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Tópico: Bloodtrip

  1. #1
    Cavaleiro do Word Avatar de CarlosLendario
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    Padrão Bloodtrip




    Olá pessoas.


    Venho lhes trazer uma nova história durante o intervalo de uma que eu venho escrevendo há alguns anos. Envolve mistério, um tanto de drama e ação. E claro, vai ser bem mais pesada do que as presentes na seção.


    Spoiler: Índice


    Por enquanto, o prólogo:


    Spoiler: Prólogo Bloodtrip



    Postarei capítulos semanalmente. Ou ao menos tentarei fazer semanalmente.

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    Última edição por CarlosLendario; 15-07-2017 às 17:18.



    ◉ ~~ ◉ ~ Extensão ~ ◉ ~ Life Thread ~ ◉ ~ Seção Roleplaying ~ ◉ ~ O Mundo Perdido ~ ◉ ~ Bloodtrip ~ ◉ ~~ ◉

  2. #2
    Avatar de Senhor das Botas
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    Bom, provavelmente irei repetir o que falei para você quando li o prólogo pela primeira vez, mas vamos lá.

    Foi um bom prólogo. Criou um bom clima de suspense, criando um bom pano de fundo. "O que são essas pessoas? O que elas querem? O que aconteceu com a rainha? Quem eram essas pessoas mortas? Seriam essas pessoas mortas todos os habitantes de Carlin? O que seria essa rosa na parte de trás de seus mantos? O que aconteceu com a Rainha e com a cidade? Como tudo isso aconteceu? O que aconteceu antes disso? O que vai acontecer depois?", além das outras infinitas perguntas que dá-se à fazer... E criar uma história para responder todas elas... Enfim, esse prólogo criou um bom pano de fundo.

    Enfim, misterioso como sempre. Parece que vai ser uma história sangrenta... Aguardarei o desenrolar dela xD.

  3. #3

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    A primeira impressão é que não haverá mais folhas para cair.

    Bom eu curti o prólogo, mesmo não mostrando muito além de que cabeças iram rolar. Estou no aguardo para os capítulos, inclusive era para ser lançado o primeiro hoje, já que prólogo não é um capítulo em si. (Pelo menos eu acho.) HSUHASH

  4. #4
    Avatar de Edge Fencer
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    Olá xD.

    Foi um prólogo bem misterioso. Como o Senhor das Botas comentou, trouxe várias perguntas e deixou esse ar de suspense para o início da história; e eu gostei desse clima. Ainda não li sua outra história na seção (mas pretendo começar), então estou curioso para conhecer seu estilo de narração

    Fiquei curioso pelo primeiro capítulo, o prólogo trouxe boas expectativas.

    Abraço!
    Conheçam minha história: Leon, o Covarde xD

  5. #5
    Avatar de Skirt Underdome
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    Eu estava para ler aquela sua outra história a grandona mas ja que você começou uma nova vou ler essa aqui.

    É mais fácil está no comecinho.






  6. #6
    desespero full Avatar de Iridium
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    Saudações!

    Como já havia te dito no Facebook, gostei muito dessa nova proposta. Gostei do clima e da ambientação que você fez e aguardo as cenas dos próximos capítulos

    E termina a outra tmb carai.


    Abraço,
    Iridium.

  7. #7
    Cavaleiro do Word Avatar de CarlosLendario
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    Padrão Capítulo 1 - Banho de Sangue

    Citação Postado originalmente por Senhor das Botas Ver Post
    Bom, provavelmente irei repetir o que falei para você quando li o prólogo pela primeira vez, mas vamos lá.

    Foi um bom prólogo. Criou um bom clima de suspense, criando um bom pano de fundo. "O que são essas pessoas? O que elas querem? O que aconteceu com a rainha? Quem eram essas pessoas mortas? Seriam essas pessoas mortas todos os habitantes de Carlin? O que seria essa rosa na parte de trás de seus mantos? O que aconteceu com a Rainha e com a cidade? Como tudo isso aconteceu? O que aconteceu antes disso? O que vai acontecer depois?", além das outras infinitas perguntas que dá-se à fazer... E criar uma história para responder todas elas... Enfim, esse prólogo criou um bom pano de fundo.

    Enfim, misterioso como sempre. Parece que vai ser uma história sangrenta... Aguardarei o desenrolar dela xD.
    E aí Botas. Tu quase foi o primeiro a comentar em uma história minha de novo(Pois na outra foi o Lord Dimmy).

    Obrigado por tudo. As questões serão resolvidas conforme a história caminhar pra frente. E creio que gerará outras perguntas também.



    Citação Postado originalmente por Wixsxx DjaDje Ver Post
    A primeira impressão é que não haverá mais folhas para cair.

    Bom eu curti o prólogo, mesmo não mostrando muito além de que cabeças iram rolar. Estou no aguardo para os capítulos, inclusive era para ser lançado o primeiro hoje, já que prólogo não é um capítulo em si. (Pelo menos eu acho.) HSUHASH


    Que bom que curtiu o prólogo, eu não postei o capítulo junto pois o costume de antigamente era postar o prólogo primeiro e o capítulo depois. Eu continuo com ele.

    Espero que goste.

    Citação Postado originalmente por Edge Fencer Ver Post
    Olá xD.

    Foi um prólogo bem misterioso. Como o Senhor das Botas comentou, trouxe várias perguntas e deixou esse ar de suspense para o início da história; e eu gostei desse clima. Ainda não li sua outra história na seção (mas pretendo começar), então estou curioso para conhecer seu estilo de narração

    Fiquei curioso pelo primeiro capítulo, o prólogo trouxe boas expectativas.

    Abraço!
    Esse prólogo foi pra atrair o pessoal pra história pra principalmente buscar as respostas para as perguntas. É bom ver que a intenção deu certo.

    Espero que leia a outra logo, só peço pra não se incomodar com a escrita zoada no começo.

    Citação Postado originalmente por Skirt Underdome Ver Post
    Eu estava para ler aquela sua outra história a grandona mas ja que você começou uma nova vou ler essa aqui.

    É mais fácil está no comecinho.
    Melhor você ler a outra enquanto espera um capítulo novo dessa, já que não vou postar todo dia.

    Espero que goste da história

    Citação Postado originalmente por Iridium Ver Post
    Saudações!

    Como já havia te dito no Facebook, gostei muito dessa nova proposta. Gostei do clima e da ambientação que você fez e aguardo as cenas dos próximos capítulos

    E termina a outra tmb carai.


    Abraço,
    Iridium.
    Opa Iri, obrigado pelos elogios. Creio que a história talvez te surpreenda, já que nunca cheguei a escrever algo parecido.

    E vou terminar, relaxa. Um dia, quem sabe.






    Obrigado pelos comentários pessoal. Darei início a essa história, e espero que eu consiga terminá-la.

    Não sei quantos capítulos ela dará, então, por enquanto, foquem em ler e entender a história, já que as coisas estarão... Bom, misteriosas.

    Espero que gostem





    Capítulo 1 - Banho de Sangue




    O distrito norte de Carlin se encontrava mais iluminado do que qualquer outro local da cidade. Embora iluminações tão grandes não significassem algo ruim, naquele dia e naquela hora, ruim era uma palavra pequena para descrever a situação.

    Era noite. Uma centena de homens, soldados de Carlin e Thais, além da perícia da guarnição de Thais, se encontra na região.

    O local estava numa situação surreal: Havia tanto sangue que inúmeras casas estavam com suas paredes vermelhas, e até mesmo o castelo da rainha possuía inúmeras marcas de sangue, seja jorrado de feridas enormes, seja atirado contra as paredes do edifício, seja despejado de cima de suas torres, fazendo linhas vermelhas até o chão. O jardim do castelo estava vermelho. Tudo estava vermelho. Além dos inúmeros corpos espalhados por todo o distrito piorarem bastante a situação.

    Muitos homens trabalhavam pegando, carregando e separando os corpos e levando para becos e a frente das casas, cobrindo-os com lonas feitas de couro ou tecidos baratos. Muitas estacas com chamas nas pontas iluminavam o distrito, junto de luz provida de lanternas na cintura de alguns soldados. Enquanto isso, os guardas da perícia se esforçavam para se organizar e juntar informações da situação do distrito.

    — Que bagunça do caralho... Ô, DARTAUL! — Reclama Borges, uma das pessoas da perícia, indo em direção a um trio próximo do castelo — Dartaul! Orra moleque, to esperando as informações pra fazer logo o relatório! E aí?
    — Perdão senhor — Disse o jovem da direita do trio — Eu reuni algumas coisas, mas são poucas, não tem muita coisa ainda...
    — Vamos tratar logo disso. Vocês, deem uma ajuda no leste do distrito, tá uma merda gigante lá.

    Enquanto a dupla se dirigia ao leste, eles vão um pouco mais pra baixo da estrada. Borges era um chefe de escritório e Dartaul um jovem recentemente ingressado na perícia. O velho era gordo, tinha um cabelo levemente encaracolado e negro, olhos castanhos, nariz grosso e lábios medianos. Já o jovem era loiro, magro, tinha cabelos lisos e bem arrumados, olhos verde-escuros, nariz e boca finos e comuns. Ambos vestiam camisas vermelhas com contornos brancos, calças cinza e botas brancas, um traje da perícia.

    — Aí, já to perdendo a paciência. Me fala que tem algo bom.
    — A contagem de corpos já chegou à casa dos duzentos. Outra informação valiosa dos soldados é que o exército se dividiu, com uma parte indo pra Porto Norte* após um relato falso colocado nos papeis do quartel que os orcs da Rocha de Ulderek** estariam vindo pelo norte para um ataque surpresa. A outra parte ficou na cidade e tentou defender o distrito, mas a maioria foi morta. A maior concentração está no castelo da rainha. Só o distrito norte foi atacado.
    — Uou, isso é informação de ouro, Dartaul! Excelente, garoto. Algo mais?
    — Infelizmente... Não. Sinto muito senhor, mas informações aqui estão realmente se tornando valiosas.
    — Entendo... Entendo perfeitamente. — Disse, coçando o queixo — Informações completas, por menores que sejam, já se tornou algo de ouro por aqui. Esse caso lembra até o do sudeste de Thais, um ano atrás.
    — Será que são as mesmas pessoas por trás disso?
    — Até hoje ninguém sabe o que aconteceu lá, mas foi a mesma coisa que aqui em Carlin. Vai acabar terminando tudo do mesmo jeito.

    Enquanto conversam, um homem se aproxima. Veste uma armadura completa de um guerreiro thaiano, contando com o capacete com espinhos e uma espada thaiana na cintura. Era alto e com um corpo bem definido.

    — Problemas, senhores?
    — Boa noite, Sr. Trevor. Bom vê-lo por aqui. — Disse Dartaul, calmamente, cumprimentando-o com um aperto de mão.
    — Tem problema a perder de vista, grandão. Logo vou sair pra começar o relatório e assinar algumas papeladas, esse lugar tá uma bagunça monstruosa. — Disse Borges, indiferente.
    — Realmente... Inclusive, decidi ajudar Dartaul, que estava procurando informações, certo? — O garoto assentiu, enquanto Borges levanta uma sobrancelha. — Eu consegui uma interessante: A rainha desapareceu nos túneis abaixo de Carlin. Hoje mesmo uma comitiva vai partir pra procurá-la, senão, terão que substituí-la com uma herdeira que está em Ab’Dendriel.

    Os dois adquiriram uma feição de surpresa completa.

    — Informação excelente! Adicionarei as outras, também.
    — Não irá anotar?
    — Tenho boa mente. — Disse, apontando o indicador para a cabeça — Agora, tem algo mais?
    — Bem, parece que todos os soldados que não acompanharam a rainha morreram. Chefes de guarda, de escritório e de segurança foram assassinadas, a líder da CBG foi assassinada, as líderes das vocações foram mortas, até Shauna, que ia se tornar uma generala, também foi assassinada. Encontraram os corpos com partes destruídas, como se as pernas ou os braços delas tivessem sido explodidos ou derretidos. A guarda da rainha, Bárbara, foi encontrada no castelo sem uma das pernas e com sinais de que foi violentada, além do rosto estar desfigurado e parte do cabelo ter desaparecido. E foi tudo.

    Dartaul detém uma feição de horror ouvindo os relatos de Trevor, já Borges está praticamente com um sorriso de orelha a orelha.

    — Suas informações... São de cristal. Sim, cristal. É a única coisa cara que consigo pensar que pode chegar nesse nível.
    — Expresse pelo menos um pouco de repugno frente a essas informações, Sr. Borges. Estou chocado até agora após ouvir essas coisas. Eu também dei uma conferida nos corpos que estão no jardim do castelo, e estão de fato desse jeito. E a perícia deles nem terminou ainda.
    — Mas e aí... Foi tudo pra mim? Todas essas valiosas informações?
    — Não. Reuni elas pra enviar ao Nightcrawler.
    — Tsc... Pra ele? Quer dizer que você vai tentar puxar esse fudido pra essa bagunça?
    — Ele vem perseguindo há dois anos um pessoal chamado de Irmandade Bloodway. São praticamente fantasmas, matam seus alvos sem serem vistos, e quem vai contra eles ou tenta achá-los morre.
    — E porque diabos ele não está a sete palmos do chão agora mesmo?
    — Pois ele é um gênio da fuga. Escapou de quatro membros e continua escapando. Eu soube recentemente que ele está lá em Greenshore, por isso eu e uma comitiva zarparemos no começo da manhã pra lá.
    — Eu... Poderia acompanhá-los? — Disse Dartaul, prontamente se oferecendo para a missão.
    — Tem certeza? Se envolver com o Nightcrawler é perigoso, já que o mesmo é inteligente demais além de ter uma recompensa grande pela sua cabeça.
    — Não me importo. Eu já ouvi falar sobre essa irmandade antes... Só não sabia quem eram eles de verdade. Agora eu quero lutar contra eles.
    — Bem... Depende do teu chefe.
    — Bah, tanto faz. Você não é um cachorro e eu não sou teu dono. Além disso, se esforçou bastante aqui, e nem era um caso pra você. É jovem demais pra se envolver numa merda dessa.

    Dartaul pareceu avoado por alguns instantes.

    — Tudo bem. Eu tenho a capacidade necessária pra isso.
    — Bem, dei tudo, vou pro campo dos soldados na floresta. Parece que as dríades nos deixaram ficar por umas noites no seu território. Compareça no porto logo quando o sol nascer, Dartaul.
    — Certo. Obrigado, senhor! — Disse, com um sorriso no rosto.

    Trevor se despediu de Borges com um aperto de mão e partiu em direção do norte. O movimento dos soldados para trazer os corpos continuava a todo vapor, enquanto os dois observavam.

    — Sabe o que é pior nisso tudo? Nenhuma das pessoas daqui parece ter sido morta por assassinos profissionais, elas estão cheias de marcas e feridas estranhas pelo corpo todo, além deles estarem vazios. O sangue se reduziu pra algumas gotas e só. Não faço ideia do que aconteceu, garoto, mas boa sorte se envolvendo mais com isso. Vou fazer o relatório, eu recomendo você ir pras estalagens no sul da cidade e descansar até dar a hora de partir pro navio. Tente dormir, também.

    Borges dá uns tapas amigáveis no ombro de Dartaul e o deixa. Ele abaixa a cabeça, para ver as pedras da estrada norte completamente vermelhas. Ele olha para os lados, para ver a grama vermelha e os corpos cobertos por lonas. Ele olha para o céu, para o ver parcialmente nublado e com poucas estrelas. Era a pior noite dele em anos.

    Dartaul parte para o sul, passando pelos soldados e pela barricada feita por eles para conter a população das outras partes da cidade, querendo saber o que aconteceu. Mas eles não podiam revelar, tampouco explicar que centenas de pessoas morreram de uma hora pra outra.

    Ele caminha sem animo para o sudoeste da cidade, para uma estalagem do lugar. Pagou apenas uma noite, pegou as chaves de forma indiferente sem falar com a mulher do balcão, abriu e fechou a porta, tirou sua camisa e atirou-se na cama, dormindo logo depois.

    Mas antes mesmo dele se jogar, ele já sabia: A noite não seria tranquila, nem seu sono.


    Era um pôr do sol. O caminho para o centro de Carlin estava coberto por cerejeiras vazias. Não havia ninguém nas ruas. Nenhuma alma viva para explicar o que estava acontecendo. Então, gotas começaram a cair do céu, vindo uma após a outra. Dartaul passa a mão pelo seu rosto de forma automática para secá-lo, mas ao olhar sua mão, ele vê sangue. Ele olha para o céu, que está vermelho. Ele olha as gotas, que estão vermelhas. Ele olha para as muralhas, pintadas de vermelho, com corações pregados nas paredes com estacas, cuidadosamente. Ele olha para as cerejeiras, e indivíduos encapuzados em cima delas observavam-no.

    A morte bateu cedo na sua porta... Ou teria batido, se ele não tivesse acordado.


    Dartaul abre os olhos e respira com força, bastante assustado. Ao seu lado, está Borges, agora com uma camisa branca, que também se assustou.

    — Ei, calma! Foi só um pesadelo, porra! — Disse, tentando acalmá-lo sentando-o na cama.

    O céu lá fora está relativamente escuro. Quando finalmente o jovem se acalma, ele nota que, de fato, foi tudo um pesadelo. Ele olha para a janela coberta por uma cortina cinza e fina, observa o colchão com um lençol branco, e então o guarda-roupa de madeira no lado esquerdo do quarto, para finalmente notar que seu quarto era simples, com chão de madeira e paredes beges.

    — Tudo bem, moleque?
    — Ahm... É, acho que sim. — Disse, tirando o suor do rosto com o braço nu.
    — Eu vim te chamar, pois já terminei o relatório e decidi ir contigo. Ouço falar tem muito tempo desse tal de Nightcrawler. Quero saber quem esse sujeito é.
    — Bem... Tem certeza?
    — Porra, lógico. Pra alguém caçar esses assassinos tem dois anos e não ter morrido ainda deve ser um cara esperto pra caralho. Quero, não, preciso conhecer ele.
    — Ok... Então me espera lá fora, logo eu apareço.

    Borges sai. Dartaul pega a camisa jogada numa cadeira no canto do quarto, veste-a, passa a mão pelo cabelo, pega sua identificação da perícia — um distintivo de prata com um olho gravado no meio — jogado no chão e também sai. Lá fora, ele se encontra com seu chefe, e nota que estava amanhecendo. Dessa forma, os dois seguem apressadamente para o porto, no leste.

    Subindo na doca, eles logo localizam um navio pequeno a frente do navio principal de Carlin. Indo até lá, encontram os soldados parados pelo navio, com alguns preparando a viagem. Eram quinze homens. Trevor está na entrada, notando rapidamente a chegada dos dois.

    — E as papeladas, Borges?
    — Foda-se as papeladas.

    O soldado sorri e manda o capitão preparar viagem.



    ~*~


    No final da tarde, o navio chega em Greenshore, por uma pequena praia no oeste da aldeia. Cinco ficaram para proteger o navio junto do capitão, enquanto os outros soldados thaianos, junto de Trevor, Dartaul e Borges partiram para a aldeia. Trevor lidera o caminho, sabendo a localização do lugar onde o investigador estaria.

    Após alguma caminhada, eles chegam ao centro da aldeia, onde poucas pessoas circulavam por ela, enquanto a maioria delas está localizada nos campos no sudoeste, trabalhando. A direita do poço no centro está uma casa, que o soldado se dirige e bate a porta de uma forma diferenciada. Alguém atende e fica por trás da porta, aguardando algo.

    — Busco a noite.

    A porta se abre. Um alçapão está em frente a ela, enquanto o caminho lá dentro é um corredor dando para uma sala. No alçapão, está uma escada, por onde apenas o trio desce, enquanto os soldados se espalham pela aldeia. Eles fecham o alçapão, e logo dão de cara com alguém sentado ao lado de uma vela fraca.

    É possível distinguir um chapéu em sua cabeça e a cor branca de sua pele, além de seus olhos fixados nos três. Dartaul engole em seco.

    — Se buscam a noite, então... Sejam bem vindos a ela.




    Próximo: Capítulo 2 - Aqueles que Derramaram Demais



    * Porto Norte: Northport em tradução livre.
    ** Rocha de Ulderek: Ulderek's Rock, o Orc Fortress, em tradução livre.
    Última edição por CarlosLendario; 08-11-2016 às 14:56.



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  8. #8
    Avatar de Skirt Underdome
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    Melhor você ler a outra enquanto espera um capítulo novo dessa, já que não vou postar todo dia.

    Espero que goste da história



    Vou lendo essa. Depois que voce reescrever os capitulos da outra eu leio la tambem vc so reescreveu uns dois se tanto

    O capitulo deixou varios misterios para serem solucionados. Quem sao esse exercito de sangue e o tal do Nightcrawler. Mas tem uma coisa que eu fiquei meio encafifado. A pericia de Thais fazendo pericia em Carlin. As carlineanas deixariam os peão do Tibianus se meter na cidade delas? Não são cidades independentes e ate rivais?
    Última edição por Skirt Underdome; 01-11-2016 às 22:16.

  9. #9
    Avatar de Gabriellk~
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    Bom, para começar, Carlos, vou concordar com o @Skirt Underdome e dizer que é um tanto quanto estranho a perícia de Thais estar metendo o bedelho nos problemas de Carlin, até porque ambas as cidades são "rivais", para usar um eufemismo, considerando-se a história canônica do Tibia. Enfim, se tem uma coisa que rola aqui na seção, é licença poética, e eu não ligo muito pra isso. Os fatos apresentados podem estar ocorrendo em outro momento cronológico da história tibiana ou até mesmo pertencerem a alguma realidade alternativa. Talvez você até explique essa situação melhor posteriormente.

    Eu gostei da ideia de uma "perícia" tibiana, embora não posso deixar de me perguntar sobre a extensão da utilidade dela, haja vista que o contexto tecnológico tibiano não oferece lá muitas opções para desvendar crimes hahaha. Se até a perícia criminal atual, com um acervo tecnológico nível CSI tem problemas para resolver vários crimes, imagino que Borges e cia precisem ralar pra caramba kkk. Será que existe alguma magia para reconhecimento de digitais?

    Curti a personalidade do Borges, mas alguns dos diálogos me pareceram estranhos, porque, embora você talvez tenha conseguido passar o clima da relação entre um superior da polícia e seu subordinado, achei que algumas das expressões utilizadas transformaram o personagem em algo muito atual. Todos os "caralhos" que ele dizia me faziam pensar mais em um sargento da polícia atual do que em um cara trabalhando em um contexto "medieval" e fantasioso. O fato do nome dele ser Borges não ajudou nessa impressão huehue. Mas esse tipo de coisa pode ser muito difícil de se fazer. Criar diálogos é sempre algo delicado, ainda mais quando você tem que fazer a coisa soar natural, informal e ainda assim "old school". Recomendo para isso ler os mestres do gênero e ver como eles fazem. O George R. R. Martin pra mim é um cara que consegue fazer isso com maestria.

    Outra coisa, e é algo que eu já vi em outras histórias suas, é a indecisão entre usar o presente ou o pretérito na narrativa. Está claro que a ideia é fazer uma narrativa no presente, e na maior parte do tempo vc faz isso com consistência, mas as vezes você mistura uns verbos no passado ali meio fora do contexto.

    Dito isso, eu gostei da descrição inicial da cachina, e dos detalhes da descrição do castelo, como o sangue escorrendo pelas torres e etc. Esse tipo de detalhe de cenário é sempre legal e ajuda a criar o clima pra mim. E novamente o tema das cerejeiras e do sangue serviu para atiçar a curiosidade a respeito desses caras. Como disse a você já no chat, eu gostei desse detalhe.

    A história já começou bem agitada e misteriosa, o que particularmente acho legal. Vc criou um cenário com possibilidade de dar muito pano pra manga, e os caminhos a se seguir são inúmeros. Com a rainha desaparecida, a irmandade e esse Nightcrawler, você conseguiu me deixar curioso sobre o que irá acontecer. E está fazendo uma história com clima e temas diferentes do que geralmente se vê por aqui (ou que se via na minha época, pois admito que não leio nada aqui faz tempo), e só por isso já agradeço. Criatividade você sempre teve de sobra, e espero que consiga nos manter entretido nos capítulos que estão por vir.

    Até!
    Última edição por Gabriellk~; 02-11-2016 às 20:41.
    “The big questions are really the only ones worth considering, and colossal nerve has always been a prerequisite for such consideration”.
    - Alfred W. Crosby

  10. #10
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    Bom, fiz a leitura do seu capítulo.

    Acho que o comentário do Gabriellk foi a melhor análise feita até agora, então não adicionarei muito em relação a pequenos erros aqui e ali.

    E btw, realçando o que ele, é uma história deveras diferente. Em vez de um pessoal aventureira barra pesada, pegamos investigadores, embora eles talvez não sejam barra pesada. Ao menos nada foi demonstrado da força deles por oras, e talvez nem venham a ter, sendo a inteligência deles a única alternativa pra enfrentarem essa Irmandade( quem dira Nightcrawler, que fugiu de uma Irmandada que "só" acabou com metade da cidade de Carlin e muito provavelmente com o reinado de Eloise).

    Enfim, é isso aí Carlão. No aguardo dos próximos capítulos xD.
    Enfim, deu um bom

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