
Postado originalmente por
Gëik
Quanto ao primeiro/segundo paragrafo, concordo em tudo. Tanto que escrevi "eis um campo para se otimizar"(não parei para pensar numa solução). Também acho que boletim, provas em excesso são desnecessarias. Vou compartilhar uma coisa, desde que eu entrei na universidade aprendi mais fazendo os projetos passados pelos professores(pesquisando, ralando e resolvendo os erros mais comuns) do que resolvendo provas.
Por mim, extinguiria as provas e fazia só projetos.
Cara, vou ser sincero. Eu acho impossível seu estado mental estar feliz quando se estuda 8 horas por dia( por isso coloquei "não é simplesmente"). Muito do nosso "prazer" se torna cansaço e esforço e isso é realmente necessario para se obter excelencia numa area. Eu acho balela de quem fala que estuda 1h/dia mas estuda com prazer e consequentemente aprende mais. Não acredito nisso, muitas vezes devemos exceder o prazer e transpirar para obter resultados, é necessario um sacrificio pessoal.
Não sei se deu pra entender.
Então, vou escrever um pouco sobre essa sua resposta e depois, com mais tempo, cito o Martiny;
Cara, concordo que várias horas por dia é exaustivo dificilmente alguém conseguirá tirar esse tempo todos os dias para estudar e se sentir bem, apenas cansado. Porém, cansei de perder tardes desenvolvendo pensamentos e lendo umas merdas sobre medicina que nada tinham de correlação com o que estava sendo ensinado na facul. Surpreendentemente, senti muito mais prazer nisso do que em qualquer outra coisa que fiz no dia e nos dias seguintes.
Mas vamos falar um pouco de
prazer e
felicidade;
Acredito que
felicidade seja um estado transitório. Sempre transitório, porque ele acontece quando você sai de um nível ruim para um melhor. Não há felicidade crônica.
Prazer, por sua vez, é uma recompensa que a mente (ou espirito, se preferir) desenvolve por realizar algo. Esse algo pode ser de dois tipos, que na verdade são um só. Vamos entrar em psicologia, vai com calma...
A obtenção de prazer pode se dividir em dois lados; o primeiro é o prazer fruto de algo instintivo, de algo que foi feito para nos dar prazer. Por exemplo, sentimos prazer ao comer chocolate, ao fazer sexo e ao dormir. O segundo é aquele prazer que vem dos processos cognitivos, ou seja, do aprendizado. O prazer cognitivo é, digamos assim, "artificial". É aquele prazer que se sente quando se recebe um presente, quando se recebe um elogio ou quando se faz o que gosta. É o prazer de fazermos aquilo que julgamos ser prazeroso. Muita gente mistura os dois e além do prazer em comer chocolate tem o prazer do ritual de "estar comendo chocolate". Outros fazem o contrário e mascaram o prazeroso paladar do doce dizendo mentalmente pra si mesmo que aquilo é ruim. Pra comprovar o que acabei de dizer e não acharem que estou ficando louco, vide
"O cachorro de Pavlov". Pode ser no wikipédia mesmo.
Tá, tá, enrolei e não disse nada, mas vamos ao ponto.
É absurdamente possível uma pessoa se condicionar (ou ser condicionada pelo meio em que cresceu, por influência de outras pessoas,etc.) a sentir o mesmo prazer que sentiria se tivesse ganho na loteria enquanto está estudando. Não é fácil, mas é possível.
Então, how stuff works?
Por isso que concordo com o que o Martiny escreveu. Estudar pode sim ser muito bom e não surtir nenhum sentimento de obrigação.