Lol...
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O Dragão é Tudo
Ainda me lembro da primeira vez em que invoquei o poder do Dragão. Não senti nada do que esperava: Alegria, medo, satisfação. Nada. Simplesmente aconteceu... Infelizmente aconteceu.
Eu tinha meus dezesseis anos de idade e vivia em um dos muitos mosteiros existentes ao norte dos países nórdicos. Era um lugar tranqüilo apesar de tudo. Não havia luxo nem muita diversão ou tempo de sobra. Mais ninguém estava ali contra sua vontade, era um lugar onde as pessoas procuravam um caminho.
A rotina do mosteiro era muito rígida. Muitas vezes acordávamos antes do sol nascer, rezávamos – cada um para o seu deus, já que o mosteiro era aberto a todos – as tarefas variavam dependendo do dia, desde a escalar montanhas para a meditação ou sair atrás de estrume de animais selvagens. De qualquer maneira, qualquer tarefa servia para a nossa educação.
Era um lugar onde a maioria era solitária, inclusive eu. Até que conheci Ok, na verdade seu nome era Okarina hum pada, ou alguma coisa parecida, de qualquer maneira nunca consegui pronunciar aquele nome, por isso o apelido. Naquela época não tinha idéia de onde ele viera, nunca tinha visto alguém com suas feições. Hoje eu sei que provavelmente Ok seria de algum reino oriental, o que hoje faz sentido.
Ok era uma pessoa distante, muitas vezes o via falando sozinho. Ele era uma pessoa muito solitária, eu era o único amigo que ele tinha e vice-e-versa. Em um lugar onde o terreno e o clima era inóspitos, só podíamos contar um com o outro.
Ele sempre me contava sobre as lendas de seu reino, a maioria envolvia uma grande serpenta que ele chamava de Dragão. Ele nunca dissera que era uma serpente, mais desde que ele me mostrara o desenho em um pergaminho, associei o Dragão a serpente, já que, na minha terra as lendas sobre dragões eram bem diferentes.
O que mais me atraia no “Dragão”, não era sua aparência, que segundo Ok, era do tamanho de alguns reinos, mais sim a sua personalidade. Ele podia ser justo e cruel, podia dar e podia tirar, podia ser bom, ou não. Mas as histórias sempre terminavam com a mesma “lição” de moral: O Dragão é Tudo.
Tempos depois, Ok passou a receber mais cartas do que o normal, sempre o vira escrevendo-as, mais nunca perguntei do que se tratava, seria uma desfeita. A medida em que ele recebia mais e mais cartas, sua personalidade ia se modificando. No entanto, nunca fora arrogante ou mesquinho comigo, mas parecia mais solitário que nunca.
Uma noite eu o encontrei encarando o penhasco que se abria embaixo do mosteiro. Não sei porque mais não conseguia dormir aquela noite e decidi caminhar em volta do mosteiro, se foi simples coincidência ou algo místico eu até hoje não sei.
Eu me aproximei dele, mais cada passo que eu avançava ele recuava igualmente. Em seu rosto uma expressão de infelicidade. Até que ele pulou, consegui segurar em um de seus braços e me esforçava para puxa-lo de volta. Até hoje lembro do que ele disse.
“O Dragão é Tudo”,
Dizendo isso ele se soltou de meus braços. Nesse momento, quase que independente de minha vontade, uma neblina se formava a medida em que ela caía. Era o hálito do Dragão, o qual sustentara muitos príncipes no ar graças à luxúria dos mesmos. Mais Ok simplesmente atravessou a névoa e desapareceu, não havia um pingo de luxúria nele, era puro. Logo depois desmaiei, o Dragão quase me destruirá.
Depois disso, os monges do monastério temeram que eu caísse em depressão mais isso não ocorreu. Creio eu que Ok gostaria que eu terminasse meus estudos e assim o fiz. Não havia atingido a iluminação quando saí do monastério, e mesmo os que ficaram também não conseguiram. Sei que depois de alguns anos depois do acontecido, com a maior parte do meu treinamento concluído, saí perambulando pelo mundo sem nunca entender o porque Ok havia feito aquilo. E o começo para a busca de tal resposta só encontraria anos mais tarde quando ainda era jovem e retornei ao monastério. Os monges me mostraram um baú, segundo eles era de Ok e estava endereçado a mim. Eles o haviam encontrado em uma caverna profunda nas redondezas do monastério logo após minha saída. Era um baú simples e pequeno que trazia duas mensagens talhadas no topo, a primeira dizia que o baú estava destinado a mim e a segunda foi a que mais me chamou atenção: “O Dragão é Tudo”. E assim iniciei minha busca!
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Jotinha
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