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Tópico: Kalindir, A Luz Áurea

  1. #11
    Avatar de Nobre Valente
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    Citação Postado originalmente por Curiox
    Eita, está legal, Nobre, mas ficou muito repetitivo quanto ao nome do protagonista Kalindir, não cabe nos dedos quantas vezes você repetiu o nome

    Mas eu lhe dou a graça da perdão e continue esse trabalho.(Eu já tenho alguma noção do que ira acontecer daqui alguns capítulos.)
    Que nada, toda crítica construtiva é muito bem vinda . Quem se sentir no desejo de elogiar ou criticar construtivamente, pode ficar a vontade!



    Ele caminhava em passos largos em direção à construção abandonada. Os habitantes mais velhos diziam que era para ser uma igreja mas que por falta de verba a construção foi suspensa. Parou aos pés da imponente construção, respirou fundo e entrou hesitante no local. Subiu os lances de escada que se sucediam e chegou ao topo da construção, cuja qual era cercada por grandes muros de tijolos. Não havia ninguém ali. Andou de um lado para outro, desapontado por Flamareon ter furado o compromisso. Agora sentia que aquilo podia ser um produto de sua imaginação.

    - Procurando por mim? - soou a conhecida voz de Flamareon, cujo qual irrompeu de um canto escuro do recinto.

    - Seria um hobbie você assustar as pessoas? - perguntou o garoto, indignado

    - Você é muito medroso. Esperava mais de você. - respondeu Flamareon com com um que de desapontamento na voz.

    Ele retomou a palavra:
    - Mas, voltemos ao propósito de nosso encontro... explicar-lhe o que se passou, o que está se passando e o que poderá se passar.

    - Pois bem, prossiga! Minhas dúvidas e indagações ainda não foram sanadas.

    Flamareon indicou convidativamente com a mão uma pilha robusta de tijolos a um canto no piso, sorriu agradavelmente ao garoto e disse:

    - Sente-se, eu irei lhe conta tudo.

    Capítulo 2
    A história antiga


    P.S: Pessoal, fiz uma pequena alteração nos capítulos. Estendi o capítulo 2 até aqui para não quebrar a seqüência.

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    Última edição por Nobre Valente; 08-05-2005 às 20:13.


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  2. #12
    Avatar de Curiox Morozesk
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    :787: Here I go :dry:

    Legal isso!
    Capítulo 2 maior? Interessante!

    Curiox

  3. #13
    Avatar de Nobre Valente
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    Opa, estou de volta para dar continuação ao segundo capítulo do livro :riso: . Enjoy!

    Capítulo 2
    A história antiga

    Flamareon sentou-se em outra pilha de tijolos em frente a Kalindir e deu início à sua narrativa:

    - Há centenas de anos atrás, uma ameaça pairou sobre a Terra. Assim como hoje, ela correu o risco de ser reduzida a um palco de carnificina e horrores. Mas três destemidos jovens, se imporam a essa ameaça. Havia duas escolhas: permanecer de braços cruzados ou lutar, mesmo que isso lhes custassem a própria vida.

    - E que ameaça era essa? - perguntou Kalindir

    - A ameaça que poderá vir a ocorrer amanhã. A pior ameaça que poderia ser feita. A abertura dos portais da escuridão. Essa história se originou, mesmo antes da humanidade aflorar, no início dos tempos.

    Flamareon silenciou-se por um intante, e pegou um livro velho e grande jogado ao canto e o abriu. Pigarreou e entoou em voz alto seus dizeres:

    "No início dos tempos, nem mesmo quando a humanidade havia sido semeada no universo, haviam seres de infinita benevolência e amor: os anjos. E esses entes eram regidos pelo criador de tudo e de todos, aquele cujo qual denominamos o nome de Deus. Porém Deus havia concedido a esses seres inteligência, uma dádiva preciosíssima que lhes libertariam das correntes da obediência. Dentre os anjos do céu, havia um anjo de luz chamado Lúcifer. Era um anjo de Deus... mas sua inteligência o corrompeu e lhe guiou para o caminho da escuridão. E eis que daí surgiu um dos primeiros males da existência: a ambição. Ele havia percebido o quão benevolente era Deus, mas não compreendia porque ele não podia dominar e monarquizar o Céu. Em um ímpeto de cólera, desafiou o reino dos Céus juntamente com uma legião de anjos maus que havia dissuadido... sua ambição havia o cegado e enlouquecido. Foi derrotado e banido pela eternidade do Céu juntamente com seu bando. E então ele criou um local para receber as vítimas de sua peçonha, o lugar pelo qual denominamos Inferno. Nesse lugar, só há um monarca e uma ordem: satisfazer os designios maléficos do lorde da escuridão. E essa satisfação, é fazer as pessoas sofrerem. Desde então ele e seus asseclas vaga imaterialmente pela Terra, trazendo almas para seu covil para satisfazer sua fome por dor e sofrimento."

    Então, ele fechou o livro com um leve baque, colocou-o ao lado e disse:

    - Trecho sagrado do Livro da Luz. Ele contém todas as hitórias de nossa linhagem.

    Kalindir estava de boca aberta, tamanha sua perplexidade. Recobrou a consciência e disse:

    - E agora amigo, diga-me: que risco há nisso?

    - Que risco? Talvez você já saiba dessa história como apreciador de religiões mas lembre-se, uma história nem sempre tem um fim. E posso lhe garantir que este, infelizmente não é o fim desta.

    Fez uma breve pausa e prosseguiu em sua fala:

    -Tudo que se fecha, pode abrir. Ele está preso naquele mar de fogo mas qualquer agente externo pode liberta-lo e abrir um caminho direto para nosso querido planeta. E é exatamente aí que surge a Irmandade Negra, na tentativa de abrir esses portais.

    - Mas como eles souberam da abertura desses tais portais?

    - Usando os portais do fundo...

    Kalindir, riu abobalhadamente. De que raios Flamareon estava falando? De uma casa com janelas, portas e telhado?

    - Deixe que eu lhe explique... assim como o mal e o bem tem poder de agir e intervir imaterialmente em nosso meio, nós temos capacidade de intervir imaterialmente no meio deles. E a Irmandade Negra obteve essa informação, mergulhando no mundo da escuridão e ouvindo os pensamentos deles. E foi ouvindo o lado da luz, que a Irmandade da Luz descobriu os planos diabólicos da seita. Duas forças opostas, uma querendo as coisas como são e a outra querendo a supremacia do mal... e foi assim que descobriram que de 100 em 100 eclipses solares, os portais das trevas podem ser abertos, desde que se tenham as chaves.

    - As chaves?

    - Sim, uma das chaves eles já tem. O altar negro das Ilhas Kaiman.

    - Então acho que já estava na hora de destruir esse local. - disse Kalindir com um tom de tedioso na voz.

    (CONTINUA...)
    Última edição por Nobre Valente; 30-11-2005 às 14:36.


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  4. #14
    Banido Avatar de Lucas Holtz Mano Reloaded
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    CONTINUA PLX...QDO CONTINUA ME MANDA MP PUFAVO,VLW,FLW

  5. #15
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    Opa, vou retomar a história quando eu entrar de férias, porque agora é prova em cima de prova, trabalho em cima de trabalho, e o pouco tempo que me sobra eu uso para jogar on line . Mas dentro de pouco tempo a história vai andar de vez :riso: !



    - Não é algo tão simples de se fazer. Simplesmente pelo fato do local ser indestrutível. Nenhum esforço humano, nenhuma força natural é capaz de destruir aquele local, pois é protegido por uma magia muito forte de acordo com relatos de nativos da região.

    - E a segunda é...? - indagadou receioso.

    - Isto é algo que ainda precisamos descobrir. Mas está claro que nossa cituação é desfavorável. Eles precisam de duas coisas e um dia para fazer o mundo ruir em questão de horas.

    Ambos aquietaram-se por um instante, na tentativa de organizar seus pensamentos e traçar um caminho para seguir ao mesmo tempo que uma forte chuva açoitava os arranha-céus da cidade. Kalindir levantou-se calmamente e disse:

    - Isso é algo que não precisamos nos preocupar tão cedo. Nem mesmo sabemos se eles sabem dessa tal chave.

    - Não ouviu o noticiário? Eles estão esperando pela segunda oportunidade há séculos Kalindir! E farão de tudo para concretizar seus anseios... não medirão esforços para acabar com tudo e todos que se oporem ao caminho deles. É da natureza de um discípulo das trevas ser impiedoso com todos... até mesmo com um dos seus. Temos que estar preparados para tudo! Se sabemos a história antiga, eles também devem saber.

    A essa altura, a chuva tornara-se tempestade e os semblantes pensativos de Kalindir e Flamareon eram pontuados pelo relampejar dos céus. Subitamente ouvia-se um marchar rápido escada à cima.

    - Mas que... - disse Flamareon espantado. - Você chamou alguém?

    - Não, ninguém!

    Os dois estavam apreensivos. Quem iria a uma construção bolorenta em plena uma tempestade, a altas horas da noite? Os passos se aproximavam cada vez mais do seu destino até que por fim o icognitivo sujeito fez-se revelar.

    - Indo até a banca, hein moleque! - soou a voz irritadiça e rancorosa do Sr. Fernandez.

    - Calma pai, não é nada do que você está pensando! - Disse Kalindir pensando em um modo plausível de justificar a mentira dita ao pai.

    - Vamos para a casa... você vai me dizer tudo se não quiser levar uma surra! - A voz dele alteava cada vez mais, em clarividência de profundo desgosto e desaprovação. - E mais outra coisa. Você está de castigo.

    "Estou ferrado" pensou Kalindir em seu íntimo, rezando por si e indignado pelo súbito desaparecimento de Flamareon.

    Capítulo 3
    Caos na escola




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    Última edição por Nobre Valente; 30-11-2005 às 14:37.


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  6. #16
    Avatar de Manji, o Amaldiçoado
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    Putz! Há tempos que tu posta essa história, e nunca tive a oportunidade de acompanha-la de início... depois que dei uma leve olhada na tua assinatura que descobri essa obra de arte.

    Considere isso como o melhor elogio, mas as vezes duvido que tenha sido você que tenha criado tudo isso... história muita bem bolada, linguagem muito boa, escrita perfeita...
    Estou aqui para acompanhar até o fim.

    P.S.: Tu errastes no nome do pai do Kalindir nessa última parte. Tu colocastes Fernadez, enquanto no início da história, era Hernadez. xP

    P.S².: Um tanto exótico hein, esse nome... Kalindir...

  7. #17
    Avatar de Arauto
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    Nobre, não li todos os posts, mas só de ver o assunto já me agradou, se terminar ele e for vender uma edição escrita, quando tiver pronta me avisa que eu compro! :riso:
    Arauto :wub: Eternamente apaixonado :wub:
    :wub: Cavaleiro errante, vagando entre as brumas a procura do amor :wub:


    http://img2.uploadimages.net/389247druid.jpg
    A sabedoria de um mago, aliada a força de um herói!
    Seguidor da Ordem dos Valar

  8. #18
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    Valew pelos comentários galera! A opinião de todos é valida para que a obra possa ser públicada. Achava que a história estava meio ruinzinha mas esses comentários fizeram eu me animar um pouco . Manji, eu escrevi a história sozinho . Sem mais delongas, o capítulo 3!

    Capítulo 3
    Caos na escola

    Mais uma manhã raiava, e mais um dia cansativo e trabalhoso aguardava o jovem Kalindir. Além dos alfazeres diários e as preocupações cotidianas, teria que empreender uma façanha que nenhum humano jamais havia feito: a de vencer o sobrenatural e salvar a Terra do apocalipse. Espriguiçou-se, tomou seu café, uniformizou-se e pegou o ônibus, como de costume.
    O dia não seria nada bom, teria que aturar duas aulas de geometria, matéria cuja qual detestava.
    O professor entrou na sala e Kalindir permaneceu quieto, diferente dos outros colegas que conversavam e riam animadamente em meio a aula. Mas ele não estava preso as aulas mas aos fatos recentes que Flamareon havia lhe informado. A voz do professor soava distante:

    - A icógnita x, elevada ao expoente 3 se iguala a equação...

    A sua mente estava abarrotada de informações e seria fadiganete em demasias preocupar-se com fatos tais como geometria. Olhava em direção ao quadro com olhos vazios e distantes quando a luz da sala apagou.
    Imediatamente a balburdia da sala aumentou, mas sessou quase que instantaneamente.
    Algo estava errado... Kalindir sentiu uma sensação cuja qual jamais sentira antes em circunstâncias como aquela: o medo. Jamais tiverá medo de escuridão mas era algo espantoso, ele sentia um medo inexplicável, sobrenatural.
    Um homem enzapuzado e trajado de negro dos pés a cabeça, irrompeu na sala. O silêncio sepulcral da sala, aumentava mais a hostilidade do local. Andou e parou em frente à turma, perplexa ao seu olhar ígneo e impiedoso.

    - Quero o menino Kalindir, aqui e agora, ou todos nessa sala morrem. - a voz soou fria e tenebrosa, como as sombras.

    O professor foi o primeiro a tomar uma atitude:

    - De que raios você está...

    As palavras foram cortadas por um estardalhaço de balas zunindo no ar e atingindo fulminantemente o homem. Caiu de joelhos e finalmente tombou, inerte.
    Consumava-se o caos na turma, não só na turma como na escola que percebendo o pânico e perigo corria desnorteadamente para todos os locais.
    Kalindir estava petrificado. Permanece sentado em sua carteira, imóvel. O homem de negro atirou enlouquecidamente para todos os lados, a insanidade havia tomado conta daquele corpo. Vários alunos caiam fulminados pelos projéteis quando ele viu Liana, uma de suas melhores amigas, cairem no chão banhado pelo sangue da chacina macabra. Instintivamente, correu em sua direção e segurou-a firme, gritando desesperadamente por ajuda.

    - Não! Não, Liana! - a garota olhava como se pedisse ajuda mas logo havia fechado os olhos e relaxado toda a musculação.

    Dessa vez olhava em direção ao assasino, cheio de ódio e rancor.

    - Seu monstro! Eu te mato! - gritava descontroladamente Kalindir, com toda a força que podia.

    - Isso se eu não lhe matar antes.

    Nisso, sacou novamente sua arma apontou-a em direção à Kalindir.

    - Dê adeus ao seu mundinho, menino Kalindir! - disse em voz impassível o algoz.

    Nisso outra voz soou:

    - Não antes de eu lhe mandar para o inferno, maldito!

    Mais uma vez um barulho de projétil cortou o ar e o silêncio mortal da sala.

    O homem olhou para Kalindir com um subito assomo de dor e baqueou de forma pesada e surda no chão. Atrás dele surgia a figura de Flamareon, desta vez trajando um terno e óculos escuros e empunhando uma arma de aspecto concideravelmente letal. Kalindir parecia ter entrado em um estado de choque e permaneceu petrificado, desviando o olhar para Flamareon mas com a mente completamente entorpecida e perdida. Após algum tempo depositou o corpo de Liana no chão e ergueu-se lentamente. Lágrimas irrompiam de seus olhos. O garoto estava abatido e lamentava-se com murmúrios. Flamareon caminhou em direção à Kalindir, colocou uma mão em seu ombro e disse:

    - Não disse que seria uma jornada fácil. - disse Flamareon, em um tom condolente de voz.

    - Esse desgraçado a matou... - dizia Kalindir entre o pranto e a raiva.

    - E eu o matei. - disse Flamareon tentando consolar o amigo. - E matarei todos aqueles que se juntem ao lado da escuridão.

    Flamareon prosseguiu seu discurso:

    - Não se preocupe, tempos difíceis estão vindo mas eu estarei ao seu lado para ampara-lo assim como você estará ao meu quando estiver pronto. Enquanto isso, guarde sua cólera e ira para combater a injustiça e o mal. Guarde a morte de sua amiga e de todos aqueles que morreram injustamente para que elas sejam a seiva que provoque sua sede de vingança. Destrua o mal e restaure o bem, combata a injustiça e promova a justiça, abandone o medo e abrace a coragem. Aí então você ocupará seu lugar entre as lendas e tornara-se um homem exepcional e imbatível. Serás um herói. Boa sorte amigo.

    Nisso Flamareon desapareceu. Mas o ódio e a tristeza consumiam famintos o coração do jovem Kalindir. Logo uma agitação branda tomou conta do colégio, a imprensa e polícia haviam chegado no local e Kalindir mais uma vez ajoelhou-se em frente ao corpo de Liana e chorou silenciosamente em cima de seu corpo. Ele a amava...

    Capítulo 4
    A revelação
    O dia havia passado demasiadamente rápido e fugaz, como uma nuvem negra que atordoou e embaralhou sua mente. A idéia de assasinos entrarem em plena a escola para mata-lo, parecia absurda. Estaria fadado a morte se não fosse a ajuda de Flamareon, que misteriosamente surgira do nada e alvejara impiedosamente o algoz. Seu pai havia o levado para a casa e não tardou para que as notícias do incidente se espalhassem por todo o país.

    - Você precisa descançar filho. Ficará aqui em casa sob minha proteção.-disse o sr. Hernandez, em tom preocupado.

    Kalindir deitou-se e depois de um longo tempo afogou-se em um sono profundo.
    A dia havia raiado e o silêncio dominava a casa, como se toda a tristeza se reunisse em um só lugar. Ao longe ouviu um choro abafado vindo do quarto do pai. Entrou e o viu com as mãos enterradas no rosto. Adiantou-se e logo perguntou o motivo de seu pranto.

    - Filho, preciso lhe contar algo. Algo que escondi de você. Parece que o passado sombrio continua a nos atormentar.

    - Na verdade sr. Hernandez, a própria realidade é atormentadora. - soou uma voz conhecida.

    Ambos se viraram e encontraram Flamareon parado, reencostado a uma parede e com olhar determinado.

    - Está na hora de abrir o jogo para você dr. Hernandez. Como pai e protetor, você tem o direito de saber.

    - Você...

    - Eu. Sim, o passado sombrio ao qual foi submetido se soergue altaneiro sobre o destino da humanidade. Ignorar os fatos não irá mudar as coisas, por isso despertei as sombras que adormeciam sob suas ilusões.

    Hernandez tremia descontrolado e balbuciava palavras enquanto levantava e caminhava em direção a Flamareon.

    - COMO OUSA BRINCAR COM OS MEUS SENTIMENTOS? - gritava ele descontroladamente. - Minha mente esqueceu aquilo e você a despertou maldito!

    - Entenda Hernandez, se afogar em falácias não irá mudar os fatos. Por favor, sente-se, irei lhe revelar tudo. Muitos fatos continuam nebulosos, outros nem tanto.

    - O que raios está havendo aqui? - perguntou Kalindir levantando-se abruptamente. - De que raios estão falando?

    - Acho que seria o melhor a narrar o incidente dr. Hernandez. - Apesar de ter entrado em seus sonhos, não posso narrar algo que não presenciei.

    Hernandez, vencido pelo cansaço, olhou para o filho, apoiou a mão em seu ombro e disse:

    - Estamos falando da morte de meus pais, filho.

    - Espera...- Kalindir fez uma parada lenta - Você e Flamareon já se conheciam?

    (continua...)

    - De certa forma, sim - disse Flamareon. - Durante a noite entrei nos pensamentos dele e ressucitei uma velha lembrança para que você e ele compreendam melhor o que está acontecendo.

    Flamareon sentou-se em uma cadeira almofadada, olhando em direção ao pai e o filho, pensativo, como se quisesse falar algo complexo e inteligível.

    - Como Kalindir bem sabe, temos uma missão a cumprir: impedir o que uma seita conhecida pelo nome Maleficus, abra os portais da escuridão e permita o ingresso do mundo das trevas na Terra.

    - Mas que insanidade é esta? Filho, você está doente, aonde está seu pai?

    - Seria doença eu invadir seu sono Hernandez? Aliás, seria insanidade saber quem você é e de seu passado? O que está em jogo aqui é a minha vida, a sua vida, a vida de seu filho, a vida de todos! Se ficarmos de braços cruzados, a Terra vai acabar. Se nos levantarmos, talvez ainda haja chance, conforme nos mostrou os tempos antigos.

    Hernandez estava confuso. De fato, aquele jovem estranho havia violado sua mente e extraído dos confins de sua mente, sua pior lembrança. Sabia seu nome e aparecera em seu sono tão claro como agora. Flamareon parecia saber exatamente o que se passava por sua cabeça.

    - É a reação natural de qualquer mortal, sr. Hernandez. Descrer no impossível. Mas lembre-se: muitas coisas que julgavamos serem impossíveis ocorrer, ocorreram, e você sabe disso mais do que eu.

    - Espera... interrompeu Hernandez. - Maleficus, esse nome me lembra algo... Não era aquela seita que a televisão noticiou? Aqueles loucos que fizeram aquela terrível chacina em Delograd?

    - Exatamente eles, e meu pior temor se fez realizar: a seita está atrás de seu filho e provavelmente atrás de todos os descendentes da seita Illuminati, criada para combater as forças que ameaçavam a paz na Terra.

    - Queria se explicar melhor Flamareon, não entendo seu ponto.

    - Deixe-me explicar melhor...

    E assim Flamareon deu início ao relato que outrora havia contado a Kalindir. Hernandez estava perplexo com todos os fatos que Flamareon havia lhe dito, mas sua fisionomia demonstrava uma série de interrogações que não sessavam de aparecer em sua mente. Os três haviam imergido no silêncio mais abissal que poderia se imaginar. Ouvia-se ao longe o assobio do vento e a garoa que caia levemente.

    - E eu ainda gostaria de revelar outros detalhes que permaneceram omissos, graças a intervenção do dr. Hernandez, na noite em que conversavamos na construção abandonada.

    Hernandez olhou indignado para Flamareon, com a mão na testa, em aberta demonstração de preocupação.
    Nisso, Flamareon retirou se sua longa capa preta, um livro antigo e surrado, com os dizeres em letras arcaicas "Lumus Livrum". Levantou o livro e mostrou-o a Hernandez.

    - Este livro, é o nosso passado, nosso presente e dele depende nosso futuro. Nos tempos antigos, o exército de Deus venceu as forças rebeldes lideradas por Lúcifer e os baniram do paraíso para sempre, jogando-o em um poço escuro. Em sua ira e ódio por sua derrota, criou o mundo das trevas, local onde ele e seus asseclas vivem e buscam almas perdidas para escraviza-las.

    Flamareon fez uma breve parada e prosseguiu mas uma vez em seu relato:

    - O mundo das trevas não era o suficiente para satisfazer a sede de poder do lorde das trevas e então ele arquitetou um ataque contra a Terra. Convocou quatro jovens para abrir os portais das trevas e possibilitar a invasão do reino da Terra, em troca de poder ilimitado. Juntos eles formaram a seita Maleficus e esperavam pacientemente o dia em que os portais das trevas abririam-se.

    - O centésimo eclipse. - murmurou Kalindir.

    - Exato. Após cem eclipses solares, e com o auxílio de duas chaves, abririam os portais da escuridão. Contudo, havia um traidor entre os quatro, um rapaz que não se deixou ludibrirar pelas tentadoras propostas de satanás.

    Flamareon pronunciará a última frase com orgulho, como se aquele fosse um feitio exepcional.

    - Tomando ciência do caso, Deus convocou o jovem para liderar as forças que se levantariam contra a seita Maleficus. Convocou mais 3 jovens de bom coração e os quatro esperavam o dia da grande batalha pelo reino terrestre.

    (CONTINUA...)
    Última edição por Nobre Valente; 06-08-2005 às 11:17.


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  9. #19
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    Belo!!!

    Acehi um tanto estranho a invasão da seita satânica à classe. Jurava que ele estava sonhando...

    Parabéns pela história!

  10. #20
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    - Como o rapaz havia se infiltrado na seita, sabia os planos e metas que a Maleficus arquitetará, e estava pronto para impedir que os portais da escuridão fossem abertos e com esse advento consumado, a extinção da raça humana e do planeta Terra. Seu nome era Icarus e juntamente com Lolindir, Kaleb e Valiria, partiram para as ilhas Kaiman. Icarus era meu descente, Lolindir era seu descendente, Kaleb era descendente de Keiko e Valiria, descendente de Valkiria. Quando perceberam que a Lua se alinharia em breve com o Sol, se dirigiram para o altar negro. O Dia Negro haveria de começar.

    - Mas eles poderiam ter impedido isso antes! Poderiam ter matado os maleficus antes do Dia Negro! - interrompeu Kalindir.

    - De forma alguma. A seita Maleficus tinha em suas mãos uma única oportunidade que levaria séculos até que voltasse a ocorrer, foram cautelosos para que não serem encontrados. O único meio de acha-los era no altar negro do templo Oscuro.

    Flamareon voltará a se levantar, andando de um lado para o outro da casa, e retomou seu diálogo.

    - Tudo estava perfeito: a insurreição estava pronta, o inimigo desprovido de conhecimento da chegada deles e a cilada armada. Mas... tinhamos um espião entre nós. E, obviamente, informou tudo aos seguidores da Maleficus. O tiro saiu pela culatra e eles sabiam que em breve chegariamos.

    - A batalha foi voraz. Aquela noite foi banhada de sangue e ódio. Ambos, Illuminati e Maleficus travaram uma batalha que julgaria o destino de toda a humanidade. Felizmente, vencemos a batalha e nosso pior temor não se concretizara. Após o fim do eclipse solar, os maleficus fugiram como cães acoados. Mas duas vidas se foram nessa batalha. Uma do lado do bem, e uma do lado do mal.

    - Lolindir? - perguntou Kalindir de prontidão.

    - Não. - Flamareon tornará a olhar para janela, em direção a violenta chuva que outrora não passava de garoa. - Icarus morreu. Meu bom e velho Icarus. - disse, com um breve suspiro de tristeza.

    - Eu sinto muito...

    - Não sinta nada meu caro. Se você se guiar pelos sentimentos que te ferem sua ruina estará consumada. Minha tristeza tornou-se raiva e minha alma agora clama por vingança. Icarus sacrificou a própria vida em nome da humanidade, feito esse digno do maior dos mártires. O destino dele era esse e sua missão foi cumprida. Cabe a nós cumprir a nossa agora.

    - Agora, preciso lhe advertir de algo muito importante: você precisa partir imediatamente. Aqui não é mais um local seguro. Eles estão atrás de você, provavelmente porque sabem que você é descendente de Lolindir. Aliás, precisamos partir imediatamente para a Tailândia, a senhorita Valkiria está passível de riscos.

    Hernandez ainda estava boquiaberto com toda aquela história. Será que aquilo era um sonho?

    - Escute, meu jovem... meu filho não sairá daqui salvo sob minha expressa ordem. Não vá esperar que eu acredite em toda essa baboseira.

    - Agora, vamos ao ponto que interessa. - disse Flamareon, ignorando os dizeres de Hernandez.

    - Bem senhor Hernandez... porque não diz ao seu filho os fatos? Não se preocupe, nenhum de nós três é louco aqui. Somos detentores da verdade, fria e cruel confesso, mas é necessária encara-la. Rejeita-la seria uma tolice.

    A sala mais uma vez, havia mergulhado em um silêncio incomodo e incoveniente. Hernandez parecia omitir algo que muitos julgavam inacreditável.

    - Pois bem... se é assim que você quer moleque, eu lhe direi a maldita história.

    - Era uma noite de Natal e eu e meus pais estavamos voltando dos festejos na casa de alguns de nossos parentes. O dia era chuvoso como o de hoje, e relâmpagos cortavam o céu a todo momento. Estavamos passando por um beco deserto quando vi um homem encapuzado, trajando negro dos pés a cabeça. Parecia uma sombra vinda de outro mundo, aquela figura sombria me dava calafrios.

    Hernandez levantou-se e juntou-se a Flamareon que observava a chuva despencar, após uma breve pausa no seu relato.

    - E ela desembainhou uma adaga, não foi? - perguntou Kalindir em em tom confirmativo.

    - Ela desembainhou a adaga e...

    - Atirou contra seu pai, mas sua mãe havia entrado no caminho para protege-lo e acabou vindo a falecer.

    Kalindir estava perplexo com a história. O único que parecia estar ciente de todos os fatos era Flamareon, com seu habitual ar pensativo e fraterno.

    - Você não é o único a sofrer perdas, Hernandez. Muitas pessoas que amamos partem, e a raiva se torna a única força capaz de nos sustentar. Eu compreendo sua dor.

    (CONTINUA...)

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