Para sua informação, estou na faculdade.Postado originalmente por DarkMan
Assisti a uma matéria no fantástico falando sobre as drogas, seus problemas e suas dependências.
Quando o cara falou sobre a maconha, afirmou que a substância que ela produz no cérebro (o THC) é uma subistância um pouco prejudicial mas que não faz mal a ninguém. Vou explicar com fatos:
(resumido pra vcs, se quizerem tem mais dps)
POR QUE É PROIBIDO? Parte 1 – Sede de Poder
"O corpo esmagado da menina jazia espalhado na calçada
um dia depois de mergulhar do quinto andar de um
prédio de apartamentos em Chicago. Todos disseram que
ela tinha se suicidado, mas, na verdade, foi
homicídio.
O assassino foi um narcótico conhecido na América como
marijuana e na história como haxixe.
Usado na forma de cigarros, ele é uma novidade nos
Estados Unidos e é tão perigoso quanto uma cascavel."
Começa assim a matéria "Marijuana: assassina de
jovens", publicada em 1937 na revista American
Magazine.
A cena nunca aconteceu. O texto era assinado por um
funcionário do governo chamado Harry Anslinger.
Se a maconha, hoje, é ilegal em praticamente todo o
mundo, não é exagero dizer que o maior responsável foi
ele.
POR QUE É PROIBIDO? Parte 2 – Fibras sintéticas e
papel
Mas é improvável que a cruzada fosse motivada apenas
pela sede de poder. Outros interesses devem ter
pesado. Anslinger era casado com a sobrinha de Andrew
Mellon, dono da gigante petrolífera Gulf Oil e um dos
principais investidores da igualmente gigante Du Pont.
"A Du Pont foi uma das maiores responsáveis por
orquestrar a destruição da indústria do cânhamo",
afirma o escritor Jack Herer, em seu livro The Emperor
Wears No Clothes (O imperador está nu, ainda sem
tradução).
Nos anos 20, a empresa estava desenvolvendo vários
produtos a partir do petróleo: aditivos para
combustíveis, plásticos, fibras sintéticas como o
náilon e processos químicos para a fabricação de papel
feito de madeira.
Esses produtos tinham uma coisa em comum: disputavam o
mercado com o cânhamo. Seria um empurrão considerável
para a nascente indústria de
sintéticos se as imensas lavouras de cannabis fossem
destruídas, tirando a fibra do cânhamo e o óleo da
semente do mercado.
"A maconha foi proibida por interesses econômicos,
especialmente para abrir o mercado das fibras naturais
para o náilon", afirma o jurista Wálter Maierovitch,
especialista em tráfico de entorpecentes e
ex-secretário nacional antidrogas.
POR QUE É PROIBIDO? Parte 3 – Controle Social
Anslinger também atuou internacionalmente. Criou uma
rede de espiões e passou a freqüentar as reuniões da
Liga das Nações, antecessora da ONU, propondo tratados
cada vez mais duros para reprimir o tráfico
internacional.
Também começou a encontrar líderes de vários países e
a levar a eles os mesmos argumentos aterrorizantes que
funcionaram com os americanos.
Não foi difícil convencer os governos – já na década
de 20 o Brasil adotava leis federais antimaconha. A
Europa também embarcou na onda proibicionista.
"A proibição das drogas serve aos governos porque é
uma forma de controle social das minorias", diz o
cientista político Thiago Rodrigues, pesquisador do
Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre
Psicoativos. Funciona assim: maconha é coisa de
mexicano, mexicanos são uma classe incômoda. "Como não
é possível proibir alguém de ser mexicano, proíbe-se
algo que seja típico dessa etnia", diz Thiago.
Assim, é possível manter sob controle todos os
mexicanos - eles estarão sempre ameaçados de cadeia.
Por isso a proibição da maconha fez tanto sucesso no
mundo.
O governo brasileiro achou ótimo mais esse instrumento
para manter os negros sob controle.
MACONHA FAZ MAL?
Taí uma pergunta que vem sendo feita faz tempo. Depois
de mais de um século de pesquisas, a resposta mais
honesta é: faz, mas muito pouco e só para casos
extremos. O uso moderado não faz mal.
A preocupação da ciência com esse assunto começou em
1894, quando a
Índia fazia parte do Império Britânico. Havia, então,
a desconfiança de que o bhang, uma bebida à base de
maconha muito comum na Índia, causava demência.
Grupos religiosos britânicos reivindicavam sua
proibição.
Formou-se a Comissão Indiana de Drogas da Cannabis,
que passou dois anos investigando o tema. O relatório
final desaconselhou a proibição: "O bhang é quase
sempre inofensivo quando usado com moderação e, em
alguns casos, é benéfico. O abuso do bhang é menos
prejudicial que o abuso do álcool".
Em 1944, um dos mais populares prefeitos de Nova York,
Fiorello La Guardia, encomendou outra pesquisa. Em
meio à histeria antimaconha de Anslinger, La Guardia
resolveu conferir quais os reais riscos da tal droga
assassina.
Os cientistas escolhidos por ele fizeram testes com
presidiários (algo comum na época) e concluíram: "O
uso prolongado da droga não leva à
degeneração física, mental ou moral". O trabalho
passou despercebido no meio da barulheira
proibicionista de Anslinger.
A partir dos anos 60, várias pesquisas parecidas foram
encomendadas por outros governos. Relatórios
produzidos na Inglaterra, no Canadá e nos Estados
Unidos aconselharam um afrouxamento nas leis. Nenhuma
dessas pesquisas foi suficiente para forçar uma
mudança.
Mas a experiência mais reveladora sobre a maconha e
suas conseqüências foi realizada fora do laboratório.
Em 1976, a Holanda decidiu parar de prender usuários
de maconha desde que eles comprassem a droga em cafés
autorizados. Resultado: o índice de usuários continua
comparável aos de outros países da Europa. O de jovens
dependentes de heroína caiu - estima-se que, ao tirar
a maconha da mão dos traficantes, os holandeses
separaram essa droga das mais pesadas e, assim,
dificultaram o acesso a elas.
Nos últimos anos, os possíveis males da maconha foram
cuidadosamente escrutinados – às vezes por
pesquisadores competentes, às vezes por gente mais
interessada em convencer os outros da sua opinião.
Veja abaixo um resumo do que se sabe:
Câncer - Não se provou nenhuma relação direta entre
fumar maconha e câncer de pulmão, traquéia, boca e
outros associados ao cigarro. Isso não quer dizer que
não haja. Por muito tempo, os riscos do cigarro foram
negligenciados e só nas últimas duas décadas ficou
claro que havia uma bomba-relógio armada - porque os
danos só se manifestam depois de décadas de uso
contínuo.
Há o temor de que uma bomba semelhante esteja para
explodir no caso da maconha, cujo uso se popularizou a
partir dos anos 60. O que se sabe é que o cigarro de
maconha tem praticamente a mesma composição de um
cigarro comum – a única diferença significativa é o
princípio ativo.
No cigarro é a nicotina, na maconha o
tetrahidrocanabinol, ou THC.
Também é verdade que o fumante de maconha tem
comportamentos mais arriscados que o de cigarro: traga
mais profundamente, não usa filtro e segura a fumaça
por mais tempo no pulmão (o que, aliás, segundo os
cientistas, não aumenta os efeitos da droga).
Em compensação, boa parte dos maconheiros fuma muito
menos e pára ou reduz o consumo depois dos 30 anos
(parar cedo é sabidamente uma forma de diminuir
drasticamente o risco de câncer).
Em resumo: o usuário eventual de maconha, que é o mais
comum, não precisa se preocupar com um aumento grande
do risco de câncer.
Quem fuma mais de um baseado por dia há mais de 15
anos deve pensar em parar.
Dependência - Algo entre 6% e 12% dos
usuários,dependendo da pesquisa, desenvolve um uso
compulsivo da maconha (menos que a metade das taxas
para álcool e tabaco). A questão é: será que a maconha
é a causa da
dependência ou apenas uma válvula de escape.
"Dependência de maconha não é problema da substância,
mas da pessoa", afirma o psiquiatra Dartiu Xavier,
coordenador do Programa de Orientação e Atendimento a
Dependentes da Escola Paulista de Medicina.
Segundo Dartiu, há um perfil claro do dependente de
maconha: em geral, ele é jovem, quase sempre ansioso e
eventualmente depressivo. Pessoas que não se encaixam
nisso não desenvolvem o vício. "E as que se encaixam
podem tanto ficar dependentes de maconha quanto de
sexo, de jogo, de internet", diz.
Muitos especialistas apontam para o fato de que a
maconha está ficando mais perigosa – na medida em que
fica mais potente. Ao longo dos últimos 40 anos, foi
feito um melhoramento genético, cruzando plantas com
alto teor de THC. Surgiram variedades como o skunk.
No último ano, foram apreendidos carregamentos de
maconha alterada geneticamente no Leste europeu – a
engenharia genética é usada para aumentar a potência,
o que poderia aumentar o potencial de dependência.
Segundo o farmacólogo Leslie Iversen, autor do ótimo
The Science
of Marijuana (A ciência da maconha, sem tradução para
o português) e consultor para esse tema da Câmara dos
Lordes (o Senado inglês), esses temores são exagerados
e o aumento da concentração de THC não foi tão grande
assim.
Para além dessa discussão, o fato é que, para quem é
dependente, maconha faz muito mal. Isso é
especialmente verdade para crianças e adolescentes. "O
sujeito com 15 anos não está com a personalidade
formada. O uso exagerado de maconha pode ser muito
danoso a ele", diz Dartiu. O maior risco para
adolescentes que fumam maconha é a síndrome
amotivacional, nome que se dá à completa perda de
interesse que a droga causa em algumas pessoas. A
síndrome amotivacional é muito mais freqüente em
jovens e realmente atrapalha a vida – é quase certeza
de bomba na escola e de crise na família.
Danos cerebrais - "Maconha mata neurônios." Essa
frase, repetida há décadas, não passa de mito. Bilhões
de dólares foram investidos para comprovar que o THC
destrói tecido cerebral – às vezes com pesquisas que
ministravam doses de elefante em ratinhos –, mas nada
foi encontrado.
Muitas experiências foram feitas em busca de danos nas
capacidades cognitivas do usuário de maconha. A maior
preocupação é com a memória. Sabe-se que o usuário de
maconha, quando fuma, fica com a memória de curto
prazo prejudicada.
São bem comuns os relatos de pessoas que têm idéias
que parecem geniais durante o "barato", mas não
conseguem lembrar-se de nada no
momento seguinte. Isso acontece porque a memória de
curto prazo funciona mal sob o efeito de maconha e,
sem ela, as memórias de longo prazo não são fixadas (é
por causa desse "desligamento" da memória que o
usuário perde a noção do tempo).
Mas esse dano não é permanente. Basta ficar sem fumar
que tudo volta a
funcionar normalmente. O mesmo vale para o raciocínio,
que fica mais lento quando o usuário fuma muito
freqüentemente.
Há pesquisas com usuários "pesados" e antigos, aqueles
que fumam vários baseados por dia há mais de 15 anos,
que mostraram que eles se saem um pouco pior em alguns
testes, principalmente nos de memória e de atenção. As
diferenças, no entanto, são sutis. Na comparação com o
álcool, a maconha leva grande vantagem: beber muito
provoca danos cerebrais irreparáveis e destrói a
memória.
Coração - O uso de maconha dilata os vasos sangüíneos
e, para compensar, acelera os batimentos cardíacos.
Isso não oferece risco para a maioria dos usuários,
mas a droga deve ser evitada por quem sofre do
coração.
Infertilidade - Pesquisas mostraram que o usuário
freqüente tem o número de espermatozóides reduzido.
Ninguém conseguiu provar que isso possa causar
infertilidade, muito menos impotência. Também está
claro que os espermatozóides voltam ao normal quando
se pára de fumar.
Depressão imunológica - Nos anos 70, descobriu-se que
o THC afeta os glóbulos brancos, células de defesa do
corpo. No entanto, nenhuma pesquisa encontrou relação
entre o uso de maconha e a incidência de infecções.
Loucura - No passado, acreditava-se que maconha
causava demência. Isso não se confirmou, mas sabe-se
que a droga pode precipitar crises em quem já tem
doenças psiquiátricas.
Gravidez - Algumas pesquisas apontaram uma tendência
de filhos de mães que usaram muita maconha durante a
gravidez de nascer com menor peso. Outras não
confirmaram a suspeita. De qualquer maneira, é melhor
evitar qualquer droga psicoativa durante a gestação.
Sem dúvida, a mais perigosa delas é o álcool.
No geral, não. A maioria das pessoas não gosta dos
efeitos e as afirmações de que a erva, por ser
"natural", faz bem, não passam de besteira. Outros
adoram e relatam que ela ajuda a aumentar a
criatividade, a relaxar, a melhorar o humor, a
diminuir a ansiedade. É inevitável: cada um é um.
O uso medicinal da maconha é tão antigo quanto a
maconha. Hoje há muitas pesquisas com a cannabis para
usá-la como remédio. Segundo o farmacólogo inglês
Iversen, não há dúvidas de que ela seja um remédio
útil para muitos e fundamental para alguns, mas há um
certo exagero sobre seus potenciais. Em outras
palavras: a maconha não é a salvação da humanidade. Um
dos maiores desafios dos laboratórios é tentar separar
o efeito medicinal da droga do efeito psicoativo – ou
seja, criar uma maconha que não dê "barato".
Muitos pesquisadores estão chegando à conclusão de que
isso é impossível: aparentemente, as mesmas
propriedades químicas que alteram a percepção do
cérebro são responsáveis pelo caráter curativo. Esse
fato é uma das limitações da maconha como medicamento,
já que muitas pessoas não gostam do efeito mental. No
Brasil, assim como em boa parte do mundo, o uso médico
da cannabis é proibido e milhares de pessoas usam o
remédio ilegalmente. Conheça alguns dos usos:
Câncer - Pessoas tratadas com quimioterapia muitas
vezes têm enjôos terríveis, eventualmente tão
terríveis que elas preferem a doença ao remédio. Há
medicamentos para reduzir esse enjôo e eles são
eficientes. No entanto, alguns pacientes não respondem
a nenhum remédio legal e respondem maravilhosamente à
maconha. Era o caso do brilhante escritor e
paleontólogo Stephen Jay Gould, que, no mês passado,
finalmente, perdeu uma batalha de 20 anos contra o
câncer (leia mais sobre ele).
Gould nunca tinha usado drogas psicoativas – ele
detestava a idéia de que interferissem no
funcionamento do cérebro. Veja o que ele disse: "A
maconha funcionou como uma mágica. Eu não gostava do
'efeito colateral' que era o borrão mental. Mas a
alegria cristalina de não ter náusea – e de não
experimentar o pavor nos dias que antecediam o
tratamento – foi o maior incentivo em todos os meus
anos de quimioterapia".
Aids - Maconha dá fome. Qualquer um que fuma sabe
disso (aliás, esse é um de seus inconvenientes: ela
engorda). Nenhum remédio é tão eficiente para
restaurar o peso de portadores do HIV quanto a
maconha.
E isso pode prolongar muito a vida: acredita-se que
manter o peso seja o principal requisito para que um
soropositivo não desenvolva a doença. O problema: a
cannabis tem uma ação ainda pouco compreendida no
sistema imunológico. Sabe-se que isso não representa
perigo para pessoas saudáveis, mas pode ser um risco
para doentes de Aids.
Esclerose múltipla - Essa doença degenerativa do
sistema nervoso é terrivelmente incômoda e fatal. Os
doentes sentem fortes espasmos musculares, muita dor e
suas bexigas e intestinos funcionam muito mal.
Acredita-se que ela seja causada por uma má função do
sistema imunológico, que faz com que as células de
defesa ataquem os neurônios. A maconha alivia todos os
sintomas. Ninguém entende bem por que ela é tão
eficiente, mas especula-se que tenha a ver com seu
pouco compreendido efeito no sistema imunológico.
Dor - A cannabis é um analgésico usado em várias
ocasiões. Os relatos de alívio das cólicas menstruais
são os mais promissores.
Glaucoma - Essa doença caracteriza-se pelo aumento da
pressão do líquido dentro do olho e pode levar à
cegueira. Maconha baixa a pressão intraocular. O
problema é que, para ser um remédio eficiente, a
pessoa tem que fumar a cada três ou quatro horas, o
que não é prático e, com certeza, é nocivo (essa dose
de maconha deixaria o paciente eternamente "chapado").
Há estudos promissores com colírios feitos à base de
maconha, que agiriam diretamente no olho, sem afetar o
cérebro.
Ansiedade - Maconha é um remédio leve e pouco
agressivo contra a ansiedade. Isso, no entanto,
depende do paciente. Algumas pessoas melhoram após
fumar; outras, principalmente as pouco habituadas à
droga, têm o efeito oposto. Também há relatos de
sucesso no tratamento de depressão e insônia, casos em
que os remédios disponíveis no mercado, embora sejam
mais eficientes, são também bem mais agressivos e têm
maior potencial de dependência.
Dependência - Dois psiquiatras brasileiros, Dartiu
Xavier e Eliseu Labigalini, fizeram uma experiência
interessante. Incentivaram dependentes de crack a
fumar maconha no processo de largar o vício.
Resultado: 68% deles abandonaram o crack e, depois,
pararam espontaneamente com a maconha, um índice
altíssimo. Segundo eles, a maconha é um remédio feito
sob medida para combater a dependência de crack e
cocaína, porque estimula o apetite e combate a
ansiedade, dois problemas sérios para cocainômanos.
Dartiu e Eliseu pretendem continuar as pesquisas, mas
estão com problemas para conseguir financiamento –
dificilmente um órgão público investirá num trabalho
que aposte nos benefícios da maconha.
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