Alguém ainda lê essa bagaça?
Eu ainda tenho muitos caps e já que vcs me deram o trabalho de escrever tudo aquilo, eu vou postar tudo aquilo tbm...
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Começando com pé esquerdo
Mal surgiram o primeiro olhar do Sol tibiano, e os três já estavam pegando a estrada. Caminhavam tranqüilamente, seguindo uma trilha, quando avistaram, ao longe, cinco figuras barbudas e de baixa estatura. O que vinha na frente, carregava um pequeno machado, não usava elmo, trajava roupas de couro e tinha barba loira. Três outros carregavam bestas de mão, e machados na outra mão, ostentando suas grandes barbas avermelhadas. Um último, logo atrás, tinha uma armadura dourada de aparência resistente, barba branca, um elmo, um grande machado e um escudo na outra mão.
Era incomum anões fora das redondezas de Kazordoon ou de sua cavernas. Desconfiando das intenções dos anões, Eliot subiu em uma árvore e sacou seu arco, antes que eles o avistassem. Kraig disfarçadamente preparou sua funda com uma pedra, e Mai levava sua Pudao na horizontal, para manter distância das criaturas, quando se aproximassem. O primeiro anão falou, em tom não muito amistoso:
_Quem são vocês, humanos de sangue fraco?
_Me chamo Yna. –respondeu Mai, blefando. –E vocês? Quem são?
_Nossos nomes não lhe interessam! Quero saber quem é seu amigo aí... –respondeu grosseiramente outro anão.
_Não vou mentir. Chamo-me Kraig. Por que querem tanto saber quem sou?
_Kraig? Pois então morrerás pela lâmina de meu machado! –berrou o primeiro anão, erguendo o machado e partindo já para o ataque.
Habilmente, Kraig arremessou a pedra de sua funda no anão, atingindo sua testa, deixando-o tonto. Surpreendeu-se com sua mira, mas não tinha tempo para festejos. Levantou a guarda quando viu um dos virotes da besta dos anões vir em sua direção, mas não conseguiu desviar. Porém, nem arranhou suas vestes. Vendo que os virotes eram inúteis, correu na direção do monge.
Uma flecha voou do arco de Eliot até o pescoço do anão que foi atingido pela pedra, matando o mesmo. O anão de armadura dourada e um dos anões, que ainda usava a besta, impressionaram-se, e passaram a procura pela origem da flecha.
Um dos anões também corria em direção da garota, que estava pronta para o combate. Os braços curtos da criatura e o comprimento da lança de Mai davam-lhe aparente vantagem. Ela o golpeou, passando a lâmina de raspão pela cabeça do alvo, fazendo o anão recuar. Sem saber o que fazer, ele arremessou a própria besta contra a garota, que se atrapalhou toda com o lançamento inesperado da arma. Aproveitando a brecha deixada em sua defesa, ele a golpeou atingindo o peito. O golpe não chegou a perfurar a armadura de Mai, mas a fez perder o equilíbrio e cair.
Kraig observou atentamente a aproximação do anão, procurando um lugar indefeso para um bom chute. E achou. Antes que o anão pudesse investir contra o monge, teve seu ataque desviado por um soco no braço, abrindo sua guarda, e foi atingido na chamada “costela flutuante” (do lado da barriga, debaixo do braço) e forçado a ficar gemendo de dor pelo chão. Kraig percebeu que dois anões procuravam por Eliot, e partiu para distraí-los.
Mas chegou tarde. Antes que o caçador pudesse sacar outra flecha, o anão o avistou, e sinalizou para que o companheiro atirasse um virote nele. Depois disso, partiu para o encontro de Kraig, brandindo seu machado.
Eliot foi atingido na perna, e perdeu o equilíbrio, despencando da árvore. O anão sorriu e preparou outro virote, enquanto o caçador tentava com dificuldade repor o arco e superar a dor em sua perna.
Mai, ligeiramente girou sua lança, atingindo as pernas do anão com o lado oposto à lâmina, derrubando-o também. Levantou-se antes do anão e bateu com a lança no machado do pobre coitado que ficou ali, jogado no chão, sem defesas. Sem olhar para o anão, ela perfurou seu peito, acabando com a vida do infeliz. Olhou em volta e partiu para ajudar seu amado.
O monge, vendo que o anão ergueu o machado acima da cabeça, passou uma rasteira no baixinho, fazendo-o cambalear alguns metros. Levantaram-se rapidamente e se chocaram. O machado atingiu violentamente a perna de Kraig, que caiu ajoelhado, e recebeu mais um golpe no braço. O anão sorria quando levantou o machado, preparando para cortar o adversário ao meio, mas o sorriso tornou-se pavor quando o monge proferiu palavras mágicas:
_Exura Gran Vita! –a cura suprema dos monges. A magia dos monges. Todos os ferimentos se fecharam, e um soco atingiu o queixo do apavorado anão, que tombou para trás.
Com muita frieza em seus movimentos, ele simplesmente pisou no pescoço do miserável caído no chão, que logo parou de respirar. O último dos anões, que ainda nem percebeu que estava sozinho, atirava virotes contra Mai freneticamente, impedindo a garota de se aproximar. Sorrateiramente, o monge se aproximou e, antes que o inimigo o percebesse, pôs as mãos na cabeça do anão e girou, quebrando o pescoço da criatura.
Mai, que ainda estava impressionada com a frieza e calma com que Kraig tinha matado seus inimigos, nem ouviu a aproximação de um dos anões, aquele que ficou gemendo no chão. Ele corria na direção dela, ostentando a arma e preparado para o ataque-surpresa. Mas Eliot, que via tudo, foi mais rápido. Habilmente sacou uma de suas machadinhas e arremessou contra o anão, atingindo a cabeça do barbudo, que caiu duro no chão.
Todos os anões mortos no chão. Kraig verificou para ter certeza:
_Alguém está me caçando. E sabe onde estou... –disse, em tom de suspense, olhando aqueles corpos deitados no chão, e o sangue esparramado pelo gramado.
Mai usou uma das magias armazenadas para curar a perna de Eliot, e seguiram viagem. O cansaço da batalha os pegou de surpresa, e tiveram que montar acampamento mais cedo do que esperavam.
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O próximo cap é um dos meus preferidos, principalmente pra qm gosta de magos, aguardem...
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