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Tópico: Concurso Roleplay Telling - 2009

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  1. #1
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    Padrão Concurso Roleplay Telling - 2009

    Concurso Roleplay Telling - 2009


    Categoria Off Tibia:
    1. Desesperar-te - Wu Cheng
    2. Fogo - Elementals
    3. Medieval - Thomazml
    4. O Samurai - Lorofous
    5. Prosa Surpresa - Pernalonga
    6. Sem Título - Raito Shiroi
    7. Todos os nossos Pecados - Emanoel
    8. Um Jogo de Pôquer - Lord Sauron
    9. Uma Surpresa Diferente - Meltoh
    10. Vertigo - O Bardo Sortudo


    Categoria Tibia:
    1. A Banshee - O Bardo Frustrado
    2. A Sociedade de Rookgaard - Professor Girafales
    3. Aventura em Fibula - Zuranno
    4. Desgrama - Anônimo (Nouakchott)
    5. Luzir - Steve do Borel
    6. O Relógio - Drasty
    7. Sem Título - Kamus Re
    8. Simpatia pela Tempestade - Emanoel
    9. Um Dia na Terra de Tibia - Raito Shiroi

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    Última edição por Wu Cheng; 21-04-2010 às 21:11.

  2. #2
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    Padrão Desesperar-te - Wu Cheng

    Desesperar-te
    Wu Cheng


    Sentado em sua mesa, diante de uma folha de papel em branco, o escritor olha para o reflexo do vazio de sua mente. Precisa escrever o conto perfeito, a história que mudará para sempre a maneira da humanidade ver o mundo.

    Este texto revolucionário irá celebrar o artista em estado bruto, esta verdadeira antena universal que catalisa todo o poder da história de milhares e milhares de civilizações passadas numa única linha, numa mera vírgula, num soluço, numa pausa.

    Alguém já disse que a música é construída pelas pausas. Pensou, naquela hora avançada da noite, que toda a arte, e aí incluía sem falsa modéstia seu texto, também deveria ser feita de pausas, momentos de expiração para se ganhar fôlego para nova e revigorante inspiração.

    Quando tomara a decisão de se dar uma pausa e abandonar o febril exercício de associação de ideias, adormeceu...

    Acordou assustado, a folha de papel em branco ainda estava lá, imaculada como a Santa Maria. Isso o aterrorizava, tanto a folha em branco quanto a ideia de violar a Virgem Maria com sua caneta.

    Então se tranquilizou e lembrou que havia sonhado uma história incrível, o conto perfeito, a história que mudaria para sempre a maneira da humanidade ver o mundo.

    E começou um conto assim:

    Este texto revolucionário irá celebrar o artista em estado bruto, esta verdadeira antena universal que catalisa todo o poder da história de milhares e milhares de civilizações passadas numa única linha, numa mera vírgula, num soluço, numa pausa.

    Alguém já disse que a música é construída pelas pausas. Penso, nesta hora avançada da noite, que toda a arte, e aí incluo sem falsa modéstia meu texto, também deve ser feita de pausas, momentos de expiração para se ganhar fôlego para nova e revigorante inspiração.

    Decido conscientemente me dar uma pausa e abandonar este febril exercício de associação de ideias... Adormeceu.

    Acordou assustado, a folha de papel em branco ainda estava lá, imaculada como a Santa Maria. Isso o aterrorizava, tanto a folha em branco, que se recusara a fixar suas memórias, quanto a ideia de ter violado a Virgem Maria com sua caneta.

    Então se tranquilizou e lembrou que havia sonhado uma história incrível, o conto perfeito, a história de milhares e milhares de civilizações passadas numa única linha, numa mera vírgula, num soluço, numa pausa.

    E começou um conto assim:

    Sentado em sua mesa, diante de uma folha de papel em branco, o escritor olha para o reflexo do vazio de sua mente. Precisa escrever o conto perfeito, a história que mudará para sempre a maneira da humanidade ver o mundo.

    Este texto revolucionário irá celebrar o artista em estado bruto, verdadeira antena universal que catalisa todo o poder da arte, que alguém já disse que é construída pelas pausas. Pensou, naquela hora avançada da noite, que a boa arte, e aí incluía sem falsa modéstia seu texto, deveria ser feita de momentos de expiração para se ganhar fôlego para nova e revigorante inspiração.

    Quando tomara a decisão de se dar uma pausa e abandonar o febril exercício de associação de ideias, adormeceu...

    Acordou assustado, a folha de papel em branco ainda estava lá, testemunha de seu desespero, contudo o que o aterrorizava era a lembrança real de ter violado a Virgem Maria com sua caneta.

    Mas sua cabeça se recusava a fixar suas memórias e logo se tranquilizou, lembrando que havia sonhado uma história incrível, o conto perfeito, a história que mudaria para sempre a maneira da humanidade ver o mundo.

    E começou um conto assim:

    A imaculada Santa Maria é a verdadeira antena universal que catalisa todo o poder da história de milhares e milhares de civilizações passadas.

    Desenhou estas linhas caprichosamente na folha de papel em branco e adormeceu, exausto com o febril exercício de associação de ideias.

    Acordou assustado, não havia certeza maior do que a alvura daquela página invicta, que refletia o vazio de sua mente.

    Desistiu de tentar escrever sua obra-prima e resolveu deixar seus pensamentos divagarem, rabiscando pequenos fragmentos de texto na folha de papel em branco, imaculada como a Santa Maria. Isso o aterrorizava, tanto a folha em branco quanto a ideia de violar a Virgem Maria com sua caneta. Mesmo assim, começou:

    Alguém já disse que a música é construída pelas pausas. Penso, nesta hora avançada da noite, que toda a arte, e aí incluo sem falsa modéstia meu texto, também deve ser feita de pausas, momentos de expiração para se ganhar fôlego para nova e revigorante inspiração.

    Decido conscientemente me dar uma pausa e abandonar a busca pelo conto perfeito, a história que mudará para sempre a maneira da humanidade ver o mundo.

    Renego o texto revolucionário que pretende celebrar o artista em estado bruto, verdadeira antena universal que catalisa todo o poder da história de milhares e milhares de civilizações passadas numa única linha, numa mera vírgula, num soluço, numa pausa.

    Sentado em minha mesa, diante de uma folha de papel em branco, olho para o reflexo do vazio de minha mente. Não preciso mais escrever o conto perfeito, nem a história que mudará para sempre a maneira da humanidade ver o mundo.

  3. #3
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    Padrão Fogo - Elementals

    Fogo
    Elementals


    As crianças se reuniam ao redor do velho. Fazia muito frio. Sentavam-se perto de uma fogueira, estendendo suas mãos para se aquecer.


    O velho era chamado de Asíedes. A velhice lhe ensinara várias coisas, e tudo o que tinha a fazer era contar histórias. Olhou para o rosto ansioso de uns. A face denunciava que estavam esperando por aquele momento por dias.


    Abafou o vento com a mão, cobrindo o cigarro que estava entre seus lábios. Acendeu um fósforo. Tragou e soltou a fumaça no meio do fogo, querendo dar um ar teatral para a história. Ia a contar enquanto fumava. Já virara um hábito.


    - Minha história, como usual, deve ser levada a sério... Mas eu conto para vocês, crianças, pois a faísca de imaginação e impossibilidade já foi há muito tempo apagada do coração dos adultos. – Asíedes começou com um discurso, não saindo da rotina que mantinha há anos.


    Uma das crianças, mais velha, riu. Poucas acreditariam em sua história. A maioria eventualmente esqueceria, é claro. Mas gostava de saber que ainda existiam pessoas que não estavam cansadas de ouvir seus ensinamentos. Ensinamentos do Céos, na verdade. Mas essa não é a história que o velho contaria esta noite.


    Se contasse, teria que ter um grupo fixo de ouvintes. Havia meia-dúzia que sempre participava dos encontros, mas era só. Não gostava de contar o que acontecera há tantos anos. Um dia contaria, é claro. Um dia.


    - Tudo começou quando o ferreiro da cidade, Elídio, começou a falir:


    “Elídio fazia as melhores ferraduras que a cidade já conhecera. Trabalhava duro, o pobre homem. Lucrava pouco; frequentemente a polícia gostava de pegar algumas ferraduras emprestadas e se esquecer de devolver. Foi aí que ele começou a me visitar.


    Não me lembro há quantos anos isso aconteceu, mas foi há muito tempo atrás. Eu morava no topo das colinas, e as pessoas me visitavam para receber conselhos. Muitas vezes eu as desapontava, pois tudo que tinha a oferecer eram histórias; muitas vezes elas eram inúteis.


    Ia lhe contar algo que eu já era familiar com, porém meu instinto me disse para lhe contar uma história diferente... Faz muito tempo, mas a história foi mais ou menos assim:


    O corvo pisa na planície aquecida, o sol ardendo no ponto mais alto do céu. Está ali a carniça de um homem.


    O animal se dirige até o morto e começa a bicar a carne. Não sente remorso; é uma ave. Não sente pena nem se arrepende, pois não tem uma alma. Com isso, destrói o último homem de uma civilização extinta há muitos anos.


    O corvo não tem culpa, só quis se alimentar. Alguns dias depois, algum caçador acerta-o com uma flecha.


    Nunca entendi essa história, e acho que nem Elídio. Contei-a por que tinha sonhado com algo naquele dia. No meu sonho, um ferreiro olhava para um corvo e esperava que algo acontecesse. Parecia que esperava por aquilo há muito tempo, mas só descobrira alguma utilidade para o corvo agora. Só esperaria o corvo fazer o passo certo e o mataria.


    De qualquer modo, depois de eu acabar a narrativa, o homem voltou para a ferraria viver sua vida. Depois de uma semana, ao sair para fumar, me deparei com algo inusitado. Havia um corvo morto na entrada da minha humilde casa.


    Fiquei por muitos dias de sobreaviso, totalmente assustado. Recusei-me a sair da casa por algum tempo, até que me acalmei. Fui dar uma volta, caçar algum bicho. Havia outro corvo na porta. Tomei coragem e desci até o vilarejo.


    Bati na porta da ferraria. Não obtive respostas. Puxei o facão que levava junto comigo, pois tinha medo. Muito medo. Acendi um cigarro e fui para a tecedeira para obter alguma informação. Ela gostava muito de fofocar e sempre me visitava para escutar histórias, então tinha algum débito comigo.

    Naquela época, as coisas não eram tão difíceis. Eu vivia do que caçava, vez ou outra trocando histórias por favores. Se precisava de alguma calha consertada, contava uma longa história para os filhos de José. Quando passava fome, o padeiro me dava um pouco de pão, e por assim sobrevivia.

    De vez em quando participava de alguma construção, caçada ou qualquer coisa que me desse algum dinheiro. Guardava a maioria, para quando ficasse velho. Do resto eu comprava algum queijo na mercearia.


    Mas bem, visitei a tecedeira. Cumprimentei-a, escutei alguns elogios e tudo o mais. Me demorei um pouco. Saí da casa da mulher sabendo tanto quanto eu entrara.


    Os dias passaram-se. Quase me esqueci do episódio, e já havia seguido vida. Certo dia, estava dando um raro conselho para José, quando Elídio entrou em minha casa. Estava com olheiras, o cabelo para lavar. O rosto estava oleoso e barrento. As suas unhas haviam crescido mais, suas roupas estavam em farrapos. Segurou-me pelo pescoço e ignorou meu ouvinte, arrastando-me morro abaixo.


    Sinto vergonha que não consegui pará-lo, muito menos atingi-lo. Ele era forte, enquanto eu, já na época, tinha força o suficiente para levantar uma arma e só. Eu passava a maior parte do tempo sentado, se não procurando por bichos na floresta, principalmente do outro lado do rio, onde havia cervos deliciosos; lá acabava a pequena cidade e começava outro vilarejo.


    Fui, sob protestos, levado para o meio da floresta. Arrastou-me até uma clareira. Havia penas de diversos animais espalhadas, esvoaçando. Uma teia de aranha se estendia sob dois carvalhos. Um crânio de abutre aberto estava caído em cima de um formigueiro. Uma poça de um líquido enrubescido prendia minha visão; perguntava-me se o sangue fazia aquele efeito corrosivo que estava acontecendo no buraco. Restos de comida e plantas medicinais também chamaram a atenção.


    Ele pegou um dos ossos que estava no chão. Aproximou-se, estendeu a mão. Bateu-me na face com tacadas letais. A minha visão foi escurecendo e perdi a consciência


    Uma luz veio de encontro a mim. Estendi os braços, pronto a me entregar à Eternidade humana. Naquele momento, jurei ver algumas pessoas as quais não estavam mais entre nós, por assim dizer, quando vi-me vivo. Um pouco difícil de explicar.


    Era como se assistisse tudo do alto. Meu corpo, ali, com um corte no supercílio, escorrendo sangue. Uma versão pitoresca de Elídio me segurando e levando-me consigo... Escutei-o murmurar algo que não pude decifrar.


    Estava louco, tive certeza. Mas tudo agora deixara de ser estável... Eu estava morto e ao mesmo tempo vivo, preso em uma dimensão entre o humano e o divino... Ou era isso que acontecia quando se morria? Divaguei.


    O homem deixou um bilhete no bolso do meu eu que estava lá embaixo. Caminhou diversos minutos, embrenhando-se na mata. Onde estava, as árvores rareavam. Colocou-me do lado de um rio, meu corpo quase caindo na água. Tirou uma garrafa de bebida e pacientemente respingou em várias árvores em um trajeto de vários metros; achei no momento que ele queria fazer alguma oferenda aos deuses. Ou demônios. Olhou para trás e atravessou o leito do rio a nado. Não voltou atrás.


    Senti-me sendo sugado, e com um rodopio acordei com a cabeça doída. Estava lá eu, com o nariz quase se encostando à água corrente. De tão nervoso, não conseguia parar de tremer. Quis acalmar-me. Comecei o caminho de volta para o vilarejo.


    Um rugido veio da floresta. Uma face assombrosa mostrou-se pelas árvores, através da sombra. Eu ouvi o farfalhar das folhas, mesmo que não visse ninguém, e parei. Uma das árvores começou a balançar violentamente, mesmo que não houvesse vento. Acendi um fósforo. O larguei no meio de uma árvore molhada pelos respingos de álcool. Corri enquanto o fogo consumia o mato, e fiz o mesmo percurso que Elídio.


    Lembrei-me do bilhete. Dei-me conta que o conhecimento enlouquecia, enquanto a cidade ardia em chamas e um uivo estrondoso se propagava. Abri o bilhete. “O fogo ardente do Sol vai acabar com todos.”.


    Por alguns segundos, achei entender o significado da história que eu contara para Elídio, mas percebi que foi só uma especulação boba. Afinal, eu não havia extinguido uma civilização inteira. Acho que eu sou o corvo e que Elídio é o caçador. Mas não me preocupo tanto, afinal, o conhecimento enlouquece...”


    O velho não conseguiu terminar a frase. Uma sombra parecia se estender e mostrar as mandíbulas antes de soltar um urro.

  4. #4
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    Padrão Medieval - Thomazml

    Medieval
    Thomazml


    O cheiro perfumado do vale preenchia o local. Estavam ao oeste, onde as encostas ficavam mais íngremes e as montanhas Greor se aproximavam. Riachos afluíam para Flinfime, o rio principal que cortava o vale ao meio. Os pinheiros balançavam tristemente sob o vento leste. Seus galhos secos indicavam que o inverno não tardaria a chegar. O frio cortante também não deixava os vinte e nove homens à vontade.
    Eles estavam no meio da encosta norte, perto de um rio. Um estreito caminho levava a leste e uma fenda na montanha ao norte levava a Grande Estrada, perto da entrada do vale. Era uma estrada muito pouco usada, somente na primavera ou no verão alguns fazendeiros ousavam passar por ali. No inverno, ficava intransitável.
    A cena parecia inadequada, como se eles não devessem estar ali. A lua minguante iluminava parcamente o ambiente, mas o grupo não usava tochas. Estavam todos paramentados para guerra. Tinham escudos oblongos, que se afinavam na parte de baixo. Eles estavam cobertos por panos pretos, cobrindo o brasão do senhor deles. Todos tinham malha metálica, que cobria boa parte do corpo. Os elmos negros eram emplumados com penas de corvo, com protetores nasais e das bochechas. E, tanto a malha quanto a capa que todos usavam eram negras.
    A maioria portava espadas, embainhadas com cuidado. Dois ou três empunhavam grandes arcos, também negros. O maior de todos, duas cabeças acima dos demais, tinha um grande machado de guerra amarrado nas costas. Pareciam tranqüilos e calmos, como se estivessem numa noite a passeio. Conversavam em voz baixa, olhando para as luzes no vale.
    Por que havia luzes no vale. Fogueiras tinham sido acendidas, para aquecer os aldeões e suas famílias. As moradias se agrupavam em volta do solar de pedra, perto do rio Flinfime. A torre principal do castelo estava visível também, pois os vigias tinham acendido uma grande fogueira nas ameias, para facilitar a visualização nos campos cultivados ao redor.
    Os homens pararam de conversar quando uma figura pequena apareceu ao luar, vindo correndo. Quando se aproximou, o grupo relaxou. A figura era um homem baixo, de barba cerrada, que trajava negro. Seus olhos escuros estavam brilhantes, maliciosos. Assim que chegou mais perto, um dos homens do grupo foi falar com ele.
    - Reporte o que viu, Luis – falou o homem com uma voz mais fria que o vento outonal. Seu elmo tinha penas vermelhas misturadas as negras. Além da espada, portava uma adaga e uma maça de ferro presa às costas. O capacete cobria quase todo seu semblante, mas os protetores ainda não estavam fechados, revelando um nariz adunco e bochechas magras. O cabelo louro caia pelas costas largas, até um pouco depois dos ombros.
    - Nenhum batedor, Jean. Nada entre nós e a vila. Eles não estão desconfiados. Se sairmos agora, podemos chegar no solar na hora marcada. Eu achei vaus para atravessarmos os três rios e há uma pequena floresta de carvalhos, muito perto das plantações, onde os camponeses levam os porcos para comer bolotas. Podemos nos reagrupar lá – informou Luis, enquanto vestia sua armadura e pegava seu escudo e seu elmo. Depois de estar pronto, sorriu, como sempre fazia.
    Jean assentiu com a cabeça e levantou o braço direito. Todos os homens se calaram. Tinham um respeito imenso por ele. Assim que o comandante abaixou o braço, todos se puseram em movimento, silenciosamente.
    Rapidamente, desceram da encosta norte pela estrada, atravessando o primeiro riacho no sopé da montanha. Apesar da trilha estar em más condições, Luis ia à frente, guiando o grupo. Os minutos iam e viam, e os soldados continuavam a andar. Seus passos eram abafados pelas botas de couro, mas mesmo assim fazia um som estranho na noite silenciosa.
    Pouco depois, cruzaram os dois outros rios, que eram pequenos e próximos. As botas ficaram enlameadas, assim como as calças de malha. Logo avistaram a floresta de carvalhos, que escondia as luzes da aldeia e da lua. Para não se perderem, Luis começou a cantar baixinho, indicando aos amigos a direção certa.
    Após pouco tempo, chegaram na orla da floresta e Luis parou de cantar. Todos se agruparam em volta do comandante, esperando este fazer algo. O silêncio ainda pairava no ar. Não fazia mais de duas horas que tinham descido a trilha. A lua ficou envolta numa nuvem e deixou de competir com as luzes da torre de principal.
    Jean ia falar algo quando um grande clarão foi avistado. Parecia que uma estrela tinha caído na aldeia que cercava o solar. O clarão foi seguido de dois outros. Fogos irrompiam a leste. O comandante fechou os protetores e respirou fundo. Tinha começado. Virou-se para seus soldados e encarou-os.
    - Vamos homens! O Senhor conta com vocês! DIEU LE VOULT! – berrou. “DIEU LE VOULT” berraram seus homens de volta. Viraram-se para o leste e correram, pulando arbustos. Eram mais que guerreiros profissionais. Eram soldados de Deus. E naquela noite, iam trazer o Inferno para Terra.

  5. #5
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    Padrão O Samurai - Lorofous

    O Samurai
    Lorofous



    Em um mundo paralelo representando uma das possibilidades do futuro da humanidade, em um bar chamado “O Blundra”, Jack e Dudu conversam com um andróide com Inteligência Artificial. E outras coisas artificiais também.
    - ..., aí ela disse: “Eu sou freira!” – disse o andróide com a sua voz nasalada e robótica
    - Esse robô é louco, diz aí, Dudu! – disse Jack caindo na gargalhada
    - Aff...- suspirou Dudu – Só um droga desse mesmo, para nos divertir!
    - É.... ainda mais com o que essa droga de Governo anda fazendo com a gente. – disse Jack alterando seu sorriso bobo para uma carranca – Há um ano e meio, a mineração enchia nossos bolsos de dinheiro, hoje qualquer buraco que fazemos no chão, metade do dinheiro vai “pra” eles! – deu um sorriso malicioso e terminou – Se eu achar fezes de gato farei questão de dividir com eles.
    - Qualé bigode! – retrucou Dudu – O expediente acabou. Beba sua cerveja e deixa o robô contar mais sobre suas aventuras sexuais!
    E foi o que o andróide fez.

    ***

    Do lado de fora do bar, na rua mal-cuidada e cheia de buracos, O Samurai andava. Estava indo cumprir o dever que tinha com o Governo.
    Os Samurais eram os assassinos profissionais, pessoais e secretos do Governo. Claro que depois de, algo entre um século, eles deixaram de ser secretos. Só o Governo e os próprios Samurais acham que ainda são “discretos”.
    Ele olhou para o letreiro de neon vermelho escrito “O Blundra”. Só que “L” e o “R” estava com curto circuito, e apagaram em fagulhas.
    Ele abriu a porta de madeira e ouviu o Heavy Metal que tocava no volume máximo. A escória do planeta todo estava lá. Os maiores grupos de traficantes e criminosos estavam jogando cartas. O cheiro de maconha era reconhecível. Mas eles não eram seu alvo. Sabia quem eram, mas só fazia o que era mandado. Esse era o grande problema dos samurais.
    Aproximou-se e falou com o atendente.
    - Barman, procuro por Crowley.
    - Sem querer ofender, Samurai, mas aqui não damos informações, agora se quiser uma bebida...
    Foi muito rápido. O Samurai tirou de dentro de sua túnica beje sua katana e bateu com a lâmina dela na mesa. Durante o resto dos anos d’O Blundra, o talhado no balcão lembrava este dia. O barman arregalou os olhos e gaguejou:
    - C-c-crowley, né? Talvez eu o c-c-conheça...! – estalou os dedos e continuou –Ele aparece por aqui praticamente todos os dias depois das sete, para recolher as apostas.
    - Apostas foram declaradas ilegais, mas o Governo não chega até esse bairro e o que o Governo não vê, não pode saber, certo? – berrou baixo o samurai – Engana-se. Estou aqui a serviço do Dookie! Me entregue Crowley e relevarei suas palavras!
    - Hãã... bem... – disse o barman olhando para uma mulher ao lado do Samurai - ... ele já deve estar chegando, porque não espera na companhia da Alana aqui?
    O Samurai olhou para a bela mulher ao seu lado, que se apresentou como Alana.

    ***

    - ... aí ela disse: “ Ei! Meu nome é Rosário!” – disse o andróide
    Dudu começou a rir descontroladamente, mas Jack tinha seus olhos em outro local.
    - Dêem uma olhada ali. – disse apontando com o dedão para o balcão – Um maldito Samurai! Esses esnobes nojentos, sempre trazem encrenca.
    - Ei relaxe! – disse Dudu ajeitando seu cabelo – O sujeito só quer diversão. Olhe a “profissional” ao lado dele.
    - Nunca se divertem. – retrucou Jack. Ninguém nunca mais viu a carranca de Jack como naquele dia – Você é jovem e não lembra, mas eu me lembro como era quando trabalhavam para o Governo. E agora isso ta de volta?
    - Eita! Hoje é dia – riu Dudu limpando a espuma de cerveja de sua boca – Primeiro reclamou do Governo, agora dos Samurais, dá um tempo! – apontou para o Samurai que entrava em uma porta junto com a mulher chamada Alana.
    - É sexta à noite! Vamos beber, ficar de porre e quem sabe nos divertir com umas cocotas, hein? – disse Dudu cutucando Jack com o cotovelo
    - Quem me dera! Se a Claire descobre me mata! – choramingou Jack. Seu olhos já não era mais visíveis, tamanha a carranca que tinha.
    - Ela nem precisa saber! Olha, ta vendo aquela garota sentada ali? O nome dela é Annie. Chega junto nela.
    - Tá bom.
    Jack se levantou e se sentou na mesa praticamente atrás da dele.
    - Então... – começou Jack com um sorriso sedutor – Seu nome é Annie? Você sabe quem sou eu?
    - Não. – disse batendo seu copo na mesa de madeira
    - Sou a fantasia de toda a mulher!
    - Fantasia? – riu Annie – E qual é mascara que você tá usando agora?

    - Há, há,há...! – riu Dudu – Ela disse isso? Cara, que fora!
    - Maluca... tomara que Woso castigue ela!
    - Cara... tu é quem não sabe chegar na mulher. Se liga em mim. – disse piscando um olho e pulando na mesa de Annie.
    - Você foi muito mal-educada com meu amigo ali. – começou Dudu – Ele até chorando!
    - É? E porque você não faz carinho nele?
    - Eu tive uma idéia melhor: porque você não faz um carinho nele? – retrucou Dudu e saiu emburrado da mesa – Que mulher malcriada – disse para Jack
    - Odeio esse tipo de mulher.
    - Dois. – bebeu metade da cerveja e continuou – É tudo jogo duro.
    - Mulher não faz jogo duro. – disse Jack confuso. Pelo menos com a Claire não fora...
    - Claro que faz! Tem umas que pagam um pau danado e quando a gente chega junto ela dá o fora. Acho que é pelo prazer de sentir homens ao seu pés! Vem.
    Terminaram a cerveja e os dois foram na mesa de Annie.
    - Oh não! Os dois? – perguntou ela massageando a testa
    - É isso aí! Eu não desisto! – disse Dudu piscando
    - Da minha parte, só quero ver se ele consegue. Hehehe...
    - Você é durona, mas sei que está interessada em mim.
    - Cai fora! – disse Annie
    Jack puxou um lenço, jogou no chão e disse:
    - Ei, Dudu, caiu aqui.
    Eles se abaixaram e Jack falou:
    - Dudu, deixa ela pra lá, tem várias mulheres aqui no bar!
    - Nada disso, cara! Agora é uma questão de honra!

    ***

    O Samurai fechou a porta atrás de si, e se encaminhou ao barman novamente.
    - Onde está o Crowley? - perguntou
    - E-ele ainda não chegou, senhor, mas já tá pra chegar.
    - Torça por isso, homem, ou voltarei minha atenção para as ilegalidades em seu bar!

    ***

    - Vamos, admita! – ficou dizendo Dudu
    - Eu não vou admitir nada! Você já tá me enchendo o saco!
    - Sério? – disse rindo
    - Tá certo! Eu admito, gostei de você e daí?
    - Então por que o jogo duro com a gente? – perguntou Jack novamente confuso
    - Com você não, Mané! Só com ele... Queria ver ele lambendo minhas botas.
    - Não falei que ela era desse tipo? – disse Dudu radiante – Venci pela insistência! – passou o braço pelos ombros de Annie e disse – Vamos para um lugar mais sossegado?
    - Tá certo. – respondeu Annie

    ***

    - Ahn...? – resmungou o Samurai olhando para trás – Crowley? Grrrr...
    ***

    - Falou! – disse Jack com seu sorriso bobo novamente – Até amanhã, Dudu!
    - Falou, Jack!
    No momento seguinte, ouviu um barulho cortando o ar e uma fisgada nas costas. O bar começou a girar. Pessoas se levantando, gritando, chorando...

    “Da próxima vez, tomem mais cuidado!”. Essa foi a desculpa do Samurai ao perceber seu engano.




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  6. #6
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    Padrão Prosa Surpresa - Pernalonga

    Prosa Surpresa
    Pernalonga



    Certo dia, nem lembro exatamente quando, precisava me locomover para não sei exatamente onde a fim de não sei o quê. Na verdade, não lembro de praticamente nada daquele dia, o que tenho certeza é que eu precisava e iria pegar um ônibus. Porém, algo um pouco mais nobre estava destinado a mim...

    _ Porto da Pedra... Shopping! - dizia a voz da buzina, uma gravação tosca e universal por aquelas bandas - Heliogás, Praça do Gradim, Pontal!

    Era o transporte dos apressados destemidos. E estava me chamando:

    _ Porto da Pedra... Shopping! Heliogás, Praça do Gradim, Pontal!

    Pelo menos a Kombi tinha itinerário, o ruim é que eu tinha que descer perto do final da linha. Mas eu acho que não tinha problema, eu sou um cara paciente, tinha que ser.

    Entrei no carro dando bom dia e não recebi resposta, no máximo um grunhido do motorista e um ronco da caixa de marcha. Tudo bem, não era problema, convenhamos que trabalhar por várias horas, enfrentando trânsito num carro tremiliquento, debaixo de um sol de verão carioca e ter bom humor para falar com um "playboyzinho" bem arrumado e de cabelo molhado é muito para qualquer um.

    O que me impressiona nesse tipo de cara é que, mesmo sem saco para responder, eles tem a paciência para andar a 20 por hora, repetindo loucamente aquela buzina anormal, só para te convencer de que o ônibus vai demorar e que ele é a sua última, e melhor, opção. E se você fizer jogo duro, relutar em entrar, eles percebem. Param a maldita Kombi na sua frente e ainda falam:

    _ E ai, Patrão? Shopping?!

    De qualquer forma, como eu fui o primeiro a entrar no carro, fiquei fadado a acompanhar o motorista na sua jornada por mais passageiros. Partimos lentamente e, depois de longos minutos, o próximo ponto estava chegando:

    _ Porto da Pedra... Shopping! Heliogás, Praça do Gradim, Pontal!

    E o motorista se arrastava em direção ao ponto.

    _ Porto da Pedra... Shopping! Heliogás, Praça do Gradim, Pontal!

    E já tinha gente esperando a Kombi - impaciente por sinal - quando ela finalmente chegou.

    _ Porto da Pedra... Shopping! - e uma velinha bunduda sentou do meu lado. - Heliogás, Praça do Gradim, Pontal! - e uma garota com três crianças encheu o banco de trás.

    Ainda ficamos uns cinco minutos no segundo ponto, esperando que uma caravana brotasse do chão e enchesse o carro, mas nada ocorreu e o motorista partiu lentamente, como sempre.

    _ Moço, as crianças não pagam, né? - perguntou a adolescente depois da Kombi ter se afastado bastante do ponto em que entrara.

    _ Quê?! Ah! Não! - gritou o motorista, meio surdo talvez. - Só que se lotar você coloca eles no colo, tá bom, princesa?

    _ Tá...

    Depois de alguns pontos de ônibus percorridos, a velinha e a menina, com suas crianças, sairam, um casal entrou e logo depois saiu e, no shopping, a Kombi finalmente lotou. Oito pessoas, sem incluir o motorista. Pra completar tinha gente com compra do mês, e eu, para ser educado, ajudei a segurar as sacolas... Maldita boa educação. Segurar sacola plástica debaixo de sol e no aperto de um carro é horrível. A mão sua, o braço fica dormente, as pernas esquentam e não bate nenhuma leve e empoeirada brisa para refrescar.

    Continuamos a viagem e a cada cabeçada do vidro, me arrependia mais e mais de achar que seria mais rápido, de ser educado e em ter que aguentar o funk no celular do infeliz atrás de mim. Mas a merda já estava feita e eu já estava em Boa Vista, perto do Heliogás, um bairro onde só passa transporte ilegal.

    Andamos por mais um tempo e o chato do funk pediu pra descer. Com ele, os dois garotos que estavam no banco da frente desceram e um sujeito barrigudo entrou na van, sentando ao lado do motorista.

    _ E ai, Claudinho?!

    _ Ih! Iai Betão, o que tu manda? - replicou o motorista já com um sorriso na cara.

    _ Nada de mais não. Normal né, trabalhando. Sabe como é, né. Tem que trabalhar.

    _ É, tem que trabalhar.

    _ É foda. Eu fico falando com meu filho isso... Sabe meu filho, né?

    _ Sei, sei.

    _ Então, o moleque já tá grande, mas não quer saber de nada. Esses dias levou uma garota ai lá para casa e ficou reclamando que eu não quis sair de casa...

    _ Qual foi, Betão, cortou ele?!

    _ O viado nem grana pra onibus tem e quer usar minha casa de motel! Que vá para a rua...

    _ Você não era assim... Tem que respeitar essas coisas. E se fosse um marmanjo do lado dele?!

    _ Se fosse um marmanjo com dinheiro... – e começaram a rir da piada.

    _ Mas sério, - continuou o Betão – tem que ser linha dura com esses moleques de hoje. Mas tirando essas coisas pequenas, eu fico orgulhoso em ver que nenhum filho meu entrou nessa bandidagem ai. Num to certo?!

    _ Verdade...

    _ Então! Esses dias encontrei Capitão. Lembra do Capitão?

    _ Lembro! Claro que lembro!

    _ Então, não tratou os filhos dele direito e hoje estão ai, largados. Fiquei sabendo que um foi até preso...

    _ Triste né... E pobre ele não era.

    _ Quem? Capitão? Capitão tinha dinheiro!

    _ Então...

    _ Pois é. Por isso sou duro com os de lá de casa. Filho meu tem que ser trabalhador!

    _ Certo... E o Rosca? Tem visto ele?

    _ Rosca? Rosca tá lá, né.

    _ Sei... E o Jurandir?

    _ Jurandir casou com Marlice.

    _Marlice?

    _ É! Aquela morena do Bar do Jorge, a que vivia cantando no karaokê lá.

    _ Lembrei, lembrei, Marlice era uma figura... E eles já tão com filho?

    _ Não sei, mas quem tá com neto é o Chupeta.

    _ Chupeta tá com neto, é?

    _ Tá... Ele vive conversando com o João. Lembra de João né?

    _ O que vendia carro?

    _ É, ele mesmo. Tá sem nada agora. Vive lá no bar bebendo...

    _ É mesmo?

    _ É... Acho que ele ficou assim quando o Carlinhos morreu. Soube que Carlinhos morreu né?

    _ Soube, claro que soube. Rins né?

    _ Foi rins não, acho que foi fígado. Só sei que ele tava mal a um bom tempo... Dá pena de João, os dois eram muito juntos.

    _ Com certeza. Lembro deles na Praia da Luz. Viviam pescando lá...

    _ É... Mas ele melhora.

    _ Tem que melhorar, né?

    _ É...

    A Kombi deu uns tremiliques e terminou uma curva. Numa esquina um vendedor bigodudo de desinfetante caseiro acenou para o carro.

    _ Olha o Cueca ai... – comentou o Betão já esticando o pescoço pra gritar. – Olha essa água suja ai, hein!

    E um sorriso com alguma frase inaudível de resposta de quem não entendeu nada voltou do tal Cueca.

    _ Uma figura esse ai, né.

    _ Muito engraçado... – confirmou o motorista, o tal de Claudinho.

    _ Claudinho, me deixa ali na farmácia.

    _ Vai fazer o que ai na praça?

    _ Probleminhas ai... Semana que vem tem churrasco, aparece lá não?

    _ Apareco, apareco! Dou um pulo semana que vem pra comer uns lonbinhos.

    _ Filha da puta.

    A Kombi finalmente parou e o tal do Betão desceu, não antes de falar com todos:

    _ Valeu ai, Claudinho! E desculpa pela conversa ai, galera. Boa viagem para vocês!

    _ Valeu, Betão! – respondeu o motorista partindo com o carro.

    Mais cinco minutos depois, sendo o último ou um dos últimos dos remanescentes daquele carro, pago minha passagem e saiu daquele inferno.

    _ Betão... – falo para mim mesmo com um sorriso na cara, pensando numa conversa que nunca mais iria esquecer. – É mole...

  7. #7
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    Você poderia me explicar o que este tópico faz nesta seção ao invés de estar na seção correta (Roleplaying)?

    Grato.
    Att,
    GrYllO.

    Precisa de suporte? Crie um tópico público! Sua dúvida pode ser a de outra pessoa. Pesquise se por um acaso a sua dúvida já não foi solucionada antes e, em caso negativo, abra um novo tópico no Suporte ou mesmo em Tecnologia (pro caso de uma dúvida técnica não relacionada ao jogo). Beleza?
    Meu coração pertence à Valéria Freitas.

  8. #8
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    Boa noite, Grillo

    Explico.

    Com a regra de um autor não poder publicar em sequencia vários posts, os criadores dos concursos de Roleplay Telling 2009 (Lucas CS) e do Taverna do Roleplay 2010 (Steve do Borel), postaram todos os concorrentes num único post.

    Isto inviabiliza futuras referências aos contos, sejam eles os vencedores ou apenas os participantes. É o problema que enfrentamos agora, que queremos criar a seleção das melhores histórias produzidas na board.

    Alguns dos usuários não criaram tópicos com suas participações, outros abandonaram o fórum TibiaBr ou a board de Histórias, outros foram banidos, e agora a única solução é fazer esta distribuição, que também considero absurda, mas se apresenta como a única alternativa viável para criar links exclusivos para as histórias.

    Até o concurso de 2008 podíamos postar os concorrentes em tópicos separados, sem ferir a regra do flood (pois obviamente um concurso não é flood).

    Obrigado pela atenção,
    Wu Cheng
    Última edição por Wu Cheng; 21-04-2010 às 21:22.

  9. #9
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    Estou analisando a situação...

    Bem, de imediato lhe digo: a seção "Testes" não valida a disposição dos posts.


    Em contrapartida, não vejo mal algum em um tópico ser organizado como este que você fez.


    Estou olhando mais de perto da seção Roleplaying, tendo em vista os últimos acontecimentos. Ao término da minha análise, postarei sugestões. Entrarei em contato com o administrador da seção.


    Por hora, o tópico ficará aqui.
    Att,
    GrYllO.

    Precisa de suporte? Crie um tópico público! Sua dúvida pode ser a de outra pessoa. Pesquise se por um acaso a sua dúvida já não foi solucionada antes e, em caso negativo, abra um novo tópico no Suporte ou mesmo em Tecnologia (pro caso de uma dúvida técnica não relacionada ao jogo). Beleza?
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