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Tópico: Minha análise completa do Wii U (enorme)

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    Avatar de Sero
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    Padrão Minha análise completa do Wii U (enorme)

    Minha análise do Wii U
    Com todos os detalhes que pude lembrar

    Índice

    1. Introdução
    2. O Console
    3. O GamePad
    4. Sistema e geral
    5. O Miiverse
    6. Nintendo Land
    7. As críticas ao Wii U
    Conclusão (No fim das contas...)



    1. Introdução

    E ae, galera. Eu estive pensando em fazer esse tópico desde o começo de dezembro, mas acabei deixando pra depois por dois motivos: primeiro, tava surgindo aí na internet várias e várias análises do Wii U, de modo que eu não quis que a minha acabasse virando "mais uma na multidão dos carinhas que compraram Wii U", e resolvi esperar até as coisas acalmarem. Afinal, não adianta nada jogar uma pedrinha no rio no meio do campeonato nacional de jogar pedras. Segundo, por que não tinha tempo, e no tempo livre dava preguiça mesmo de terminar.

    De qualquer maneira, espero que gostem, e seja útil e informativo para aqueles que gostariam de saber algum detalhe sobre o console, ou que têm alguma curiosidade.

    Antes de tudo, gostaria de deixar claro que gosto bastante dos consoles e games da Nintendo. Jogo nos consoles dela desde que era bem novo, desde as épocas do NES, então é natural que eu tenha desenvolvido um gosto especial pelos consoles e jogos dessa empresa. Então, por favor, peço que não façam comentários do tipo "fanboy" ou "nintendista", primeiro por que esses rótulos são bobos e gamers sequer deviam usá-los, e segundo por que é apenas um gosto, opinião. A Nintendo é minha desenvolvedora preferida. Se você não quer ler um texto escrito por alguém que curte a Nintendo, então agradeço por ter aberto o tópico, mas não leia, você pode acabar não gostando. Se você não fica nessa de rótulos e não tem problemas com isso, manda brasa na leitura.

    Se encontrarem erros no texto, peço que me informem pra eu poder corrigi-los.

    Sem mais delongas, espero que gostem do fruto de tanto esforço!

    Obs: Adcionei mais duas "críticas", uma sobre as vendas e outra da comparação com o Dreamcast.


    2. O Console


    O console ao lado do GamePad

    Não é nenhum exagero dizer que o Wii U é um console muito bonito. Ao mesmo tempo, seu design é simples. Deixando o estilo meio quadrado o antigo Wii, o Wii U tem curvas bem maneiras, bem mais estiloso. Não é muito grande; ele mede cerca de 17cm de altura, 5cm de largura e 27cm de profundidade, sendo pouco maior do que o Wii original. Além disso, o design é bem minimalista e compacto. Parece que todo o espaço foi muito bem utilizado lá dentro.

    Como já sabem, o Wii U está disponível em duas cores: branca ou preta, ambas com acabamento "gloss", que continua sendo um ímã de digitais, mas fazer o quê, todo mundo faz videogames assim hoje em dia. Apesar de as marcas de digitais serem chatinhas, vale a pena, pois o visual tanto do console quanto do GamePad é muito bacana. Acho muito bonito.

    Também dá pra deixar ele em pé usando os dois suportes que vêm na versão Deluxe. Embaixo do console tem os lugarzinhos pra encaixar. Eu acho que fica ainda mais bonitão em pé. Estiloso.

    Ele parece um pouco mais pesado que o Wii. Não vou ficar pegando balança pra passar as gramas exatas pra vocês, mas acho que dá pra ter uma ideia.

    Na frente temos o botão power, com sua luzinha, que fica vermelha em stand-by, azul quando o videogame está ligado. Aperte esse botão uma vez para ligar seu videogame, e aperte-e-segure para desligá-lo.


    A frente do Wii U e seus botões


    O botão eject está logo acima, diferente do Wii onde ficava lá do outro lado, e tem uma luzinha chamada "disc" logo acima: quando tem disco dentro do videogame, essa luzinha fica acesa. Isso é muito legal pra saber se esquecemos um jogo lá dentro depois da jogação da noite passada. O botão reset, presente no Wii, dessa vez foi descartado. Adeus, reset. Já era muito raro usá-lo no Wii, mesmo... era melhor pra videogames que não tinham menus, como SNES, N64...


    Detalhe nas luzinhas: power em vermelho e o disc apagado, e power em azul e o disc ligado



    Logo abaixo do slot de discos temos uma tampinha, e dentro dela, uma entrada para cartão SD e duas entradas USBs. O botão sync, que antes ficava dentro dessa tampinha, no Wii U ficou de fora, logo ao lado, pra facilitar pra galera achar e tal. Sim, tinha gente que não conseguia achar o botão e não conseguia sincronizar seus controles. Caso alguém não saiba, serve para sincronizar os WiiMotes, BalanceBoard, Pro Controller e, claro, o GamePad, com o videogame. A única coisa chata é que o slot de disco não brilha igual o do Wii, era tão legal aquela luz azul.



    Em destaque o botão sync, as entradas de cartão SD e USBs

    Na parte de trás, a entrada da fonte agora é amarela. O conector é o mesmo da fonte do Wii — ou pelo menos, muito parecido —, mas está num sentido diferente, de forma que a fonte do outro videogame não entre este, e vice versa. Diga-se de passagem, a fonte dele é bem maior que a do Wii. É quase um tijolo. Tá, também nem tanto, mas é grandona. Mas até que é leve pro tamanho.

    Ao lado, a saída AV Multi, para video composto ou componente. O conector é o mesmo do Wii, então você pode pegar seu cabo do Wii e ligar aqui, vai pegar que uma beleza.

    Logo em emcima, a entrada da Sensor Bar, pra você poder usar seus WiiMotes no Wii U. Além de vários jogos, muitos menus podem ser controlados pelo WiiMote, então, se você gosta, vai poder usar. A Sensor Bar e seu conector são os mesmos do Wii, então você pode também pegar sua Sensor Bar dele e usar neste. Mas nem tem por quê, já que vem uma Sensor Bar no Wii U também.


    A traseira do Wii U; entrada da fonte, AV Multi, Sensor Bar e HDMI



    Ao lado, provavelmente o mais importante, a saída HDMI. Pra ver toda a belezura do Wii U e contemplar seus Miis em alta definição, é aqui que é importante pra você. A Nintendo foi maneira o suficiente pra incluir na caixa um cabo HDMI de alta velocidade, então não tem desculpas pra não usar logo que tirar seu videogame do pacote. A menos, claro, que você não tenha uma TV HD. Aí, você pode ir usando o vídeo composto ou componente mesmo pra ir quebrando o galho. Mas é extremamente aconselhado que se use o HDMI, obviamente.

    Logo mais, temos a saída de ventilação com a ventoinha, e finalmente, mais duas entradas de USB. Contando todas, o Wii U oferece 4 entradas. É entrada pra ninguém botar defeito. Vai dizer que não gostou da entradinha do Wii U? LOL




    3. O GamePad


    Visão lateral do controle



    Provavelmente a parte mais importante do Wii U, essência de toda a inovação que ele promete, e claro, o que vocês mais querem saber. Aposto que muita gente vai pular direto pra essa parte aqui. Espertinhos. Vê o resto também, rapaz.

    Antes de tudo: sim, é confortável. É incrivelmente confortável. Devo dizer, surpreendentemente confortável, pois eu não esperava que fosse ser tanto. Tem uma pegada muito boa, todas as curvaturas anatômicas são muito gostosas de segurar. Claro, é diferente do que segurar um controle tradicional, mas querem saber? Cada vez que eu pego num controle agora, acho esquisito. O GamePad parece ter o tamanho, formato e peso ideal para ser confortável, e ao mesmo tempo, passar uma ideia de qualidade, robustez.

    E chegamos no outro ponto polêmico, o peso. É leve, pode ficar tranquilo. Na verdade, é muito mais leve do que eu pensei que fosse. Quando segurei pela primeira vez, me surpreendi. Achei que ia ser bem mais pesadinho. Mas claro que é mais pesado que um controle normal, então, se você segurar por muito tempo com uma mão só, vai começar a sentir. Não que seja "pesado", mas o dedo parece que entorta um pouco. Mas segurar com apenas uma mão é moleza por curtos períodos, só quando os jogos pedem e tal.


    Formato confortável do GamePad. Acredite, é mais confortável do que parece



    O terceiro ponto polêmico é a bateria, e já vou dizendo: muito do que foi dito não é bem por aí. Sinceramente, reclamar da bateria me parece meio frescura; já fiquei por horas navegando e desenhando no Miiverse, fuçando nas configurações e tudo mais, até mesmo jogando, e nunca a bateria acabou no meio de uma partida, no meio de um desenho, nada.

    Claro que depende muito mesmo do que você estiver fazendo, do nível de brilho da tela, etc. Jogando um game que exige várias funções como gráficos HD, rumble, movimentos, música e sons, claro que vai gastar bem mais rápido do que se você estivesse só navegando na internet ou desenhando no Miiverse.

    Quando não estou usando o GamePad, deixo ele no cradle carregando, que fica aqui na mesinha do PC. Então posso até mesmo mexer no Miiverse ou essas coisas sem me preocupar com a bateria. Até mesmo alguns jogos dá pra jogar assim, no cradle mesmo. Só tiro ele do cradle quando realmente o jogo exige movimentos mais exagerados e ação super divertida e aventuresca. Sabe o resultado disso? Nunca acabou a bateria do GamePad. Nem uma vez. Basta deixar o negócio carregando quando não tiver numa sessão de jogo intensa. É pedir demais? Por que reclamar disso, ó meus céus? Vai entender.

    Por via das dúvidas, fiz um teste: deixei o brilho da tela no nível padrão (que é 4 de 5) e usei o GamePad pra atividades normais, como uso normalmente. Queria ver a bateria acabar. Fiquei mexendo no Miiverse, trocando mensagens, mexendo na internet, e até joguei umas partidas do Nintendo Land, de preferência dos joguinhos que mais exigiam do GamePad, com movimentos, bastante música e tal. Enquanto não estava usando pra nada, mesmo assim deixei o GamePad ligado diretão. Comecei esse teste lá pelas 6h da tarde, e sabe que horas a bateria foi acabar? Depois da meia-noite. Não parece nada pouco pra mim.

    Em suma, a menos que você jogue algum jogo que exija extremos do GamePad por horas a fio, sem tirar o dedo nem pra coçar o olho, não precisa se preocupar com a bateria. Por via das dúvidas, se não quiser se preocupar mesmo, não custa deixar a fontezinha do GamePad (que é bem pequena) perto do lugar onde você senta pra jogar, e jogue com o GamePad carregando, com o fiozinho ligado. Não incomoda, fique tranquilo. É um fio bem fininho.

    Quarto ponto polêmico, a touchscreen. Muita gente reclamou por que ela é resistiva, e não capacitiva. Minha opinião? Mas que motivo mais bobo de reclamar. Primeiro porque uma tela capacitiva tornaria o GamePad desnecessariamente caro. Pro que a Nintendo pretende, apenas um toque é suficiente por enquanto, não tem pra quê encarecer o produto só pra colocar multi-touch. Segundo, a Nintendo pretendia permitir que os jogadores enviassem desenhos pelo Miiverse e pelas mensagens, e como sabemos bem, telas capacitivas não permitem uso de stylus, mas apenas os dedos (bom, até existem acessórios pra "permitir" tal feito, mas não são muito populares e tornariam tudo mais complicado à toa). Para tudo isso, a tela resistiva era a ideal. A Nintendo sabia o que fazia desde o começo, e particularmente acho que foi uma ideia ótima: desenhar no Miiverse é divertido pra caramba, faz toda a diferença.

    Mas de qualquer forma, não há por que se preocupar, a tela é muito responsiva. Responde bem tanto com dedos, quanto com a stylus, que vem junto com o GamePad. Tocando de leve ela já responde muito bem. E a resolução? Bom, é muito boa. Não sei dizer ao certo quantos pixels por quantos pixels é, mas é muito bonita de ver, e pra mim, excelente. Fica tão bonita quanto na TV alta definição.

    Aliás, falando nisso, a telinha é atualizada muito rápido, como devem saber. Até mesmo milissegundos antes da TV. A transmissão do vídeo e áudio é realmente ótima, nunca dá o menor lag, a menos que você vá longe do console. Não medi a quantos metros de distância pega, mas também depende bastante das "barreiras" que o sinal encontra, como paredes, móveis, etc. Consigo ir nos cômodos próximos, mas quando chega na sala, o sinal não consegue passar a parede e os móveis direito, começa a dar lag e perde o sinal. Quando o sinal começa a ficar ruim, já aparece um aviso pra você ir mais perto do console, então nunca acontece de ficar dando lag sem saber o motivo. O mais importante é que eu consigo jogar em qualquer lugar do meu quarto, por exemplo deitado na cama. Dá pra ir até o banheiro, se quiser.

    O problema aqui é que as paredes são grossas. Talvez se a casa tiver paredes mais finas, ou de algum outro material, ou sei lá, aí seja melhor. Mas pra mim tá excelente poder jogar em qualquer lugar do quarto sem o menor lag. Cara, eu já ficava feliz com controle de fio comprido. Controles wireless são minha alegria até hoje, jogar aqui da cadeira do PC é ótimo.

    Okay, terminamos os "pontos polêmicos", né? O GamePad é muito confortável sim, não é pesado, a bateria dura mais do que andam dizendo e tudo que você precisa é ter o fiozinho por perto, a touchscreen é muito boa e não precisava ser capacitiva, e a transmissão de sinal é ótima. Ah, e o GamePad não esquenta. Nem um pouquinho. Nada mesmo, nadinha. Só o calor da sua mão. Belê?

    Finalmente, vamos aos detalhes do GamePad.

    Os botões são os clássicos B, A, Y, X, criados lá no SNES. Eles são pequenos, confortáveis, gostosos de apertar e têm uma leve texturinha. Os botões +Start e -Select, logo abaixo, não clicam mais, diferentes dos do WiiMote. Agora pressionam igual aos outros, e ficaram muito bons assim. Aliás é muito legal ver o Select ainda por aí, depois de tudo que fizeram pra tentar "sumir" com ele no N64 e no GameCube. Sempre gostei do Select. Bem vindo de volta, Select.


    Detalhe nos botões principais


    Embaixo da telinha, temos três botões que clicam. Sim, esses são os únicos que clicam; Power, que serve pra desligar e ligar o console, claro; TV Control, uma baita novidade, serve pra você controlar sua TV. Sim, controlar sua TV, pois o GamePad é um controle remoto universal. Bom, tem algumas marcas que não pegam nele, mas a maioria sim. É muito fácil registrar sua televisão nele, basta ir até as configurações, entrar na opção de configurar a TV e colocar o nome da marca dela. Pronto, a partir daí ele vai começar a testar vários tipos de sinais diferentes, um por um, até achar um deles que funcione na sua TV. Consegui registrar uma Philco já um tanto antiga, que tem uns 10 anos, mas não consegui registrar uma Gradiente de uns 5 anos atrás, porque não tem a Gradiente na lista das marcas. Enfim, vai depender da marca da sua TV. Também dá pra registrar um receptor daqueles de cabo ou satélite, mas claro, depende da marca.


    Detalhe nos botões Power, TV Control, LED indicador de bateria, Home e o pequeno microfone


    Ah, e do lado desse botãozinho temos a luzinha indicadora da bateria: quando tá boa fica apagada, quando tá acabando fica vermelha, e quando chega no crítica, fica piscando feito doida. É a hora de correr pro cradle. Quando tá carregando, fica laranjinha, e as vezes também fica azul. O azul eu ainda não entendi por quê, dei umas lidas no manual e não vi sobre isso ainda. Vou ver melhor. Mas sei que fica azul quando tá ligando o console.

    Por fim, bem no centro, o terceiro dos clicáveis, o botão Home. Bem maior do que o que tinha no WiiMote, e mais bonito também, tem uma luzinha em volta que pisca azul quando você recebe uma notificação; se algum amigo fica online, se alguém tá te chamando pra uma vídeo-chamada no Wii U Chat, etc. Alguns reclamaram dessa notificação, dizendo que é muito "sutil" e pode passar despercebida. Bem, eu gostei dessa sutilidade, e até agora não me passou despercebida nenhuma vez a luzinha piscando. Pisca várias vezes, até. Ao lado, claro, o logo do Wii U, bem da hora.

    Do lado esquerdo temos o +Control Pad, ou simplesmente D-pad, que se parece muito com o do Classic Controller do Wii, mas mais confortável e gostoso de usar.


    Detalhe no analógico esquerdo e D-Pad

    E, logo acima, temos o analógico esquerdo. Do outro lado, acima dos botões BAYX, eis o analógico direito. Esses analógicos são realmente legais e vale a pena uma descrição mais detalhada.

    Primeiro de tudo, é legal ver a Nintendo fazendo um controle com dois analógicos de novo. O último foi o GameCube, e isso já faz um tempinho. O controle do Wii, com o Nunchuk, tinha apenas um analógico, e por isso jogos como Zelda Twilight Princess e Zelda Skyward Sword sofreram por não ter um controle de câmera. Até tinha jeitos de fazerem, mas enfim...

    A primeira coisa que me surpreendeu nesses analógicos é que eles não tem aquelas "ranhuras" que todos os analógicos da Nintendo costumavam ter, desde o N64, passando pelo GameCube, até chegar no Nunchuk e Classic Controller do Wii. Pela primeira vez, um controle da Nintendo tem analógicos "lisos", e eu particularmente não gosto muito de analógicos lisos, mas esses me surpreenderam.

    São muito, muito confortáveis. Impossível expressar o quanto. Até lembra a suavidade dos analógicos do DualShock, mas é ainda muito mais suave de deslizar, na minha opinião, claro.

    Além das "ranhuras", os analógicos anteriores tinham uma certa resistência lá dentro. Difícil de explicar, mas é como se você pudesse "sentir" as direções. No Wii U, isso acabou, o analógico é totalmente solto e livre.

    Pela aparência, se parecem muito com os analógicos do Nunchuk e Classic Controller, mas não se deixe enganar; são bem melhores. A pegada parece aprimorada, e ele é um pouquinho mais largo e menos alto, sendo mais confortável que o do Nunchuk.

    Algo que me chama atenção neles, e não consigo expressar muito bem, é a "sensação" que eles passam. Quando você segura ele e solta de leve, emite um sonzinho quase imperceptível, meio que metálico. Pode parecer um detalhe muito detalhístico, mas me passa a impressão de qualidade, sei lá por quê. Ah, e os dois analógicos clicam. Primeiros analógicos clicáveis da história da Nintendo.

    O GamePad também tem dois speakers, um de cada lado, proporcionando som estéreo. São infinitamente melhores que aquele speaker do WiiMote, não há nem comparação. O som que sai é de qualidade. Tem ainda um microfone, que serve pra algumas coisas em certos jogos, e principalmente, conversas de vídeo. Só não dá pra conversar por ele no meio de uma partida online, porque já pensou tentar falar algo no microfone no meio do barulho da TV e os sons emitidos pelo GamePad? Ninguém ia te ouvir. Aí precisa comprar um headset.

    Falando em chamada de vídeo, temos uma câmera logo acima da tela, que serve exatamente pra isso. E serve também pra colocar sua cara em alguns jogos e aumentar a diversão — ou sua vergonha —, assim como tentar fazer Miis parecidos com uma foto sua. Esse espaço que tem perto da câmera é uma sensor bar, diz que alguns jogos vão usar o WiiMote apontando para o GamePad.

    Ah, embaixo do D-pad tem um NFC reader/writer. É um negócio lá pra comunicação com trecos próximos. Não parece estar sendo usado no momento, mas há planos para jogos que o usem. Se quiser saber mais sobre ele, é só pesquisar, mas com certeza é promissor ter essa tecnologia no controle.

    Tem também dois shoulder buttons L e R, claro, que dessa vez são mais shoulder buttons do que nunca; estão bem, bem, bem no ombro mesmo do GamePad. É bem gostoso de pressionar eles, até lembra um pouco os do Classic Controller, mas a textura é diferente e a sensação geral é outra, totalmente. É bem legal mesmo apertar eles.


    Detalhe nos shoulder buttons e gatilhos


    Mais embaixo, atrás (lol), temos os gatilhos ZL e ZR. Cara, que gostosos são. Legais de apertar, confortáveis, com um formato legal pro dedo, pressionam de um jeito legal. Conforme você pega o GamePad, eles ficam bem nos seus indicadores, de um jeito muito natural.

    Atrás também tem um botãozinho sync, pra sincronizar com o console e tal, mas é tão pequenininho que acho que só dá pra apertar com a stylus. E, claro, tem a tampinha da bateria.



    Em cima tem a entradinha do carregador, que parece um mini-USB, mas é diferente. Um cabo mini-USB normal não entra aqui. Do lado, uma entrada pra fone de ouvido, e logo após, um transmissor infravermelho, provavelmente pra controlar a TV e tal. Mais pra lá, o slide de volume, que no princípio achei muito pequeno que pensei que ia ser complicado controlar o volume nesse negócio. Pensei que ia ser, tipo, tudo ou nada. Mas não, o volume muda legal só de mover um pouquinho, dá pra controlar bem. E finalizando, a stylus ali guardadinha na casinha dela. Achei a stylus meio pequena no começo, mas agora acostumei, então não sei, né. Pra mim tá legal.


    Entrada do carregador, fones, negócio infravermelho de controlar a TV e o controle de volume


    Atrás tem uma entrada que parece ser para um tripé ou algo assim, aparentemente não está sendo usada para nada ainda.


    Pra que será esse buraco?



    E embaixo do GamePad tem dois contatos dourados que servem pra carregar no cradle.


    Entrada misteriosa e contatos para carregar


    Tem também uma entrada misteriosa que, pelo que eu saiba, ninguém sabe ainda pra que serve. Surpresas pro futuro.




    4. Sistema e geral

    O Wii U é, de maneira geral, fácil e gostoso de navegar. Os menus têm músicas muito legais, é maneiro ver que colocaram tanto empenho nas mínimas coisas.

    Ao ligar o console, depois da tela com o logo do Wii U, chegamos ao menu principal. Enquanto no GamePad você tem acesso aos aplicativos disponíveis, na TV você pode ver o WaraWara Plaza, onde Miis do mundo todo se reúnem sob os ícones dos jogos sobre os quais estão comentando. É possível clicar neles, ir até o Miiverse e responder o post, entre outras coisas. Você pode alternar entre as telas apertando X.


    O menu principal do Wii U, como aparece no GamePad



    O primeiro aplicativo é o do slot de disco; é aqui que vai aparecer o jogo quando você inserir o disco no seu Wii U. Depois, temos o Mii Maker, pra você criar seus Miis; System Settings, para configurações e opções; Netflix; Youtube; Amazon Instant Video; Hulu Plus; Wii Menu, que é onde você pode acessar o assim chamado "modo Wii" e jogar seus jogos do Wii, incluindo WiiWare e Virtual Console; Daily Log, para checar os jogos que estão sendo mais jogados, tempo de jogo de cada um deles e etc.; Parental Controls, para permitir ou restringir acessos; Health and Safety Information, informações básicas sobre cuidados; e Wii U Chat, para conversas de vídeo com seus amigos. Todos esses aplicativos podem ser movidos para deixar na ordem que você mais preferir.

    É possível navegar por tudo na tela usando o D-pad, o analógico, ou simplesmente tocando.

    Embaixo há quatro ícones fixos; Miiverse; eShop, para comprar seus jogos, baixar demos e aplicativos, que infelizmente ainda não está disponível para o Brasil; Internet Browser; Nintendo TVii, um recurso ainda indisponível para assistir séries, vídeos, filmes e programas; e Notifications, onde você receberá as notificações sobre updates, notícias e coisas afins. No cantinho superior fica aparecendo o usuário que você está usando. A cor azul indica que o acesso à internet está beleza.

    A qualquer momento você pode pressionar o botão Home para acessar o Home Menu. Nele há várias informações, como qual usuário você está usando, estado da bateria do GamePad e dos WiiMotes, data, hora, configurações dos controles, Manual digital, acesso ao Wii U Menu, e uma listinha dos aplicativos multi-task; são esses que apareceram aqui, e você pode acessá-los a qualquer momento, até no meio de um jogo.

    Nas opções é possível configurar bastante coisa, como configurações de internet, dispositivos de armazenamento, data e hora, configurações da TV (tipo de conexão, HDMI ou não; resolução; widescreen ou standard; tipo de som mono, stereo ou surround), controle da TV, configurações do GamePad, redução de burn-in, configurações dos WiiMotes e Sensor Bar, desligamento automático, informações do console (idioma, país de residência, etc.) checar updates. Tem ainda a opção de deletar todas as configurações.

    Falando de update, o tão falado "update inicial" não demora lá tanto assim. Eu não fiquei marcando a hora, mas garanto que foi no máximo umas duas. Deu tempo de ler os manuais, arrumar as coisas, sair pra comprar uns pisca-piscas e enfeitinhos pro Natal, e quando cheguei já tava quase no fim. O segredo é não ficar olhando.

    Outra coisa muito comentada é que os aplicativos demoram "uma eternidade" pra abrir e fechar. Isso é uma meia verdade; alguns aplicativos, específicos, demoram um pouquinho pra abrir, mas chamar de eternidade é exagero de rancar o toco. A maioria deles demora entre 15 a 20 segundos pra abrir, o que pode não ser a velocidade supersônica, mas não incomoda nem um pouco. Sinceramente, são segundos, fala sério. Alguns também depende da sua conexão à internet, que se estiver lenta, acaba fazendo ele demorar pra abrir também.

    Alguns são um pouco mais pesados, como o Wii U Chat, que chega a demorar uns 30 a 45 segundos pra abrir, mas dá pra entender, já que é um aplicativo pesado para conversa de vídeo. Diga-se de passagem, a câmera do GamePad é bem legal, pega iluminação muito bem até de noite (coisa que minha câmera digital, webcam e câmera do notebook não fazem, precisam de iluminação ou sai tudo escurão). A qualidade é bem maneira pra uma câmera num controle.

    Mas sim, é verdade que o sistema, de maneira geral, está um tanto lento. Poderia ser mais rápido, sem dúvidas. Felizmente, a Nintendo já garantiu que vai corrigir a mancada com dois updates futuros. O primeiro será lançado logo logo, já no outono (primavera lá pra eles).

    Sobre o desempenho do console, não tenho do que reclamar. Pelo que testei, ele não esquenta praticamente nada (diferente do meu Wii que as vezes virava um forninho). Sempre que coloco a mão nele, tá fresquinho. Não faz muito barulho também, mesmo com disco dentro. O Wii fazia mais. Li naquela crítica do UOL Jogos que o console "fazia mais barulho quando não tem disco dentro", e se na época já não entendi, agora muito menos. Sem disco, o console fica praticamente mudo. Só se você chegar com a orelha pertinho dele, você ouve o som suave da ventoinha. Com disco dentro não muda muita coisa.

    Tela de carregamento do F-Zero, do Virtual Console


    Reparei que ele carrega os discos mais rápido que o Wii. Mas no geral, como os jogos dele são bem mais pesados e requerem mais loading, acaba demorando um pouquinho mais pra começar o game. As coisas meio que se equilibram, aí.

    E falando dos discos, cara, que discos maneiros. As bordas são diferentes dos outros discos, são redondas, lisinhas. Sei lá, difícil explicar, mas pra mim, me lembra a borda de um copo. Passa o dedo na borda de um copo bem lisinho e você vai ter uma noção de como são as bordas do disco do Wii U. É muito legal de segurar. Incrível que eles tão colocando empenho nas mínimas coisas.




    5. O Miiverse

    E o Miiverse? Ah, o Miiverse é um negócio à parte. Eu juro, não achava que seria lá muito divertido. Achava que ia ser tipo uma rede socialzinha e pronto, nada demais, só pra dar uma interagida. Como eu me surpreendi quando fui navegar nele pela primeira vez e não conseguia mais sair pra dormir...

    Ele é um "rede social", se é que podemos chamar assim, exclusiva para donos do Wii U. Exclusivamente para falar sobre jogos. De gamer pra gamer. Simples, mas extremamente viciante. Existe uma comunidade para cada jogo disponível, onde você pode ver as postagens da galera, cada um usando seu Mii. Podem ser simples mensagens de texto, mas também desenhos feitos à mão com a stylus, e ainda compartilhar screenshots do seu gameplay. Muito útil pra pedir dicas, mostrar algum feito, ou simplesmente se divertir. São muitas pessoas comentando o tempo todo, de todas as partes do mundo, de modo que nunca para de chegar mensagem nova. É muito difícil ler todas, praticamente impossível. Lá pelas 7h da noite começa a aparecer um monte de japonês. Você também pode marcar um post como spoiler, assim o conteúdo vai ficar escondido e só quem quiser, clica pra ver, e você não estraga a surpresa de ninguém contando quem é o chefão da terceira dungeon do jogo.

    Escrever é muito fácil. Além de poder usar a touchscreen pra isso, os botões ajudam também. O Y dá um espaço, o B apaga uma letra, o analógico direito move o cursor sobre as letras, e por aí vai. Tudo muito prático e simples.

    Os desenhos são um universo à parte; alguns são simples e divertidinhos, outros simplesmente toscos, enquanto outros são verdadeiras obras de arte. Nem entendo como podem fazer tanto coisa em tão pouco espaço. Um, por exemplo, o cara conseguiu o tom "cinza" pintando pixel por pixel, um de branco e um de preto. É de se admirar a paciência da galera. Agora inventaram um jeito mais fácil de fazer o tão cobiçado cinza, e tem mais desenhos cinzas por lá. E tão começando também a fazer desenhos que parecem fotos. É uma arte e tanto.


    Exemplos de desenhos no Miiverse; encontramos desde rabiscos descontraídos até verdadeiros artistas



    Você recebe uma notificação sempre que alguém comenta um post seu, comenta onde você comentou ou dá Yeah! no post que você também deu, então dá pra ficar bem por dentro das coisas. Ainda é possível trocar mensagens com seus amigos, o que é bem divertido.

    Vi algumas críticas dizendo que a "moderação de lá é muito rígida e não permite nada". Bom, se esse "nada" são palavrões, desenhos obscenos e grosserias, realmente não permite. Assim que algo "errado" é postado, é deletado em minutos, às vezes segundos. Os administradores estão sempre atentos, e isso é muito bom; afinal, o Miiverse é pra ser um ambiente agradável e gostoso de participar, bom para todas as idades. Não pode mesmo deixar certos comportamentos. A galera lá é bem educada e muito gente boa, realmente é legal participar.

    Acho que o navegador também merece um comentário. Eu não esperava que fosse ser tão rápido. Chega a rivalizar com o do PC em velocidade. É fácil e simples de usar, e tem atalhos em todos os botões. Dá pra salvar abas, colocar favoritos, etc. Quer dar um zoom? Simplesmente use o analógico direito (e tem gente que reclama que não dá pra fazer "movimento de pinça" pra zoom... sinceramente, pra quê vou querer pinça, se tenho isso?). Rolar pela página? Analógico esquerdo. Voltar uma página? Aperte L. Quer navegar pelas tabs abertas? Aperte ZL ou ZR. E por aí vai, são vários atalhos bem úteis que facilitam muito a navegação. Claro, tudo também pode ser controlado na touchscreen.


    Exemplo de navegação pelo browser do Wii U


    Também vale citar que praticamente todos os menus podem ser controlados pelo direcional, analógicos e botões, o que facilita muito às vezes quando não queremos ficar tocando na tela.




    6. Nintendo Land


    A capa do game



    O Nintendo Land, jogo que vem junto com o pacote Deluxe, realmente me surpreendeu, e vi várias pessoas no Miiverse comentando o mesmo. É realmente muito bom e mostra bem o que o Wii U pode fazer. Em alguns jogos, a interação entre GamePad e TV é indispensável, precisando prestar atenção em ambos; em outros, dá pra jogar apenas no GamePad, e a TV vira uma tela secundária; em outros, é o GamePad que vira secundário, enquanto a TV tem a ação; em outros ainda, o GamePad é como se fosse uma janela para o mundo virtual, sendo possível girá-lo para todos os lados, baixo e para cima, para olhar o mundo do game. Quer ver o céu? Olha pra cima pelo GamePad. Que tal checar as texturas do chão? Olha pra baixo pela sua janela mágica. Cara, é maneiro demais.


    Os três jogos "solo" (que também tem opção multiplayer); devo dizer que são meus favoritos


    Os minigames são bem variados e dá pra viciar muito em alguns. Tem pra single player, multiplayer, e vários modos diferentes. E os joguinhos têm várias dificuldades, fases e missões, o que quer dizer muito mais profundidade em comparação ao "jogo-carro-chefe" do Wii, o Wii Sports. É uma pena que, por motivos óbvios, não emplacou como o Sports.

    Claro, vale ainda falar do disco mais uma vez, que tem bordas arredondadas maneiras.



    Arte do disco Nintendo Land





    7. As críticas ao Wii U

    Sempre que sai um novo console da Nintendo ele é bombardeado com críticas e dúvidas de todos os lados, e com o Wii U não seria diferente. Algumas críticas que li por aí são muito infundadas. Outras até fazem um certo sentido, mas são meias verdades. Algumas salientam exageradamente defeitos mínimos, dando impressão que são grandes problemas insuportáveis. E outras, ainda, são simplesmente acusações de gente que nunca encostou a mão no console.

    Pelo que eu vi, senti e percebi no console, vou responder algumas delas.


    Comprar o Wii U não compensa ainda, porque tá caro, tem poucos jogos e tá dando problema.

    A mais batida de todas. Pra ser bem sincero, nunca realmente compensa comprar um console logo no lançamento. A biblioteca de games sempre é pequena, os gráficos ainda são ruins, problemas existem mesmo. Por que com o Wii U seria diferente? Só vai realmente "compensar" se você curtiu muito o videogame, curte a Nintendo e confia que vai ser um console bom, ou não se importa com a biblioteca de jogos e quer apenas se divertir com o videogame do momento, tendo uma novidade em mãos.

    Agora, falar que tem poucos jogos é simplesmente uma inverdade. O console já lançou com 27 títulos, sendo a segunda maior launch window até hoje, perdendo apenas para o PS2 com seus 29 jogos. E olha que o PS2 justamente era conhecido por ter uma vasta biblioteca de jogos, isso era o seu forte. Se fosse assim, não compensaria ter comprado o Xbox 360 no lançamento, com "apenas" 18 jogos. E isso não impediu os fãs e muita gente de comprar o console. A mesma coisa com o PS3 e seus 13 jogos, não impediu a galera de comprar no lançamento. Novamente, por que com o Wii U seria diferente? E olha que ainda você pode jogar os jogos do Wii, incluindo WiiWare e Virtual Console, fora os que serão lançados em breve para o Vitual Console do Wii U.

    É verdade, porém, que muitos desses jogos são ports de outros consoles. Pra quem nunca jogou eles é ótimo, mas pra quem já tem eles em outro console, realmente não compensaria, a menos que a pessoa queira muito as novidades do GamePad. Também é verdade que a Nintendo não lançou muitos jogos dela no lançamento: tivemos apenas Nintendo Land e New Super Mario Bros. U, que apesar de ser muito divertido, não está à altura de um lançamento de console. Deviam ter lançado um grande jogo exclusivo que realmente fizesse a diferença. O Wii, por exemplo, lançou com o super-bem-vendido Wii Sports, e o aclamado The Legend of Zelda: Twilight Princess.

    Sobre o problema, os únicos que vejo reclamarem (fora o tal "faz barulho quando não tem disco dentro") são lentidão pra abrir aplicativos, e um tal "brick" que na verdade não é bem como dizem por aí. O primeiro é fácil de ser resolvido através de patches, estamos nos primeiros meses do console e os patches já foram prometidos. Ainda há muito que pode ser melhorado.

    O tal do "brick" é que algumas pessoas decidiram simplesmente rancar o console da tomada durante o primeiro (e mais importante) update, e aí o aparelho deu pau. Fico pasmo com isso. Desde quando desligar algo em pleno uso é boa ideia? Até um memory card pode ficar corrompido se retirar ele durante um save. Conheço gente que corrompeu o save de Pokémon do Game Boy por desligar durante a gravação. Até o famoso truque crooked cartridge pode arruinar seus saves, corromper seu game ou até dar pau no videogame, tudo por mexer no cartucho enquanto está sendo usado. A gente tá careca de saber que isso acontece. E olha que o console ainda pede que você não desligue durante o procedimento. O que raios alguém imagina que pode acontecer de bom em puxar o videogame da tomada durante um update importante?

    Enfim, obviamente não fui doido de testar, mas dizem que não é realmente um brick, que o console apenas não consegue carregar os menus e tal, mas continua baixando o update mesmo sem avisar. Teoricamente, tudo ficaria bem depois do update terminado, mas vai saber. Também dizem que não é perigoso desligar durante o update, mas durante a instalação dele.

    Qual lançamento de console foi melhor que esse? O 360 teve seu RROD, o PS3 sentiu o baque da YLOD, o PS2 sofreu com DRE. E nada disso impediu ninguém de comprá-los. Sejamos sinceros, os consoles da Nintendo são os que menos dão problemas no lançamento, historicamente falando.

    Sobre ser caro, bom, isso é mais no Brasil, né. Nem precisamos comentar os preços daqui e as dificuldades pra importar e tal.



    O PS3 e o Xbox 360 já tão aí faz tempo e têm muitos jogos, e mais jogos vão sair. Então o Wii U não vale o investimento ainda.

    Quero ver se vão falar isso quando sair o PS4 e o Xbox 720. Quando chegar lá, e o Wii U já tiver um ano ou mais de estrada, com vários jogos maneiros, aposto quantos tazos quiser que ninguém vai falar algo do tipo: "nossa, o Xbox 720 não compensa, ainda tem poucos jogos... compensa mais o Wii U, por que tá aí já faz um tempinho a mais, quase um ano, tem mais jogos e tal". Duvido que alguém fala. Duvide-de-o-dó.

    E realmente, jogos são tudo o que contam? O "mesmo jogo", no mesmo controle, do mesmo jeito de sempre, só que com melhores gráficos e duas ou três novidadezinhas não muito exclusivas?

    Duvido muito que a maioria dos gamers tem várias e várias de centenas de títulos em casa. Por que, então, se cobra tanto o "número de jogos"? Acho que só pra ter o que implicar, não é possível. De todos os jogos que têm por aí, apenas algumas dezenas realmente me importam, e outras centenas nunca vou relar a mão, provavelmente.


    Os gráficos do Wii U não parecem melhores que os do PS3/360.

    Isso nada tem a ver com a potência do aparelho e se deve a três motivos; primeiro, os jogos que o Wii U recebeu até agora das third-parties são, pelo menos a maioria, ports. Ou seja, o jogo não foi desenvolvido para ele, apenas portado, e isso faz com que ele acabe sendo "nivelado por baixo". Além disso, as empresas ainda não estão se dedicando a descobrir o verdadeiro potencial do Wii U programando um game exclusivamente pra ele. Need for Speed: Most Wanted, que vai sair logo logo, é um exemplo pequeno do que o Wii U pode fazer se for usado direito. O visual está muito superior às versões dos outros consoles. Esperamos ver mais jogos assim das third-parties, mas quanto à Nintendo, sem dúvida ela vai caprichar. Segundo, estamos apenas no começo de uma geração, e todos sabemos que os primeiros jogos dos consoles são terríveis comparados aos últimos. Os primeiros jogos do PS2 não eram muito diferentes de jogos do PS1; assim como os primeiros jogos do PS3 não eram nem de perto tão bons graficamente quanto os de hoje. Pareciam melhores que os do PS2, mas não tanto. Então é natural que o Wii U ainda não tenha jogos tão "fodásticos" graficamente, comparado aos antecessores. E sejamos sinceros, o Wii U já é capaz de fazer nos primeiros meses de vida o que o PS360 demoraram mais de seis anos pra fazer; e terceiro, a Nintendo já deixou claro que quer competir em inovação, e não em gráficos. O negócio do Wii U vai ser as novas maneiras de interagir com os games, e não gráficos apenas. Isso acaba sendo uma discussão boba.

    Eu acho isso ótimo, porque competir em gráficos é algo sem futuro. Vai chegar uma hora que vai ser praticamente impossível melhorar mais, os jogos vão ficar muito caros pra vender e fabricar, os consoles vão ter que ser muito potentes pra rodá-los e ficariam mais caros também, e por aí vai. Além disso, os PCs sempre estão mais avançados graficamente. É um beco sem saída, chega uma hora que não tem muito o que fazer.

    Pra quem não entendeu direito, o negócio de "nivelar por baixo" é tipo o seguinte, vou tentar um exemplo: o N64 era de fato mais potente que o PS1. Imagine que uma produtora, querendo lucrar mais, quisesse lançar seu jogo Jogo Tal pras duas plataformas. Obviamente a do PS1 sairia prejudicada, então o que fazer? Faça tudo no estilo do PS1 e lance também pro N64, mesmo sendo mais poderoso, e coloque alguma ou outra novidadezinha pra disfarçar.



    O Wii U faz tudo que um 360/PS3 faz, só que um controle bobo de modinha. Mais uma das invenções bobas da Nintendo pra vender um videogame atrasado. Não compensa esse videogame, chegando agora em 2012 pra fazer o que já faziam em 2006.

    Eu poderia responder isso com apenas uma frase: você obviamente nunca entrou no Miiverse. Hahaha

    Brincadeiras à parte, esse equívoco até tem motivos, afinal, muitas produtoras, em vez de fazerem algo realmente bacana com o GamePad, limitam-se a colocar mapas, informações secundárias e outras bobeiras na telinha pra encher linguiça, ou simplesmente algum ou outro comando bobo que poderia ser facilmente dispensado, ou movido pra botões. Mas aí depende é das produtoras fazerem coisas boas. O que a Nintendo podia fazer, ela já fez; deu um controle diferente com várias possibilidades. Agora é questão de usá-lo bem.

    Mas ninguém que compra um Wii U vai querer só pra jogar Assassin's Creed III ou Black Ops 2, por exemplo. Se for assim, talvez realmente nem compense, porque já não são títulos lá muito inovadores.

    Pra ver o que o Wii U realmente tem de inovador, precisa jogar o Nintendo Land. É lá que vai dar uma noção das possibilidades que o GamePad permite. Faça um favor a si mesmo, não julgue o videogame pelo mau uso das third-parties. E também, não queira comprar um videogame Nintendo pra depender de third-parties. O forte da Nintendo são os exclusivos, isso é o que deve ser valorizado.

    Eu baixei as demos do FIFA 13 e Rayman Legends, e me desapontei. O FIFA é aquilo que eu falei, informações menos importantes na telinha, e um ou outro comando dispensável que dá impressão que colocaram só "pra usar a tela". Claro, parece mais divertido do que jogar num PS360, mas mesmo assim, muito mais poderia ser feito. Rayman Legends até é melhorzinho, pra quem gosta de Rayman deve ser excelente e ele faz um uso mais divertido e inteligente da touchscreen, mas ainda assim, perde muito pro que o Nintendo Land oferece. Mas claro, é um jogo ótimo.

    Também experimentei outros games, entre eles o tão falado e comentado ZombiU. Realmente parece ser um dos melhores exemplos do que o Wii U pode fazer, pode ser considerado o único jogo third-party até o momento a usar o GamePad de uma maneira realmente importante para o jogo e influenciar a jogabilidade com isso. Mas no resto, não gostei muito do título, achei muito repetitivo e parece meio corrido.

    Então, isso tudo é uma preocupação, e ao mesmo tempo, um alívio.

    Preocupação por que temo que as third-parties acabem fazendo com o Wii U a mesma burrada que fizeram com o Wii; um console diferente cheio de possibilidades, mas extremamente mal aproveitado (raios, por que não fizeram pelo menos um Castlevania decente pro Wii? Como eu queria usar o chicote dos Belmonts sacudindo o WiiMote...).

    E alívio por que, mesmo que o jogo seja extremamente mal aproveitado, ainda terá mais a oferecer do que no PS3 e Xbox 360. Pode ser um toquezinho bobo na tela, mas é um toque bobo na tela que só no Wii U tem.

    Enfim, quem comprar um videogame da Nintendo pra depender de third-parties, vai acabar se decepcionando mesmo.


    Logo vai lançar o PS4 e Xbox720, e aí o Wii U vai ser o videogame mais fraco da geração. Já nasceu ultrapassado.

    Bom, se a Sony e a Microsoft realmente tiverem coragem pra competir nos gráficos mais uma vez (o que tudo indica), mesmo assim isso não significa muita coisa. Diz a lenda entre os gamers, o videogame mais fraco sempre ganha. O PS1 era muito menos potente que o N64 e ganhou de lavada; o PS2 era mais fraco que os competidores, como o GameCube, e ganhou também; o Wii era muito mais fraco que o PS3 e o 360, e ganhou. Antes disso, o NES até que se deu bem contra o Genesis. Depois, na época do SNES, inventaram o tal Jaguar que podia ser ruim, mas era mais potente que ele, e foi um fiasco. Enfim, lenda ou não, pode ser um presságio de boa sorte; os mais potentes acabam perdendo a geração.

    Verdade ou lenda, o fato é que a distância entre o Wii U e os concorrentes não será tão, tão gritante como a diferença do Wii pros PS360. Agora, se a pessoa é capaz só de julgar tudo por gráficos... aí complica, né.


    A tela, às vezes, não responde bem.

    Essa eu vi naquela crítica do Uol Jogos. Agora que tenho o videogame nas mãos, simplesmente não consigo entender qual foi a dificuldade que eles encontraram. Tô falando sério mesmo, não consigo entender. Eu não enfrentei dificuldade nenhuma com a tela, que inclusive achei muito boa e as vezes até sensível demais. O movimento de arrastar é bom, os toques são bons, tudo é legal. Acho que algumas pessoas estão muito mal acostumadas com telas capacitivas e querem fazer toques mal encostando na tela. Não sou muito fã de telas capacitivas, principalmente por serem exageradamente sensíveis às vezes e só aceitarem toques com dedos. O que nos leva a...


    A Nintendo errou em escolher tela resistiva. Isso é coisa do passado. Hoje em dia, tem que ser capacitiva com multi-touch.

    Sério isso? Só porque a tela não é capacitiva? Bom, como já foi dito, a tela resistiva era ideal para os interesses da Nintendo no momento. Fora que uma tela capacitiva aumentaria o preço desnecessariamente. Apesar do mundo tecnológico parecer idolatrar as telas capacitivas, eu sinceramente não gosto delas. Minha principal (mas de modo algum a única) queixa é precisar tocar com os dedos. Ah, fala sério, sempre odiei quando, em dias de frio, não conseguia usar a tela do celular com luva. Ficar tirando pra tocar na tela é chato demais, fora não poder usar stylus, unha, sei lá, ou qualquer objeto pra tocar. Nesse ponto a tela resistiva é bem mais sem frescura, posso tocar até com a borda do copo se quiser e funciona. Acabei de tocar aqui com uma pipoca, só de brimks. Funcionou que uma beleza.


    O Vita + PS3 ou o SmartGlass do 360 podem fazer a mesma coisa.

    Mas só no mundo que a Alice caiu indo atrás do coelho.

    O SmartGlass, por mais legal que possa parecer aos olhos de quem curte, simplesmente não tem o mesmo potencial de um GamePad. Primeiro por que, pelo que eu saiba, a única coisa que poderia fazer é mostrar menus, opções, rankings e etc., mas não transmitir vídeo e áudio em HD para o tablet, sem lag nenhum, ou permitir tantas inovações nos games.

    O Vita até parece ter mais potencial, mas a ideia em si não é nada prática; comprar um Vita e PS3 juntos não é pra qualquer um, só pra tentar fazer o que um Wii U faz já de fábrica, e ainda duvido que consiga sair exatamente igual.

    E a principal barreira pra essa ideia; os desenvolvedores não podem contar com isso. Ninguém vai fazer um jogo que exija extremos de um tablet com o SmartGlass, ou que requira obrigatoriamente o uso de um Vita. Não têm como eles saberem quem tem, e quem não tem um Vita ou um tablet qualquer.

    Já o Wii U, os desenvolvedores podem mandar bala, porque todo mundo tem seu GamePad.

    A verdade é que esse negócio de SmartGlass e Vita+PS3 são bobeiras desnecessárias. Não acho que a Microsoft ou a Sony precisem disso. Mas por algum motivo, eles insistem em querer fazer igual. Parecido com a história do Kinect e Move: ótimos acessórios com grande potencial e tecnologia boa, mas acabaram sem se tornar o "futuro" que prometiam ser. Isso porque essas coisas surgem pra querer fazer o que outra já faz, só que sem realmente ter a mesma intenção, sabe?


    O GamePad é só um tablet feio e atrasado, afinal, já existem tablets há muito tempo, com tela muito moderna, resolução espetacumaravincrível... Nintendo como sempre atrasada, usando tecnologia antiga, tela resistiva rsrss

    Quem diz isso parece não conhecer o histórico da Nintendo. Ela muitas vezes não "cria" as tecnologias, mas é a responsável por trazê-las ao mundo dos videogames, ou, no mínimo, popularizá-las.

    Foi assim desde o Game&Watch, que usava uma telinha estilo de calculadora. Mesma tecnologia das calculadoras e tal, mas em vez de números, criou um joguinho. A tecnologia não era algo super inovador, mas pro mundo dos games, era novidade. E assim começou.

    O NES foi o primeiro videogame? Não, consoles como Atari e seus concorrentes já existiam há muito tempo, mas foi a Nintendo quem popularizou os videogames novamente após o crash. E os analógicos? Tecnicamente, já existiam muito tempo antes do N64, mas a Nintendo o popularizou no controle do console, dando um ótimo uso para ele. Dual screens é um conceito novo? Não, a própria Nintendo usou duas telas no Game&Watch, mas trazendo-a novamente ao DS, inovou trazendo a função de touch. Wii foi a primeira maneira de controlar os games com movimento? Não, já existiram tentativas no passado, inclusiva a famigerada Power Glove. Mas quem fez tudo de um jeito maneiro, simples, viável e divertido foi o Wii. E poderia ficar aqui citando outros exemplos, mas acho que já deu pra pegar a ideia.

    Sim, touchscreens já existem faz tempo, existem algumas mais modernas e tablets já são comuns, celulares com telinhas tocáveis são a última moda e até as crianças têm. Mas quem trouxe as touchscreens para o mundo dos videogames? A Nintendo. Primeiro com o DS, e agora nos consoles de mesa com o Wii U. Esse é um mérito inegável.

    O que importa não é a tecnologia existir, mas como a tecnologia é usada. Muita gente se esquece disso.


    O Wii U faz barulho e...

    Não. Não faz. Simples assim, não faz. Bom, claro que não é o silêncio absoluto do vácuo, mas é muito mais silencioso que o Wii, e olha que o Wii já era bem mais quieto que o PS360. Não entendo porque alguns falaram que faz mais barulho que o Wii. Quando ligo os dois lado a lado, não me restam dúvidas que o Wii é mais barulhento.


    Ouvi falar que cada usuário só pode se registrar em um console por vez, algo assim...

    Outra coisa dita no artigo do Uol Jogos que eu até agora não entendi o que quiseram dizer. Quer dizer que eu não posso ir até o console de um amigo e criar minha conta lá, igual criei no meu? Tá, mas... eu posso criar outra, oras. Se eu tenho aqui a Sero, posso ir na dele e criar o Sero2, qual o problema? Pra começar não vejo qual a vantagem de fazer isso, mas enfim... é possível. Dá pra criar várias contas no mesmo console, inclusive várias pra cada pessoa, em teoria.

    Mas não entendo o motivo de querer registrar a mesma conta no videogame dos outros, ainda mais hoje em dia.


    O controle tablet...

    Outra coisa que muitos adoram repetir, mas a verdade seja dita: não é porque é quadrado com uma tela que é um tablet. O GamePad, entenda bem, não é um controle querendo ser tablet, muito menos um tablet metido a controle.

    É um controle com uma tela touchscreen. Apenas isso.


    Ter que usar a tela de toque pode incomodar alguns jogadores.

    Outra do Uol Jogos. Vi outros falarem isso também. Cara... se alguém considera um problema ter novas maneiras de jogar, deve passar longe do Wii U. Se alguém chega a se incomodar pela jogabilidade não ser exatamente a mesma do que nos outros consoles, lol, nem precisava ter comprado o Wii U pra começar. Se alguém quer a mesma experiência de sempre, o mesmo controle de sempre, os mesmos jogos de sempre, os mesmos botões de sempre, passe longe da Nintendo.


    Ah, mas mesmo assim... não pode ser nova geração, porque não representa uma evolução comparado com PS360. Wii U não é a nova geração.

    Em quê? Em gráficos? Potência? Inovação, diversão, jogabilidade não representam nada? Como um gamer pode recusar uma nova maneira de interagir com games? O GamePad é algo novo, a gente queira ou não. É novo, pronto. Não existia, e certamente vai significar uma mudança na história dos videogames. Esse negócio de "geração" sempre deu discussão, mas se a gente lembrar como foi a história desde a época do NES, vai ver que hoje em dia temos uma ideia meio errada...

    Mas de qualquer forma, a gente precisa botar uma coisa na cabeça: gráficos excelentes, um PC pode fazer. Gráficos de PS3, PS4? Isso tudo um PC bom pode fazer, e faz até mais, dependendo da potência da máquina. Não é exagero dizer que o PS4 e o próximo Xbox já vão nascer atrasados, por que já temos PCs capazes de fazer gráficos soberbos. Qual a vantagem dos gráficos? Nenhuma.

    Mas e a inovação? Um PC podia imitar os movimentos do Wii? Vai ser fácil criar algo parecido com o GamePad e tudo que ele traz? Essa é a vantagem. Até pra emular vai ser um desafio. Talvez a Nintendo seja quem vai continuar fazendo videogames quando todos os outros "acabarem perdendo pros PCs" ou "acabarem virando PCs-para-jgoso", um dia, graças à sua mania de inovar e criar coisas novas.

    Essa de geração medida por gráficos é tão ilógica quanto dizer que você não é uma nova geração se for mais feio que seu pai. Não, aí você vai ser da mesma geração dele, por que não trouxe melhorias em beleza.

    NOVOOuvi falar que tá vendendo mal pra caramba... parece que não tá muito promissor o futuro pra esse videogame.

    Bom, não está "vendendo muito mal". Mas é inegável que, apesar de ter vendido até esgotar em várias lojas durante o lançamento, agora as vendas estão abaixo do que muitos esperavam, incluindo a Nintendo. Isso se deve a dois motivos:

    Primeiro, é mais difícil vender o Wii U do que era o Wii, seu antecessor. O Wii era muito mais simples de entender a novidade que ele representava; bastava ver alguém jogando e pronto. Mesmo assim, só se podia compreender totalmente a experiência experimentando por si mesmo, mas de qualquer forma, era mais fácil de se entender o valor do produto. Já com o Wii U a coisa é diferente, pois simplesmente ter outra tela no controle não diz muita coisa pra maioria dos jogadores, principalmente os casuais (que fizeram a festa no Wii). Com o Wii U, a coisa de "tem que experimentar pra entender" é a verdade absoluta, acredite em mim, eu não tinha ideia da experiência total quando eu via o Wii U em vídeos por aí. Só por isso já se torna muito mais difícil vender a ideia do console e passar o valor do produto pros consumidores.

    Segundo, a Nintendo não está fazendo praticamente nenhuma propaganda no momento. Vimos alguns comerciais na época do lançamento, alguns cartazes, mas depois disso, nada. Muita gente, principalmente os casuais, nunca ouviram falar em Wii U. É extremamente improvável que uma empresa desse porte não saiba o que está fazendo, então me leva a pensar no seguinte; a Nintendo está planejando e preparando-se. Eles sabem que não têm muitos jogos no momento, nem muitos aplicativos, o sistema está meio lento, e que muita gente ainda não vai ver motivos pra gastar grana nele por enquanto. Mas, até o fim do ano, o quadro vai se reverter, e quando estiver supimpa e cheio de jogos, ela vai começar um marketing pesado pra contra atacar o possível lançamento do PS4 e o novo Xbox. Aí ela já vai ter um Zelda, um Mario, vários outros jogos de first e third party, o videogame vai estar tinindo e prontinho pra competição. Na verdade, às vezes até chego a achar que a Nintendo lançou o Wii U um ano antes do que planejava, pra ter esse ano de "vantagem" em relação aos concorrentes que serão lançados.

    Provavelmente ela acha que compensa ter um lucro menor agora, pra tentar uma manobra maior mais tarde.


    NOVOEsse videogame vai ser o fim da Nintendo. É o Dreamcast 2. Já vimos esse filme antes, a Nintendo vai acabar igual a Sega...

    Antes de tudo, falam do "fim da Nintendo" a cada videogame que ela lança, desde o N64. E ela tá aí até hoje. Na verdade, tiveram a chance de "acabar com ela" na época do Gamecube, quando ela esteve pior. Agora, depois do Wii e DS, é tarde...

    Sobre o Dreamcast, é interessante ver que as pessoas se lembram dele, mas não lembram da história da Sega. Podemos resumir dizendo que a Nintendo não é a Sega. O que isso quer dizer?

    A Sega tinha uma história totalmente diferente. Pra quem nunca ouviu, vou tentar resumir. Depois de conseguir competir com a Nintendo com o Master System, e mais tarde, com o Mega Drive (o Genesis), a Sega começou a fazer umas besteiras que custaram muito caro. Primeiro, lançou o Sega CD pra tentar ultrapassar o SNES tecnologicamente, dizendo que os CDs eram o futuro. Até aí beleza. Depois ela resolveu lançar o 32X pra aumentar a vida do Genesis, e era um addon que prometia rodar jogos de 32 bits, e eis a surpresa; era de cartuchos novamente. A galera não entendeu muito qual era a jogada de ir pra CDs e depois voltar pra cartuchos.

    Enquanto isso, ela planejava já lançar o Neptune, um videogame que juntaria o Genesis e o 32X em um console só (o que seria bem útil pra diminuir a bagunça, já que cada addon usava uma fonte de energia separada). Esse console nunca saiu porque além da própria Sega achar que não ia vender bem, o PlayStation estava chegando. Aí a Sega resolveu deixar isso pra lá e lançar o Saturn pra bater de frente com o console da Sony.

    Nesse ponto a Sega já estava pegando uma fama não muito boa de acabar precocemente com seus consoles, lançar consoles demais e fabricar coisas que não durariam muito. Os fãs começaram a ficar cabreiros, e pra piorar a situação, o Saturn não foi nada bem contra o PlayStation, e vendeu ainda menos que o N64 da Nintendo.

    Sabendo que estava em péssimos lençóis e após ter perdido tanta grana e lançado consoles que não renderam, e pra tentar recuperar a boa imagem e sair do prejuízo, ela apostou alto com o Dreamcast, lançando-o em 1999, inaugurando a nova geração. Ela finalmente acertou e o console era bom, chegou a vender bastante no lançamento, mas a má fama que ela tinha acumulado nos anos anteriores não ajudou; muitos ficaram receosos em comprar o Dreamcast e a Sega acabar com ele precocemente, assim, gastando dinheiro num videogame que não durava nada. E pior que esses jogadores estavam certos; a Sega descontinuou o Dreamcast precocemente em 2001, menos de dois anos após seu lançamento, e saiu do mercado de consoles.

    Ou seja; o que levou a Sega a sair do mercado foram muitas decisões erradas, anos de prejuízo e anos de "má fama" com os consumidores. Triste para uma empresa que tinha sido tão boa no início dos anos 90, a única até então capaz de bater de frente com a Nintendo, que liderava o mercado absolutamente. Muitos acham que foi o Dreamcast que acabou com ela, mas isso não é verdade. Um único videogame mal sucedido não acabaria com a Sega. O problema foram todas as péssimas decisões anteriores.

    Por outro lado, a paisagem da Nintendo é totalmente oposta. O Wii foi um completo sucesso, "venceu" a geração e está prestes a atingir 100 milhões de unidades vendidas, e o DS chegou tornar-se o videogame mais vendido até então, passando até o PS2 (sejamos honestos, aquele que todo mundo comprava pra poder comprar jogos piratas por 5 reais na banca da esquina na volta da escola). O 3DS está finalmente se aquecendo e vendendo bem. Os consumidores estão muito felizes com ela, e não é à toa que a Nintendo ficou no topo da lista de satisfação dos consumidores, ficando à frente da Apple, Sony e Microsoft, por exemplo. O momento da Nintendo é excelente e não tem nada a ver com o que a Sega passou.

    Acho que as pessoas se lembram do Dreamcast por dois motivos: por que também tinha uma telinha no controle, e por que saiu um ano antes dos concorrentes.

    Quando isso sai no Brasil?

    Não é uma crítica, mas eu quis incluir essa pergunta aqui simplesmente porque várias pessoas estão se fazendo. Bom, infelizmente ainda não temos data definida no Brasil. Isso quer dizer que, pelo menos por enquanto, quem quiser precisa importar ou comprar de alguém que importe. A boa notícia é que disseram que planejavam lançar ainda no primeiro semestre desse ano por aqui. Vamos ver, né, mas o preço...


    No fim das contas...

    Eu já achava que o Wii U ia ser maneiro, mas me surpreendi pacas quando realmente peguei ele na mão. É uma sensação de, realmente, algo novo, e não simplesmente "melhor". Mas novo. Diferente. Único.

    O GamePad é muito confortável. O console é bonito, e tudo nos mínimos detalhes é agradável; músicas legais nos menus, discos com bordas redondinhas, analógicos gostosos de usar, Miiverse, inovações nos games... é impressão é que, nos mínimos detalhes, há coisas legais. E isso faz toda a diferença. Eu creio que os detalhes fazem toda a diferença.

    Sinceramente, eu passo mais tempo no Miiverse e outras coisas do que realmente jogando. E olha que adorei o Nintendo Land, estou viciado em alguns dos minigames. Mas mesmo assim, o videogame parece ter muito a oferecer além de apenas jogos.

    Ah, e os jogos! Me dá arrepios só de imaginar como vai ser o próximo Zelda, ou o próximo Smash Bros. Tudo bem, é maneiro e bom que as third-parties lancem jogos ótimos pro Wii U, mas tô preocupado mesmo é com os jogos da Nintendo. A magia que ela proporciona é única pra mim. Quero Zelda, quero um Mario inovador, quero ver um Metroid, quero que o lançamento do Pikmin 3 chegue logo.

    O problema do Wii U no momento, sem dúvida, são os poucos jogos. As outras desenvolvedoras sempre ficam um pé atrás com os consoles da Nintendo, mas a própria Nintendo ainda não nos deu muitos jogos. Com sorte, isso tudo vai mudar logo. Temos vários jogos confirmados para o Wii U, como o já citado NFS Most Wanted, Lego City Undercover, Monster Hunter 3 Ultimate, Watch Dogs, Assassin's Creed IV e vários outros.

    Temos grandes títulos da Nintendo chegando esse ano, como Pikmin 3, Mario Kart, The Legend of Zelda: Wind Waker Reborn e um novo Mario 3D, entre outros, fora o lançamento do Virtual Console e vários jogos que com certeza virão.

    Vale citar que no momento o Virtual Console do Wii U está numa promoção de pré lançamento, onde alguns jogos clássicos como Super Metroid, F-Zero, Baloon Fight e Kirby's Adventure serão lançados por apenas 30 centavos por um período promocional. Uma pechincha.

    Realmente me sinto conectado. Nem na internet consegui me sentir tão próximo das pessoas, nem em jogos online. Finalmente me sinto num grupo online, onde as pessoas não brigam nem se isolam cada um em seu canto, mas interagem e participam, e têm o mesmo gosto em comum: o Wii U. A Nintendo conseguiu o que intencionava; connect living room to living room. É uma sensação única.

    A sensação é muito parecida com a que eu senti nos tempos do SNES, quando shoulder buttons eram a última inovação. Tudo me encantava naquele console; as músicas, na época, chegavam a me dar arrepios, pois eu só estava acostumado com sons de Atari e NES; os gráficos pareciam maravilhosos; os games pareciam únicos, e por aí vai.

    Com o N64, a sensação foi a mesma; inovação. Mario 64 era o auge da época, e usar analógico para andar num mundo 3D era uma sensação impossível de explicar.

    E agora toda essa sensação voltou. Sou muito grato a Nintendo por me fazer voltar aos dias da infância, onde passava a madrugada inteira jogando um console novo. Nem o Wii me deu essa sensação. Com toda a sinceridade, posso lhes dizer: o Wii U me fez passar a madrugada inteira jogando. Me senti novamente um menino, todo feliz com seu brinquedo novo, cheio de animados amigos por perto que compartilham o mesmo gosto. Muito obrigado, Nintendo.

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    Última edição por Sero; 09-03-2013 às 03:33. Razão: correções
    "To escape criticism — Do nothing, say nothing, be nothing"
    "O pecador foge da repreensão, encontra justificativa para seguir sua vontade." (Eclesiástico 32)

  2. #2
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    Li tudo e achei brilhante, terminei com vontade de comprar um Wii U e, enquanto não faço isso, jogar no meu 3DS.

  3. #3
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    Citação Postado originalmente por Amell Ver Post
    Li tudo e achei brilhante, terminei com vontade de comprar um Wii U e, enquanto não faço isso, jogar no meu 3DS.
    Valeu pelo elogio e por ter lido tudo! Imagino que ler tudo isso não é lá muito fácil, hahaha

    "To escape criticism — Do nothing, say nothing, be nothing"
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  4. #4
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    4h da manhã, lendo isso quase peguei meu cartão de crédito e fui comprar meu Wii U.

    Jogar qualquer jogo da Nintendo me lembra da infância, aquela magia de passar de uma fase no DK, de sair de uma dungeon em zelda, é uma experiência única que cada geração de consoles que a nintendo lança ela recria com perfeição.

    Sem palavras esse review, muito bom mesmo.

    Assim como Amell eu to chupando o dedo e jogando 3DS.

    PS: Quem quiser perder no Mario Kart 7 me avise.
    League of Legends - Lord Zeph

    Nintendo 3DS - 1032-1668-4655

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  5. #5
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    Eu tenho um WII-U com zombie U compre o jogo e refaça esse tópico o zombie U é tudo de inovação no horror survival.





    http://forums.tibiabr.com/signaturepics/sigpic3860_3.gif
    Presente do Cavaleiro Calmo, amigo secreto 2012.
    Citação Postado originalmente por Tricolor do Sul Ver Post
    tenho 3 chars nessa lista.
    Foi bom enqto durou....
    Valeu as amizades.. até breve hahahha
    Citação Postado originalmente por Tricolor do Sul Ver Post
    A cip tá sem critério nenhum pra deletar.
    Dessa lista, deletaram 2 chars meus que NUNCA usaram bot.
    baita jogada, a pessoa caça na mão que nem uma doente por anos e dps toma delete por NADA.
    Calma jovem tá muito exaltado.

  6. #6
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    Citação Postado originalmente por Andrew_ Ver Post
    Eu tenho um WII-U com zombie U compre o jogo e refaça esse tópico o zombie U é tudo de inovação no horror survival.
    Inovação, sem dúvidas. Mas me agradou? Bem... não. Mas isso é questão de opinião, sei que a maioria adorou
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  7. #7
    Avatar de Andrew_
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    Citação Postado originalmente por Sero Ver Post
    Inovação, sem dúvidas. Mas me agradou? Bem... não. Mas isso é questão de opinião, sei que a maioria adorou
    Eu adorei, o jogo é muito bem feito e a inovação que ele tem é fantástica. O fato de você interagir o tempo todo com o gamepad e a tela da televisão foi sensacional.
    http://forums.tibiabr.com/signaturepics/sigpic3860_3.gif
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    Citação Postado originalmente por Tricolor do Sul Ver Post
    tenho 3 chars nessa lista.
    Foi bom enqto durou....
    Valeu as amizades.. até breve hahahha
    Citação Postado originalmente por Tricolor do Sul Ver Post
    A cip tá sem critério nenhum pra deletar.
    Dessa lista, deletaram 2 chars meus que NUNCA usaram bot.
    baita jogada, a pessoa caça na mão que nem uma doente por anos e dps toma delete por NADA.
    Calma jovem tá muito exaltado.

  8. #8
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    Citação Postado originalmente por Andrew_ Ver Post
    Eu adorei, o jogo é muito bem feito e a inovação que ele tem é fantástica. O fato de você interagir o tempo todo com o gamepad e a tela da televisão foi sensacional.
    Realmente, mais desenvolvedoras precisavam se espelhar nesse game pra ter ideias de como aproveitar o GamePad. Isso eu preciso admitir que gostei, a interação é algo nunca visto antes. Fora os sustos, última vez que pulei tanto da cadeira foi com Resident Evil... haha
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  9. #9
    Avatar de sylleryum
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    só vim falar que ainda estou indignado pela nintendo não criar vergonha na cara de colocar uma porta pra internet a cabo no console

  10. #10
    Avatar de Darkon
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    Wii U sem dúvida foi uma grata surpresa. Dependendo dos novos jogos, pode vender muito mais.

    Mas entre ele e Xbox 360, prefiro o Xbox 360, pela gama maior de bons jogos e pelo controle (acho o controle do Wii U genial, mas o do Xbox 360 é melhor para jogos de ação, exploração, tiro).

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