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Tópico: O mal se levanta novamente

  1. #61
    Avatar de Japixek
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    Caríssimos,


    Segue mais um capítulo ou parte deste arco maior, após as respostas aos comentários. Peço desculpas aos que porventura ainda acompanham a narrativa, pela demora em postar a sequência do arco.


    Espero que gostem.


    Um abraço.




    Spoiler: Respostas aos comentários





    Capítulo 13 - O Assalto - Quarta parte




    __Muito interessantes essas pequenas rochas que encontrei na beira do caminho, Alteza. Parecem ter uma composição diferente de tudo o que já vi, em termos de minerais. Gostaria de submetê-las a alguns testes, para ver se poderiam ser usadas na confecção de runas e outros aparatos. Assim que chegarmos a Thais, as enviarei pelo correio para a Academia em Edron, pedindo a Mestre Gundralph que as estude... Diz o sábio para o homem de vestes nobres, que cavalga a seu lado.


    O oficial que também cavalga ao lado no nobre, intervém: __Estamos nos aproximando de uma agência postal, Mestre Arkulius. Poderia enviá-las de lá.


    __Oh, não quero atrasar nossa chegada a Thais, General Falk.
    Responde o sábio. __Melhor enviá-las da Capital, mesmo.


    __De modo algum, Mestre Arkulius.
    Diz o nobre. __Faço questão de parar na agência postal, para que o senhor possa enviar as rochas para estudo, em Edron. Seria mesmo bom pararmos um pouco para descansar, antes de vencermos o trecho final até Thais. Nossos jovens acompanhantes devem estar cansados da longa viagem. Ao dizer isso, o nobre aponta para os dois adolescentes que integram a comitiva.


    __Bem, se Vossa Alteza coloca as coisas nesses termos, então paremos, hehe... Responde o sábio, bem-humorado.


    O cortejo cavalga por mais ou menos uma hora, ainda, na direção sudoeste, para a capital, até que avista um prédio de dois andares, relativamente grande, colocado à direita de quem transita na direção de Thais.


    A comitiva para diante do prédio e os cavaleiros vão saltando de suas montarias. Dois guardas que fazem a segurança do local, parados à porta, se colocam em posição de sentido devido à presença dos dois oficiais e também do homem com vestes que demonstram sua pertença à nobreza, como também em consideração a Arkulius, o sábio que os acompanha.


    Arkulius, o nobre, os dois oficiais e os dois adolescentes entram na agência.


    Um rapaz, atrás do balcão, que organizava e classificava cartas e pacotes, se surpreende com a súbita entrada de tão distintos viajantes. Recompõe-se e indaga: __P-pois não, senhores... em que o Correio Real pode lhes ser útil?


    __Quero enviar alguns pequenos objetos para Edron.
    Adianta-se Arkulius, colocando um pequeno saco de pano sobre o balcão e dele derramando algumas pedrinhas de cores diversas.


    __Oh, claro, senhor. Responde o rapaz. __Tenho aqui o recipiente ideal para transportar esses err... objetos. O rapaz coloca sobre o balcão uma pequena caixa de madeira forrada internamente com uma espécie de pelica.


    __Gostaria também de utilizar papel de carta, quero redigir algumas instruções para o destinatário. Diz Arkulius


    __Perfeitamente, senhor. Responde o rapaz, colocando sobre o balcão uma folha de papel, um envelope e uma caneta tinteiro.


    Enquanto vai escrevendo, Arkulius indaga ao rapaz: __Pode estimar quanto tempo levará esta encomenda para chegar ao seu destino?


    __Bem, senhor...
    O rapaz coça a cabeça. __O próximo malote para Edron deve partir depois de amanhã. Até alcançar Venore por terra são... err... cerca de 1 semana. De Venore segue de barco para Edron... coloque aí uns três dias para a partida do navio... mais uns cinco dias de viagem por mar, se o tempo estiver bom... vamos dizer mais ou menos uns vinte dias... o Correio Real é bem rápido, senhor.


    __É... imagino se não fosse.
    Responde Arkulius, de modo sarcástico.


    Os companheiros de viagem de Arkulius observam curiosos o interior da agencia e seus detalhes.


    Neste momento um senhor desce as escadas que conduzem ao segundo andar do prédio, atraído pelo burburinho e ruídos da grande comitiva estacionada em frente à agência. Ao ver os viajantes que estão no interior, aproxima-se discretamente do rapaz que atende Arkulius e, em um tom baixo de voz, lhe pergunta, apontando para o homem de vestes elegantes: __Wally... não sabe quem é aquele senhor ali?


    O rapaz, curioso, devolve a pergunta: __N-não senhor Kevin... eu deveria saber?


    __Aquele é Daniel Steelsoul, Duque e Governador de Edron...
    Responde, discretamente, Kevin.


    __S-sério??? Surpreende-se Wally


    __Sim... e você esta atendendo neste momento o Reitor da Academia de Edron, Mestre Arkulius.


    __Nossa... devem estar indo à Capital para as negociações com os estrangeiros... aquelas delegações de elfos e anões que passaram bem aí em frente, na estrada, indo para Thais, há uns três dias...


    __Entre outras coisas.
    Responde Arkulius, terminando de redigir sua carta e demonstrando ter escutado a discreta conversa entre os dois funcionários do Correio.


    Kevin e Wally se surpreendem e ficam sem graça, julgando que sua conversa estava sendo conduzida em um tom tão baixo que os viajantes, Arkulius inclusive, não poderiam ouvir.


    Arkulius, com um sorriso enigmático no rosto, entrega a carta envelopada para Wally: __Quanto devo ao Correio Real, jovem?


    __S-são trinta moedas de ouro, senhor.
    Responde Wally, ainda um pouco sem graça, após Arkulius demonstrar ter ouvido seu discreto colóquio com Kevin.


    Steelsoul se aproxima do balcão e indaga a Kelvin: __Esta agência fica localizada em um trecho da estrada um pouco isolado. Não há perigo de sofrer assaltos ou ataques de determinadas criaturas?


    __S-sim Alteza.
    Responde Kevin. __Há um histórico de tentativas de assaltos e ataques por parte de goblins e de orcs. Até mesmo trolls já tentaram forçar as portas. Sempre solicitamos à direção do Correio, em Thais, que peça ao Alto-Comando uma guarnição maior, para maior proteção... mas no momento contamos com apenas dois guardas...


    __De certa forma, o mesmo problema que temos em Edron.
    Intervém, com uma certa ironia, o General Falk.


    Então o Duque se dirige a todos os seus companheiros de viagem presentes na agência, inclusive os dois adolescentes, e diz: __Bem, senhores, prossigamos para Thais. Esta breve parada já nos proporcionou um pequeno descanso. Voltando-se em seguida para os dois funcionários do correio, o nobre diz: __Obrigado, senhores... senhores...


    __Kevin Postner, ao seu dispor, Alteza...


    __Wally West, ao seu serviço, Governador…


    Ao dizerem isso, os dois funcionários fazem uma pequena reverência.


    Os demais viajantes se despedem, também, dos dois funcionários e, junto ao Duque, saem da agência.


    No lado de fora, quando todos estão em vias de montar em seus cavalos, são atraídos pelo som de um forte galope, vindo pela estrada, na direção de Thais. Então passam diante da agência, em grande velocidade, Cardomius e Tomazzo, fugindo da pequena cavalaria formada pelos guardas thaianos.


    O outro oficial, além do General Falk, que acompanha a comitiva e que porta uma insígnia de capitão, diz, surpreso: __Caramba, poderia apostar que esses dois estão fugindo de alguém ou de alguma coisa.


    __Ou então boa coisa não devem ter feito, Capitão Lacinio.
    Completa o General Falk.


    __Quer que eu e alguns soldados da comitiva nos ponhamos em perseguição a eles, General? Indaga o Capitão.


    __Não será preciso, Capitão. Veja. Ao dizer isso, o General Falk aponta para a estrada, na direção de Thais.


    Os viajantes veem a pequena cavalaria de soldados thaianos que vem em perseguição aos assaltantes, desde Thais, se aproximando. Um sargento, que lidera os cavaleiros, ao perceber a presença do Duque e do General, diante da agência do Correio, insta os demais soldados a continuarem com a perseguição, enquanto ele reduz a velocidade de sua montaria e se aproxima da comitiva. Para diante dos viajantes, desmonta, faz uma pequena reverência a Steensoul: __Alteza... E em seguida se perfila e presta continência aos dois oficiais superiores presentes: __General.... Capitão...


    __À vontade, sargento...
    Diz o General Falk. __O que acontece na estrada? O que aqueles dois fizeram?


    __Assaltaram a agência do Banco de Venore em Thais, senhor.
    Responde o sargento. __Estamos perseguindo-os desde o Portão Leste da capital... mas seus cavalos são rápidos, ainda não conseguimos alcançá-los.


    Ao ouvirem isso, todos os membros da comitiva que escutam o sargento se surpreendem.


    O General Falk diz: __Agradeço sua atenção por parar e nos informar, sargento. Mas creio que seria melhor se retornasse à estrada e tentasse alcançar seus homens. Eles precisam de sua liderança nessa... operação.


    __Claro, senhor. Tentarei alcançá-los. Com sua licença, General.
    O sargento faz novamente uma reverência ao Duque e após prestar continência aos dois oficiais presentes, monta em seu cavalo e sai em disparada no encalço de seu grupo e dos assaltantes.


    __Assaltantes de banco... humpft... Thais sendo Thais... diz Akulius, ironicamente. E continua. __Se eu soubesse que eram assaltantes, poderia tentar detê-los utilizando alguns... err... truquezinhos.


    __Nos tempos em que vivemos, Mestre Arkulius, praticamente toda cidade e localidade do Reino sofre com a ação de vagabundos e criminosos. Não é um privilégio de nossa Capital.
    Diz Steelsoul. __Bem, continuemos nossa jornada até Thais, meus caros companheiros de viagem. Complementa o Duque, bem-humorado.


    Os membros da comitiva montam em seus cavalos, acenam para Kevin e Wally, que chegaram ate a porta da agência curiosos em relação aos galopes tanto dos assaltantes como dos guardas thaianos; acenam também para os dois guardas que fazem a segurança do prédio, postados na entrada, e seguem pelo caminho no sentido de Thais.


    O Capitão Lacinio aponta para a direção norte, onde pode ser visto o imponente Monte Sternum, com seu pico nevado: __Essa montanha compõe um belo cenário ao lado das florestas e pradarias verdes do entorno de Thais.


    __Sim.
    Responde o general Falk. __Vários informes do Alto-Comando dão conta que há uma grande comunidade de Ciclopes nas cavernas e profundezas da montanha... até hoje não tiveram a iniciativa de organizar uma campanha efetiva contra essas criaturas. Ficam se reproduzindo e um dia podem se constituir em uma real ameaça contra a Capital.


    __Da mesma forma que os Behemoths em Edron.
    Diz Steensoul.


    __Ciclopes são mais uma aberração saída das mãos de Brog. Diz Arkulius.


    Os dois adolescentes que seguem na comitiva observam atentos as conversas dos adultos.


    O grupo cavalga por mais quase uma hora até que consegue avistar, ao longe, as torres e as muralhas de Thais.


    __Não se pode negar que Thais, pelo menos vista de longe, se constitui em uma visão magnífica. Diz o Capitão Lacinio.


    __É um lugar extremamente interessante, que tem o seu charme, apesar dos problemas... um dos quais nós vimos pessoalmente passando diante da agência postal, lá atrás... Diz Arkulius.


    Quando a comitiva já pode ser vista pela guarnição do Portão Norte, o Capitão Grof, comandante da mesma guarnição, reconhecendo a presença de Steensoul e do General Falk na comitiva, ordena aos guardas que desobstruam o caminho, fazendo com que os viajantes e carroças que aguardam liberação para a cidade sejam realocados nas margens da estrada. Em seguida os soldados da guarnição se postam, perfilados, nos dois lados da entrada. O Capitão Grof presta continência ao governador e aos dois oficiais da comitiva. Steensoul responde com um breve movimento da cabeça enquanto o General Falk e o Capitão Lacinio devolvem a continência ao comandante da guarnição.


    Os 16 cavaleiros que compõem o imponente cortejo entram na Capital, atraindo a atenção de guardas e transeuntes próximos ao Portão Norte. Os cavaleiros dobram a esquina da Temple com a Royal.


    A guarnição que fica na extremidade leste da ponte que conduz ao Palácio Real abre caminho e se perfila diante dos cavaleiros que passam.


    No Portão, a segunda guarnição movimenta as pesadas portas e grades e, também perfilada, permite a entrada da comitiva para o pátio frontal interno do complexo de castelos e prédios que compõem o chamado Palácio Real.


    A chegada do cortejo chama a atenção dos elfos e dos anões das delegações estrangeiras que permanecem no pátio cuidando de suas respectivas montarias. Um grupo de amazonas perto de uma das entradas para a área interna do Palácio também observa, com um olhar de curiosidade, a chegada dos súditos edronianos do Rei.


    Alguns soldados da guarnição do Palácio seguram as rédeas dos cavalos do Duque, de Arkulius, dos dois oficias e dos dois adolescentes para que possam desmontar com mais conforto. Os dez soldados que fazem a escolta dos demais também desmontam.


    O Capitão Baxter vem receber os visitantes. Faz uma reverência ao Duque e diz: __Alteza, seja bem-vindo a Thais.


    __Obrigado, capitão.
    Responde Steensoul.


    Baxter se dirige ao General Falk, prestando continência ao superior: __Seja bem- vindo, General...


    __À vontade, capitão. Queira, por favor, providenciar estadia e alimentação aos soldados da escolta. Fizemos uma longa e cansativa viagem.


    __Claro, senhor, agora mesmo.
    Baxter instrui um sargento próximo ao grupo no sentido de que conduza os soldados da escolta para um dos alojamentos do Palácio e que providencie cuidados às montarias da comitiva.


    Em seguida, Baxter se dirige ao Mestre da Academia de Edron: __Seja muito bem-vindo à Capital, Mestre Arkulius...


    Arkulius, um pouco distraído observando, surpreso, a presença de elfos, anões e suas respectivas montarias, como também algumas amazonas em locais distintos do pátio interno, se recompõe e responde: __Oh, obrigado Capitão. Sabe, nunca pensei que veria esta imagem um dia. Elfos, anões e amazonas no pátio interno do Palácio Real, hehehe.


    __Todos nós aqui no Palácio também estamos nos acostumando com essa novidade, Mestre, hehe. Espero que seja um prenúncio de novos e promissores tempos, para Thais e para nosso mundo...
    Responde Baxter.


    Então Baxter cumprimenta o Capitão Lacinio, demonstrando conhecer o oficial: __Lacinio... quanto tempo... é sempre bom rever um colega de turma. Espero que tenha se adaptado à vida em Edron.


    __Baxter... fico feliz por reencontrá-lo...
    Responde Lacinio. __Edron é um lugar desafiador, mas ao mesmo tempo fascinante. Terra muito fértil, os agricultores e pecuaristas prosperam muito rapidamente, o que é bom para a economia do Ducado. O clima é bem frio e úmido, se comparado ao clima mais ameno da parte sul de Main. Há muito nevoeiro, impedindo que os raios de Fafnar cheguem com mais intensidade. O maior perigo são os behemots, que fizeram um ataque à cidade demandando muito trabalho, tanto para a 3ª Legião, como também para os sábios da Academia e guildanos lá estabelecidos, para que fossem rechaçados. Há sempre o temor de um novo ataque. Mas acho que Nora e as crianças se adaptaram bem, apesar de tudo. E com você, como vão as coisas na Capital?


    __Não posso reclamar. É bom trabalhar no Palácio. Sempre há coisas interessantes acontecendo na corte, como essas negociações envolvendo os outros reinos. Meu filho mais velho provavelmente deve ir para Rook ano que vem. Só espero que não irrompa algum novo conflito, seja contra os orcs ou contra Ferumbras... ou contra os dois, hehehe...
    Brinca Baxter.


    __É... esperemos que pelos próximos anos todo o Reino possa viver em paz, e prosperar... a guerra, ainda que necessária por vezes, traz consigo uma grande carga de sofrimento... para todos. Mas, como você deve saber, os sábios sentem que Ferumbras está reagrupando suas forças. Responde Lacinio.


    __Sim... um novo ataque é uma possibilidade real, infelizmente... Complementa Baxter.


    Steensoul apresenta os dois adolescentes da comitiva para Baxter. __Capitão... estes são Lucca Devonier e Ralf Malader, futuros cadetes de Rookgaard, inscritos pela Sagrada Ordem...


    Lucca é um jovem de cabelos castanhos claros lisos cortados um pouco acima das orelhas e da nuca, deixando a parte posterior da mesma nuca à mostra, com uma camada de cabelo raspado. Tem expressivos olhos verdes.


    Ralf é um rapaz de pele muita clara, cabelos louros, ondulados e volumosos, repartidos em uma linha divisória no lado direito do couro cabeludo. Exibe algumas sardas na altura das bochechas e possui olhos acinzentados que se movimentam com rapidez, como se analisassem cada detalhe ao redor e encimados por duas grossas sobrancelhas, como o cabelo, alouradas.


    Baxter cumprimenta os dois jovens: __Bem-vindos a Thais, cadetes. A Sagrada Ordem tem a tradição de levar a Rookgaard excelentes alunos e futuros cavaleiros.


    __Obrigado, senhor.
    Respondem os dois jovens, em uníssono, demonstrando espíritos disciplinados, quase marciais.


    __Sabe, Capitão... Diz Steensoul. __Nós deveríamos ter chegado a Thais há cerca de 3 semanas. Mas alguns contratempos atrasaram nossa vinda. Por isso chegamos com o prazo para a homologação das inscrições já encerrado. Eu já fiz os procedimentos iniciais para a inscrição desses dois jovens, mas preciso que Sua Majestade homologue os pedidos, uma vez que serão intempestivos.


    __Não há com o que se preocupar, Alteza.
    Responde Baxter. __Sua Majestade certamente homologará os pedidos, mesmo fora do prazo.


    __Ótimo, capitão. Por favor, nos conduza até a Sala do Trono. Espero que Sua Majestade possa nos atender em audiência. Devo explicações por nossa demora.
    Diz o Duque.


    __Claro, Alteza. A reunião desta manhã para as negociações com as delegações estrangeiras já deve ter se encerrado ou está em vias de acabar. Logo haverá o almoço do Rei com os demais soberanos e as negociações depois terão seu reinício na parte da tarde. Tenho certeza que Sua Majestade os receberá. Queiram me acompanhar, por favor. Responde Baxter.


    Baxter conduz o Duque, o General Falk, o Capitão Lacinio, Arkulius e os dois jovens na direção da porta norte do pátio, que conduz para a parte interna do Palácio. Um pouco antes de entrarem, os visitantes param por alguns instantes para observarem, curiosos, mais uma vez, a presença de elfos, anões e amazonas nas imediações. Depois, seguem Baxter.


    __Custo a acreditar que Ab’Dendriel, Kazordoon e Carlin tenham enviado delegações para conversar com o Rei. Achei que nunca atenderiam ao convite. Diz Falk, enquanto o grupo caminha pelos corredores do Palácio. __Mas o senhor falou em soberanos, Capitão. Quais deles vieram?


    __Todos eles, General.
    Responde Baxter. __A Rainha de Carlin, o Imperador de Kazordoon e os Patriarcas dos clãs élficos estão no Palácio para as conversações.


    __Impressionante.
    Responde Falk. __Realmente impressionante. Isso é inédito... histórico...


    __E não podemos perder esta oportunidade.
    Complementa Steelsoul. __Este encontro tem que resultar em um acordo vantajoso, para Thais e, obviamente, para os outros reinos...


    __Bem, não tenho presenciado as negociações, mas o que corre entre os militares e funcionários no Palácio é que as coisas têm estado um pouco tensas entre Sua Majestade e a Soberana de Carlin...
    Diz Baxter.


    ___Não posso dizer que isso me surpreende. Diz Steelsoul. __Conhecendo o temperamento do Rei, como também suas ideias no que se refere a Carlin, posso imaginar o quão difícil deve ser alcançar um consenso nessas negociações, mas como disse, não podemos perder esta oportunidade... Uma vês em Thais, farei tudo para convencer Sua Majestade a assinar um tratado... mesmo que tenhamos que fazer concessões generosas.


    __Faço votos no sentido de que Vossa Alteza seja bem-sucedido.
    Responde Baxter.


    __Diga-me, Capitão. Continua Steelsoul. __O Duque de Venore está participando das conversações?


    __Não, Alteza.
    Responde Baxter. __E correm boatos no sentido de que Sua Majestade não faria a menor questão de tê-lo presente na mesa de negociações.


    __Hum...
    Steelsoul exibe um sorriso sarcástico no canto da boca. __Não posso censurar Sua Majestade por isso. Se o Rei já deve tornar as negociações com Carlin difíceis, posso imaginar o que aconteceria se Abran Ironeye estivesse na mesma mesa com Eloise... aí que as coisas azedariam de vez... Steelsoul emenda: __Algum outro duque foi convocando ou convidado para as conversações?


    __Pelo que sei, além de Vossa Alteza, apenas o Duque de Thais teria sido convidado por Sua Majestade a sentar-se na mesa de negociações. Mas ele não tem comparecido às reuniões, pelo menos até agora. Se me permite comentar, são notórias as divergências do Duque com Sua Majestade, no que se refere a Carlin, além de sua idade avançada. O Duque de Thais era um grande amigo do finado Rei Julius. Mas ele não tem um bom relacionamento com Sua Majestade...
    Responde Baxter.


    __Sei, sei... Responde Steelsoul. __Estou ciente dessa situação. E muito provavelmente os Duques de Port Hope e de Liberty Bay não empreenderiam uma viagem até Thais sem uma convocação oficial do Rei... o que foi, no entanto, o meu caso...


    Arkulius indaga a Baxter: __Capitão... sabe dizer se Mestre Eclesius está participando das tratativas?


    __Oh, sim, Mestre Arkulius...
    Responde Baxter. __Mestre Trimegis teve que praticamente arrastá-lo para o Palácio. Ele não queria vir. Ainda assim, correm boatos no sentido de que Mestre Eclesius chegou a interpelar Sua Majestade, a respeito de uma cláusula da qual a Rainha Eloise discordava peremptoriamente.


    __Ahahahaha.
    Diverte-se Arkulius. __Aquele velho mago adorável… quase tão louco quanto poderoso... meu velho mestre. Uma de minhas motivações para empreender esta viagem é poder vê-lo novamente.


    __Capitão...
    Desta vez é o General Falk quem interpela Baxter. __Sabe dizer algo a respeito do envio de reforços para a 3ª Legião? Algum ofício, ou comentário entre os oficiais?


    __Lamento, senhor.
    Responde Baxter. __Nada li ou ouvi a respeito. Sei que o senhor tem pedido instantemente ao Rei que reforce o contingente em Edron, mas até onde eu sei nada foi decidido sobre o assunto...


    __Entendo...
    Reage Falk com uma expressão um tanto quanto decepcionada.


    O Capitão Lacinio, diante da resposta de Baxter e da reação do General, diz a Falk: __Senhor, devemos aproveitar a estadia em Thais para, err.. tentar convencer Sua Majestade da necessidade de reforços... não sabemos o que pode emergir dos subterrâneos de Edron...


    __Eu sei, Capitão.
    Responde Falk. __Mas talvez mais importante do que convencer Sua Majestade, é dobrar a resistência de Bloodblade. O Rei faz praticamente o que ele quer em termos militares. O General Bloodblade é que é, acredito, o grande empecilho para o envio de mais soldados a Edron...


    Lucca e Ralf vão ouvindo, muito interessados, as conversas entre os oficiais, o Duque e Arkulius, enquanto o grupo avança pelos corredores do Palácio.


    Muitos funcionários e militares, no Palácio, param para reverenciar e prestar continência ao Duque e ao General Falk, quando o grupo de visitantes passa por eles.


    Finalmente Baxter e os visitantes edronianos chegam à antessala do Salão do Trono.


    Baxter diz aos demais: __Senhores, peço por gentileza que aguardem aqui por alguns instantes. Vou notificar o General Bloodblade e o Coronel Leônidas sobre a chegada dos senhores, e de seu desejo de serem recebidos por Sua Majestade. Já retorno.


    __À vontade, Capitão. Aguardaremos aqui.
    Responde o General Falk.


    Os visitantes, sob o olhar de dois oficiais da Guarda Dourada, que guarnecem a entrada principal para o Salão do Trono, conversam entre si e admiram as estátuas, galhardetes e armas penduradas nas paredes da antessala, enquanto esperam o retorno do Capitão Baxter.


    Então, de um dos corredores que conduzem à antessala, uma delicada voz feminina exclama: __Papai!!!


    Todos se voltam para ver a autora do chamado e se surpreendem com a figura de uma jovem muito bonita, com cabelos e olhos castanhos bem claros. Os cabelos presos atrás em um coque bem feito, contido por finos fios prateados. Uma tiara prateada adorna-lhe a testa. A jovem traja um belo vestido inteiriço de cor branca, amarrado na cintura por um fino cinto metálico, também prateado. Ela vem escoltada por dois guardas palacianos que a acompanham a uma certa distância.


    Ao ver a jovem, o rosto de Steelsoul adquire como que um brilho, em uma expressão de intensa alegria: __Sofia!!! Exclama o Duque.


    Falk, Arkulius, Lacinio e os dois jovens aspirantes fazem uma reverência à jovem e pronunciam, quase que simultaneamente: __Alteza...


    Steelsoul segura as mãos juntas da jovem e as beija. Em seguida lhe beija a testa, também: __Quanta saudade, filha... sua mãe também sente muito a sua falta... Os olhos do Duque chegam quase a lacrimejar.


    A jovem beija a face de Steelsoul enquanto o abraça de maneira terna: __Também sinto muito a sua falta e a de mamãe, pai...


    Steelsoul se dirige a seus companheiros de viagem, como a pedir: __Senhores, se me dão licença, gostaria de conversar um pouco com a Princesa Sofia. Já retorno para a audiência com Sua Majestade.


    __Claro, Alteza.
    Responde o General Falk. __Fique à vontade. Assim que o Capitão Baxter retornar, o avisaremos.


    O Duque então oferece seu braço esquerdo para a Princesa, sua filha, que o segura. O dois se encaminham para um dos vários corredores que conduzem à antessala do Salão do Trono.


    A Princesa faz um sinal para os dois guardas de sua escolta, para que parem de segui-la e aguardem, um pouco afastados.


    Pai e filha vão caminhando e conversando pelo corredor, chamando a atenção de alguns funcionários do Palácio que por ali transitam, eventualmente.


    __Sentimos tanto a sua falta, filha... Diz o Duque. __Aquele castelo e mesmo toda a Edron, não são os mesmos sem a sua alegria, e o seu encanto... sua mãe sofre muito com a sua ausência...


    __Eu também morro de saudades de vocês dois, pai... e de Clara, e de Miguel. Aliás, como vão meus irmãos?


    __Ah, vão bem... Clara parece querer ensaiar um namorico com o filho mais velho do Barão... é a fase, é a idade... Miguel com o passar do tempo passou a se comportar melhor, já não quebra os vitrais e as porcelanas chutando a bola pelos corredores do castelo. Daqui a uns dois anos já terá idade para ir a Rookgaard. Não para de dizer que quer ir para a Academia. Obviamente tem enfrentado a oposição ferrenha de sua mãe quanto a isso...


    __Eu entendo mamãe... depois de eu vir para a Corte, ela não suportaria a ausência de mais um filho... mas por que demorou tanto, pai? O Rei e os demais da Corte esperavam sua chegada para cerca de três semanas atrás. Eu já estava preocupada quanto a alguma coisa ter acontecido ao senhor... o senhor já deve ter percebido que os demais reinos responderam ao chamado do Rei e os outros soberanos estão hospedados aqui no Palácio...


    __Sim, sim. Eu e meus companheiros de viagem vimos os elfos, os anões e as amazonas no pátio interno do Palácio. Ficamos impressionados. Somos testemunhas de um momento histórico e espero que tudo isso resulte em novos e melhores tempos para o nosso Reino, como também para os demais. Eu tive que adiar minha partida de Edron devido a alguns acontecimentos graves e misteriosos na Ilha de Grimvale. Várias ovelhas, porcos e mesmo bois e vacas foram atacados e estraçalhados ao longo de várias noites por alguma besta detentora de uma força fora do comum. Por fim dois camponeses também foram vítimas de ataques. Seus corpos ficaram praticamente irreconhecíveis. Behemoths não deixam suas vítimas daquele jeito. O General Falk reforçou o contingente da guarnição que fica na ilha e alguns sábios da Academia estão estudando e analisando os fatos para tentarem chegar a alguma conclusão a respeito do que possa estar causando essa carnificina... os habitantes estão apavorados e eu mesmo passei algumas noites na ilha para tentar tranquilizar os camponeses. Mas durante a minha estadia nenhum ataque aconteceu. E depois, já na viagem, pegamos vento contrário e um mar muito encapelado entre Edron e Venore...


    __Céus, pai... que coisa horrível... pobres camponeses de Grimvale... é um lugar tão bonito. Costumávamos passar alguns dias de verão na ilha...


    __Verdade, filha... mas falemos de coisas mais amenas, falemos de você... tem sido bem tratada aqui na Corte?


    __Oh, de um modo geral sim. Tibianus tem sido um bom marido, na maior parte do tempo. É atencioso e solícito. Apenas, como o pai, é cabeça-dura a respeito de algumas coisas...


    __Posso imaginar...


    __Mas minha grande amiga é a Rainha Isabel. Quase minha confidente. É um doce de pessoa. A pobrezinha sofre muito, às vezes, com alguns ataques de nervos do Rei. Aliás, pai, apenas ela sabe a respeito de uma coisa... que prometeu guardar segredo, aqui na Corte, até que se confirme... o senhor será a segunda pessoa a quem vou contar isso...


    __Do que se trata, Sofia?
    Indaga o Duque, curioso.


    Sofia olha para os lados e para trás, para confirmar que não há ninguém nas proximidades, ou pelo menos para garantir que ninguém possa ouvir: __Pai... eu tenho tido alguns enjoos por esses dias, e alguns outros sintomas... a Rainha Isabel me disse que isso se deve, quase certamente, à possibilidade de eu estar... grávida.


    Steelsoul arregala os olhos: __Filha... que notícia maravilhosa. Que os Valar te auxiliem. Sua mãe ficará radiante de alegria ao saber disso.


    __Mas espere até que tudo se confirme, pai. Até lá mantenha isso com o senhor.


    __Claro, claro. Pode deixar. Você sabe que esse bebê, se for um menino, e se a gravidez for confirmada, estará na linha direta de sucessão ao Trono Real. Você pode estar carregando o futuro Rei de Thais.


    __Eu sei, pai... mas isso para mim é o que menos importa. Só quero que seja uma criança feliz...


    __Quem está feliz com esta notícia sou eu, filha...
    Steelsoul, com uma expressão de alegria, segura as mãos de Sofia.


    Então o Capitão Lacinio aparece na extremidade do corredor onde o Duque e a Princesa caminham e chama, fazendo um gesto com uma das mãos: __Alteza...


    __Tenho que ir agora, Sofia... o Rei me aguarda... cuide-se e depois conversamos mais, filha...


    __Está bem, pai, depois falamos... boa sorte na audiência com o Rei...


    Steelsoul vai em direção à extremidade do corredor enquanto Sofia observa seu pai se afastar, com uma expressão de ansiedade.


    Quando Lacinio e o Duque retornam à antessala do Salão do Trono, encontram o General Bloodblade e o Coronel Leônidas, conversando com Falk e com Arkulius, como também com Baxter e os dois jovens.


    Ao verem o Duque, Bloodblade e Leônidas fazem uma leve reverência e dizem: __Alteza...


    __General... Coronel.
    Responde Steelsoul. __Espero que Sua Majestade possa nos receber. Devo ao Rei algumas explicações a respeito de nosso grande atraso em chegar à Capital.


    __Sua Majestade o receberá agora mesmo, Alteza.
    Responde Bloodblade. __Folgamos em vê-lo bem, e seus acompanhantes. Estávamos preocupados a respeito da possibilidade de algo ter acontecido a Vossa Alteza e aos outros, durante a viagem. Mas o General Falk aqui já nos explicou a respeito dos contratempos em Edron...


    __Sua Majestade deve estar vindo para o Salão do Trono.
    Diz o Coronel Leônidas. __Podemos entrar.


    O grupo, conduzido pelo General Bloodblade, sobe as escadas e transpõe o grande portal para o Salão do Trono. Os dois oficiais da Guarda Dourada, que guarnecem o mesmo portal, se perfilam ante a passagem do Duque, de Arkulius e dos demais oficias.


    Enquanto todos caminham sobre o grande tapete vermelho que conduz ao Trono, localizado no fim do Salão, Bloodblade diz a Steelsoul: __Vossa Alteza, na verdade, chegou em bom momento. Vosso auxílio e aconselhamento nas negociações com os dignitários estrangeiros serão muito bem-vindos. Conseguimos avançar em alguns aspectos importantes das tratativas, mas há ainda algumas... digamos... pendências, que estão atravancando a conclusão de um acordo final.


    __Me colocarei à disposição de Sua Majestade para colaborar no que for possível. É importante não desperdiçar esta oportunidade única e histórica para estreitar os laços com os demais reinos, General.
    Responde Steelsoul. E continua: __Ainda mais levando-se em conta o sentimento corrente entre os magos e druidas, no sentido de que Ferumbras estaria se fortalecendo e reagrupando suas forças. Os sábios que manipulam o mana tem uma percepção aguçada a respeito dessas coisas...


    __Podem apostar que sim...
    Diz, meio que para si mesmo, Arkulius.


    Quanto o grupo chega próximo ao Trono, ladeado e guarnecido por dois oficiais da Guarda Dourada, um outro oficial, da mesma Guarda, surge através da porta à direita e posterior ao Trono e, batendo o cabo da lança contra o pavimento, diz, de maneira solene: __Sua Majestade, o Rei!


    Ato contínuo, Bloodblade, Leônidas, Steelsoul e os demais componentes da comitiva fazem reverências e tocam os respectivos joelhos direitos no tapete vermelho, inclinando as cabeças e aguardando a entrada do Rei no recinto.


    Mas, através da porta por onde entrara, segundos antes, o oficial da Guarda Dourada que anunciara o Rei, ao invés de Tibianus quem aparece é um pequeno e serelepe cão, arfando e abanando o rabo.


    O animal perambula ágil entre os súditos ajoelhados do Rei, cheirando todos.


    Os componentes do grupo se entreolham, como a partilhar um sentimento de ridículo diante da situação.


    Os oficiais da Guarda Dourada presentes também expressam um certo desconcerto.


    Mas, logo em seguida, Tibianus adentra o Salão e, dirigindo-se ao cãozinho, diz: __Aqui, Noodles...


    O Rei caminha até o Trono e após sentar-se, dá alguns tapinhas no próprio colo, fazendo com que o cão corra em sua direção e pule sobre suas pernas, acomodando-se depois em seus braços.


    Enquanto acaricia o animal, Tibianus faz um gesto com umas das mãos, como a dizer aos membros do grupo que podem se por de pé em sua presença.


    Os visitantes se erguem e Steelsoul toma a iniciativa de se dirigir ao Rei: __Majestade, agradeço por nos receber agora, em audiência.


    __Steelsoul...
    Responde Tibianus, com o olhar direcionado a Noodles e ainda acariciando o animal. O Rei parece esboçar um pequeno sorriso sarcástico por debaixo da espessa barba. __Esperávamos que já estivesse na Corte há três semanas... atrasou-se bastante, não?


    __Sim, Majestade.
    Responde o Duque. __E justamente por isso solicitei a Vossa Majestade que nos concedesse esta audiência... Queria explicar-me, dizer dos motivos pelos quais não pude chegar antes à Capital...


    __Estou ouvindo... Steelsoul...
    Responde Tibianus, enquanto acaricia Noodles.


    __Um dia antes de nossa partida anteriormente planejada, recebi no Castelo Ducal de Edron um grupo de camponeses, habitantes da Ilha de Grimvale, juntamente com o oficial responsável pela guarnição de soldados da mesma ilha... eles me relataram alguns fatos perturbadores. Uma série de ataques a animais e mesmo a habitantes da ilha tinham ocorrido nos dias anteriores. Alguma besta-fera estava matando e destroçando suas vítimas, deixando-as praticamente irreconhecíveis. Inicialmente pensamos tratar-se de um urso, ou de uma alcateia de lobos. Mas ursos e lobos não deixam suas presas daquele jeito... Então, para tranquilizar a população local, pernoitei alguns dias em Grimvale, atrasando a partida para Thais, ao mesmo tempo em que o General Falk reforçou o contingente de soldados na ilha. No entanto, durante os dias em que estive em Grimvale, nenhum ataque ocorreu. Mestre Arkulius aqui designou um grupo de magos da Academia para estudar e tentar definir a natureza da tal criatura, e mesmo encontrar uma maneira de chegarmos a ela... Diz o Duque.


    __Não poderia ser um behemoth? Sugere o Rei, demonstrando interesse no relato.


    __Essa hipótese foi descartada, Majestade. É Arkulius quem responde. __Behemoths golpeiam suas vítimas com violência, atiram-nas a grande distância, mas não dilaceram suas carnes com dentes e garras enormes, como a tal besta demonstra ter, segundo a análise dos corpos e cadáveres de suas presas...


    __Entendo... Bem, espero que os acadêmicos consigam desvendar esse mistério, Mestre Arkulius.
    Diz Tibianus. __Recursos certamente não lhes faltam. Tenho enviado somas generosas para a Academia de Edron...


    __C-claro, Majestade.
    Responde um surpreso, e um pouco desconcertado, Arkulius, diante da afirmação do Rei. __Os mestres da Academia hão de definir a natureza de tal criatura e ajudar em sua captura ou aniquilamento...


    Tibianus dirige o olhar para Lucca e Ralf, ao mesmo tempo em que direciona sua fala ao Duque: __ Sabe, Steelsoul... eu esperava que a Sagrada Ordem inscrevesse pelo menos uns três aspirantes em Rookgaard, este semestre...


    __Eu sei, Majestade.
    Responde o Duque de Edron. __Mas temos tido dificuldades para...err ...atrair... cooptar jovens vocacionados ou interessados nas artes e ciências ensinadas em Rookgaard, e posterior seguimento nos nobres ofícios de guerreiros ou sábios... os pais de família são muito temerosos em relação aos perigos e riscos envolvidos nessas atividades e colocam muita resistência em permitir a ida de seus filhos para a Academia... no entanto, temos aqui dois jovens promissores; quero apresentar a Vossa Majestade, Lucca Devonier e Ralf Malader. São filhos de renomados cavaleiros da Sagrada Ordem... Steelsoul aponta para os dois adolescentes que, por sua vez, fazem uma respeitosa reverência ao Monarca.


    __Hum... as inscrições já se encerraram, Steelsoul.Diz Tibianus, com olhar agora voltado para Noodles, ao mesmo tempo em que acaricia o cãozinho.


    __Sim, Majestade. Mas os trouxe comigo na viagem na esperança de que Vossa Majestade, com vossa soberana autoridade, possa homologar as inscrições, ainda que intempestivas. Eu já fiz os procedimentos preliminares. Resta apenas a impressão do selo de Vossa Majestade... Responde o Governador .


    __Sei... está com os papéis aí? Indaga o Rei.


    __Sim, Majestade. Steelsoul retira de um pequeno alforje, acoplado a seu cinto, dois papiros enrolados e presos por uma fita marrom. Aproxima-se do Trono e, abaixando a cabeça em sinal de respeito, os entrega a Tibianus.


    O Rei retira a fita marrom, desenrola e abre os papiros. Os lê por alguns minutos e então se dirige ao Coronel Leônidas: __Coronel... o Selo Real...


    __Sim, Majestade.
    Responde Leônidas, indo, em seguida, na direção de uma porta localizada à esquerda do Trono, na parede ao fundo do Salão. O militar se demora por alguns minutos e em seguida retorna, trazendo uma bandejinha metálica, onde em cima se pode observar um pote e um cilindro, também metálicos. O pote é aquecido por uma pequena chama que tremula em um círculo incandescente posicionado em baixo, e contém uma espécie de fluido quente. Leônidas posiciona o conjunto em uma pequena mesa situada ao lado do Trono do Rei. Em seguida mergulha a ponta do cilindro no fluido e o entrega a Tibianus.


    O Rei pressiona o cilindro contra os papiros de inscrição de Lucca e de Ralf. Espera alguns segundos até os selos se solidificarem e entrega os papiros para Leônidas: __Coronel, leve os dois jovens para a ala onde estão hospedados os cadetes do Exército. Instale-os em um quarto confortável.


    __Agora mesmo, Majestade.
    Responde o oficial. Em seguida se dirige aos dois adolescentes: __Cadetes... venham comigo.


    __Sim, senhor.
    Respondem os dois jovens, novamente demonstrando um espírito disciplinado. Antes de saírem do Salão do Trono, seguindo Leônidas pela porta posterior esquerda, fazem uma respeitosa reverência ao Rei.


    __Agradeço muitíssimo a Vossa Majestade. Diz Steelsoul. __Tenho certeza que Lucca e Ralf terão um desempenho exemplar na Academia e no futuro serão cavaleiros destemidos a serviço de Vossa Majestade e de nosso amado Reino.


    __Sei...
    Responde Tibianus, novamente olhando para Noodles e acariciando o cãozinho. __Bem senhores... se não há mais nada a...


    __Majestade...
    Intervém o General Falk. __Por obséquio... quero crer que Vossa Majestade tenha tomado conhecimento a respeito do conteúdo de alguns ofícios que enviei ao Alto-Comando... sobre a necessidade de se reforçar o contingente da 3ª Legião...


    Mas é Bloodblade quem responde: __Falk, eu já respondi a um dos ofícios, informando que no momento não podemos abrir mão de praticamente nenhum soldado lotado na Capital. Temos que cuidar da segurança de 84.000 almas em Thais. Os outros ducados também têm suas necessidades em termos de defesa e segurança. E temos tido dificuldades em relação ao alistamento de novos soldados.


    __Bloodblade...
    Rebate Falk. __Em Edron estamos isolados do continente… em caso de um ataque os reforços demorariam muito a chegar. Você não faz ideia do que existe no subsolo da ilha. Há muitos perigos, fora a possibilidade de ataques de piratas. Por pouco os Behemoths não tomaram e destruíram a cidade, no último ataque. E também temos que garantir a segurança de 53.000 súditos de Sua Majestade que lá vivem.


    __Port Hope e Liberty Bay também estão, de certo modo, isolados da Corte.
    Responde, incisivo, Bloodblade. __Vocês em Edron te que aprender a se virarem com o que têm.


    Falk, irritado com a resposta de Bloodbalde, ensaia uma réplica: __Escute aqui, Bloodblade...


    __Generais... generais...
    Interrompe o Rei, levantando o braço. __Teremos oportunidade de discutir a respeito dos reforços e outros assuntos. Agora não é o momento. Vamos nos preparar para o almoço com os dignitários estrangeiros. Todos os senhores estão convidados a se sentarem à mesa comigo. E depois hão de participar também das negociações com vistas a um texto final para o tratado. Tibianus então se dirige ao Capitão Baxter: __Capitão, leve o Duque e os demais convidados para os aposentos já preparados para acolhê-los e informe-os dos procedimentos relativos ao almoço e às negociações.


    __Sim, Majestade.
    Responde Baxter. Em seguida se dirige aos membros da comitiva: __Senhores, acompanhem-me, por favor.


    Steelsoul, Falk, Arkulius, Lacinio e Baxter fazem reverências ao Rei e se dirigem para o Portal do Salão, no lado oposto ao do Trono, enquanto Bloodblade permanece junto a Tibianus, entabulando uma conversa com o Monarca. O General Falk, enquanto caminha, tem o semblante tomado por uma certa irritação, devido ao diálogo com Bloodblade.


    O Duque diz a Falk, de modo discreto, para que Baxter, que vai à frente da comitiva, não ouça: __Calma, General; haveremos de encontrar um jeito de dobrar Bloodblade e neutralizar sua influência sobre o Rei. E assim conseguir o envio de reforços para Edron...


    Mais tarde, por volta de meio-dia, três jovens estão parados, na rua que conduz à Prisão, a uma certa distância do prédio. Observam curiosos a movimentação de soldados e oficiais entrando e saindo da prisão, em parte como consequência do assalto ocorrido na parte da manhã, como também da perseguição e captura de dois dos assaltantes.


    __O Xerife disse que soltaria a Aruda por volta do meio-dia. Ela já deve estar sendo libertada por agora...


    __Acredito que ela vai aparecer a qualquer momento ali na porta da Prisão, Struggle...
    Responde Addae. __Vamos aguardar... é que esse assalto tumultuou as coisas, hoje...


    __Ela já já vai sair.
    Diz, por sua vez, Cadi. __O Xerife é um cara sistemático. Se ele disse que vai soltar a Aruda meio-dia, é porque ele vai solt... olha lá!!! Na porta!!!


    Na porta da Prisão, surge uma jovem bonita, ruiva, com os cabelos soltos, levando uma bolsa a tiracolo. Um pouco envergonhada, perscruta ao redor, observada pelos olhares dos guardas; alguns severos, outros escarnecedores e uns ainda de cobiça, dada a beleza da moça.


    (Continua...)

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  2. #62
    Avatar de Kerrod
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    Champz

    Intrigas palacianas? 0/

    Vem ai um herdeiro do tibianus?

    Vei gostei da treta generalissima entre o bloodblade e o falk porrada quase comeu solta ali na frente do rei e vc sabe que treta is all 0/

    Essa galerinha ai de Edron chegando eu aposto que vai finalmente rolar acordo com carlin e os elfos e os dwarfs vai todo mundo deixar o tibianus na saia justa

    Vc sabe como construir personagens ate mesmo os npcs tem estorinhas interessantes e as suas descrições detalhistas quase poupam o leitor de usar a imaginação os cenários são montados quase que automaticamente na nossa mente sua fic simplesmente da show nesse item e tudo isso usando tempo presente isso é difícil pra k

    Eu e alguns outros comentaristas volta e meia reclamamos da demora em aparecerem novos capítulos mas na moral tenho mais que agradecer por poder ler essa fic foda teu texto é duka


    Ma vê se agiliza essa poha toda ahuhauhauhauhauhauhau brinks tamo junto parca to por aqui

    Flw fera 0/
    o morcego perguntou ao outro ambos pendurados de cabeça para baixo

    _qual a pior situação que vc ja viveu dormindo de cabeça para baixo?

    o outro morcego respondeu:

    _caganeira



  3. #63
    Avatar de Lipe Tenebroso
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    Uebaa capitulo novo ate que enfim

    mew esse rei tibianus eh nojentinho ein cara metido mas tb que rei nao eh metido ne outro que merece um colante na orelha eh o bloodblade que fdp o steelsoul parece ser um cara gente boa apesar de ser nobre gostei dele gostei desse pessoal ai de edron
    bom que no final teve um gancho mostrando que os lek de rook mais a aruda vao aparecer no proximo capitulo pelo menos foi o que eu entendi gosto das muvuca que eles fazem
    aguardo o próximo nao quero te apressar nao mas vamo logo com isso


  4. #64
    Avatar de Japixek
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    Caríssimos frequentadores da Seção Roleplaying,


    Após mais um grande intervalo, segue mais um capítulo desta já longa narrativa. Antes do texto propriamente dito, seguem as respostas aos comentários. Espero que (os que porventura lerem) gostem.


    Um abraço.


    Spoiler: Respostas aos comentários




    Capítulo 14 - O Assalto - Quinta parte



    Struggle, de onde se encontra, um pouco afastado do prédio, junto a Addae e a Cadi, uma vez que os soldados não permitem aos garotos se aproximarem muito do prédio, acena e chama, em voz alta: —Aruda!!! Aqui!!!


    Ao avistar os jovens, o rosto de Aruda se ilumina com uma expressão de alegria e, sorrindo, vem rápida na direção de Struggle e o envolve em um caloroso abraço, beijando-lhe a face. Depois repousa a cabeça no ombro do adolescente: —Ah, Struggle... como é bom vê-lo... todos esses dias na cela eu não parava de pensar em você... fiquei tão feliz com sua visita, ontem, junto com os meninos... e mais feliz ainda em vê-lo aqui, me esperando...


    Em seguida, Aruda abraça Addae e Cadi: —Obrigada, meninos... vê-los na visita e aqui faz dissipar um pouco o pesadelo e a tristeza de estar ou ter estado em uma cela como aquela...


    —Já passou, Aruda...
    Diz Addae. —Importa agora olhar para frente...


    —Verdade...
    Responde a moça. —Se bem que durante algum tempo as imagens e a sensação de estar naquela masmorra vão permanecer em minha mente... lugar horrível... tenho pena dos prisioneiros...


    —Aliás...
    Intervém Cadi. —Você sabe que aquele cara que estava na cela em frente à sua se envolveu em um assalto, não sabe?


    —Sei sim... o Pierre... a gente conversou bastante na Prisão... é um cara bem interessante... tadinho, os guardas o trataram com brutalidade, o amarraram a correntes...


    Cadi fica um pouco sem graça diante da compaixão demonstrada por Aruda, em relação a Pierre, pois se lembra que pediu, junto à multidão, que o assaltante fosse linchado.


    Struggle e Addae se lembram, por sua parte, que Pierre foi capturado junto de Willborn, sendo seu comparsa, portanto. E Willborn estava junto a Cardomuius e Tomazzo, no dia anterior, quando o trio dirigiu olhares de deboche para os dois adolescentes e também para Cadi, após a visita dos jovens a Aruda, na Prisão. Mas também, como Cadi, resolvem nada comentar a respeito com Aruda.


    —Bem, meninos... Diz Aruda. —Me acompanham até minha casa?


    —Claro que sim... é para isso que estamos aqui.
    Responde Struggle, enquanto oferece o braço direito para Aruda, que o segura.


    Addae segura a bolsa de Aruda, para aliviá-la do peso.


    O grupo vai subindo a Harbour. Struggle então introduz o assunto que para ele é crucial em relação ao destino de Aruda: —Aruda... err... você conhece o Luke, né... o administrador do Porto...


    —Conheço e muito bem.
    Responde Aruda, em um tom de voz que denota uma certa irritação. —Ele não gostava de me ver perambulando pelo Cais. Ou me mandava sair ou mandava algum dos estivadores me dar o recado... na verdade ele desconfiava do esquema... err... o esquema que o Xerife contou para vocês, ontem... das cargas que o Bernie e o Sony... err... surrupiavam


    —Os caras que roubavam as cargas para você revender eram o Bernie e o Sony???
    Espanta-se Struggle. —Caramba, eu nunca desconfiaria deles dois. Eles vendiam café, chocolate quente e rosquinhas para os estivadores... eu inclusive era freguês deles...


    —É...
    Responde Aruda. —Justamente por isso quase ninguém desconfiava. Os estivadores gostavam deles. Mas o Luke estava com a pulga atrás da orelha. Aliás, acho que foi ele quem denunciou os dois à Guarda. Tadinhos. Estão lá naquelas masmorras do Xerife. Não tem ninguém para pedir por eles...


    —Poxa...
    Diz Cadi. —O Xerife já aliviou bastante para o seu lado, Aruda. Isso porque a gente foi lá pedir por você... mas eu acho que ele não aliviaria para o lado desses dois aí, mesmo que a gente pedisse...


    —Eu sei, Cadi. E agradeço demais a você e aos meninos, pelo que fizeram por mim...
    Responde Aruda. —Mas mesmo assim estou com muita pena dos dois... pelo que ouvi na Prisão o Xerife vai condenar “os dois” a trabalhos forçados em uma das minas do Rei...


    —Caramba...
    Diz Addae. —Isso equivale quase a uma pena de morte... dificilmente condenados a trabalhos forçados nas minas do Rei conseguem viver o suficiente para cumprir a pena...


    Struggle retoma o assunto: —Olha Aruda... lamento pelos seus dois comparsas... independentemente do fato do Bernie e do Sony roubarem carga do Porto, eu gostava deles... mas minha preocupação é você. E o seu futuro. Quero você longe dessa vida nas ruas. Então, olha só... o Luke está procurando alguém para servir de guia a visitantes, pela cidade... eu sei que você conhece cada canto de Thais. Então... eu estou pensando em falar com ele, pedir para ele te dar uma chance em um trabalho direito...


    —Strugglezinhoooo... alôôõ... “prestenção”... eu fiz parte de uma quadrilha que roubava e revendia carga do Porto... tenho certeza que o Luke sabe disso... o que te faz pensar que ele me daria uma chance dessas, meu amor?
    Rebate Aruda.


    —Deixa isso comigo, Aruda. O Luke gosta de mim, eu tenho crédito com ele. Além do mais eu era um protegido do Joe Pilastra. O velho Joe ainda é uma lenda entre os estivadores. Eu direi que você já... err... pagou sua dívida com a sociedade... cumpriu sua pena... merece uma nova oportunidade. Deixa comigo... eu convenço o Luke. Ele gosta de fazer pose de durão mas no fundo é uma boa pessoa.


    —Além disso, Aruda.
    Complementa Addae. —Você deve ser uma das pessoas que mais conhece Thais, seus cantos e recantos... é a pessoa ideal para esse trabalho...


    —Bom, conhecer Thais eu conheço mesmo... cada buraco dessa cidade... e tem uns buracos com cada história... vocês nem imaginam, meninos. Melhor nem imaginarem mesmo.
    Responde Aruda.


    —Então, Aruda... estamos combinados? Indaga Struggle. —Eu vou falar com o Luke e depois levo você para falar com ele...


    —Aff... tudo bem, Struggle... depois do que aconteceu vai ser muito difícil sobreviver da maneira como eu sobrevivia. Nem quero pensar na possibilidade de voltar para aquela prisão fétida... preciso encontrar um meio err... diferente, de ganhar a vida...
    Responde Aruda.


    —Beleza! Responde, eufórico, Struggle.


    Addae e Cadi também demonstram alegria, mesmo um entusiasmo, devido à concordância de Aruda.


    —Tem outra coisa, Aruda. Diz Addae. —Nos três aqui, mais aquela menina de Greenshore que você conheceu outro dia, a Genevieve... além de um rapaz que trabalha na Taverna do Senhor Frodo... err.. nós vamos dar um passeio pela cidade hoje à tarde, lá pelas duas... não quer ir com a gente?


    —Ah, meninos... que fofo da sua parte me convidarem... obrigada. Mas olhem, não fiquem chateados. Eu estou um trapo após esses dias “hospedada” naquele lugar. Preciso de um bom banho, e dormir umas dez horas seguidas. Por favor, não fiquem tristes por eu recusar. Eu realmente preciso me refazer... aproveitem o seu passeio. Quem sabe em uma outra ocasião...
    Responde Aruda.


    Addae e Cadi ficam um pouco frustrados com a resposta de Aruda.


    Mas Struggle diz: —Tudo bem, Aruda. Descansa hoje então. Mas amanhã na parte da manhã vou falar com o Luke. Conforme for, na parte da tarde vou te levar pra falar com ele, tá?


    —Aff... tudo bem, Struggle... vou ficar aguardando, então...
    Responde Aruda.


    O grupo sobe a Harbour até virar na esquina com a Sorcerer’s. Dali seguem para a área de praia de Thais, ao sul do Porto, onde se localizam vários prédios e flats.


    —Você mora por aqui, Aruda? Surpeende-se Cadi. —Poxa, é uma área legal da cidade, perto da praia. Não deve ser barato um apê nessas redondezas aqui...


    —E não é, fofo... a Aruda aqui sempre teve que “ralar” muito nas ruas para pagar o aluguel...
    Responde a moça. —Espero que, caso esse negócio de guia que o Struggle vai tentar dê certo, eu possa tirar uns bons trocados... caso contrário vou ter que me mudar para uma região mais barata...


    —Vai dar certo sim, Aruda...
    Responde Addae. —Pensa positivo. Estamos torcendo por você.


    Aruda conduz os meninos até um prédio de bom nível, com uma fachada de tijolinhos marrons. Eles sobem até o segundo andar e Aruda abre a porta de um apartamento localizado no fim do corredor: —Entrem meninos e fiquem à vontade. Esta aqui é a minha toca.


    —Ué, Aruda.
    Surpreende-se Struggle. —Nesse apartamento eu nunca vim. Eu já tinha ido naquele outro, que fica um quarteirão abaixo, mais para o sul. Não sabia que você tinha se mudado...


    —Ah, me mudei há pouco tempo, Struggle. Tem umas duas semanas. Gosto de trocar de ares. Então, meninos... que tal? Gostaram?


    Addae, Cadi e mesmo Struggle, ficam surpresos com a decoração do apartamento de Aruda. Uma bela mobília, bonitos quadros na parede e também um confortável tapete compõem a sala de estar.


    —Vou fazer uns pãezinhos para vocês. Diz Aruda, se dirigindo para a cozinha. —Já passa do meio-dia... vocês devem estar com fome.


    —Não precisa se incomodar, Aruda. Você está cansada...
    Contemporiza Addae.


    —Faço questão, meninos. Não vai demorar. Insiste a moça. —Ah... será que um de vocês poderia colocar um balde cheio de água para ferver, enquanto eu preparo a massa? É para o meu banho...


    —Já é...
    Diz Cadi, se dirigindo para a cozinha.


    Aruda prepara a farinha e o fermento para os pães.


    Após colocar um grande balde cheio de água para ferver, no fogão, Cadi retorna para junto de Addae e de Struggle, na sala: —Caras, esse apê da Aruda é bem descolado.


    —É...
    Responde Struggle. —Pena que é mantido com dinheiro de determinadas atividades… Struggle procura falar em um tom baixo, para que Aruda, na cozinha, não escute.


    —Isso agora vai mudar, Struggle. Addae tenta animar seu amigo. —Tenho fé que você vai convencer o Luke a contratar a Aruda. Então ela vai poder ter uma atividade mais decente, mais digna...


    —É... vamos torcer para que tudo dê certo...
    Responde Struggle.


    Depois de algum tempo, Aruda retorna à sala com uma bandeja cheia de pãezinhos crocantes, encimados por uma camada de queijo derretido.


    —Crunch... Nossa, Aruda. Diz Cadi. —Que pãozinho gostoso... você tem dotes culinários... já pensou em trabalhar no ramo de comida? Abrir uma padaria?


    —Sabe que eu já pensei nisso, Cadi?
    Responde Aruda. —Mas para abrir um negócio desses preciso antes acumular um pouco de dindin, como se diz por aí... capital de giro, ou algo desse tipo... crunch... humm, ficou bom mesmo... ah, Struggle, tenho um negócio guardado para você.


    Aruda abre a gaveta de um móvel na sala e pega um pequeno alforje de couro, novo, muito elegante. —Se lembra que você disse uma vez... que queria um alforje daqueles que ficam acoplados no cinto... comprei outro dia no Porto, de um marinheiro de um navio que tinha acabado de chegar de Edron...


    Cadi arregala os olhos: —Caramba... que alforje maneiro.


    Struggle segura o alforje mas pergunta, um pouco desconfiado, para Aruda: —Você comprou mesmo, ou...


    —Comprei, Struggle, comprei...
    Responde, incisiva, Aruda. —Esse marinheiro trouxe alguns e estava revendendo para as pessoas no Porto. Vendeu tudo rapidinho... quase não consegui garantir um.


    —Bonito mesmo.
    Diz, por sua vez, Addae.


    —Valeu, Aruda. Vou levar para Rook e usar por lá... Struggle coloca o alforje sobre a mesinha de centro e pega um pãozinho da bandeja. —Crunch... humm, Aruda... você tá mandando bem na cozinha.. que “diliça” de pão... crunch...


    Após Struggle mencionar Rookgaard, Aruda fica um pouco melancólica e pergunta: —Quando vocês vão partir para Rook?


    —Acho que daqui a uma semana, não é, Addae? Crunch...
    Struggle responde a Aruda ao mesmo tempo em que indaga a seu amigo.


    —Antes disso, talvez, Struggle... crunch... caso o Capitão Bluebear chegue mesmo daqui a dois dias, como estão esperando no Porto e no Exército, partiremos dois dias depois, ou seja, daqui a quatro dias. No Die Fafnar... crunch...


    —Ainda bem que já arrumei praticamente tudo... crunch...
    Complementa Struggle. —Mas pode crer que o Capitão Bluebear deve mesmo chegar no Die Uman... lobos do mar como ele e como o Fearless raramente atrasam na chegada e na partida... devemos mesmo zarpar daqui a quatro dias, então... crunch...


    —Também já tô com a trouxa toda pronta, praticamente... crunch.
    Diz Cadi. —Só faltam alguns pequenos detalhes... crunch...


    —Quer dizer que você só volta para Thais daqui a quatro anos, né, Struggle?
    Indaga, ainda um pouco triste, Aruda.


    —É... Responde Struggle. —E você vai me esperar, né?


    —Esperar... esperar... esperar para quê, Struggle?
    Indaga Aruda.


    —Ué... pra gente se casar... pra que seria? Crunch... Responde, de maneira serena, Struggle.


    Addae e Cadi engasgam com o pão e tossem: —Cof... cof..


    Aruda arregala os belos olhos verdes, apoia o cotovelo direito em uma das pernas, na cadeira onde se sentara, e o queixo sobre a mão direita e pergunta: —Está falando sério, Struggle? Ou é mais uma de suas brincadeiras?


    —Claro que eu estou falando sério, Aruda.
    Continua Strggle, em um tom de voz tranquilo. E prossegue: —Eu já não tinha dito, antes, que quero me casar com você? Crunch...


    Addae e Cadi fixam o olhar no casal como se estivessem presenciando a formação do Mundo de Tibia, quando Fardos e Umam davam contornos ao planeta...


    —Struggle... Diz Aruda, de modo terno. —Não sei se brigo com você por dizer isso, seu “sem noção”, ou se te dou um beijo... você fala uma coisa dessas com a cara mais angelical do Mundo... você ainda tem que aprender algumas coisas a respeito da vida, Struggle...


    Addae e Cadi permanecem em silêncio, observando e aguardando a conclusão da prosa entre Struggle e Aruda.


    Mas Aruda se levanta e diz: —Aff... gente... preciso descansar... mas antes preciso tomar um bom banho... Cadi, será que você poderia despejar o balde em uma tina que está no meu quarto?


    — “Xá” comigo...
    Diz Cadi, se levantando e indo para a cozinha.


    Aruda vai com Cadi, para orientá-lo.


    Addae, ainda um pouco perplexo, pergunta a Struggle: —Struggle... você estava falando sério? Quer mesmo se casar com a Aruda?


    —Ué... qual o problema?
    Indaga Struggle, comendo o último pão da bandeja. —Crunch...


    —Bom... é... bem... err... não há assim um problema... é que...
    Balbucia Addae.


    —É que o quê? Crunch... Indaga Struggle, ainda com uma cara “lavada”, inocente.


    Antes que Addae possa articular uma resposta, Aruda e Cadi retornam do quarto.


    —Obrigada, fofo. Diz Aruda para Cadi, enquanto desarruma os cabelos do jovem.


    Addae aproveita a ocasião, se levanta e diz: —Bom, Aruda. Vamos deixar você descansar. Estou torcendo para que dê tudo certo lá com o Luke.


    Aruda estala um beijo na bochecha de Addae, em seguida na de Cadi.


    Beija também a bochecha de Struggle enquanto esfrega as unhas no couro cabeludo do jovem, de maneira carinhosa e demanchando seus cabelos louros: —”Ciao” meus heróis, meus protetores. Obrigada pela visita na Prisão e por estarem me esperando na saída. E se dirigindo mais especificamente a Struggle diz: —Depois precisamos ter uma conversinha, Struggle... uma conversinha bem séria, viu?


    —Tudo bem, Aruda. E me aguarde amanhã que venho te buscar para conversar com o Luke, ok?


    —Tuuudo bem. Estarei esperando.
    Responde Aruda.


    —Tchau, Aruda. Diz Addae.


    —Té mais, Aruda. Olha, maneiro teu apê... Diz, por sua vez, Cadi.


    —Tchau, amorecos. Agora que já sabem o caminho, espero que venham me visitar pelo menos mais uma vez, antes de partirem para Rook...


    Após se despedirem, os jovens saem do prédio e ganham a rua. Addae logo indaga a Struggle: —Struggle... sério, cara, que você quer se casar com a Aruda?


    —Por que o espanto, Addae?
    Pergunta Struggle.


    —Bem... ela é um pouquinho mais velha... Diz Addae.


    —Três anos, ué. Rebate Struggle. —Eu tenho 14, ela tem 17. Não é uma grande diferença... quando eu voltar de Rook terei 18, ela 21. Aí a gente casa...


    —Eu casaria com a Aruda.
    Intervém Cadi. —Pô, mó mulherão... err.. com todo o respeito, Struggle, claro...


    Struggle franze a testa diante da afirmação de Cadi, enquanto olha para seu amigo.


    Addae insiste: —Além do mais, Struggle... tem esses lances aí da vida dela, coisas que ela fez... você sabe...


    —Addae...
    Responde Struggle. —O que importa é que ela gosta de mim… e eu dela… o resto é o resto... não me importa...


    —É Addae...
    Intervém mais uma vez, Cadi. —Se eles se gostam, tá limpo... o resto não importa...


    —Ah, tudo bem.
    Rende-se Addae. —Não sou juiz de ninguém. Você vai ser maior de idade quando voltar de Rook, Struggle... faz o que quiser da sua vida...


    —Pô, Bro...
    Rebate Struggle. —Quer dizer que para você é indiferente o que acontecer comigo? Você não tentaria me ajudar caso eu fizesse alguma besteira?


    —M-mas é justamente por isso que eu... ah, esquece, Struggle...
    Addae dá de ombros.


    __Ih, esqueci!!! Struggle dá um pequeno tapa na testa.


    —Poxa... Exclama Cadi. —Esqueceu rápido.


    —Não... não é isso...
    Rebate Struggle. —O alforje... esqueci o alforje na mesinha da sala...


    —Ué, vamos lá pegar já que ainda estamos perto.
    Diz Addae. —Pode ser que a Aruda nem tenha entrado no banho ainda...


    Os três jovens retornam para o apartamento de Aruda.


    No apartamento, Aruda se prepara para entrar no banho. Está enrolada em toalhas, como também tem uma toalha em volta da cabeça, prendendo os cabelos. Então, ouve alguém bater à porta.


    —Ah, Struggle voltou para pegar o alforje... Pensa.


    Quando vira a maçaneta, a pessoa que está do lado fora força a porta, entrando abruptamente no apartamento e empurrando Aruda.


    É um homem corpulento, de meia idade, calvo na parte de cima da cabeça mas com cabelos acinzentados longos e desgrenhados, caindo-lhe até os ombros. Usa um casaco marrom e luvas negras que deixam à mostra as pontas dos dedos.


    —Então saiu da prisão, hein. Deve ter colaborado com a Guarda e entregado o Bernie e o Sony. Diz o homem, segurando o braço direito de Aruda.


    —S-Sordos... e-eu não entreguei o Bernie e o Sony... foi a Guarda que investigou e chegou até eles... ai, está machucando meu braço... me solta, Sordos... sai daqui, preciso descansar!


    —Descansar? Que descansar o quê. Se vista. Você vai para a rua ganhar uns trocados. Nesse tempo que você e os rapazes ficaram na Prisão meu faturamento caiu muito.


    —Está maluco, Sordos? Estou cansada, acabei de sair da cadeia. Vá embora. O esquema do Porto foi desmantelado, acabou... me deixa em paz. Ai... me solta.


    —Dê o seu jeito. Use os seus “recursos”. Mas você vai faturar uns trocados hoje. Preciso me capitalizar.


    —Ai... me solta Sordos... vai embora! Me deixa em paz!


    —Solta... “ela”!!!!


    —Arghhhh... blargh.
    Sordos sente alguém segurar seu pescoço por trás, com força, sufocando-o.


    Struggle acabara de pular nas costas do homem, apertando sua garganta com força.


    Sordos, sufocado, solta Aruda e procura segurar os braços de Strugge, para livrar-se do aperto na garganta. Projeta as costas contra uma parede, na tentativa de imprensar Struggle e fazê-lo soltar seu pescoço. Em seguida grita de dor, devido a um potente chute desferido contra seus testículos: —Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh...


    Cadi acabara de chutar com força os fundilhos de Sordos, fazendo-o se contorcer de dor, com Struggle ainda pendurado em suas costas, agarrado a seu pescoço.


    —Fecha os olhos, Struggle! Addae arremete contra Sordos segurando uma jarra decorativa, apanhada de uma arca na sala e a espatifa contra a cabeça do homem. “Crash!!!”


    Sordos grita de dor e desaba contra o solo, tonto. Struggle solta seu pescoço e se coloca ao lado de Addae e de Cadi.


    O bandido tenta manter-se consciente. Expressa muita dor e esfrega a cabeça, apalpando o enorme galo causado pelo ataque de Addae. Olha para os garotos e diz: —Seus... fedelhos. Vou acabar com v...aaaai. Sordos sente muitas dores e mal consegue esboçar algum movimento, no sentido de se levantar. Quando ergue os olhos novamente, vê Aruda, parada ao lado dos três jovens e empunhando uma faca.


    —Some daqui, Sordos. Some da minha vida. Não me coloque mais nos seus esquemas.Diz Aruda, empunhando a faca de modo ameaçador.


    —Isso não vai ficar assim. Diz Sordos, erguendo-se com grande dificuldade. —Não pode sair fora dessa maneira, Aruda. E quanto a vocês, fedelhos... abram os olhos quando andarem pelas ruas...


    —Abra os olhos você, cara. Meu pai é capitão da Guarda.
    Responde, de modo desafiador, Cadi


    Sordos demonstra surpresa e um ar de preocupação ao ouvir o que Cadi dissera. Alguns vizinhos do prédio se aglomeram em frente à porta de Aruda, assustados e curiosos com o tumulto e com a discussão. Sordos então abre caminho entre os vizinhos de maneira brusca e sai resmungando, mancando e massageando a cabeça.


    —Err... desculpem... n~não foi nada... foi só uma briga de família. Diz Addae para os vizinhos parados defronte a porta de Aruda. —Com licença...


    Addae fecha a porta, não sem antes ouvir uma senhora, moradora do prédio, dizer: —Humpft... esse prédio já teve moradores de melhor nível...


    Após fechar a porta, Addae, como também Cadi e Struggle, notam que Aruda chora copiosamente, sentada no sofá da sala, com a face mergulhada nas palmas da mão.


    —Snif... Soluça Aruda. —Minha vida acabou se transformando em um inferno... snif


    Struggle senta-se ao lado de Aruda, abraça-a de maneira terna e diz: —Isso tudo vai mudar, Aruda. Você vai ver. A partir de amanhã, quando você iniciar uma nova vida, trabalhando para o Luke, tudo vai mudar. Eu prometo.


    —Isso aí, Aruda. Não fica triste. Uma nova vida te aguarda, daqui para frente. Ânimo.
    Diz Addae.


    —Ó... Diz Cadi. —Do jeito que chega gente em Thais, pelo Porto, você vai faturar uma grana trabalhando como guia. Não fica assim não. Esse submundo aí de gente tipo esse Sordos vai desaparecer da sua vida.


    Aruda enxuga as lágrimas, tenta esboçar uma expressão mais animada e diz: —Obrigada meninos, por tudo o que vocês tem feito nesses dias, por mim. Agora vou tomar meu banho e dormir bastante, pelo resto do dia. Vão fazer o seu passeio e cuidado ao andarem pelas ruas. O Sordos é o gerente de uma rede de assaltantes e trambiqueiros, tem capangas.


    —Pode deixar. Responde Cadi. —Ele que se engrace pra cima de mim ou dos meus parceiros aqui. Conto ao meu pai, e meu pai coloca a Guarda pra cima dele. Além disso, falo com o Xerife. Se o Capitão Wyat põe as mãos naquele pilantra, vai tratá-lo “aos costumes”.


    —Tá bom...
    Responde Aruda, condescendente, e emenda: —Struggle... não esquece o alforje.


    Após Struggle pegar o alforje, os jovens se despendem de Aruda mais uma vez e ganham a rua.


    —Fiquem espertos pelas ruas. Aquele pilantra pode estar na espreita. Diz Cadi. —Vamos te deixar na porta do seu prédio, Struggle.


    —Não precisa, Cadi. Moro aqui perto e sou conhecido na área. E devido ao assalto mais cedo as ruas estão cheias de guardas fazendo rondas. Vão vocês dois juntos para a área onde moram...


    —Tudo bem, Struggle. Então, duas horas na taverna do Senhor Frodo?
    Indaga Addae.


    —Tá no esquema, estarei lá. Responde Struggle.


    Struggle segue para seu prédio, enquanto Addae e Cadi vão, juntos, para as imediações da Muralha Leste, onde se encontram suas residências.


    Algum tempo depois, por volta das 14 horas, alguns hóspedes da estalagem de Frodo terminam de almoçar na taverna, no andar de baixo. A taverna, por ser Die Eru, não abre para o público em geral, mas apenas para os hóspedes. Tokel e Genevieve conversam com Tatius, em uma mesa localizada no lado direito de quem entra. Na outra extremidade, um outro hóspede, após almoçar, degusta um copo de vinho.


    Arturos vem descendo a escada para a taverna, pitando um comprido e belamente decorado cachimbo. Se aproxima do balcão, coloca uma chave sobre o mesmo balcão e diz a Frodo: —Senhor Frodo. Devo passar o resto do dia fora, junto aos novatos de minha guilda. Portanto só retorno à noite.


    —Oh, pode ficar com a chave do quarto, Mestre Arturos.
    Em seguida Frodo coloca outra chave, maior, sobre o balcão. —Vou deixar com o Senhor essa cópia da porta da taverna, caso eu já esteja recolhido quando o senhor voltar. Não costumo deixar a have da taverna com hóspedes, mas confio no senhor e abrirei uma exceção, no seu caso.


    —Hum, obrigado pela deferência, Senhor Frodo. Na primeira oportunidade devolverei a chave.


    —E o seu acompanhante, o Senhor Lizek?


    —René já está junto aos novatos. Ele saiu bem cedo e está no apartamento que alugamos para abrigar os jovens. Mas deve retornar comigo, à noite.


    Nesse momento, Lana sai da cozinha e se dirige a uma das mesas, para limpá-la. Ao passar por Arturos, cumprimenta-o com um certo acanhamento, quase um constrangimento, devido ao episódio em que René a ensinava a manejar um arco, na Arena dos Paladinos: —Boa tarde...


    —Boa tarde, minha jovem.
    Responde Arturos, de modo cavalheiresco.


    —Lana, limpe a mesa dois também. Diz Frodo a sua filha.


    —Com todo o respeito Senhor Frodo... o senhor tem uma bela filha. Certamente em um futuro próximo terá que lidar com alguns pretendentes... Diz Arturos.


    —É… estou ciente do “problema”. Responde Frodo. E continua: —Err.. sabe, Mestre Arturos… eu, err... estava esperando uma oportunidade para falar com o senhor... sobre seu acompanhante, o Senhor Lizek... ele...


    —Eu estou ciente deste “problema” específico, Senhor Frodo. Não se preocupe. Já estou cortando as asinhas do René... ele é um guildano cujos afazeres o fazem viajar muito. Pensa que pode construir um “affair” em cada porto. Mas já o estou fazendo ver que não é assim que a banda toca, ou deve tocar... a Adaga é muito exigente em relação ao comportamento de seus membros...


    —Agradeço sua preocupação e seu posicionamento em relação ao assunto, Mestre Arturos.
    Responde Frodo.


    Nisso, Genevieve e Tatius se aproximam de Arturos.


    —Mestre Arturos... boa tarde. Diz Genevieve.


    —Boa tarde, Mestre... Diz, por sua vez, Tatius.


    —Oh, olá meus jovens. Responde Arturos. —E então, vão mesmo fazer aquele passeio agora à tarde?


    —Sim, Mestre Arturos.
    Responde Genevieve. —Estamos só esperando Addae, Cadi e Struggle chegarem.


    —Humm, certo.
    Arturos dá umas baforadas em seu cachimbo. —Sabem, se me permitem fazer uma sugestão... vocês devem ter ouvido falar no Museu de Thais...


    —Ouvi sim, Mestre Arturos.
    Responde Tatius. —Infelizmente ainda não tive a oportunidade de visitar... é que o Museu só abre nos Die Eru...

    —Exatamente.
    Complementa Arturos. —E como hoje é justamente Die Eru...


    —Ah, vamos lá, Tatius?
    Entusiasma-se Genevieve.


    —Por mim, tudo bem, Gê. Vamos sim. Responde o sobrinho de Frodo. —Vamos sugerir o mesmo para Addae, Cadi e o Struggle...


    —Há peças muito interessantes expostas no Museu.
    Diz Arturos. —Vocês verão objetos arqueológicos e decorativos das antigas civilizações Tibiantida, Yalahari e Ankrahmuni, como também élfica e dwarfica... fora os objetos históricos do Reino Thaiano... e mesmo de Carlin... vale muito a pena...


    Nisso, descem da estalagem para a taverna os pais de Tatius: Frederico e Soraya. Cumprimentam Arturos e em seguida se dirigem para a mesa onde se encontra Tokel. Os três camponeses entabulam animada conversa

    —E então, Senhor Tokel... Indaga Frederico. —Nessa época mais fria o que vocês estão semeando lá em Greenshore?


    —Bem... tentamos semear algumas hortaliças e verduras como alfaces, alhos, ervilhas, favas... mas é difícil vingarem em boa proporção... sabem, ocorrem algumas nevascas nesta época do ano...
    Responde Tokel.


    —Ah, o mesmo que estamos semeando em Fibula. Diz Soraya. —O senhor já tentou cobrir as plantações com panos ou outros tipos de tecidos? Dão uma proteção razoàvel contra as geadas ou nevascas.


    —Curioso, Senhora Fermir...
    Responde Tokel. —Foi exatamente o que um vizinho meu, outro fazendeiro, me aconselhou... Após a partida de Genevieve, quando eu retornar a Greenshore, vou tentar esse recurso... err... digam-me... sabem se há terras a venda em Fibula?


    —Bem...
    Frederico coça a cabeça. —Um outro fazendeiro, amigo nosso... o Tavares... parece que colocou umas glebas a venda... ele estava com umas ideias aí... de viajar até Edron. Então ele queria fazer um dinheirinho pra comprar alguma coisa lá em Edron, sabe?


    —Hum... Edron. Eu também às vezes penso em tentar a sorte por lá... mas eu tenho ouvido tantos relatos e histórias sobre uns bichos perigosos que vivem no subsolo...


    —O senhor não quer visitar Fibula um dia desses, Senhor Tokel? Faríamos questão que o senhor ficasse hospedado conosco.
    Diz Soraya. —Assim o senhor poderia ver as glebas que o Tavares quer vender...


    —Gostaria muito, Senhora Fermir... aliás, sempre sonhei em conhecer Fibula...


    —Então... vá sim. Escreva-nos quando decidir ir... ficaríamos muito felizes em ter o senhor como hóspede, no nosso sítio. E sabe, Senhor Tokel... eu e o Frederico gostamos muito de sua filha. A Genevieve é um encanto de menina. Pena que ela mais o Tatius e os outros meninos ficarão longe por quatro anos... e, bem, o senhor não acha que ela e o nosso Tatius formam um bonito casal?
    Indaga Soraya.


    Tokel coça a cabeça, um pouco sem graça: —Err... bem... é... o Tatius é um bom rapaz, gosto dele também.


    Genevieve e Tatius, ao lado de Arturos e de Frodo, próximos ao balcão, ouvem o colóquio entre os dois homens.


    —Sabe, senhor Frodo... Diz Arturos, em um tom de voz baixo e apontando o cachimbo para o hóspede sentado, solitário, em uma mesa junto à parede. —Aquele seu hóspede ali... alojado no quarto contíguo ao meu e de René... parece estar sempre de ressaca. Agora percebo o porquê... é bom de copo. Já esvaziou duas garrafas de sua adega, pelo que pude perceber...


    —Ah.. o senhor Todd.
    Reage Frodo. —É... ele entorna bem, hehe. É dos meus. Geralmente se hospeda aqui por períodos de uma semana. Depois viaja.. e reaparece. Paga adiantado, dá boas gorjetas e, como o senhor falou, gosta de degustar bons vinhos da adega, hehe...


    —Muitas vezes pedi para limpar o quarto dele, mas ele estava com dor de cabeça e pediu para eu voltar mais tarde.
    Diz Tatius, em um tom de voz também baixo, para que Todd não possa perceber.


    —Eheh... Ri Arturos. —Já sabe a razão da dor de cabeça, Tatius. Mas o que mais me intriga nele é que, ao responder às minhas saudações e cumprimentos, no corredor da estalagem e mesmo aqui na taverna, mostrou ter um sotaque, assim, diferente...


    —É... eu também percebi isso, Mestre Arturos.
    Complementa Frodo. —Percebi que ele não é de Thais. Apesar de anotar no registro que seria da Capital. Mas não consegui identificar sua procedência. Em uma ocasião tentei puxar conversa no sentido de me informar de onde ele seria, mas ele ficou um pouco arredio a respeito e então não perguntei mais...


    —Poderia apostar que aquele sotaque é... carlinês.
    Diz Arturos.


    —Sério? Surpreende-se Frodo. —Mas como ele consegue entrar na cidade? Carlineses não são admitidos em Thais, a não ser que solicitem cidadania thaiana ao Rei e tenham seu pedido deferido. E pelo que sei, neste caso, tem que abrir mão da cidadania carlinesa, ou seja, deixar de ser súdito de Eloise, e se tornar súdito do velho Tiba... só se ele conseguiu cidadania thaiana...


    —Será que ele não veio com a delegação de Carlin?
    Pergunta Genevieve.


    —Não creio, Genevieve. Responde Arturos. —Integrantes da delegação não deixariam de ficar hospedados no Palácio. Além do mais, como o senhor Frodo disse, não é a primeira vez que ele vem a Thais...


    Nesse momento, adentra a taverna, vindo da rua, o irmão mais velho de Tatius: Tito. Tito acena para Tatius, para Genevieve, como também para Frodo e Arturos e se dirige à mesa onde estão seus pais e Tokel. Depois de cumprimentar Tokel, diz a seus pais: —Pai... mãe... subi naquela torre alta que fica perto do Portão Sul... olha... dá pra ver toda a região em volta...


    —Eu que não subo naquela torre.
    Diz Soraya. —Vou sentir vertigens lá em cima...


    —É segura, Soraya.
    Diz Frederico. —Você deveria tentar. A vista lá de cima vale a pena uma subida... vou te levar lá amanhã.


    —Mas de jeito maneira... não subo lá nem que a vaca tussa!
    Rebate Soraya.


    Tokel se diverte com o diálogo da família Fermir.


    Junto a Arturos e a Frodo, Genevieve manifesta preocupação quanto à demora de Addae, Cadi e Struggle. —Gente, Addae e os outros já deveriam estar aqui. Nós marcamos duas horas.


    Segundos após a jovem expressar sua preocupação, Addae e Cadi entram na taverna de Frodo.


    Cadi, tirando alguns flocos de neve acumulado em seu ombro, exclama em voz alta: —Rapaz... tá tão frio lá fora que é capaz da bunda rachar.


    Addae, percebendo que há pessoas sentadas às mesas, apesar da taverna estar fechada, com a porta da frente apenas entreaberta, cutuca Cadi e diz: —Shhh, Cadi, tem gente na taverna...


    —Ih, foi mal...
    Reage Cadi, percebendo que sua exclamação chamara a atenção das pessoas no recinto.


    Genevieve, rindo da afirmação de Cadi, demonstra alegria ao ver seus dois amigos: —Gente... já estava agoniada... e o Struggle?


    —O Struggle ainda não chegou??
    Surpreende-se Addae. —Ele mora bem mais perto da taverna do que eu e o Cadi... esperava encontrá-lo já aqui...


    —Será que aconteceu alguma coisa, depois que ele saiu da casa da Aruda?
    Indaga Cadi


    Addae cutuca Cadi novamente, para que ele não fale a respeito do que acontecera na casa de Aruda.


    Mas Genevieve já ouvira a referência: —Vocês estiveram na casa daquela moça?


    —Err... a gente foi lá ver uns alforjes que a Aruda está revendendo... ela... err.. ela compra de um pessoal que chega nos navios, no Porto... e revende...
    Explica-se Addae.


    —Hum... entendo. Responde Genevieve, um pouco desconfiada e franzindo a testa.


    —E aí, Tatius? Beleza? Pergunta Cadi.


    —Tudo beleza, Cadi. Responde o sobrinho de Frodo. —Hoje vou poder ir com vocês, a passeio. E voltando-se para Addae, pergunta. —E aí, Addae? Que confusão hoje mais cedo em frente ao Templo... mas acabaram pegando aqueles dois...


    —É... quase foram linchados, mas a Guarda colocou moral nos transeuntes e os levou para a Prisão.
    Responde Addae.


    Ao ouvir a menção ao linchamento pedido pelos cidadãos, Cadi coça a nuca e olha para os lados.


    Addae cumprimenta Frodo e Arturos: —Boa tarde, Senhor Frodo... Mestre Arturos, que bom revê-lo...


    Cadi também cumprimenta o estalajadeiro e o cavaleiro: —Boa tarde Senhor Frodo... boa tarde, Mestre...


    —E aí, meninos? Vão servir de guia mais uma vez para os visitantes? Hehe...
    Brinca Frodo.


    —Vamos sim, Senhor Frodo. Eu e o Cadi vínhamos comentando pelo caminho... acho que vamos levar a Genevieve e o Tatius para lugares diferentes daqueles que fomos no último passeio, só com a Genevieve... Responde Addae.


    —Como vão , meus jovens? Indaga Arturos. —Eu já dei uma sugestão para a Genevieve e o Tatius, aqui... um lugar que seria interessante visitar...


    —O Museu de Thais, Addae!
    Exclama, motivada, Genevieve. —Vamos??? Só abre nos Die Eru... então tá aberto hoje!


    —Claro, Gê.
    Responde Addae. —Coincidentemente eu e o Cadi viemos falando do Museu, no caminho para cá... vamos sim!


    Cadi puxa Addae pelo braço, levando-o alguns passos distante de onde se encontram Genevieve e os demais: —Addae... olha só... eu tinha esquecido de falar no caminho.... o Museu cobra ingresso... e eu estou “durango”, entendeu?


    —Ih... sério?
    Indaga Addae, revistando os próprios bolsos e tirando deles algumas moedas. —Caramba... e o que eu tenho nem sei se paga o meu ingresso...


    Genevieve, percebendo o teor da conversa entre os dois jovens, se aproxima deles e diz: —Meninos, não se preocupem. Eu tenho dinheiro e o Tatius também tem. Ele recebeu hoje uma boa soma do Senhor Frodo. E se o Struggle precisar, nós pagamos o ingresso dele, também.


    Tatius, também percebendo o que ocorre, diz, por sua vez: —Fiquem tranquilos, caras. Eu garanto a entrada de vocês no Museu.


    Nisso, irrompe na taverna, Struggle. Bate alguns flocos de neve em seu ombro e exibe, acoplado ao cinto, o belo alforje dado por Aruda. Também segura um pequeno farnel. —Oi galera, beleza? Indaga a seus joven amigos. Em seguida se dirige ao balcão e diz a Frodo: —Senhor Frodo, boa tarde... eu trouxe alguns biscoitos amanteigados feitos pela minha mãe, para que o senhor ponha à venda aqui na taverna...


    Frodo abre um sorriso iluminado na face e diz: —Ah... ótimo. A partir de amanhã vou colocá-los à venda. Com certeza serão vendidos todos pela parte da manhã. Hoje vou servir alguns aos hóspedes da estalagem, como Mestre Arturos aqui. Após dizer isso, Frodo abre o farnel e oferece alguns biscoitos a Arturos.


    Arturos leva um biscoito à boca, prova e diz: —Crunch... absolutamente delicioso. Vejo aqui o início de uma promissora parceria entre o Senhor Frodo e sua mãe, Struggle.


    —Mestre Arturos...
    Diz Struggle. —É um prazer revê-lo...


    —O prazer é meu, Struggle. Ainda me sinto em dívida com você, por ter agenciado aqueles carregadores para o dia da partida para Rook...
    Responde Arturos.


    —Que isso, Mestre... foi um privilégio poder ajudá-lo... Complementa Struggle.


    —Aliás… Continua Arturos, agora se dirigindo aos cinco jovens. —Como eu havia proposto ao Struggle, naquele dia no Porto... gostariam de fazer uma visitinha ao apartamento onde estão hospedados os discípulos da Adaga, seus futuros colegas em Rookgaard?


    —Eu adoraria, Mestre Arturos!
    Adianta-se, animada, Genevieve.


    —Seria demais, Mestre. Complementa Cadi.


    Addae, Struggle e Tatius também demonstram vontade de conhecer o apartamento e visitar os alunos da Adaga.


    —Então... Continua Arturos. —Eu sugiro, portanto, que vocês dividam o tempo do passeio entre a visita ao apartamento, depois ao Museu e finalmente, devido ao fato de vocês serem aspirantes ao Exército Real, o Palácio Real. Não percam esta oportunidade. Me arrependo de não ter tentado obter, há alguns meses, uma autorização para que os alunos da Adaga também pudessem visitar o Palácio. Isso tem que ser visto com bastante antecedência. Talvez eu consiga para a próxima leva de alunos, no meio do ano. Mas Victor e os demais que estão indo agora não poderão visitar o Palácio...


    —Que pena, Mestre Arturos.
    Diz Genevieve. —O Palácio Real é encantador.


    —Sim, é verdade.
    Responde Arturos. —Mas os alunos que terminam o curso e retornam a Main têm condições de visitar o Palácio, de alguma forma... bem, meus jovens, vamos então?


    Os cinco jovens se despedem de Frodo e do grupo formado por Tokel e pelos familiares de Tatius, em uma das mesas. Arturos também se despede de todos e, ao sair, faz um leve cumprimento a Todd, sentado no lado oposto da taverna. O hóspede responde levantando seu copo de vinho.


    Tatius e Genevieve olham curiosos para Todd, após terem ouvido as ponderações de Arturos a respeito do homem. Finalmente o grupo ganha a Temple, se dirigindo na direção da Royal.


    (Continua... )
    Última edição por Japixek; 19-01-2019 às 19:03.

  5. #65
    Avatar de Sombra de Izan
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    Padrão Mal se levanta

    Tava rindo aqui, enquanto lia os capítulos fiquei pensando, que é essa raio de Ducado? fui obrigado a ver no wiki, é um tipo de feudo, bem massa.

    A perspectiva de soberano de gerenciar tantos domínios não é nada fácil, li sobre a ilha grimvale, realmente essa atualização do tibia perdi, bem massa colocar na história.

    Achei massa que ficou bem sistemático a história, bem fácil de compreender os acontecimentos, está de parabéns.

    Bom aguardo novos capítulos






  6. #66
    Avatar de Shirion
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    Aa ate que enfim essa historia continua. Ja tinha lido tudo mais de uma vez e estava ansioso para ler material novo dela. É gostoso e divertido ler essa historia por causa das historias envolvendo os personagens mais os npcs

    O cadi é um fdp kkkkkkkkkkkk

    E que incrivel o desempenho da aruda na historia parabens vc aproveita miuto bem essa npc grande luta no apartamento contra o soros

    Entao faltam poucos dias dentro da cronologia da histpria para o addae e os outros irem para Rookgaard. Quando os escritores usam Rookgaard como cenario geralmente sai coisa boa. Quero muito ver isso ai

    Estou aguardando mais capitulos.

  7. #67
    Avatar de Lipe Tenebroso
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    finalmente capitulo novo

    eh fodz esperar capitulo novo mas qdo chega eu acabo esquecendo que demorou tanto pq os capitulos novos sao sempre muito fodz eu sempre acabo lendo umas 3 vezez cada capitulo pq eh muito boa essa fic

    pow a aruda ta tendo uma participacao surpreendente pra mim nao sei se vc ainda vai colocar ela com mais importancia pela frente mas eh incrivel como vc conseguiu dar relevancia pra ela alias todo npc que aparece na fic vc consegue dar um destaque bom e criar uma personalidade interessante pra eles ate mesmo uma historia de vida

    ri muito quando o strugle disse que queria casar com a aruda a reacao do addae

    quero ver como vai ser a visita do pessoal do addae na guilda do mestre arturus que muvuca vai sair disso ai

    nao vou nem ficar cobrando rapidez mas acelera isso ai

  8. #68
    Avatar de Kerrod
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    Champz

    O que é isso? O cafetão chegou e queria colocar a Aruda pra trabalhar?

    Como é que pode um negócio desse, fera? Que baixaria. Que barraco.

    Sensacional hauihauhauhauhauah

    Barraco = treta. E se treta is all então barraco Tb is all 0/

    Muito bom, champz. Então nessa fic se a Aruda conseguir o trampo ela não vai mais precisar ficar andando ali pelas esquinas de Thais afanando a grana dos noob

    So na expectativa dos próximos. Essa fic tem tantas possibilidades que cada capitulo é uma historia em si

    Flws fera tamo na área 0/
    o morcego perguntou ao outro ambos pendurados de cabeça para baixo

    _qual a pior situação que vc ja viveu dormindo de cabeça para baixo?

    o outro morcego respondeu:

    _caganeira





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