Ontem recebi o seguinte comunicado na escola:
Aí vi no g1 que vai ter paralisação começando no dia 22. Decidi entrar no site da APEOESP e encontro isto:EM DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA
A escola pública vive uma crise. Apenas 10% dos concluintes do Ensino Médio dominam os conhecimentos esperados em matemática e 38% dos universitários não dominam as habilidades básicas de leitura e escrita. Esse é o resultado de quase duas décadas de governos do PSDB em São Paulo e o governo federal nada faz para mudar essa situação. Os professores sempre se pautaram pela defesa da escola pública exigindo a melhoria da qualidade da educação: redução do número de alunos por sala, o equipamento das escolas (com construção de laboratórios, bibliotecas, cobertura de quadras, etc.) e a valorização dos profissionais em educação (professores e funcionários), única maneira de garantir aos estudantes uma escola pública de qualidade.
Porém, a realidade das escola públicas é marcada por salas superlotadas, ausência frequente de recursos nas escolas, defasagem salarial de mais de 36% e com um adoecimento cada vez maior dos professores devido às jornadas estafantes de trabalho, pois o governo não respeita a lei nacional que garante que 1/3 dessa jornada seja para preparar aulas e corrigir as atividades.
Estes ataques à escola pública se combinam com uma permanente campanha contra os(as) professores(as), que tem levado ao aumento da violência nas escolas. Diariamente somos agredidos. Nas últimas semanas 3 casos apareceram na imprensa e nas redes sociais: uma professora de mais de 60 anos da cidade Tiradentes agredida com dois socos por um aluno de 15 anos; aqui em Guarulhos na semana passada uma assistente de direção foi agredida fisicamente por um ex-aluno dentro da escola Flávio Xavier Arantes, onde segundo professores os episódios de violência são constantes; a professora da cidade de Franco da Rocha vítima da mesma violência; e o caso da professora Simone, assassinada por um aluno na cidade de Itirapina.
Por isso pararemos nossas atividades no dia 19 de abril! E chamamos aos pais e alunos a nos apoiarem, pois somos aliados na luta em defesa da educação. Precisamos unir nossas forças para defendermos o direito de nossos filhos e alunos terem acesso a uma escola pública de qualidade e enfrentar nosso verdadeiro inimigo: o governo Alckmin/Herman e todos os governos que tem aplicado a destruição da escola pública.
APEOESP
Subsede de Guarulhos, Arujá e Sta. Isabel
O que acham?AOS PAIS, ESTUDANTES E TODA A SOCIEDADE
Professores em greve! Pais: não enviem seus filhos à escola durante a greve!
Os professores estaduais estão em greve por reajuste salarial, pela jornada de piso, por condições de trabalho, pelo fim da precarização do trabalho (categoria “O”), contra a privatização do hospital do Servidor\ IAMSPE e outras reivindicações.
A greve é necessária porque o governo não negocia e não atende nossas reivindicações. Sem negociar, decidiu propor irrisórios 2% de reajuste, mas diz que são 8,1%. Na verdade 6% já estão previstos desde 2011. O reajuste de 2% significa apenas R$0,19 (dezenove centavos) por hora-aula para o PEBI e R$0,22 (vinte e dois centavos) por hora-aula para o PEBII.
No mínimo, o governo deveria, além dos 2% (que completam a reposição de inflação desde junho de 2011) dar mais 5% referentes ao que nos ficou devendo em 2012, ou seja, pelo menos 13,5%.
As más condições de trabalho, jornadas estafantes, violência nas escolas e outros fatores tem provocado o adoecimento e a falta de professores nas escolas. Os estudantes e suas famílias estão sendo prejudicados. A luta, portanto, é de todos.
Apoie nossa luta, ela é de interesse de toda a sociedade. Ajude-nos a pressionar o governo estadual a negociar e atender nossas reivindicações.
Na minha opinião isso é uma shitstorm foda. Um monte de professores meus que nem aparecem pra dar aula provavelmente estavam lá pedindo aumento de salário junto dos que realmente merecem ser valorizados.
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