Resultados da Enquete: Que Facção deveria Ireas Escolher?

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Tópico: A Voz do Vento

  1. #1
    desespero full Avatar de Iridium
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    Padrão A Voz do Vento

    A Voz Do Vento

    Uma criança, um dom, um caminho.


    (A música que deu origem a tudo...)


    - Apresentação + Prólogo (neste post)

    Primeiro Pergaminho: Quem Sou, De Onde Venho, e Tu, Quem És?

    Spoiler: Primeiro Pergaminho: Quem Sou, De Onde Venho, e Tu, Quem És? — Índice de Capítulos



    Segundo Pergaminho: Sagrada Mãe Natureza

    Spoiler: Segundo Pergaminho: Sagrada Mãe Natureza — Índice de Capítulos (Parte 01)


    Spoiler: Segundo Pergaminho: Sagrada Mãe Natureza — Índice de Capítulos (Parte 02)



    Terceiro Pergaminho: A Sociedade das Teias Infindas — Reconstrução e Retorno

    Spoiler: Terceiro Pergaminho: A Sociedade das Teias Infindas — Reconstrução e Retorno — Índice de Capítulos


    Personagens e Extras

    Spoiler: Primeiro Pergaminho


    Spoiler: Segundo Pergaminho


    Spoiler: Outros Personagens


    Spoiler: Extras


    Apresentação


    Decidi escrever esse roleplay hoje mesmo, a fim de contar a história de meu personagem, o Elder Druid Ireas Keras. Na realidade, sempre quis escrever esse tipo de narração, mas nunca consegui elaborar adequadamente o roleplay de meus personagens anteriores - coisa que talvez eu faça algum dia. Bem, se esse roleplay em algum momento não lhe agradar, simplesmente deixe de ler. Não ficarei ressentida - vivemos em um país livre,certo?

    No mais, divirtam-se lendo. Comentários e críticas (construtivas) são sempre bem-vindos aqui!

    Prólogo

    Em uma terra assolada pelo caos e destruição, vem ao mundo aquele que carrega consigo uma importante missão - salvar a Natureza da destruição promovida por aqueles que habitam a sua superfície - e salvá-los de aniquilarem suas almas a fim de cumprirem seus propósitos obscuros e gananciosos.

    Uma mulher deixa uma criança às portas do Templo de Rookgaard com uma carta,uma rosa azul... E muitas lacunas. A jornada começa verdadeiramente em Ankrahmun, buscando respostas para perguntas que Keras sempre teve - mas jamais soube formular adequadamente...
    ---------------

    Notas da Autora:

    Bem, o começo é esse... Parece um tanto confuso,mas também não posso dar a história toda de graça! Conforme a história evolui, esse Prólogo será eplicado, bem como as características básicas de Ireas - tipo físico, personalidade, et

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    Última edição por Iridium; 14-08-2017 às 14:01. Razão: Créditos da "Janelinha": Danboy; inclusão da retrospectiva completa do Primeiro Pergaminho

  2. #2
    desespero full Avatar de Iridium
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    Padrão Capítulo I

    Capítulo 1 – Nos Braços da Mãe Natureza

    O dia em que nasceu Ireas Keras


    Era uma noite sombria e tempestuosa, tempo perfeito para assustar serpentes. Nunca na história de Rookgaard houve uma tormenta de tais proporções.

    O monge Cipfried, protetor dos pequeninos que chegavam à ilha, foi forçado a reforçar sua gasta toga. O frio era implacável. As crianças se acercavam do velho monge, tremendo, fungando e soluçando, temendo as repetidas trovoadas, como se o céu fosse desabar sobre suas cabeças.

    O tempo não apresentava melhora, e as crianças começavam a chorar. Em meio a tanto barulho, o monge não percebe a chegada de um estranho vulto à ilha que, assim que pousou seu largo manto negro no chão, fez cessar a trovoada. Através das sombras que encobriam o rosto do indivíduo misterioso, Cipfried visualizou o brilho dos olhos do encapuzado – um par de olhos que ele conhecia bem.

    — Você?! – Indagou o monge, surpreso — Como pôde regressar a essa ilha?

    — Poupe-me de suas perguntas, velho — Respondeu secamente o indivíduo, com uma voz feminina — Meu feitiço não durará muito...

    — Que veio fazer aqui? — Acercou-se o monge da entidade, levando algumas das crianças consigo.

    — Tenho algo para você... — Ela respondeu, entregando algo enrolado em meio a panos ensanguentados — Não posso cuidar dessa criança... Não depois das atrocidades que fiz. Ela estará a salvo aqui.

    O monge recebeu a criança com surpresa. Ao que parecia, ela tinha acabado de vir ao mundo. Ele supôs, ainda, que não fazia muito tempo que a entidade que o interpelava havia dado à luz.

    — Mais uma coisa — Disse a entidade antes de se retirar — Quando ele estiver pronto para sair dessa ilha e conhecer esse enorme mundo, entregue esses itens a ele — A entidade entregou a Cipfried uma carta selada e uma rosa azul, e fez uma longa pausa, enquanto um vórtice se abria atrás dela — E nunca mencione quem os entregou a você. Lembre-se que você me devia, e eu decidi cobrar esse favor agora. Adeus.

    A entidade desapareceu no mesmo instante que se encerrou a tempestade. Cipfried sabia que ela havia causado aquele furor na natureza, pois os poderes daquela pessoa eram implacáveis. O monge olhou para o céu noturno, fitando as estrelas e a enorme lua nova que se projetava, majestosa, entre elas; segurando a criança, o monge olhou para o destinatário da carta selada.

    — Ireas Keras — ele murmurou para o bebê em seus braços — Então esse é o seu nome, pequenino? Vamos fazer dele um nome conhecido...

    Continua...

    ------
    Nota da Autora: Está um tanto pequeno, mas é um começo. Vou continuar trabalhando e ver se posto mais capítulos, só para tirar o atraso criativo. Críticas e comentários, por favor! Estou ansiosíssima para ouvir suas opiniões!
    Última edição por Iridium; 22-07-2012 às 20:39. Razão: Trocando os hífens por travessões... =D

  3. #3
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    Padrão

    boa historia, acho que vai ser boa, só n entendi algumas partes mais acho que é nubice minha, parabéns pela historia, se continuar assim vamos ter outra grande historia na seção que anda meio parada.
    As circunstâncias do nascimento de alguém são irrelevantes; é o que você faz com o dom da vida que determina quem você é. (Pokémon - O Filme).

  4. #4
    desespero full Avatar de Iridium
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    Padrão Capítulo 2

    Capítulo 2 – Aranhas, Cartas e Salmões

    O dia em que Ireas Keras começou a construir sua fama em Rookgaard

    Anos mais tarde...

    Por muito tempo, o monge Cipfried observou o crescimento de Ireas. Um garotinho de pele bem branca, um pouco magro, de cabelos azuis, lisos e até os ombros, sobrancelhas bem desenhadas e um rosto estranhamente feminino.

    Interessante mesmo era a atenção que ele dava à natureza... Diferentemente das outras crianças, que jogavam nas ruas seus itens mais obsoletos, Ireas tinha um senso ecológico extraordinário – o garoto juntava as roupas em várias sacolas e jogava-as no lixo ou, se o couro das roupas ainda poderia ser aproveitado de algum modo, vendia-as aos comerciantes locais interessados em tais mercadorias.

    Contudo, essa atitude não era a única que dava fama à Ireas. O monge se recorda bem das aventuras do moleque pelas terras de Rookgaard. Enquanto ele observava duas crianças praticando com suas espadas de madeira, um sorriso vem ao rosto do ancião – Ireas passara por ali, com suas armas em punho e mais recompensas.

    — Dia cheio? — Perguntou Cipfried ao menino.

    — Sempre! — Respondi, com um leve sorriso. — Se não for desse modo, que graça tem a vida?

    ***

    (Narrado por Ireas Keras)

    Meu nome é Ireas Keras. As circunstâncias de meu nascimento eu desconheço; o monge Cipfried disse-me que apareci em Rookgaard junto às demais crianças, e que minhas características fizeram-me diferente dos demais.

    Sempre pensei diferente; nunca houve um único momento em que não pensasse em zelar pela Natureza. Cipfried muitas vezes zomba de mim, dizendo ser a Natureza minha mãe. Hoje, eu respondo a ele o seguinte: a Natureza é a minha mãe e a de todos nós. Eu zelo por ela como ela zela por mim.

    Quando eu fiquei forte o bastante para pegar em armas, comecei a escutar as lendas de Rookgaard. Sempre que havia alguém mais ferido no centro da cidade ou nos alojamentos de Amber, e que parecesse mais forte que nós, as histórias começavam a vir.

    Lendas sobre armaduras guardadas nas profundezas da ilha, uma espada cercada por fogo... Decidi não mais viver do que meus ouvidos captavam. Era a minha vez de tentar minha sorte e obter algum daqueles itens para mim e melhorar minha vida em Rookgaard antes de sair de lá.

    Minha primeira aventura foi por um acaso. Depois de ter me cansado de matar tantos ratos, retornei os cadáveres deles ao Tom, que usaria dos couros deles para fabricar seus produtos.

    —... Três, quatro, cinco ratos! — Disse Tom, contente — Ah, Keras, somente você para manter meus negócios! Hoje em dia, não há mais jovens interessados em carregar essas carcaças até mim... Bem, como posso retribuir?

    — Apenas esclareça-me uma coisa — Disse ao curtidor, com um sorriso malicioso – Eu ouvi de um habitante uma lenda sobre um local nessas terras que teria uma espécie de “livro de frases” da linguagem dos ogros...

    — Ah! — Exclamou Tom, exultante — Refere-se ao Tesouro do Capitão Iglues? Pois bem, Keras, você anda com os ouvidos bem atentos, como sempre! Essa história não é lenda, mas sim realidade! Só um instante – ele se interrompeu ao ver um novo cliente chegando. Atendeu-o rapidamente e logo se voltou para Keras – Onde estávamos?

    — Conte-me o que sabe... — Pedi, entrelaçando minhas mãos à frente de meu rosto.

    — Certamente – Respondeu-me o curtidor — Iglues veio há muitos séculos atrás. Era um marinheiro cheio de sonhos e ambições, que queria fazer um enorme porto aqui nessa amável ilhota. O único problema eram os ogros que aqui habitavam... — Ele fez uma pausa enquanto costurava um par de botas perto de mim — Sabe, não havia muralhas aqui antes, e isso fazia com que os ogros pudessem transitar livremente pelas cidades. Aquela porção separada de nós pela ponte outrora foi domínio dessas repugnantes criaturas...

    — E como esse capitão contornou esse contratempo? — Indaguei com um sorriso discreto.

    — Bem, Iglues não era tonto — Tom continuou, finalizando seu trabalho e iniciando um par de calças —, e logo encontrou uma saída. Ele decidiu então anotar as conversas que os ogros tinham entre si. Como sair do navio não era possível, ele passou a viver da pesca e das anotações que conseguia fazer. Ele conseguiu juntar material o bastante para conversar — e negociar — com os ogros a sua estada na ilha. Infelizmente, quando ele estava para iniciar a construção do porto, ele foi emboscado e morto, e suas anotações foram escondidas em algum local dessa ilha, para que nenhum outro humano pudesse falar com os ogros novamente.

    — Interessante... — eu disse, tamborilando os dedos no balcão — Então, há realmente um ‘livro de frases’ para a língua deles...

    — Carta de frases — O curtidor me corrigiu com um sorriso.

    — Que será item meu agora. — Respondi, saindo da loja — Até mais tarde.

    ***

    Não foi muito difícil achar o local – uma enorme torre decrépita decorada com finas teias. Ouvi um grito rouco abaixo de meus pés, vindo da entrada do subsolo da torre. Com minha maça de ferro em mãos, esmaguei as aranhas próximas a mim, e pulei no buraco, em direção à escuridão.

    Acendi uma tocha, e o grito se repetiu. Desta vez, mais alto. Meu coração acelerou, e respirar tornou-se mais difícil – havia algo venenoso no ar. Para piorar, mais aranhas surgiram para me atacar.

    Esmaguei uma a uma na medida em que conseguia avançar pela caverna. O ar tornava-se mais denso e difícil de respirar. De fato havia veneno no ar. Desci mais um andar, e encontrei o autor do grito, desfalecido, mas vivo.

    Era um pouco mais baixo que eu, com cabelos louros como o ouro, tez morena e braços ligeiramente mais fortes que os meus. Ele carregava algumas lanças consigo e um escudo reforçado. Dei a ele uma de minhas poções de cura, e foi o suficiente para que ele viesse a reagir.

    — Seu nome? — Indaguei, ajudando-o a se levantar.

    — Khaftos — Respondeu o rapaz, fraco – E o seu?

    — Ireas Keras — Respondi, com um leve sorriso — Que sorte que te achei a tempo, não? Acha que consegue aguentar a viagem até onde o tesouro poderia estar?

    — Veio pelo tesouro também? — Indagou Khaftos, surpreso — Achei que ninguém mais havia prestado atenção no que disse aquele cidadão...

    — Pelo visto, você não está sozinho. — Respondi com uma leve malícia — Vamos fazer o seguinte... — Eu mostrei a ele uma lista em branco — Eu sei que há somente uma Carta de Frases no tesouro, e que somos dois. Um de nós fica com o original e o outro fica com a cópia, certo? Temos um acordo?

    — Sim. — Khaftos respondeu animado — Vamos à luta então.

    Assim, nos embrenhamos na escuridão, em meios aos gases venenosos, às aranhas e aos mortos vivos, e conseguimos chegar à sala do tesouro, onde obtemos salmões d um dos baús e a Carta de Frases do outro.

    — Fique com a Carta — declarou Khaftos, solene — Você merece.

    — Não. — Retruquei calmamente — Eu posso ficar com a cópia. Você estava aqui antes, é justo que você fique com a original. Vamos voltar.

    Khaftos repousou um pouco na sala de tesouros, visando recuperar sua energia. Subimos juntos e combatemos de igual para igual; retornando à cidade, deitamo-nos, cada qual em uma cama, no alojamento de Amber, e mais uma vez ouvimos outra história — desta vez, sobre tesouros guardados por minotauros e ursos...

    Continua...

    ----
    Nota da Autora: Nossa! Esse ficou bem maior que o capítulo anterior... Bem, espero que vocês estejam gostando dessa história tanto quanto eu estou adorando escrevê-la... Khaftos não é um personagem real, pois pouco me lembro de minha época de Rookgaard (só lembro-me das quests porque anotei em uma listinha)...
    Última edição por Iridium; 22-07-2012 às 20:45. Razão: Trocando hífens por travessões =D

  5. #5
    Avatar de Senhor das Botas
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    Cara, história épica!


    Teve um EXCELENTE, usa termos de quem lê muito, dá bastante importância a descrição... E olha que inovação, primeira pessoa! Acho que só vi 2 histórias épicas por aqui narradas em primeira pessoa...3, se você continuar.

    Uma pergunta: cabelos azuis? É assim mesmo?Sei lá, normalmente entidades ramdons tem filhos humanos com características especiais meio ocultas... Vai saber.

    Enfim, bem vindo a seção. Continue, eu pelo menos achei sua história excelente.


    Só vi um erro ortográfico aí, depois edito falando qual é.





    Última edição por Senhor das Botas; 02-07-2012 às 19:28.


    Não espere algo bem elaborado e feito. De resto...

  6. #6
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    Olha só, temos mais uma historia nova no forum...


    Uma ótima historia, parabéns! Gostei dela, já tem alguns misterios, como essa mãe misteriosa...

    Gostei também pelo fato de ser em primeira pessoa. Parece que tem poucas dessa aqui...

    Curti muito, espero que você continue escrevendo. Estou acompanhando, com certeza.



    ◉ ~~ ◉ ~ Extensão ~ ◉ ~ Life Thread ~ ◉ ~ Seção Roleplaying ~ ◉ ~ O Mundo Perdido ~ ◉ ~ Bloodtrip ~ ◉ ~~ ◉

  7. #7
    desespero full Avatar de Iridium
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    Padrão Respondendo...

    Citação Postado originalmente por Senhor das Botas Ver Post
    Cara, história épica!


    Teve um EXCELENTE, usa termos de quem lê muito, dá bastante importância a descrição... E olha que inovação, primeira pessoa! Acho que só vi 2 histórias épicas por aqui narradas em primeira pessoa...3, se você continuar.

    Uma pergunta: cabelos azuis? É assim mesmo?Sei lá, normalmente entidades ramdons tem filhos humanos com características especiais meio ocultas... Vai saber.

    Enfim, bem vindo a seção. Continue, eu pelo menos achei sua história excelente.


    Só vi um erro ortográfico aí, depois edito falando qual é.

    É inspiração de mundo anime, fazer o quê.... kkkkkk

    Obrigada pelo feedback, e eu vou continuar sim, com toda a certeza!


    Citação Postado originalmente por CarlosLendario Ver Post
    Olha só, temos mais uma historia nova no forum...


    Uma ótima historia, parabéns! Gostei dela, já tem alguns misterios, como essa mãe misteriosa...

    Gostei também pelo fato de ser em primeira pessoa. Parece que tem poucas dessa aqui...

    Curti muito, espero que você continue escrevendo. Estou acompanhando, com certeza.
    Hj eu vou postar um novo capítulo... Obrigada pelo feedback e continue a acompanhar por favor!

  8. #8
    desespero full Avatar de Iridium
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    Padrão Capítulo 3

    Capítulo 3 - Minotauros e Tesouros


    Dias em que Ireas Keras consolidou sua fama em Rookgaard... E aprendeu a odiar.

    Além de Khaftos, conheci outro rapaz chamado Shambler; diferentemente de Khaftos, ele não era muito amigável — seu olhar era extremamente ameaçador; seus olhos dourados brilhavam de um modo fantasmagórico à noite.

    Ele tinha cabelos ruivos como o sangue e uma pele pouco mais morena que a minha. Ele carregava consigo uma espada longa e fina, porém mortal — a chamada katana. Ele vinha seguindo a mim e Khaftos fazia um tempo, e tinha nos levado ao local onde obtivera essa arma. Eu e meu amigo de maior data vendemos as nossas, pois não era de nosso interesse carregar mais peso conosco.

    Ainda que Shambler se mostrasse muito solícito, não confiávamos muito nele — especialmente eu. Não gostava da atitude e modos daquele sujeito, pois tinha o receio de que algo ruim nos acontecesse...

    Junto a Khaftos e Shambler, montamos um time para buscar um tesouro guardado por minotauros em um local não muito distante da cidade. Os outros não pareciam tão preparados como nós — na realidade, estavam bastante temerosos. Muitos já haviam encomendado suas almas a Crunor através de Cipfried, que simplesmente sorria ao ver vários jovens juntos em uma única missão.

    Aquele mesmo time já havia marchado conosco até onde um antigo dragão habitava. Todos nós estávamos bem armados, e víamos naquela última missão em grupo uma oportunidade de fazermos amizades que durariam a vida toda...

    Até então, eu acreditava nisso.

    ***

    Éramos sete, se não me falha a memória... Estávamos todos animados: gritávamos, pulávamos, corríamos como bobos alegres, que não tinham nada a não ser belos sonhos e perspectivas para o futuro.

    Khaftos e Shambler estavam ao meu lado, prontos para comandarem aquela tropa. Nós passamos pela ponte que separava a cidade da natureza selvagem. Um a um, fomos interpelados pelo guarda Dallhein, que não conseguia ocultar a felicidade e o orgulho em ver algo que ele acreditava ter desaparecido há tempos — trabalho em equipe.

    — Aonde vai, Keras? — Ele me perguntou sorridente.

    — Vou enfrentar o maior desafio que essa ilha poderá me oferecer... Antes de partir para sempre! — Respondi com a mesma animação — Deseje-nos uma boa luta!

    — Sempre... — Assentiu o guarda, orgulhoso.

    Depois que o time inteiro descera as escadarias, eu fiz um sinal para que parassem – eu tinha alguns comunicados a fazer.

    — Por favor, escutem — Pedi, erguendo a mão esquerda a fim de que pudessem me ver — Aonde vamos agora é um local perigoso. Poucos escaparam com vida para contar a história. O que vamos fazer será o seguinte — fiz uma pausa enquanto juntava as palmas de minhas mãos à frente de meu rosto — Vamos ferir os ogros o bastante para que nos deixem em paz. Nosso foco será os minotauros e nada mais, entendido?

    — E os outros animais? — perguntou-me um dos outros membros do time — Que faremos com ele?

    — Deixe-os — Respondi com um discreto sorriso — Se não forem minotauros, não há porque matá-los. Afinal, todos estão alimentados e com reservas de comida suficiente para essa jornada, certo?

    Todos assentiram menos Shambler, que virou o rosto em outra direção. Certamente ele não concordava com a minha visão de mundo – para ele, tudo aquilo que anda e não é humano carrega algo interessante o bastante para valer a pena matar. Quanto desperdício.

    Eu então os orientei a me seguir. Enfileirados e em silêncio, todos desceram as escadas de mármore. Eu não toquei no rato que a guardava, simplesmente segui em frente, e os demais me imitaram. Shambler o matou, e eu comecei a me irritar com aquela atitude.

    Os trasgos começaram a aparecer, e todos foram de encontro a eles. Eu, por outro lado, só ataquei aqueles que me atacaram diretamente; nunca fui de fazer movimentos desnecessários. Consegui algumas moedas, cordas, botas e outras armas, as quais seriam vendidas depois aos comerciantes interessados.

    Então, descemos até um local que possuía um labirinto cheio de lobos. Seus uivos eram praticamente ensurdecedores. Sinalizei aos outros que se mantivessem por perto, e pedi que se locomovessem depressa.

    Muitos lobos vieram até nós. Estranhamente, nenhum deles me atacou; simplesmente pararam, me cumprimentaram com um discreto aceno de cabeça, e saíram de meu caminho. A minha alegre surpresa duraria muito pouco, pois vi Shambler matar um deles tão logo que se afastaram de mim. Meu sangue começou a ferver ainda mais...

    Chegamos ao fim do labirinto com nenhuma perda. Havia apenas uma menina ferida; encarreguei-me de cuidar de suas feridas com poções e curativos que aprendi a fazer com Hyacinth. Logo ela ficou pronta para continuar, e se juntou a nós. Seu nome era Annika, uma moça de cabelos negros e traços eslavos (lembrava-me uma princesa de um conto de fadas que Amber costumava ler para nós — infelizmente escapou-me o nome), armada com um arco e várias setas. Mais uma vez, pedi que o time mantivesse o posto.

    — Nós estamos no final dessa jornada — Eu disse solene — E temos que ser ainda mais cuidadosos. No momento em que descermos a esse local, muitos minotauros virão sedentos por sangue. Até agora, vocês fizeram tudo o que pedi, e não me desapontaram. Sei que sairemos vivos e ricos daqui. Preciso que cada um de vocês cuide do próximo; encarreguem-se de, no mínimo, um minotauro: será o suficiente para manter a segurança do time. Se algum de vocês estiver com dificuldades, grite pelo próximo, não tenham vergonha! Somos um time: chegamos até aqui unidos, e sairemos daqui unidos!

    Ouvi brados de alegria e a exaltação de meu nome. Como fui tolo em acreditar naquelas palavras. Se ao menos eu soubesse o que viria a seguir, jamais teria feito tudo o que fiz... Jamais teria feito aquela missão se eu ao menos soubesse o que iria me custar...

    ***

    Descemos, e logo fomos cercados pelos homens-touro; tolos que meus companheiros não eram logo seguiram meu plano, e começamos a ganhar terreno. Eu fui cercado por duas dessas criaturas, que rapidamente eliminei. Eles carregavam consigo itens interessantes, porém não os peguei. O tesouro me interessaria mais.

    No entanto, eu não contava com a esperteza daquela raça de criaturas; começaram a vir mais daqueles monstros do que eu esperava. Eu logo descobri a razão.

    — Shambler.

    Aquele traidor, com mil diabos! Eu sabia que ele estava tramando algo! Ele havia aberto uma sala cheia de minotauros — ele só havia nos seguido para obter mais lucro. Mais dinheiro tinto de sangue.

    Eu vi meus companheiros perderem terreno, e intervi rapidamente. Não me lembro de quantos homens-touro mandei conversarem com o Divino, mas juro que foi por uma boa causa.

    Meu sangue já estava fervendo, e eu senti um novo sentimento crescer dentro de mim — ódio. Jamais havia sentido algo assim, e Shambler era o responsável por tudo isso. Eu estava recoberto de sangue, e vi a morte de três de meu time. Khaftos ainda estava vivo, mas tinha dificuldades de respirar. Eu o escondi atrás de várias caixas, torcendo para que os demais minotauros não o atacassem.

    Annika ainda estava de pé. Éramos eu e ela contra Shambler e os demais minotauros. Começamos a ganhar mais terreno. Eu bloqueava as criaturas para ela enquanto a garota atirava flechas envenenadas naqueles seres. Shambler começou a se irritar, e decidiu partir para a artilharia pesada — ele abriu outra porta.

    Outra vez começamos a perder. Eu não tinha condições de continuar bloqueando; tive que avançar, e forcei Annika a empunhar uma arma de corpo-a-corpo. Ela abriu um dos baús de tesouro, e dele tirou uma linda e resistente espada. Matamos mais minotauros.

    Aquela matança desnecessária estava me deixando nauseado; Shambler parecia estar se divertindo às minhas custas. Foi então que, juntando meu ódio, minha repulsa e o desespero que sentia que vi o pior acontecer.

    Dizia a lenda que um minotauro possuidor de mágicos poderes vivia nas profundezas dessa ilha. E que ele, somente ele, teria a passagem para um lendário reino de homens-touro nas profundezas do grande continente Tibia. Eu sempre achei que, de todas as histórias que já ouvira em minha vida, essa seria a menos possível de todas. Eu estava equivocado. O Aprendiz Sheng — esse era seu nome — existia; ele estava lá, vivo e sedento de sangue.

    Annika não resistiu à luta, e morreu diante de meus olhos. Eu joguei seus pertences ao moribundo Khaftos, que lentamente se recuperava, e parti para a ação — eu não deixaria Shambler me vencer tão facilmente.

    Eu abri todos os baús de tesouro, e me apropriei dos pertences neles encerrados. Para minha surpresa, vi Shambler correr em minha direção como uma criança perdida e assustada — seu plano estava falhando, pois os minotauros, guiados pelo Aprendiz, vinham em sua direção.

    — Salve-me, Keras! — Ele implorou desesperado.

    Algo realmente havia mudado dentro de mim, pois eu teria salvado o rapaz sem pestanejar, fossem os tempos diferentes... Mas não eram. Eu havia me tornado indiferente à existência daquele sujeito. Minhas últimas palavras a ele foram as seguintes:

    — Não te salvarei; que você morra nas mãos do senhor dos homens-touro dessa localidade, pois eu te odeio. Odeio tudo o que você representa. Odeio aqueles que não amam a Natureza, que fazem dela o que bem entendem sem fazer caso dela. Vocês me enojam. Vá para o Inferno, que é o seu lugar.

    Quando terminei de proferir minhas palavras, Khaftos já estava de pé e tinha adquirido suas recompensas. Juntos, saímos do local, deixando Shambler morrer sem nada fazer.

    Erguemos um túmulo em homenagem aos mortos em combate — em homenagem à sua bravura. Eu finquei a espada de Annika junto ao túmulo dela, e fiz as devidas preces a Crunor e aos demais deuses, para que eles guardassem bem as almas daqueles que se foram — graças às ações de Shambler.

    Voltei à cidade junto a Khaftos, vendemos as armas, e não proferi uma palavra sequer.

    Continua...

    -----

    Nota da Autora: Obrigada a todos que estão lendo e comentando! Obrigada pelo suporte e pelas dicas! Continuem lendo e expondo suas opiniões por favor!
    Última edição por Iridium; 22-07-2012 às 20:50. Razão: Trocando hífens por travessões!

  9. #9
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    Essa história me lembra aquelas novelas medievais, misturado é claro com um pouquinho da nossa boa e velha linguagem coloquial. A frase de Iridium à Shamber me lembra um pouco sobre Rei Arthur(Contos originais mesmo, ou "A demanda do Santo Graal".)


    Enfim, bom capítulo. Continue, começo está excelente, se continuar assim logo vai virar uma história épica por aqui.
    Última edição por Senhor das Botas; 03-07-2012 às 13:18.


    Não espere algo bem elaborado e feito. De resto...

  10. #10
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    Olá.

    Devo dizer que gostei demais da sua história. Ainda não lí tudo, lí até o final do capítulo dois, pois estou sem tempo agora, mas prometo que irei ler tudo.

    Gostei demais da sua história, de verdade. Você escreve muito bem, e você pegou num ponto que amo: RookGaard.

    Só não se esqueça que a Amber pode te ajudar na sua história, viu? Ela é sobrevivente dos Orcs, ela mais do que ninguém sabe a língua deles.

    Só vou citar um único ponto que ví, e achei estranho. Foi aqui:

    - Sempre! – Respondi, com um leve sorriso. – Se não for desse modo, que graça tem a vida?
    Até esse momento, você tava levando a história sendo contada em 3ª pessoa, e no meio de tudo você mudou pra primeira. Acho que você deveria ter terminado essa frase em terceira pessoa, e depois sim iniciado em primeira. Tente ler novamente lá, ficou meio estranho.

    Mas, só isso. Você escreve muito bem, de verdade. E concerteza seguirei e acompanharei sua história.

    @merchan: Comecei uma aqui na seção também, e vai falar bastante de RookGaard, espero que acompanhe, me ajudando e criticando também.

    Até.

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