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Tópico: A História de Fa'Diel - By Caboom

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    Arrow A História de Fa'Diel - By Caboom

    Bem, eu sou o Caboom e nao posso dizer que esse eh meu primeiro RP pq jah sou meio que conhecido nessa seção pelos meus RPs e comments polemiicos. Durante algum tempo, eu parei de postar um poko no FORUM de Roleplaying, mas agora eu voltei, com tudo e com novos RPs e projetos. Para mais informações para V6, meu primeiro RP foi "O Tesouro do Capitão Iglue". Copie e cola em procurar e vc axa certinho lah. Se quizer, dah uma olhada.
    Bem, voltando, eu qquero apresentar para v6 o mais esperado RP de todos os tempos, em edição de luxo e com nova versão, nunca vista pelo público! :riso:

    Esse RP será dividido em 3 partes. A primeira, como v6 podem ver, eh a "Amor e Ódio". Logo serao lançados mais livros, mas tudo a seu tempo plx.

    Ow, quaze tinha esquecido... Vou adicionar aki um sumário, para tornar mais facil a vc, leitor, acessar o capitulo que vc quer ler. Procure aih, o cap. que vc quer dah uma olhada. O número ao lado do nome do cap´tulo eh a ´pagina que ele se encontra

    Sumário

    Livro 1
    Amor e Ódio


    Prólogo.................................................. .................................... 001
    Dedicatória do Autor.................................................. .................. 001
    Capítulo I - As minhas primeiras visões das últimas coisas...................... 001
    Capítulo II - O destino de quem é incomum......................................... 002
    Capítulo III - Fa'Diel, aquele que veio trazer a verdadeira justiça........... 003
    Capítulo IV - Uma lágrima em meio a um oceano.................................. 004
    Capítulo V - A revelação......................................... ........................ 005
    Capítulo VI - Aquele que derrama o Sangue........................................ 007
    Capítulo VII - A Bênção............................................ ................... 009
    Capítulo VIII - A escolha dos Demônios.......................................... . 010
    Capítulo IX - A intensa luta contra si mesmo....................................... 011
    Capítulo X - Somente por minhas flechas........................................... 012
    Capítulo XI - Chuva por dentre os raios de sol.................................... 012
    Capítulo XII - A Guerra das Cruzes............................................ ..... 013
    Capítulo XIII - Coroas e Muralhas.......................................... ..... 014



    A História de Fa'Diel

    "A mais linda das frases de amor só pode ser descrita no silencio do olhar"
    Escrito em honra de minha mae e a todos que eu amo...







    Livro I - Amor e Ódio






    Prólogo


    Meu nome é Caboom, explorador e caçador de tesouros. Nasci em Carlin na quarta lua da vigésima segunda translação de Fafnar, na Era de Sílfides. Desde os princípios da minha humilde vida, venho tentando descobrir os maiores mistérios do mundo e de tudo o que assola a terra. Já li e escrevi muitos livros, entre eles o premiado livro “O Tesouro do Capitão Iglue” e iniciei projetos muito importantes no ramo da literatura mágica. Bem, sempre admirei as escritas de Knightmare, tendo como maior obra o surpreendente livro “A História do Tibia”, que narra as origens dessa gloriosa fé que assola o chão. Estudei na classe alquimista da Academia Noodles de Mágica Moderna (NAMM – Noodles Academy of Magic Modern) em Edron, logo depois de voltar de meu duro treinamento em Rookgaard. Desde então, venho caminhado pelo longo caminho da sabedoria e dos enigmas, na esperança fútil de encontrar alguma pista sobre o passado e o futuro do grande Tibia.

    Faz exatamente vinte oito dias que parti em minha quarta expedição acompanhada de uma caravana – minha caravana tem, hoje, vinte e quatro homens. Essa quarta expedição é feita nos desertos de Ankrahmun e Darama, terra detentora de muitos segredos arcaicos, onde espero achar alguma resposta, sem saber para qual pergunta. Há cerca de uma semana atrás, um mendigo que caminhava pelas ruas de Ankrahmun me contou uma história sobre um velho oráculo que previa o tempo. Segundo a lenda narrada pelo mendicante, o oráculo lia o futuro pelas estrelas e tinha como melhor observatório uma pirâmide localizada nas Ruínas de Drefia. Lá, no seu local de trabalho, o velho sábio morreu, deixando milhares de escrituras sobre o obscuro futuro do Tibia. E foi exatamente para as Ruínas de Drefia que eu parti com minha caravana.

    As Ruínas de Drefia são antigas ruínas localizadas ao oeste de Darashia, cidade de Darama. Chegando lá, enfrentei perigosos inimigos que acabaram levando a morte dois de duas dúzias de guerreiros. Lamentável. Porém, finalmente chegamos ao nosso destino, depois de derrotarmos e estilhaçarmos centenas de ossos de mortos-vivos. Encontramos, escondido sob as areias grossas do deserto, um pequeno interruptor que abriu em uma pirâmide uma grande porta. Entramos e avistamos grandes catacumbas. Nas catacumbas, havia muitas lacunas, lacunas que eram muito escuras. Peguei um castiçal e iluminei a cavidade. Vi, nada mais nada menos, que dezenas de pequenos e grandes hieróglifos, organizados em uma estrutura esquisita. Tentei ler aqueles enigmáticos símbolos, o que não me levou a nada.
    Tentando esclarecer o que aqueles símbolos representavam, chamei para junto de mim o Professor Gundralph, professor da NAMM e perito em leitura de hieróglifos. Apesar de seu grande conhecimento, o sábio não pode desvendar aqueles enigmas, que realmente pareciam indescritíveis. Assim, passou-se dois dias de muitas pesquisas e estudos para nós desvendarmos aquelas letras enigmáticas e aparentemente muito antigas. No segundo dia de estudos, descobrimos que as letras que ali estavam escritas eram letras arcaicas e de uso extinto e que elas eram apenas usadas nas épocas do Caos, quando Zathroth a tudo queria dominar. Descobertas as palavras e símbolos, começamos a desvendar a escrita, que estava organizada assim:

    “          ”.

    Traduzindo aquele estranho texto, estava escrito exatamente isso:

    “Segundo a fé que assola teus prantos, venho a ti para consolá-lo. As estrelas disseram-me que os seus brilhos um dia desaparecerão. Como, eu perguntei. Uma visão eu tive logo em seguida. Nela, um globo de ouro vinha a mim com um anel em sua volta. O mundo estava arrasado, cheio de trevas e noite, escuridão e sombras. O Tibia estava em uma época em que Fa’Diel matava e comia planetas longínquos. Sobre isso tenho a dizer: Seu fim, meu fim, nosso fim, está próximo. Mas ainda estou feliz, é época de morangos”.

    Eu e Gundralph ainda não tínhamos entendido a mensagem daquele texto que deveria ser provavelmente uma descrição da visão que o velho oráculo deve ter tido. Sem tempo para nós pensarmos, de repente, os hieróglifos começaram a brilhar por puro aspecto mágico. Ficamos todos surpresos, pois pareciam que eles se acionaram assim devido ao fato de termos lido aquele texto em voz alta, como se fosse uma invocação. De súbito, então, um grande portal se abriu além das catacumbas. O que era aquilo, afinal de contas?

    Eu e minha caravana ficamos inteiramente tomadas por uma incrível sensação de surpresa. Sem medo do perigo, seguimos para a nova sala que se abrira, vendo o redor do recinto o que se encontrara. Escrituras antigas, pedras preciosas, as maiores riquezas do mundo poderiam estar lá. Mas eu nem liguei ao ver meus homens correrem para aqueles montes de ouro e prata. O maior tesouro de todos estava ali, no centro de todas as fortunas. Um livro. Sim, um grande livro escrito na capa “Amor e Ódio”, escrito naquelas letras esquisitas. Quase imediatamente, eu, e o Professor Gundralph seguramos o livro e começamos a lê-lo. Ele parecia ser escrito por aquele mesmo oráculo que lia as estrelas e que previa o futuro do mundo. As páginas que se seguem são a tradução desse livro feito por mim, Caboom, de um jeito a facilitar a compreensão do leitor. Nas primeiras páginas, encontrei uma espécie de dedicatória do autor, porém, aparentemente essa dedicatória não foi escrita pelo oráculo, mas sim por um tal de Fa’Diel, que assinou em baixo do texto. Se for de seu interesse, leia. Se não for, passe direto para o capítulo um que foi escrito pelo velho vidente.








    Dedicatória do Autor

    Pois que dedico essa coisa aí ao antigo Cipfried e sua doce harpa que são hoje ossos e ferrugem, ai de nós. Dedico-me à cor rubra muito escarlate como o meu sangue de homem em plena idade e, portanto dedico-me a meu sangue. Dedico-me, sobretudo aos gnomos, anões, elfos, sílfides e ninfas que me habitam a vida. Dedico-me à saudade de minha antiga vida de fraqueza física, quando tudo era mais sóbrio e digno e eu nunca havia matado um dragão. Dedico-me à tempestade de Fardos, o rei dos céus. À vibração das cores neutras de Alexander. A Bellina que me amolece os ossos. A Zyhur que me espantou e com quem voei em fogo. À “A História do Tibia”, em que Knightmare me revela um destino.

    Sobretudo, dedico-me às vésperas de hoje e a hoje, ao transparente véu de Luna, a Lord’Ghosts Knight e seu martelo assassino, a Omruc, a Karl, a Frodo, a Sam, aos dodecafônicos, aos hecatônquiros (hoje já mortos) – a todos esses que em mim atingiram zonas assustadoramente inesperadas, todos esses profetas do presente e que a mim me vaticinaram a mim mesmo a ponto de eu neste instante explodir em: eu. Esse eu que é vós, pois não agüento ser apenas mim, preciso dos outros para me manter em pé, tão tonto que sou, eu enviesado, enfim que é que se há de fazer senão meditar para cair naquele vazio pleno que só se atinge com a meditação. Meditar não precisa ter resultados: a meditação pode ter como fim apenas ela mesma. Eu medito sem palavras e sobre o nada.

    E – e se não se esquecer que a estrutura de um átomo não é vista, mas sabe-se dela. Sei de muita coisa que não vi. E vós também. Não se pode usar uma prova da existência do que é mais verdadeiro, o jeito é acreditar. Em quê? Acreditar chorando.

    Acredito apenas
    Em mim mesmo,
    Fa’Diel.









    Capítulo I
    Minha primeira visão das últimas coisas

    Há muito tempo atrás, eu, Opall, descobri que tinha dons acima das pessoas comuns. Nasci e cresci em Venore e lá, na minha infância, sempre fui muito perturbado por aparições que apenas eu via. As pessoas e meus pais me julgaram louco, até chamarem um curandeiro para averiguar o que estava acontecendo comigo. Enquanto o curandeiro executava um ritual, eu tive uma visão – que até hoje não consigo me recordar – e voltei a mim com o benzedor morto. Desde então, fugi de minha casa e segui de clandestino em um navio para Darashia, onde passei a morar. Lá, aperfeiçoei meus poderes e descobri que as visões que tinham representavam fragmentos do futuro.

    Eu conseguia falar com as estrelas. Foram elas que me ensinaram a conseguir esses poderes e aperfeiçoá-los. Desde então, me tornei um oráculo e previno o futuro de pessoas que me pedem há cerca de cem anos de trabalho (Ou deveria dizer... Missão?). O lugar mais belo para conversar com as estrelas é uma pirâmide nas Ruínas de Drefia, lugar cheio de mortos-vivos que, por ventura do destino, não me atacam, pois sabem de meu poder. Foi lá, nas Ruínas de Drefia que tive a minha mais reveladora visão. Vou lhes contar. Uma noite uma estrela disse-me:

    – Venha, Opall! Vou mostrar-lhe o que há detrás das cortinas do fim! – Disse a estrela com tom de trovão – Esteja pronto!

    – Não sei se estou, grande estrela! Posso resistir?

    – Fraco! Venha comigo e olhe para onde aponto – E, ao dizer isso, a estrela apontou para um ponto qualquer no céu e eu olhei. Uma grande luz brilhou e brilhou a ponto de tomar conta de toda a minha vista. A partir de agora, eu vou contar-lhes tudo o que vi, do começo ao fim. Eu não sei se estava realmente pronto para ver o que eu vi. Espero que você esteja pronto para ler tudo isso que escreverei.

    Vi uma noite escura, dessa vez sem nenhuma estrela no céu. Acompanhando a noite escura, uma grande tempestade causava um barulho horrível e uma forte ventania. Junto de tudo isso, trovões poderosos cortavam o céu em um festival de morte e grossas gotas de chuva despencavam das nuvens e caiam como pedras no chão. Sim, eu sei que lugar é esse. Esse lugar é a ilha de Rookgaard, país onde jovens aventureiros tentam treinar o máximo para que possam se tornar grandes em um futuro próximo. Estava realmente muito escuro. A única luz que se via no céu era, talvez, a luz de flechas de fogo que eram lançadas ao longe, em uma possível caçada nas planícies das serpentes.

    No vilarejo de mesmo nome da ilha, as pobres residências e lojas iam perdendo as suas telhas em meio a aquelas rajadas de ventos. No templo de Rookgaard, vi uma pessoa rezando. Ela estava vestindo uma espécie de túnica. Era um homem, mais precisamente ele é Cipfried, o monge guardião do templo. Porém, tem algo errado nele. Uma grande barba branca desce de seu rosto, mostrando que ele está muito mais velho, mas muito mais velho mesmo. O futuro que a estrela está me mostrando parece ser resultado de uns sessenta anos de tempo corrido. O monge que eu via parecia extremamente concentrado na oração, de modo a suar feito uma cabra parteira.

    De repente, um som irritativo começou a ecoar na minha orelha. Era um som de bebê chorando, mas de onde vinha aquele barulho? Cipfried levantou-se ofegante, todo melado e suado e com um esforço comum por causa da idade que batia com força nas costas, olhou para os lados procurando sem rumo o lugar de onde vinha o ruído. Seguindo o som, Cipfried caminhou quase que rastejando para a saída do tempo, de onde era possível ver e sentir o frio e as gotas da chuva.

    Novamente, olhou para os lados e finalmente fincou seus olhos para fora. Só se via chuva. Mesmo assim, seguiu o som até fora do templo, escorregando em uma poça d’água e caindo no chão. Senti vontade de ajudá-lo, mas apenas minha mente acompanhava aquele evento, meu corpo físico não estava presente.

    Voltando a Cipfried, ele andou mais um pouco até encontrar algo jogado no chão, enrolado em trapos e quase afogado em uma poça cheia d’água. O choro de criança vinha dali, mostrando que aquilo era um bebê. O monge segurou a criança e desenrolou o trapo que escondia o seu rosto, mostrando uma face de menino. Imediatamente, o monge templário disse:
    – Oh meu Deus Fardos! Esse menino é... Não, não pode ser... – Disse o monge, com uma evidente expressão de medo e repugnância em relação à criança que ele havia visto o rosto –... Ele é um demônio! Não um demônio comum, mas sim O Demônio...!

    Assim dito, eu vi o rosto do garoto em um relance. Parecia um rosto normal, de uma criança filha de qualquer humano, mas o experiente guardião do templo de Roookgaard disse que aquele inocente recém-nascido não passava de um demônio. Seria verdade o que ele dizia? Ainda era duvidoso. Com a criança nos braços, caminhou até lugar aonde ele não chegara. Naquele momento, fiquei curioso para ver para onde ele levava o bebê. Cipfried ficou perto da costa do rio e perdurou o garoto em sua mão de tal modo que se o monge o soltasse, o garoto cairia no rio e morreria.

    – Cortarei esse mal pela raiz! Que morras, filhote de Zathroth! – E assim o monge disse, em posição que mostrava que ele não estava de brincadeira.
    Porém, antes que ele largasse o garoto nas águas, o menino soltou um estrondo de dentro de sua boca, o que pareceu invocar um raio que, por coincidência ou não, caiu em cima de Cipfried que morreu naquele mesmo instante, soltando o garoto na água. E assim o garoto caiu no rio turbulento. Talvez morto quem sabe.







    E esse foi meu RP... daki a uns dias lançarei os proximos capitulos. Espero que tenham gostado e se excitado com o suspense do final... Espero que tenham gostado e, se gotsram, comente aki.

    Até o próximo Capítulo!

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    Última edição por Caboom; 10-07-2005 às 14:58.



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