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Tópico: A Historia de Votomo

  1. #1
    Avatar de Joxkyz
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    Padrão A Historia de Votomo

    Bem vindo a Historia de Votomo, espero que goste de minha historia, caso não tenha gostado, leia um pouco mais, talvez você se apegue a historia.
    Não deixe de comentar, mesmo se for para criticar!!! isso que manterá a historia viva!






    Sinopse

    ......Uma energia maligna pairava sobre os ares de Rookgaard. Cidadãos do pequeno vilarejo se refugiavam em busca da sobrevivência. Um ser das profundezas surge à mando de uma força ainda maior e destrói todo o local. Dentre os poucos sobreviventes está Votomo, um garoto muito jovem porém abençoado pelos deuses. Em suas mãos está o destino de todo o globo. Será que este jovem será capaz de salvar o mundo do caminho da destruição?


    Prólogo
    ......Lá estava eu, cabelo e olhos castanhos brincando na porta do templo com meu amigo Yörük, um garoto de cabelo loiro e olhos acinzentados, se vestia com um manto e tinha 12 anos, acho que a roupa excêntrica deveria ser por causa de sua cultura.
    ......Estávamos brincando de guerreiro, com pequenas espadas feitas de madeira. O céu estava fantástico, era fim de tarde e o sol estava se pondo, fazendo com que em um lado do céu, um tom roxo aparecesse, e logo acima de mim o céu resplandecia em tons avermelhados com poucas nuvens. Já era quase noite quando Cipfried, que cuidou de mim desde que me lembro por gente me chamou para dentro, perguntei a ele o por que, afinal não havia motivo para entrar.
    ......— Venha logo Votomo! — exclamou Cipfried ao mesmo tempo que se ouvia um trovão vindo do norte, algo estranho pelo fato de que não havia nenhuma nuvem de relâmpago acima de nós. — Entre aqui! Rápido — disse isso apontando para uma portinha que havia debaixo de uma mesinha do templo.
    ......Nunca havia visto aquela porta antes.
    ...... — O que é isso Cip? — questionei-o hesitante a respeito dos motivos pelo quais ele queria que eu fizesse isto — Porque entraria ai?
    ...... — Você é o futuro Votomo, você lutará contra ele um dia, mas não hoje, ainda é muito jovem, tem apenas 13 anos. — Os olhos de Cipfried estavam marejados — Mas já que não quer entrar sozinho, eu te dou uma ajuda.
    ......Não deu tempo de reagir, a mesa foi repentinamente para o lado de uma maneira inexplicável, a porta simplesmente se abriu, dando lugar a um pequeno armário, e antes mesmo que eu pudesse analisar aquela situação, Cipfried me puxou pela roupa e me jogou dentro do local, antes mesmo que fechasse a porta consegui ver Yörük que estava olhando para mim, como se também não entendesse o que estava acontecendo.
    ......Após a porta fechar, senti que não era um armário e sim um elevador, eu estava descendo. Após alguns segundos, fui despejado do elevador e caí em uma cama macia e confortável, era um quarto escuro com algo que emanava uma luz amarela, porém fraca. Nunca tinha visto algo parecido, tinha um formato oval muito peculiar.
    ......Respirei fundo, tentando me acalmar para que pudesse achar uma solução para àquilo, e então senti um cheiro estranho no ar, parecia o cheiro de rosas, mas antes mesmo que eu pudesse analisar o resto do quarto ou de onde vinha este cheiro, senti um sono muito pesado, meus olhos começaram a se fechar incontrolavelmente e só me restou desmaiar na cama.





    ____________________

    OBS IMPORTANTE: Os capítulos 1,2,3 e 4 serão revisados com base na minha atual escrita, portanto, se você ainda não os leu, espere um pouquinho só! garanto que será bem melhor do que se começar a ler agora.
    Não demorará muito para que tais capítulos sejam atualizados, seja paciente por favor!

    PS: Capítulo 1 já foi corrigido!




    Índice de Capítulos
    Capítulo 1 - Despertar para uma era vida(10/07/2012) — Corrigido(06/11/2012)
    Capítulo 2 - Uma tarde com Selena(16/07/12)
    Capítulo 3 - Mistérios por Rookgaard(22/07/12)
    Capítulo 4 - Devaneios de Liberdade(31/07/12)
    Capítulo 5 - Uma Tentativa Desesperada(10/08/12)
    Capítulo 6 - Jornada Rumo à Liberdade(17/08/12)
    Capítulo 7 - Vestimenta de Sangue(29/08/12)
    Capítulo 8 - No Covil de Basilisk(19/09/12)
    Capítulo 9 - Conhecendo o inimigo(05/10/12)
    Capítulo 10 - O Caminho da Fúria(30/10/12)
    Capítulo 11 - Labaredas de Dragão(26/11/12)

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    Última edição por Joxkyz; 26-11-2012 às 17:30.

  2. #2
    Avatar de Sombra de Izan
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    Padrão Prólogo

    Eita que a promessa é grande, mas acho que com o capítulo 1 pode desmembrar melhor a história.
    Dicas: você deve ir com menas sede ao pote, deixe o prólogo como uma pincelada da história, assim tente descrever melhor as partes da história e leia antes de publicar. Uma coisa que ficou estranha é que se esse tal de Mantus é imparável, como que Cipfried iria salvar o garoto, vai com mais calma que consegue fazer o leitor entender melhor o texto.

  3. #3
    Avatar de Joxkyz
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    Padrão

    Citação Postado originalmente por Sombra de Izan Ver Post
    Eita que a promessa é grande, mas acho que com o capítulo 1 pode desmembrar melhor a história.
    Dicas: você deve ir com menas sede ao pote, deixe o prólogo como uma pincelada da história, assim tente descrever melhor as partes da história e leia antes de publicar. Uma coisa que ficou estranha é que se esse tal de Mantus é imparável, como que Cipfried iria salvar o garoto, vai com mais calma que consegue fazer o leitor entender melhor o texto.
    kkkkkkkk! Obrigado pelas dicas. você irá entender como Cipfried conseguiu salvar Votomo. Alias, já fiz um resumo da historia a um grande amigo meu, e ele disse que se surpreendeu muito com a historia e que quem acompanhar, irá se surpreender tanto quanto ele. segundo ele a historia em si está muito boa.
    Última edição por Joxkyz; 14-07-2012 às 15:07.

  4. #4
    Avatar de Sombra de Izan
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    Padrão Capítulo

    É que falo isso porque você sabe da história, mas do outro lado a visão é diferente, mas fico ansioso pelo capítulo 1, já que ele vai mostrar como o monge ninja salva o rapaz lá.

  5. #5
    Avatar de Joxkyz
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    O prólogo está postado, espero que tenham gostado, até de noite o primeiro capitulo que já esta fora do forno será colocado aqui.

    Comentem!





    Última edição por Joxkyz; 14-07-2012 às 15:08.

  6. #6
    Avatar de Orlando1993
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    Padrão Ansiosidade

    Caraca mano, necessito de ver como vai ser essa história.
    Um dos melhores prólogos que vi por aqui, continue assim!!!

  7. #7
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    Eai amigo!


    Li sua historia hoje, parece que ela promete mesmo! Afinal, ninguem usa muito esse tema aqui na seção...

    Mas você foi muito rapido na historia, poucas descrições das coisas, e se esse tal demonio é imparavel, nem o templozinho de Rook ia ser capaz de salvar o cip né... Uma dedução minha

    Não vi muitos erros, apenas preste mais atenção a sua escrita, e você irá longe!



    ◉ ~~ ◉ ~ Extensão ~ ◉ ~ Life Thread ~ ◉ ~ Seção Roleplaying ~ ◉ ~ O Mundo Perdido ~ ◉ ~ Bloodtrip ~ ◉ ~~ ◉

  8. #8
    Avatar de Joxkyz
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    Padrão

    Finalmente terminei de corrigir o capítulo! Enjoy!


    ......
    Detalhe muito importante: É necessário ler o Prólogo para entender o inicio da historia!

    __________________________________________________ ____


    Capítulo 1 - Despertar para uma nova era

    Parte I



    ......Lá estava eu ao lado do templo de Rookgaard, pilares de mármore sustentavam o teto. Um edifício bem alto com decorações em preto e branco.
    ......Lá fora, o céu estava muito bonito, um esplêndido fim de tarde. O gramado era bastante vívido, com uma coloração verde maravilhosa. Meus sentidos ficavam tão estonteados com tal beleza natural que poderia olhar aquilo por dias, mas alguém tentava me chamar atenção, mas eu não ouvia, o som parecia ser surrupiado.
    ......Ao tentar focar-me no áudio que chegava aos meus ouvidos, percebi que Cipfried me chamava às pressas. Ao olhar para seu rosto, vi que seu semblante era de medo e de nervosismo. Ele trocava olhares entre mim e o resto da cidade. Trombetas começaram a soar pela cidade, fazendo com que os habitantes da mesma ficassem em estado de alerta.
    ......Algo na cidade me chamava, fazendo com que eu ignorasse Cipfried, não lhe dando atenção, deixando-o conversando sozinho.
    ......Virei-me para a cidade e vi o castelo principal, este que ficava subindo a rua; era feito de grandes pilastras de madeira que se completavam com grandes rochas, mas o prédio estava diferente do que eu me lembrava; sempre o via abarrotado de pessoas, com anunciantes de produtos e amigos conversando, hoje, porém, parecia que todos haviam sumido.
    ......Prestei um pouco mais de atenção naquela paisagem; acima do castelo pairava um céu resplandecente, um pôr-do-sol extremamente formoso. Parte das poucas pessoas que estavam na rua admiravam tal cena reconfortante, o céu estava belíssimo.
    ......Mas aquilo tudo logo foi interrompido; grandes nuvens negras chegavam do norte, em uma velocidade sem igual. Parecia que iria chover a qualquer momento, trovoadas começaram a ir e vir, assustando ainda mais os poucos habitantes que ali estavam.
    ......Olhei para trás e percebi que Cipfried havia sumido, não havia ninguém no templo, Yörük havia me deixado; passara por mim e agora estava correndo para a loja de Obi; esta que ficava a alguns metros do castelo.
    ......Atrás do próprio castelo emergia uma figura imensa, por hora era apenas uma silhueta, esta que devia ter no mínimo quinze metros de altura. Ao lado daquela entidade, aparecia outro, só que um pouco menor; esta parecia ter mais ou menos cinco metros.
    ......Só o que era possível ver era suas silhuetas e seus olhos brilhantes. O menor tinha dois chifres e unhas bem afiadas; seus olhos amarelos e brilhantes aterrorizavam qualquer um.
    ......Já maior tinha olhos vermelhos, parecia que estava sedento por sangue, à sua cabeça, era visível que ele só tinha um dos chifres, como se tivesse perdido o outro em alguma batalha. Ao seu redor de seu corpo pairava uma aura vermelha, era algo realmente intimidante.
    ......Entre os cidadãos de Rookgaard, alguns corriam em desespero; outros se equipavam com suas armas de luta a fim de combatê-los. Crianças pareciam querer combater a feroz ameaça, mas suas mães os seguravam, ou até mesmo outros habitantes; talvez fossem seus pais.
    ......Eu nunca tive um pai, e nem uma mãe, desde que me lembro por mim mesmo, sempre tive Cipfried como meu único familiar.
    ......Enquanto alguns criavam valentia, e outros sentiam medo, eu estava ali, parado, sem fazer nem uma coisa nem outra, como se esperasse por algo.
    ......Finalmente o grandalhão fez algo, abriu seus largos braços, como se quisesse a atenção voltada para ele. De seus braços e peitos, saíram pequenas trovoadas, estas que rasgaram o céu perto dele.
    ......Os trovões iluminaram parte de seu corpo, mostrando uma cor vinho.
    ......Ao ver que havia ganhado a atenção da maioria dos moradores da pequena cidade de Rookgaard, a criatura começou a falar:
    ......— Meu nome é Zathroth! — Sua voz era cortante, fazia com que nenhum outro barulho fosse ouvido. — Curvem-se a mim humanos!
    ......E como um coro, várias pessoas desaprovaram a ideia, contrariando a ordem dada pela criatura.
    ......Apesar de a maioria ter desacatado com tal “pedido”, algumas se curvaram imediatamente, como se soubessem que não haveria chances para elas.
    ......Um verdadeiro estardalhaço havia se iniciado na cidade, fazendo com que pessoas gritassem diversas coisas:
    ......— É um deus ancião!
    ......— É um demônio do mal!
    ......O demônio menor, o qual eu não sabia o nome, caminhou em direção ao castelo, chegando a desaparecer por causa do grande tamanho de nosso prédio, mas então, ele pulou da área selvagem de nossa cidade para cima do edifício, causando um espanto alheio nos cidadãos, que rapidamente ergueram suas armas.
    ......O demônio desconhecido era todo preto, com detalhes e pequenas camadas de vermelho.
    ......Este mesmo demônio voltou novamente a caminhar em direção aos habitantes, fazendo com que todos fizessem uma fileira, erguendo escudos e armas de batalha; porém, pareciam estar um tanto desnorteados, como se precisassem de um líder.
    ......O demônio caminhou para o parapeito do telhado e em um movimento brusco, se jogou à rua principal em um pulo, fazendo com que todo o chão tremesse ao colocar os pés no chão.
    ......Algumas das pessoas que estavam fazendo a fileira de defesa, não conseguiram escapar de seus pés enormes, e acabaram sendo pisoteadas; esmagadas sem chances de sobrevivência.
    ......Eu fiquei horrorizado com a cena, Cipfried estava aos gritos atrás de mim.
    ......— Como pode...? — Murmurei, com os olhos extremamente marejados.
    ......A cena fora tão repugnante que eu desabei ao chão, fazendo com que Zathroth desse uma gargalhada, esta que cortou os céus, sendo ouvida até nos confins de Rookgaard.
    ......Agora o demônio menor estava na rua principal de Rookgaard, seu piso feito de pequenas pedras de granito pareciam se tornar mais desgastadas a cada passo da entidade diabólica. Ele caminhava em minha direção.
    ......Alguns humanos partiram para cima do demônio, mas ao vê-los, a criatura fez um movimento giratório com os braços, causando labaredas, estas que surgiram do chão subitamente. Em seguida, voltou-se a mim.
    ......— Votomo! Curve-se ao seu mestre ou morrerá! — disse ele.
    ......— Não vou me curvar... Para uma alguém que não tem o meu respeito! — Tartamudeei aos soluços, isso deixou o demônio menor com uma cara fechada e furiosa.
    Em sua testa, uma palavra começou a brilhar em uma cor branca, quando se tornou legível, vi que o que estava escrito era “Mantus”. Instintivamente raciocinei que este deveria ser seu nome.
    ......— Se não tem respeito por nós, nós não teremos por você— Disse furiosamente, enquanto de suas mãos, surgia misteriosamente uma grande espada, cinza e com detalhes em amarelos, com um rubi em seu punho — Morte a Voto...
    ......Enquanto Mantus preparava o golpe, meus sentidos se esvaíram e tudo começou a escurecer.
    ......Acordei. Era só um sonho. Tudo não se passava de um simples sonho, não existiam demônios gigantes e nem cidade à minha volta, só um quarto escuro improvisado em uma caverna.
    ......No teto, algo parecido com uma lamparina emitia uma luz amarela, bem fraca, eu não sabia o que era. Nunca havia visto algo parecido, mas não parecia ser fogo.
    ......Meu traje estava muito apertado, pareciam que eram de uma criança de oito anos, totalmente inadequado para mim, de treze.
    Felizmente, localizei ao pé da cama uma muda de novas roupas, calças de denim e uma camisa de cor avermelhada.
    ......O quarto possuía um odor um tanto curioso, assemelhando-se a rosas que havia do lado de fora do templo.
    ......Eu me sentia diferente, parecia que havia adormecido demasiadamente; meu corpo parecia estar em letargo. Fora complicado erguer-me na cama e esticar as pernas a fim de levantar. O esforço parecia imenso, mas a curiosidade do que havia acontecido anteriormente me deu forças, e eu levantei-me calmamente.
    ......A cada segundo de pé, parecia que meu corpo voltava a sua forma normal, então busquei um pouco mais de forças e me despi, pegando logo as novas roupas, que ao vestir, caíram muito bem, diferentemente daquela que outrora eu utilizava.
    ......Meus olhos ardiam, minha respiração era lenta.
    ......O que será que acontecera para eu chegar a este ponto? — Pensei.
    ......Curioso, olhei ao meu redor. O quarto tinha paredes rochosas, fazendo-me a crer que eu estava em alguma caverna. Apesar de haver diversos móveis, o que mais me chamou a atenção estava na parede; um espelho.
    ......Senti um alarme de imediato. Aquilo não era coerente e nem ao menos possível. Boquiaberto, olhos estatelados; eu não acreditava. Olhar-se no espelho e não me reconhecer, aquilo era demais para mim.
    ......Mas ao notar bem, percebi o que estava havendo ali; os traços de meu rosto ainda continuavam ali, aquele era eu; era eu, mais velho.
    ......Eu estava bem mais velho do que a ultima vez que me vi, parecia estar com dezessete ou dezesseis anos.
    ......Em meu queixo, nascia uma barba um pouco rala, que se completava mais a cima com um cabelo gigantesco, que chegava a meus ombros.
    ......— O que está acontecendo comigo?
    ......O medo me fez virar o rosto, deixando meu olhar encontrar em uma bancada ao meu lado um papel de que me recordara.
    ......Este papel sempre ficava preso a uma parede no templo onde Cipfried trabalhava. Era um papel que alentou minha curiosidade; um calendário.
    ......Instintivamente, peguei o calendário com minhas mãos. O calendário mostrava exatamente o dia de hoje, 23 de Setembro de 1623.
    ......Porém, algo me fez temer; ao fim da folha, em vermelho, uma palavra se fazia presente, “Vire”.
    ......Ao virar o calendário, uma surpresa; o calendário não apresentava o mês de Setembro de 1623 como deveria, mas sim a data de 06 de Maio de 1626, data de meu aniversario de dezesseis anos. Foi fácil conectar os pontos, mas difícil mesmo era acreditar. Será que eu tinha acordado de um sonho para outro sonho? Não parecia lógico. Sim, eu dormira por três anos. Mas como sobrevivi? Eu não sabia, mas o importante é que estava vivo, e Cipfried sabia de algo, ele me devia respostas.
    ......Ao olhar de novo ao meu redor, percebi na penumbra da sala, uma escada feita de madeira. Aproximei-me da escada e comecei a subi-la. Era um esforço árduo, estar três anos descansando me fez ficar um tanto quanto fraco.
    ......Ao chegar ao teto, percebi uma tramela também feita de madeira. Torci para que não estivesse trancado, e felizmente não estava. Ao torcer a tramela, pude perceber uma abertura trazendo à tona a luminosidade do sol ao local.
    ......A luz do sol ardia, chegando a meus olhos como uma brasa. Demorou um pouco para que eu me acostumasse ao brilho do sol, que resplandecia acima de mim, mas quando finalmente consegui, avistei todo o bosque de Rookgaard abaixo de mim.
    ......Eu sabia onde estava; esse bosque ficava ao sul da cidade. Eu estava em uma montanha; com coelhos ao meu lado.
    ......— A cidade... — Murmurei, em pânico, lembrando-me do que havia sonhado.
    ......Ao virar-me, avistei algo difícil de acreditar; toda a exuberância da cidade havia acabado; o mato crescia alto pelas fissuras que apareciam pelos logradouros de Rookgaard.
    ......Tudo que sonhara havia se tornado realidade; a invasão realmente acontecera.
    ......— Como isso foi acontecer...? — Indaguei a mim mesmo, em tom extremamente melancólico.
    ......O telhado do templo havia desabado; algumas lojas haviam desmoronado; o castelo principal parecia que iria desabar a qualquer momento, porém, ainda se mantinha de pé, ainda que bastante desgastado.
    ......No meio da rua principal, vários ratos e camundongos esgueiravam-se meio a entulhos como equipamentos retorcidos, pedaços de madeiras, frascos quebrados, bandeiras ao chão, entre outros pedaços de lixo.
    ......Ao terminar de ver tal cena deprimente, percebi uma escada ao meu lado.
    ......Desci a escada rapidamente, e após caminhar por alguns minutos, finalmente cheguei à cidade.
    ......Os únicos ruídos que se ouviam pela cidade, eram dos ratos e camundongos que remexiam os entulhos, porém, sempre que eu esbarrava em algo, os bichanos voltavam seus olhares vermelhos para mim, fazendo com que eu me assustasse, afinal, não tinha nada para me defender.
    ......Antes que entrasse no templo, acabei escorregando em algo, estatelando-me no chão. Novamente todos os ratos se viraram a mim, agora, mais atentos, afinal, o barulho fora maior.
    Meu braço doía, e estava difícil me reerguer, mas antes mesmo de tentar um movimento mais brusco para me levantar, encontrei ao meu lado um metal que reluzia, o resto de tal metal era ocultado por um pedaço de uma roupa rasgada.
    ......Tive curiosidade para saber que metal era esse, pois sua ponta era afiada, parecendo com alguma arma.
    ......Ao tirar o pano de cima de tal metal, uma surpresa; uma adaga em perfeito estado, esta que tinha uma empunhadura feita de madeira, que apesar de pequena, cabiam com perfeição em minhas mãos.
    ......Segurei a adaga e levantei-me cuidadosamente, sentindo dores em partes do corpo.
    ......Ainda dolorido, olhei para dentro do templo; e então eu o avistei.
    ......Usava um antigo manto marrom, com um capuz que escondia parcialmente seu rosto.
    ......Antes que eu pudesse falar alguma coisa, ele tirou o capuz, deixando a mostra seu rosto; olhos grandes e verdes, um nariz amplo, uma boca bem larga que era circundada por uma barba bem rala, que se completava ainda com um longo cabelo castanho, que decaia até seus ombros.
    ......Dei algumas piscadelas a fim de testar a veracidade de tal cena, e por fim, vi que não era uma ilusão, aquele realmente era Cipfried.
    ......— Finalmente acordou! Grande Rei Votomo! — Disse ele, sorrindo — Foi um grande alivio para você ter descansado enquanto mais da metade da população era dizimada.
    ......As palavras de Cipfried não faziam sentido para mim, mas eu não ligava, só queria abraçá-lo, afinal, ele sempre me cuidou, e pelo visto, fez com que eu sobrevivesse a uma invasão sem precedentes à cidade de Rookgaard.
    ......Corri para seus braços; a emoção de vê-lo era imensa.
    ......— Olá garoto — Disse rindo, enquanto me abraçava — Como estás?
    ......— Como é bom te ver...
    ......Ao término do abraço, lembrei-me de toda a realidade a nossa volta, eu necessitava de uma explicação, e isso, só Cipfried poderia me dar.
    ......— Cip... — Chamei pelo apelido que só eu usava — O que aconteceu? Como eu fui salvo?
    ......— Muito bem... — Suspirou ele, olhando para o céu — Quando soube que Mantus iria invadir o vilarejo de Rookgaard, obtive uma poção com um feiticeiro da legião dos minotauros. Esta poção fez com que adormeceste por um tempo em meu abrigo.
    ......— Poção? — Franzi o cenho, tentando entender, mas algo me deixou mais curioso ainda — Mas espere... Como anteviu a chegada de Mantus?
    ......— Nós monges mantemos uma relação próxima com os deuses. — Respondeu Cipfried, sem pestanejar.
    ......O que ele dizia parecia ser verdade; eu até tinha vontade de querer saber mais a respeito, mas hesitei ao lembrar-me de uma coisa em especial:
    ......— Onde está Yörük? Onde estão os outros?
    ......— Como vou saber onde aquele incompetente está? — Debochou Cipfried, como se a vida do meu melhor amigo não tivesse importância — Com certeza morreu, assim como todos os outros humanos.
    ......A frieza de como ele falava surpreendeu-me, eu sabia que Cipfried não gostava de Yörük, mas de qualquer forma, o loiro dos olhos cinzentos era meu amigo, e acima de tudo, um humano. Será que Cipfried não se importava com a vida de seus semelhantes?
    ......Apesar de achar aquilo repugnante e querer discutir com ele, eu hesitei, lembrei-me de outra coisa que deveria perguntar:
    ......— Como se salvou?
    ......Cipfried franziu o cenho, e começou a vagar pelo templo, indo em direção à saída.
    ......— Eu me refugiei com meu primo mais novo, Loui.
    ......— Outras pessoas além de nós sobreviveram? — Me empolguei — Onde está esse Loui agora?
    ......— Morreu. — Disse Cipfried, virando seu rosto para mim, fazendo um semblante de ódio — Todos morreram.
    ......Cipfried parecia querer se esquivar das perguntas, apesar de tal reação, parecia que o fato do primo estar morto, era apenas um detalhe.
    ......Por fim, ele colocou o capuz de volta ao rosto, fazendo com que seu rosto não fosse visível por hora, e então continuou dizendo:
    ......— Olha meu filho, esqueça isso. Estais horrendo, vá melhorar essa sua aparência, depois conversamos. — Disse virando-se para a rua principal — Aliás, você precisa ser treinado, para que um dia possa defender a si próprio e talvez derrotar Mantus.
    ......— Como assim derrotar Mantus?!
    ......— É apenas um detalhe... — Disse ele, rispidamente — Abordarei melhor este assunto em um momento mais oportuno.
    ......Aquilo parecia ridículo. Eu começara a ficar irritado com o monge de capuz, ele desviava-se de certas perguntas, não respondia questões básicas, o que será que Cipfried escondia?
    ......Apesar de estar muito curioso sobre o que acontecera, eu realmente estava necessitando de um banho, talvez até mesmo cortar o cabelo.

    Capítulo 1 - Despertar para uma nova era

    Parte II


    ......Voltei para o abrigo onde Cipfried me deixara durante três anos, lá, usei minha adaga para me barbear e para cortar meu cabelo, que estava imenso. Apesar de ter feitas várias feridas em meu rosto, eu estava bem melhor que antes.
    ......Após isso, fui até a lagoa que havia ao oeste da montanha, me despi, e dei um mergulho, aproveitando-se da água para poder me limpar.
    ......Depois disso, achei uma macieira no caminho à cidade, e ali, pude comer um pouco.
    ......Tão pouco cheguei à cidade, já localizara Cipfried, ele estava na rua principal, ele estava virado de costas para o templo, com o capuz levantado. Uma de suas mãos estava estendida para o alto; eu não entendia nada do que ele fazia.
    ......Eu pensei em ficar calado, fazer com que ele não notasse minha presença, para que assim pudesse ver o que ele estava fazendo, mas antes mesmo que fizesse algum ruído, ele me notou.
    ......— Pronto para o treinamento, jovem Votomo? — Disse Cipfried com entusiasmo.
    ......— Não seria melhor me esclarecer algumas coisas antes? — Indaguei.
    ......— Não — Disse ele, rispidamente. —Não mesmo. Agora prepara-te para o início do treinamento!
    ......— Bom... É... — Gaguejei, nunca havia treinado direito, isso era uma coisa que odiava fazer, em toda minha vida, tinha derrotado poucos ratos, e só.
    ......— Occidere vermis! — Cipfried gritou enquanto cerrava seus punhos — Matem o verme.
    ......Os vários ratos que perambulavam pela rua viraram-se para mim de súbito, fazendo-me titubear de medo. Os olhares de tais criaturas eram tão penetrantes, que parecia que não se alimentavam há meses.
    ......Ao contrário do que eu imaginava; Cipfried não tentava me dar alguma instrução ou me auxiliar, só me encarava como se esperasse o meu sucumbir.
    ......Então, os roedores começaram então a vir em minha direção, em conjunto. O primeiro camundongo esperou para atacar para quando chegasse bem próximo de mim, e quando o fez, pulou diretamente em meus braços, abrindo sua boca, mostrando seus diversos dentes afiados; porém, enquanto que ele pulava, estagnei meu punhal na direção por aonde ele vinha, e ao fim, tal punhal acabou sendo enfiado no pescoço da criatura, não lhe dando chances para a vida.
    ......Eu não sabia o motivo pelo qual eles me atacavam, mas com certeza estava relacionado com as palavras ditas por Cipfried; mas porque e como?
    ......Apesar de querer encontrar respostas para as mais diferentes perguntas que surgiam em minha mente, sabia que este era um momento de batalha, e não de duvidas, mas então, vacilei, e assim fui surpreendido ao ser mordido por um rato no calcanhar, que me fez gemer de dor.
    ......Ao olhar para baixo, vi que era um rato de enormes estaturas, deveria ter no mínimo quarenta centímetros, algo absurdamente grande.
    ......Titubeei por alguns segundos tentando me livrar de tal criatura. Mas estranhamente, o rato não me soltava de maneira alguma, nada do que fazia se tornava solução para aquele empecilho.
    ......Mas então, em puro ato instintivo, agachei-me rapidamente e rolei para o lado, fazendo com ele rolasse também.
    ......Enfim o rato me soltara, era animador me ver livre dos dentes do roedor gigante. Então, duvidoso sobre seu tamanho, pensei rapidamente em como seria seu rosto, e esse pensamento aguçou ainda mais minha curiosidade; e então não resisti, tive de olhar para trás.
    ......O rato era incrivelmente feio, seus dentes tortos e retorcidos rostiam-se um ao outro, causando-me pavor. Fiquei desesperado; ver algo tão horripilante esgueirando-se ao seu lado é algo difícil de lidar.
    ......Para tentar fugir de tal grotesca criatura; rolei novamente para o lado, fazendo com que eu me distanciasse daquele rato.
    ......Que erro! — Pensei eu ao olhar a minha volta.
    ......Vi que ao meu lado que havia vários ratos e camundongos, e esses, já começavam a se amontoar em cima de meu corpo, todos usavam suas unhas para me arranhar freneticamente, enquanto que ainda usavam seus dentes para abocanhar meu corpo.
    ......Com uma rápida espiada no rosto de Cipfried, vi que o monge me olhava com desprezo, algo incomum, o que será que ele pensava?
    ......Os ratos e camundongos começavam a me machucar seriamente, e eu, indefeso, não tive alternativa.
    ......— Socorro! Cip! Ajude-me! — Disse isso em vão, Cipfried somente esboçou um sorriso, como se começasse a gostar do que via.
    ......Entrei em desespero, não via mais saída, talvez Cipfried pudesse me ajudar caso eu clamasse pelo mesmo, mas algo me dizia que não podia contar com isso.
    ......E então, de alguma maneira, meu corpo começou a arder de maneira inexplicável, o ar que eu respirava começava a se tornar tórrido, e assim, comecei a sentir uma força repentina que emanava de meu corpo, parecia que tudo se movia vagarosamente, como se meus sentidos estivessem entorpecidos, uma sensação espantosa.
    ......— E... E...! Ex...! Exooori Maaaas!!! — Gritei involuntariamente, seguido de um ato mais involuntário ainda.
    ......Sacudi meu corpo de maneira agressiva, fazendo com que alguns roedores saíssem de cima de mim; descontrolado; minhas mãos rodaram a adaga de maneira estranha e veloz, terminando por cravar tal adaga com uma força descomunal no solo.
    ......A partir daí, o chão começou a tremer como um pequeno terremoto, fissuras começaram a aparecer próximos a adaga e pequenas pedras começaram a flutuar ao redor dela. Nunca vira algo parecido.
    ......— O que é isso?! — Pensei enquanto via a cena.
    ......As criaturas grunhiram de dor, fechando seus olhos de maneira visivelmente dolorosa. Eu não sabia o que tinha feito, mas sabia que estava dando resultados, os roedores estavam morrendo.
    ......Percebi que alguns dos ratos menores começavam a levitar, mas logo em seguida, caíram; imóveis.
    ......Os outros ratos, maiores, ainda gemiam e brandiam de dor, mas logo em seguida, ficaram estáticos, mortos.
    ......— Uma magia sendo usada em Rookgaard... — Cipfried chamou minha atenção, sua cara mostrava certa curiosidade com o que eu tinha acabado de fazer — Os deuses devem realmente gostar de você, com certeza será um alento à humanidade; uma possível derrota à Mantus. Uma derrota um tanto inesperada.
    ......— Eu derrotar Mantus? — Ironizei-o
    ......— Isso é uma conversa para outra ocasião, vá descansar um pouco, garoto. — Desconversou, tratando de desviar os olhares de meu rosto — Nós treinaremos arduamente por todo o mês.
    ......Depois deste longo dia, sempre que acordava, a rotina era quase a mesma; almoçava, descansava, e treinava junto a Cipfried.
    ......Ele me ensinou diversas técnicas de combate, sobre as cidades do mundo, sobre os monstros e também sobre os equipamentos, estes que ele insistiu exaustivamente para que eu aprendesse perfeitamente sobre.
    ......Ele também me fizera aprender uma magia chamada “Exura”, dizendo ainda, que os cavaleiros foram recentemente proibidos de usá-la pelos deuses; e eu sentia que esta seria minha vocação.
    ......Ao longo dos dias, ele sempre me fazia acertar seu escudo com a adaga, uma vez ou outra, até mesmo tentava um golpe com o próprio escudo, obrigando-me a desviar-me.
    ......Certo dia, ele quis fazer um treino diferente, disse que queria uma luta comigo, eu estaria portando meu punhal e ele somente seu escudo. Ao desenrolar da luta, ficou claro que o escudo era pesado; o peso extremamente leve do punhal me fazia ser bem mais ágil, fazendo com que qualquer tentativa de golpe dele fosse em vão.
    ......Após minutos de luta, Cipfried começava a ficar exausto, porém, mostrava uma clara raiva. Não suportava ver que eu estava suportando sua pressão. De repente o inusitado acontecera, eu consegui deferir um golpe a Cipfried. Em um movimento giratório, consegui fazer com que minha adaga abrisse um corte em seu braço.
    ......Ele ficou estático; sem reação. Mas então, ergueu seu rosto, fitando-me. Seus olhos verdes nunca me pareceram tão ameaçadores quanto naqueles segundos.
    ......Seu rosto começava a ficar ruborizado, mas não de vergonha, e sim de raiva.
    ......— Vamos dificultar um pouco as coisas? — Pronunciou enquanto esboçava um sorriso.
    ......Agilmente, Cipfried se desvencilhou de seu manto, fazendo-o planar até o chão. O monge vestia agora uma armadura, mas não era isso o mais assustador, e sim o que estava à sua cintura.
    ......Já sendo desembainhada, uma espada de dentes resplandecia; ela apresentava pontas em suas laterais que mostravam ser afiadíssimas, em seu punho, um material amarelado, não sabia se era bronze ou cobre, mas tinha certeza de que fazia o monge Cipfried ter o dobro da confiança.
    ......Eu não raciocinei a tempo de perceber o que ele tentava ao levantar sua espada, e quando finalmente o fiz, fui tarde de mais.
    ......Tentei desviar de seu golpe quando o percebi, mas não fui rápido o suficiente, fui acertado em cheio em meu ombro, abrindo imediatamente um corte que estendia do inicio do ombro ao cotovelo.
    ......Algo me dizia para revidar tal golpe, mas a dor me fizera hesitar, fazendo me ficar estático, sem reação àquele golpe. Tentava de qualquer maneira buscar forças para falar algo, seja para iniciar uma briga com Cipfried ou até mesmo para me curar com “Exura”.
    ......Mas por algum motivo, eu não conseguia; a dor me fazia cerrar os dentes de tamanha intensidade que não conseguia dizer uma palavra sequer.
    ......Cipfried me olhava arquejante; boquiaberto e com o cenho franzido, mostrava claramente raiva e fadiga.
    ......— Com todo esse treinamento que recebeste pensei que você conseguiria desviar. — Disse ele, ainda exausto — Não quero conversas. Vá descansar, quando melhorar voltará a treinar.
    ......O corte sangrava, mas Cipfried estendeu a mão, segurando consigo um pano grande, este que coloquei ao braço para estancar o sangue que escorria por meu braço. E então, sem retrucar o homem, virei-me e caminhei lentamente em direção ao abrigo; atordoado, cansado, dolorido e solitário.
    ......Em que tipo de pesadelo eu estou? — Pensei.
    ......Ao chegar ao abrigo, deitei em minha cama de forma que o machucado ficasse para cima, para que assim não resvalasse ou esfregasse na cama. Enfim cheguei ao sono rápido, acordando no dia seguinte da mesma forma como dormira outro dia.
    ......Ao olhar para um relógio de pulso que estava na cabeceira da cama, vi que já eram onze horas da manha, eu dormira por muito tempo. Ainda sentindo dor, percebi que o machucado já apresentava situações bem melhores, em cicatrização.
    ......Imediatamente proferi as palavras mágicas de cura, porém, tive dificuldades para lembrar-me da mesma:
    ......— Exe... —Balbuciei — Exu... Exura!
    ......Rapidamente, a cicatriz se tornou bem mais evidente, agora, já mostrando um pouco de casca se formando. Pensei que aquilo já era o suficiente, então, resolvi sair do abrigo e ir em direção à cidade, e agora, era meu dever cobrar alguma resposta de Cipfried.
    ......Ao chegar à cidade, notei que ele não estava em lugar algum, gritei seu nome por alguns minutos e chequei lugares que ele poderia estar como; o castelo, o templo, as antigas lojas e mercearias da cidade e etc.
    ......Porém, só consegui encontrá-lo em uma padaria da cidade, onde morava Willie, ele sempre vendia pães para mim — de péssima qualidade, aliás — O simpático comerciante parecia ter desaparecido também; uma pena.
    Cipfried estava cozinhando em um fogão à lenha, este que era de uso comunitário na própria padaria. ......Sempre que eu acordava, já estava Cipfried com a comida pronta para mim, nunca havia visto o homem cozinhar por si só.
    ......—Cipfried! — Chamei-lhe a atenção — Porque me atacou ontem?!
    ......Minha voz era ríspida e dura, afinal, minha irritação era demasiada.
    ......— Bom dia jovem guerreiro. — Disse sem se virar, esquivando-se de minha pergunta.
    ......— Porque me atacou?! Esclareça-me já! — Inqueri em voz alta — Que raio de espada era aquela e porque me atacou? Está louco?
    ......— Meça suas palavras, jovem mancebo. Não é de sua satisfação eu ter uma espada, eu tenho todo o direito de ter um equipamento de defesa pessoal. — Rebateu ele, virando-se afervorado, colocando seu dedo em minha cara.
    ......Ao perceber que exagerara, se recompôs, bufou e continuou:
    ......— Escute Votomo, desculpe por aquilo. — Engoliu em seco, como se fosse difícil para ele fazer tal atitude — Mas entenda; é só com a dor que os humanos aprendem algo, é dela que retiram a força de vontade para continuar e melhorar. Preciso criar você como um verdadeiro líder, não um mero fundibulário.
    ......— Um líder para quê? — Retruquei — Está achando realmente que irei enfrentar Mantus?
    ......— Não me importa se você irá enfrentar ou não. — Encarou-me enquanto colocava os pratos à mesa — O que importa mesmo é o que se tornarás no futuro.
    ......Após falar isso, Cipfried sentou-se à mesa e fez um gesto para que eu me sentasse também.
    ......Comemos em silêncio, e mesmo ainda estando revoltado com o ataque de Cipfried, ainda tinha que me lembrar de que ele era a pessoa a qual cuidara de mim por toda minha vida e ainda me salvou da terrível cruzada, há três anos.
    ......Após comermos, Cipfried disse calmamente uma coisa que me deixou em hesitação; em duvida se isso seria benéfico ou deletério para mim.
    ......— Olhe, eu vou viajar hoje para Thais, eu volto em algumas semanas. Você vai ficar sozinho aqui, aproveite para explorar os mistérios da ilha, respirar um ar fresco, treinar e quando eu voltar; nós vamos viajar juntos para o continente, vou levar-te a um novo desafio; uma grandiosa epopéia.
    ......— Tudo bem... Faça uma boa viagem — Levantei-me abruptamente da cadeira e sem demonstrar qualquer preocupação com Cipfried, virei-me e saí do estabelecimento, indo agora em direção ao bosque ao sul da cidade.

    Capítulo 1 - Despertar para uma nova era

    Parte III


    ......Ao ver-me sozinho às margens do longo oceano que circulava a ilha, pensei em como seria minha vida atualmente caso Mantus e Zathroth não tivesse invadido Rookgaard. Vidas foram perdidas, sonhos foram destruídos, futuros foram roubados.
    ......Ao divagar pelo bosque, senti uma repentina vontade de procurar por algum livro na biblioteca da cidade, ler seria um bom passatempo naquela hora.
    ......Ao chegar à biblioteca, vi quão arruinada ela estava, livros espalhados por todas as partes, estantes que se espatifaram ao solo e se partiram, papéis amassados a todos os lados, e o pior, ao esgueirar-me perto das estantes, consegui ver vários esqueletos amontoados uns aos outros, como se quando vivos, tentavam se esconder da fúria de Mantus, mas que infelizmente, não tiveram chances.
    ......— Como pôde...? — Pensei alto.
    ......E então, uma surpresa, uma voz desconhecida soou até meus ouvidos; ecoando em meu cérebro, fazendo milhões de pensamentos e incertezas virem à tona.
    ......— Boa tarde garoto, como está indo? — Disse ele, sorridente.
    ......Antes mesmo que eu pudesse responder ou ao menos comemorar por achar mais alguém na ilha, o homem voltou a falar:
    ......— Sabe de algo triste? Mantus acabou de destronar o rei Daniel Steelsoul; agora; ele é o novo rei de uma das maiores cidades de todo o mundo.
    ......—Como assim novo rei? —Indaguei — Ele não destruiu a cidade?
    ......— Pelo o que vimos até agora, ele conquista as grandes cidades; mas às pequenas, só resta a destruição — Proferiu com um semblante entristecido, em um ar melancólico — Uma pena que essa ilha, por onde passam todos os guerreiros, foi rotulada como uma cidade sem perspectiva.
    ......Eu ainda não sabia quem era este homem. Usava um manto idêntico ao de Cipfried, e por isso, eu me intrigara por quem seria ele; porém, tal pessoa se recusava a parar de falar:
    ......—Isto já era premeditado, ele está à procura do poder ilimitado, algo tão poderoso que faria Mantus ser comparado ao deus Zathroth, seu pai. — Ele esboçou um sorriso enquanto dissentia com a cabeça, como se discordasse daquilo — Parece que os magos da academia de Edron revelaram a ele o paradeiro desse poder, localizando-os em três locais do deserto de Ankrahmun. Por isso, o próximo passo de Mantus será a cidade de Ankrahmun, e isso não deve demorar muito para acontecer.
    ......Os olhos castanhos daquele homem me olhavam como se procurassem em mim a solução para aquele problema. Eu sentia vontade de perguntar algo, nem que fosse o nome dele, mas algo parecia me impedir.
    ......— Votomo. — Disse ele, assustando-me por saber meu nome — Do latim Votum. Promessa de deus, promessa solene, promessa...
    ......— Epa! Peraí! — Intervi — Como sabe meu nome? E que negócio é esse de Votu... — Gaguejei — Votum?
    ......— Você não deve se lembrar de mim, mas eu sou primo de seu pai — Suas palavras me atingiram como uma faca, eu sabia quem era aquele homem — Meu nome é Loui.
    ......— Loui? —Estremeci—Cipfried disse que você havia morrido!
    ......— Seu pai disse que eu morri? — Riu com desdém o homem de cabelos também castanhos.
    ......— Ele não é... — Revoltei-me, dizendo tais palavras rispidamente — Meu pai.
    ......— Brigou com ele não foi? — Loui esboçou um sorriso — Mais uma relação que Cipfried corrompe.
    ......— Como se salvou? — Mudei de assunto, curioso.
    ......— Me refugiei com outros moradores da ilha — Replicou ele, fazendo-me engrandecer os olhos.
    ......— Outros moradores? — Inqueri ligeiramente.
    ......— Alguns conseguiram se salvar; Zerbrus, Selena, Obi, eu... Além de outros. — Loui fez uma pausa, franzindo o cenho, como se percebesse algo — Ele não te contou? Ele sabia disso.
    ......Enfureci-me com Cipfried, como ele poderia me esconder tal informação? E se meu amigo Yörük estiver entre os refugiados?
    ......Apesar de tudo, preferi não levar esse assunto adiante com Loui, seria muito embaraçante, então, fiz uma pergunta novamente para desviar o assunto:
    ......— Onde você mora?
    ......— Minha casa fica do outro lado da ilha. — Enquanto falava, a palavra casa ecoou em minha mente; isso era uma coisa que eu não sabia o que era ter — Nela, moramos eu e Selena, uma jovem que acolhi em minha casa. — Loui deu uma pausa, bufou, coçou a cabeça e continuou — Mas mudando um pouco de assunto, me diga, onde está Cipfried? Quero muito conversar com ele.
    ......— Esqueça, ele viajou hoje mesmo para Thais.
    ......Loui franziu novamente o cenho, mas dessa vez ficou calado, me dando oportunidade de perguntar algo sobre a próxima conquista de cidade que estava a ocorrer.
    ......— Como Ankrahmun irá se defender?
    ......— Arkhothep, faraó da cidade ancestral já está traçando uma estratégia de defesa, inclusive, está convocando diversos guerreiros de outras cidades, principalmente de Thais, a potência mundial.
    ......— Como posso ir para lá? Quero ajudar de alguma forma.
    ......— Antes tem que treinar. Depois viajará até a ilha do destino. Nesta ilha, escolherá sua vocação. — Instintivamente, Loui sorriu, como se tivesse tido alguma ideia — Que tal morar em minha casa? Deve estar sozinho... Poderei aconselhar em seus treinamentos — Pronunciou em tom amistoso.
    ......Eu não entendia porque, mas sentia que aquilo era a coisa certa a fazer. Viver sozinho deste lado da ilha seria muito irritante, além de claro, muito trabalhoso.
    ......Após concordar em morar com o homem, saímos do castelo principal, dirigindo-nos ao outro lado da ilha, que ficava ao oeste, o chão de mármore desgastado se tornara um solo de terra, os sinais do campo se tornavam cada vez mais presentes.
    ......Após atravessarmos uma ponte, avistamos um pequeno vilarejo a nossa frente.
    ......O vilarejo, apesar de pequeno, continha várias casas, todas com segundos andares. Uma montanha era a maior coisa daquele local, mas quase perdia para um muro feito de rochas, este que era atravessado por uma ponte, provavelmente, esta muralha foi feita para separar o vilarejo da área selvagem.
    ......Não sei se era impressão minha, mas o lugar me remetia a algo morto, o gramado não era vívido, as flores estavam murchas, as macieiras não davam frutos e o ar era tórrido; abafado.
    ......Ao pensar sobre como seria a área selvagem, concordei comigo mesmo de que iria explorá-la o quanto antes.
    ......— Eu morava do outro lado do muro, na área selvagem. Ficava lá dia e noite — Loui suspirou como se lamentasse — Mas então... Mantus chegou. Só pude tentar salvar alguns humanos.
    ......— Onde se salvaram? — Questionei.
    ......— Em uma caverna sagrada, local de descanso de Tibiasula, uma das deusas anciãs. — Com os olhos cheios de lágrima, Loui parecia se comover ao lembrar-se de seu triste passado — Cipfried sempre me advertia o quanto amaldiçoado era aquele local.
    ......— Ele achava que era amaldiçoado? Ou... — Hesitei — Tentava esconder...?
    ......— É triste dizer, mas... — Bufou, enquanto que uma lágrima escorria em seu rosto — Ele tentou esconder de mim... O porquê disso é outra história, no futuro eu lhe conto. — Disse ele limpando o rosto.
    ......Aquilo me deixara nervoso. Porque Cipfried iria esconder tal local? Por que motivo ele fizera tal maldade?
    ......— O vilarejo não foi destruído com chegada de Mantus? — Perguntei, ao perceber que apesar de vários entulhos, madeiras retorcidas e frascos quebrados ao chão, nenhum dos edifícios havia ruído, diferentemente da cidade.
    ......— Percebe essas madeiras? — Apontou para os entulhos do chão — São os antigos prédios. Nós tivemos de reconstruir quase todos os edifícios, demorou um pouco, mas conseguimos.
    ......Após dizer isso, Loui apontou para uma das casas, esta era florida, única coisa a dar um ar vívido àquele local. Dois andares feitos de mármore, com estacas de madeira que a sustentavam.
    ......No segundo andar, uma janela estava aberta; dentro dele, apresentava um quarto com paredes cor de rosa. Ponderei comigo mesmo de que este deveria ser o quarto de Selena, jovem que Loui mencionou.
    ......Surpreendi-me quando repentinamente ela apareceu à janela. Maravilhosa; longos cabelos pretos decaiam sobre seu ombro de maneira delicada, seus olhos castanhos pareciam se tornar verdes com o bater do sol. Ela aparentava ter a mesma idade que eu; dezesseis anos.
    Vestindo um pijama, olhava para o horizonte, como se não focasse em um ponto fixo, e nem nos vesse.
    ......— Vamos, entre! — Loui chamou minha atenção, já dentro da casa.
    ......Parecia que ao ver Selena, eu havia parado no tempo, sem continuar a andar, como se algo nela houvesse me paralisado. Antes de entrar na casa, relancei meus olhos à janela, tentando vê-la pela última vez, porém, ela não estava mais lá.
    ......— Boa tarde! — Disse Selena.
    ......— Boa noite você quer dizer. — Disse Loui corrigindo-a ligeiramente.
    ......— Tanto faz! — Reclamou ela em tom cômico — Você é muito aporrinhador com isso... — Voltou seus olhos a mim — Quem é este?
    ......Apesar de seus olhos estarem direcionados a mim, eles não eram focados, pareciam estar distantes.
    ......— Este é Votomo — Cumprimentei-a enquanto Loui ponderava — Ele é uma cria de Cipfried.
    ......— Espere! Ele foi criado por Cipfried? Mas aquele monge não é...? — Dizia ela em tom e semblante alarmante, até que Loui que estava ao lado dela, interviu com um sonoro limpar de garganta, fazendo-a hesitar.
    ......— Cipfried não é o que?! — Inqueri enquanto que os dois se entreolhavam em silêncio.
    ......— Esqueça isso Votomo, isso não é de sua importância por hora — Desconversou Loui, me fazendo ficar extremamente curioso.
    ......Por mais que eu quisesse questioná-lo, olhei à mesa e vi um banquete extremamente vistoso. Não comia desde a despedida de Cipfried; estava faminto.
    ......— Vá comer garoto. — Sugeriu Loui, percebendo o que eu contemplava — Você deve estar esfomeado, aquele lado da ilha não tem tanto alimento quanto aqui.
    ......Sem voltar a dar atenção aos dois, fui à mesa e sentei-me, devorando tudo que tinha vontade.
    ......Ao me dar por satisfeito, olhei para trás, e vi que Selena estava do lado de fora da casa, fechando a porta. Notei que ela estava com uma mochila às suas costas, e também segurava uma lança de madeira, provavelmente, era este seu estilo de caça.
    ......Loui ao ver que ela já havia ido, virou-se para mim, pensativo, até que começou a caminhar em minha direção.
    ......— Olhe, tenho algo para lhe contar. — Disse ele sentando-se a mesa, com um semblante abatido — Selena perdeu sua visão ano passado devido a uma maldição, então tome cuidado.
    ......— O que?! — Estremeci na base, não conseguia acreditar que uma garota tão bonita pudesse ter tal problema — Como assim? Que maldição?!
    ......— Isso não é assunto para agora, qualquer dia eu te explico. — Desconversou Loui — E não pergunte a ela, lembrar-se daquele incidente só irá trazer lembranças ruins.
    ......Eu não conseguia entender, não conseguia acreditar. Que tipo de maldição pudesse fazer algo tão ruim?
    ......— Mas se ela não vê as coisas a sua frente... — Disse pensativo — Como ela foi caminhar sozinha?
    ......— Com defeitos visuais, seus outros sentidos aprimoraram — Replicou ele cabisbaixo, já se levantando — Sua audição é excelente, além disso, sua lança serve para localizar as coisas à sua frente. Sem contar que, essas terras são milimétricamente conhecidas por Selena.
    ......— Espere! — Recordei-me de algo — Monges são curandeiros, porque você não a ajuda?
    ......— Eu já tentei! Mas eu não... — Tartamudeou Loui, claramente entristecido — Mas não consegui... Cheguei a inquerir aos deuses o porquê daquilo, então eles me disseram que um druida iria curá-la no mês de junho. — Fitou-me de soslaio— No mês que vem.
    ......— Você sabe que druida é esse? — Indaguei ao monge, curioso.
    ......— Não faço a mínima ideia — Ele lamentou — Deve ser no continente, lá existem milhares de druidas quem podem ajudá-la, e ela aguarda ansiosamente por isso.
    ......Apesar de interessado em tal assunto, eu já estava muito cansado de tanto vagar por toda a ilha; logo, um sono pesado começou a tomar conta de meu corpo, fazendo me querer deitar em uma cama o mais rápido possível.
    ......— Entendo — Confortei-o — Loui, eu estou exausto, onde poderia descansar?
    ......— Ah sim, claro! — Ele levantou-se rapidamente — Ao subi-las, siga reto e vire na primeira à esquerda — Disse apontando para um lance de escadas.
    ......Depois de me despedir de Loui, subi as escadas e caminhei em direção ao quarto.
    ......No corredor, pinturas emolduradas mostravam esbeltos lugares da ilha de Rookgaard, e à direita, uma porta estava entreaberta, mas então percebi que este era o quarto de Selena, portanto, resolvi não entrar.
    ......Ao entrar em meu quarto, vi um lugar muito bem arrumado, os móveis estavam em perfeita simetria um com outro; uma cama com dois criados mudos ao lado, com arranjos de flores idênticos em ambos.
    ......Até o carpete azul-marinho estava limpo e bem simétrico com o resto do quarto.
    ......Foi muito bom deitar-me naquela cama macia, não fora surpreendente eu não ter conseguido ficar acordado por mais de um minuto.
    ......Ao acordar, desci as escadas e vi Loui tomando café da manhã à mesa; devia ser em torno de dez horas. Instintivamente me sentei junto a ele, cumprimentando-o em seguida com um aceno de cabeça.
    ......Selena não estava em casa, Loui me dissera enquanto comíamos que ela havia saído cedo para caminhar pelo bosque.
    ......Ao saber que Selena havia ido caminhar na área selvagem do vilarejo, senti-me predestinado a ir encontrá-la, e subsequentemente, me tornar uma pessoa próxima à mesma.
    ......— Bem, vou ir treinar na floresta — Disse ao terminar meu café da manhã. — Explorar um pouco, sabe?
    ......Disse levantando-me, indo em direção a uma mesinha que havia ao lado da porta, onde se localizava minha adaga.
    ......— Ah sim... Boa sorte! — Despediu-se Loui, limpando a boca.
    ......Eu já estava saindo pela porta, até que ao dar uma ultima olhada para o monge, vi que ele estava pensativo, forçando os lábios, como se tentasse lembrar de algo, até que então, voltou a falar:
    ......— Votomo... — Ele sorriu — Tente encontrar Selena. Vocês dois vão ser bons amigos.

    Última edição por Joxkyz; 05-11-2012 às 23:52.

  9. #9
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    há, adorei, quero os próximos...
    se vira, e escreva! pq quero ler! '-'
    (nada abusada :x)
    Yours' baH~

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    Olha, bati o olho na sinopse, no prólogo e no primeiro capítulo... O que devo dizer?


    Falta melhorar... Sério.


    Sinopse cara... O que deve dar uma apresentação INICIAL, NÃO uma apresentação COMPLETA do que vai e pode vir a ocorrer na sua história. Só isso faz com que a história perca a graça mais a frente( ), a não ser que você os retire e ponha novos elementos relacionados à Tibia...


    Já o prólogo... Bom, um erro ortográfico quando você está falando que Uman está depositando esperança em Votomo...


    Um ou outro erro ortográfico, mas beleza, isso aí todo mundo tem, embora de preferência deva ser evitado...


    Cara, leia a trilogia "Jogos Vorazes". O estilo da autora Suzanne Collins é muito parecido com o seu(Primeira pessoa no presente), embora deva dizer que num rápido bate olho no prólogo e na história notei uma coisa:



    Primeiro de tudo: Já foi logo usando abreviaturas para o monge "Cipfriend"(não lembro como escreve). Se fosse na fala das personagens tudo bem, mas na descrição usar abreviatura sem apresentá-lo direito... Nananinanão.


    Outra: “Histórias escritas por usuários referentes ao jogo tibia, aqui você acha excelentes histórias com ar de livro de verdade”


    Sei lá, o Votomo(ou o narrador?) saber sobre a Grécia antiga fazendo uma pequena referência... Tá, eu sei que Tibia se baseia na cultura nórdica germânica e um pouquinho na cultura grega(cyclops, minotauros e tals), mas mesmo assim não existe um cidade no Tibia chamada "Esparta" ou "Atenas" . O que eu quis dizer nesse parágrafo é que: Evite fazer referências à outras civilizações antigas da vida real... Neste caso, caso queira, vá à seção Literatura...

    Notei outra coisa: Falta Carisma. Sei lá, se um Deus-Demonho-whatafucka from h33l aparecesse na minha cidade, eu e muito provavelmente uns 90% da população se encolheriam de medo.

    Ah, use termos cultos. Sei lá, aquele demônio inferior correndo na rua "de paralelepípedos" de Rookgaard... Na boa, substituir isso por "uma rua asfaltada de mármore antigo degastado" ou simplesmente "pela rua asfaltada "soaria melhor para o caso.

    Bom, sobre seus erros ortográficos... Quer uma dica? Escreva no World ou pelo Google Chrome(esse é mais rápido pra acessar as coisa que o Internet Explorer ou Mozilla. Donwload gratuito ainda por cima). O World e o Google Chrome automaticamente corrigem os erros(O Chrome só aponta erros ortográficos. Já o World corrige os erros ortográficos e de concordância, embora não todos.)

    Ah, ler livros AJUDA MUITO, faz a pessoa ficar mais culta, embora não seja obrigatório... Neste caso, veja uns animes, filmes, desenhos, qualquer coisa que sirva de inspiração(se quiser te indico por MP.)

    Não citei todos os erros, só os principais que ajudam a história a progredir um pouco.

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