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Tópico: Os Oito

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  1. #1
    Avatar de Ashirogi Muto
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    Concordo com Thomaz que são muitos nomes sendo apresentados e citados ao mesmo tempo, realmente fica um pouco difícil de acompanhar. De qualquer forma, acho que a história está sim boa, esperarei pelos próximos capítulos.

    PS: Faltou colocar o capítulo 3 no índice.

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  2. #2
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    A narrativa não veem me agradando por três motivos:

    1. Parece muito óbvia

    As explicações que o narrador dá, dão a sensação de que ele não espera muito do leitor, algo que pode ser lido como direcionado a crianças. Frases que estão perfeitamente claras são explicadas de uma forma muito débil, chegou a me deixar agoniado.

    2. Não consegue me prender

    Apesar de caminhar bem, não consegui ficar preso a história. Tente ambientar melhor as personagens com o local onde elas estão. Pode ser uma mão pousada da cadeira, ou um olhar ao redor, qualquer coisa que chame a atenção do leitor as ações no ambiente.
    3. Seleção do vocabulário muito pobre

    Vocabulário muito comum torna sua história repetitiva, há muitos "ques" também (problema que eu também tenho e, realmente é difícil evitar). Tente selecionar as palavras, uma palavra bem encaixada da outro tom a uma frase, a torna mais memorável e concisa.
    Sobre o enredo:

    Os personagens me passam um dispojo estranho, como se fizessem esforço para fazer tudo soar falso. Um exemplo é a câmera que mostra o Richard saindo ensaguentado e armado da casa do assassinado, que os detetives (de nomes bem curiosos) teimam em duvidar (por mais simples que aparente, homens sérios dificilmente ficariam discutindo algo tão na cara, mesmo depois sendo provado o contrário).

    Gosto desse detetive Storm, seu melhor personagem até aqui. Irritado e focado em seu trabalho, parece ser o mais sincero da história.

    Estou lendo, até.
    Última edição por Drasty; 23-02-2010 às 01:39.

  3. #3
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    Quanto ao capítulo três:

    Fazia tempo que eu lera outro capítulo, logo me lembrava de poucas coisas da história. Mas, logo de cara, posso te dizer uma coisa: Não existe jeito possível de uma pessoa de se lembrar de todas as informações que você despejou nesse texto. Tem muita informação. Sério.

    Não sei como vão ser os próximos capítulos, mas se eles se basearem tendo como fato que todos abstrairam todas informações, eu vou ficar boiando. O problema não foi o espaçamento de um nome e característa para o outro, foi a quantidade dos mesmos.

    Bem, seguindo adiante. Os diálogos continuam um pouco superficiais, até mesmo no estilo de falar: Poucos falariam "foi poupado" quando podem usar "não foi morto", por exemplo.


    Não é relativo ao texto, mas ajuda a leitura ter um espaçamento maior entre todos os parágrafos, e não só 'vez ou outra'. Fica realmente mais fácil de ler.

    E, por último, alguns comentários.

    Alguém batia à porta. Storm sacudiu a cabeça e, numa voz rouca, pediu para que a pessoa entra-se.
    Entrasse.

    - Como assim compaixão? Ele era um assassino!
    Assassinos não são sobre-humanos, logo não são privados de emoções humanas perfeitamente naturais. Também gostaria de dizer que ficaria melhor se houvesse uma vírgula entre "assim" e "compaixão".

    Acredito que seja isso, por hora. Espero não ter te desanimado com o comentário.

  4. #4
    Avatar de Meltoh
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    Peço desculpas pela demora para postar um novo capítulo, mas acredito que esse tenha sido o melhor capítulo até agora.

    Esse capítulo será meio grande, por isso será dividido em duas partes. Espero que gostem.

    Capítulo 4 - Sob a lâmina




    Parte 1



    O corredor adiante se mostrava abandonado e traçoeiramente assustador. De cada lado, archotes antigos, projetavam sombras dançantes e aterrorizantes, nas paredes, criando figuras imaginárias e sonhadoras. Do teto, uma única gota de água caía pesadamente ao chão, ecoando um monótono som que se misturava ao de muitos passos, vindos de cima. Era um lugar estranho.

    Thomas adorava isso.

    Vestido em uma colete de couro, rasgado nas mangas, e usando um óculos que refletia parte da luz do corredor, Thomas andava lentamente pelo corredor como se se arrastasse. No dedo indicador rodava um chaveiro prateado com um símbolo, que lembrava um "V". Seu cabelo que em geral era sempre sujo, agora estava limpo e empapado de gel fixador.

    Subitamente Thomas parou de andar e colocou a mão sobre um de seus bolsos, pois havia escutado som de vidro se quebrando mais adiante. Sentindo que algo se aproximava na sua direção em alta velocidade, apurou a vista e tentou distinguir qualquer coisa da escuridão que seguia na frente, onde não era iluminado pelos archotes.

    Uma criatura parecida com o tigre saltou da escuridão e fincou as garras no braço esquerdo de Thomas. Os dois rolaram pelo chão e bateram fortemente na parede da direita. Thomaz acertou um chute certeiro no tigre, afastando-o e permitindo que pudesse puxar uma faca de dentro do colete.

    - Larah - fez-se ouvir uma voz que vinha de dentro da escuridão.

    A tigresa obedientemente se afastou e sentou-se ao lado do dono. O seu rosto agora era iluminado pela luz dos archotes. Continha um ar de superioridade e certa arrogância. Longos cabelos loiros estavam amarrados por uma fita vermelha. Ezachs estava parado com um sorriso debochado e encarava o rosto de Thomas.

    - O que faz na minha casa, seu miserável? - perguntou serenamente Thomas enquanto afastava uma mecha do seu cabelo oleoso.

    - Casa? O esgoto? Eu me seguro para não rir.

    - Diga logo o que quer antes que eu arranque a sua cabeça - disse Thomas ainda serenamente. Sua voz era muito calma e de certo modo estranha, mas não irônica.

    Ezachs retirou do casaco um pequeno embrulho de couro, entregando-o à Thomas.

    Ele desenrolou o pano encontrando uma pedra muito pequena de não mais que três centímetros. Emanava um brilho branco e possuía uma beleza rara. Thomas ergueu a cabeça e abriu um sorriso discreto, não olhava para Ezachs, apenas fitava um ponto próximo na parede.

    - O diamante?

    Ezachs meneou a cabeça e desamarrou a fita do cabelo, dizendo:

    - Narrant veio falar comigo, ele acha que descobriu a localização do diamante. O velho Loonta espalhou vários fragmentos em locais falsos para que ele não pudesse detectá-lo com exatidão.

    - E o que quer aqui? Certamente que não veio mostrar seu novo tesouro - Thomas arremessou o fragmento para longe, se perdendo no profundo breu.

    Ezachs tentou localiza-lo, mas não havia nenhuma fonte de luz que iluminasse ele no local para o qual havia sido jogado. Olhou com repugnância para Thomas e num tom debochado disse:

    - Aquilo era um presente para você.

    - Presentes não pedem um favor em troca.

    Thomas se levantou e passou por Ezachs, dando às costas para ele. Larah, a tigresa rugiu descontroladamente como se manifestando uma inquietação que faltava à Ezachs, que mantinha uma serenidade aparentemente inabalável.

    - Aquele pequeno fragmento valia uma boa grana, Thomas - disse ele.

    - Não ligo - sussurrou Thomas, se afastando a lentos passos.

    - Se nos ajudasse, você teria dinheiro para sustentar Kara e dar à ela a vida que ela nunca teve.

    Thomas parou de súbito e rápido como uma bala, sacou de um dos bolsos uma adaga prateada. Em poucos segundos já estava com a arma à poucos metros do pescoço de Ezachs.

    Larah aparentemente assustada e sem entender o que estava acontecendo se encolheu à um canto, parecia obedecer algum comando de Ezachs.

    - O que sabe sobre Kara? - perguntou Thomas. Sua respiração agora estava forte, e a mão com a qual ameaçava Ezachs parecia tremer um pouco.

    - Nada de mais. Só que ela está relacionada com o assassinato de vinte e três homens há 5 anos atrás. E que você a acobertou enquanto ainda usava a identidade de...

    - Pare... Não fale mais - Thomas puxou a adaga rapidamente fazendo um som enquanto deslocava o ar e colocou a mão esquerda na testa. Tremia descontroladamente agora.

    Ezachs riu e se virou para olhar o homem que cada vez se encolhia mais.

    - E então vocês se envolveram. Isso não poderia ter acontecido não é? Você estava de olho na fortuna de outra mulher... Impressionante como um ser humano pode mudar em tão pouco tempo.

    Thomas se jogou na parede, sua cabeça doía, suas lembranças o corroíam por dentro.

    - De um conquistador se tornou um assassino, um mercenário. Ela o enganou não foi? O usou, e você ainda a amava, ou melhor, ainda a ama.

    Thomas urrou e com a adaga em punho se jogou na direção de Ezachs. Ele esquivou-se com facilidade.

    - Tão irônico que afinal de contas o que Kara queria não era proteção, mas o dinheiro - Ezachs ergueu a mão e Larah avançou para cima de Thomas o imobilizando com suas garras. Ele tentou lutar, mas cedeu à pressão emocional.

    - Já chega, não estou pedindo um favor, estou ordenando. E sei que como você é bem obediente, como foi com Kara e também com Richard, certamente será obediente de novo, não é?

    Pela primeira vez naquela escura manhã, Thomas voltou seus olhos para Ezachs. Seus olhos negros, mesmo carregados de ódio, ainda possuiam um apelo sereno, como se tudo aquilo fosse inevitável.

    - Vou ser direto, pois ainda tenho muita coisa para fazer - Ezachs ficou de cócoras - Uma guerra está começando - Ezachs assumiu uma fisionomia mais séria - E essa guerra afetará seriamente todos os membros da antiga Guarda dos Oito.

    - Do que raios está falando? Bateu a cabeça em algum lugar? - perguntou Thomas com certo esforço.

    - Richard já está se organizando. Ele quer achar o assassino de Loonta e ao mesmo tempo reorganizar A Guarda, novamente sob a sua liderança. Quanta hipocrisia da parte dele. Como se ele já não soubesse quem é o assassino. O problema de Richard é querer ser perfeccionista demais. Ele planeja unir todos os Oito e desmascarar o culpado na frente de todos. Com isso ele quer reassumir a liderança e se provar inocente.

    Ezachs levantou-se e começou a andar pelo corredor, sem tirar os olhos de Thomas.

    - Todos sabemos o quanto Richard é esperto, a maioria dos outros provavelmente ainda confia nele. Leonard, Joel... Mas nós dois sabemos como ele é ambicioso. Ele não quer reerguer a Guarda à toa, ele quer a ajuda deles para algo maior. Ele está os manipulando de modo a fazer com que todos sejam pegos por sua armadilha.

    - Você está falando muita asneira. Como sabe isso tudo?

    - Richard explodiu a estação de metrô, para apagar os seus rastros. Ele tem tudo planejado, pois Edgar me informou que Bravak já está caindo na sua teia - Ezachs parecia empolgado, levantou o braço e pediu desculpas.

    Thomas estava irritado, deitou a cabeça no chão. As garras dianteiras da tigresa estavam fincadas à poucos centímetros dos seus ombros, e as traseiras estavam na altura da coxa da perna. A adaga prateada havia caído longe dali, tirando as esperanças de Thomas se soltar.

    - E qual é o seu objetivo então? - perguntou ele.

    Ezachs riu - É uma ironia, mas também quero reorganizar Os Oito. Mas para isso quero matar Richard.

    Dessa vez foi Thomas que riu. A tigresa soltou um rugido pequeno de modo a intimidar ele.

    - Richard não pode revelar quem é o assassino. Isso causará atrito no grupo que quero organizar. Edgar será o Oitavo membro. Ele é talentoso o suficiente - disse Ezachs, abrindo um sorriso de satisfação.

    - E quem é o assassino? - perguntou Thomas.

    - Isso não importa, o que importa é que seus motivos foram justos, não o considero alguém perigoso para o grupo. De qualquer jeito, todos pensarão que Richard é o culpado.

    Ezachs apanhou o chaveiro prateado de Thomas que também havia caído e o admirou por alguns segundos. Sem tirar os olhos dele, disse numa voz grave:

    - E agora vêm a parte mais interessante. Você poderá se encontrar com Kara novamente.

    Thomas abriu um pequeno sorriso discreto e após segundos de silêncio, perguntou:

    - Você quer matar Richard?

    Ezachs meneou a cabeça - Não sujarei minhas mãos. Você, Thomas, é quem enterrará Richard.



    Continua...



    Agradeço todos os comentários!
    Última edição por Meltoh; 10-04-2010 às 00:03.
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  5. #5
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    Voltando à história de Os Oito, com a continuação do capítulo 4. Quero agradecer todos os comentários e mensagens de apoio para a continuação da história que venho recebendo. Obrigado mesmo. Sem mais delongas, o capítulo:




    Capítulo 4 - Sob a Lâmina





    Parte 2



    De um pequeno terraço que ficava no oitavo andar de um prédio esquecido nas partes antigas da cidade, Richard enxugava-se com uma toalha de linho após um refrescante banho de piscina no quarto 808.

    Refletia sobre o quão foi fácil simular a própria morte. Afinal uma pequena explosão no metrô encobriria todos os rastros, ou pelo menos a maioria deles, pensava ele. Simular uma morte seria bom em vários sentidos para Richard. Além de despistar Storm, ele tinha a esperança de incitar Bravak a ir ao encontro mencionado por ele. Mesmo que ele não se mostrasse propenso, Richard ainda tinha outros planos em mente.

    Olhou para o relógio. Faltavam apenas vinte para as onze. “Em menos de dez horas, a verdade será revelada. E tudo já está bem encaminhado.” Pensou Richard, voltando-se para a sala do apartamento.

    Sentada à sua frente, uma atraente mulher, de não mais que vinte e cinco anos, observava-o impacientemente.

    Usava um vestido bem curto, com um grande decote que dava destaque aos seus seios volumosos. Na orelha esquerda tinha um piercing prateado com um pequeno símbolo em forma de letra V. Seus cabelos loiros, meio despenteados, inspiravam certa rebeldia, que mesclada aos olhos azuis, transmitiam uma ousadia exótica.

    Richard pediu para que ela esperasse e foi até um quarto no canto par a se vestir. Em alguns poucos minutos voltou, trajando um robe branco, e se sentou ao lado da mulher.

    - O que tem pra contar de tão urgente, Alicia? – perguntou ele calmamente.

    - Thomas se juntou à Ezachs.

    Richard movimentou a cabeça para baixo e fechou os olhos. Levantou-se e apoiou suas mãos sobre o sofá.

    - Eu peço desculpas, Richard – Alicia mordeu os lábios – Ele acabou descobrindo sobre o passado de Thomas e a relação dele com Kara. Não pude impedi-lo.

    - Tenha calma – Os vestígios da água da piscina se misturavam ao suor que agora saía de Richard, encharcando o sofá pela posição de seus braços. Alicia se levantou abruptamente e foi até a porta – Aonde vai? – perguntou ele.

    - Ver se posso corrigir o meu erro – disse ela.


    __________________________

    O relógio acima do mural marcava onze e vinte e dois.

    Sentado numa cadeira dura, Bravak se mostrava impaciente e apreensivo. Seu amigo de longa data acabara de morrer na sua frente e agora ali estava ele, no gabinete de Edward Storm, detetive responsável pelo Caso de Loonta.

    - Vou perguntar mais uma vez. O que raios estava fazendo na estação de metrô com Richard? – perguntou, gritando, um furioso Storm.

    Mais uma vez as câmeras haviam sido os algozes de Richard, pensou Bravak. Storm usou as imagens do metrô para provar que os dois haviam estado ali antes da explosão, além de Karen que estava detida em outra sala, à pedido do detetive Rain.

    Do outro lado do gabinete, Bravak havia encontrado quem menos poderia imaginar num lugar como aquele. Leonard, seu antigo companheiro, agora trabalhando para Storm. A princípio foi um choque, mas Bravak havia se lembrado o quão inteligente Leonard sempre fora. “Agora está ajudando a polícia a descobrir o assassino e se livrar de qualquer suspeita”, havia pensado Bravak, “muito esperto”.

    Storm continuava a esbravejar, enquanto Bravak recusava-se a falar qualquer palavra. Leonard observava pacificamente enquanto bebericava uma xícara de café.

    - Se acha que o seu advogado vai lhe tirar daqui. Não vai! – berrou Storm – Você pode ser uma pseudo-celebridadezinha, mas aqui no meu escritório, quem dita as regras sou eu. No meu caso, quem manda sou eu, está me ouvindo? Por isso é bom que você vá logo abrindo o seu bico para que...

    Foi interrompido. Alex Rain entrou a passos largos fechando sonoramente a porta.

    - Storm, preciso falar com você urgente. A sós – complementou ele, olhando de lado, para Bravak e Leonard. Este deu de ombros e deu um último gole na xícara de café.

    - Só obedeço ordens de Storm, que é o meu superior – comentou ele.

    Rain ficou pálido como a neve e olhou para Storm, como quem implora por uma intervenção.

    - Leonard, leve Bravak até a sala do Dr. Colb. Acho que ele não vai se importar, enquanto está fora – disse Storm – Não tire os olhos dele – Acrescentou apontando o dedo maior e o indicador para seus próprios olhos e apontando-os na direção de Bravak.

    Quando saíram, Rain fitou Storm e perguntou seriamente:

    - Não acha que está se arriscando demais confiando um camundongo à um rato?

    - Isso é problema meu. Leonard já se mostrou confiável o bastante e sei bem o que estou fazendo – Storm balançou a cabeça impacientemente e foi até uma das janelas, atrás da sua cadeira – O que queria falar com tanta urgência? – perguntou após ver que Rain não começava o assunto.

    - Acha mesmo que Bravak foi o responsável por explodir o Richard? – perguntou Rain.

    - Talvez... Tem aquela garota também. Karen. Acho que é esse o nome dela.

    Rain tirou de dentro do paletó um envelope e o entregou à Storm.
    - Não temos tempo para brincadeiras de adivinhação. Richard está vivo e está vindo para cá – disse Rain.


    __________________________

    O escritório do Dr. Colb não era muito diferente do de Storm. Exceto por alguns arranjos florais na parede e nas janelas, e uma foto da família sobre a escrivaninha. Era um clima bem mais agradável.

    - E então? – perguntou Leonard, fechando a porta - Pode falar abertamente comigo aqui. Quem explodiu Richard?

    Bravak encarou Leonard e, sentando-se numa cadeira apontada pelo segundo, pôs-se a falar:

    - Cara, não sei o que fez para que Storm o empregasse, mas bem lá no fundo, sei que vai me compreender.

    - O quê...? – começou Leonard.

    - Não há tempo para explicações. Antes de morrer Richard disse que Narrant, Joel e Thomas iriam se encontrar hoje à noite. Preciso de respostas, e de sua ajuda.

    - Você não é o único aqui – respondeu Leonard – Se me contar tudo do início, quem sabe eu não possa lhe ajudar?

    - Eu não sei se posso contar, não sei que tipo de serviço você está fazendo para o Storm, muito menos se posso confiar em você. O que peço é que apenas confie em mim e arranje um jeito de me soltar.

    Leonard refletiu por alguns instantes e foi em direção à porta – Já que é assim... – respondeu ele.

    - Aonde vai? – perguntou Bravak desesperadamente.

    - Provar que pode confiar em mim – respondeu ele, saindo e trancando a porta deixando Bravak sozinho naquela fria sala de outono.


    __________________________

    - Eu avisei que estávamos sendo vigiados – gritou Richard enquanto corria – Droga, isso não era para estar acontecendo assim.

    - Desculpa – choramingou Alicia – É tudo culpa minha.

    - Ajudaria se você ficasse quieta e poupa-se o fôlego para correr – respondeu ele.

    Os dois passaram por duas ruas e uma avenida que estava apinhada de pessoas. À essa altura, Richard não se preocupava mais em ser visto. Entrou numa rua sem saída e olhou por cima dos ombros para se certificar que ninguém os havia seguido.

    O plano de Richard agora acabava de mudar totalmente. Com Storm e Ezachs no seu encalço, estava cada vez mais difícil de controlar as coisas. A única coisa que pensava agora é abrir o jogo com o seu único e verdadeiro amigo. Estava parado diante da casa de Bravak. Era uma jogada arriscada, mas caso acontecesse algo com ele, Bravak seria a pessoa certa a quem ele poderia recorrer.

    Richard tentou tomar fôlego, mas algo dentro de sua cabeça começou a lhe preocupar. Era uma coisa que ele não sabia descrever, sentiu um grande arrepio. Depois ouviu Alicia gritar, tentou se virar, mas sentiu um peso caindo nas suas costas, derrubando-o ao chão e a seguir o frio de uma lâmina sobre o seu pescoço.



    __________________________




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    Última edição por Meltoh; 19-04-2010 às 23:12.
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  6. #6
    Avatar de Emanoel
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    Perdão por ter demorado tanto para ler os dois últimos capítulos.

    Lembro de já ter comparado essa história com um shōnen. O legal desses animes é que geralmente se preocupam em criar uma motivação para as intrigas e rivalidades, mesmo que tudo não passe de porradaria, o autor apresenta os personagens e tenta te convencer de que aquela briga vale a pena.

    Exemplo de um grupo que todos conhecem: os doze cavaleiros de ouro de Athena no anime Saint Seiya. Mu, Aldebaran, Saga, Máscara da Morte, Aioria, Shaka, Dohko, Miro, Aioros, Shura, Kamus e Afrodite não estavam apenas unidos por uma simbologia, mas por forte código de conduta e uma grande história. Existe um "pano de fundo" para suas ações, cada personagem teve seu espaço, emitiu opiniões e mostrou a que veio. Ao contrário do que acontece em Os Oito, os nomes e características principais não foram simplesmente jogadas, vários personagens foram trabalhados separadamente e depois provaram sua importância quando o grupo finalmente esteve unido, enquanto outros tiverem menos espaço, mas por algum motivo conseguiram tornar suas aparições marcantes. Mu e Aioria deram as caras antes de serem revelados como cavaleiros de ouro, Dohko e Kamus treinaram Shiryu e Hyoga, Shaka enviou dois subordinados para eliminar Ikki, Miro destruiu a Ilha de Andrômeda e Afrodite matou o mestre de Shun, Shura recebeu a Excalibur como reconhecimento de sua fidelidade a Athena, Aioros foi acusado de traidor quando salvou Saori de Hades. Já no santuário, Máscara da Morte acabou sendo renegado por sua armadura devido ao péssimo caráter, Aldebaran demonstrou tolerância ao enfrentar os cavaleiros de bronze e descobrimos que, na verdade, Saga sofria de dupla personalidade que oscilava entre o bem e o mal. O que faz ser tão fácil lembrar dessas informações, porque os personagens foram capazes de encantar milhares de fãs? Acredito que foram introduzidos no momento correto, apresentados com paciência e perspicácia.

    Eu nem mesmo consigo lembrar dos inúmeros personagens de Os Oito, quanto mais pensar nos fatos marcantes que os tornem mais do que homens sem rosto. A história chegou em um ponto onde fico cada vez mais confuso a cada capítulo, sempre retorno aos anteriores para pescar informações, mas boa parte da diversão desce pelo ralo nessa empreitada.

    Você já leu It de Stephen King? O livro possui sete protagonistas, personagens que recebem uma enorme atenção. Logo no início, o autor utilizou um recurso interessante para facilitar o reconhecimento: simplesmente um capítulo para cada, aprofundando as personalidades, características físicas, histórias e estilos de vida. Bill, Ben, Bev, Richie, Eds, Mike e Stan deixaram de ser apenas nomes antes mesmo de estarem unidos e realmente envolvidos com a trama. É um efeito poderoso que te prende a história, faz com que você se importe com a equipe.

    Outro fator que me incomoda em Os Oito é a dificuldade que tenho em imaginar esse mundo, o aspecto dos ambientes, objetos e pessoas. Não sei se penso em um futuro decadente no estilo Cowboy Bebop ou Blade Runner, talvez uma daquelas pequenas cidades de Final Fantasy VI ou algo mais próximo de Star Wars... enfim, está tudo misturado e pouco detalhado.

    Acho que você tem muito a nos oferecer, mas faltou um bom planejamento para essa aventura. Quando alguém lê o título, logo se pergunta quem são os oito, mas até o momento nenhum capítulo conseguiu responder de forma satisfatória. É, meu amigo, ainda não entrei no clima.
    Última edição por Emanoel; 20-04-2010 às 02:59.

  7. #7
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    AEAEAEAE
    Finalmente cheguei! 8D

    Cara, como te disse estou A-DO-RAN-DO "Os Oito".

    Os dois primeiro capítulos foram meio forçados os diálogos e os personagens foram jogados, mas já consegui entender algumas coisas.
    O enredo em si tá ótimo, só falta aprimorar mais.
    Como o Emanoel disse acima: eu ainda não entendi que tipo de cidade é essa. Eu gostei dessa de tectonologia com medieval, mas só falta explicar mais.

    E os diálogos soam falsos. Acho que não são bem as frases, mas sim os gestos que você descreve...

    Enfim. Estou acompanhando.
    Não desista, pelamordedeus, ok?

    Ah, e eu acho que o assassino é o Leonard.

    P.S.: Detetive Rain e Storm, a dupla dinâmica. AHUAUHHUAUHAHUAUHAHU
    Eu mijei com esses dois nomes.

    ..:: Lorofous ::..


    “I'm a traveler of both: time and space."

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  8. #8
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    Esse capítulo é sem dúvida o mais bem escrito, mas também é o mais complicado. A história toma direção, mesmo que essa seja bastante forjada. Aliás, ainda tenho a sensação de que tudo se encaixa demais, e é ironia para tudo que é lado.

    Ainda espero por mais detalhes. Essas duas partes foram um amontoado de frases, lembre-se que estamos lendo uma narrativa e não uma peça de teatro. Procure ambientar como eu disse, procure aproximar os personagens de nós. Quero ficar chateado quando o meu favorito morrer, porém, por enquanto todos não passam de nomes para mim.

    Nota: 6/10

  9. #9
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    Olá, Meltoh. Como falei, aqui estou.
    O prólogo está bem escrito e interessante. Ou, em parte. Para mim, algo que atrai a atenção, principalmente em inícios de histórias, é a ação. Claro que não é preciso meter logo de cara um príncipe salvando a princesa de um castelo em chamas. Mas o que quero dizer é: tentar sintetizar algumas descrições, e deixar que apareçam com o decorrer da história, naturalmente. Veja, a parte em que Narrant tem seu "devaneio" foi uma chuva de informações, e isto me deixou um pouco desconfortável


    Agora vou citar umas coisinhas bobas que notei:

    Um acusava ao outro
    Acho que o certo é "Um acusava o outro"

    e à passos rápidos foi se aproximando da casa.
    E a passos rápidos

    Bem, no geral eu gostei, o enredo parece ser muito bom. Vou acompanhar, e assim que possível passo para ler o cap. 1!

    Bela~



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