Valew pelos comentários galera! A opinião de todos é valida para que a obra possa ser públicada. Achava que a história estava meio ruinzinha mas esses comentários fizeram eu me animar um pouco

. Manji, eu escrevi a história sozinho

. Sem mais delongas, o capítulo 3!
Capítulo 3
Caos na escola
Mais uma manhã raiava, e mais um dia cansativo e trabalhoso aguardava o jovem Kalindir. Além dos alfazeres diários e as preocupações cotidianas, teria que empreender uma façanha que nenhum humano jamais havia feito: a de vencer o sobrenatural e salvar a Terra do apocalipse. Espriguiçou-se, tomou seu café, uniformizou-se e pegou o ônibus, como de costume.
O dia não seria nada bom, teria que aturar duas aulas de geometria, matéria cuja qual detestava.
O professor entrou na sala e Kalindir permaneceu quieto, diferente dos outros colegas que conversavam e riam animadamente em meio a aula. Mas ele não estava preso as aulas mas aos fatos recentes que Flamareon havia lhe informado. A voz do professor soava distante:
- A icógnita x, elevada ao expoente 3 se iguala a equação...
A sua mente estava abarrotada de informações e seria fadiganete em demasias preocupar-se com fatos tais como geometria. Olhava em direção ao quadro com olhos vazios e distantes quando a luz da sala apagou.
Imediatamente a balburdia da sala aumentou, mas sessou quase que instantaneamente.
Algo estava errado... Kalindir sentiu uma sensação cuja qual jamais sentira antes em circunstâncias como aquela: o medo. Jamais tiverá medo de escuridão mas era algo espantoso, ele sentia um medo inexplicável, sobrenatural.
Um homem enzapuzado e trajado de negro dos pés a cabeça, irrompeu na sala. O silêncio sepulcral da sala, aumentava mais a hostilidade do local. Andou e parou em frente à turma, perplexa ao seu olhar ígneo e impiedoso.
- Quero o menino Kalindir, aqui e agora, ou todos nessa sala morrem. - a voz soou fria e tenebrosa, como as sombras.
O professor foi o primeiro a tomar uma atitude:
- De que raios você está...
As palavras foram cortadas por um estardalhaço de balas zunindo no ar e atingindo fulminantemente o homem. Caiu de joelhos e finalmente tombou, inerte.
Consumava-se o caos na turma, não só na turma como na escola que percebendo o pânico e perigo corria desnorteadamente para todos os locais.
Kalindir estava petrificado. Permanece sentado em sua carteira, imóvel. O homem de negro atirou enlouquecidamente para todos os lados, a insanidade havia tomado conta daquele corpo. Vários alunos caiam fulminados pelos projéteis quando ele viu Liana, uma de suas melhores amigas, cairem no chão banhado pelo sangue da chacina macabra. Instintivamente, correu em sua direção e segurou-a firme, gritando desesperadamente por ajuda.
- Não! Não, Liana! - a garota olhava como se pedisse ajuda mas logo havia fechado os olhos e relaxado toda a musculação.
Dessa vez olhava em direção ao assasino, cheio de ódio e rancor.
- Seu monstro! Eu te mato! - gritava descontroladamente Kalindir, com toda a força que podia.
- Isso se eu não lhe matar antes.
Nisso, sacou novamente sua arma apontou-a em direção à Kalindir.
- Dê adeus ao seu mundinho, menino Kalindir! - disse em voz impassível o algoz.
Nisso outra voz soou:
- Não antes de eu lhe mandar para o inferno, maldito!
Mais uma vez um barulho de projétil cortou o ar e o silêncio mortal da sala.
O homem olhou para Kalindir com um subito assomo de dor e baqueou de forma pesada e surda no chão. Atrás dele surgia a figura de Flamareon, desta vez trajando um terno e óculos escuros e empunhando uma arma de aspecto concideravelmente letal. Kalindir parecia ter entrado em um estado de choque e permaneceu petrificado, desviando o olhar para Flamareon mas com a mente completamente entorpecida e perdida. Após algum tempo depositou o corpo de Liana no chão e ergueu-se lentamente. Lágrimas irrompiam de seus olhos. O garoto estava abatido e lamentava-se com murmúrios. Flamareon caminhou em direção à Kalindir, colocou uma mão em seu ombro e disse:
- Não disse que seria uma jornada fácil. - disse Flamareon, em um tom condolente de voz.
- Esse desgraçado a matou... - dizia Kalindir entre o pranto e a raiva.
- E eu o matei. - disse Flamareon tentando consolar o amigo. - E matarei todos aqueles que se juntem ao lado da escuridão.
Flamareon prosseguiu seu discurso:
- Não se preocupe, tempos difíceis estão vindo mas eu estarei ao seu lado para ampara-lo assim como você estará ao meu quando estiver pronto. Enquanto isso, guarde sua cólera e ira para combater a injustiça e o mal. Guarde a morte de sua amiga e de todos aqueles que morreram injustamente para que elas sejam a seiva que provoque sua sede de vingança. Destrua o mal e restaure o bem, combata a injustiça e promova a justiça, abandone o medo e abrace a coragem. Aí então você ocupará seu lugar entre as lendas e tornara-se um homem exepcional e imbatível. Serás um herói. Boa sorte amigo.
Nisso Flamareon desapareceu. Mas o ódio e a tristeza consumiam famintos o coração do jovem Kalindir. Logo uma agitação branda tomou conta do colégio, a imprensa e polícia haviam chegado no local e Kalindir mais uma vez ajoelhou-se em frente ao corpo de Liana e chorou silenciosamente em cima de seu corpo. Ele a amava...
Capítulo 4
A revelação
O dia havia passado demasiadamente rápido e fugaz, como uma nuvem negra que atordoou e embaralhou sua mente. A idéia de assasinos entrarem em plena a escola para mata-lo, parecia absurda. Estaria fadado a morte se não fosse a ajuda de Flamareon, que misteriosamente surgira do nada e alvejara impiedosamente o algoz. Seu pai havia o levado para a casa e não tardou para que as notícias do incidente se espalhassem por todo o país.
- Você precisa descançar filho. Ficará aqui em casa sob minha proteção.-disse o sr. Hernandez, em tom preocupado.
Kalindir deitou-se e depois de um longo tempo afogou-se em um sono profundo.
A dia havia raiado e o silêncio dominava a casa, como se toda a tristeza se reunisse em um só lugar. Ao longe ouviu um choro abafado vindo do quarto do pai. Entrou e o viu com as mãos enterradas no rosto. Adiantou-se e logo perguntou o motivo de seu pranto.
- Filho, preciso lhe contar algo. Algo que escondi de você. Parece que o passado sombrio continua a nos atormentar.
- Na verdade sr. Hernandez, a própria realidade é atormentadora. - soou uma voz conhecida.
Ambos se viraram e encontraram Flamareon parado, reencostado a uma parede e com olhar determinado.
- Está na hora de abrir o jogo para você dr. Hernandez. Como pai e protetor, você tem o direito de saber.
- Você...
- Eu. Sim, o passado sombrio ao qual foi submetido se soergue altaneiro sobre o destino da humanidade. Ignorar os fatos não irá mudar as coisas, por isso despertei as sombras que adormeciam sob suas ilusões.
Hernandez tremia descontrolado e balbuciava palavras enquanto levantava e caminhava em direção a Flamareon.
- COMO OUSA BRINCAR COM OS MEUS SENTIMENTOS? - gritava ele descontroladamente. - Minha mente esqueceu aquilo e você a despertou maldito!
- Entenda Hernandez, se afogar em falácias não irá mudar os fatos. Por favor, sente-se, irei lhe revelar tudo. Muitos fatos continuam nebulosos, outros nem tanto.
- O que raios está havendo aqui? - perguntou Kalindir levantando-se abruptamente. - De que raios estão falando?
- Acho que seria o melhor a narrar o incidente dr. Hernandez. - Apesar de ter entrado em seus sonhos, não posso narrar algo que não presenciei.
Hernandez, vencido pelo cansaço, olhou para o filho, apoiou a mão em seu ombro e disse:
- Estamos falando da morte de meus pais, filho.
- Espera...- Kalindir fez uma parada lenta - Você e Flamareon já se conheciam?
(continua...)
- De certa forma, sim - disse Flamareon. - Durante a noite entrei nos pensamentos dele e ressucitei uma velha lembrança para que você e ele compreendam melhor o que está acontecendo.
Flamareon sentou-se em uma cadeira almofadada, olhando em direção ao pai e o filho, pensativo, como se quisesse falar algo complexo e inteligível.
- Como Kalindir bem sabe, temos uma missão a cumprir: impedir o que uma seita conhecida pelo nome Maleficus, abra os portais da escuridão e permita o ingresso do mundo das trevas na Terra.
- Mas que insanidade é esta? Filho, você está doente, aonde está seu pai?
- Seria doença eu invadir seu sono Hernandez? Aliás, seria insanidade saber quem você é e de seu passado? O que está em jogo aqui é a minha vida, a sua vida, a vida de seu filho, a vida de todos! Se ficarmos de braços cruzados, a Terra vai acabar. Se nos levantarmos, talvez ainda haja chance, conforme nos mostrou os tempos antigos.
Hernandez estava confuso. De fato, aquele jovem estranho havia violado sua mente e extraído dos confins de sua mente, sua pior lembrança. Sabia seu nome e aparecera em seu sono tão claro como agora. Flamareon parecia saber exatamente o que se passava por sua cabeça.
- É a reação natural de qualquer mortal, sr. Hernandez. Descrer no impossível. Mas lembre-se: muitas coisas que julgavamos serem impossíveis ocorrer, ocorreram, e você sabe disso mais do que eu.
- Espera... interrompeu Hernandez. - Maleficus, esse nome me lembra algo... Não era aquela seita que a televisão noticiou? Aqueles loucos que fizeram aquela terrível chacina em Delograd?
- Exatamente eles, e meu pior temor se fez realizar: a seita está atrás de seu filho e provavelmente atrás de todos os descendentes da seita Illuminati, criada para combater as forças que ameaçavam a paz na Terra.
- Queria se explicar melhor Flamareon, não entendo seu ponto.
- Deixe-me explicar melhor...
E assim Flamareon deu início ao relato que outrora havia contado a Kalindir. Hernandez estava perplexo com todos os fatos que Flamareon havia lhe dito, mas sua fisionomia demonstrava uma série de interrogações que não sessavam de aparecer em sua mente. Os três haviam imergido no silêncio mais abissal que poderia se imaginar. Ouvia-se ao longe o assobio do vento e a garoa que caia levemente.
- E eu ainda gostaria de revelar outros detalhes que permaneceram omissos, graças a intervenção do dr. Hernandez, na noite em que conversavamos na construção abandonada.
Hernandez olhou indignado para Flamareon, com a mão na testa, em aberta demonstração de preocupação.
Nisso, Flamareon retirou se sua longa capa preta, um livro antigo e surrado, com os dizeres em letras arcaicas "Lumus Livrum". Levantou o livro e mostrou-o a Hernandez.
- Este livro, é o nosso passado, nosso presente e dele depende nosso futuro. Nos tempos antigos, o exército de Deus venceu as forças rebeldes lideradas por Lúcifer e os baniram do paraíso para sempre, jogando-o em um poço escuro. Em sua ira e ódio por sua derrota, criou o mundo das trevas, local onde ele e seus asseclas vivem e buscam almas perdidas para escraviza-las.
Flamareon fez uma breve parada e prosseguiu mas uma vez em seu relato:
- O mundo das trevas não era o suficiente para satisfazer a sede de poder do lorde das trevas e então ele arquitetou um ataque contra a Terra. Convocou quatro jovens para abrir os portais das trevas e possibilitar a invasão do reino da Terra, em troca de poder ilimitado. Juntos eles formaram a seita Maleficus e esperavam pacientemente o dia em que os portais das trevas abririam-se.
- O centésimo eclipse. - murmurou Kalindir.
- Exato. Após cem eclipses solares, e com o auxílio de duas chaves, abririam os portais da escuridão. Contudo, havia um traidor entre os quatro, um rapaz que não se deixou ludibrirar pelas tentadoras propostas de satanás.
Flamareon pronunciará a última frase com orgulho, como se aquele fosse um feitio exepcional.
- Tomando ciência do caso, Deus convocou o jovem para liderar as forças que se levantariam contra a seita Maleficus. Convocou mais 3 jovens de bom coração e os quatro esperavam o dia da grande batalha pelo reino terrestre.
(CONTINUA...)