Meu pai foi um assassino. Um ladrão e um assassino.
Eu não sabia nada sobre ele, minha mãe me criou sozinha, mas ele mandava o ouro que nos alimentava. As outras crianças não brincavam comigo por eu ser filho de um criminoso, não que eu me importasse, mas era uma situação muito chata.
Cresci sozinho, brincando com as pedras que encontrava dentro das cavernas. As vezes arremessava as pedras nas cabeças de outras crianças, com essas brincadeiras eu descobri minha vocação: arremessar coisas.
Minha mãe veio a falecer quando eu ainda era uma criança. Ninguém quis cuidar de mim e uma hora o ouro do meu pai não chegou. Comecei com pequenos furtos nos pomares, quando a fome foi aumentando passei a furtar pequenos animais de corte. Mas os anos foram passando e meus desejos foram aumentando, ouro e pedras preciosas eram meus alvos.
Por culpa do meu pai a Guarda Real foi se aperfeiçoando e meus dias de pequenos delitos chegaram ao fim. Fui preso. Na verdade minha vida era tranqüila na prisão, comida de graça três vezes por dia, tinha um teto que me protegia da chuva e do sol, ninguém iria me assassinar lá dentro e ainda ouvi as fofocas das Bonecrushers.
Mas um dia minha hora chegou, eu já iria fazer a maioridade e precisava provar para a sociedade se estava reabilitado ou se deveria ser jogado nos Portões do Inferno (Hell Gate). A vida tinha sido boa até aquele momento, mas ser jogado no fim do mundo não era uma opção para mim.
Meu acordo foi simples, alguns meses de serviço comunitário em Edron, combatendo os goblins da região e eu estaria livre para viver uma vida "justa" dentro da lei.
Cumpri minhas tarefas para a sociedade. Antes de partir de Edron, rumo a Carlin, recebi uma carta com informações que levassem ao paradeiro de meu pai. Não sei se é verdade, mas minha jornada em busca ao maior ladrão de todos os tempos começa agora...