar da mulher sendo partido foi ouvido. Na sequência, uma sucessão de chutes desferidos por Jason rompeu boa parte das costelas de Apocalypse. Um pisão frontal fez com que seu joelho esquerdo se torcesse em um desconfortável ângulo, para trás. Ato contínuo, Jason simplesmente decepou o braço direito da mulher com a Espada.

    Quando Apocalypse finalmente pode se mover, não conseguiu sair do lugar. Seu corpo parcialmente destruído pendeu para trás e ela desabou no chão, os sustentáculos de seu eu físico totalmente inutilizados.

    Ela tentou abrir a boca para falar, mas seu maxilar estava severamente comprometido. John olhou para Jason.

    — Acabe com isso – orientou.

    Jason olhou para ela com nojo.

    — Acho que vou deixá-la sofrendo exatamente onde está.
    — Não me parece conveniente e nem necessário. Jason, nosso tempo urge. Acabe com isso agora, ou…

    Jason levantou a Espada e, sem cerimônias, arrancou a cabeça de Apocalypse. Antes que John decidisse se mover, o incandescente não deixou de refletir sobre quanto ódio Jason podia estar carregando dentro de si naquele exato instante. A preocupação com o futuro do garoto não diminuiu quando ele atravessou o corredor e pegou o letal machado de Apocalypse no chão.

    — Quero levar isso como espólio de guerra.

    Svan ia se levantando, devagar, John prestando assistência a ele e a Heloise.

    — Precisamos prosseguir – disse o incandescente, como se não tivesse visto a pequena cena. – Quanto mais demorarmos, menores são nossas chances.

    Jason assentiu, o rosto sem qualquer emoção, fixando o grande machado na bainha da Espada que trazia presa à cintura. Leonard olhou para ele, em silêncio.

    John gostava demais do amigo para interpelá-lo naquele momento, mas achava que o garoto precisava urgentemente de ajuda.

    *

    O ataque avassalador de Lúcifer começou cedo demais. Ele chegara a Goroma muito depressa, mais rápido do que os arcanjos gostariam e do que a missão exigia. Enquanto Cain ia se juntando à guarnição, que agora contava com uma sucessão de demônios menores, Miguel fez uma ligeira prece para que Jason estivesse sendo sábio e vencendo as hordas do diabo rapidamente.

    Os arcanjos e o Anjo Caído encaravam-se, a menos de 20 metros de distância uns dos outros. A passagem para o vulcão estava bloqueada, o que significava combate, de qualquer forma.

    — Último ato desesperado da guarnição – disse Lúcifer, irritado.

    Miguel levantou a cabeça e girou a lança.
    Kniss & Lorenski - Sociedade de Advogados em Curitiba/PR

    Jason Walker e a Relíquia do Tempo
    Acompanhe a terceira história de Jason Walker na seção Roleplay!

  8. #28
    desespero full Avatar de Iridium
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    Saudações!

    Demorei, mas ADOREI! Até mesmo na morte, Apocalypse surpreendeu! Bela luta, belas descrições e eu quero muito ver mais dos Arcanjos em ação!

    Aguardo o próximo e me perdoe a demora!



    Abraço,
    Iridium.

  9. #29
    Avatar de Senhor das Botas
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    Devo fazer meu comentário, haja visto que a frequência de 1 cap. por semana, mesmo que por alguns dias, atrasou-se; e com toda certeza, não pela falta de comentários, mas, julgo eu, por assuntos da RL.

    Bom, o flip que a história tomou nos últimos 3 cap´s foi sensacional. O pace da história já era rápido, mas agora então, rapaz... Há algumas coisas escondidas, como a personalidade mais quieta do Leonard( imagino as razões), e PRINCIPALMENTE O JASON. RAPAZ.

    Jason levantou a Espada e, sem cerimônias, arrancou a cabeça de Apocalypse. Antes que John decidisse se mover, o incandescente não deixou de refletir sobre quanto ódio Jason podia estar carregando dentro de si naquele exato instante. A preocupação com o futuro do garoto não diminuiu quando ele atravessou o corredor e pegou o letal machado de Apocalypse no chão.

    Quero levar isso como espólio de guerra.
    Jason ficando cada vez um pouquinho sanguinário... Não sei se você fará uma analogia deste ódio de Jason com Caim, Lucifer, tentando juntar estes dois com Jason, já que são, em alguns aspectos, parecidos( Tá, Caim está mais pro Jason do que Lucifer jamais estaria).

    Enfim, finalizo os meu posts com meus elogios à esta história e a saga de Jason Walker no geral, e com um pedido para novos capítulos. Como você bem mencionou na história do Carlos, se houver leitores, mesmo que não comentem, ainda haverá a pena escrever, e pode apostar que esta história com toda certeza há vários leitores, ainda que alguns, como eu, acabem apenas lendo e não façam o devido reconhecimento desta obra de arte.

    PS: Eu aproveitei e dei uma lida no Incubo. Diga-se de passagem que o seu amor pela Rainha de Carlin não diminuiu com o passar dos anos xD.

  10. #30
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    Perdão pela minha ausência, eu mesmo tenho esquecido de um monte de coisas nos últimos dias. A cabeça anda meio pesada.

    Adorei todos os últimos capítulos, todos excelentes e bem escritos. Também reparei que Jason está mais revoltado do que antes, e talvez isso piore se não for tratado. Pois porra, até a mina dele o deixou para trás. A cabeça dele deve estar muito cheia, e ele urge para aliviar tantos pensamentos em sua mente, visto pela surra que ele deu em Apocalypse. E ele ganhou um buff bem interessante de Crunor, veremos o que mais ele será capaz de fazer.

    Inclusive a cena de Crunor e Jason foi bem interessante, ao meu ver. É como se ele realmente fosse mestre de inúmeros universos e que Lúcifer fosse apenas um empecilho necessário para a sua própria vida ter sentido. Também tem me lembrado sobre como eu imagino Tibia num futuro distante, ultrapassando épocas como a Imperial, Industrial, Modernas e chegando a Contemporânea e além. Eu inclusive escrevi algo parecido uma vez pra cá, mas foi para as Justas Tibianas. Planejo algum dia fazer algo do tipo de novo, estou apenas planejando melhor.

    Aguardo o próximo.

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