O Arqueiro
Primeiro relato
Era uma tarde nublada, comum em Thais. Eu estava passando pelo depósito a caminho da corporação dos arqueiros, pretendia comprar algumas flechas para caçar um lobo ou outra coisa do mesmo porte. Alcancei a corporação e logo subi as escadas, lá estava Galuna como sempre com um belo sorriso, não demorei muito para descobrir que cada flecha custava três moedas de ouro e que eu só poderia levar dezoito. Achei mais vantajo levar seis lanças, já que custariam a mesma coisa e durariam mais.
Parti do local e caminhei por Thais até alcançar a saída leste da cidade, deixando-a para trás e me aproximando da grande plantação de trigo. Continuei a seguir para o leste e até encontrei alguns lobos, dois na verdade, que foram abatidos facilmente com as lanças novas e me concederam bastante carne. Achei curioso quando um troll correu na minha direção repentinamente, logo atirei lanças contra ele e me afastei, ele conseguiu se aproximar e me atingiu com uma clava de madeira, mas o dano foi superficial e eu continuei a lutar. Logo o troll foi abatido e seus pertences recolhidos, ele trazia consigo algumas moedas de ouro, uma clava de madeira ornamentada com pontas e também uma lança, a clava foi dispensada e o resto armazenado em minha mochila.
Continuei caminhando na direção em que o troll apareceu, não era comum ver trolls tão próximos a Thais e logo eu vi um clarão a frente. Já começava a anoitecer e qualquer um provido de boa visão poderia constatar que se tratava de uma grande fogueira, podia ver também quatro grandes pedras ao redor da fogueira, pareciam ter sido colocadas naquela posição propositalmente, mas isso não tem nada haver com os acontecimentos que vieram a seguir. Um bando de trolls, cinco para ser exato, vieram correndo em minha direção. O primeiro foi abatido com apenas um golpe certeiro, perfurei o crânio. O segundo e o terceiro conseguiram me alcançar, por sorte eles não tinham armas e pereceram em seguida. O quarto portava um escudo de madeira, gastei algumas lanças com esse acertando primeiro seu braço e depois seu dorso, matando-o. O quinto demorou para chegar, carregava uma lança consigo mas não teve tempo de usa-la, atirei contra ele por três vezes e por três vezes ele foi atingido, caindo sem vida. Juntei um a quantidade razoável de moedas de ouro e as guardei, o escudo foi dispensado já que eu tenho um belo escudo feito pelos anões, a lança foi guardada junto das outras e o amuleto de prata colocado no pescoço.
Continuei a leste até alcançar uma montanha e alguns amontoados de pedra no chão, usei minha pá para cavar em alguns deles e apenas um continha uma passagem. Um dos atos mais corajosos de minha vida foi entrar naquele buraco e me dispor a enfrentar o pior dos inimigos, o desconhecido. Ao descer eu encontrei uma câmara vazia, escavada na própria terra e sem colunas ou estruturas nas paredes, que eram de pedra. Me deparei então com mais dois buracos, um a leste e um a oeste, escolhi a segunda opção e desci, mais uma vez sem saber o que me aguardava. Até o momento tudo corria bem, mais uma câmara vazia e uma escada logo a frente, subi pela mesma e só então tive uma surpresa, um troll veio rápido na minha direção e deferiu um belo soco no meu dorso, atirei uma lança em sua perna direita e me afastei, a criatura tentou correr atrás de mim e foi atingida novamente, dessa vez na cabeça, caindo sem vida. Nada foi encontrado junto ao corpo, logo me virei e pude ver outro buraco, pelo qual entrei.
Essa foi uma das piores cenas de minha vida, três trolls correram até mim seguidos por mais dois que, diferentemente dos outros, vestiam uma armadura. Os dois primeiros trolls foram abatidos com lanças que perfuraram seus crânios, o terceiro foi mais demorado e pereceu depois de duas lanças, sobraram então os trolls que portavam armaduras. Deferiram vários golpes contra mim usando suas clavas, sangue era espalhado pela câmara enquanto eu tentava escapar, acertei um deles no dorso e consegui me afastar para atirar outra lança no mesmo, esse pereceu, mas o outro troll veio rápido e acertou minha cabeça, sentia que não aguentaria muito tempo, por uma benção de Uman minha próxima lança atingiu o pescoço do troll e ele caiu morto. Juntei todas as moedas de ouro que encontrei e guardei-as em minha mochila, encontrei também algumas flechas que tiveram o mesmo destino do ouro. Subi a escada pela qual desci e entrei no buraco de que sai, voltando a uma das câmaras vazias, subi pela escada ali presente e voltei a outra câmara já caminhando até a primeira escada, no caso a última.
Estava outra vez fora da caverna, cheguei a pensar que não respiraria ar puro novamente, caminhei até a grande fogueira dos trolls e um lobo veio a meu encontro, abati o lobo com grande facilidade, posso constatar que a aventura não foi de todo azar, aprimorei minhas habilidades em geral e encontrei ouro, a carne do lobo serviu para recuperar minhas energias em parte, começava a amanhecer quando eu voltei a caminhar na direção de Thais, a oeste.
Alcancei a entrada leste de Thais depois de algum tempo caminhando, o sol já brilhava forte no céu que estava limpo e azul, corri até o banco e lá depositei minhas moedas de ouro, depois segui para o depósito e guardei minhas flechas que seriam usadas numa outra ocasião. Voltei a corporação dos arqueiros, dessa vez para conversar com Elane, grande arqueira de Thais, sobre pequenos feitiços que gente comum como eu pode aprender, nunca achei que precisaria das artes magicas para nada, mas agora vejo que há muitos motivos para recorrer ao extremo. Depois de uma longa conversa com Elane descobri que ainda não estava pronto para grandes feitiços, mas poderia aprender alguns simples.
Voltei ao banco para retirar algumas moedas de ouro, retirei a quantidade de moedas necessária para pagar pelos ensinamentos e retornei a corporação. Elane cobrava para ensinar essas artimanhas magicas, não acho que está errada, nesses tempos o ouro é a lei. Eu tinha algumas opções, mas optei pelo feitiço de cura simples, cuja palavra magica era exura, e o de antídoto para venenos em geral, cujas palavras magicas eram exana pox. Paguei e logo passei por um rápido processo de aprendizado, testei os feitiços e ambos funcionaram, Elane me advertiu de que feitiços consumiam um tipo de energia diferente e que para utiliza-los eu precisaria de um certa quantidade dessa energia disponível. Disse também que essa energia se recuperaria sozinha ao decorrer do tempo e que cada feitiço consumia uma quantidade diferente dela.
Tendo feito tudo isso eu sai da corporação, gostaria de ter aprendido o feitiço de luz forte, mas era muito caro embora ela pudesse me ensinar. Cheguei ao depósito de Thais, local onde uma grande quantidade de pessoas estão de passagem, conversando ou fazendo negócios. Encontrei alguns amigos e conversei sobre a possibilidade de comprar uma armadura inferior chapeada de ferro, a minha era de latão e não estava atendendo a todas as necessidades, mas a chapeada de ferro custava em torno de quinhentas moedas de ouro e eu não tinha esse dinheiro, portanto mudamos logo o assunto. Conversamos também sobre meu encontro com os trolls e sobre os que vestiam armadura, eram chamados de campeões troll, um de meus amigos disse que apenas os trolls mais fortes do bando recebem o direito de portar uma armadura, por isso são chamados de campeões. A noite logo chegou e eu tinha que descansar para a próxima aventura, talvez outros relatos apareçam se eu estiver vivo para redigi-los.
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