Li todas as partes e, sinceramente, achei uma merda. É por causa de textos como esse que muitos marombas saem por aí levantando pesos com os quais o corpo não está preparado e acabam com belas lesões.

Na real, pareceu dor de cotovelo de atleta dos anos 70 que critica a nova geração de usuários de GH, insulina e etc, que são hormônios bem poderosos (e fundamentais pra atingir o nível de freak).

Tanto que ele coloca uma última notinha, no final do texto, falando sobre uso de esteróides, como se eles tivessem sido coadjuvantes pros resultados.

Os fisiculturistas utilizavam nutrição e vitaminas para fazer progresso e suplementavam com um mínimo de esteróides para sobreviver aos treinamentos torturantes.
Além disso, em textos como esse, fica bem clara a ideia de "treine como um louco pra crescer", coisa que obviamente não é verdade. Pelas descrições dos treinos do autor, obviamente não conseguimos fazer qualquer associação plausível. São descrições fantásticas, quase literárias e poéticas sobre a dor. E como a dor é uma coisa que não dá pra se medir, só imaginamos como seria estar na pele desses atletas.

Por isso não gosto desses textos. São muito fantasiosos, místicos e pouco concretos/conclusivos. 100 kgs são 100 kgs desde que o mundo é mundo. Agora, textos como esse só servem pra uma coisa: limpar a bunda depois de uma bela cagada. Eu não preciso de um texto gigante pra me dizer que preciso treinar pesado pra obter bons resultados. E nem ninguém precisa. Só que parece que esses babacas arcaicos sentem prazer em dizer que eles eram os picas do universo, que suportavam qualquer treino e que hoje em dia os atletas só ficam daquele tamanho por causa das drogas (o que é verdade, mas também era verdade na época deles). Ou seja, o que eu vi foi uma massagem de ego gigantesca.

O fato é: não se encaixa no perfil de nenhum atleta natural. E, pra mim, isso basta pra ser inútil em termos concretos. E, em termos motivacionais, até é legalzinho, mas longe de ser realmente motivador.

Abraços.