Essa é minha primeira história aqui, por isso aceito dicas de como melhorar minha historia, postem o que acharam do prólogo e do primeiro capitulo.
Prólogo
Cinqüenta anos no futuro o mundo tibiano encontrava-se a beira de um colapso, Liberty bay lutava por sua independência de Thais, e Carlin ameaçava apoiar liberty bay numa eventual guerra contra Thais, o que criava tensões entre as duas cidades.
Nessa época construtores de armas lucravam horrores, Paladinos mercenários vendiam seus serviços a quem pudesse pagar e os cavaleiros que outrora representavam a coragem e a justiça se tornaram assassinos covardes e cruéis, os magos faziam feitiços poderosos para intimidar e extorquir pobres aldeões.
É nesse mundo que um jovem paladino de nome Godstrove e seu primo o druida Ivo vivem, eles viajam junto a seu tio Otto um construtor e vendedor de armas.
Numa das viagens os três acabam indo para a ilha de Meriana, onde ajudam os piratas locais a vencerem a temida armada de Thais.
Descrição física dos personagens:
Godstrove: Era um paladino de estatura de estatura baixa e franzino media no máximo 1.70m e pesava uns 60kg, cabelos escuros, não muito longos e nem muito curtos, olhos castanhos e cor de pele morena.
Ivo: Um druida atlético, essa é a definição de Ivo, era alguns anos mais velho que Godstrove, tinha uma estatura mediana ( aproximadamente 1.80m ), e pesava quase 90kg.
Seus cabelos e seus olhos eram iguais aos de Godstrove, sendo menos moreno que Godstrove.
Otto: Era bem velho, aparentava ter seus 60 anos, o rosto era castigado pelo tempo, muitas rugas marcavam o rosto de Otto.
Era ligeiramente menor que Godstrove e aparentava ter o mesmo peso que ele, seus poucos cabelos eram brancos como a neve e em seus olhos amargurados permanecia uma cor esverdeada.
Capitulo I: As ruas de Thais
Os três andavam calmamente por Thais, Otto estava numa carroça junto as suas “mercadorias”, Godstrove e Ivo iam logo a frente da carroça guiando o cavalo que puxava a carroça.
As ruas daquela cidade tinham o cheiro pútrido de esgoto, crianças brincavam em uma pequena poça lamacenta, soldados trajando velhas armaduras e elmos corroídos pelo tempo, observavam os três passarem vagarosamente pelas ruas, olhavam com uma certa desconfiança, olhavam como se Otto esconde-se alguma coisa...
Eis então que ao passar em frente ao templo daquela cidade, eles são abordados por um grupo de três soldados, eles vestiam cotas de malhas velhas, com ferrugem em algumas partes, seus elmos já corroídos pelo tempo, encobriam a cabeça e davam uma falsa proteção aqueles soldados.
Um deles com machado em punho gritou:
- Alto!
Os três então pararam, e Otto perguntou ao soldado:
- Ora jovial cavaleiro, porque nos impede de prosseguir com nossa viagem?
- Ora velho não seja torpe, exijo saber o que você carrega nessa carroça? Replicou o soldado
- E se nós nos negarmos a dizer? Perguntou Ivo a fim de afrontar o Soldado.
- Se vocês não disserem seremos obrigados a ver o que levam nessa carroça a força! Respondeu prontamente o soldado.
Otto sabia que não podia falar que estava transportando armas, porque se dissesse isso os soldados certamente roubariam parte de sua mercadoria, então Otto abaixou a cabeça e ficou quieto.
Passado alguns instantes o soldado se aproximou de Otto e gritou próximo a seu ouvido:
- Pois diga logo velho! Queremos saber o que você carrega em sua carroça!
Otto vendo-se pressionado pelo soldado apanha uma pequena bolsa onde estavam algumas moedas de ouro e diz ao soldado:
- Caro cavaleiro, talvez essa irrisória quantia possa responder a sua pergunta.
O soldado deu um sorriso e disse a Otto:
- Mil perdões senhor pela minha desconfiança, pode passar em paz e se algum outro soldado lhe parar basta dizer que o capitão Órion permitiu sua passagem.
Assim os três continuaram a viagem. Logo que os guardas ficaram para trás Otto indagou Ivo:
- Porque fez aquilo?
- Aquilo o que? Respondeu Ivo
- Porque afrontou o soldado? Perguntou Otto novamente
- Ah, eu apenas quis mostrar o lugar dele! Disse Ivo com uma certa “satisfação”
- Ora Ivo, sua valentia me custou muitas moedas de ouro! Disse Otto se exaltando um pouco.
- Não adianta reclamar agora tio, já aconteceu... Disse Godstrove
- Não isente seu primo de culpa Godstrove, você bem sabe que a valentia de seu primo já nos botou em grandes enrascadas. Disse Otto.
- Perdoe-me tio, achei que estava fazendo a coisa certa... Disse Ivo enquanto ele pegava um mapa.
- Tudo bem Ivo, sei que essa não foi a primeira e nem será a ultima vez que você faz isso, agora me diga falta muito para chegarmos ao porto? Retrucou Otto, aparentando cansaço.
- Não muito tio, só precisamos virar essa esquina e seguir reto por dois quarteirões. Disse Ivo, olhando o mapa.
- Nesse caso vamos andar mais rápido, não estou gostando nenhum pouco do jeito que as pessoas estão olhando para nós...
Capitulo II: O capitão Rodmund e seu navio
Os três estavam muito próximos ao porto quando um pirata se aproximou de Otto e lhe disse:
- Ora se não é Otto, meu bom e velho amigo!
Otto olhou fixamente para o pirata e em seguida disse com alegria:
- Grande Rodmund! Depois daquele dia pensei que nunca mais te veria!
Os dois se cumprimentaram e em seguida continuaram a conversa.
- Você bem me conhece Otto, e sabe que o capitão Rodmund não é fácil de se matar! Disse o pirata de nome Rodmund com um sorriso no rosto.
- Rodmund, você continua o mesmo de sempre... Disse Otto, com uma aparência um pouco mais alegre.
- Me diga Otto que são esses dois que lhe acompanham? São seus criados? Disse Rodmund.
- hahaha, não Rodmund, são meus sobrinhos Ivo e Godstrove. Disse Otto.
- Oh, me recordo de quando Ivo era apenas um bebe de colo... Godstrove eu não cheguei a conhecer... Disse Rodmund enquanto se aproximava de Ivo.
Apesar da conversa o barulho das gaivotas no porto podia ser ouvido junto ao barulho das ondas quebrando na praia, foi então que Godstrove interrompeu a conversa para dizer:
- Estou vendo que o porto está vazio, será que nosso navio ainda não chegou?
- Navio? Eu vi um navio naufragar nos rochedos da morte pela manhã. Disse Rodmund.
- Malditos rochedos, desde que eu virei um comerciantes esses rochedos oferecem entraves a minha saída de Thais! Disse Otto.
- haha, Otto, como sempre ficando nervoso por nada... Disse Rodmund.
- Por nada? Preciso entregar essas mercadorias até amanhã, e o barco o qual eu ia viajar naufragou, isso é nada para você? Disse Otto um pouco alterado.
- Otto, não precisa ficar nervoso, eu vos levarei em meu navio. Disse Rodmund.
Otto se acalmou e em seguida disse:
- Muito obrigado Rodmund, sua ajuda veio em um momento muito oportuno.
Rodmund deu um leve sorriso e mandou os três o seguirem.
Rodmund não se parecia nem um pouco com um pirata, podia ser facilmente confundido com um fidalgo, usava roupas de nobre, não tinha barba, seu cabelo e seus olhos eram castanhos, media aproximadamente 1.70m e era bem forte para um homem de sua idade.
Em sua bainha estava uma espada de Carlin ( Carlin sword ).
Ao chegar no barco de Rodmund três marinheiros ajudaram a colocar as mercadorias no barco, foi então que Rodmund perguntou:
- E então para onde vocês vão?
- Meriana, os piratas de lá estão interessados em comprar algumas armas. Disse Otto.
- Que coincidência! Partiria para Liberty Bay hoje mais tarde. Disse Rodmund.
- Coincidências não existem é destino. Disse Godstrove.
- Pronto a garotinha de 12 anos começou a falar sobre destino... Disse Ivo
- Pare de procurar briga Ivo! Gritou Otto.
- hehe, crianças, sempre brincando. Disse Rodmund enquanto guardava a ultima caixa no porão do navio.
Todos entraram no navio, os três marinheiros ficaram no porão, Otto, Ivo, Godstrove e Rodmund subiram para o convés.
O navio de Rodmund era um navio a vapor, um pouco maior que um navio a vapor do tíbia atual.
No porão, estava o “motor” do barco, e é claro as armas do barco, além da carga que o navio transportava, na proa havia uma catapulta leve, o barco era bem veloz se comparado a outros barcos a vapor.
Rodmund dirigia o navio por um sistema de manivelas e engrenagens que permitia ele realizar algumas manobras e aumentar ou diminuir a velocidade do navio.
Era um sistema de navegação bem avançado se comparado ao do Tibia Atual.
A tripulação do navio de Rodmund era composta por 6 integrantes, o próprio Rodmund, 4 marinheiros humanos e um orc.
Os marinheiros humanos ficavam no porão, controlando o “motor” do navio, o orc ficava junto a Rodmund ajudando esse a dirigir o navio.
O silencio só era quebrado pelo barulho do mar, o navio cortava o mar, inúmeros barcos da marinha de Thais eram deixados para trás, no horizonte era possível observar alguns rochedos, que daquela distancia pareciam inofensivos.
Capitulo III: Quaras extintos e marinheiros corajosos.
O navio se aproximava cada vez mais dos rochedos, foi então que Rodmund disse:
- Enfim estamos chegando nos rochedos, senhores fiquem atentos existem muitos quaras próximo aos rochedos.
- Quaras? Eles não foram extintos a anos? Indagou Godstrove perplexo.
- Hahahaha, jovens, acreditam em tudo que está nos livros... Disse Rodmund
- Os livros são uma fonte de conhecimen... antes que Godstrove pudesse terminar de falar Rodmund o interrompeu dizendo:
- Meu jovem, jamais aprenderá nada se ficar limitado a livros. Sabe nem sempre os livros falam a verdade.
- Como não... Mais uma vez Godstrove é interrompido por Rodmund:
- Escute jovem, nos livros é dito que Venore é uma colônia de Thais, quando na realidade Venore é tão livre quanto Carlin, portanto os Quaras não foram extintos, muito pelo ao contrário se espalharam e se multiplicaram.
- Isso é um absurdo! Porque a academia de Edron faria isso!? Perguntou Godstrove.
- Hahaha, muito simples, acha que alguém iria para o mar caso soubesse que ele está infestado de Quaras? Foi-se o tempo em que marinheiros eram homens corajosos, hoje eles só vão ao mar porque pensam que estarão “seguros”. Respondeu Rodmund.
- Entenda Godstrove, o Tibia em que vocês vivem nada mais é que um rabisco do Tibia em que nós vivíamos, marinheiros tendo medo do mar nos nossos tempos isso seria uma piada. Disse Otto.
- Pois é Otto, quem na nossa época poderia imaginar que Thais e Carlin entrariam num colapso econômico e militar. Disse Rodmund.
- O pior é a guerra que está por vir... Disse Otto.
- Tio, não seja redundante o Tibia sempre viveu em guerra! Disse Ivo.
Rodmund interrompeu a conversa dizendo:
- Pronto chegamos aos rochedos da morte, aconselho a todos pararem a conversa e prestarem a atenção.
- Ivo e Godstrove, quero os dois juntos e preparados para se defender de qualquer coisa. Disse Otto.
- Se defender do que? Perguntou Godstrove.
- Quaras meu jovem. Respondeu Rodmund prontamente.
- Quaras? Disse Godstrove espantado.
- Meu jovem, você já sabe que eles não foram extintos. Disse Rodmund.
- Bem, sempre achei que nunca lutaria contra um desses... Disse Godstrove.
- Acredito que um único ataque um quara seja capaz de te matar, portanto se você encontrar um quara, acho que será uma execução e não uma luta. Disse Rodmund com um sorriso.
O mar estava lotado de rochedos de todos os tamanhos, pedaços de embarcações estavam espalhados por todos os lados, cadáveres decrépitos do que outrora foram marinheiros apareciam em todos os lugares, uma tempestade se aproximava, o vento estava furioso, o silencio dominava o barco, o medo aflorava no coração de Ivo e Godstrove.
Rodmund ria da cara de pânico dos dois.
- Ora, não fiquem assim, tudo não passa de precauções... Disse Otto.
O barco continuava passando entre os rochedos passado algum tempo Godstrove diz espantado:
- Quaras!!!
- Onde? Pergunta Rodmund.
- Por todos os lados, estamos cercados! Responde Godstrove.
- Homens, preparem as armas! Gritou Rodmund aos marinheiros que estavam no porão.
O barco começava a balançar violentamente, Godstrove empunhou seu arco, o Orc pegou um machado e correu para proa, a fim de enfrentar os Quaras que pulassem no barco.
Ivo e Godstrove, ficaram próximos ao Orc para flanquear os Quaras.
- Podem vir, hoje vocês sentiram todo o poder arcano! Vermes marinhos! Bradou Ivo.
Rodmund empunhou sua espada, e Otto correu para o Porão.
Capitulo IV: Brumak o Orc
Os primeiros quaras já podiam ser vistos nos rochedos, eles observavam o navio passar e pareciam se preparar para um ataque.
De repente um Quara Constrictor pula dentro do navio, Ivo e Godstrove começam a recuar, porém o Orc sem demonstrar medo avança sobre o Quara, e o golpeia com seu machado, o Quara caiu morto no chão logo depois do golpe.
- GRRRRRRRRR!!! – Foi o som que o Orc proferiu após matar o Quara.
O Navio estremeceu quando os primeiros disparos das bestas de cerco ( aquelas bestas enormes que podem ser encontradas nos barcos e castelos do Tibia ) foram efetuados.
- O que foi isso? - Perguntou Ivo
- Ora! São disparos de bestas de cerco! – Respondeu Rodmund.
O navio vagava lentamente entre os rochedos, Rodmund mesmo com a espada em punho manobrava o navio quando preciso, a tempestade se aproximava já era possível ouvir o barulho dos trovões, os Quaras ainda estavam nos Rochedos.
Novamente as bestas de cerco dispararam, dessa vez elas conseguiram derrubar um Quara.
Os Quaras começaram a avançar sobre o navio, foi ai que Godstrove e Ivo mostraram o quão valorosos são.
- Exori vis. – Disse Ivo, e um Quara caia.
Godstrove, fez pontaria e acertou o olho de um quara hydromancer, o mesmo urrou de dor, e parou de avançar.
Nesse momento as bestas de cerco dispararam, só que dessa vez nenhum quara foi atingido.
Godstrove acertou outro Quara com mais um disparo de seu arco, e Ivo usou sua Rod para atingir vários Quaras com um só golpe.
Foi nesse momento que dois Quaras saltaram de um rochedo para o navio.
O Orc rapidamente desferiu um golpe contra a cabeça de um dos Quaras, o outro vagarosamente se aproximou de Godstrove.
- Exori vis. Disse Ivo, o Quara apesar de ter sentido o golpe mágico proferido por Ivo, continuou cambaleando em direção a Godstrove, foi quando esse o atingiu com uma flecha no peito.
O quara caiu morto no chão após a flechada, novamente as bestas de cerco disparavam, alguns Quaras fugiam após ver que a emboscada havia sido um fracasso, outros continuavam nos rochedos, esperando um momento oportuno para o ataque.
- Hahahaha, é só isso que esses vermes marinhos tem a oferecer? – Disse Ivo.
- Primeira regra do mar meu jovem: Jamais subestime seus inimigos... - Disse Rodmund.
As bestas de cerco dispararam novamente, os Quaras remanescentes começaram a fugir desesperadamente.
- GRRRRRRRRRR!!! – o Orc urrou após a fuga dos Quaras.
- Até que a criatura horrenda lutou bem. – Disse Ivo debochando do Orc.
- Ora Ivo, não fale isso, ele não é uma criatura Horrenda... – Disse Rodmund.
- É um Orc. – Disse Ivo.
- Todos falam a mesma coisa... Na verdade, esse é Brumak, o marinheiro mais corajoso que eu já vi em combate. – Disse Rodmund.
- Está me dizendo que esse lixo vivo tem um nome? – Disse Ivo ainda debochando do Orc.
- Ele mesmo lhe dirá isso, não é mesmo Brumak? Diga a esse Jovial Druida qual é seu nome. – Disse Rodmund.
- Me... Me... Meu nome é Bru... Bruma... BRUMAK!!! – Disse o próprio Orc.
- Hehehe, como podem ver ele tem alguns problemas com a fala, mas nada que o tempo não conserte. – Disse Rodmund.
- Um Orc, que fala o nosso idioma! Primeiro os Quaras e agora o Orc falastrão... – Disse Godstrove espantado.
- Posso lhe assegurar que em nenhum livro você teria visto isso. – Disse Rodmund.
- Falar não o faz diferente de um Orc... E pelo que pude perceber ele ainda fala com uma grande dificuldade. – Disse Ivo.
- Não seja torpe Ivo, você bem sabe que um Orc conseguir falar nosso idioma é um grande feito. – Disse Godstrove.
- Com certeza, Brumak não é um orc comum, ele é especial. – Disse Rodmund.
- Hahaha, Orc especial? Isso sim é uma história fantasiosa, digna da pior taverna de Thais!. – Disse Ivo.
- Senhor, vamos ignorar Ivo, me interessaria muito saber a historia desse Orc, o senhor poderia me contá-la?
- Lhe contarei a história mas peço que você mantenha a guarda, ainda não saímos dos Rochedos, e os quaras podem voltar. – disse Rodmund enquanto guardava sua espada.
O navio vagava entre os rochedos, apesar da fuga dos quaras, outra criatura maior e mais perigosa estava a espreita, uma criatura que se alimentava não só da carne de suas vitimas, mas também de suas almas...
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O titulo do terceiro capitulo é irônico, visto que no episódio tais informações são desmentidas.
PS: Acredito que o terceiro capitulo tenha ficado ruim, peço dicas para melhorar minha fic.
Abraços.
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