From the Dark ...
"Ei de superá-lo verais que por trás de minha máscara, existe um menino cheio de vida, luz e perfeição." "Talvez eu não tenha atingido a perfeição apenas atingi o ponto de que eu queria acertar."
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White Storm
Índice
Capitulo I (de Drasty)___________ 01
Capítulo II (de Drasty)__________ 01
Capítulo III (de Drasty)_________ 01
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Capitulo I
O relógio deu as doze badaladas da meia noite. Na esquina Corney encontravam-se dois senhores. Um deles olhou para o outro e resmungou:
- Meia noite, senhor Bronwcoly. - dizendo isto à estranha figura virou-se para o lado deixando possível ver as feições do senhor que ali estava. O senhor Bronwcoly era um homem de estatura mediana e de rosto peculiar. Tinha junto a si um casaco de veludo branco e uma bota suja de barro.
Ele tirou do bolso do casaco um relógio de ouro, deitou o olhar debruçando-se no banco:
- Ele já está atrasado, são meia noite e quatro minutos. – disse o senhor Bronwcoly, parecia que tal homem era muito pontual. – Onde será que está o infeliz?
- Eu que haveria de saber, sou um mero criado. - retrucou o outro homem, que tinha um porte avantajado, feições claras, e robustas, dignas de uma pessoa que trabalhou muito. Tinha em seu nariz uma cicatriz enorme que descia até seu pescoço. – Acho que ele não vem mais.
- “Magina”, está para nascer o homem que marca horário com o senhor Bronwcoly e não dá sinal de vida. – o velho senhor tirou do outro bolso do casaco um pequeno livro, sentou-se no banco e começou a ler. O criado inquieto debatia-se de um lado ao outro:
- Antes eu tivesse ido cursar a faculdade. – pensou o criado cujo nome era Esteban. Ele era espanhol, e tinha péssimos hábitos. Usava uns maltrapilhos, e uma sandália. Sentou-se no banco, colocou o dedo no nariz, começava a realizar um de seus hábitos.
***
Em meio a escuridão do “Speaker Corner “ - pequena ruela localizada na vila July, Noruega – andava uma criatura estranha.Tinha alta estatura, feições de um homem de uns quarenta e poucos anos.Tinha um corpo caricatural e burlesco, suas pernas eram tão longas que ele tinha dificuldade de andar.Usava um casaco marrom e por baixo dele um colete verde musgo. Em sua cabeça usava um chapéu também de cor musgo, ele vinha na direção de um bar nomeado “Walk Slow” ou “Andar Devagar”.
Ele entrou no bar sentou-se na cadeira de madeira que avistou mais perto, debruçou-se na bandeja do bar e gritou “Josh, Josh! Josh Lovecash”. Um homem de barba castanha com um capuz esverdeado surgia das profundezas da cozinha, trazia junto a ele um minúsculo pacote:
- Está aqui seu pacote White – retrucou Josh. – São quatro certo?
- Correto, são de linha boa não é? – Indagou o senhor White Storm – se forem da mesma marca do anterior mando dar um tiro no seus miolos.
- São da melhor marca caro White – devolveu Josh virando-se de volta para a cozinha – não precisa pagar já que lhe devo uma.
Um menino baixo e franzido, de rosto muito pálido, aproximou se de Storm e questionou:
- O que tem na caixa senhor?
- Nada de seu interrese pequeno, curioso – falou Storm passando a mão sobre a cabeça do menino – são charutos cubanos nada de mais. – Isso deixou o pobre menino ainda mais curioso, “o que seriam charutos?” pensava ele.
White se retirou do “Walk Slow” e foi caminhando pela escuridão, o menino muito curioso tratou de persegui-lo.
***
Lá estava o senhor Bronwcoly e Esteban, ainda na mesma posição. O senhor Bronwcoly ainda li o livro, já o criado apenas havia trocado de narina. Surgiu então o senhor White, caminhando balançando suas longas pernas.
- Lá vem ele, ou não ele? – perguntou o criado, tirando o dedo do nariz.
- É o infeliz sim! – exclamou o pontual senhor – é bom que tenha uma explicação adequada.
- E tenho! – berrou White.
- Mas, como ele escutou daquela distancia? – questionou o criado com cara de espanto.
- Não é para menos que dizem que ele é o melhor detetive norueguês.
- Estou lisonjeado, ouvindo isso de você senhor Bronwcoly. – disse a caricatural figura.
White caminhou ate estar bem perto do encontro. Sentou-se no banco e pegou um charuto, ofereceu a todos e começou a tagarelar:
- Pois bem, o que querem de mim?
- O patrão quer que investigue um caso – precipitou-se o criado.
- Silencio! – berrou o senhor Bronwcoly ofegante – preciso que investigue o caso de meu museu.
- O que eu disse há sete anos?
- Que não procuraria as velharias de meu museu – lembrou o velho – mas agora é diferente roubaram algo de muito valor até mesmo para você, roubaram o olho do escaravelho.
- O olho do escaravelho. Não é possível – exaltou o nobre detetive, com uma lágrima nos olhos ele proseguiu – me lembro bem esse foi o primeiro artefato que recuperei. Minha primeira missão oficial – por alguns instantes a conversa ficou parada.
- Sim meu caro, o olho do escaravelho, puro ouro mássico com uma gema vermelha no centro. – o senhor Bronwcoly nem se moveu após dizer isso, parecia que seus lábios nunca mais iriam se mexer – o segundo artefato mais valioso que tenho.
- Sim, sim, sim – repetiu o criado que parecia ser agitado – um belo artefato por sinal!
- Cale-se não entende nada de artefatos antigos – falou em tom irritado o senhor Bronwcoly ignorando o criado como se fosse um oriundo.
- Agora me irritaste patrão pode perguntar qualquer coisa que irei responder, “I’m not an idiot”!
- Pois bem, faça uma relação entre a ética no trabalho com o idealismo espanhol seu país natal.
O velho senhor deixou o criado ali pensando e voltou a seu assunto com o detetive.
- Senhor Storm, pagarei lhe duzentos pences se resolver o caso.
- Apenas duzentos pence meu trabalho vale ao menos quinhentos.
- Está bem, quinhentos pences, pode começar amanha mesmo a pesquisar.
O pontual senhor pegou o criado e partiu na escuridão da esquina Corney. White ainda ficou um tempo ali até perceber que estava sendo observado. Levantou-se e seguiu seu rumo, pensando numa tocaia para pegar o perseguidor.
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Bom é isso,
Drasty
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