Dream Theater vai provavelmente fazer um tour na America Latina no começo de 2006!
Vou copiar a entrevista com James Labrie, vocalista do Dream Theater sobre seu Cd solo para cá...
http://www.paradisemetal.com.br/entrevistas.php?id=80
Mal posso esperar pelo show deles xS
" Em mais uma entrevista exclusiva, conversamos com James Labrie, vocalista do Dream Theater, que está divulgando seu trabalho solo. No bate papo o vocalista fala sobre sua banda principal, e sobre toda sua carreira. Confira.
Paradise Metal: James, você já é conhecido mundialmente não só pelo seu sucesso com o Dream Theater, mas também com seus projetos pessoais como o Mullmuzzler e Madmen and Sinners também. Agora você nos traz seu primeiro álbum solo, intitulado Elements of Persuasion. O que você poderia dizer para nossos leitores sobre esse disco?
James Labrie: Bom, eu acho que a razão que me fez lançar esse disco sob o meu próprio nome foi porque eu assinei um contrato para um disco novo com a Inside Out Music, então é como se fosse um recomeço, um novo capítulo. E eu e o Matt Guillory, meu principal colaborador e co-compositor do disco queríamos começar também um trabalho novo, com uma proposta musical um pouco diferente dessa vez. Queríamos um disco bem pesado, porém existam músicas que dão uma respiradinha, algo não tão poluído, como por exemplo Smashed, Lost e Slightly Out of Reach que meio que fazem o disco um pouco mais diverso e dinâmico. Ser lançado sob o meu nome foi para apenas enfatizar que era um novo começo para nós.
Paradise Metal: E existe algum conceito nesse disco?
James Labrie: Na verdade o que existem são semelhanças entre alguns temas das músicas, mas um conceito própriamente dito é inexistente. Existem assuntos interligados no disco como religião, relações sociais, a sociedade em geral, relações entre pessoas, coisas assim. Muito do disco saiu de minha observação do dia a dia no mundo, de livros que eu li, notícias, a mídia em geral. Pode vir de qualquer fonte de inspiração (risos).
Paradise Metal: Você e o Matt Guillory foram os compositores do disco. Como foi escrever as músicas em dupla?
James Labrie: A maneira que a composição funciona é a seguinte: Nós vamos ao encontro um do outro com idéias preparadas. Eu tenho um mini gravador como esse mesmo que você está usando pra gravar nossa entevista, aonde eu gravo as idéias que tenho. E é literalmente eu cantando "Pa ra pa pa pa ra ra pa" (Risos) coisas assim. E ele me apresenta umas levadas nos teclados e daí em diante nós tentamos combiná-las e trabalhar nelas. E você vai montando uma música inteira rapidinho. Nós também trouxemos mais uma pessoa para colaborar com algumas músicas, que foi Brian Weary. Ele escreveu partes de Freaks, Undecided, Invisible, Oblivion e Pretender. Foi bem legal no geral mas acabou levou dois anos.
Paradise Metal: Imagino que isso se deva aos outros vários projetos que ambos vocês possuem.
James Labrie: Claro, e eu também saí em turnê com o Dream Theater, então não dava muito tempo sabe? E claro eu também possuo esposa e filhos em casa e preciso passar meu tempo com eles. Para mim eles são a coisa mais importante da minha vida! Então nos reuníamos assim que possível para compor. E enquanto não fazíamos isso, mandavamos mp3 de um para o outro das idéias que tínhamos. Foi mais ou menos isso.
Paradise Metal: Nós achamos que o álbum soa um tanto quanto experimental.
James Labrie: Com certeza, existe uns experimentos no disco, em relação a sons eu diria. Tem aquele feeling techno, tem muitos samples usados e tudo mais. Mas muito daquela inspiração veio de bandas como Mudvayne, Meshuggah, Sevendust, Linkin Park e aí íamos para o lado oposto e as influencias vinham de Peter Gabriel por exemplo, o último disco dele é fenomenal! Também vinham de Seal e Sting... Foi isso que fez com que tomássemos uma direção nova, simplesmente porque essas bandas estavam nos deixando inspirados a compor. Queríamos algo bem diferente de Mullmuzzler, mas ainda têm algumas semelhanças entre os dois. Mas o resultado final do Elements of Persuasion é exatamente aonde queríamos ir com a música. Nessa direção que decidimos tomar, chegamos a conclusão de que o disco teria de haver um trabalho de guitarra que se destacasse. Se você quer fazer um disco pesado, precisa de um guitarrista bom, concorda?
Paradise Metal: Sem dúvidas alguma!
James Labrie: Sabendo disso, nós convidamos Marco Sfogli para tocar conosco. Originalmente, a idéia era usar Andy Timmons mas não funcionou porque as agendas não entravam em acordo. O Marco é novo, tem só 24 anos e é um dos melhores guitarristas que eu já vi tocar na vida inteira!
Paradise Metal: Ele realmente chamou muita atenção, impressionou muito. E o estilo dele é similar ao do Petrucci, não acha?
James Labrie: Absolutamente! Com certeza! O John Petrucci tem o nosso álbum, assim como também os outros caras no Dream Theater e eles adoraram. E eles estão extasiados pelo guitarrista, o Marco. Isso sem contar Mike Mangini na bateria que também é um músico excelente. Todos os músicos que gravaram o disco são excepcionais.
Paradise Metal: Com certeza. Agora James, voltando ao que eu dizia sobre o disco estar mais experimental. Encontramos uma enorme variedade de estilos nele. A abertura se dá com Crucify, bem pesada e logo depois possui uma música bem nu metal com o DJ fazendo record scratching. Aliás, isso tem recebido comentários positivos e negativos também, muita gente achou um tanto quanto estranho.
James Labrie: Isso é bom. Aliás, que ótimo que falam isso. Não acho nem um pouco ruim ter influências de nu metal no disco. Sinceramente, música é um assunto muito subjetivo e as pessoas irão gostar do que você faz ou não. E tudo bem, nao tem problemas nisso! Se não gostaram do meu álbum por que existe uma levada nu metal, tudo bem, eu aceito isso. Mas por favor vai, se liga! Escute a música pelo que ela é como um todo. Sinta o feeling, as letras, a melodia fluindo. Agora, se querem vai ficar se preocupando com alguns sons isolados na música, estão perdendo o principal, confundindo as coisas. Não vale a pena ouvir uma parte de uma música e tirar conclusões sobre o disco inteiro. É um cd bem dinamico, diverso, atmosfetrico, tem muita coisa interessante.
Paradise Metal: Agora indo um pouquinho adiante, vamos falar do disco novo do Dream Theater, Octavarium. O que você pode nos dizer sobre esse lançamento?
James Labrie: Sinceramente acho que é o melhor disco que lançamos em um longo período. Ontem eu, Jordan e o Mike estavamos no meu show solo conversando sobre isso e estamos muito empolgados com Octavarium. É como se fosse o Dream Theater voltando as raízes. É progressivo, bem dinamico, estamos tocando no limite, experimental em algumas partes, emocionante em outras, é bem legal. Eu acho que mais uma vez tem muitos sons experimentais pelo álbum todo e também é um tanto obscuro. É um disco que vai mostrar a todos que nós continuamos tentando nos reinventar mas mantendo a linha da banda, continuando da maneira que somos.
Paradise Metal: O disco segue a linha do trabalho mostrado em Train of Thought?
James Labrie: Eu acho que não. Train of Thought foi mais pesadão, esse é mais no estilo do Awake e do Scenes com um pouquinho do Images. É bem legal! E também é o nosso oitvao disco, possui 8 músicas, várias coisinhas legais escondidas. Mas não é um disco conceitual.
Paradise Metal: Olhando para trás na sua carreira, desde que você começou no Dream Theater e até hoje, sendo um dos maiores vocalistas do metal mundial. Como você se sente com tudo isso que conseguiu até hoje? Era isso que você queria fazer mesmo?
James Labrie: Sem dúvida, desde que eu tinha 5 anos de idade eu queria ser um cantor. Imediatamente eu já sabia que queria lidar com música de uma forma ou outra. Cresci numa família bem musical, meus pais eram músicos e eu sabia que era isso que me faria feliz. E se tratando de vocais, atualmente eu estou no que eu considero meu ápice, meu melhor ponto até hoje. Eu tive um sério problema de rompimento na corda vocal em 1994.
Paradise Metal: Eu estava abrindo minha boca para comentar sobre isso! (risos)
James Labrie: (Risos) Cuidado para não romper a corda vocal então! (Risos) Esse problema me custou longos 8, 9 anos para que fosse curado. Tive que ir à três especialistas no assunto, e os médicos diziam que levaria muito tempo para curar, que eu tinha que deixar isso acontecer naturalmente. Mas é difícil fazer isso quando você está fazendo turnês constantes, né? Ter que fazer os shows nesas condições foi horrível. Eu estava extremamente deprimido, vamos deixar nessas palavras. Há pouco menos de dois anos eu senti que estava começando a melhorar, e eu comecei a estudar com uma cantora chamada Victoria Thompson. Ela disse que eu estava curado mas queria me mostrar como usar minha voz da maneira correta. E graças a isso, hoje eu creio que estou cantando melhor do que nunca e tenho que agradecer a ela por me ajudar nisso. Mesmo os caras do Dream Theater pensam isso, dizem que minha voz está mais forte do que nunca. Acho que é um bom lugar para mim agora, já que tive que passar por 8 anos e meio numa situação terrível.
Paradise Metal: E óbviamente você ouviu muitar críticas em cima dos seus vocais nesse tempo.
James Labrie: Com certeza, mas que que eu posso fazer? As pessoas vão criticar o que elas escutam, então eu sinceramente não culpo elas! Mas eu tive que lidar com isso, né? Me chateou, mas fazer o que? Mesmo que a gente não queira ouvir as críticas as vezes, não temos escolha. Então pensei que eu deveria mudar a situação e me reerguer novamente. E foi o que eu fiz.
Paradise Metal: Agora, eu sei que se não fosse a música, você acabaria virando um jogador de hockey!
James Labrie: (Risos) Pois é, eu joguei hockey mas só até eu fazer dezesseis anos. Acontece que eu tive um acidente jogando, eu quebrei as costas em um jogo. Fui acertar o cara na parede e acabei voando por cima dele como resultado do impacto. Caí de cara na parede com as pernas por cima da cabeça, foi um desastre. Acabei quebrando um osso na espinha dorsal e fiquei deitado por 3 semanas e meia. Depois tive que fazer fisioterapia, mas a fratura tinha o tamanho de um fio de cabelo então não chegou a causar tanto dano assim. Mas doeu, viu? (Risos)
Paradise Metal: É, dá pra imaginar...Bom, em breve você estará tocando na Europa abrindo pro Evergrey. Quais as expectativas?
James Labrie: Eu acho que será fantástico, porque o meu material é bem pesado, cheio de guitarras e é isso que o Evergrey tem de melhor. O peso, a agressividade, uma banda de prog metal sensacional. Vai ser muito legal!
Paradise Metal: E depois você tocará com o Dream Theater junto do Angra, do Brasil!
James Labrie: Exatamente! Tocamos com eles na França na época do André Matos em 1997 ou 1998. E agora eles tem um cantor novo, né?
Paradise Metal: Isso, o André agora está numa outra banda, no Shaaman.
James Labrie: Ah, entendi. O Angra é uma banda muito talentosa, vai ser super legal tocar com eles novamente!
Paradise Metal: E falando em Brasil, vocês não tocam no Brasil já tem um bom tempo!!!
James Labrie: Pois é. Nesse exato momento eu não vou confirmar nada, mas nossa agencia está negociando uma turnê de 16 shows na América do Sul em janeiro e fevereiro. Brasil, Argentina, Chile e Colômbia podem nos esperar pois provavelmente estaremos aí! E é ridículo que não tenhamos tocado lá em 7 anos e meio. E considerando o número de fãs que temos lá, acho que será uma experiência memorável. Brasil sempre é sensacional quando nós tocamos, em 98 com o Megadeth no Monsters of Rock e em 97 também, sozinhos. Foi inacreditável!
Paradise Metal: Com certeza, os fãs não vêem a hora de ver vocês novamente. Agora para encerrar, mande um recado para os fãs brasileiros!
James Labrie: Bom, espero que vocês brasileiros se cuidem, já faz tempo que não nos vemos e na próxima turnê mundial estaremos aí com certeza e vamos todos ter uma experiência sensacional com o Dream Theater e os fãs. Muito obrigado pelo apoio de sempre!"
Hail Dream Theater!
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