Olá Galera,
Segue o fim do Livro II!
O Livro II pode não ter ficado tão bom quanto eu queria, mas já estou preparando o Livro III e prometo fazer dele o melhor até o momento!
Vou dar uma pausa entre os dois livros, para poder estruturar a história toda antes de começar em postar! Mas eu tenho certeza que um ou dois meses de espera não serão nada comparados com o Livro que vem por aí!
Spoiler: Respostas aos comentários
Capítulo 17 - O Mestre da Cripta (Parte 2) - Season Finale
Quanto mais tempo ele passava ali apenas se defendendo, mais dores ele sentia e mais cansado ficava. Ele precisava fazer alguma coisa rapidamente, mas sem os seus amigos e contra um inimigo tão forte, tudo ficou mais difícil.
Dan então lembrou-se de um momento em Rookgaard, em que ele esteve sozinho e teve que lidar com um inimigo tão poderoso quanto aquele esqueleto: foi quando ele enfrentou Kraknaknork. Naquele dia, sua força não foi suficiente e para vencer o seu inimigo, ele precisou recorrer a um objeto mágico, a maçã dada por Cerdras.
Apesar de carregar aquela fruta em sua mochila, Dan não sabia se ela ainda mantinha as suas propriedades mágicas e se uma nova mordida faria algum efeito, mas naquela situação, a maçã era a sua única esperança e ele precisava arriscar.
Após juntar suas últimas forças, Dan conseguiu empurrar o esqueleto com o seu escudo, afastando um pouco a criatura. Sem conseguir correr, ele apenas andou até um canto e se encostou, já colocando a mão em sua mochila para pegar a fruta.
Antes que fosse alcançado novamente, o jovem pegou a maçã e deu uma nova grande mordida ao lado da anterior. Dan se protegeu com o escudo de um novo golpe, enquanto sentia algo diferente acontecendo. Do mesmo modo que em Rookgaard, ele sentiu suas forças voltando e até mesmo mais do que ele tinha antes, como se com um golpe ele pudesse quebrar uma rocha.
Após receber mais alguns golpes no seu escudo, Dan decidiu dar logo um fim àquilo tudo, ele empurrou novamente o esqueleto, sacou sua espada e começou a golpeá-lo.
Para a sua surpresa, a criatura pareceu ter pressentido um perigo maior e conseguiu desviar de alguns golpes, recuando e mostrando ainda alguma agilidade. Dan teve que defender um golpe com o seu escudo, mas sem dificuldades seguiu atacando a criatura até que ela alcançasse a parede.
Sem ter mais para aonde recuar, a criatura tentou usar sua arma para se defender, mas um novo golpe do jovem fez a maça voar para longe. Dan usou toda a sua força no ataque seguinte, o esqueleto tentou bloquear com o braço, mas foi em vão, a criatura viu o seu membro virar pó, antes de ser atingida em cheio na parte já frágil da sua armadura. Dividido em dois, o esqueleto caiu no chão e se desmontou completamente.
Dan enfim se sentiu a salvo naquela cripta. Ele deu uma rápida olhada para os seus braços e teve a sensação de que eles estavam maiores do que o comum. O jovem guardou sua espada, sacou sua maçã e ficou por alguns segundos admirando aquele objeto mágico, que por duas vezes salvou a sua vida. Ele notou que poderia ainda dar mais uma ou duas mordidas e ficou ansioso por encontrar Cerdras novamente, para lhe agradecer e lhe perguntar sobre a origem daquele magnífico objeto.
Com seus olhos já acostumados com a escuridão, Dan não se preocupou em usar uma nova magia, ele guardou a fruta, sacou sua espada e seguiu tranquilamente pelo corredor rumo à saída da masmorra. O jovem ainda encontrou dois esqueletos e não teve dificuldade para eliminá-los, provavelmente por ainda estar com uma força extra. Quando já estava no andar superior, também derrotou facilmente os morcegos e as aranhas até encontrar a escada para o local onde ele havia se equipado. Dan subiu, atravessou o salão, passou pela porta e seguiu pela escada, até enfim enxergar novamente a luz do dia.
[Estrella] – Mas o que é isso? – disse a bela Feiticeira, logo que viu o jovem.
[Dan] – É... – confuso, ele não entendeu o que estava acontecendo – Isso o que?
[Estrella] – Essa armadura! Essa espada! – ela parecia assustada e dizia como se sentisse um pouco de nojo – Esse escudo! Você não ouviu o que eu disse sobre equipamentos leves? Você se tornou um Feiticeiro! Por que está usando essas coisas?
Encabulado, Dan pensou em se explicar, mas desistiu e se apressou para abrir a sua mochila e pegar a capa de feiticeiro que ele havia guardado.
[Estrella] – Ande! Jogue tudo isso fora! Armaduras, espadas e escudos! – dizia visivelmente contrariada.
[Dan] – Mas... – disse com um olhar triste para a sua espada – Essa é a Espada de Carlin, da minha cidade, significa muito para mim... Eu não posso jogá-la fora assim...
[Estrella] – Tudo bem... Alguns Feiticeiros usaram espadas por muito tempo, então não vou lhe recriminar por isso! Mas jogue todo o resto fora!
Preocupado com a reação da mulher, Dan jogou rapidamente fora o seu escudo e sua armadura, colocou a sua capa e ficou parado, esperando uma nova orientação.
[Estrella] – O que é isso no seu rosto? – disse apontando para as marcas da maça do esqueleto – Você não manteve a distância como um verdadeiro Feiticeiro? Ficou lutando como um Cavaleiro, não foi?
Incomodado, Dan concordou, lamentando que a fruta mágica não tenha tirado as marcas do seu rosto.
[Estrella] – Você fez tudo errado... – disse balançando a cabeça negativamente – Espero que ao menos tenha encontrado a resposta! O que se move como a agua e é quente como o fogo?
[Dan] – Eu encontrei sim... É um rio de lava, estava nas profundezas das masmorras...
[Estrella] – Você foi até lá? – disse assustada novamente – Me surpreende que tenha voltado vivo... Normalmente os novos Feiticeiros descobrem apenas usando a lógica... – ela olhou novamente para as marcas no rosto do jovem – Você deve ter encontrado o esqueleto... O mestre da cripta... Ele deve ter feito isso... – comentou com um pouco de remorso antes de concluir – De todo modo, você passou no teste e é um verdadeiro Feiticeiro, então eu vou lhe ensinar uma magia para curar os ferimentos leves como esses!
Dan pensou em falar que não estava mais sentido dor devido à maçã que comeu, mas decidiu por ficar quieto e aproveitar que o humor da Feiticeira já estava melhor.
[Estrella] – Passe suas mãos pelo seu rosto e diga “exura”!
[Dan] – Exura – disse fazendo como a Feiticeira havia dito.
[Estrella] – Isso! Continue! – disse animada.
[Dan] – Exura... Exura... – ele percebeu que algo estava acontecendo no seu rosto, então foi repetindo as palavras mágicas até não sentir mais nada.
[Estrella] – Perfeito! Meus parabéns, Feiticeiro Dan! Agora vá e tenha o seu livro de feitiços sempre à mão! O Mundo de Tibia lhe espera!
Sorridente, Dan seguiu para a saída e retornou ao grande pátio entre as casas. Para a sua surpresa, seus dois amigos estavam bem no centro do local, conversando, ao lado do bonito chafariz.
[Lignuns] – Dan! Eu sabia que você não desistiria do seu sonho! – gritou, sorridente, logo que viu o seu amigo. – Se tivéssemos apostado, eu ganharia! – Completou sorrindo para Luna
A garota, que estava de costas, se virou para vê-lo e pareceu surpresa.
[Luna] – Eu realmente esperava que você virasse um Cavaleiro... – disse um pouco decepcionada – Você era muito bom no combate corpo a corpo...
[Dan] – É... – disse encabulado – Talvez eu fosse mesmo... – ele teve vontade de rir ao lembrar do que passou nas masmorras – Mas a decisão está tomada! E agora vocês terão um amigo Feiticeiro!
Os três sorriram e calmamente foram seguindo para o norte, onde podiam avistar um porto com um pequeno navio atracado. Durante a caminhada, eles contaram rapidamente uns aos outros sobre as suas aventuras nas casas das vocações.
[Lignuns] – E então? Para onde vamos agora? – perguntou logo que eles chegaram ao porto.
[Dan] – Para onde vamos? Eu achei que você fosse voltar para Northport e a Luna para Thais...
[Luna] – Você é mesmo tonto, Dan. – Respondeu prontamente. – Não sabe do que aconteceu em Thais? Eu não sei onde a minha família está... Eu não sei nem se eles estão vivos... – ela não conseguiu evitar um tom de tristeza – Mesmo se eles estiverem vivos, devem estar bem escondidos e eu não saberia nem por onde começar a procurá-los... Enfim, eu não tenho razões para voltar a Thais agora, então acho que vou ficar com vocês por mais algum um tempo...
[Lignuns] – Eu tenho certeza de que a minha família está bem no meu vilarejo e pelo que você nos contou... – disse se dirigindo a Dan - É a sua mãe que precisa de ajuda! Então diga, meu amigo, para onde vamos agora?
[Dan] – Então... – Dan ainda estava um pouco confuso, mas ao se dar conta de que não havia contado sobre o seu último sonho, completou. – Temos que pedir ajuda aos Druidas de Carlin para encontrarmos a minha mãe.
[Lignuns] – Então, está certo! Vamos todos para Carlin! – exclamou enquanto Dan não conseguia esconder a felicidade por poder ir com seus amigos para a sua cidade natal.
FIM
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Próximo: [Livro III: Capítulo 1 - Um Paladino das Trevas]
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MEU DEUS ELE TA PARECENDO UM PALHAÇO!!!HAHAHA DAN NUNCA MAIS COLOQUE ESSE CHAPÉU NA CABEÇA,LOL