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Tópico: Cólera e Filosofia

  1. #41
    Avatar de Humoohai
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    :O

    kraks caboom cabuloso cobnseguiu fazer fawetu e NdU voltarem ao forum(ou pelo menos aparecerem )

    gratz pela faixa vermelha-ponta-preta

    @RP:a linguagem mais adulta ,na minha opniao, eh a melhor(apesar de nem tdo mundo entender -_-") da um estilo + adulto/evoluido,fica bem mio q o normalzinhu ^^
    a filosofia tah cabulosa nesse rp xD
    bem... uma parte du cap 3 eu notei q o kra ficou cum odio das pessoas q tem odio oO

    continue q tem futuro

    inteh + :rock:

    OBS:soh demorei pra postar aki pq eu viajei

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    "Sou diferente, pq tdo igual eh um saco ¬¬"
    (By Humoohai)

    Vamos revolucionar o forum de Roleplay :rock:

  2. #42
    Banido Avatar de Caboom
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    kk

    Será que ninguém reparou que faz um tempinho que eu não entro no fórum e muito menos posto um capítulo do conto? Bem, acho que nao xP

    Bem, vamos ir ao que interessa. Por algum tempo, eu, Caboom, fiquei afastado do fórum por motivos tanto de ocupação com estudos e etc. e tal. A questão é que o meu plano não era demonstrar a total fuga dos conteúdos desse forum, mas sim apenas uma ligera demora no decorrer da história desse tópico devido a um estranho problema ocorrido na minha HD, onde estava o meu próximo capítulo.

    Com a perda total dos arquivos, incluindo o capítulo IV (acho que era, não?) acabei por dar uma desistida, pelo fato dos capítulos serem longos por demais e escreve-los seja uma grande perda de tempo. Uma coisa que nao falei, é que a HD tinha 40 GB de espaço! Sabe o que é isso?

    Seja como for, do nada foi ressussitado em mim o espírito literário, talvez pela furia que despertou dentro de mim ao ser obrigado ao sair do taekwondo, abandonando sem consolidação os principios coreanos de fidelidade e lealdade.

    Assim sendo, estou voltando, para a alegria de alguns poucos infelizes e para a infelicidade de alguns malditos ^.-
    Nao li ainda os novos RPs... pretendo ler pra fazer amizade com as novas pessoas e para as pessoas que ainda se lembram de mim (acho que ainda lembram, ne? Sai a pouco tempo) que continuem a ler o roleplay. Vou rever os novos conceitos desse forum aqui e dentro de alguns dias volto com mais um novo e inédito capítulo.

    Obrigado e tenham um bom dia x_x

  3. #43
    Avatar de Jotinha
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    Lol...

    Acho que todo mundo reparou a sua ligeira afastada... Aparentemente foi com você todo os espírito de "nova era" que havia... Alguns de nós ainda lutam!

    Seja bem vindo novamente!

    Jotinha
    :riso: :riso: :riso:

    PS: Engraçado, o Shaga voltou ontem!

  4. #44
    Banido Avatar de Guardian of Muritanya
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    Nao li ainda os novos RPs... pretendo ler pra fazer amizade com as novas pessoas e para as pessoas que ainda se lembram de mim (acho que ainda lembram, ne? Sai a pouco tempo) que continuem a ler o roleplay. Vou rever os novos conceitos desse forum aqui e dentro de alguns dias volto com mais um novo e inédito capítulo.
    Não faça isso,você vai ficar doente lendo tanta porcaria xD
    Do jeito que as coisas andam até eu terei de começar a escrever lol

  5. #45
    Banido Avatar de Caboom
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    Citação Postado originalmente por Guardian of Muritanya
    Não faça isso,você vai ficar doente lendo tanta porcaria xD
    Do jeito que as coisas andam até eu terei de começar a escrever lol
    Nuss...

    Acho msm que pequei quando derrubei aquela HD em cima do copo 500ml de açaí >.<

    Acho que aquele foi um baque e tanto, afinal, acho que perdi uns 3 dias escrevendo o capítulo novo.... Esse roleplay era uma suadera só, e olha que estavamos em férias. Sem contar que tirei 5,5 na prova de matemática, coisa que pode parecer pacóvia vinda de minha parte!!! Ah, também falei prum amigo ler o Sir Fastloot (Alguém lembra?) e ele colocou o nome do char de Tibia dele assim. Lol???




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  6. #46
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    De qualquer forma, eu vou ter que ler todos os capítulos do roleplay, já que de pouca coisa eu lembro. Mas tudo bem, nada que em quatro dias não possa ser feito! xP

    P.S.: Vc derrubou a HD no copo de açaí msm? oO

  7. #47
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    Citação Postado originalmente por Caboom
    Nuss...

    Acho msm que pequei quando derrubei aquela HD em cima do copo 500ml de açaí >.<

    Acho que aquele foi um baque e tanto, afinal, acho que perdi uns 3 dias escrevendo o capítulo novo.... Esse roleplay era uma suadera só, e olha que estavamos em férias. Sem contar que tirei 5,5 na prova de matemática, coisa que pode parecer pacóvia vinda de minha parte!!! Ah, também falei prum amigo ler o Sir Fastloot (Alguém lembra?) e ele colocou o nome do char de Tibia dele assim. Lol???
    Creeeedo!texto antigo bagarai
    Eu não gosto do texto,mas tem gnt que gosta e faz essas doideira aí xD

  8. #48
    Banido Avatar de Caboom
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    Primeiramente, gostaria de dizer que a parte em que disse que derramei o HD no copo de açaí era mentira =P
    Também gostaria de que, nesse próximo capítulo, eu recebesse uma boa ajuda de vocês nas formas de lógica do texto, já que, como deixei ele meio de lado por algum tempo, estou tendo alguns problemas para pegar a historia novamente (sao tres capitulos, mas cada um valem por cinco).

    Iremos começar e, antes de lerem, quero que dêem uma olhada nos outros capítulos para se recordarem. Ah, também tenho que dizer que a parte da batalha de Kazordoon foi novamente narrada nesse capitulo, mais foi excenssial para a vista completa do leitor sobre todos os ângulos da historia. Esse é Dottweigguin, o quarto e último personagem que escreverá por aqui. Qualquer erro ortográfico é culpa dele xP




    Capítulo IV – A Degola
    (por Dottweigguin)

    A questão é que algo despertou dentro de mim naquele instante. Eu, Dottweigguin, senti algo novo. Sei que será complexo demonstrar tudo isso por meio dessa mera escrita na pedra dura, mas tentarei passar tudo em letras feitas de sangue. A todos aqueles que duvidaram que eu chegaria em algum posto oficial do império, eu tenho a dizer para abaixarem suas cabeças e cortarem seus chifres fora, já que hoje sou tudo o que meu pai não foi: um minotauro. A corrupção levou o velho à morte, sem nada. Quase um nada, como sempre foi e pouco menos do que deveria ter sido. O fato é que tudo isso me deu as forças necessárias para crescer. Ah, o campo de batalha. O meu templo, onde eu procurava a fé nas coisas e encontrava, admito. Crescendo por incentivo próprio, não alcancei o esperado. Foi então que surgiu no topo daquela viga alguém com quem em iria pregar minha pedra onde, anos mais tarde, eu escreveria esse texto. General Palkar, o exemplo de fúria e luz. Tudo o que um touro selvagem como nós queria ser. Bruto como o rubi raro retirado da caverna. Seco e frio como as geleiras eternas das ilhas frígidas. Furioso como um dragão. Como um titã, como nosso pai Brog – Somos bastardos.

    As coisas aqui chegaram a certo ponto que enlouqueceram. As mães matavam seus filhos e devoravam-nos; os guerreiros guerreavam entre si e morriam depois de tanto filosofar sobre o caos; o artesão comia seu queijo e chorava lágrimas de sangue ¹. Em meados de algo que eu não compreendia, meus instintos guerrilheiros foram aguçados para uma batalha que vinha logo em seguir. Ouvi dizer que estávamos diante de uma raça pitoresca – Os anões ² – E que, apesar deles terem tão pouca estatura, eles tinham armamento para destruírem uma legião inteira de orcs. Nada o que meu arco-cruzado não pudesse transpassar. Ainda lembro o que pensava naquele tempo de escuridão. Pensava em mim, aliás, pensava em “eu”... Não me importava mais com nada, nem mesmo com o que falava. Sem mais demora, fomos para Kazordoon destronar os anões de sua fortaleza subterrânea e apossarmo-nos das terras alheias. Dias antes, no acampamento principal das três colônias minotáureas, eu encontrei meu leal amigo Iregarn, sempre muito convicto da vitória que, aparentemente, era esperada e a derrota não parecia tão aterradora. Não tínhamos certeza do que dizíamos, mas não ousávamos contrariar os pensamentos alheios, que julgávamos estarem cheios de idéias triunfais. Iregarn mantinha sua conduta totalmente virada para Trakull, a quem ele considerava um alguém singular, assim como Palkar significava para mim. Uma base. O solo de tudo. O Tibia.

    Não tanto quanto eu poderia prever, no momento da batalha, saímos em pique para os anões que, montados em seus cavalos, começaram a avançar. Nossa força era evidentemente superior a deles, mas estrategicamente estávamos condenados pelo destino. Das faces da montanha que sustentava Kazordoon, anões empunhando grandes arcos e com milhares de bestas bélicas começaram a aparecer, atirando ferozmente em alvos. Não bastou matar os soldados, eles atingiram General Trakull: as bestas penetraram em seu peito e rasgaram-lhe os corações. Suas vísceras foram devoradas pelos demônios. Foi tudo o que soube antes da batalha terminar para sua repercussão seguida. Ainda haveria mais sangue a ser jorrado, diziam os minotauros. E sim, muito sangue. Já bastava os anões terem subido ao pódio uma vez, o que era inadmissível. Na manhã de algum dia que viria, mataríamos e vingaríamos Trakull, pensavam os soldados de Daltaboa e Mintwallin. Iregarn era quem mais pregava esse ódio para com os anões e quem mais protegia seu mestre. Também não posso deixar de dizer sobre a preocupação que meu general Palkar estava. Suas veias mostravam sua evidente taquicardia. Estava preocupado. Trakulll e Palkar eram bons amigos, sabia disso. O sol apontou no horizonte. Ah sim, o sol. Mas alguém mais levantou naquela manhã... Trakull, com seus ferimentos horríveis saltando de sua pele, arrastava-se pelos campos de batalha com sede de sangue. As chagas sangravam em exaltação ao ódio e a maldição. Ele queria matar os anões. Meu mestre já havia falado sobre isso. Era a cólera.

    Lembro-me que quando o combate começou, sai do acampamento acompanhado de Iregarn. Este levara consigo sua poderosa espada que só podia ser empunhada com suas de duas grossas mãos. Trakull andava com passos estranhos, seus olhos vermelhos revelavam algo demoníaco escondido dentro de si. As trevas e a morte andavam ali perto, lado a lado, eu sabia disso. Mas o único que eu via ao meu lado era Iregarn. Trakull se atirou contra as tropas de anões, que bloqueavam as passagens para as montanhas. O sol mal tinha se desbravado do horizonte. Era um demônio na arena de duelos. Com seu machado, ele dilacerava os anões, comendo-lhes os rins. Decepava suas cabeças com um golpe só, e lançava sua massa encefálica para atingir os outros. O sangue era mortal, mais vermelho vivo do que nunca foi. A fúria havia despertado, a fúria divina herdada de nosso pai tirano Brog. Com suas mãos, Trakull destruiu o céu e transformou em mágica a terra em pó, tudo por um momento. Não era tempo de se distrair. Estávamos no meio de uma tortuosa batalha e nada podia nos retirar a concentração.

    – Deixemos a eminente força brutal de Trakull de lado, amigo. Vamos correr para a luta e faremos também nossa parte! – Assim disse Iregarn, retirando de sua bainha uma poderosa espada, mortal eu via.

    Meu amigo foi à frente, recebendo os golpes das nanicas criaturas, bloqueando a passagem que elas tinham entre mim. Com meu arco-cruzado em punhos, atirei algumas bestas contra os anões ao longe e, principalmente, aos que atacavam meu amigo que, com furiosos ataques cortava-lhes a carne. A sim, estávamos perto de ocupar o pódio, antes perdido para os anões. Nossas armas bélicas estavam cravadas nos peitos dele... Eu lembro da minha sensação de saciedade durante aqueles poucos momentos. Poucos e com pouca duração. Logo tudo se transformou. Ninguém sabe ao certo o que houve, mas em meio daquela batalha, Trakull se ponderou e, banhado de sangue, abandonou o campo. Simplesmente o general das terras de Daltaboa e o considerado mais forte entre os minotauros – Depois de meu mestre Palkar, é claro – foi-se. Foi-se e ninguém nunca mais o viu. Sua fuga abalou o tabuleiro, fazendo todos nós, as peças cairmos e darmos lugar aos grandes peões, que se transformaram em demônios. Não me pergunte por que demônios, mas eu não entendo aquele estúpido jogo humano. Sou um soldado do império minotáureo, feito para matar. O fato é que nossa força se esvaiu, juntamente com Trakull... Em um movimento brusco de pescoço para averiguar o que tinha acontecido, Iregarn, meu amigo, acabou com uma flecha no peito, fazendo-o cair. Os cavalos se aproximaram de mim, e os anões com suas foices me acertaram. Algo estranho eu senti. Não foi dor, apenas uma grande pressão em meu braço esquerdo; cai desacordado logo após isso. Nada mais eu vi desde então, até o acender de uma vela em um quarto no qual eu acordara.

    Hoje eu estou aqui, sou um mero soldado de Mintwallin, um soldado real apenas vivo por serventia garantida ao rei. Sou um guerreiro simbólico. Hoje não empunho mais um arco-cruzado, já que as chagas da batalha passada não cicatrizaram – e jamais cicatrizarão. Meu braço, naquele momento nefasto, fora arrancado com algum golpe... A base de todos os meus instintos selvagens, aquilo em que eu empunhava meu poderoso e mortal armamento foi tirado de mim a força. Sou Dottweigguin, o minotauro sem braço, um velho símbolo de dignidade. Mas do que adianta dignidade no meio dessa crueza minotáurea? Não entendo. Depois da queda de um dos meus membros superiores, algo em mim muito forte mudou. Antes eu era a ira. Hoje eu sou a ponderação. Simplesmente a minha forma de enxergar o mundo mudou totalmente, talvez pelo fato de ter tido um braço cortado. Não sei se minha teoria está certa, mas por ter perdido um dos membros, acabei por desenvolver habilidades artísticas, coisa incomum em minotauros guerreiros. Essa filosofia e ponderação também só fora sentida por iguais a mim que nasceram com defeitos físicos e, devido a isso, nunca adentraram em um campo de batalha. Assim, foram desenvolvidas destrezas não vinculadas às artes da guerra. Talvez eu tenha me relacionado a esse tipo de adestramento, me tornando o que sou hoje. Nunca mais senti aquela raiva enorme dentro de mim, filha de Brog. Mas mesmo assim, minha adoração para com Palkar ainda continua viva. Ainda assim, ele gera força espetacular com sua cólera e agora, com o afastamento provavelmente vitalício de Trakull – Alguns dizem que ele mudou seu nome para Tra’kull, boatos apenas – ele se tornou o único general dos exércitos das cidades minotáureas de Mintwallin, Daltaboa e Sôo-Fildess. Daltaboa está hoje dominada pelo exército anão, devido a nossa recente derrota para eles. Karânidos, hoje, já não existe mais. Ela fora apagada pelas areias do tempo e em seu lugar ergueu-se uma coluna de sangue.

    – Mas que diabos está acontecendo? Estamos caminhando para o fundo do maldito precipício desse jeito, maldição! – Disse um dos minotauros que discutia na taverna. Comia algum queijo por lá, apenas pairando sobre os arredores com olhar promissor.
    – Se eu soubesse, irmão, não estaria aqui, feito um estúpido servindo as ordens de general Palkar! Ah como mestre Trakull faz falta! – Disse outro, dando noção a mim sobre o rumo da conversa.
    – Sim. General Palkar quer apenas o controle dos exércitos... Conseguindo persuadir até mesmo nosso grande rei Markwin. É fácil perceber que seus atos estão sendo julgados pelo general, aquele maldito...! Quanta raiva eu sinto dele!
    – Realmente isso só realça a pacóvia chama que Trakull não deveria ter nos abandonado. Ouvi dizer que ele virou um padre e saiu pregando preces por ai... Há, há, há!
    – Há, há, há...! Ridículo mesmo, mas... Por que alguém da estatura totalmente anti-moral dele faria isso? – Perguntou um outro minotauro, se questionando e impondo a pergunta aos outros companheiros.
    – Não acredite nessas bobagens, meu companheiro... Boatos são boatos. Quando menos esperarmos, Trakull voltará para Mintwallin com a singela desculpa: “Opa gente, estou de volta... Sabem como é, no estava apertado e até achar papel higiênico para me limpar...”. Há, há, há, há! Hilário!

    Sim, agora tudo fazia sentido. Dias antes, nessa mesma taverna, tinha ouvido falar desse mesmo grupo de minotauros sobre uma possível revolta do povo contra a coroa. É óbvio que o motivo era esse. Estavam insatisfeitos com os atos de Palkar como único general do império, querendo assumir o comando e envidar novamente Trakull como general. Isso só podia ser coisas de soldados de Daltaboa, sempre fiéis a Trakull. Lembro de meu amigo Iregarn que, apesar de ser alguém com que eu podia me confiar em todas as circunstancias, tinha sua dignidade toda vinculada ao seu mestre, chegando a me causar raiva. Mas tudo bem. Sei que a minha fidelidade a Palkar também é descomunal. Estamos quites. Por falar em Iregarn, nunca mais o vi depois da batalha de Kazordoon. Sua morte foi eminente. Eu ainda tive sorte de ter perdido um único braço. Ah se eu pudesse ter trocado de lugar com meu bom e velho amigo... Tenho certeza que, em sua alma pura, ele viveria feliz, mesmo com um único braço. Iregarn... Que os deuses tenham levado-o pra dentro de sua casa, perdoando seus pecados. Não poderia deixar de contar a revolta ao meu mestre. Em galope, subi para o castelo real, encoberto pelas sombras escuras da caverna onde ficava enterrada Mintwallin. Ao chegar em frente aos portões da câmara real, avisto Palkar reluzindo pelas chamas das tochas... Com seu machado gigantesco nas costas e com seu pêlo avermelhado formando o coro de seu corpo.

    – Soldado Dottweigguin! O que você está fazendo aqui? Volte logo para o seu posto, seu imbecil! – Disse Palkar, grosseiramente. Já tinha me acostumado com a antipatia de meu mestre. Sabia que assim ele comandava e por isso ele era “o forte”.
    – Mestre, fui à taverna e...
    – O quê? – Falou ele, não me permitindo terminar – Quem lhe deu permissão de ir à taverna em pleno curso de trabalho? Mesmo sem um braço, você continua sendo soldado do império, seu frouxo!
    – Não, mestre, por favor, não me entenda mal! A questão é que eu fui à taverna e descobri algo que é muito importante para você e para... Sua majestade Markwin...
    – Desembucha, seu saco de burrice! – Ele era bruto. Por isso eu o admirava.
    –... Os minotauros, seguidores dos ensinamentos de Trakull e ex-soldados de Daltaboa, estão planejando uma revolta contra o senhor, para assumirem o controle e te tirarem do cargo de general...!
    – Revolta? Nunca houve revoluções nem nada do tipo por aqui desde que recebi o título de um dos generais do império minotáureo... Realmente esse detalhe deve ser levado ao rei. Venha – Sua face acanhada se transformou rapidamente em um rosto de preocupação.

    Segui no caminho, à frente do portão da câmara real, que foi se abrindo lentamente enquanto meu mestre o empurrava. Suas jóias e seu ouro cintilavam nos espelhos que se avistava perto do trono do rei. O rei Markwin. Este sempre sentado em seu trono, com seus pêlos já do passado... Seu olhar cansado se direcionava para mim, enquanto Palkar me apresentava e dizia algo... Não me recordo ao certo, mas só sei que, em seguida, sua majestade disse:

    – E então... Explique-me melhor essa história. Você, jovem guerreiro, tem previsão de quando eles nos invadirão?
    – Huh... – Gaguejei em frente da figura real –... Infelizmente não, meu grande rei... Mas tenho a ligeira impressão que será logo. A última vez que os vi discutir sobre uma revolução foi na taverna, há alguns meses já. Também creio que haverão muitas pessoas envolvidas... Eles mencionaram isso.
    –... Bem, se estamos lidando com revoltados, todo cuidado é pouco. Palkar! – Disseo Rei Markwin, virando-se para ele.
    – Sim, meu rei! – Disse com toda a obediência, Palkar.
    – Quero que você dobre a segurança nessa sala e em volta de todo o castelo. Também quero que você e seu soldado Dottweigguin fiquem fazendo prontidão especial em minha sala – Nesse momento, me senti o minotauro mais importante de todos! Inferior apenas ao meu mestre, claro – Ah, claro, fale para Trohojan me trazer o mais virtuoso vinho engarrafado em garrafa de Kazordoon.
    – Sim, senhor – Respondeu Palkar, terminando aquele diálogo.

    Desde aquele dia então, fiquei ali, sobre o cuidado de cada passo, com dois dos mais honrados minotauros que já pisaram nessa terra. Rei Markwin, além de unificar as terras de Daltaboa e criar o Código Minotáureo, libertou-nos dos domínios de Brog ³ e subiu ao pódio das quatro essências, tomando forma do exemplo que todos nós queremos seguir. Hoje já doente evelho, não perdeu sabedoria. Sua fúria já não existe mais assim como em mim, mas dizem que os assim são mais fortes. Será que sou forte? Não, acho que não. Só com a cólera sou mais forte, não inválido assim como estou. Retomando guarda, cada dia passou e eu esperando os enviados da maldição atacarem-nos. Nada lembro desses dias de glória, apenas do curto momento em que eles arrombaram o grande portão de ouro, surgindo e derrubando as coisas. As minhas falas foram claras naquele instante.

    – Mestre Palkar, leve Rei Makwin para as cavernas pela passagem atrás do trono! É a única forma. Eu ficarei aqui! – Disse assim, me espondo ao sacrifício.

    Por ventura do sacrilégio, Palkar se amedrontou e, esquecendo do Rei Markwin deitado no chão, fugiu para as cavernas sem ele. Por que meu mestre fez isso? Mal entendo. Apenas vi as lanças se aproximando de mim onde, em minha mente, não eram vistas. Não me lembro mais o que houve. Agora estou no escuro... Mas acho que ainda vejo uma luz ali na frente. Será que a imagem que se forma na minha frente é o paraíso? A mão que se estende para mim é meu amigo Iregarn? Eu vejo coisas. Não sou são, eu acho. Amo-te, meu mestre. Mas me traíste? Traíste a coroa? Não.

    Cheque meu pulso e veja se ainda estou vivo.


    Glossário

    ¹ Esse trecho descreve a longa batalha entre a criação, que se faz presente naquele momento. A guerra entre os deuses por obter poder sobre o poder de criar e pelo próprio Tibia havia se transformado em loucura. A Era do Caos, como se conhecia é presente aqui e agora. Trecho dos Gêneses: “Enquanto Fardos e Uman trabalhavam arduamente em seu feitiço, as legiões de Zathroth destruíam a preciosa criação dos deuses anciões, e a devastação continuava sem pausa. Parecia que o mundo inteiro estava condenado a perecer. Entretanto, alguns dos deuses menores cansaram de apenas assistir enquanto sua amada Tibia era devastada. Eles decidiram levantar resistência contra as temerárias hordas”.

    ² Os anões sempre foram inimigos dos minotauros, não apenas pelo fato de seus deuses lutarem de lados totalmente opostos, mas também pela verdade que é a guerra entre essas duas raças pela posse de terras. As duas sempre ocuparam terras estrategicamente favoráveis que sempre eram de interesse do alheio.

    ³ Para alguns, Blog é o nome desse Deus.

    Caboom
    :mad2::mad2::mad2:
    Última edição por Caboom; 08-10-2005 às 10:33.

  9. #49
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    Simplesmente.....FODA!

    Tinha que sero meu amigo caboom,sempre perfeito.....Até mais, meu buda..e que fique aqui minha coragem junto à ti..pára que continues estes maravilhosos contos....

    Sem mais,

    Virgo Shaka (Buscando a perfeição!)

    Simplesmente Futuro: O Futuro Como Você Nunca Imaginou Antes

    Entre Por Sua Própria Conta e Risco...

  10. #50
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    Última edição por Virgo Shaka; 29-09-2005 às 13:32. Razão: Perdões.;..deu um erro no fórum e postou duas vezes..desconsidere a mensagem



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