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Tópico: O Homem Eterno

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  1. #1
    Avatar de Emanoel
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    Metade do capítulo foi um repeteco do Prólogo e a outra metade trouxe informações novas e esclarecedoras, mas nenhuma das partes me fez perder o interesse na "problemática carliniana".

    O interessante de acompanhar uma história a conta gotas é ter bastante tempo para imaginar até onde o enredo está nos levando. Por outro lado, nada melhor do que perceber estar mais interessado no desenvolvimento do que no fim. Nessa seção, raramente somos brindados com um personagem que aspira complexidade; acredito que esse é o grande diferencial d'O Homem Eterno.

    Aguardo o próximo.

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  2. #2
    Avatar de Scholles
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    Bom começo com o primeiro capítulo. Você conseguiu instigar o leitor com informações discretas e bem-colocadas para que ele não desistisse da leitura ou achasse-a cansativa demais. A fluência foi muito boa e as descrições não deixaram nada a desejar. Realmente, um texto muito bom.

    Como sempre fazia nas manhãs geladas do inverno carioca.
    Uma informação sutil, mas importante. Você colocou carioca se referindo ao inverno e nos localizou na história.

    [..]por isso sentia prazer em desdenhá-las.
    Egoísta, acredita ser melhor que os outros por seu status. Um personagem bastante humano.

    Acredito que o último parágrafo se refere à criação de algum robô... Seguido de alguma revelação do passado no próximo capítulo. Lerei o próximo capítulo assim que puder.

    Abraços.

  3. #3
    Avatar de Drasty
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    Ai está. Novamente, obrigado pelos comentários.

    Capítulo III
    Heras do meu jardim

    – P3TU, peça um táxi pra quatro, por favor – Carlos fez o "por favor" soar mais falso que o vocativo.

    Em casa, a peça era quase sempre dramática e atrasada. Ele se olhava no espelho depois do banho encarando seu rosto, enquanto Amanda despia-se com os pequenos olhos. Repentinamente, ele a respeitou. Observar cada detalhe minucioso de seu semblante era um ato corajoso para uma mulher, nem todas eram capazes disso. E Carlos admirava esse instinto de sua atriz.

    Rapidamente a barba estava feita, o cabelo penteado e os dentes escovados. Os gêmeos tremiam no corredor, como se algo importante os esperasse. De fato, aquele devia ser o dia mais interessante da vida dos pequenos. João Guilherme e Maria Antonia, nomes tão bonitos. Quando soubera que Amanda esperava por gêmeos não houve nem discussão, só esses serviam.

    Depois de escritos certidões não se via mais a beleza, tinham perdido a mágica do princípio.

    Ainda houve cinco gritos de Amanda a chamar, quando por fim Carlos surgiu na porta da frente arrumado. Ela desdenhou sua pança e cuspiu na própria boca. Nos seus olhos ele viu repulsa aos dois pequenos vestidinhos nos uniformes. Cada dia mais ela via neles o reflexo do pai.

    Amanda tentava esconder por trás dos seus óculos o ódio que cultivava por seu marido. Entre as goladas de uísque e os tapa-olhos ia omitindo. O papel de mulher dedicada era tão bem feito que inclusive ela, por vezes, acreditava ser autêntico. Horas gastas com as crianças, os almoços e jantares, o sexo comportado, nada na caixa de Pandora, ela seguia um padrão.

    João e Maria viviam com duas pessoas que mal conheciam. Nem por isso eram crianças problemáticas, pelo contrário. Ambos ostentavam belas notas, desfilavam vários amigos e representavam o exemplo para os professores. O melhor de tudo isso, não precisavam fazer parte de uma peça para agirem naturalmente. Crianças escondem com perfeição seus lobos.

    Agora dentro da sala de aula na frente dos seus pais e de seus colegas os dois apresentavam o projeto da classe. Cheios de desenvoltura e malabarismo levavam todos naquele recinto. Exceto Carlos. O gorducho remexia-se incansavelmente na simples cadeira de plástico. Pensou duas vezes em vomitar. Achou que teria um ataque do coração. Limpou a garganta vezes e vezes. Suava como um porco. Carlinhos estava presenciando o intervalo mais brusco da peça. Quase achou que não voltaria a ouvir os barulhos do reinicio.

    Ele olhou o filho João da cabeça aos pés. Tentou ver o que não podia mais ser visto. Desesperado, levantou e esforçando-se o máximo para ser discreto, saiu da salinha. Em seguida andou veloz pelo corredor do colégio. Adentrou o banheiro masculino deparando-se com sua imagem no espelho. Aturdido e suado. Seus membros doíam, o corpo não respondia a si. O objeto a sua frente revelava seus maiores mistérios. As pragas que pesteavam sua varanda brotavam do seio de sua face, invisíveis. Ali, o ar parecia rarefeito, estava impossível respirar.

    Na cabeça de Carlinhos, dançavam animados dois robôs para uma platéia de uma dúzia de macacos. Cada animal daquele espetáculo segurava uma revista de fofoca na mão esquerda e eufóricos berravam “casa com ele”. Para surpresa da macacada o robô virou as costas e saiu trotando. Baptista quis subir no palco e abraçar o outro, numa expressão de caridade, mas não foi capaz.

    – Carlos! – ouviu um grito seco bem baixo ecoar no banheiro. – Carlos, meu amor, tudo bem como você?

    De repente, teve de acordar. Restabelecer contato com o próprio mundo.

    – Tudo bem, tudo bem – respondeu apavorado.

    – Você saiu apressado, eu fiquei preocupada. – Amanda conseguia se expressar com muita clareza, ele chegava a ficar admirado. Acreditava nela como uma engenheira das palavras, projetando cada sílaba.

    – Não foi nada, Amanda. Foi só uma dor de barriga.

    Ela trincou os dentes e sorriu ironicamente.

    – São essas porcarias que você come o dia inteiro – o pior era admitir a verdade. As porcarias realmente lhe faziam mal. – Agora vamos embora, não vejo a hora de chegar em casa.
    Última edição por Drasty; 18-12-2009 às 16:42.

  4. #4
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    Bom capítulo, apesar de não ter entendido algumas coisas, como a parte dos robôs e dos macacos. Mas não tem nada a ver com a escrita. Você escreveu muito bem. A propósito, você possui um amplo vocabulário e sabe usar muito bem as palavras. Parabéns!
    Leia minha roleplay :Terras Distantes

  5. #5
    Avatar de Drasty
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    Pois é, fico até emocionado em chegar ao fim dessa história (ou conto grande se preferir).

    Capítulo VI
    O Homem Eterno

    – Fizemos o possível, mas a senhora tem que entender que ele ficou muito tempo sem oxigênio no cérebro – houve uma pausa. O homem de branco apertou o cenho com os dedos e bufou. – Senhora Baptista, ele teve morte cerebral, ele está no que chamamos hoje de estado vegetativo. Ele está instável. Entretanto, ele ficará nesse estado para sempre. – Ficou quieto de novo. Levantou os olhos e observou os outros presentes na sala.

    Recolhera o telefone por um momento, estacionou-o em seu ombro. Seu rosto estava apático e tinha duas enormes olheiras, escuras como aquela sala.

    – Ela está pedindo que desliguemos as máquinas.

    – Ora Eduardo, diga a ela que estamos no Brasil – respondeu um senhor bem velho que carregava consigo com uma bengala esverdeada.

    Eduardo colocou o telefone no ouvido de novo.

    – Olha só Senhora Baptista, nosso país não permite a eutanásia.

    – TÁ DIZENDO QUE MEU MARIDO VAI FICAR AI PARA SEMPRE?

    Dessa vez a sala inteira ouviu sem qualquer esforço.

    – Enquanto o seguro dele cobrir, sim. São as maravilhas da medicina moderna, senhora. – ameaçou dar uma risadinha, mas percebera que tinha feito uma brincadeira na hora errada. O barulho de choro do outro lado da linha o fez continuar. – Olha, é assim que vai funcionar. Colocaremos seu marido num quarto especial onde ficam os pacientes que se encontram na mesma situação. O seguro da empresa dele cobre todas as despesas, então não haverá problemas. A senhora sabe qual a duração desse seguro de vida?

    Eduardo arregalou os olhos assustado. Todos na sala oval perceberam algo diferente no rosto do médico. Assim que ele colocou o telefone no gancho quase todos sentaram-se. De pé apenas o velho com sua bengala. Este parecia ter entendido de imediato. Doutor Eduardo abriu um sorriso sarcástico enquanto levantava-se.

    – Parece que o senhor Baptista vai viver mais do que nós. O seguro de vida desse paciente é vitalício.

    O velho doutor então completou:

    – Em 50 anos de medicina eu nunca tinha visto isso – depois soltou uma gargalhada. – o primeiro caso de um homem imortal! Esse Carlos Baptista vai viver para sempre, Eduardo. Para sempre! – ele não se continha.

    – Isso é um absurdo. Como esse paciente tem um seguro desses? – perguntou um médico, o único na sala sem o jaleco branco.

    – A esposa estava muito nervosa, não conseguiu me explicar direito. Mas tem haver com um grande amigo e uma dívida – respondeu Eduardo. Os seis médicos se entreolharam. – Bem, o que importa é que vamos ter que mantê-lo vivo, aparentemente para sempre.

    – Isso é demais! – dizia o doutor da bengala. Ele ainda riu bastante e depois saiu como um relâmpago.




    – Carlos Baptista dono da milionária empresa Baptista Eletrônicos teve morte cerebral, segundo o Dr. Eduardo Rodrigues ele se encontra em estado vegetativo. Seu corpo está ligado a máquinas que o manterão vivo. Devido a seu seguro vitalício, os médicos do hospital de Ensino Gregório Marques declararam que Carlos Baptista viverá para sempre. Esse pode ser o primeiro problema enfrentado pela medicina moderna... – de repente a voz da televisão foi cortada.

    Valentinna olhava os lábios do âncora se mexerem enquanto observava as imagens de Carlinhos no fundo da transmissão. Sabia que esse assunto seria repercutido em todo lugar e por todas as pessoas. Alguma hora ela precisaria dar sua opinião. Difícil seria segurar as lágrimas ao tocar no assunto, ainda mais quando se condenava pelo acontecido com seu ex-amante. Ela questionava a própria consciência a fim de averiguar se algum dia conseguiria superar seu dedo nessa história. Como a televisão dizia, Carlos estará sempre por perto.

    – Está tudo bem, querida? – perguntou um homem alto que se estendia atrás do sofá.

    Ela devia por um ponto final de vez, inventar um argumento indiscutível.

    – Esse Carlos Baptista era um grande amigo meu.

    Agora chorava. Com a consciência imunda. Mas ao menos, podia chorar sinceramente.




    – A senhora pode vir visitá-lo quando quiser – disse Eduardo consolando a viúva.

    – Obrigado, doutor. Posso ficar a sós com ele?

    Eduardo consentiu com a cabeça e saiu do quarto. Quando atravessou a porta o velho doutor de bengala o esperava. Ele o cutucou com o instrumento e apontou para a senhora que se curvava na cama do paciente. Em seguida, começou a gesticular com as mãos fazendo círculos no ar.

    – Tenha dó, Casagrande.

    – O que? A mulher dessa Baptista tem uma bunda linda, não adianta negar – Eduardo o olhou com um desprezo natural, como se fosse natural aquele linguajar entre médicos. Os dois caminharam a um passo lento e viraram-se um para o outro depois de alcançar uma boa distância do quarto.

    – Esse cara ai tinha tudo, dinheiro, uma mulher sensacional e dois filhos – disse Casagrande coçando a barba – alguma chance desse gorducho ter tido uma vida triste?

    Eduardo riu do sarcasmo vagabundo do companheiro e deu-lhe uns tapinhas nas costas. A enfermeira perguntou formalidades e depois entrou no quarto do homem eterno. Os dois médicos assinaram formulários e foram embora tomar uma cerveja gelada.
    E...

    Epílogo

    Diferente de autores de romances insossos, de heróis patrióticos ou de psicopatas bem sucedidos, Carlos viveria para sempre, não em linhas ou na memória de boas senhoras, mas sim na sala 213. Sem a garrafa de uísque 12 anos, sem Valentinna, sem ninguém. Somente ele e suas lembranças.




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  6. #6
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    O que é isso, companheiro?

    Puta que pariu, cara.

    Tive calafrios lendo o último capítulo. Só posso dizer... Sensacional.

    ***

    Bom, recuperado do choque inicial, retornei.

    A trama foi boa, porém, faltou um "quê" a mais; ficou aquela sensação "é só isso?, achei que tinha mais enredo!". Claro que não tira, de forma alguma, o teu mérito.

    Acabo pensando que sou insatisfeito: se tivesse havido mais enredo, um mistério a mais, eu teria dito que ficou muito fantasioso; do jeito que ficou, eu disse que está sem enredo.

    Mas acabo pensando também que deste jeito ficou melhor. A vida dele era mediocre, assim como as nossas também o são; nada de mistérios, segredos ultra-secretos: alguns tons de melancolia aqui; um segredo tão medíocre que chega a dar gosto; e um final belíssimo.

    E é claro, este personagem tão bem construído, tão complexo, tão fantástico que poderia ser qualquer um de nós. Grande Carlinhos — O Homem Eterno. Literalmente.

    Enfim, depois de dito tudo isso, posso te idolatrar parabenizar sem peso na consciência: parabéns por este grandioso personagem. E tratando-se desta seção, parabéns por ter finalizado esta magnifica saga.

  7. #7
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    Texto bem leve e bom de se ler. Por alguns momentos eu pensei que a ambientação da história era no futuro. O texto está muito bem escrito, não encontrei nenhum erro. A história ainda está no início, mas por enquanto está boa. Aguardando próximos capítulos.
    Leia minha roleplay :Terras Distantes

  8. #8
    Avatar de Ruamberg
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    a história ta massa pow


    A grande batalha comecou.




    De que lado você está?

    Episodio 3 chegando!!!


  9. #9
    Avatar de Emanoel
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    Bem-vindo ao clube dos cinco (?) escritores que concluíram histórias nessa seção. :o

    Eu esperava um final digno dos enfadonhos episódios 25/26 de Evangelion, algo pesado e metafísico, mas acabou terminando como começou: melancólico pé no chão, consciente, simples até. E o título foi explicado com exatidão, grata surpresa.

    Achei o tamanho do "conto grande" ideal para os padrões da literatura virtual foristica (ê laiá), só o Epílogo que me pareceu curtinho demais para justificar a separação.

    O Homem Eterno deixa saudades. Parabéns por ter conseguido atingir seu ponto.

  10. #10
    Banido Avatar de Hovelst
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    Já tinha dado uma leve rondada pelo tópico, mas nunca parei pra ler, e sinceramente, não esperava que a história estivesse tão adiantada assim, principalmente porque o número de comentários é algo extremamente ridículo pra uma história de 8 capítulos: 33 comentários, de onde uns dez devem ser seus.

    É engraçado como a seção tem um movimento constante, apesar de não ter tantas histórias, e mesmo assim ter tão poucos comentários. Parece tão estranho ver tópicos antigos como Ferumbras atingindo 400 comentários, e hoje, a mesma história com pouco mais de 60. Tão engraçado ver como histórias antigas atingiam 100 comentários brincando. Pra quem se lembra, a do Wicht´druid atingiu mais de 100, a dele, porra. :yelrotflm
    Mas, são tempos estranhos.

    Enfim...
    Não vou comentar capítulo por capítulo, até porque eu perderia tempo demais.

    O estilo narrativo está mecânico demais. Não sei qual foi o processo, se foi proposital, mas está bem mecânico o texto, ao longo dos dois primeiros capítulos e também em alguns outros trechos no texto. A passagem de uma ação pra outra às vezes fica disconectada, mal cadenciada, justamente porque tu pontua demais. No momento que se inicia a próxima frase, parece que não tem a ver com o contexto anterior. Sem contar ainda o caráter formal demais do texto, isto é, nas descrições e muitas vezes nas palavras escondidas que deixa o texto mais mecânico ainda. É algo que interfere um pouco no desenrolar da leitura e que eu estranhei, principalmente por se tratar de você. Eu recomendaria tu dar uma mudada no prólogo e no capítulo I e revisar também os outros capítulos.

    Algumas citações de partes bem interessantes ao longo do texto. Sei lá porque vou citar elas, mas, ta aí...

    Carlinhos imaginava que dentro da cabeça de pessoas entregues ao isolamento de si mesmos, um violinista canhoto tocava uma melodia chorosa interminável.
    Aqui eu ri da tirada desconexa. Por que um violinista canhoto?

    Valentinna começara a vomitar aqueles falsos gemidos.
    Mais uma tirada perspicaz.

    Amanda tentava esconder por trás dos seus óculos o ódio que cultivava por seu marido. Entre as goladas de uísque e os tapa-olhos ia omitindo.
    Sagaz, sempre sagaz.

    ...do contrário, um vazio crescia em seu estômago e nenhuma guloseima poderia preenchê-lo.

    A história, se é que podemos chamar assim, foi composta por capítulos curtos, acho que ideias pra era que a seção vive hoje.

    O enredo se mostrou um tanto quanto comum. Não comum na execução, mas no enredo, que se mostrou repetitivo, justamente por se tratar da vida de um homem normal, cheio de defeitos, e que vai se embrenhando cada vez mais na merda que sua vida é. É um ponto até que positivo e eu gostei do enredo, apesar de tudo. Ele simplesmente mostra a realidade: como as pessoas são mesquinhas.

    O personagem Carlos foi realmente bem trabalhado. Uma mente mesquinha e egoísta, um psicológico realmente digno da história.

    E gostei principalmente do final, genial e que valeu por toda a história.

    Não tenho muito mais o que falar. Foi uma pena eu não ter acompanhado capítulo por capítulo e ter aquela angústia que as pessoas tinham pra saber o que teriam para ler no próximo folhetim antigamente.

    No mais, só resta te parabenizar por ter terminado a história, com uma execução digna e com um final mirabolante.

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